JESUS NÃO É O PAI

JESUS NÃO É O PAI

Durante anos, grupos religiosos insistem em crer de forma errada com respeito a Jesus. Há grupos que defendem que Jesus não é Deus, e ao fazerem isso negam a verdade de João 1.1 que diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” O “Verbo” do texto é o mesmo apresentado em João 1.14 onde lemos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” Assim, ao se referir ao “Verbo”, João está falando de Jesus. Jesus veio dos céus, sendo Deus, para revelar e manifestar Deus, o Pai. Outra coisa importante nos dois textos é que Jesus é Deus, mas não é Deus Pai; ambos são duas pessoas distintas.

Segundo a Bíblia, o Pai e o Filho devem sempre ser entendidos como duas pessoas distintas. Os apóstolos Pedro, Paulo e João, creem assim. Por exemplo, Pedro afirma em 2 Pedro 1.2: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.” Paulo também afirma em Filipenses 1.2: “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” O apóstolo João também escreve em 2 João 1.9: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.” 

Jesus ao se referir ao Pai, disse em João 4.24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” Ao se referir também ao Pai, Jesus afirmou em João 5.37: “O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.” Ao contrário, Jesus diz de si mesmo após a sua ressurreição em Lucas 24.39: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” Portanto, Jesus não pode ser o Pai – que é espírito – uma vez que Ele, o Pai, não tem carne nem ossos como Jesus os tem. 

Em João 14.8, Felipe um dos discípulos de Jesus faz a seguinte afirmação: “…Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.” No versículo 9 Jesus responde: “Felipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” O que Jesus quis dizer com essa frase: “Quem me vê a mim vê o Pai”? Jesus não afirma no texto que Ele é o Pai, pois Ele não o é. Jesus é a expressão de quem o Pai é. Jesus é da mesma essência e natureza do Pai; Jesus é Deus. Ele na verdade é a expressão exata do Pai. O que o Pai é, Jesus também o é. Vemos a clareza dessa verdade em Hebreus 1.1-3: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.” 

Jesus não é o Pai, mas após sua ascensão aos céus, Ele está assentado à direita do Pai. Antes de morrer apedrejado, Estevão teve uma visão onde distinguia claramente Deus o Pai, de Deus o Filho. Lemos suas palavras em Atos 7.56: “…Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus.” 

No Novo Testamento temos a evidência clara e a nítida verdade de que Jesus não é o Pai, mas tem a mesma natureza divina do Pai. Assim, Deus Filho não é o Pai; Deus Pai, não é o Filho, mas ambos têm a mesma natureza divina.

PERSEVERANÇA ESPIRITUAL 

PERSEVERANÇA ESPIRITUAL

Louis Armstrong era bem conhecido pelo seu rosto sorridente, voz rouca e sua extrema habilidade no trompete. Mas sua infância foi muito difícil, cercada de dores e privações. Ele foi abandonado por seu pai quando criança e enviado para um reformatório aos 12 anos. O que parecia ser um fim, tornou-se o começo, isso porque regularmente Peter Davis visitava a escola e dava instrução musical aos meninos. Louis logo se destacou no trompete e tornou-se o líder da banda na escola. Sua trajetória de vida foi totalmente reajustada porque ele permaneceu firme nos estudos de trompete e assim desenvolveu uma fama internacional como trompetista.

A história de dor, superação e persistência de Louis Armstrong deve servir de exemplo para a perseverança espiritual; para manter-se firme na fé em Cristo. O apóstolo João escreveu em 1 João 2.24: “Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.”

O Espírito Santo é o mestre habilidoso, amoroso e cuidadoso de todo cristão, mas perseverar na caminhada espiritual é uma responsabilidade pessoal de cada um. Há um esforço espiritual a ser feito. Em Judas 3 somos advertidos: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a BATALHARDES, diligentemente, pela fé…” A vida cristã não é um processo automático. Devemos nos instruir, batalhar, permanecer e perseverar na fé.

Uma das evidências de que você realmente é um verdadeiro discípulo de Jesus, é o fato de que você permanece e não se afasta dEle, antes mantém seu compromisso de fé nEle. Sua fé está firmada em Jesus e não há nada mais importante do que Ele; seus desejos e intenções precisam focar nEle. Em você se cumpre o que Jesus disse ao grupo de judeus em João 8.31: “…Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos.”

Você receberá muitas propostas filosóficas, ideológicas e hedonistas para abandonar a Cristo. Mas permaneça fiel e obediente a Ele. Agindo assim você não só experimentará uma revolução espiritual, mas Deus se fará real em sua vida.

Há pessoas nesse mundo esperando para ouvir o som de sua vida em Cristo, que com o passar dos anos se torna cada vez mais belo, majestoso e inspirador.

Existe uma benção de Deus sem medida para todos os que perseveram e mantém seu compromisso de fé em Cristo Jesus. Fique firme!

CONFESSAR A JESUS

CONFESSAR A JESUS 

Em 1 João 2.23 o caminho para Deus já está definido: “Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai.” 

Nesse pequeno trecho João sinaliza claramente que o caminho para Deus, o Pai, encontra-se na pessoa de Jesus, o Filho. Essa clareza de João nasce, sem dúvida, da afirmação clássica de Jesus em João 14.6,7: “…Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.”   

Os dois textos deixam claro que a aproximação com Deus, o Pai é proporcionada por, Jesus, o Filho, e mais ninguém. Jesus não só apresenta e revela o Pai, mas condiciona a todo aquele que crê a se apossar do Pai. 

Somente Jesus é o “passaporte” que viabiliza o relacionamento pessoal e íntimo com Deus. É preciso confessa-Lo como Senhor e Salvador para esse relacionamento com Deus. Paulo afirmou em Romanos 10.9,10: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”

Confessar verbal e publicamente a Jesus é um dos fatores que determina se a pessoa tem um relacionamento com Deus ou não. Em Mateus 10.32,33 Jesus asseverou: “ Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

O Dr. John Stott afirmou: “Não se pode ter um relacionamento com o Pai sem confessar a Jesus. Somente Jesus, o Filho pode revelar Deus, o Pai aos homens. Somente Jesus, o Filho pode representar os homens e reconciliar os homens com Deus, o Pai.” 

Policarpo foi discípulo do apóstolo João e tornou-se bispo na cidade de Esmirna no segundo século da era cristã. A história conta que no dia de sua morte, Policarpo, já com 86 anos, foi convidado a abandonar sua fé em Jesus e acender incenso ao imperador romano. Suas palavras foram firmes e contundentes: “Durante todos esses anos de minha vida tenho servido a Jesus. Ele nunca me fez o mal, só o bem. Como então posso blasfemar contra meu Rei e Salvador?” Diante de sua confissão pública de fé em Jesus, Policarpo foi colocado numa estaca e queimado vivo.

O princípio prático e simples é: se você nega a Jesus, você não tem o Pai; se você confessa a Jesus, você tem o Pai.

Você já confessou a Jesus em sua vida?

DESCANSAR

DESCANSAR

Em novembro de 2013, Moritz Erhart, um jovem alemão de 21 anos, estagiário do Bank of America, foi encontrado morto por seus colegas. A morte chamou atenção pelo fato de Moritz ter permanecido 72 horas sem dormir.

A nossa sociedade é extremamente ativista. Vê no descanso uma fraqueza; vê na folga um inconveniente; vê no lazer um tempo perdido. Não é sem motivo que temos tantas pessoas nesse mundo moderno tão estressadas e doentes.

É preciso descansar! A Bíblia está cheia de instruções sobre descanso, lazer e relaxamento. Deus nos ordena em Êxodo 23.12: “Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás…” Em outras palavras, Deus criou o princípio de se tirar um dia de folga a cada sete dias, para descanso, recreação, adoração e restauração. 

O próprio Senhor Jesus diante de um ministério intenso, percebendo o cansaço de seus discípulos, convidou-os ao descanso. Em Marcos 6.31 lemos: “…Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.” 

“Descansar” significa dar uma pausa para o CORPO. Significa dormir, cochilar e não fazer nada. Significa não se envolver nas mesmas atividades semanais. Significa não trazer trabalho para casa. 

“Descansar” também significa recarregar as EMOÇÕES. Significa fazer algo diferente; um passatempo, um hobby; algo que se faça, que não precisa de tempo e nem prazo; é fazer algo para rir, se emocionar, suspirar profundamente ou refletir.

“Descansar” significa parar, visando a reorientação da vida ESPIRITUAL. Significa adorar o Criador. Significa meditar nas próprias fraquezas, nas necessidades da alma, enquanto ganha as forças do Altíssimo. Significa parar e pensar a vida para que ela se endireite nos caminhos e no jeito que Deus quer. 

Talvez você precise cuidar melhor de sua agenda e impor limites a você mesmo para descansar. Talvez você precise se organizar para fazer exercícios físicos, comer com prudência, ou ainda achar um hobby para se divertir. Tudo isso é muito bom, importante e válido para a vida.  

Mas acima de tudo e o mais importante, você precisa colocar Deus em primeiro lugar em sua vida. Precisa fazer dEle a prioridade das prioridades. Quando Ele controla seu viver, tudo passa a ter propósito, significado e motivação. Com Deus a vida entra no equilíbrio. 

Na verdade, descansar mesmo, significa aprender e praticar os princípios do Salmo 127.1,2 que diz: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois aos seus amados Ele o dá enquanto dormem.”

É assim a sua vida?

OS FURACÕES DA VIDA

OS FURACÕES DA VIDA

Na semana passada fomos informados sobre os estragos feitos pelo furacão Matthew. O poder de seus ventos trouxe desgraça, destruição e morte no Haiti, República Dominicana, Cuba, Bahamas e parte da costa leste dos EUA. Furacões aparecem e eles são extremamente perigosos e destruidores.

Há períodos na vida que sentimos soprados por furacões. Eles não perguntam sobre nossa escolaridade, cultura, posição social, racial ou econômica. Eles apenas sopram para destruir. Eles sopram em nossas almas e criam uma tremenda agitação, muitas das quais não temos controle algum.

Poeticamente, no Salmo 46.2,3 o salmista falou sobre sua experiência com os furacões da vida. Ele diz: “…a terra se transtorne e os montes se abalem…as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.” O salmista viu chegar os ventos fortes, e esses deixaram sua alma inquieta, desassossegada, sem repouso e atemorizada.

Quando os furacões chegam em nossas vidas ficamos inquietos; erramos nas decisões; fazemos coisas atropeladas e atrapalhadas; deixamo-nos levar pelas emoções; nos expomos ao erro e a morte.

Ao invés de buscar abrigo e proteção, estúpida e loucamente por vezes abrimos os braços levianamente para o vento “bater”; confundimos furacões com brisas; esquecemos que sua força é capaz de nos fazer voar para a destruição e morte.

Diante dos furacões da vida, o que precisamos urgentemente é de um abrigo seguro. Esse abrigo não pode ser aquele que achamos ou queremos construir rapidamente. Na verdade, muito do que nos abrigamos a vida toda não costuma funcionar diante dos furacões da vida.

O salmista sabia como em quem se refugiar diante dos furacões da vida. Ele diz no Salmo 46.1,2: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos…” O abrigo para o salmista é Deus! Somente nEle! O abrigo para os furacões da vida não está numa pessoa e numa religião. O abrigo está num íntimo e próximo relacionamento com Deus, e não num dogma ou numa filosofia.

O problema é que quando os furacões da vida chegam, muitos demoram em se abrigar; eles relutam em entender que são fracos e incapazes diante da monstruosidade e estrago dos ventos fortes.

Os furacões da vida nos cansam e nos oprimem. Mas Jesus traz esperança e solução num convite simples e objetivo. Ele diz em Mateus 11.28-30: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Assim, se os furacões da vida chegaram sobre você, não demore em se abrigar em Cristo. Aceite o Seu convite de abrigo. Nele há tudo o que você precisa. E quando você aceitar o convite de se abrigar nEle, descobrirá que outras pessoas também, diante dos furacões de suas vidas, se abrigaram em Cristo. Você não estará só.

Quando Deus é o abrigo de sua alma, o vento pode bater forte lá fora, destruir tudo o que foi construído por você no passado, mas sua alma estará segura e em paz. E no momento, é só isso que você precisa diante dos furacões da vida.

A ESPERANÇA‬

A ESPERANÇA‬

Esperança é uma palavra da alma. É uma solicitação, um desejo, uma vontade, um requisito interno de que algo precisa acontecer. Esperança é quase uma exigência de uma ação diante da dor. Ouvimos: “ele perdeu a esperança”. Essa é uma frase que espelha o desespero, o fracasso e o caos. O suicídio por vezes ronda como a única esperança; sair da dor parece ser a resposta.

Os leprosos na Bíblia viviam sob preconceito. Eles não tinham esperança de nada. Eles estavam fadados a viver fora da comunidade e esperar a morte chegar. Marcos 1.40,41 temos a história de um leproso. Em um certo dia, esse homem ouviu que Jesus passava por ali, perto dele. Sabendo disso ele agiu com muita humildade pedindo a Jesus por algo. O versículo 40 nos diz: “Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.” Todas as suas esperanças estavam em Jesus. E no versículo 41 a reação de Jesus foi tremenda: “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” Aquele homem sem esperança alguma para sua vida, recebeu o que queria e desejava. Jesus o tocou.

A história nos revela nessa passagem grandes verdades sobre a esperança. Em primeiro lugar é que precisamos estar cientes de que nos falta esperança em algo de nossas vidas. Essa consciência faz toda a diferença. Precisamos estar cientes de algo que nos machuca e nos aterroriza; algo que está nos tirando a esperança. Se você se sente esperança, a esperança é uma possibilidade.

A segunda verdade é que precisamos parar de montar nossas próprias respostas para a esperança. Esse homem ouviu de Jesus e foi humildemente a Ele. Ao chegar a Jesus ele teve a resposta. Assim, precisamos ir  com humildade e fé a Jesus. Enquanto Jesus não for sua única esperança, não há esperança. E mais, quanto mais você demora, mais o problema se agrava.

A terceira verdade é que quando lançamos nossa esperança em Jesus, a resposta vem. O leproso recebeu mais do que pensava. Ele foi “tocado por Jesus”. Ninguém poderia tocar um leproso, mas Jesus o fez. Por quê? Porque Jesus foi dominado por pena, compaixão e dó daquele homem. Assim, o Senhor se achega a você quando vê o seu sofrimento e quando você vem a Ele. Ao vir a Ele, Ele se envolve emocionalmente como você e traz a solução que a sua alma espera.

É preciso reanimar a esperança. Essa esperança está em Jesus. O salmista afirmou no Salmo 71.5: “Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.”

Diante de sua dor, você pode errar. Você pode entrar num estado de dó de si mesmo; de autocomiseração, e achar que a esperança nem existe. Você pode errar por ancorá-la em pessoas, circunstâncias ou oportunidades, e o final será frustração, porque as pessoas erram, as circunstâncias nem sempre são favoráveis e as oportunidades nem sempre chegam.

Como o leproso, traga a Jesus sua dor, seu problema, sua luta e suas decepções; entregue-se a Ele. A esperança está nEle; Ele é a própria esperança.

ESPIRITUALIDADE E CONHECIMENTO

ESPIRITUALIDADE E CONHECIMENTO

O homem pós-moderno está em busca de dois princípios básicos para tentar dirigir sua vida: “espiritualidade” e “conhecimento”.

Sam Harris é um escritor, filósofo e neurocientista americano. Influenciado pelos ensinos e pensamentos de Richard Dawkins e do jornalista Christopher Hitchens, Harris escreveu alguns livros. Dentre eles, um chamado “Despertar”. “Despertar” está na lista do New York Times desde 2015. Nesse livro Harris tenta provar como a meditação e a prática contemplativa pode servir para aliviar o stress, aproximar as pessoas e ajudar nas lutas do dia a dia. Seu propósito é conduzir seus leitores a um autoconhecimento e a uma espiritualidade sem Deus.

Mas a verdadeira espiritualidade e o puro conhecimento são nos dados por Jesus por meio do Espírito de Deus. O apóstolo João afirmou em 1 João 2.20: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”

Os falsos mestres da época de João diziam ter um conhecimento secreto. Este conhecimento especial estava reservado apenas para quem seguisse suas ideias. João, porém, mostra que o verdadeiro conhecimento vem do Senhor Jesus e não por algo “especial”. Segundo João, todos os que pertencem a Cristo recebem a “unção”, ou seja, o Espírito de Deus, que não só os leva a crer, mas ensina-lhes o que é verdadeiro. Isso ocorre por causa da promessa feita pelo próprio Senhor Jesus em João 16.13: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade…” Por meio do Espírito de Deus o cristão recebe conhecimento do que é verdadeiro e do que é falso, o que o habilita para a verdadeira espiritualidade. O primeiro discernimento espiritual que ele ganha é a certeza que Jesus é o Messias de Deus e o Salvador do mundo.

Os que estão em Cristo são “ungidos” com o Espírito Santo. Eles não precisam orar por uma “unção”, eles já a possuem. O Espírito Santo promove o conhecimento de todas as coisas. Esse conhecimento espiritual preserva o cristão dos erros doutrinários, da falsidade, do engano, das mentiras, das heresias e de toda falácia, ideologia e filosofia humana.

Você está em busca de espiritualidade e conhecimento? Então você precisa ler e estudar a Bíblia. A Bíblia fala sobre Jesus. Ele é a verdade onde todos os tesouros e a sabedoria de Deus estão revelados. É por Ele que se recebe a verdadeira espiritualidade e o verdadeiro conhecimento.

Ao conhecer a Jesus, o Espírito Santo fará com que seus olhos espirituais sejam abertos, e assim, inexplicavelmente, sua alma se encherá dEle, e sua vida será tomada de razão e de propósito.

A verdadeira espiritualidade e conhecimento não nos são dados pelo esforço ou por uma auto busca. Ainda que relutemos, não poderemos encontrar o que buscamos para nossas almas até que nos humilhemos e voltemos à fonte e origem de tudo: Deus.

Na busca dessa espiritualidade e conhecimento, as palavras de Jesus em João 17.3 precisam ecoar forte e profundamente dentro de nós: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

O ANTICRISTO

O ANTICRISTO

O apóstolo João afirmou em 1 João 2.18,19: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.”

O “anticristo” segundo a Bíblia será um ditador mundial que levará a humanidade a crer que estará vivendo numa idade de ouro. Ele terá domínio político, social, econômico e religioso sobre o mundo. Sua principal estratégia será a mentira e o engano. Ele se oporá totalmente à pessoa, à obra e aos ensinos de Cristo.

O apóstolo João também afirma que o “anticristo” já se revela por meio dos “muitos anticristos”; eles são na verdade os protótipos do “anticristo”. O “anticristo” se faz representar por esses “muitos anticristos” através dos falsos profetas e mestres com suas falsas doutrinas e ensino. 

Segundo João, esses “muitos anticristos” “saíram de nosso meio”, ou seja, eles um dia se identificaram com as comunidades cristãs. João diz que “…entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.” O fato de que eles um dia abandonaram o relacionamento com a igreja de Jesus, ficou demonstrado que eles nunca pertenceram realmente a Cristo. É triste, mas real: muitos daqueles que são contra Cristo, de alguma forma já estiveram na comunidade cristã, ouvindo e aprendendo de Jesus.

Talvez você não saiba que esteja envolvido com conceitos, ensinos ou práticas do “anticristo”. Mas é fácil detectá-los: tudo o que não glorifica, honra, ensina, revela, demonstra, aplica, expõe, aponta, foca e exalta somente a Jesus, é do “anticristo”. Por isso, não abrace religião, “ísmos”, filosofias, dogmas, ritos, sistemas, conceitos ou tradições contra Cristo. Tudo isso é falso, pernicioso, ardiloso, e é uma estratégia satânica para destruir sua vida.

Por um outro lado, se você é de Jesus, você jamais abandonará a Cristo, nem a verdade de Cristo e nem os irmãos em Cristo. Mantenha-se firme e perseverante nas verdades ensinadas por Jesus e seus apóstolos; não se entregue às “novidades”. O ensino “novo” nada mais é do que os falsos conceitos antigos em uma embalagem moderna.

Antes, aprenda de Jesus; creia em Jesus; siga a Jesus; ande com Jesus; ame a Jesus; viva para Jesus e esteja na “igreja de Jesus”. Lembre-se que Ele mesmo afirmou em João 14.6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim.”

NÃO AMEIS O MUNDO

NÃO AMEIS O MUNDO

O apóstolo João afirmou em 1 João 2.15-17: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.”

A palavra “mundo” usada pelo apóstolo João advém da palavra grega “kosmos”. “Kosmos” em seu sentido básico significa “ordem” ou “arranjo”. No texto, a palavra “mundo” significa simplesmente a ordem, o sistema e o conjunto de princípios, valores, opiniões e interesses contrários a Deus, e a tudo isso João diz: “Não ameis…” 

O texto começa com uma ordem no versículo 15: “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo.” Todo o restante do texto é apenas um encorajamento para que não amemos o mundo. 

O primeiro encorajamento para não amar o mundo é porque quem ama o mundo “o amor do Pai não está nele.” Em outras palavras, você não pode amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo. O amor ao mundo expulsa a Deus; o amor a Deus expulsa o mundo. 

Para apoiar esse encorajamento João afirma no versículo 16: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” O princípio básico do texto é tudo o que há no mundo não é de Deus. Você não pode amar a Deus e amar o que não é de Deus ao mesmo tempo.  

João continua dando o segundo encorajamento, ao dizer no versículo 17: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência.” O que João diz é que o mundo é uma aposta furada. O mundo está passando; está velho; está obsoleto. Se você colocar o coração no mundo o final será ruína e miséria; você perderá se investir nesse sistema anti-Deus. Se você amar o mundo, ele o levará com ele. O final desse sistema será o julgamento pelo próprio Deus. 

João termina com o terceiro encorajamento para não amar o mundo no final do versículo 17, “…mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” Assim, amar o Pai no versículo 15 e fazer Sua vontade no versículo 17 não são conceitos separados. Para João se você ama a Deus, você vai querer o que Ele quer. Não adianta dizer que ama a Deus e não deseja o que Ele deseja. Se você ama o mundo, você terá a aparência, o jeito e a forma do mundo. Mas se você ama a Deus, você buscará fazer sua vontade e viver para Ele. E se você vive para Ele hoje, viverá com Ele eternamente. 

Você mesmo pode definir se você é de Deus ou não, por apenas observar suas atitudes para com esse mundo. Porque se você ama o mundo, você não pode amar a Deus, se você ama o mundo, você será destruído por ele, mas se você ama a Deus ao invés do mundo, você desfrutará a verdadeira vida hoje e na eternidade.

Você está amando o mundo ou a Deus?

OS ESTÁGIOS ESPIRITUAIS

OS ESTÁGIOS ESPIRITUAIS

Algo importante que precisamos aprender sobre a vida espiritual é que ela é composta de estágios espirituais.

A isso o apóstolo João afirmou em 1 João 2.14: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.”

Segundo a Bíblia, os estágios espirituais iniciam através de uma experiência espiritual chamada de “novo nascimento”. A passagem clássica da Bíblia para o “novo nascimento” é João 3.1-21. No texto, o Senhor Jesus Cristo responde a Nicodemos, um fariseu proeminente. Ele diz em João 3.3: “…Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” A palavra “nascer de novo” significa literalmente “nascer do alto”. Nicodemos tinha uma necessidade espiritual real. Ele necessitava de uma mudança em seu coração; uma transformação espiritual. O novo nascimento, é um ato de Deus através do qual a vida eterna é dada àquele que crê em Jesus.

Como em um nascimento natural, após a pessoa nascer espiritualmente ela entra pelos estágios espirituais da vida cristã. Esse estágio começa com a “criança espiritual”. Sobre esse estágio João diz: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai.” Uma das primeiras indicações da inteligência de uma criança é o reconhecimento de seu pai. As crianças espirituais sabem que Deus é o seu Pai, não por evidências ou argumentos, mas pela confiança e amor do seu coração, as quais foram despertadas por meio de Jesus Cristo. Essa é uma fase de querer saber; de querer estar com o Pai; de querer crescer e ter experiência com o Pai.

O segundo estágio espiritual é a de “jovem espiritual”. João diz: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” Jovens são caracterizados pelo ânimo, força física, e vigor. Os jovens espirituais são aqueles que se mantém confiantes e fortes no Senhor porque estão cheios e plenos de Sua Palavra. Por estarem centrados em pleno conhecimento e obediência à Palavra de Deus, eles estão habilitados para resistirem a Satanás e saírem vencedores, como Jesus o fez em Mateus 4. Todo esse vigor espiritual desses jovens deriva do fato deles estarem completamente dependentes do Senhor Jesus Cristo.

E o último estágio é a do “adulto espiritual”. A esse estágio João diz: “Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio.” O adulto espiritual é um pai espiritual porque ele conhece intimamente a Jesus Cristo. Os adultos espirituais estão convictos e desejosos em viver plenamente a vida de Jesus. Nada mais ocupa suas mentes, corações e intenções do que o Senhor Jesus. Eles se tornaram pais espirituais porque já passaram pelos outros estágios, e agora são instrumentos para abençoar a outros.

Pergunta: em quais desses estágios você está? Ou, não se encaixando em nenhum desses estágios, você já passou pelo primeiro passo: “nascer de novo”?

Quando você sabe em qual estágio espiritual você se encontra diante de Deus, fica mais claro saber qual o próximo passo a ser dado em sua caminhada espiritual.