ORANDO NO DESESPERO

ORANDO NO DESESPERO

Em Mateus 14.28-30 temos o episódio de Pedro sendo ordenado por Jesus a vir ao seu encontro andando sobrenaturalmente sob mar. E no versículo 30 temos a reação de Pedro que “…quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”

Pedro diante da tragédia e do desespero, faz uma pequena, mas poderosa oração: “…Senhor, salva-me!”. Nessa pequena oração aprendemos algumas verdades. 

A primeira verdade é que precisamos orar. Talvez Deus use um desespero para que você O busque e inicie uma profunda experiência espiritual com Ele. Pedro em seu desespero orou, e você pode também pode fazer o mesmo. 

A segunda verdade é que podemos orar de qualquer lugar e em qualquer situação. Pedro desesperado orou de dentro do mar, quase se afogando. Assim, você pode orar de onde estiver e como estiver. Ninguém necessariamente precisa de um lugar específico para orar e nem estar numa situação pacífica ou reflexiva para orar. 

A terceira verdade é que devemos orar diretamente a Jesus. Pedro não precisou pedir para Moisés ou um dos profetas para ajudá-lo. Em seu desespero ele foi direto a Jesus. E é para Ele que você deve orar. Sua oração deve ser direta a Ele. Ele é real, presente e proverá a você a solução sem nenhum intermediário. 

Nós não precisamos da mesma experiência de Pedro para orar, mas precisamos fazer da oração uma prioridade em nossas vidas. Devemos orar sempre; orar sem cessar. Devemos orar a cada instante e por qualquer coisa que nossa alma necessite ou que esteja afligida. 

Precisamos orar. Spurgeon afirmou: “A verdade é que se temos um coração para orar, Deus tem um ouvido para ouvir e uma mão para agir.”Pedro foi salvo de seu desespero naquela noite porque ao ver sua extrema necessidade e incapacidade, ele orou humildemente dizendo: “Senhor, salva-me!”, e Jesus o ouviu. E assim será com você, quando no meio de seu desespero e desesperança também orar a Jesus.

Nada mudará até que você ore!

ACHEGUE-SE A DEUS

ACHEGUE-SE A DEUS

O apóstolo João escreveu em 1 João 4.13: “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito.”

A Bíblia ensina que o Santo Deus se aproxima do pecador. Ele se achega, se expõe, toca, abraça, cuida e demonstra misericórdia e amor. Deus vem até nós em Jesus que por meio de Sua obra na cruz pagou o preço do pecado e agora convida a todos que se arrependam. O arrependimento propicia assim a vida íntima e relacional com Deus.

A intimidade com Deus se torna grandiosa de forma que aqueles que se arrependeram não tem um Deus distante, mas Deus DENTRO de si por meio do Espírito Santo. E é sobre isso que João ensina nesse texto. 

O Espírito Santo é a pessoa de Deus dentro daqueles que creram. E é pelo Espírito Santo que conhecemos a Deus e “permanecemos nEle”. 

Deus somente está distante daqueles que insistem em viver suas próprias vidas em desobediência a Ele. E o arrependimento é a única forma de aproximação e intimidade com Deus. E isso está acessível hoje e agora para quem quiser.

É você quem decide a distância de Deus. Você vai mantê-lo fora ou dentro de sua vida? Achegue-se a Ele hoje. Arrependa-se de seus pecados e experimente um relacionamento pessoal e íntimo com Ele. 

Deus está sempre pronto para um relacionamento com você. E Ele espera que você vá a Ele. Assim, achegue-se a Ele, hoje e agora.

O QUE DEUS EXIGE DE NÓS?

O QUE DEUS EXIGE DE NÓS?

Em Miquéias 6.8 lemos: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR exige de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”
Todos aqueles que realmente amam e servem a Deus, se preocupam em fazer o que Lhe agrada. E esse é um texto claro e amplo que nos apresenta o que Deus quer, anseia, deseja e exige que realmente façamos. 

O texto em primeiro lugar aponta que devemos praticar a justiça. Deus quer que ajamos de forma justa para com as pessoas, porque segundo Salmo 11.7 “…o Senhor é justo e ama a justiça…”

‭‭Ao definir o justo, Salomão afirma em Provérbios 20.7: “O homem justo leva uma vida íntegra…” Assim, o justo é aquele que não mente, não se aproveita, não rouba, nao tira vantagem, não engana, não prejudica, não tem segundas intenções e nem se favorece do outro. Aquele que pratica a justiça trata o semelhante da forma como deseja ser tratado. E essa é a primeira exigência de Deus a todos nós: que pratiquemos a justiça. 

A segunda prática do texto é que “ames a misericórdia.” 

Misericórdia, amor e bondade são atributos do Senhor. O Salmos 145.8 afirma: “O Senhor é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor.” Deus espera que todos os que Lhe pertecem sejam como Ele: amem e pratiquem a misericórdia.

Pessoas misericordiosas são como Deus: elas sentem a dor e a miséria do outro e cria oportunidades para fazer o bem com alegria. Elas são capazes de ir além; elas ajudam, apoiam a todos que necessitam, mas elas vão ainda mais além, elas amam e cuidam de seus inimigos. Sobre essas pessoas caem constantemente as bênçãos do Senhor como diz Provérbios 12.2: “O homem bom obtém o favor do Senhor…” 

A terceira e última prática do texto que Deus exige de todos nós é andar humildemente para com Ele. 
Deus é Deus. Ele não é como nenhum de nós. Ele deve ser adorado, honrado, glorificado e servido. O Criador não é igual a criatura; Ele é inigualável. Viemos dEle, e por Ele devemos viver. Um dia nos encontraremos com para prestarmos contas dessa vida que Ele nos deu. 
E enquanto aqui vivermos devemos andar humildemente diante de Sua presença. Paremos de discutir com Ele; paremos de confronta-Lo; paremos de ordenar e decretar a Ele; paremos de ser arrogantes com nossas palavras e posturas.

Sejamos humildes em Sua presença quando nos sentimos fortes, alegres, com saúde ou desfrutando a vida. Sejamos humildes quando também estamos em dor, doentes, tristes, sem respostas ou desanimados. Sejamos humildes sempre para com Ele em todo o tempo. Nossa humildade para com Ele nos fará seguros, tranquilos e felizes e acima parecidos com Jesus.

E por fim, peçamos que Deus nos dê Sua graça para vivermos todas essas exigências. 

DEBAIXO DE PROVA

DEBAIXO DE PROVA

Em Gênesis 22.1 ouvimos algo diferente, estranho e incomum. Diz o texto: “Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Então disse Deus: ‘Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”.

O texto diz que “Deus pôs Abraão à prova”. A prova era entregar o seu filho Isaque. Aquele que ele mesmo recebeu como promessa de Deus e que veio de forma toda miraculosa. Talvez a pergunta que não quer calar é: Por que Deus fez isso? Abraão não se tornara um homem obediente e fiel a Ele? Por que uma “prova” desse tamanho?

É preciso em primeiro lugar entender o termo “prova” de Gênesis 22.1. A palavra traz consigo a ideia de “provar a qualidade de algo por meio de um teste”. Deus estava provando a qualidade, validade e autenticidade da fé de Abraão.
Deus tendo o conhecimento sobre tudo e todos, conhecia muito bem o coração de Abraão. Na verdade, Ele sabia muito mais sobre o coração de Abraão do que ele mesmo. Deus não estava curioso em saber como Abraão reagiria. Deus estava atrás de algo maior nessa situação toda.

Entregar o filho amado, querido e desejado; o presente de Deus tão esperado, era sem dúvida um grande teste. Essa atitude envolveria grande fé, confiança e dependência total de Deus. Seria uma oportunidade indizível para que seu filho, sua família, seus amigos e seus servos vissem uma fé centrada em Deus. O próprio Abraão nem imaginava  que um dia esse episódio seria registrado e nos inspiraria de alguma forma.

O cerne da questão é: Abraão amava mais o presente de Deus ou próprio Deus? Esse era o teste. Deus era o número um de sua vida, ou Suas bençãos? Abraão precisaria responder.

E hoje, Deus faz a mesma pergunta para todos nós. E ela é tão difícil como o foi para Abraão. Deus quer que eu responda: Estou apegado mais as bençãos do que ao Abençoador? Reconheço mesmo que Deus é o centro de minha vida e tudo ao redor é periférico? Foco mais nos presente de Deus do que nEle próprio?

Essas perguntas precisam ser respondidas com calma; sem pressa. Quem adora, valoriza. Quando adoramos afirmamos o valor. E nossas palavras, atos e o uso tempo revelam na verdade o que adoramos em nossas vidas.
Abraão tinha que responder: “Valorizo mais meu filho do que Aquele que o deu?” Para responder essa pergunta Abraão tinha que seguir no caminho da obediência, ainda que não entendesse, porque a fé sempre é a obediência a Deus em ação.

Debaixo de provas, nunca esqueça que há sempre algo para “sacrificar” por Deus. Há sempre um preço.

Pense nisso!

ESTABELECENDO PRIORIDADES

 ESTABELECENDO PRIORIDADES

 Charles Swidoll afirmou: “A vida é como uma moeda; você pode gasta-la como quiser, mas você poderá apenas gasta-la uma única vez.” Suas escolhas nessa vida estabelecem quem você é e será. Se você escolher viver de forma errada, você gastará sua vida e não terá como voltar atrás.

Nessa vida não temos muitas possibilidades. Mas Jesus deixou o norte em como podemos focar nossas prioridades. Ele afirmou em Mateus 6.33: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês.” No contexto dessa passagem, Jesus está combatendo a preocupação e a ansiedade desnecessária com comida, bebida e roupa. Quem se preocupa com essas coisas da vida e faz delas a prioridade, desfoca a vida. Jesus diz que a prioridade da vida deve ser outra: “Buscar o reino de Deus e Sua justiça.” Jesus quer que cada um de nós estabeleçamos nossas prioridades a partir dos interesses de Deus. 

Se vamos focar na prioridade das prioridades, ou seja, “o reino de Deus e Sua justiça”, isso implica que tudo na vida deve girar em torno disso: nossos relacionamentos, casamento, família, uso do dinheiro, estudos, desenvolvimento profissional, trabalho, entretenimento, viagens, uso do tempo, compras, vendas, decisões, escolhas etc. 
Viver centrado no reino de Deus significa que voluntariamente tudo na vida precisa permanecer entregue, focado e sob o controle soberano do Senhor. E foi nessa linha que o apóstolo Paulo viveu. Ele diz em Atos 20.24: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.” É o mesmo Paulo que também ensina em Colossenses 3.1-2: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.”

Se você dará prioridade para Deus, desde já tem que aprender a não segurar ou controlar nada. É preciso soltar tudo nas mãos do Senhor. Ele tem que ser sua única segurança e prioridade. Nada pode lhe escravizar ou prender: por exemplo, pessoas, posses, oportunidades, dinheiro, desejos ou interesses. Tudo precisa estar rendido a Ele. Se você não estiver pronto a entregar suas prioridades, Deus nunca será a sua prioridade maior.

A vida hoje lhe propõem centenas de possibilidades. Algumas delas são boas e outras ruins. Mas cabe a você decidir o que escolherá. O que você escolher determina o que realmente vem em primeiro lugar em sua vida. O desafio para você é sempre escolher por Deus e seus princípios. Quem assim o fizer estará seguro.

É muito certo o que alguém falou: “prioridade é fazer daquilo que vem em primeiro, o primeiro.”

QUANDO DEUS RESTAURA A VIDA

O Salmo 126 narra a alegria de Israel quando a nação voltou do cativeiro. A vida no cativeiro babilônico foi marcado por muita desesperança, tristeza e dor. Mas Deus, “restaurou” Israel na terra novamente, e o povo ficou “como quem sonha” (vs1). O povo muito se alegrou (vs 2) e percebeu que o Senhor havia feito algo tremendo e grande para com a nação (vs3). E agora, ao voltar para terra, eles pedem ao Senhor que a abençoe (vs 4) e lhes dê força enquanto trabalham, ainda que chorando, na expectativa de ver o fruto abundante (vs 5-6). O salmista sabe que se Deus não os abençoar, eles não irão adiante. Especificamente no versículo 4 ele diz: “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Negueve.”
O termo “Negueve”, significa “sul”. Em outras traducões é também traduzido como “deserto”. “Negueve” é uma região árida localizada ao Sul de Israel. O solo dessa região, devido ao calor, forma um camada de pó bem fina. No fim de Setembro e no início de outubro começam as primeiras chuvas nessa região. E no alto das montanhas do “Negueve” a chuva rapidamente é absorvida pela terra. A camada fina de pó solidifica e forma uma crosta. E à medida que as águas descem montanha abaixo, elas se avolumam e jorram torrencialmente cada vez mais até se tornar um rio. Essa torrente de água é aguardada esperançosamente pelos agricultores, porque essas águas vindo do “Negueve” dá as condições de plantio e garante a próxima safra.

Assim, como as torrentes providenciavam a irrigação necessária para um solo árido, assim também o salmista deseja ser suprido em sua aridez espiritual pelas bênçãos abundantes do Senhor.

É preciso que você deixe Deus restaurar sua vida. Israel via a saída do cativeiro babilônico como um milagre extraordinário de Deus. Eles esperaram até que um dia Ele os libertou como prometera. Assim, independente de como está sua vida hoje, o que fará a diferença é se o Senhor está nela ou não. Quem está com o Senhor tem esperança de mudanças e restauração.
O Salmo 39.7 afirma: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” E o Salmo 62.5 completa: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”

Quando Jesus entra em uma vida, Ele chega e restaura toda a aridez espiritual. Ele traz consigo todo o suprimento espiritual de que a alma precisa. E assim, Ele cumpre fielmente a Sua promessa dada em João 7.38: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão (jorrarão) rios de água viva”.

Tudo é diferente. Tudo é maravilhoso. Tudo é inexplicável. Tudo é esperançoso e tudo faz sentido quando Deus entra e restaura uma vida. Os lugares secos da alma são inundados das bênçãos de Deus. E a vida viceja, floresce e expressa toda a razão pela qual foi criada.

Por isso, peça hoje que Deus restaure sua vida!

RESOLVENDO OS CONFLITOS

RESOLVENDO OS CONFLITOS

Os conflitos com pessoas nesse mundo pecador é basicamente inevitável. Mas o ponto central não são os conflitos, mas como resolvê-los. Jesus ensinou em Mateus 5.23-24: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, fazê a tua oferta.”

 O principal mandamento ensinado pelo Senhor Jesus em Mateus 22.36-40 há a implicação em amar a Deus de todo o coração, alma, mente e força, e amar ao próximo na mesma intensidade como se ama a si mesmo. Somos ordenados a amar tanto a Deus como as pessoas. Deus deixa claro em Sua Palavra que ninguém realmente pode amá-Lo enquanto não demonstrar amor pelo o outro. O apóstolo João afirmou em 1 João 4.20,21: “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.

Na questão dos conflitos, podemos ser causadores pelo simples fato de machucar as pessoas com as palavras, infringindo o princípio de Efésios 4.29 que diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.” Ou ainda, podemos até alimentar um conflito pela insistência no egoísmo, infringido o princípio de Filipenses 2.3,4 que diz: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.”

Viver relacionamentos conflituosos e insistir em não reconciliar é uma demonstração clara da ausência do amor, tanto a Deus como ao próximo. Conflitos não resolvidos destrói a unidade do relacionamento. E Jesus deixa claro que ninguém poderá prestar um culto verdadeiro a Ele, ou manter uma unidade espiritual com Ele se houver conflitos não resolvidos, seja com o cônjuge, irmãos, vizinhos, colegas de trabalho etc. Jesus diz que é preciso parar tudo e ir em busca da reconciliação.

Conflitos só serão resolvidos quando houver um coração disposto e humilde a pedir perdão e perdoar. Perdoar não é uma questão de sentimento, mas é uma disposição de vontade. Os que pedem perdão e perdoam, obedecem e honram a Deus.

Conflitos não resolvidos servem apenas para aumentar o ressentimento, alimentar o ódio e pior, apodrecer a alma. Por isso, pare hoje de centrar em si. Pare de alimentar qualquer sentimento de auto comiseracão e foque na outra pessoa. Seja humilde! Procure-a. Pare de discutir, argumentar e pagar o mal com o mal. Peça a Deus para que Ele lhe mostre onde você está errado e alimentado o conflito. E onde você errou, peça perdão ao Senhor e vá hoje resolver o conflito. Seja humilde, honesto, bondoso e compassivo com a pessoa.

Faça tudo o que for possível para reconstituir e reconstruir o relacionamento.

 

O PERFIL DO EGOÍSTA

O PERFIL DO EGOÍSTA

O egoísmo está em alta. A visão bíblica não é promissora para os nossos dias. Paulo afirmou em 2 Timóteo 3.1,2:“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão EGOÍSTAS…”

O mundo está cheio de egoístas. Eles se proliferam a partir do lar e estão pulverizados no trabalho, nas escolas, nos três poderes do governo, dentro das igrejas e em qualquer ramo da sociedade.

O egoísta é alguém que exagera e foca tanto em si que pretere o outro. Ele coloca seus interesses, opiniões, desejos e necessidades em primeiro lugar. O egoísta anseia ser o centro de tudo, acreditando ser mais importante do que os demais.

Pessoas egoístas aumentam as tragédias no mundo. Não há casamento, família, empresa, relacionamentos, governo, ou qualquer outro ramo da sociedade organizada que subsista quando o “eu” torna-se o centro.

E ninguém está imune ao egoísmo. Uma rápida olhada em exemplos bíblicos mostra a dimensão do problema. Por exemplo, Caim matou a sangue frio seu irmão Abel, por egoísmo. Nabal recusou alimentar a Davi, por egoísmo. Hamã buscou matar Mordecai e todos os judeus, por egoísmo. Tiago e João buscaram a alta posição no suposto reino de Jesus, por egoísmo. O sacerdote e o levita fugiram quando viram um homem ferido, por egoísmo. A lista é grande na Bíblia.

O egoísta é um sujeito que busca seu próprio interesse. Quer ser o primeiro; deseja ser servido; irrita-se e ofende-se com facilidade; é briguento e rancoroso; quer seus direitos; quer manter-se no controle de tudo; quer desfrutar do prazer sem trabalho; ama ser reconhecido; esconde-se na comiseração, como que dizendo: “tenham dó de mim” E se tudo der errado, e não for de seu jeito, ele pode até se matar.

Pessoas egoístas precisam urgentemente arrepender-se e confessar seu pecado de egoísmo diante do Senhor. Elas precisam também desenvolver humildade genuína. Humildade despretensiosa restaura e faz crescer os relacionamentos. Ser humilde implica em ter uma verdadeira perspectiva sobre si mesmo em relação a Deus. Paulo afirmou em Romanos 12.3: ” Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter…”

A luta contra o pecado de egoísmo também requer uma disposição para amar e servir as pessoas. E precisa ser feito no padrão de compaixão e ternura que Jesus estabeleceu. O certo é que o egoísmo e o amor são totalmente opostos. Quem ama foca no outro e o serve, de forma que amor em serviço é o que combate o egoísmo.

É preciso lembrar que quando você insiste num comportamento egoísta, Deus se colocará contra você, porque Ele deseja que sejamos humildes e amemos as pessoas. E quando você insiste em seu egoísmo, você estará alimentando sempre discórdia e desarmonia com Deus e com outros.

Assim sendo, é preciso meditar nas palavras de George Macdonald, que diz: “Uma coisa está bem clara para mim: não há nada que destrua mais a natureza espiritual do que quando se respeita o egoísmo.”

Trate com seriedade o egoísmo.

PROTEJA SEU CORAÇÃO

PROTEJA SEU CORAÇÃO

Salomão nos ensina em Provérbios 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”.

 O termo “coração” na Bíblia aponta para a pessoa por dentro: todos os seus desejos, vontades, intenções, motivos, interesses e pensamentos. O coração na Bíblia é onde se aloja e mora o verdadeiro “eu”; o âmago do ser.

“GUARDAR o coração” significa proteger e cuidar dele porque ele é altamente precioso e perigoso. Em Jeremias 17.9 o profeta alerta: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jesus diagnosticou o coração da seguinte maneira em Mateus 15.19,20: “Porque do coração é que procedem os maus intentos, homicídios, adultérios, imoralidades, roubos, falsos testemunhos, calúnias, blasfêmias. Essas coisas corrompem o indivíduo…”

A tendência natural do coração é desonrar, desobedecer e ofender a Deus. Todo ser humano tem uma responsabilidade direta com o Criador. Todos somos chamados a amar, exaltar, honrar, servir e glorificar a Deus. Essa é nossa função principal como seres humanos: a criatura adorando o Criador. Assim, proteger o coração significa primeiramente assumir uma postura de criatura ante o Criador. Significa honrar, demonstrar respeito, amor e reverência a Ele de todo o coração. Significa se importar com o que Ele importar. Significa focar nEle; viver para Ele.

O coração também tem uma tendência natural de prejudicar os outros. Vivamos num mundo onde as pessoas tem sido abusadas. Elas sofrem pelas palavras, ações e reações dos outros. Não são poucas as pessoas caluniadas, desprezadas e julgadas maldosamente por outros. Assim, pessoas tem sido roubadas de seus bens, direitos e interesses. Lares tem sido destruídos pelo adultério e tudo quanto é imoralidade sexual. Inocentes tem sido mortos pelas ruas de todo o mundo. Há muita gente egoísta pensando todos os dias em como destruir o outro. E tudo isso vem do coração. Ele é perigoso. O coração é capaz de destruir pessoas.

E outra constatação também triste, é que o coração tem a capacidade de destruir a nós mesmo. Nenhuma pessoa que decide viver a vida no pecado; distante de Deus; falando e fazendo coisas contra Ele, e prejudicando o próximo, terá uma vida tranquila, segura e estabilizada. Quando o que é mal dentro de nós vem à tona, inicia-se uma catástrofe pessoal. E não são poucos os que vivem culpados, deprimidos e atormentados por se deixar levar pelo próprio coração.

A verdade é que ninguém por si mesmo poderá proteger seu coração sem a ajuda e a graça de Deus. A realidade do coração humano extrapola qualquer ajuda do próprio ser humano. É preciso uma intervenção divina. É preciso vir a Jesus e recebê-Lo como Senhor, Salvador para que Ele se torne o capitão e líder da vida. E quando isso for feito, se cumprirá a promessa de Ezequiel 36.26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo…”

O que você fará com seu coração?