PREVINA-SE CONTRA OS FALSOS PROFETAS

PREVINA-SE CONTRA OS FALSOS PROFETAS

O escritor cristão do segundo século, Lucius C. F. Lactantius escreveu: “O primeiro ponto da sabedoria é discernir o falso; o segundo é saber o que é verdadeiro”.

Jesus alertou em Mateus 7.15: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” Segundo Jesus, os falsos profetas existem e estão presentes. Eles são caracterizados por ensinarem, pregarem e discursarem conceitos que não tem origem na Palavra de Deus. Eles relativizam a Palavra de Deus e se põem acima dela.

O apóstolo João escreveu em 1 João 4.5:  “Eles (os falsos profetas) procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.” Segundo o apóstolo João, o falsos profetas tem sua origem no “mundo”; o conteúdo da mensagem deles enfoca o “mundo”, e por consequência o “mundo os ouve.” Se alguém pertence a Jesus, o mundo é um inimigo mortal. O mundo odeia os que são de Jesus e de forma alguma O ouve. Jesus avisou em João 15.19: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” Assim, os falsos profetas têm um auditório próprio, de gente que gosta e sente prazer em ouvir a verdade maquiada. Os falsos profetas normalmente deixam os ouvintes em posição confortável e nunca confrontam aqueles que aplaudem com seus próprios pecados.

A primeira maneira de se prevenir contra os falsos profetas e seus enganos é CONHECER A VERDADE. Para detectar uma imitação, estude a coisa verdadeira. É preciso estudar a Bíblia e julgar todo ensino de acordo com o que ela. Foi o mesmo Jesus quem disse em João 17.17: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade.”
A segunda maneira de se prevenir contra os falsos profetas é fazer uma pergunta simples: O QUE ESSA PESSOA DIZ SOBRE JESUS CRISTO? Em 2 João 9, lemos: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho”. Em outras palavras, a pessoa de Jesus Cristo e a Sua obra redentora são de maior importância na Bíblia. Tome cuidado com qualquer um que nega que Jesus é Deus, que rejeita Sua humanidade, que desvaloriza Sua morte na cruz pelos pecados e que despreza ou desacredita em Sua ressurreição corporal. 1 João 2.22 diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?…”

A terceira maneira de se previnir contra os falsos profetas ANALISAR QUE “EVANGELHO” ELE ESTÁ ENSINANDO. O “EVANGELHO” é definido na Bíblia em 1 Coríntios 15.1-4 como as boas novas concernentes à morte, ao sepultamento e à ressurreição de Jesus Cristo. Por mais bonitas que soem as afirmações como “Deus te ama”,Deus quer que alimentemos os famintos” e “Deus quer que você tenha prosperidade”, essas NÃO são as mensagens completas do evangelho. Ninguém, nem mesmo um grande pregador, tem o direito de mudar a mensagem que Deus deu. A isso Paulo afirmou em Gálatas 1.9: “Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja amaldiçoado.”

Assim, previna-se contra os falsos profetas.

 

INTEGRIDADE NO FALAR

INTEGRIDADE NO FALAR

Jesus ensinou em Mateus 5.33-37: “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.”

Juramentos estão em toda a Bíblia. A Bíblia não condena o juramento. A lei enfatizava o perigo do juramento falso e o dever de cumprir os votos feitos ao Senhor. Por exemplo em Êxodo 20.7 lemos: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” Levítico 19.12 afirma: “Não jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus”. Em Números 30.2 aprendemos: “Quando um homem fizer voto ao Senhor…não violará a sua palavra” E em Deuteronômio 23.21 Moisés exorta: “Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo”

Na época de Jesus, o indivíduo jurava para afirmar a veracidade de suas palavras. O juramento era uma maldição que a pessoa se impunha se sua palavra não fosse verdadeira, ou se sua promessa não fosse cumprida.

Contudo, os fariseus pendiam a permissividade para fazer com que os mandamentos se tornassem mais fáceis de ser obedecidos. Eles afastavam a atenção das pessoas do voto propriamente dito e da necessidade de cumpri-lo. Eles estavam arrumando “um jeitinho” para desobedecer a Palavra de Deus.

“Jurar falsamente” para eles, apenas significava profanação, ou seja, o uso profano do nome divino, e não perjúrio, ou seja, empenhar a palavra desonestamente. Por isso, desenvolveram regras elaboradas para fazer votos.

Mas Jesus combate firmemente essa farsa. Ele lembra que Deus é parte de cada juramento. Se alguém jurar pelo céu, terra, Jerusalém, ou mesmo a sua cabeça, jura por Deus, e seu juramento deve ser honrado.

O Senhor Jesus exigiu que a palavra do homem seja tão digna de confiança que ninguém tenha que discutir o que ele queria dizer e interpretar o que foi dito. Todos saberiam o que ele quis dizer porque se trata de uma pessoa honesta, que fala a verdade.

Vivemos num período da história extremamente caracterizado pela mentira, falsidade e hipocrisia. A palavra do homem basicamente não vale nada. Ela está sempre sob suspeita. E as pessoas estão clamando e pedindo por gente íntegra, sincera e honesta. E os discípulos de Jesus devem ser pessoas íntegras, honestas e que amam, praticam e falem a verdade.

O ensino de Jesus é claro: quem fala a verdade não precisa fazer uso do juramento, porque seu “sim” é “sim”, e seu “não” é “não”. Jesus espera que todos seus seguidores sejam íntegros no falar.

VENCENDO AS TENTAÇÕES

VENCENDO AS TENTAÇÕES

O apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 10.13: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo providenciará um escape, para que o possam suportar.”

A tentação é algo real. Paulo diz que a vitória a tentação está sempre disponível. A tentação não é além da realidade humana, antes é algo “comum aos homens”, como diz o texto. As tentações não são experiências únicas em nossas vidas, elas já foram vividas por milhões de outras pessoas.

O termo “tentação” usado por Paulo  no texto grego é ‘peirasmós’, traduzida para a vulgata latina como ‘temptatio’ – palavras cujos sentidos, nas línguas antigas, evocam simplesmente as noções de ‘tentar, sondar, provar, tocar.’ Tentação é sempre uma prova, um teste. A resposta a tentação é que fará a diferença. Se a tentação for resistida no poder de Deus, ela se tornará um teste de fidelidade a Ele, senão for resistida, ela se tornará uma oportunidade ao pecado.

 O Senhor Jesus Cristo é de fato nosso supremo exemplo de resistência à tentação. Em Mateus 4.4,7,10, quando Ele foi tentado pelo diabo, sua resposta foi sempre a mesma: “Está escrito…está escrito…está escrito…” Em cada uma de suas tentações, Jesus respondeu a Satanás com a Palavra de Deus. E Ele saiu vitorioso. E Ele agora, estabelece o padrão, o modelo e o exemplo claro e simples para se vencer cada tentação: submissão e obediência plena e completa a Palavra de Deus. O Senhor Jesus apegou-se totalmente as verdades da Palavra de Deus.

Assim, o único sucesso divino para resistir a tentação é viver o padrão estabelecido por Jesus. É obvio que é preciso também ser radical com o pecado. Jesus disse em Mateus 5:29: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti…” “Arrancar o olho é uma medida drástica, e Jesus está ensinando que é necessário ser drástico com o pecado. Essa mesma verdade é ensinada também em Hebreus 12.1:“..Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta,”

Como Senhor Jesus foi tentado e venceu todas as tentações, Ele agora está pronto a ajudar a todos aqueles que estão em tentações. Em Hebreus 4.15 lemos: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”

Quando as tentações vierem, elas se tornam sempre uma resposta a fidelidade ou a infidelidade a Deus. Quando nossa fidelidade é testada temos sempre a própria fidelidade de Deus como nosso recurso.

Deus nos oferece formas para vencermos as tentações: a confiança em Sua Palavra, o foco em Jesus Cristo e a oração. E temos sempre que nos submeter a Deus para vencer as tentações.

Ed Cole afirmou: “A capacidade para você resistir à tentação é diretamente proporcional à sua submissão a Deus.” Por isso, para vencer as tentações, submeta-se a Deus.

 

A ALEGRIA COMPLETA

A ALEGRIA COMPLETA

Ser alegre e estar feliz é quase que uma obrigação social. Muitos estão pagando caro por uma pequena euforia. Desejam, buscam, anseiam e investem na alegria mesmo que seja momentânea. Ser alegre virou um produto de consumo.

O Senhor Jesus antes ir a cruz e pagar o preço pelo pecado, orou. Sua oração é descrita em João 17. É uma oração pequena, simples, mas profunda. Há muitos detalhes nessa oração. No versículo 13, Ele ora por algo que responde a todos aqueles que estão em busca da alegria. Ele diz: “Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria.”

A oração de Jesus é um pedido ao Pai. Ele sabe que em pouco tempo estará de volta aos céus. Ele diz: “Agora vou para Ti…” Jesus voltará para a presença do Pai de onde veio. E Ele veio a esse mundo para cumprir uma missão bem definida: dar a sua vida para salvar os pecadores. Os que se voltam a Deus, arrependendo-se de seus pecados, recebem vida; vida plena, completa, repleta e feliz.

Segundo a Bíblia, o pecado é o distanciamento deliberado de Deus. O pecado é a tentativa fracassada de fazer com que a vida dê certo sem a os valores, os princípios e a própria vida de Deus. O pecado é desejar ser feliz do próprio jeito; é fabricar e construir a própria felicidade; é se auto suprir emocionalmente; é tentar se auto salvar dos reveses da vida. John Piper escreveu: “O pecado obtém seu poder por me persuadir a acreditar que serei mais feliz se eu segui-lo. O poder de toda tentação é a perspectiva de que o pecado me fará mais feliz.”

A alegria plena nunca será alcançada à parte de Jesus. E encontrar-se com Jesus não é o resultado de um aprimoramento religioso: mais estudo ou mais conhecimento dele; também não é um “frio na barriga”, ou o levantar a mão em culto publico “recebendo a Jesus”, ou ainda uma busca espiritual mística e transcendente. Também não é se esforçar mais. Encontrar-se com Jesus é a decisão de abandonar uma forma habitual e viciada de vida, que só leva em conta o “eu”, o “meu”, “o meu jeito”, a “minha forma”. Foi isso que Pedro fez em Lucas 5; foi isso que o filho pródigo fez em Lucas 15; foi isso que Zaqueu fez em Lucas 19. E ao fazer assim, entregar-se a Jesus, a alegria brota na vida como um resultado de um voltar-se para Deus e seguir os Seus caminhos.

Uma “noitada boa”, dinheiro, prazeres, oportunidades, festas, glamour, encontro sociais, comilanças, viagens etc, podem até providenciar momentos de alegria, mas nunca uma alegria permanente e duradoura. A alegria no sentido lato está num relacionamento pessoal e íntimo com Jesus.

Se alguém quiser obter de Jesus a alegria completa, a “…plenitude da minha alegria.”, como Ele mesmo diz, deverá abrir mão totalmente daquilo que hoje se chama de “minha alegria”. Você está disposto a isso?

O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

Pessoas auto indulgentes são aquelas que tendem a desculpar seu próprios erros e defeitos. Elas são por demais complacentes, misericordiosas e perdoadoras de si mesmas; elas se toleram demais. Pessoas auto indulgentes é um perigo para elas mesmas.

Ninguém escolhe ser um fracasso. Ninguém diz: “Eu vou ser um viciado em drogas” ou “Eu quero terminar meu casamento” ou “Eu vou destruir a minha saúde” etc. O fracasso vem gradualmente. Ele começa com uma pequena coisa hoje, amanhã, essa semana, um mês, um ano, e anos, até que numa hora a pessoa acorda e diz: “O que aconteceu comigo?” “Por que estou vivendo assim?”

A Bíblia conta em Juízes 13-16, a história de um homem que fracassou. Seu nome é Sansão. Ele nasceu debaixo do voto de nazireado de Números 6.1-21. Esse voto indicava que a pessoa seria devotada a Deus todos os dias de sua vida. E o voto incluía: não comer uvas, nem beber vinho ou algo extraído da videira; nunca se contaminar com um morto e nunca cortar o cabelo. O nazireu era alguém separado por Deus e visto assim.

Mas o problema é que Sansão recusou levar a sério a si mesmo e a Deus. Ele em sua toda vida brincou com a tentação e o pecado. Basicamente ele dizia: “Até onde posso ir sem me queimar?”

Depois de viver a seu bel prazer, Sansão envolveu-se num perigoso e profundo relacionamento amoroso com Dalila (Juízes 16). Dalila, instigada por dinheiro, pediu que Sansão lhe contasse o segredo de sua grande força. Ao invés de Sansão fugir da tentação, ele jogou o jogo de Dalila. Ele não fez uma, mas quatro vezes, e a cada vez ele se comprometia, ele caia.

Assim, Dalila soube de seu segredo. E ao saber, o fez dormir em seu colo e chamou homens que cortaram suas sete tranças. E ao fazer, depois de já ter desobedecidos nos dois primeiros votos de nazireado, faltando lhe apenas cortar o cabelo, Sansão é acordado, e Dalila lhe diz em Juízes 16.20: “Sansão, os filisteus o estão atacando!”
Ele acordou do sono e pensou: “Sairei como antes e me livrarei”. Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.”

A trágica declaração do texto é que “…não sabia que o Senhor o tinha deixado.” Sansão se perdeu em sua história. Ele se afastou de Deus e Deus se afastou dele. Seu estilo auto indulgente de viver perpetuou o seu fracasso. Foi um processo gradual.

Olhando para Sansão aprendemos que precisamos nos manter fortes em nossos compromissos espirituais. Não podemos brincar com nossas convicções. E mais, não podemos justificar nossos erros. Devemos lembrar que nossa vida é forte enquanto nossos compromissos forem fortes.

Por isso, empenhe-se em seu compromisso com Deus, com sua família, com a igreja, com os valores, com seu chamado, e aí a sua força vem!

Sansão caiu porque foi auto indulgente. Não seja auto indulgente!

O QUE FAZER ENQUANTO ESPERA PELO SENHOR

O QUE FAZER ENQUANTO ESPERA PELO SENHOR

Se você está passando por alguns problemas, é importante saber que alguns deles não tem uma resposta imediata. É preciso aprender a esperar pelo Senhor. E esperar pelo Senhor não significa preguiça, inércia, indolência ou ir para cama abandonando qualquer esforço. Antes, significa que todas as supostas ações estarão entregues sob a direção de Deus, e nada será feito até que haja uma convicção plena de Seu comando. E isso só pode ser entendido por aqueles que se relacionam com Deus. Só esses entenderão não só o que fazer, mas o quando e como fazer.

Mas há algumas coisas que você pode fazer enquanto esperar pelo Senhor. A primeira delas é ORAR. Davi afirmou no Salmo 4.3: “Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar.” Enquanto você espera uma resposta de Deus, continue orando. Quando o problema vier a sua mente, ore. A oração mantém você no foco certo: não no problema, mas em Deus. A oração chama Deus para o problema e acalma a sua alma.

A segunda coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é DESCANSAR NELE. Quando os problemas chegam, a alma se agita. Davi diz para si mesmo no Salmo 62.5: “Descanse somente em Deus, ó minha; dele vem a minha esperança.” Suas lutas te levam ao cansaço emocional e você precisa prontamente quer descanso. O problema é que pode busca-lo em lugar errado e com pessoas erradas. Davi ensina que devemos descansar em Deus, e os que descansam nEle nunca se decepcionam.

A terceira coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é CONTINUAR CRENDO. Lemos no Salmos 33.20-22: Nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção. Nele se alegra o nosso coração, pois confiamos no seu santo nome…” Você pode se deixar consumir pelo problema e sua fé então pode ser totalmente destruída. Os problemas são excelentes testes da fé. Quando os problemas chegam você pode averiguar a robustez de sua fé. A fé nunca vê o tamanho do problema, mas o tamanho de Deus.

A quarta coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é ESTAR COM PESSOAS. A sua tendência diante do problema é se esconder, fugir e não “ver gente”. Essa é uma decisão insensata que alimenta um estado depressivo. Você precisa estar com pessoas, e pessoas certas. Jesus, tendo pela frente o desafio de sua morte, chamou seus três próximos discípulos e disse-lhes: “… A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo”. Jesus não nega sua dor e nem nega a necessidade de estar com pessoas. Assim, diante de seus problemas, e enquanto espera no Senhor, esteja com pessoas que lhe darão apoio, encorajamento e força espiritual. Não fuja de pessoas em sua dor.

E por fim, lembre-se sempre da promessa de Isaías 40.31: “Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.”

CONSAGRAÇÃO ESPIRITUAL

CONSAGRAÇÃO ESPIRITUAL

Os últimos dias tem sido difíceis. As propostas ao pecado e ao distanciamento de Deus são constantes. E para manter uma vida espiritual diferente, coerente, vibrante e abençoada é preciso uma consagração espiritual.

Consagração espiritual significa manter o foco em Deus; viver nEle e para Ele; tê-Lo como centro de tudo. Paulo nos adverte em Romanos 12.1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” 

Segundo Paulo, a consagração espiritual começa quando se entende as “misericórdias de Deus.” Ser alvo da misericórdia de Deus inclui o entendimento básico e claro de que Ele não só trata, mas perdoa os pecados. Se alguém é perdoado de seus pecados, essa pessoa se torna voltada para Deus. E por estar perdoada, ela se torna grata e consagrada ao Senhor. Quem não entende o pecado segundo Deus, continua pecando e zombando dele, nunca pensará em arrependimento e santificação de vida. Os que entendem as “misericórdias de Deus” por terem seus pecados perdoados, vivem sempre motivados e gratos a Ele.

Consagração espiritual segundo Paulo também inclui “apresentar-se” a Deus.  Essa apresentação é voluntária; uma entrega livre. O que Deus espera de cada um de nós é uma apresentação voluntária e não imposta. Devemos nos consagrar a Deus porque queremos e desejamos isso; queremos fazer essa decisão de forma livre; do fundo do coração.

Consagração espiritual inclui também a apresentação do “corpo” a Deus. Por quê o corpo? Porque o corpo é a fonte e a sede do pecado. Quem peca, peca através dos membros do corpo. Quem fofoca, fofoca com a língua, quem rouba, rouba com a mão, quem cobiça, cobiça com os olhos. Assim, o corpo precisa ser consagrado. Paulo diz que a consagração espiritual envolve a entrega do corpo.

Consagração espiritual segundo Paulo inclui um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.  “Vivo” significa dedicação do corpo e da alma para Deus. Deve-se usar toda a energia da vida para o Senhor. “Santo” significa a vida reta e pura aos olhos de Deus. Uma vida sem hipocrisia, sem fingimento e sem pecado.  “Agradável a Deus…” significa “do jeito de Deus”, aceitável a Ele; aprovado por Ele. Fazer com que as ações e decisões agradem a Ele. É viver para Ele; tudo para Ele. Quem vive assim, segundo Paulo, pratica o “culto racional”, ou seja, adora a Deus de forma consciente, decidida, entendendo o que se faz e o porque precisa ser feito. Consagração espiritual  não é uma êxtase mística, frenética e fanática. Não! É o bom uso da razão.

Nesses dias difíceis, onde pecar está fácil, precisamos de consagração espiritual. Precisamos, mais do que nunca decidir amar, obedecer, servir, adorar, priorizar, buscar e centrar em Deus.

Por isso, decida por uma vida consagrada!

 

 

 

 

 

 

O PARADOXO DA FRAQUEZA

O PARADOXO DA FRAQUEZA

Gostamos de ser e aparentar-nos fortes. Na verdade nosso mundo nos incentiva a isso. Alguém disse que “o mundo é dos fortes e somente sobrevive nele os que se adaptam.” Assim, não há lugar para a vulnerabilidade ou a fraqueza. Fraco é alguém perigoso por ser inapto e inoperante. O forte é destemido, controlador; ele consegue convencer pelas palavras, pelas roupas, pelo dinheiro, pelos bens e pelo status.

Diferente desse conceito, Paulo vivia no paradoxo da fraqueza. Ele testemunhou em 2 Coríntios 12.10: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.”

A grande maioria das pessoas negam, defendem ou desculpam suas fraquezas, mas o melhor que se pode fazer com elas é reconhecê-las. Reconhecê-las para si, para os outros, e diante de Deus. Quem assim o faz, identifica-se naturalmente com o ser gente, ser pessoa, “ser humano”. E mais, larga-se a farsa, a hipocrisia e habilita-se para ser usado por Deus.

Deus ama o paradoxo da fraqueza. Paulo afirmou em 1 Coríntios 1.27,28: “ Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é para reduzir a nada o que é.” Deus sempre trabalha por meio do paradoxo da fraqueza. É pela fraqueza que Seu poder é melhor demonstrado.

Nenhum de nós, em sã consciência, contrataria para assumir cargos de chefia homens como os discípulos que Jesus escolheu. O futuro da mensagem de Jesus dependia totalmente deles. Mas Jesus “os contratou”. Por quê? Porque Jesus amava o paradoxo da fraqueza. Ele não os chamou baseado no que eram, mas no que poderiam se tornar.  Esse era o estilo paradoxal de Jesus. Jesus sendo Deus, o Todo Poderoso, o Forte dos fortes, tornou-se um ser humano fraco, e por meio de uma posição de fraqueza, tornou-se servo e Salvador do mundo.

Assim, não tema admitir suas fraquezas; seja grato por elas; compartilhe-as abertamente. Isso lhe impedirá de se tornar orgulhoso, hipócrita e auto suficiente. Sua vulnerabilidade o libertará do estresse de manter uma falsa imagem; o fará humilde e dependente de outros; o fará mais compassivo e gracioso, fazendo-o enxergar melhor os erros dos outros. A fraqueza o tornará apto para ser usado por Deus. E existe uma experiência maior nessa terra do que ser usado para os propósitos eternos de Deus nesse mundo?

Não esqueça que quando você compartilha seus pontos fortes, você atrai competição, mas quando compartilha os pontos fracos você gera comunidade. Pessoas se identificam mais e melhor com gente autêntica, humilde e simples.

Nesse mundo dos fortes, não tema viver o paradoxo da fraqueza. Não tema dizer como Paulo: “Pois, quando sou fraco, é que sou forte.”

O VALOR DA OBEDIÊNCIA A DEUS

O VALOR DA OBEDIÊNCIA A DEUS

Em Atos 5, Pedro e os demais apóstolos sofreram uma forte perseguição pelos líderes religiosos judaicos pelo fato de pregarem a salvação em Jesus. No versículo 28 esses líderes afirmaram aos apóstolos: “…Demos ordens expressas a vocês para que não ensinassem neste nome.” No versículo 29 Pedro e os demais apóstolos responderam: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Os apóstolos desde cedo aprenderam o valor da obediência a Deus.

Deus não exige de nós um grande aprendizado sobre Ele. O que Ele quer é apenas que nosso coração seja honesto para com Ele e pronto a obedecê-Lo. Ele quer que valorizemos a obediência. A.W. Tozer afirmou: “Você pode ver Deus em qualquer lugar, se sua mente estiver focada em amá-Lo e obedecê-Lo.”

Na verdade nossa obediência a Deus revela muito sobre nós mesmos. Ela revela o quanto entendemos do Seu amor. Por Deus nos amar tanto, Ele estabeleceu limites para o nosso bem. Ele só quer o nosso bem e cuidado. Suas ordens são Seus limites para nosso bem; são as expressões de Seu amor e cuidado para conosco.

Nossa obediência a Deus produz em nossas vidas um senso de segurança. Senso de segurança é uma necessidade da vida. A forma de sabermos se estamos seguros é viver em obediência a Deus. Não sabemos tudo, mas Ele sabe. Suas verdades e princípios apontam para um caminho seguro para nós. A Bíblia é um livro que nos leva a caminhos seguros.

Nossa obediência a Deus revela o quanto desejamos ser mais parecidos com Jesus. O seguidor de Jesus quer ser como Ele. Ele anseia por ser como Ele. O tom de vida de Jesus era a obediência de coração. Jesus disse em João 4.34 “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” O trilho da obediência nos leva a ser mais parecido com Jesus, e isso alegra ao coração de Deus.

Nossa obediência a Deus também revela o quanto O amamos. A caminhada com Deus nunca é religiosa mas relacional. Fomos criados por Deus e para Deus para um relacionamento pessoal e íntimo com Ele. Nosso relacionamento com Ele começa e finaliza na obediência. 1 João 5.3 afirma: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos.” Não existe amor a Deus sem obediência a Ele.

Assim, quais são as áreas em que você precisa decidir obedecer a Deus? Abandone seus caminhos errados. Levante-se e obedeça a Deus! Ore nesse momentos e peça ao Senhor que Ele o ajude a viver em obediência.

Frederick W. Robertson afirmou: “Ame a Deus, e Ele irá habitar com você. Obedeça a Deus, e Ele revelará as verdades de Seus ensinamentos mais profundos.”

Lembre-se: Há muito valor em obedecer a Deus.

A FRAGILIDADE HUMANA

A FRAGILIDADE HUMANA

A vida humana é muito frágil, mas infelizmente esquecemos ou nem atentamos para isso. Somos ensinados que podemos estar sob o controle e a direção de tudo. Basta apenas planejar e organizar bem. Mas não é assim! Somos frágeis!

Jó, por exemplo, após ter perdido tudo, e ainda manter-se numa doença humanamente incurável, afirma: “Meus dias correm mais depressa
que a lançadeira do tecelão,
 e chegam ao fim
sem nenhuma esperança…O homem nascido de mulher 
vive pouco tempo
e passa por muitas dificuldades. Brota como a flor e murcha.
 Vai-se como a sombra passageira;
não dura muito.” (Jó 7.6; 14.1,2)

No Salmos 103.15,16 lemos: A vida do homem é semelhante à relva; 
ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento;
 tampouco se sabe mais o lugar que ocupava.” Moisés ao escreveu no Salmo 90.10: “Os anos de nossa vida chegam a setenta,
 ou a oitenta para os que têm mais vigor;
 entretanto, são anos difíceis
e cheios de sofrimento, 
pois a vida passa depressa,
 e nós voamos!”

Nossa vida, por mais que pareça longa aqui na terra, é mera neblina. A vida dá sempre a impressão que vai ser longa, mas é transitória e curta. Em Tiago 4.14 confirma isso ao dizer: “Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.”

A falta de reconhecimento da fragilidade da vida, faz com que muitos vivam de forma orgulhosa, vaidosa, materialista e confiantes em si mesmos. Presumem-se erradamente que nenhuma doença, desventura, ou a própria morte sobrevirá.

Somos frágeis e nossa fragilidade deve nos levar a ações, e em especial para com Deus. Devemos nos lembrar que Deus é o Autor e Sustentador da vida. É sabendo isso que Davi ora Salmo 39.4:“Fazê-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou.” Nossa fragilidade deve nos levar a render-nos humildemente diante de Deus e expressar continuamente nossa plena dependência nEle, enquanto somos conduzidos a uma vida de oração que suplica por Sua plena vontade em tudo nessa vida. E por último, nossa fragilidade acima de tudo deve nos levar desesperadamente a seguir Jesus. Precisamos de uma âncora segura para o hoje e agora, e após a morte. E Jesus é essa segurança. Ele afirma em João 11.25,26: “…Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente…”

Cientes de que a vida é frágil e passageira, precisamos refletir e agir. E jamais devemos esquecer das palavras prudentes do Senhor Jesus em Marcos 8.36: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”