DAR E DOAR

DAR E DOAR

Por Roberto N. Amorim

O mundo em que vivemos é por natureza egoísta. “Dar” e “doar” tornou-se algo fora do comum e a demonstração desse ato expõem os militantes a honra, a bravura e ao heroísmo.

“Dar” e “doar” – pouco ou muito – envolvem diversas ações. Envolvem disposição, atitude, administração do tempo e generosidade. Assim ,o que todos deveriam fazer, tornou-se decisão de alguns e vergonha de tantos.

As pessoas ao redor não precisam de muito; precisam de alguém que faça algo, ainda que pouco. Há muitas “fomes” na vida de uma pessoa. Há fome de comida; há fome de afeto; há fome de atenção; há fome de segurança; há fome de cuidado; há fome de um olhar; há fome de interesse; há fome de apoio; há fome de um toque, de um abraço etc. É impossível que alguém não possa “dar” e “doar” um pouco do muito que se tem.

Na Bíblia o maior doador é Deus. Ele deu de si para que fossemos à sua imagem e semelhança; deu se tempo para nos tecer no seio de nossas mães durante o período de gestação; deu de seu sentimento maternal e paternal para que fossemos cuidados por nossos pais e mães. E quando decidimos manter-nos longe dEle, Ele veio até nós por meio de Seu Filho Jesus.

O “dar e “doar” é celebrado na Bíblia no livro de João 3.16: “Porque Deus AMOU ao mundo (pessoas) que DEU seu Filho Unigênito (Jesus), para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Deus sacrificou tudo para que pudéssemos ter vida espiritualmente digna novamente. Essa dignidade é retornar a Ele. Quando nos tornamos a Deus passamos a ser Seu canal e duto de Seu amor ao mundo. Aprendemos a “dar” e “doar” com a motivação correta.

Deus não é egoísta. Daí temos a certeza de que o poder que transforma “egoístas” em “doares” não é mera força humana, é divina. Deus capacita pessoas a “dar” e “doar”; Ele move os corações a isso.

Se Deus não for o poder impulsionador do “dar” e “doar”, precisamos rever nossas motivações. Porque se fizermos algo para alguém cujo o objetivo não seja a glória de Deus, somos todos “egoístas” disfarçados em generosos.

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DEUS ERA A FAVOR DA ESCRAVIDÃO E VENDA DE SERES HUMANOS?

DEUS ERA A FAVOR DA ESCRAVIDÃO E VENDA DE SERES HUMANOS?

Por Roberto N. Amorim

A entrada do pecado no mundo produziu dominadores e dominados. Na cultura da época do Antigo e Novo Testamento a escravidão era algo normal. Os povos conquistados tornavam-se escravos dos conquistadores. Esse sistema durou milênios.

A escravidão descrita no Antigo Testamento era bem diferente do tipo de escravidão que foi submetido os últimos séculos de nossa época, em que  pessoas foram capturadas e vendidas como escravos.

De acordo com a lei do Antigo Testamento, quem fosse pego vendendo outra pessoa para a escravidão deveria ser  ser executada: “O que raptar alguém e o vender, ou for achado na sua mão, será morto” (Ex 21.16).

É importante lembrar que em nenhum lugar da Bíblia Deus aprova a escravidão. Ele regulamenta e protege a vida do escravo. REGULAMENTAR E PROTEGER são as palavras de ordem para entender a forma como Deus age com o escravos em toda a Bíblia.

As primeiras palavras de Deus no Sinai são essas: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Ex 20.2). Deus havia tirado Israel de 400 anos da escravidão no Egito e a PRIMEIRA LEI após os 10 mandamentos são leis de REGULARIZAÇÃO da situação dos Escravos visando sua proteção. No texto de Êxodo 21 o objetivo dessa lei e outras leis eram para PROTEGER O ESCRAVO. A proteção incluia sua vida, saúde e dignidade.

Deus estabeleceu um sistema de ordem na questão da escravidão até mesmo do povo hebreu. Um hebreu poderia tornar-se escravo  de outro hebreu de pelo menos quatro formas: 1) Em situação de pobreza extrema, vendendo sua liberdade para salvar sua vida – (Levítico 25:39 ); 2) Um pai poderia vender seus filhos para ser escravo (Êxodo 21.7 ). 3) No caso de falência, um homem poderia se tornar servo de seus credores – (2 Reis 4:1). 4) Se um ladrão não tinha nada com como pagar uma indenização adequada (Êxodo 22:3-4 ).

Segundo o Novo Testamento, Deus proclama que todas as pessoas são iguais aos Seus olhos, até mesmo os escravos  –  Observe os textos: Gálatas 3:28; Efésios 6:8; Efésios 6:9; Colossenses 3:11.

Paulo, preocupado com a vida de um escravo que havia se convertido ( Onésimo ), faz uma demonstração de como Filemom, um senhor convertido, deveria tratar o escravo cristão, Onésimo – (Leia a carta a Filemom).

Assim, Deus não era e nunca foi a favor da escravidão ou venda de seres humanos. Ele não aprova a escravidão, antes regulamenta para a proteção e cuidado do escravo. E assim também ele o fez com outras questões que não aprova como o divórcio (Dt 24) e a poligamia (Dt 21)

A proposta de vida em Jesus no Novo Testamento não destrói o sistema de escravidão, mas propõe liberdade espiritual aos escravos (chamados também de “servos”, do grego, “doulos”) e acrescenta que se alguém pode ser livre, que aproveite a oportunidade (1 Co 7.21-23).

Abaixo textos gerais sobre como cuidar e tratar os escravos.

ANTIGO TESTAMENTO:
Êxodo 21,2,12;20,26,27; 23:12; Levítico 19:20; 25.39-43; Deuteronômio 23:15; Provérbios 29:21; 30:1

NOVO TESTAMENTO
Efésios 6:5-8,9; Colossenses 3:22-25; 4:1; 1 Pedro 2:18-21; 1 Timóteo 6:1-2; Livro de Filemom.