DEUS ESTÁ NO CONTROLE

DEUS ESTÁ NO CONTROLE

Em Isaías 45.7 lemos: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” Isaías 46.10 afirma: “Que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.” O que esses dois versículos declaram? Eles expõem categoricamente que Deus é soberano e que está no controle de tudo e todos. 

Em um mundo, onde o ser humano acredita ser ele o centro de tudo, o ensino sobre um Deus soberano que está no controle de todas as pessoas e circunstâncias, não somente choca, mas chega a despertar sentimentos vis. A isso Charles Spurgeon declarou: “Nenhuma doutrina em toda a Palavra de Deus tem inflamado mais o ódio da humanidade do que a verdade absoluta de que Deus é soberano. O fato de que ‘o Senhor reina’ é indiscutível, e é esse fato que suscita a maior oposição no coração humano.” 

A “soberania de Deus” é definida na Bíblia como Seu completo, total e independente controle sobre cada criatura, evento e circunstância em cada momento da história. Davi declarou em 1 Crônicas 29.11,12: “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.” 

A “soberania de Deus” implica que Ele não é influenciado por algo ou por alguém. Isso significa dizer que Ele é absolutamente independente, e faz tudo como lhe agrada. Davi afirmou no Salmo 115.3: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.” Deus sempre está no controle de tudo, do menor ao maior no universo. Tudo o que ocorre é causado ou permitido por Ele tendo como fim os Seus próprios e perfeitos propósitos. Mas é preciso esforço diligente e cotidiano para conhecer esse Deus que controla tudo. Daniel 11.32 declara: “…mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.”

Conhecer a Deus é o maior desafio de cada ser humano. J. I. Packer nos aconselha: “…O estudo apropriado ao cristão é a divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus… Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a divindade… Você quer esquecer sua tristeza? Quer livrar-se de seus cuidados? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade.”

Haverá sempre alegria, confiança, paz, tranquilidade, conforto e alívio de todos os medos do presente e do futuro quando seu coração estiver plenamente descansado nesse Deus que soberanamente reina e controla tudo e todos.

“SE O SENHOR QUISER”

“SE O SENHOR QUISER”

A natureza humana possui a tendência em planejar a vida e confiar no seu próprio potencial, desconsiderando Deus e Sua perfeita e amorosa vontade. O mundo atual tem um nome para tudo isso: “O desenvolvimento do potencial humano”. 

Na verdade, o “potencial humano” é a nova onda, onde o centro de tudo é o homem; onde a ênfase é o “eu” e o “meu”. O alvo final dessa ideologia visa afirmar que o homem tudo é e tudo pode.

O “potencial humano” diz que o mais importante na vida é ser efetivo, obter conquistas (profissionais, status social, financeiros, etc.), ter e desfrutar de oportunidades. Pessoas captadas pelo potencial humano acreditam que são, podem e que ninguém lhes poderá impedir. 

Tudo isso é muito estranho quando diante da profunda advertência em Tiago 4.13-15 que diz o seguinte: “Atendei, agora, vocês que dizem: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vocês não sabem o que sucederá amanhã. Que é a vida de vocês? Vocês são apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, vocês deviam dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”

Tiago nos diz que já há 2000 anos atrás as pessoas estavam focando em seu potencial e agindo de forma empreendedora sem buscar a Deus e Sua vontade quanto à vida.

O texto aponta para decisões calculistas: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali…” O texto também aponta para decisões materialistas: “faremos negócios e ganharemos dinheiro.”

O texto também mostra dois grandes problemas. O primeiro é que não se pode controlar o futuro. O texto diz: “Vocês não sabem o que sucederá amanhã…” Nada sabemos sobre o amanhã. Ninguém tem controle de nada.

O segundo problema é que a vida é muito frágil e passageira: “O que é a vida de vocês? Vocês são apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” Jesus declarou a fragilidade humana ao afirmar em Mateus 6.27: “Qual de vocês, por ansioso que esteja, pode acrescentar uns 46 centímetros ao curso da sua vida?”

Que potencial o homem tem quando vê seus planos irem embora sejam por má administração, erros estratégicos ou pela maldade de uma outra pessoa? Que potencial o homem tem quando se depara com a saúde debilitada, com um acidente inesperado ou com a morte? Somos incapazes e extremamente frágeis; isso nos chocam como seres humanos. E o que fazer?

Tiago afirma no versículo 15: “Ao invés disso vocês deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.” A resposta à incapacidade e à fragilidade humana é buscar a Deus e Sua plena vontade e humildemente dizer: “SE O SENHOR QUISER”.

O que diferencia os seres humanos é como eles interpretam Deus em suas vidas. Aqueles que creem na finitude humana e rendem-se à soberania, poder, majestade e grandeza de Deus, equalizam a vida. Nabucodonosor, o governante mais importante do mundo de cerca de três milênios atrás, afirmou sobre Deus o seguinte: “…segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa lhe deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4.35).

A verdade é bem simples: ou nos rendemos à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, ou Deus mesmo nos entrega à nossa própria vontade. Ou insistimos na vaidade do “potencial humano”, ou nos alegramos em dizer: “se o Senhor quiser”.

A escolha definirá a forma como lidaremos com a vida hoje e seus resultados na eternidade.

UMA VIDA INTERIOR RESTAURADA

UMA VIDA INTERIOR RESTAURADA

Davi afirmou no Salmo 19.7: “A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.”
Devemos estar bem conscientes de que nem sempre o dia de hoje será melhor do que o dia de ontem. Todos sabemos que na vida por vezes nos sentimos tristes, deprimidos e chateados, e precisamos de restauração. Daí aprendemos que nem sempre estamos numa alegria constante. Teremos dias ruins quando a alma precisa de algo novo; precisa de uma restauração.

Davi, no texto e por experiência, afirma que sua vida foi restaurada. O meio para restauração da sua alma foi a “lei do Senhor”. A palavra “lei” significa “ensino”. Esse “ensino” tem uma fonte. Davi diz que a fonte desse ensino é o “Senhor”. Davi refere-se à “lei de Deus”, à “instrução Divina”, ao “ensino de Deus”, ou seja, a própria Palavra de Deus.

A “Lei do Senhor” é o Deus Criador ensinando Suas criaturas. Ela é a “Divina Instrução” para a conduta do homem. Ela é completa quanto a explanação da vontade de Deus ao homem. Ela é o “manual do fabricante”. A Palavra de Deus é o manual do Criador para o funcionamento da humanidade. Ela é o meio pelo qual Ele mesmo apresenta os princípios para que qualquer ser humano viva bem conforme Ele mesmo planejou.

Se o homem quiser saber quem é Deus e o que Ele deseja, tem que ler, estudar e ouvir a Bíblia. É nela e por ela que Ele revela sua vontade. Se o homem quiser alcançar os objetivos de Deus ele precisa se voltar para a Bíblia. Se quiser receber as completas bênçãos de Deus ele precisa se aprofundar em suas instruções e obedecê-la.

Deus usa Sua palavra para restaurar nossas vidas porque ela é “perfeita”. A palavra “perfeita” no texto não faz um contraste com o “imperfeito”, mas com o “incompleto”. A ideia é que a Palavra de Deus é totalmente completa e por isso é “perfeita” para lidar com todos os assuntos essenciais para o relacionamento com Deus, consigo mesmo e com as pessoas.

Não existe nada para a vida em que a Palavra de Deus esteja desatualizada. Ela é abrangente e responde a tudo o que precisamos saber e entender para viver bem.
Ela é apta e pronta para nos ensinar a viver como Deus planejou que vivêssemos. Não há necessidade de ir para outras fontes com o fim de achar a vida; ela é e está completa.

Por causa de sua origem e de sua essência, a Palavra de Deus traz seus benefícios. Um deles é que ela “restaura a alma”. O verbo “restaurar” no texto significa “reviver”, “refrescar”, “converter”. Esse é o poder transformador da Palavra de Deus em nós. Ela é capaz de “reviver”, “restaurar” e “converter” “a alma” de qualquer pessoa. O termo usado para “alma” no texto significa a “pessoa interior”, ou seja, tudo aquilo que está por dentro de cada um de nós.
Assim, a Palavra de Deus, de onde se tem o ensino do próprio Deus e por onde Ele nos fala, é totalmente completa em tudo o que precisamos e poderosamente capaz de colocar em ordem nossa vida interior.

Você só não experimentará a restauração e o reviver de sua vida interior caso opte por outras fontes e despreze a Palavra de Deus.

Os efeitos de 3.000 anos atrás na vida de Davi podem ser o seu hoje e agora. Experimente e você verá que “a Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.”

O MAIOR NO REINO DOS CÉUS

O MAIOR NO REINO DOS CÉUS

Em Mateus 18.1-4 há algo muito interessante no ministério de Jesus. O texto diz: “Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” 

Jesus nesse texto intenta atingir profundamente o coração de seus discípulos, isso porque eles estavam preocupados com a questão da grandeza. Eles fazem a pergunta “quem é o maior no reino dos céus?”, pensando que de alguma forma Jesus escolheria um deles para ser o maior. Eles queriam saber quem ocuparia o mais alto cargo de administração quando Jesus estabelecesse Seu reino. Eles apenas imaginavam um reino temporal do Messias, onde Ele mesmo, Jesus, concederia os espaços administrativos. Eles sonhavam com uma distribuição de honras; eles pensavam apenas em uma monarquia mundana. 

Jesus ao saber da intenção deles poderia apenas ter dito que Ele era o maior no reino. Mas não, Ele foi adiante. Ele sabiamente chamou uma criança e por meio dela apresentou o modelo dos principais, dos maiores no reino. Jesus apontou para a natureza da criança. Primeiro, que quando Ele chamou a criança ela veio voluntariamente e de bom grado. Segundo, ao apresentar a criança, os discípulos sabiam que as crianças de forma geral eram consideradas como propriedades e não como indivíduos; ninguém lhes dava valor. Terceiro, a criança com simplicidade e humildade torna-se o padrão da grandeza diante de Deus. Se alguém quer ser grande no reino de Deus, que se torne criança. Jesus deixa claro que o reino e sua grandeza tem princípios e valores diferentes. 

Ninguém poderá pertencer ao reino de Deus enquanto achar-se importante demais. É preciso atender ao chamado de Jesus e vir até Ele de bom grado, deixando para lá o que se acha que é, tem ou se tornou. 

Ninguém poderá pertencer também ao reino de Deus enquanto se achar no poder e no controle das coisas. Uma criança não controla, não ameaça e não tem poder sobre nada. Prepotentes, arrogantes, soberbos, jactanciosos e altivos nunca terão espaço no reino de Deus.

Segundo Jesus, ninguém poderá pertencer ao reino de Deus enquanto não enxergar sua fragilidade. Uma criança precisa de segurança; ela tem medo. Ela sabe que precisa desesperadamente que alguém segure sua mão num beco escuro ou diante de um desconhecido. Quem se acha forte demais não estará no reino de Deus. 

Jesus admite o fato de que ninguém poderá pertencer ao reino de Deus enquanto continuar na hipocrisia. As crianças não são boas em enganar. Elas são bastante miseráveis e fracassam sempre em enganar seus pais. Quem continua tentando esconder de Deus seus erros e pecados, nunca entrará no reino de Deus. 

Jesus sabia que devemos nos converter em uma criancinha, e o meio para isso é nos humilharmos, ou seja, deixarmos de ser adultos. No reino de Deus o único adulto é o próprio Senhor Jesus. Ele sabe onde nos levar, onde nos conduzir e como nos orientar. Não há espaço no reino de Deus para adultos, só para crianças, e essas são as que se humilham diante dEle. 

Pergunta: Você já se tornou uma criança? Sua resposta diz se você está no reino de Deus ou não.
 

SEGUIR A JESUS

SEGUIR A JESUS

Em Lucas 9.57,58 Jesus e seus discípulos estavam caminhando quando de repente surgiu uma pessoa e disse a Ele: “…Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” 

No texto, Jesus não condena e nem discute quanto a ousadia, sensibilidade, ânimo ou a disponibilidade dessa pessoa. A resposta de Jesus apenas revelou as suas intensões e motivações. Essa pessoa busca em Jesus apenas conforto e segurança pessoal.

Quando Jesus compara o Seu modo de vida com as raposas e as aves, Ele apenas aponta que Sua missão de vida era mais importante do que a própria vida. Para Jesus, manter-se na missão da vida conforme o Pai Lhe dera, era mais importante do que o conforto e segurança da vida. 

Segundo Jesus, qualquer pessoa que se propõe a segui-Lo precisa estar também plenamente disposta a incorporar a missão. A missão de Jesus passa a ser a missão de seus seguidores. Seus verdadeiros seguidores não podem segui-Lo pensando em objetivos pessoais. Quem vem a Jesus simplesmente pensando em resolver problemas existenciais, realmente não entendeu a missão. 

Seguir a Jesus exige compromisso total com Ele. Exige fazer dEle o centro da vida. Exige ter nEle a razão da própria vida. Exige viver para Ele e seus propósitos de forma consciente e focada. Paulo entendeu isso de uma maneira tão clara que afirmou em Filipenses 1.20: “Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.” 

Não existe seguir a Jesus sem se render totalmente a Ele. Essa é uma entrega da vontade. É uma entrega sem discutir ou racionalizar. Em Lucas 9.23-25 temos o teor da entrega nos parâmetros de Jesus. Ele diz: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?”

Se você realmente pensa em seguir a Jesus, é bom pesar as consequências dessa decisão. A principal delas é de âmbito pessoal. Ao considerar seguir a Jesus nos seus parâmetros uma crise se instaurará em sua vida. Essa crise vem porque você precisa decidir continuar vivendo do seu jeito ou se entregar totalmente a Ele; da forma e do jeito dEle.

Uma das reações daquela pessoa ao ouvir as palavras de Jesus foi decepção. Isso porque suas expectativas estavam no âmbito pessoal de conforto e segurança. Mas seguir a Jesus é algo muito diferente; significa negar-se a si mesmo, todos os dias tomar a sua cruz e segui-Lo sem olhar para atrás e para mais ninguém.

Você está disposto a seguir a Jesus nesses parâmetros?

RESISTA AO DESÂNIMO

RESISTA AO DESÂNIMO

O trabalho de um escultor é muito árduo. Para que a escultura saia ele precisa escolher a pedra certa e então começar o trabalho com o cinzel e o martelo. Enquanto desbasta, o excesso de pedra vai caindo revelando arte. Mas para fazer que a bela obra de arte saia, ele precisa continuar batendo e desbastando. Obras de arte dão trabalho, mas o seu final é recompensador se o escultor não desanimar.

Paulo afirmou em Gálatas 6.9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.”

Constantemente temos que lidar com o desânimo. Muitas coisas trabalham para nos impedir de ir adiante; para nos fazer parar. O principal segredo para lidar com o desânimo é resistir a ele. Paulo afirmou: “…não nos cansemos…”

Por vezes você se cansa de fazer o que é certo e direito; você se cansa de fazer bem a sua parte; você se cansa da rotina; você se cansa de lidar com suas responsabilidades. Por vezes você se cansa com aquilo que sabe que precisa fazer. Quando você desanima, você se torna ineficaz. O desânimo é um veneno para a vida.

O desânimo é poderoso e letal; ele sempre nos acua, nos silencia e tem seus aliados. O desânimo é sempre um forte aliado dos fracassos na vida, do mau humor quando as coisas não saem do jeito planejado, da frustração e da reclamação. Quando você reage às circunstâncias da vida de forma errada, o desânimo lhe dominará.

Mas é preciso resistir ao desânimo da forma certa. É preciso parar de ouvir a voz do desânimo que diz: “isso não vai dar certo…” É preciso ouvir a voz da fé que afirma: “Deus me ajudará; Deus me dará força e sabedoria para fazer; Deus fará um milagre; Deus está ao meu lado; Deus abrirá uma porta.”

Grandes pessoas não são extraordinárias em si mesmas ou nasceram “cheias de luz”. Grandes pessoas se tornaram grandes porque elas determinaram em olhar para Deus e para Seu poder; elas decidiram centrar em Deus e não ceder ao desânimo.

Resista hoje ao desânimo. Resolva seguir o santo conselho de Paulo: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.”

NÃO SE PERCA!

NÃO SE PERCA!

Quando as dores rondam nossas vidas temos a tendência natural de perguntar: “Por que tudo isso está acontecendo comigo?” “Onde está Deus que permite tudo isso?” 

Somos livres para perguntar o que quisermos, mas nem sempre teremos imediatamente as respostas. A primeira coisa que devemos fazer quando qualquer problema chegar à nossa vida, é orar. 

Devemos orar porque a oração nos faz realistas. Ela nos ajuda a não fugir e nem fingir. A oração diz que o problema realmente existe, que não temos controle, mas que ele não tem a palavra final. A palavra final de tudo está com Deus.

Quando oramos a Deus, recebemos sempre dEle a resposta. Nem sempre ela vem como queremos, mas ela chega. O salmista orou no Salmo 4. No versículo 1 ele ora: “Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.” No versículo 3 ele afirma: “…o Senhor me ouve quando eu clamo por ele.” Deus sempre responde as orações.

Deus sempre deve receber de cada um de nós toda a glória e louvor. Se o problema for resolvido segundo nossos desejos: Ele deve ser glorificado. Se o problema não for resolvido segundo desejamos: Ele também deve receber a glória. 

Você pode se perguntar: “Mas por que devo dar glórias a Deus se a resposta não veio como eu desejava?”

Quando abrimos a Bíblia, Deus tem planejado e permitido todas as coisas. No seu plano perfeito “todas as coisas” incluem as coisas ruins. Ele permite tudo dentro de Seu plano devido a sua infinita sabedoria e vontade. Ele pode solucionar qualquer problema ou usá-lo para algo maior, cumprindo assim Seus propósitos. Ele recebe a glória porque tudo está sendo feito conforme Sua perfeita e maravilhosa vontade. 

O livro de Jó demonstra claramente essas verdades. Satanás, o aparente agente dos problemas, dores e males em Jó, nada mais era do que um instrumento no plano maior dos propósitos de Deus em Jó. 

Jó em seu livro sempre atribuiu a Deus, e não a Satanás a realidade de sua vida. Em Jó 2.10 ele diz ao argumentar com sua esposa: “…temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” No final do livro, em Jó 42.11 o texto diz que seus parentes vieram “…e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado…” 

Jó, por fim reconhece e dá glória a Deus, pelo fato de entender que Ele estava moldando e montando sua história. Ele entendeu que havia um propósito maior e mais profundo em tudo o que se passou. Em Jó 42.2, ele afirma: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” 

Deus recebeu a glória na história de Jó. E sua história termina assim em Jó 42.12: “Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro…”, confirmando assim as palavras de Eclesiastes 7.8 que diz: “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio…”

Se você não crer que Deus está soberanamente no controle de tudo, e o que ocorre em sua vida foi planejado por esse Deus amoroso e sábio, cujos propósitos são maiores e melhores e que é digno de toda glória, você com certeza se consumirá em dor e amargor; e o pior, você certamente se perderá durante os dias de sua vida.

Confie que Deus está no controle de tudo! Não se perca!