IMITANDO A CRISTO

IMITANDO A CRISTO

Em 2008, Joseph Schooling com apenas 13 anos de idade tirou uma foto em Singapura ao lado de seu ídolo, Michael Phelps. Em 2008 ele era apenas um jovenzinho de 13 anos apaixonado pela natação. Michael Phelps, algumas semanas depois ganharia oito medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim. Oito anos depois, Nos Jogos Olímpicos “Rio 2016”, Joseph Schooling tira uma outra foto ao lado de Michael Phelps, agora como campeão olímpico dos 100 metros “nado borboleta”. Após as comemorações Joseph Schooling afirmou: “Muito disto é por causa do Michael Phelps… Ele é a razão pela qual eu quis ser um melhor nadador.”

Essa linda história do esporte olímpico nos faz lembrar as palavras de Paulo em 1 Coríntios 11.1: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” Paulo tinha um alvo: ser como Jesus. Ele estudava a Jesus, ensinava a Jesus, pregava a Jesus e acima de tudo vivia como Jesus. Jesus era tudo para ele. Jesus era a razão do viver de Paulo.

Em João 14.6 estão registradas as palavras do Senhor Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…” Aqueles que se entregam a Jesus tem uma direção certa, um conceito certo e uma vida certa para viver. Aqueles que decidiram por Jesus tem um foco e uma motivação para a vida. Os que são de Jesus o querem mais do que tudo, e faz dEle a referência para o modo de pensar, falar, agir e reagir. Os que são de Jesus querem imitá-lo.

A vida cristã inicia-se quando você nega-se a si mesmo, arrepende-se de seus pecados, rende-se a Cristo e se dispõe a segui-Lo, servi-Lo e imitá-Lo diariamente e constantemente. A.W. Pink afirmou: “A vida diária pela fé em Cristo é o que faz a diferença entre um cristão doente e um saudável, entre um cristão derrotado e um cristão vitorioso.”

Quem imita a Cristo será como Ele.

AS PROVAÇÕES

AS PROVAÇÕES

Em Tiago 1.2-5 lemos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura; e ser-lhe-á concedida.” 

Quando as provações chegam, a primeira postura que temos é orar pedindo a Deus que as tire rapidamente. Não queremos dor; queremos conforto.

Mas segundo Tiago, há um PROPÓSITO glorioso nas provações. Deus por sua graça e sabedoria permite provações para testar nossa fé; para nos fazer sadios espiritualmente. Agostinho afirmou: “As provações vêm para nos provar e nos melhorar.”

Tiago nos ensina que quando as provações chegam devemos nos alegrar. Mas nos alegrar por quê? Porque toda provação traz consigo frutos espirituais. Deus tem sempre um propósito por meio delas. 
Warren Wiersbe afirmou: “Deus tem um propósito para provas e testes.”
O principal propósito das provações é a perseverança da fé; a firmeza da fé. 
Perseverança é a capacidade de permanecer firme diante das lutas e dores, e essa resistência produz uma fé íntegra e completa.

George Mueller escreveu: “Aprendi que a fé para ser forte precisa aguentar grandes provações. Eu sei que a minha fé é forte porque ela passou por vários testes… Deus se deleita em aumentar a fé de Seus filhos…Tribulações, obstáculos, dificuldades e as vezes até derrotas, são o próprio alimento da fé.”

É certo que por vezes falta um melhor entendimento sobre as provações. Alguém pode “surtar”, se entristecer, desanimar ou se abater quando as provações chegam. Mas Tiago orienta que quando elas vierem deve-se orar por SABEDORIA. É preciso pedir para que Deus revele Seu propósito e o capacite a lidar momento a momento diante das dificuldades.

Por isso, não despreze, não se chateie, não se irrite com Deus por causa das provações em sua vida. Deus as permite com a finalidade que você tenha fé nEle, ou para fortalecer sua fé que já está nEle.
Dê “boas-vindas” as provações porque Deus tem um propósito. E caso não saiba como lidar, peça sabedoria e o Senhor lhe dará.

As provações são o meio de Deus “malhar” os músculos espirituais de sua fé. Ward Henry afirmou: “Estamos sempre na bigorna. Pelas provações Deus está nos moldando para coisas mais elevadas.”

Creia nisso!

DIANTE DE UMA DOENÇA

DIANTE DE UMA DOENÇA

“Doença” é uma palavra que traz consigo algo ruim. Ninguém em sã consciência encararia uma doença de forma banal, insensata e insensível. Doença é sempre um sinal de dor, de desconforto, de incerteza, de instabilidade e de insegurança.

A Bíblia conta-nos a história de um rei que ficou doente: Ezequias. Ele foi um rei bom e temente a Deus. Em um certo dia ele foi acometido de uma doença mortal. Em Isaías 38.1-5 lemos a seguinte história: “…O rei Ezequias ficou doente e quase morreu…Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim: Ó SENHOR, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente…Aí Deus mandou que Isaías voltasse a falar com Ezequias e lhe dissesse:…Vou deixar que você viva mais quinze anos.”

Diante de sua doença, Ezequias sabia que Deus estava no controle de sua vida, de sua doença e de sua possível morte. Deus permitiu sua doença e só Ele poderia curá-lo. A doença sempre nos oferece uma oportunidade a espiritualidade. Ela deveria conduzir-nos a uma reflexão mais humilde sobre nós mesmos, sobre Deus, Seus planos e Seus propósitos.

Diante de sua doença, Ezequias não entrou num estado de negação. Ele não escondeu, não fugiu l, não omitiu e não minimizou a dor. Ezequias chorou amargamente diante do Senhor. Ele falou poucas palavras, mas expressou ali todo o seu coração. É improdutivo do ponto de vista emocional, relacional e espiritual, negar, fugir e esconder uma doença.

Diante de sua doença, Ezequias também reconheceu que só o Senhor poderia curá-lo, e por isso ele ora. Não se pode deixar de orar pela cura diante de qualquer doença. Não é só uma questão de alívio dos infortúnios da doença, mas orar sempre é uma oportunidade para que Deus revele sua ação poderosa no meio de um mundo cético, racionalista e secularizado. Deus poderosamente manifesta seu poder curando o corpo humano.

E por último, diante de sua doença, Ezequias não desprezou o cuidado médico. Em Isaías 38.21 o profeta diz: “…Ponham uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficará bom…” Não sabemos o efeito terapêutico da “pasta de figos”, mas isso nos faz lembrar que diante de uma doença é preciso procurar o médico certo, o diagnóstico certo, o remédio certo e o tratamento certo. Em Sua soberania, Deus resolveu usar a orientação de um profissional médico e os medicamentos, para a cura.

Diante de qualquer doença, grandes coisas podem ocorrer, porque sempre Deus e não a doença, tem a palavra final!

PERCEBENDO A DEUS

PERCEBENDO A DEUS

No Salmo 23.6 Davi afirmou: “…bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.”

Os dias bons e difíceis virão para todos. Haverá momentos em que tudo irá bem. Mas haverá dias em que nada poderá ser explicado pela lógica, pela filosofia e muito menos pela teologia. O que fará a diferença nos dias bons e negros da vida é a visão que se tem de Deus.

Davi recebeu um claro discernimento divino quanto a vida em si. Ele diz: “Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.” Ele estava inteiramente apercebido da presença de Deus e da necessidade última de Sua bondade e misericórdia.

Davi sabia que nem sempre as coisas boas viriam em sua vida. Ele reconhecia que quando tudo estava indo bem, isso revelava a “bondade” de Deus. Mas também sabia que quando a vida estava ruim, a Sua “misericórdia” se manifestava de forma especial.

Uma das grandes afirmações da Bíblia está em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” A Bíblia ensina nesse texto que Deus está usando tanto o bem como o mal para trabalhar em conjunto na vida de todos aqueles que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador. Não há desastres, dilemas, derrotas ou dificuldades que Deus não use para o bem daqueles que O amam.

É essa percepção de Deus que faz com que a vida mantenha o equilíbrio. E a vida lhe trará alegria e dissabores. Em ambas você precisa confiar que Deus está olhando e cuidando de você.

Deus quer que você caminhe por fé. Em Hebreus 11.6 somos exortados de que “…sem fé é impossível agradar a Deus.” Nem sempre Deus lhe dará a resposta que você tanto quer e deseja. Ele sempre lhe chama a confiar em Sua bondade e misericórdia, porque a fé nEle, independente das circunstâncias, tira dEle um sorriso.

Só quem caminha por fé tem a nítida percepção de Deus. A fé não se alimenta de circunstâncias, sejam elas boas ou ruins. A fé em Deus contempla o ilógico, o sobrenatural e o surreal.

Foque em Deus! Ganhe uma visão de Deus! Aperfeiçoe sua percepção de Deus! Creia em Deus! Quando a percepção de Deus está clara, nada mais está escuro. Creia sempre que Ele é bom quando os dias são favoráveis ou ruins.

George Washington Carver disse: “Onde não há visão, não há esperança.” Quando sua visão de Deus é nítida, tudo ao seu redor faz sentido. Quando se decide perceber a Deus, a esperança brota; a vida floresce; a vida frutifica; a vida vive.

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

A vida com Jesus é algo maravilhoso, indizível e surreal. Mas ao tornar-se um cristão é preciso tomar cuidado para não se enganar. Um deles é que a vida com Jesus Cristo não significa ausência de problemas. Paulo mesmo afirmou em 2 Coríntios 4.8,9:“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não des­truídos.”

Ao se tornar um cristão, em primeiro lugar, é preciso ficar claro que nem todos os problemas acabarão. Se alguém disser: “Venha a Cristo e todos os seus problemas serão resolvidos”, essa pessoa está mentido; a Bíblia não ensina nada disso. Paulo diz no texto que ele foi atribulado, angustiado, perseguido e sentiu-se perplexo e abatido. Jesus promete a seus seguidores que eles serão novas criaturas. Ele lhes promete um destino seguro na eternidade. Na verdade, ao abraçar sua fé em Jesus, os problemas podem aumentar e a caminhada ficar ainda mais difícil.

Em segundo lugar é preciso saber que ao se tornar um cristão você não terá um manual de como lidar com todos os seus problemas. Nem todos os problemas da vida estão na Bíblia. Ela oferece uma resposta de como lidar com os problemas, mas não uma resposta específica para cada problema. Contudo, ela aponta para o fato de que nenhum problema virá sem a concessão de Deus e que Ele estará presente nos dias mais difíceis. Jesus afirmou em João 16.33: “…Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Em terceiro lugar, é preciso que você saiba que ao tornar-se um cristão, seus problemas, lutas e tribulações não definem sua espiritualidade. Jó sofreu! Davi sofreu! Os profetas sofreram! O SenhorJesus sofreu! Paulo sofreu! João sofreu! Eu e você vamos também sofrer. 
A existência de um problema em sua vida não significa que sua espiritualidade é baixa. Isso significa apenas que você é humano! Nem todos os personagens da Bíblia que sofreram tiveram uma resposta ou compreenderam o porquê. Paulo em Romanos 5.3 afirma: “…nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança.”

E por último, ao se tornar um cristão é preciso saber que os problemas não serão resolvidos de forma automática. Salomão afirmou em Eclesiastes 3.1: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu.” Ele continua dizendo que na vida há períodos bons e maus; dias alegres e tristes; momentos fáceis e difíceis.

Os problemas na vida de um cristão não definem quem ele é, mas apenas dizem que ele está aprendendo e crescendo.
Por isso, se você é um verdadeiro cristão, não desanime diante de seus problemas

 Fique firme!

VENDO COM OUTROS OLHOS

VENDO COM OUTROS OLHOS

“Ver com outros olhos”, é uma frase comumente usada que significa ver a vida com uma outra perspectiva; com um outro ponto de vista.

A Palavra de Deus nos ensina a ver a vida com os olhos de Deus. Precisamos aprender a ver tudo na perspectiva de Deus. Deus mesmo diz em Isaías 55.8: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor.”

Jesus nos ensina a ver a vida com outros olhos. Em João 4.31 os discípulos pedem para que Ele se alimente. No versículo 32 Ele responde: “…Tenho algo para comer que vocês não conhecem”. Os discípulos espantados perguntam no versículo 33: “…será que alguém lhe trouxe comida?” Mas no versículo 34 o próprio Jesus afirma: “…A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e concluir a sua obra.”

A comida é muito importante, mas naquele exato momento não o era para Jesus. Ele acabara de ter uma conversa com a mulher samaritana. Jesus sabia que aquela conversa mudaria os rumos, não de sua vida, mas de toda sua cidade. Vidas e mais vidas seriam transformadas. Vidas transformadas era a perfeita vontade do Pai e naquele exato momento a comida material cedeu espaço à comida espiritual.

É aqui que muitas vezes nos perdemos. Infelizmente não conseguimos ir além. Nossa perspectiva da vida é pequena demais. Vemos do mesmo jeito sempre; insistimos em ver como queremos ver, e assim, os episódios cotidianos, as lutas, as dores, as oportunidades e diversas circunstâncias são interpretadas apenas com a ótica humana. Somos lentos e míopes demais para ver Deus na história de nossas vidas.

Nos perdemos porque não conseguimos ver que há algo maior, mais profundo, mais oportuno e mais transformador no meio das circunstâncias. E pior, nos tornamos mestres em reclamar. Achamos que pessoas e a própria vida tem sido “injusta”; deveríamos ter algo melhor; ser algo melhor; receber algo melhor; viver melhor. E esses, infelizmente, são sinais claros de uma profunda cegueira espiritual.

É preciso “ver a vida com outros olhos”. Há um Deus que rege a história, que rege a vida, que rege tudo. E ao pensar sobre isso, Davi diz o seguinte no Salmo 139.1,2: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.”

 Por isso, não permita que as circunstâncias da vida lhe engolfem e lhe deixem amargo. Pare de jogar a culpa de sua vida nas pessoas e nas circunstâncias. Ore e peça discernimento a Deus sobre a situação. Peça que Ele que abra seus olhos. Procure entender qual o propósito dEle nesse exato momento de sua vida.
A afirmação de A. Simpson deve nos inspirar: “Temos que aprender a viver do lado celeste e olhar para as coisas de cima. Devemos ver todas as coisas como Deus as vê…”.

Ver com outros olhos é ver as coisas como Deus as vê.

ESPERE EM DEUS

ESPERE EM DEUS

Davi afirma no Salmo 40.1: “Esperei confiantemente pelo SENHOR…”

Vivemos em um mundo agitado e com pressa; um mundo que nos ensina a não esperar por nada. É uma agonia ficar preso no trânsito, numa fila ou ter que trabalhar com uma internet lenta. 
Pertencemos ao “mundo da impaciência”. Tudo precisa ser rápido, fácil, ágil, prático e objetivo.

O grande problema é quando transferimos todo esse estilo de vida para o nosso relacionamento com Deus. Por vezes queremos que Ele faça o que desejamos aqui e agora.

O que nos choca é que enquanto estamos com pressa de algo, aparentemente Deus não tem pressa de coisa alguma. Ele segue firme em seus planos e propósitos. Ele pode demorar ou não para mudar uma situação ou uma pessoa. Descobrimos que o cronograma de Deus não é igual ao nosso.

Porque Deus não faz como queremos e dentro do nosso tempo, podemos também concluir errado que Ele não se importa ou não se interessa conosco. Esse foi o sentimento primário de Marta e Maria quando Jesus supostamente se atrasou para curar a Lázaro em João 11. Elas não sabiam que o tempo dEle era diferente do delas. E no tempo dEle o alvo não era só curar a Lázaro, mas ressuscitá-lo depois de quatro dias que estava ele morto. Jesus tinha algo muito maior e melhor na situação.

ESPERAR faz parte da vida. A Bíblia está repleta de histórias de pessoas como Noé, Abraão, Moisés, José, Davi, Daniel, Jesus, Paulo e outros que aprenderam a esperar em Deus.

Quando ESPERAMOS em Deus, Ele começa a nos revelar quem realmente somos. Ele trabalha em nossas motivações; Ele limpa o nosso pior e apura o nosso melhor; Ele produz a paciência e a perseverança; Ele cria em nós um senso de antecipação de que Ele mesmo fará algo maravilhoso; Ele transforma o nosso caráter; Ele nos leva a uma maior intimidade e dependência dEle.

Se você pensa realmente em caminhar numa vida com Deus, deixe a pressa de lado. Aprenda a crer que Ele tem algo melhor para sua vida sempre no tempo dEle.

Lembre-se também do sábio conselho do salmista no Salmo 31.24: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.”

Espere em Deus!

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

Jesus afirmou em Mateus 7.12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei, e os profetas.”

O mundo sofre do mal do egoísmo. Estamos sempre dispostos a pensar primeiro em nós e nos nossos e quase nunca no outro. Essa é a cultura da nossa época, como era também nos tempos de Jesus. O egoísmo sempre esteve em alta.

O Sermão do Monte apresenta sempre no todo de sua mensagem um desafio para um relacionamento com Deus e um relacionamento com os outros de forma COMUNITÁRIA. O individualismo não cabe no plano espiritual traçado por Jesus. Somos chamados sempre ao “nosso”, ao “outro”, ao próximo.

Se alguém deseja andar com Deus precisa aprender a viver com o outro. A comunidade cristã é em essência uma família. O cristianismo é marcado especificamente por seu amor e cuidado uns para com os outros. Não há espaço para o “meu”, mas para o “nosso”.

Jesus diz que os que creram nEle devem se amar e cuidar do outro com respeito e carinho. O que desejamos para nós, devemos também desejar ao outro. Essa é a máxima da vida cristã. O que fazemos a nós, devemos fazer ao outro. Essa é a “Regra Áurea” da vida de um cristão.

Jesus complementa dizendo “pois esta é a lei e os profetas.” Isto é, qualquer pessoa que oriente a sua conduta para com os outros de acordo com o que gostaria que fosse a conduta dos outros para consigo, cumpriu a lei e os profetas. Porque a lei e os profetas, ou o ensino do Antigo Testamento é a prática do amor e cuidado com o próximo.

Assim, a pergunta básica para seus relacionamentos deveria ser: “Como eu gostaria de ser tratado em tal situação?” Essa pergunta freia seu egoísmo e norteia melhor seus relacionamentos.

Se você for mais sensível às outras pessoas; se você se colocar no lugar delas; se você desejar para elas o que deseja para você, esteja certo de que você será menos mau e mais generoso, menos rude e mais compreensivo, menos cruel e mais bondoso.

Assim, se seu cristianismo não foca no outro, você é apenas um bom e educado religioso. E acredite, sua religião para Deus não serve para nada.

Trate o outro como você gostaria de ser tratado. 

REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

Em Lucas 6.27-36 Jesus nos ensina: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta. Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês. Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama amam as pessoas que as amam. E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso. E, se vocês emprestam somente para aqueles que vocês acham que vão lhes pagar, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama emprestam aos que têm má fama, para receber de volta o que emprestaram. Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram e assim vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo. Façam isso porque ele é bom também para os ingratos e maus. Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.” 

O que Jesus ensina nesse texto, é que o mal do outro não pode nos dirigir. Quem precisa estar no controle de nossas vidas somos nós mesmos. A melhor forma de reagir ao mal é praticando o bem; é focando no bem-estar do malfeitor.

Mas alguém poderia dizer: “eu não consigo fazer isso!” Mas na verdade ninguém consegue. Somente com Jesus é que podemos reagir ao mal corretamente. O Jesus que nos diz o que devemos fazer, é o mesmo que nos capacita a fazer. 

O pregador Inglês, Charles Bridges escreveu: “Somos discípulos de Jesus; aquele que morreu por seus inimigos. Você é cristão? Então você é seguidor de alguém que morreu por seus inimigos. Você não é um cristão? Então você está sendo procurado por alguém que morreu por seus inimigos, Jesus Cristo.”

Por isso, tenha certeza que Jesus é Senhor e Salvador de sua vida, porque se Ele estiver habitando em você, o mal interno e externo não terão força alguma, e por meio dEle você poderá não só reagir ao mal, mas buscar sempre fazer o bem.

“PEQUEI!”

“PEQUEI!”

Em Lucas 15 temos a famosa história do “filho pródigo.” No versículo 18 ouvimos suas palavras: “…Pai, pequei contra o céu e diante de ti…”. “PEQUEI!” Que tremenda confissão!

Aquele jovem havia saído da casa de um pai amoroso e foi viver nos prazeres do mundo. Ali ele gastou, esbanjou, e por fim, perdeu tudo. Em suas necessidades ele buscou ajuda. Ele conseguiu apenas um emprego para alimentar porcos. Esse foi o pior emprego que um judeu poderia ter, visto que na lei, o porco era tido como um animal imundo. Naquele lugar ele passou fome. Que ironia e miséria! O filho de um pai rico, agora cuida de porcos e passa fome!

Diante dessas circunstâncias ele caiu em si. Ele viu sua deplorável situação. E num momento de lucidez, ele se lembrou do pai. Ele lembrou que o pai é bom, misericordioso e rico.

O filho pródigo, tomado de convicção de seus erros e pecados, diz para si mesmo que voltará para a casa de seu pai, e dirá ao vê-lo: “Pai, pequei… me trate como um de seus empregados, já não sou digno de ser chamado teu filho.” E ele não fica só nas intenções; ele age; ele volta para casa.

E ao chegar perto da casa, ele encontra o pai que o vê. Compadecido dele, o pai o abraça e o beija, enquanto ouve: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” E quando ia dizer: “…trata-me como um dos teus empregados”, seu pai diz aos seus servos: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos.” Há alegria; há festa; o filho voltou ao lar.

E assim é Deus. Deus está disposto a abraçar, a beijar, a cuidar, a restituir e se alegrar com aquele que diz de todo coração: “…PEQUEI”.

Há quanto tempo você fugiu do Pai ou da casa do Pai? O Pai diz hoje: retorne! Pare de “trabalhar com porcos”; “pare de passar fome”. Há no Pai, bondade e misericórdia; há na casa do Pai fartura, alegria, sobejo, festa e vida. Não importa o tamanho do seu pecado, apenas volte para o Pai.

Jesus não manda embora ninguém que vem a Ele. Volte hoje e diga apenas de coração a Deus: “EU PEQUEI…” A todos os que voltam para Deus, Jesus diz em João 6.37: “…o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. 

Você virá?