RENDIDOS À VONTADE DE DEUS

Em Mateus 6.9,10, Jesus ensinou que ao orarmos devíamos dizer: “…Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade…”

Conforme o ensino do Senhor Jesus esse deve ser o padrão inicial de todas as nossas orações. Mas o problema é que basicamente não oramos assim. Por vezes iniciamos nossas orações pedindo a Deus para que Ele faça o que queremos; que Ele faça a nossa própria vontade.

A deficiência de nossa espiritualidade está no fato de nem sempre estarmos dispostos a submeter nossa vontade à vontade de Deus; em fazer calar nosso querer em detrimento último ao querer de Deus.

Em Marcos 14.36, Jesus orou no jardim do Getsêmani, dizendo: “…Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.”

O Senhor Jesus sabia que o Pai tinha todo poder para fazer qualquer coisa, dentre elas não permitir Sua ida à cruz e providenciar a salvação de um outro modo. Mas Ele se rendeu à vontade do Pai e isso fez toda a diferença.

Assim, Deus espera que você saiba que Ele tem o melhor para sua vida. Ele sabe do que você deseja e precisa. Ele sabe a hora e o tempo para tudo. Ele tem uma vontade amorosa, plena, perfeita, sábia e maravilhosa. Sua principal decisão é confiar nEle e render todos os seus desejos à Sua vontade.

Sua rendição à plena vontade Deus lhe conduzirá a uma vida espiritual significativa, enquanto lhe manterá firme e seguro quando seus dias forem duros e difíceis. A. W. Tozer declarou: “Aquele que se rende total e alegremente a Cristo não pode fazer uma escolha errada – qualquer escolha será a certa.”

Render-se à vontade do Pai é a fonte da verdadeira vida.

QUANDO UM DIA FAZ A DIFERENÇA

Num dia aparentemente normal, Moisés partiu, como fazia por muitos anos, para cuidar do rebanho de ovelhas de seu sogro, Jetro. Por meio desse árduo trabalho Moisés recebia seu sustento. Êxodo 3.1 afirma que “Apascentava Moisés o rebanho de Jetro…levando o rebanho para o lado ocidental do deserto…”

Nesse dia em particular, a vida de Moisés seria radicalmente mudada. O Senhor se apresentou a ele numa sarça ardente, dizendo que havia ouvido o clamor de dor e sofrimento de Seu povo no Egito, que os livraria e os conduziria à Terra Prometida. Após tudo isso, em Êxodo 3.10 Deus comissiona Moisés, dizendo: “Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.”

Como um dia pode fazer toda a diferença! Este foi o dia em que tudo mudou na vida de Moisés. Esse foi o dia em que Moisés se tornou o principal representante de Deus para os israelitas e perante Faraó. Esse foi o dia que iniciou a caminhada de Israel para a Terra Prometida. Naquele dia a vida de Moisés foi mudada para sempre.

Como Moisés, hoje pode ser um dia diferente. Hoje toda a sua vida pode ser extremamente mudada porque Deus ainda continua comissionando pessoas, ouvindo orações e transformando circunstâncias.

O mais seguro e sábio é que você, como Moisés, continue também fazendo suas tarefas e trabalhos cotidianos, mantendo a expectativa de que o mesmo Deus pode também lhe dirigir para algo que Ele tem para Sua glória. É preciso apenas que você esteja aberto e sensível à plena direção dEle para sua vida.

Lembre-se que um dia faz a diferença quando se crê num Deus que faz num dia normal e numa vida normal, algo maravilhoso e diferente.

A ESPERANÇA QUE MUDA

Em João 5.8 Jesus disse a um paralítico: “…Levanta-te, toma o teu leito e anda.”

Vivemos num mundo em prol da mobilidade. Um deficiente físico hoje pode ser realizado e extremamente produtivo. Mas na época de Jesus isso era impossível. Deficientes físicos viviam da ajuda de outros.

No exemplo acima, um homem havia sido paralítico por um longo tempo. Provavelmente, as únicas posses que ele tinha eram suas poucas roupas e uma esteira (um leito) sobre a qual se deitava.

Naquela esteira aquele homem viu os anos passar. Ele teve noites amargas e talvez algum deslumbre de esperança. Ele se acostumou com a esteira e não poderia viver sem ela. A esteira era basicamente o único símbolo de esperança em sua vida.

Jesus o encontrou e compassivamente lhe deu uma ordem: “…Levanta-te, toma o teu leito e anda.” Em João 5.9 ele obedeceu a Jesus: “Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar…”

Ao encontrar-se com Jesus e ter sido curado, ele não mais precisava daquela esteira. Em vez de um objeto como esperança, agora ele tinha a esperança viva, pessoal e materializada em sua frente: Jesus. Sua obediência a Ele, mudou tudo.

Em que ou em quem você está colocando sua esperança e segurança? Qual é a fonte de sua esperança? Dinheiro? Saúde? Relacionamentos? Hobbies? Cônjuge? Filhos? Sucesso e Fama? Oportunidades?

Jesus quer lhe ajudar como fez com o paralítico. Ele diz para que você hoje coloque sua esperança e confiança apenas nEle. A você cabe ouvir Sua voz, obedecê-Lo e recebê-Lo como sua única esperança.

Jesus é a esperança que muda qualquer pessoa que esteja disposta a reconhecer as suas necessidades e fraquezas, abandonar suas próprias esperanças e confianças e obedecer voluntariamente a Sua voz.

Você fará hoje de Jesus sua esperança?

DEUS ESTÁ PERTO

Davi era apenas um simples pastor de ovelhas que viu sua vida mudar de forma surpreendente. Deus enviou o profeta Samuel a sua casa para declarar a ele e a todos os seus familiares que ele seria, no tempo certo, rei de Israel.

Na prática, tudo na vida de Davi começa a mudar após sua ousadia em enfrentar o maior oponente de Israel: Golias. Davi o enfrentou e o matou (1 Samuel 17). A partir dessa vitória, ele se tornou o principal soldado do exército de Saul.

As coisas iam bem para Davi como um dos principais soldados do exército de Saul, até o dia em que Saul invejosamente levantou-se contra ele para o matar. Em 1 Samuel 19.1 lemos: “Falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os servos sobre matar Davi…”

Os capítulos 20-31 de 1 Samuel tratam da perseguição de Saul a Davi. Enquanto era perseguido e sofria, Davi buscava ao Senhor.

As dores de Davi o fizeram mais próximo e íntimo de Deus. Suas lutas fizeram com que sua vida experimentasse a Deus de uma forma real e prática. Enquanto sofria, escrevia. Seus escritos compõem parte do livro de Salmos. Ele escreveu no Salmo 34.18: “Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.”

Como Davi, podemos aprender que Deus permite nossas lutas para que possamos centrar nossa vida nEle. No meio dos reveses mais profundos Deus não está longe, Ele está bem perto.

Deus está perto e permite circunstâncias adversas em sua vida para que você se achegue a Ele, dependa dEle e faça dEle o centro de tudo. Cabe a você ir a Ele.

Deus está perto. O problema é que talvez você esteja longe demais dEle.

“…GRAÇA AOS HUMILDES”

Viver a vida centrada em Deus inclui uma postura de dependência e humildade diante dEle. Em 1 Pedro 5.5 o apóstolo afirma: “…Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

Tentar controlar a vida é um grande fardo. A maioria das pessoas sofrem porque vivem em sua própria força, capacidade e habilidade. Elas não se achegam a Deus para pedir orientação, sabedoria, força e discernimento. Na verdade, elas não levam isso em conta, e acham que essa atitude é um sinal de fraqueza ou de fanatismo religioso.

A graça de Deus está disponível apenas aos humildes. Os humildes são aqueles que já “jogaram a toalha” e reconheceram suas fraquezas e debilidades. Eles estão conscientes que não podem dar um passo a mais em sua própria sabedoria porque entendem que ela é falha e perigosa.

Enquanto conseguirmos manter a vida em nós mesmos, jamais experimentaremos um relacionamento com Deus. Qualquer postura arrogante e orgulhosa de nossa parte nos leva mais para longe dEle e para o fracasso na vida.

Devemos estar dispostos a reconhecer nossa necessidade diária; devemos manter-nos desesperados por Deus e por Sua ação poderosa em nossas vidas; devemos focar nEle como nossa única e última esperança. Quando assim o fizermos nossa vida encontrará norte e equilíbrio.

Todos aqueles que andam na soberba acabam sendo envergonhados, mas os que andam humildemente com Deus, encontrarão dEle as soluções para a vida. Isso é o que Provérbios 11.2 afirma: “Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.”

Enquanto existir uma fagulha de segurança e esperança firmada em sua capacidade, força e habilidade, você nunca dependerá exclusivamente da graça de Deus.

Para você experimentar a graça de Deus em sua vida, é preciso que você abandone totalmente sua própria força, seus supostos méritos e dependa unicamente dEle

LIDANDO COM A INVEJA

A inveja é uma das pobrezas e misérias da alma. João Crisóstomo declarou: “Como a traça corrói uma peça de roupa, assim a inveja consome um homem.”

A Bíblia deixa bem claro que a inveja é pecado. Em Gálatas 5.26, Paulo exorta: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando-nos uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.”

Nenhum relacionamento pode ser saudável quando a inveja impera. Pessoas invejosas intoxicam os relacionamentos. Elas são capazes de produzir brigas, divisões e confusões sem limites. Tiago 3.16 afirma: “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.”

O problema da inveja é que o invejoso nunca se alegra com o que tem, antes se entristece por não ter o que o outro tem. O invejoso se dói por não ter o caráter, o carisma, a capacidade ou as condições do outro.  

A inveja pode ainda conduzir a atitudes absurdas e criminosas. Tiago 4.2 afirma: “Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis.” No final o invejoso sempre sofre. A inveja não serve para nada.

Quando você reconhece que Deus é a origem, o meio e o fim de tudo o que você tem, é e se tornou, então você lidará corretamente com a inveja. Essa é a verdade afirmada em Romanos 11.36: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.”

Se a inveja tem sido um problema em sua vida, arrependa-se hoje e peça que o Senhor lhe dê uma nova vida em Cristo, uma profunda gratidão pelo o que você é e tem, e que Ele disponha o seu coração para servir as outras pessoas.

LIDANDO COM O ABUSO

Gênesis 50.18-19 o texto descreve o seguinte com respeito a vida de José: “Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos. Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?”

José se apresenta cheio de graça para com seus irmãos que haviam abusado dele no passado. Anos mais tarde, após José ter-se tornado poderoso no Egito, ele poderia facilmente retribuir e revidar o abuso de seus irmãos. Mas ele não o fez. Ele não se deixou levar por sua natureza pecaminosa; ele foi gracioso; ele agiu como Deus.

A humanidade tende a agir retaliando os abusadores. Quando se é ferido e abusado, a tendência é se tornar amargurado e esperar a hora certa para dar o troco.

Essa atitude apenas revela o quanto o abusado precisa de ajuda; o quanto ele precisa desesperadamente de Deus; o quanto precisa acreditar e praticar o que José acreditou e praticou. Não que os abusadores estejam certos. Não que Deus esteja aprovando o que os abusadores fizeram.

José perdoou o abuso de seus irmãos porque viu a si e a eles como Deus vê. Ele viu como Deus havia sido gracioso consumando um bom plano, ainda que permitindo o mal. Foi a compreensão da graça de Deus que fez José perdoar e abençoar seus irmãos.

Independentemente de quais abusos você tenha sofrido, o certo é agir como José e não tentar ser juiz da história. Deus é o juiz. Carregar um abuso é algo pesado, mas se tornar juiz e retaliar o abusador é assumir o papel de Deus; isso é muito pesado. Deixe Deus ser Deus.

Jesus pode lhe ajudar a manifestar graça e perdão a seus abusadores, porque como José, Ele também sofreu horríveis abusos, mas por ser e estar cheio e dominado da graça de Deus, Jesus disse na cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.”

Em Deus há sempre espaço para manifestar graça, amor, bondade e perdão aos abusadores, independente do abuso.