SATISFAÇÃO URGENTE PARA A ALMA

PRECISO DE ALGO URGENTE PARA MINHA VIDA

Por Roberto N. Amorim

 “Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele com vivemos.”  Essas foram as tristes e frustrantes palavras de Yaoni Sanches, cidadã cubana,  numa entrevista a Revista Veja (edição 2123).

Assim como ela muitos estão desiludidos, sem esperança e insatisfeitos com sistemas políticos, ideologias, líderes, familiares, propriedade, dinheiro, amigos, profissão e etc.

A sociedade vive debaixo de um descontentamento natural com a vida e isso é expresso em frases como: “minha vida está vazia”, “minha vida está chata”’, “estou inquieto”,  “algo parece estar faltando”, “deve haver algo mais do que isso”.  E a busca também não cessa. É mais uma drink, mais um gole, mais uma noitada, mais um sexo, mais um caso, mais uma viagem, mais uma compra, mais uma droga, mais uma hora extra de trabalho; é um mais, mais, mais, que nunca cessa.

Mesmo quando as coisas aparentemente parecem estar indo bem, quando parece haver sucesso na vida, há a um sentimento que corrói  por dentro dizendo que algo ainda está faltando. No fundo todos estão desejosos de algo que lhes traga satisfação, alegria,  esperança e razão para viver. Algo que mude perpetuamente o “modus vivendis”.

Não há dúvida que todos temos uma fome e sede por algo. O problema é que buscamos de forma errada. Nada visível pode responder a necessidade invisível e interna da alma.  A satisfação, alegria, realização, paz, razão de viver que todos estão buscando não se pode encontrar: dentro si mesmo, na religião, nas pessoas, nos bens ou circunstâncias.

Jesus disse: “ Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça porque eles serão fartos.”  O que Jesus diz é que as pessoas felizes estão com desejo certo e busca a resposta certa. O que todos procuram está em Deus! Salomão, escreveu em  Eclesiastes 3:11: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem…” O que significa isto? Deus pôs a eternidade na mente do homem. Deus criou cada pessoa com desejo de coisas eternas e espirituais. Em outras palavras: todos têm uma inquietude que só Deus pode satisfazer. Agostinho disse:  “Fizeste-nos para Ti e o nosso coração não está tranqüilo até que descanse em Ti”.

Tentar satisfazer a alma com coisas externas é perda de tempo;  é apenas aumento do vazio, frustração e solidão. Deus falou pelo profeta Isaías o seguinte: “Por que vocês gastam dinheiro com o que não é comida? Por que gastam o seu salário com coisas que não matam a fome? Se ouvirem e fizerem o que eu ordeno, vocês comerão do melhor alimento, terão comidas gostosas. Escutem-me e venham a mim, prestem atenção e terão vida nova.” (Isaías  55:2-3). A procura da verdadeira vida encontra sua resposta final em Deus.

Os que estão desiludidos, sem esperança, insatisfeitos; os que se perguntam sobre a razão da vida ou que tem colocado sua esperança em tantas coisas e continuam frustrados, apelo para que urgentemente venham a Deus e deixem que Ele os satisfaça. Estou certo de que a mesma experiência de Davi no Salmo 107.9 será realidade em todos os que o buscarem: “Pois ele dá água aos que têm sede e coisas boas aos que estão com fome.”

 Pare de tentar satisfazer-se e deixe que Deus o satisfaça.

 

 

 


BULLYING EVANGÉLICO!


 

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. Essa hoje é a principal luta dentro das escolas. O bullying tem suas raízes no orgulho, na soberba, no desprezo, no egoísmo e na indiferença. Jesus foi vítima estrema de “bullying”. Um grupo organizou, planejou e tramou sua morte.

E o bullying nas igrejas? Existe ou não? Comecemos com a liderança. Há um grupo de pastores que abusam de  seus rebanhos. São cruéis na forma como os tratam.  Há muita gente boa sendo humilhada, envergonhada e intimidada. Rebanhos vivem debaixo de culpa, medo e solidão. Destroçada por uma liderança arrogante.

Por um outro lado, há uma membresia “bullistíca”. Gente obtusa quanto ao novo, a diferença e ao diferente. Uma “moçada” que “se acha”; não conseguem conviver com o fraco, o simples, o pobre, o diferente, o tímido, o desajeitado, o inculto. Supervalorizam o seu padrão espiritual adquirido pela “ascendência evangélica familiar”ou pelos “anos da vida cristã”; adoram viver no “gueto cristão” para perpetuar o status.

Jesus combateu tudo isso. Os evangelhos nos falam de um Jesus que “acolhe”, “recebe”, “cuida”, “zela”, “perdoa”, “doa”, “chora” e acima de tudo “ama”.

Que os “bulêmicos evangélicos” se arrependam e voltem a prática do amor, da aceitação e do cuidado às pessoas no molde estabelecido por Jesus. Que pastores parem de dirigir pessoas como se fossem “gado”; que entendam que igreja não é empresa onde se busca resultados e metas. Que a membresia se abra para os diferentes; que detonem seus “guetos” e “status”; que abram seus lares para receber novos e seus bolsos para ajudar os desfavorecidos; que comam com o simples e o inculto; que apenas se esforcem para fazer a pergunta que mudará o paradigma da vida: “o que Jesus faria no meu lugar?”