A PAZ DE DEUS

A PAZ DE DEUS

Em Romanos 15.33 Paulo termina a carta dizendo o seguinte: “ O Deus da paz seja com todos vocês…” E em 2 Tessalonicenses 3.16, Paulo também finaliza seus escritos dizendo: “O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas.”

Essas são palavras de ânimo e incentivo. Elas são lembretes poderosos porque apresentam que Deus é real, vivo e dono da paz. Essas palavras quando recebidas com convicção transformam as vida diante de qualquer preocupação ou ansiedade.

“Paz” comumente é definida como um sentimento de calma, contentamento, felicidade e tranquilidade. É um bem-estar que sentimos quando tudo está caminhando do jeito que realmente desejamos. Mas na verdade essa definição é incompleta.Todos esses sentimentos podem ser produzidos por um medicamento, pela uso da bebida, por uma viagem, por um bom descanso, por receber uma “bolada boa” de dinheiro e etc. Tudo isso é uma paz temporária.

A “Paz de Deus” não tem nada haver com gente, circunstância e sentimento. Uma paz alicerçada nessas condições com certeza será totalmente destruída quando o fracasso, a dúvida, a dificuldade, o medo, a culpa, a vergonha, a angústia, a perda, a preocupação, o maltrato, a incerteza, a crise, as ameaças e qualquer ansiedade chegar.

A “Paz de Deus” é diferente de tudo isso. Ela nunca está entregue as ondas de incertezas da vida. A “Paz de Deus” é algo espiritual; é uma atitude de coração e mente; ela é consequência direta da confiança no Deus soberano que está no controle de tudo e de todos.

A “Paz de Deus” é um resultado da “Paz com Deus”. Ela é a certeza de que os pecados foram perdoados, que há um livre acesso a Ele, que há uma plena confiança de um relacionamento paternal com o Senhor. Essa “paz” crê que o destino final é o céu e que a vida é para ser vivida nos propósitos dEle; cheia significado para Ele e com Ele.

Quem vive a “Paz de Deus” entende que essa paz é uma qualidade da vida do próprio Deus. O Senhor nunca está cansado, preocupado, ansioso, ou estressado com nada. Deus nunca duvida, teme ou está confuso. Ele está sempre calmo e contente. E por que Ele vive assim? Porque Ele está no comando de tudo e faz todas as coisas de forma perfeita, no seu tempo e dentro de Sua vontade soberana. Não há ameaças à sua onipotência; não há pecado possível que possa manchar sua santidade; não há arrependimento em Sua mente. O Senhor desfruta sempre de perfeita harmonia dentro de si mesmo. Por isso que Ele é o “Deus da Paz”.

Assim, a paz perfeita que Ele tem nunca falta a Ele, e Ele a dá a todos aqueles que se achegam sinceramente a Ele. Quem já tem a “Paz com Deus” pode desfrutar da “Paz de Deus” independente de pessoas, circunstâncias e sentimentos.

Você já tem a “paz com Deus” e a “paz de Deus”?

 

UM COMPROMISSO COM JESUS

UM COMPROMISSO COM JESUS

Jesus era sempre acompanhado por grandes multidões.  Em Lucas 14.25-27 Jesus diz o seguinte a uma delas: “…Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.”

Qual o conteúdo da fala de Jesus a essa multidão específica? Jesus chama-a a um compromisso com Ele. Ele queria que cada pessoa assumisse a responsabilidade de ser Seu seguidor; ser um discípulo. E para se comprometer em tornar-se um discípulo de Jesus é preciso estar ciente dos empecilhos desse compromisso.

O primeiro empecilho são os próprios familiares. Jesus sabe que a família exerce uma forte influência na forma como alguém pensa e crê. Pai, mãe, cônjuge, filhos e irmãos podem travar as decisões espirituais para com Ele.

Na época de Jesus, quando alguém se dispunha a segui-Lo, tal pessoa estava afirmando publicamente de que Jesus era o Messias e o Salvador prometido. E ao afirmar tal verdade, a pessoa corria o risco de ser, não só banida da família, mas do convívio social em que a família estava envolvida. Assim, comprometer-se com Jesus era uma decisão pesada e arriscada. E é por isso que em Mateus 10.36 Jesus avisou: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.”

Assim, você nunca poderá manter um compromisso sério com Jesus enquanto se deixar ser levado e influenciado pelos conceitos, crenças e ideologias dos familiares próximos. Se Jesus não ocupar prioritariamente o centro de sua fé, Ele nunca aceitará viver de forma periférica em sua vida.

O segundo empecilho é o amor próprio. Jesus diz que aquele que “…ama…sua própria vida…não pode ser meu discípulo.” Amar a própria vida significa centrar-se em si mesmo. Significa manter-se nos próprios pensamentos, desejos e interesses. Significa também viver do próprio jeito, sem sujeitar-se a nada e a ninguém. Significa continuar dando o próprio norte, vivendo conforme acha e pensa, sem qualquer restrição ou limite. Significa ainda viver a vida de forma independente de Deus, sem amá-Lo, serví-Lo e obedecê-Lo. E para Jesus, ninguém pode se comprometer com Ele, enquanto o amor próprio dominar a vida. Se não houver uma entrega total, uma submissão total, um compromisso total, Jesus nunca será total na vida.

Jesus, na cruz, se comprometeu em salvar a todos os que nEle crer da condenação eterna, e Ele espera que todos os que intencionam em segui-Lo, também se comprometam. Por isso que Ele diz: “E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.”

Lembre-se: sem um compromisso com Jesus, nos parâmetros de Jesus, ninguém terá a vida de Jesus, nunca poderá ser salvo por Jesus e tornar-se um verdadeiro seguidor de Jesus.

TRANSFORMADOS PELA VERDADE

TRANSFORMADOS PELA VERDADE

Na tão conhecida “oração sacerdotal” de Jesus em João 17, Jesus ora assim no versículo 17: “ Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade.”

A palavra “santificar” que Jesus usou em Sua oração significa “consagrar” ou “separar”. No Antigo Testamento, “santificar” foi uma palavra usada para alguém ou algo que estivesse se preparando para estar na presença de Deus ou ser usado por Ele.

Assim, quando Jesus ora: “santifica-os”, é o Seu desejo que nossas vidas sejam consagradas para Deus. E para que isso ocorra o meio é a “verdade”. E onde se encontra a “verdade”? Jesus responde: …a tua palavra é a verdade.” A Palavra de Deus contém e é a verdade. Ela é o combustível para a profunda transformação, mudança e consagração a Deus.

Cada palavra que procede da boca de Deus é absoluta, autoritária e verdadeira. E Deus decidiu que Suas verdades estivessem num livro: a Bíblia.O mundo pode proclamar e gritar que descobriu outra verdade, mas o que Deus fala ainda é a verdade. Por isso Jesus diz: “…a tua palavra é a verdade.”

Em toda a Bíblia, o Salmo 119 é o maior dos Salmos e o maior capítulo da Bíblia. O Salmo 119 contém 176 versículos. Na língua hebraica, o Salmos 119 é um Salmo acróstico. Cada estrofe contém 8 versículos começando com uma letra hebraica, e cada versículo na estrofe começando com a mesma letra. Quase todos os versículos contêm uma ou mais palavras que identificam a palavra de Deus,como lei, preceitos, caminho, decretos, mandamentos, etc.

O Salmo 119 se destaca pela importância que ele dá à perfeição da palavra de Deus, que guia os servos de Deus para Ele e os separa de um viver que não O agrada.

Um exemplo simples Salmos 119 é com respeito aos jovens. No mundo em que vivemos milhões de jovens estão perdidos, não sabem o que fazer e por qual caminho andar. Mas a santificadora verdade da Palavra de Deus nos ensina o que fazer. No Salmo 119.9 lemos: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua Palavra.”

A Palavra de Deus é a verdade que transforma as nossas vidas, mas nem sempre conseguimos reter essas verdades numa simples leitura ou audição. E para que possamos tirar e absorver o melhor dela, devemos orar como o salmista o fez no no Salmo 119.18: “Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas da tua lei.”

A Bíblia é o maior livro que já foi escrito. Ele é o único livro escrito sob a inteira inspiração, direção e orientação de Deus, por Seu Espírito. Durante todos esse anos Ele o tem protegido e preservado.

Jesus estava ciente de que o único recurso para que uma vida fosse transformada seria pelo contato e exposição da verdade da Palavra de Deus. E por isso que ele afirmou categoricamente: “…a tua palavra é a verdade.”

Assim, leia, estude, ouça e medite na Palavra de Deus, e você perceberá o impacto da verdade em sua vida.

PEQUENAS ORAÇÕES

PEQUENAS ORAÇÕES

Davi no Salmo 25.16-21 abre o seu coração a Deus fazendo pequenas orações. E Deus ouve essas pequenas orações. Essas são orações que Davi faz de forma sincera e focadas nEle.

No versículo 16 Davi ora assim:“Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, pois estou só e aflito.” Ele diz para Deus o quanto sentia-se só e aflito. Essa era sua situação: abandonado e machucado. Como Davi precisamos ser honestos diante de Deus quanto ao nosso verdadeiro estado emocional. Deus está interessado que você conte a Ele sobre seus sentimentos. A oração, antes das palavras, é a voz do coração.

No versículo 17 Davi continua dizendo: “As angústias do meu coração se multiplicaram; liberta-me da minha aflição.” Davi está em dor e pede que Deus o liberte. Davi vai direto ao ponto. E como Davi, precisamos ser específicos em nossos pedidos. O que realmente você quer que Deus faça em sua vida? Conte a Ele claramente. Oração é uma conversa aberta e franca com Deus.

No versículo 18 Davi pede: “Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados.” Ele pede a Deus para que atente para suas dores e perdoe seus pecados. Davi sabe que parte das dores na vida é advinda de uma insistência em viver do seu próprio jeito. Ele sabe que o pecado tem consequências. Há algum pecado na sua vida que precisa ser confessado ao Senhor? A confissão dos pecados é a faxina que a alma precisa.

No versículo 19 Davi suplica: “Vê como aumentaram os meus inimigos e com que fúria me odeiam! O salmista diz a Deus o que está acontecendo. Há um grupo de pessoas contra ele. E ele quer que Deus saiba disso. A oração é algo maravilhoso porque por meio dela podemos falar com Deus sobre nossas circunstâncias. Deus ouve nossas orações e alivia as pressões que advém ou de pessoas ou de circunstâncias.

 No versículo 20 Davi pede o seguinte: “Guarda a minha vida e livra-me! Não me deixes decepcionado, pois eu me refugio em ti.” Davi crê na intervenção de Deus em sua história. Ele pede por proteção e libertação pessoal e emocional. Somente em Deus há a segurança que precisamos. Necessitamos apenas O eleger como nosso único refúgio. Enquanto você estiver refugiando em outras coisa ou pessoa que não seja Deus, Ele não age em sua vida. Davi diz: “…eu me refugio em ti.”

 E Davi termina no versículo 21 dizendo:“Que a integridade e a retidão me protejam, porque a minha esperança está em ti.” Davi se compromete com Deus. Ele diz que que quer viver de forma correta: em “integridade” e “retidão”. Nada será feito enquanto você não fizer sua parte e não assumir um compromisso de obediência, submissão e lealdade a Deus.

Lembre-se que Deus ouve também as pequenas orações. E você só vai saber isso se você orar.

TRATANDO SERIAMENTE O PECADO

TRATANDO SERIAMENTE O PECADO

As pessoas comprometidas com Deus sempre levam em conta viver uma vida que agrada a Ele em todos os sentidos. Eles levam a sério os seus pecados.

Davi no Salmos 25.7 afirmou:“Não te lembres dos pecados e transgressões da minha juventude; conforme a tua misericórdia, lembra-te de mim, pois tu, Senhor, és bom.”

 Quão consciente era Davi quanto a pureza espiritual. Ele entendia a realidade do pecado e sabia o poder que ele tinha de destruir não só a sua vida, mas especialmente o seu relacionamento com Deus.

No texto Davi ora dizendo: “Não te lembres dos pecados e transgressões da minha juventude…” Por que ele faz essa oração? A questão é que Ele ainda se lembrava muito bem de seus pecados quando jovem. Pedir a Deus para que não Ele não se lembrasse de seus pecados, nada mais era do que um sinônimo que Deus não os levasse em consideração, mas que os perdoasse.

Davi quando jovem, não atentara que o que fazia desagradava a Deus. Ele não justifica seu pecado, ou acolhe uma voz social que diz: “isso é coisa de jovem”. Não! Davi viu-se como um ignorante, tolo e imaturo. Ele percebe que sua conduta no passado desonrou a Deus. E sabendo sabendo agora que devia fazer o que era correto, ele então o fez. E por que o fez? Porque tinha a visão de Deus com respeito ao pecado e sabia muito bem da arrogância rebelde de seu coração.

As lições abundam nesse pequeno versículo. A primeira é que quando somos sensíveis a Deus, o pecado nunca passará batido. Pessoas centradas em Deus levarão a sério tudo aquilo que Ele leva a sério. Eles sempre se deixarão conduzir pelo padrão que Deus estabelece, porque no final eles querem O agradar acima de tudo.

A segunda lição que aprendemos no texto é que jamais devemos sufocar nossa consciência quando ela nos acusa quanto aos nossos pecados diante de Deus, independentemente de quando foram cometidos. Devemos manter o nosso passado limpo diante do Senhor. Davi não se permitiu sufocar os erros de seus pecados quando jovem. Ele os tratou diante do Senhor.

A terceira lição é que a misericórdia e a bondade de Deus é sempre estendida a todos os que confessam seus pecados. Davi diz: “…conforme a tua misericórdia, lembra-te de mim, pois tu, Senhor, és bom.” O amor e a graça de Deus é visto, percebido e aplicado a todos os arrependidos. Deus acolhe aos quebrantados de coração.

Hoje, podemos todos perceber o perdão de Deus por nossos pecados do passado, quando humildemente nos chegamos a Ele, nos méritos de Jesus. Porque na cruz do calvário, Jesus morreu para nos salvar e nos libertar totalmente de nossos pecados do passado, do presente e do futuro. Em Jesus temos a libertação total de nossos pecados.

Pergunta: você já tratou os seus pecados diante de Deus? Senão o fez, o faça.

CHEIOS DE PERGUNTAS E CONFUSOS

CHEIOS DE PERGUNTAS E CONFUSOS

Habacuque foi um profeta em Judá, que viveu durante um dos períodos mais críticos de sua nação. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias, um rei temente a Deus, para índices altos de violência, medidas opressoras contra os necessitados e a ruína do sistema legal. O mundo localizado ao redor de Judá estava em turbulência e guerra. A Babilônia havia se levantando no cenário mundial, e Deus nos futuro estaria usando os babilônicos como um instrumento para tratar profundamente a vida espiritual de Judá.

Habacuque, estando ciente dos desvios espirituais da nação e da possível invasão da Babilônia, torna-se então um homem cheio de perguntas e confuso. No capítulo 1.2-4 ele afirma o seguinte: “ Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? Até quando gritarei a ti: “Violência! ” sem que tragas salvação? Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.”

Habacuque perguntou a Deus sobre situações que estavam gerando medo, insegurança e desconforto em seu coração. Mas no capítulo 3 de seu livro, ao invés dele se deixar dominar pelas situações adversas, ele resolve orar. Em 3.1 lemos: Oração do profeta Habacuque…” E ao orar, Habacuque livre-se do medo, do stress, e da ansiedade porque Ele decide centrar em quem Deus é e no que Ele faz. No versículo 2 ele diz: “Senhor, ouvi falar da tua fama; temo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia.” Assim, Habucuque, renovado em sua visão de Deus, descansa sua confusão e todas suas perguntas nEle e surpreendentemente ele afirma em 3.17-19: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos.”

Habucuque nos ensina que nossas perguntas e confusões são reais mas que elas não podem dominar nossas vidas, trazendo assim tristeza, desesperança e frustrações.

Quando entendemos que Deus está e age na história de nossas vidas a todo momento, paramos de olhar para as circunstâncias, e aí, como Habacuque , não nos interessa o tamanho da crise, da dor ou do problema.

Se estamos cheios de perguntas e confusos, vamos tirar tempo para ler a Palavra de Deus e orar, ganhando assim uma visão nova de Deus.

PODER PARA PERDOAR

PODER PARA PERDOAR

Depois de ter sido trucidado pelos seus inimigos, estando Jesus na cruz, assim ele afirma em Lucas 23.34: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.

Na cruz, Jesus mostra sua determinação em não permitir que a ação má dos seus inimigos viesse determinar a sua reação para com eles. Ele escolheu perdoar. E perdão é uma escolha. E se alguém diz que perdoar é algo apenas para Jesus, comete um grande equívoco, isso porque, Estevão, em Atos 7, quando estava também sendo hostilizado por seus inimigos, sendo por eles apedrejado, também os perdoou dizendo o seguinte no versículo 60: “…Senhor, não os consideres culpados deste pecado”

É certo que quando alguém é ofendido, ele também é machucado. E a dor costuma ser profunda. Mas é preciso perdoar. E perdoar não significa necessariamente esquecer. “Perdoar e esquecer” não está na Bíblia. É impossível naturalmente esquecer erros cometidos. Perdoar não é esquecer. Perdoar é uma escolha. Perdoar é tomar a decisão de liberar e libertar o ofensor. Você não necessariamente esquece a dor sofrida, mas você decide não mais cultivar pensamentos de vingança ou retaliar com ódio o ofensor.

Perdoar é obedecer a Deus. Paulo ensina em Efésios 4.32: “…perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” Perdoar é uma escolha consciente em obedecer a Deus. O ofensor pode nunca desejar, pedir ou precisar do perdão, e talvez a vida dele nunca mude, mas isso não nega ou altera a ordem de Deus que o ofendido deve perdoar o ofensor. Jesus ensinou em Mateus 5.44: “…Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.” E não foi exatamente isso que Jesus fez na cruz? Perdoamos porque Deus ordena e porque o Senhor Jesus ensinou, e assim viveu.

Mas você pode estar dizendo: “Isso é loucura…isso é impossível…eu não tenho condições para perdoar no nível de Jesus…nem de Estevão…nem de ninguém…eu fui vítima de uma injustiça.. dentro de mim ferve um ódio contra os que me fizeram mal…”

Sem dúvida, sua dor deve ser grande, mas perdoar é algo humanamente impossível. E é por isso você precisa desesperadamente de Jesus em sua vida. Somente com Ele e por Ele você terá o poder para lidar com as injustiças que lhe foram feitas e ao mesmo tempo liberar e tirar essas pessoas definitivamente de seu coração.

Para perdoar outros é preciso que você os seus próprios erros e pecados sejam perdoados por Deus. E uma vez perdoado por Ele, você terá poder para perdoar outras pessoas.

Não existe uma técnica para perdoar. Existe sim, o poder de Deus disponível, em Cristo Jesus, que lhe liberta da ódio, da mágoa e dos ressentimentos e lhe faz uma pessoa perdoadora.

O poder para perdoar está somente em Deus.