EM TEMPO DIFÍCEIS

Há na vida muitos dias difíceis. Dias em que parece não haver “luz”. Há momentos que parecem que Deus poderia falar, mas não fala; Ele mantém-se em silêncio. Ficamos aflitos; achamos que não vale a pena continuar crendo.

Quando os dias estavam difíceis na vida de Jó, ele passou a refletir. Ele expôs seu coração em Jó 3.24-26, ao dizer: “Pois me vêm suspiros em vez de comida; meus gemidos transbordam como água. O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz, nem tranquilidade, nem descanso; somente inquietação”. As palavras de Jó, são as palavras de muitos. Os tempos de Jó eram difíceis, como talvez o seus o sejam hoje.

Em tempos difíceis é preciso exercitar a plena confiança no Senhor. O maior exemplo bíblico foi o próprio Senhor Jesus.

Antes de ir à cruz, sabendo da responsabilidade imposta, Ele foi ao jardim do Getsêmani e orou. Em Lucas 22.42 suas palavras foram: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Jesus se rendeu ao Pai. Ele não foi liberto do “cálice”. O Pai não O livrou. Mas Ele, obediente, submisso e resignado cumpriu o plano perfeito do Pai, pagando na cruz o preço pelo pecado. Jesus, em seu tempo difícil, na escuridão de Sua alma, andou por fé.

Ao seguir a Jesus não espere apenas dias de euforia e alegria, mas espere por tempos difíceis. Nesses dias difíceis você deve continuar crendo nEle como assim o fazia quando tudo estava bem. Lembre-se que Deus não lhe dará todas as respostas no momento, mas Ele promete estar com você o tempo todo. A certeza de Sua presença é tudo o que você precisa.

Em seus tempos difíceis creia em Deus.

O QUE VOCÊ AMA?

Em Lucas 13.10-17 temos a história de Jesus ensinando num sábado numa sinagoga. Enquanto ensinava chegou ali uma mulher enferma. Jesus a curou. O líder da sinagoga ficou indignado com Jesus porque ele curara a mulher num sábado. Jesus então o repreendeu, chamando-o de hipócrita. Mas por que o líder da sinagoga ficou tão indignado?

O centro da indignação dele é porque ele amava a sinagoga, o sábado, a tradição, a religiosidade e sua zona de conforto. O sentido da vida dele estava em tudo isso. O seu amor não era por Deus e por pessoas. Cuidar de pessoas não era o seu objetivo. A sua estrutura religiosa era o seu “deus”, e a cura feita por Jesus o ameaçou. Por isso ele ficou irado.

A raiva é o resultado final do que se ama. A ira é uma forma de defender aquilo que está sendo ameaçado. Se você não tem amor por nada, você não ficará irado. Agora, se você coloca o sentido de sua vida em algo, qualquer ameaça a ele o deixa irritado e com medo.

Quando algo que não seja Deus se torna o sentido de seu viver é nele que está o seu amor; isso é o que você adora; isso é o que lhe prende; esse é o seu ídolo.

O caminho mais simples para se descobrir o que você ama mais do que Deus, é perguntar: “O que estou dando tanta importância”? ou “O que estou tentando proteger”? Sua resposta lhe fará ver a razão de sua irritabilidade.

Se você ama algo mais do que Deus, você é um idólatra. Idolatria é pecado. O passo certo é se arrepender e amar apenas a Deus e as pessoas. Foi isso que Jesus ensinou; foi assim que Ele viveu.

DEUS É BOM!

Quando as coisas estão indo bem, é difícil pensar ou acreditar que Deus não é bom. Mas se a vida toma um rumo ruim, e algo devastador acontece, a primeira pergunta é: “Como poderia um Deus bom permitir isso?”

A Bíblia deixa claro que desde que o pecado entrou no mundo, as coisas ruins acontecem. Num mundo caído, marcado pelo pecado, deliberadamente distante e rebelde de Deus, a pergunta deveria ser outra: “por que tantas coisas boas acontecem num mundo de gente tão ruim?” A surpresa deveria ser que o bom Deus ainda age nessa terra que O despreza.

“Deus é bom”! Esse é um coro que ecoa em toda a Bíblia. O Salmo 25.8 afirma: “Bom e justo é o Senhor…” O Salmo 34.8 declara: “Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” O Salmo 107.1 exorta: “Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre.” O Salmo 119.68 diz: “Tu és bom, e o que fazes é bom; ensina-me os teus decretos.” O Salmo 145.9 afirma: “O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas.”

Deus, por Sua bondade está trabalhando em sua vida e circunstâncias. Talvez você nem esteja vendo ou percebendo. O segredo é não permitir jamais que vozes ocultas destruam o conceito da bondade de Deus. É preciso crer e dizer sempre: “Deus é bom”.

A. B. Simpson afirmou: “Comece a se alegrar no Senhor, e os seus ossos ficarão verdes como a erva tenra, e seu rosto brilhará como a flor em seu frescor… A alegria em Deus é bálsamo e cura. Se você se alegrar em Deus, Ele lhe dará vida e poder.”

Esse é o Deus da Bíblia. Esse Deus é bom!

UM AMOR PRÁTICO E OBJETIVO

O apóstolo João escreve em 1 João 3.17: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”

O amor precisa se revelado em ações práticas e objetivas. Os que fazem algo em favor das necessidades das pessoas revelam para elas mesmas, para os outros e para Deus que “permanecem…no amor de Deus.”

Qualquer um pode se auto avaliar se realmente crê em Deus e experimentou a nova vida em Jesus, pelo simples fato de ser dirigido pelo amor. A melhor tradução de fé genuína em Jesus Cristo é amar a Deus, com um coração obediente e submisso, e amar as pessoas.

João diz que o amor não “fecha o coração” diante da necessidade do outro. Quem “fecha o coração” sempre está dizendo: “isso não é comigo…muita gente está passando dificuldade nesse mundo…o governo, a sociedade, a igreja, a instituição ‘tal’ deveriam fazer alguma coisa.” Quem fecha o coração nunca faz nada; não assume a responsabilidade com o outro.

É importante lembrar que sempre é mais fácil estar engajado na luta e na causa pelos problemas da humanidade do que amar o ser humano mais próximo; aqueles com quem nos esbarramos todos os dias.

AMAR exige sacrifício, entrega, abnegação, altruísmo, envolvimento, doação e ações que possam melhorar, ajudar e fazer crescer o outro, sem tirar um nada de proveito pessoal.

Se você não consegue repartir seu pão, sua roupa, seu dinheiro, sua influência, seu poder e suas habilidades, não é que tipo de cristão você é, mas que tipo de ser humano que você demonstra ser.

O amor precisa ser demonstrado de forma prática e objetiva.