RELACIONANDO-SE COM PESSOAS DIFÍCEIS

RELACIONANDO-SE COM PESSOAS DIFÍCEIS

Todos conhecemos pessoas que são “difíceis”. Uma pessoa pode ser difícil por ser intransigente, argumentativa, briguenta, egoísta, irreverente, superficial, desagradável, rude e muito mais. Elas parecem saber como “apertar os botões” e agitar os problemas. Pessoas difíceis cansam, e é preciso aprender a lidar com elas.

Jesus seguramente lidou com muitas pessoas difíceis durante Seu tempo aqui na terra. Em Seus relacionamentos com elas, Ele nunca exibiu uma atitude dura, de superioridade, de orgulho ou de desprezo a elas. O Senhor Jesus reagiu sábia e amorosamente para com todas elas. Ele, por exemplo, usou a repreensão quando necessário. Em João 8.47 Ele repreendeu seus opositores, dizendo: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.” Em João 8.6, quando questionado sobre uma mulher pega em adultério, Jesus usou outra tática: o silêncio. O texto diz: “Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.” Em Marcos 10.3 quando questionado sobre o divórcio, Jesus somente apontou para as Escrituras, dizendo: “Que vos ordenou Moisés?” E ainda em Marcos 11.29,30, quando questionado sobre Sua autoridade, Jesus apenas fez uma pergunta: “Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei.”

Jesus além de dar seu exemplo de como se relacionar com pessoas difíceis, Ele foi mais longe e ensinou a importância de ser humilde e amáveis com elas. Em Lucas 6.27-31, Ele afirmou: “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.”

Em Romanos 12.18-21, Paulo também ensinou a forma prática e sábia para se relacionar com pessoas difíceis. Ele diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Pessoas difíceis são inevitáveis. O que fará a diferença é a forma como você reagirá a elas. Se você reagir a elas impulsivamente, você terá grandes problemas, mas se você reagir com base nos exemplos e ensinos do Senhor Jesus e nos conselhos de Paulo, você não só colherá bons frutos em sua vida, como evitará que você também se torne uma pessoa difícil.

PESSOAS RESSENTIDAS

PESSOAS RESSENTIDAS

A primeira pessoa ressentida na Bíblia foi Caim. Em Gênesis 4, ele e seu irmão Abel trouxeram uma oferta ao Senhor. Abel agradou a Deus, porque trouxe a oferta como Deus desejava. Caim, por sua vez não agradou a Deus, porque não fez como Deus queria. Ao invés de Caim se humilhar e se arrepender diante de Senhor, fazendo a oferta como Ele deseja, Caim reagiu errado. O versículo 5 diz que “Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.” 

Caim se ressentiu com Deus. Mas no versículo 6,7 o Senhor o confrontou dizendo: “…Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Mesmo tendo sido advertido por Deus, o qual desejava a mudança de seu coração, Caim continuou em seu ressentimento e o final de sua atitude está relatada no versículo 8: “Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” 

Caim matou seu irmão Abel por ter alimentado ressentimentos e mágoas contra Deus. O final do capítulo 4 revela a dura vida que Caim teve por causa da sua atitude insana. 

“Ressentimento” vem da palavra “re-sentir”; sentir novamente; sentir-se mal em relação a alguém repetidamente; ter queixa contra alguém. O ressentimento é a capacidade de pegar um fato ocorrido no passado e revivê-lo.

Pessoas ressentidas tem diversas posturas. Elas alimentam ira, raiva, mágoa, ódio e inveja contra o outro. Elas também deliberadamente não falam, ignoram e evitam os que a ofenderam. Elas são egoístas, insistem em não perdoar; elas insistem em sentir os problemas do passado; elas também insistem em não rever seus próprios erros; elas são péssimas avaliadoras de si mesmas. William Shakespeare afirmou: “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”  

O principal problema de pessoas ressentidas é que elas não avaliam e adequam suas vidas no padrão de Deus. Elas não se veem como Deus as vê; elas não enxergam os outros com os olhos de Deus, e tudo isso faz com que elas sejam míopes em analisar a vida na ótica divina. 

José, Jó, Davi e o próprio Senhor Jesus foram vítimas de erros de outros. Por que eles não foram tomados por ressentimentos e uma atitude de retaliação? Porque conseguiram ver Deus em suas vidas; conseguiram entender que Deus estava usando o mal para o próprio bem; conseguiram perdoar e não permitiram que o mal do outro decidisse o rumo de suas vidas. 

Talvez você diga: “mas eu não tenho poder para agir assim; para perdoar. Sei que preciso mudar minha atitude, mas não consigo mudar!” Essa é a razão porque você precisa ir a Jesus e pedir Seu poder e Sua vida em você. Porque Ele sabe muito bem o que é sofrer o mal e sempre suas expectativas estiveram em sintonia com o próprio Deus. É por Ele que você terá poder para perdoar e manter sua vida no padrão que Deus quer.

Venha a Jesus e troque o ressentimento pelo perdão.

VERDADES REVELADAS

VERDADES REVELADAS

No livro bíblico de Êxodo temos a biografia de Moisés. Ele foi um homem inteligentíssimo. Moisés fora adotado pela filha de Faraó e recebeu toda a instrução necessária para ser um excelente líder e general em sua geração.

Quando adulto, após ter matado um egípcio, Moisés fora perseguido por Faraó e fugiu. Em Midiã, ele se casou e tornou-se um pastor das ovelhas de seu sogro, Jetro. Ele pastoreava já há cerca de 40 anos quando algo muito interessante aconteceu. 

Ao pastorear perto do Monte Sinai, Moisés viu um espinheiro pegando fogo, mas esse não era consumido. Então se aproximou. Ao chegar perto ouviu uma voz vinda do espinheiro que disse: “…Moisés! Moisés! — Estou aqui — respondeu Moisés. Deus disse: — Pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado. E Deus continuou: Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó…” (Êxodo 3.4-6).

Nesse dia Moisés teve uma maravilhosa experiência com Deus. O Senhor se revelou a ele e o comissionou. Sua vida nunca mais foi a mesma. Moisés tornou-se o primeiro grande líder, libertador e legislador de Israel. 

Moisés tornou-se alguém porque Deus se revelou a Ele. Moisés não conheceu a Deus e seus planos porque era intelectualmente preparado, ou tinha uma cultura excepcional, ou ainda porque dominava toda a visão política, econômica ou religiosa do Egito. Não! Moisés se tornou alguém porque Deus lhe revelou a Si e Suas verdades. 

Assim, ninguém compreenderá e conhecerá a Deus, Seus planos, Seus projetos, Seus objetivos e Sua salvação eterna, se Ele mesmo não lhe abrir os olhos espirituais; se Ele mesmo não der entendimento espiritual; se Ele mesmo não Se der a conhecer e revelar Suas verdades.  

Foi isso que fez Jesus exclamar em Mateus 11.25-26: “Naquela ocasião Jesus disse: — Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque TENS MOSTRADO às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos! Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso.”

Sem revelação espiritual vinda do próprio Deus, todos continuaremos cegos. Não haverá possibilidade de entender as verdades lidas, ouvidas, memorizadas ou até mesmo ensinadas. A ignorância espiritual continuará reinando.

Sendo assim, o que fazer? Devemos orar. Devemos pedir como o salmista fez no Salmo 119.18: “Abre meus olhos para que veja as maravilhas que resultam de tua Lei.”

Que seja essa nossa oração: “Senhor, revele-nos tuas verdades…abra os nossos olhos espirituais.”

LIDANDO COM ERROS DO PASSADO

LIDANDO COM ERROS DO PASSADO

Todos, sem exceção, erramos no passado. Todos fizemos escolhas estúpidas e loucas. Todos falamos coisas que machucaram pessoas e de alguma forma nos arrependemos por isso. 

Não são poucas as pessoas que devido a erros do passado vivem o hoje e o agora através do “se”: “Se eu não tivesse agido daquele jeito…”, “se eu não tivesse feito aquilo…”, “se eu pudesse voltar ao passado e apagá-lo…”, “se eu apenas tivesse escutado…” 

É certo que muitos de nós semeamos coisas no passado que estamos colhendo hoje. Precisamos lidar de alguma forma com atitudes do passado que nos atormentam, mas os erros não são o fim da vida. É preciso apenas lidar corretamente com os erros passados. 

Lidar com o passado é mais do que simplesmente dizer: “ninguém é perfeito”. É mais do que racionalizar e dizer: “todo mundo faz isso”. É mais do que usar a tática de insistir em culpar os outros pelos nossos problemas. É mais do que se jogar numa cama e dizer-se doente para que as pessoas tenham pena e dó. É mais do que se deixar ser atormentado pela culpa, criando meios para se autopunir. É preciso realmente usar as estratégias certas para lidar com os erros do passado. As estratégias certas são apresentadas pelo próprio Deus. 

O primeiro passo para lidar com o passado errado é admitir a culpa. É dizer para Deus: “eu errei Senhor, me perdoe”. É dizer para os envolvidos: “eu errei, me perdoe”. Dizer algo exige uma nova postura diante do problema; uma nova atitude. Exige um coração humilde. A promessa da Bíblia para os que admitem seus erros está em Provérbios 28.13: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Você não pode mudar os erros de seu passado, mas pode humildemente admitir que errou diante de Deus e das pessoas. 

O segundo passo é aceitar o perdão de Deus em Cristo. Paulo afirmou em Romanos 8.1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Pecados confessados a Deus, sejam quais e quantos forem serão perdoados. A vida daquele que confessa seus pecados é “zerada” diante de Deus. Deus sempre recebe o quebrantado e o arrependido. A Bíblia revela Deus como terno, compassivo e perdoador para todos os arrependidos. 

Ao admitir os erros diante de Deus e aceitar o seu perdão em Cristo, o terceiro passo é não andar mais com os olhos no passado, mas fixá-los no hoje e no amanhã. É preciso esquecer o que passou. “Esquecer” significa não trazer para a vida aquilo que já foi confessado a Deus e perdoado por Ele. O projeto agora de vida é viver o presente e o futuro diante das novas oportunidades que Deus concederá. Aos que se achegam a Deus para tratar os erros de seu passado, Ele mesmo promete pelo profeta em Isaías 43.18,19: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo.”

Por que você não aproveita esse momento e trate agora, de forma correta, os erros do seu passado com Deus? Ao fazer isso, uma nova vida lhe espera.

DEPENDÊNCIA DA GRAÇA

DEPENDÊNCIA DA GRAÇA

Há certas circunstâncias difíceis na vida que não podemos fazer nada. Paulo em 2 Coríntios 12.7-10 se vê diante de um grande problema o qual ele chama no versículo 7 de “espinho na carne”. Há uma divergência sobre o que seria esse “espinho na carne”, mas o que se sabe é que era algo que o afligia fortemente. Paulo não pôde fazer nada para resolver a situação; ele estava diante de uma questão insolúvel. O que ele fez?

No versículo 8 ele dá a resposta: “…três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.” Paulo não ficou inerte, ele orou. Ele queria alívio. Contudo no versículo 9 ele recebe a resposta de Deus: “…A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza…” Assim, a solução de Deus para Paulo foi levá-lo a depender dEle e descansar em Sua graça para lidar com a crise na qual passava.

“Graça” é uma palavra interessantíssima e importante na Bíblia. “Graça” significa “favor não merecido”. A Bíblia apresenta três tipos de “graça”:

1) A “GRAÇA COMUM”. Essa é aquela que Deus dá a todos de forma indistinta, tais como: o brilhar do sol, as estações, comida, roupa, abrigo, trabalho, etc. Todos os seres humanos, sem exceção, estão envolvidos nessa “graça comum”.

2) A “GRAÇA SALVADORA”. Essa é a que Deus opera na vida de uma pessoa trazendo convicção de seus pecados, apontando para a salvação em Jesus. Essa “graça salvadora” faz do indivíduo um ser regenerado, nascido de novo, herdeiro com Cristo e filho de Deus.

3) A “GRAÇA CAPACITADORA”. Essa é a que o apóstolo Paulo experimentou no texto lido. É um tipo de “graça” que traz força na luta, na dor, na tribulação; que traz discernimento e capacita ir adiante quando humanamente tudo conspira contra. Essa é a “graça” que faz a pessoa ir além do normal, do lógico, do trivial, do óbvio, do comum e do racional. É uma graça que sustenta na provação, no cansaço e nos problemas sem fim.

Os autossuficientes, prepotentes, orgulhosos, “cheios de si” e legalistas não entendem esse viés da “graça”. Eles não conseguem dizer “obrigado” na manifestação da “graça comum”. Eles não enxergam seus pecados e por fim não participam da “graça salvadora”. Eles não estão envolvidos na “graça capacitadora” porque não querem depender de Deus por crerem em si mesmos e em suas próprias forças e capacidades.

A “graça” de Deus está disponível apenas para um grupo de pessoas: os humildes! Deus nos diz claramente Em 1 Pedro 5.5: “…Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.”

A razão pela qual os problemas chegam em sua vida, como chegou a Paulo, tem como motivo principal revelar a realidade de sua fraqueza e a suprema importância de você depender totalmente de Deus em sua fraqueza.

Se diante das lutas você aprender a depender da maravilhosa graça de Deus, sua vida nunca perderá o “gás”, o ânimo e a alegria. Irmão Lawrence afirmou: “Quanto maior a perfeição a que uma alma aspira, mais dependente ela será da graça divina.”

CENTRE EM CRISTO

CENTRE EM CRISTO

Todos, sem exceção, experimentamos pressões em nosso dia a dia, algumas são extremamente maiores que outras e nos trazem desânimo, desencorajamento, ansiedade e um sentimento de perda do controle da vida.

O problema do desânimo é que ele pode nos conduzir a decisões erradas, dentre elas, a tentativa de tirar a própria vida, porque o desânimo é capaz de colocar uma venda em nossos olhos e nos dizer categoricamente que não há solução. O desânimo é o inimigo número um da esperança. Mas há esperança!

Jesus afirmou em João 16.33: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

As palavras de Jesus apontam para um caminho seguro diante do desânimo. Em primeiro lugar, Ele diz: “…tenhais paz em mim…” O interessante dessa frase é que Jesus não começa com o problema, mas com a esperança. Ele começa consigo mesmo. Ele apresenta a si mesmo, antes do problema. Assim, você precisa primeiramente vir a Jesus, tê-Lo consigo para que você possa desfrutar da Sua paz, antes mesmo do desânimo chegar. A paz que Jesus promete pode ser traduzida por tranquilidade, calma, estabilidade, serenidade e um senso de confiança diante das lutas da vida.

Em segundo lugar, Jesus não esconde os problemas que as circunstâncias podem trazer. Ele diz: “…No mundo, passais por aflições…” Jesus não diz que os problemas não chegariam. Ele também não diz que ao vir a Ele todos os problemas acabariam ou seriam solucionados. Jesus nos choca com a realidade. Ele diz que teremos problemas de várias ordens nesse mundo. Ele está ciente de que desde que o pecado entrou no mundo, o mundo das pessoas virou um caos. Agora, Ele também sabe que se você tentar enfrentar esse mundo sozinho, sem Ele, você será dominado pelo desânimo e cansaço. Ele não lhe esconde os problemas, mas lhe providencia a solução.

E em terceiro lugar, Ele diz: “…mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” A mesma aflição e dor que você passa, Jesus também passou. Ele sabe muito bem de suas lutas. Ele venceu todas as dores advindas do pecado que o mundo tem. Ele venceu por você e para você. A vitória do desânimo não está em você, mas em Cristo. Quem está com Cristo, tem o ânimo de Cristo e a vitória de Cristo. Assim, o segredo é centrar em Cristo e não nos problemas. O ânimo vem quando se tira o foco do problema e o coloca em Cristo. É nEle, por Ele e com Ele.

Se você se sente cansado, desencorajado, triste e desanimado, Deus lhe traz uma solução simples: Cristo Jesus. Ele não é somente a solução para qualquer problema emocional, Ele é a única solução. Não basta apenas saber, lembrar ou refletir nisso, é preciso crer e viver.

Assim, centre sua vida em Cristo!

CAMINHAR POR FÉ

CAMINHAR POR FÉ

Há na vida os momentos de silêncio, negros e difíceis; dias que parecem longo demais e não há expectativa de nenhuma luz. Esses são os dias onde Deus poderia falar, mas não fala. Nesses dias exige-se andar por fé. Em Hebreus 11.6 lemos: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

Andar por fé significa continuar crendo e confiando em Deus na escuridão, com a mesma intensidade de confiança quando tudo estava claro; quando tudo estava bem.

Andar por fé significa acatar o silêncio de Deus, não como Sua inércia, mas como uma expectativa de que Sua soberania, aliada ao Seu amor, está proporcionando algo maior e melhor.

Andar por fé significa que ainda que a vida esteja realmente dura, a tristeza bate, o choro venha, o desânimo surja e a incerteza apareça, nada disso torna-se o combustível para questionar, murmurar, desprezar ou abandonar a Deus.

A mulher de Jó, por exemplo, reagiu errado quando das grandes provações de sua vida. Ela disse a Jó, seu marido: “…Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” Mas Jó, andando por fé, lhe respondeu: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.9,10).

É bem mais fácil andar por fé quando Deus está nos proporcionando tudo de bom. Mas o teste da fé não é quando a vida vai bem, mas quando ela vai mal. Andar por fé é olhar além do problema, da luta e da dor.

Andar por fé é caminhar consciente de Deus no meio de decisões extremas. É assumir a mesma postura e atitude de Moisés conforme relatado em Hebreus 11.24-27, que diz: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.”

Se você decidir se consumir em seus problemas, questionar e chatear-se com Deus, lamuriar e murmurar, esteja certo de que você está reagindo errado diante do teste de sua fé. Esse mesmo teste que foi também aplicado a Abraão, Jacó, José, Davi, Jó, Jeremias, Jesus, Paulo e tantos outros, os quais passaram e foram vitoriosos porque não firmaram seus olhos nas circunstâncias, mas no Senhor.

Deus se agrada e muito, quando ao aferir a fé de alguém, permitindo as provações, vê que a reação do provado não é de rebeldia, mas de confiança.

Ele também se alegra em ouvir a voz de um coração em dor que diz: “não entendo Senhor, mas confio.” E mais, Deus já tem um tempo marcado para tirar a todos dos problemas, dores e crises. Ele não brinca com ninguém, mas Ele também sabe que não existe fé sólida sem dores.

Andar por fé é confiar em Deus a despeito de qualquer circunstância.

Você está andando por fé?

SEJA GRATO!

SEJA GRATO!

O cotidiano de muitos pode estar sendo tomado por diversos compromissos, responsabilidades, pressões pessoais, familiares e profissionais. Na correria da vida, o dia pode até parecer pequeno demais, e ao chegar em casa cansados, se pensa apenas em descontrair, relaxar e descansar, e por vezes, já se planeja o que fazer no próximo dia.

Se não houver uma contínua vigilância, as atitudes acima podem estabelecer um padrão de vida e podem se tornar hábitos perigosos, conduzindo a pessoa a uma vida de constante murmuração e ingratidão. Pessoas ingratas são incapazes de reconhecer outras pessoas e muito menos as boas mãos de Deus dirigindo e sustentando suas vidas.

Há vários benefícios em praticar a gratidão. Segundo Robert Emmons, pessoas gratas se sentem mais vivas, dormem melhor, expressam mais compaixão e bondade, e até têm sistemas imunológicos mais fortes. Pessoas gratas aumentam significativamente o bem-estar e a satisfação com a vida.

A Bíblia não erra ao afirmar há mais de 2000 anos por meio do apóstolo Paulo em 1 Tessalonicenses 5.18: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” Deus é glorificado, honrado e exaltado quando as pessoas O reconhecem no que se é, tem e se tornou. Uma pessoa grata sempre sabe que nada é pequeno demais quando Deus é a fonte e a origem de tudo. O escritor americano Izaak Walton afirmou: “Deus tem duas residências: Uma é no Céu, e a outra é em um coração manso e grato.”

A atitude de agradecimento é mais importante do que o próprio ato de agradecer. Deus se alegra quando vê corações gratos. Paulo enfatiza em Colossenses‬ ‭3‬.17: “Tudo o que fizerem, seja em palavra seja em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, DANDO POR MEIO DELE GRAÇAS A DEUS PAI.” O pregador inglês Charles Spurgeon disse: “Não é o quanto temos, mas o quanto apreciamos do que temos é que nos faz felizes.”‬‬‬

O coração grato sempre vê o melhor em cada situação. Ele vê problemas e fraquezas como oportunidades; tribulações e lutas como ferramentas para o refino da alma; tentações e pecados como ocasiões para se viver mais humilde e dependente de Deus, enquanto se torna também mais gracioso e menos crítico para com os pecados e erros de outras pessoas.

Assim, seja grato! Faça da gratidão um estilo de vida. Reconheça que Deus é bom, amoroso, misericordioso e soberano. Reconheça que Ele tem planos maiores e melhores em sua vida. Agradeça a Deus pelo que tem, é e se tornou. Agradeça a Ele pelas pessoas próximas e íntimas; louve-O pelo bom e pelo ruim, pela alegria e pela dor, pelo “sim” e pelo “não”; agradeça por tudo o que Ele tem permitido em sua vida. Use também esse dia para dizer: “obrigado Deus!”

G. K. Chesterton afirmou: “A gratidão é a mãe de todas as virtudes… a forma mais elevada do pensamento…”

Seja Grato!

NECESSIDADES E GOSTOS

NECESSIDADES E GOSTOS

Temos necessidades básicas, como um local para morar, alimentação, água e roupas. Para esse básico precisamos ser responsáveis em assumir pelo trabalho ou externando essas necessidades para que outros nos ajudem. 

O nosso problema nem sempre são as necessidades básicas, mas sim quando fazemos de nossos gostos, nossas necessidades; quando nos deixamos ser definidos pela cultura social que tenta estabelecer gosto, como necessidade. O nosso grande desafio é saber distinguir e definir muito bem nossas necessidades e nossos gostos.

Jesus afirmou em Mateus 6.31,32: “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios são quem procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas.” Jesus deixa claro nesse texto que não somos responsáveis por definir nossas próprias necessidades. Ele nos choca com a ideologia mundana versus a teologia celeste: só Deus realmente sabe o que precisamos!

Deus é quem realmente sabe tudo sobre nós. Ele conhece cada necessidade e cada gosto. Ele sabe de tudo e sabe também a hora de tudo. Deus é digno de confiança. Ele é o Criador e o Mantenedor sábio, amoroso e bom de toda a Sua criação. Ele é todo Onisciente, ou seja, Ele sabe tudo sobre tudo, desde o complexo ao mais simples. E ainda Ele é o Onipotente. Ele tem o poder para suprir tudo. Ele controla desde o fio de cabelo que cai da cabeça. 

Assim, quando você entrega a Deus o direito dEle definir suas supostas necessidades e gostos, creia que elas estão em boas mãos. Deus é extremamente bom, cuidadoso e sabe exatamente o que você precisa para o hoje e para o amanhã, e tem o poder para lhe abençoar em tudo. Paulo ensina em Filipenses 4.19: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” 

O primeiro de tudo em sua vida é que você esteja convicto de que Jesus é a prioridade de seu viver. Se Ele o for, sua vida estará nos eixos. Cabe a você agora entregar tudo a Ele, porque Ele é poderoso para suprir cada necessidade e conceder os seus gostos a Seu tempo para a Sua glória e para o seu próprio bem estar.