O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

Pessoas auto indulgentes são aquelas que tendem a desculpar seu próprios erros e defeitos. Elas são por demais complacentes, misericordiosas e perdoadoras de si mesmas; elas se toleram demais. Pessoas auto indulgentes é um perigo para elas mesmas.

Ninguém escolhe ser um fracasso. Ninguém diz: “Eu vou ser um viciado em drogas” ou “Eu quero terminar meu casamento” ou “Eu vou destruir a minha saúde” etc. O fracasso vem gradualmente. Ele começa com uma pequena coisa hoje, amanhã, essa semana, um mês, um ano, e anos, até que numa hora a pessoa acorda e diz: “O que aconteceu comigo?” “Por que estou vivendo assim?”

A Bíblia conta em Juízes 13-16, a história de um homem que fracassou. Seu nome é Sansão. Ele nasceu debaixo do voto de nazireado de Números 6.1-21. Esse voto indicava que a pessoa seria devotada a Deus todos os dias de sua vida. E o voto incluía: não comer uvas, nem beber vinho ou algo extraído da videira; nunca se contaminar com um morto e nunca cortar o cabelo. O nazireu era alguém separado por Deus e visto assim.

Mas o problema é que Sansão recusou levar a sério a si mesmo e a Deus. Ele em sua toda vida brincou com a tentação e o pecado. Basicamente ele dizia: “Até onde posso ir sem me queimar?”

Depois de viver a seu bel prazer, Sansão envolveu-se num perigoso e profundo relacionamento amoroso com Dalila (Juízes 16). Dalila, instigada por dinheiro, pediu que Sansão lhe contasse o segredo de sua grande força. Ao invés de Sansão fugir da tentação, ele jogou o jogo de Dalila. Ele não fez uma, mas quatro vezes, e a cada vez ele se comprometia, ele caia.

Assim, Dalila soube de seu segredo. E ao saber, o fez dormir em seu colo e chamou homens que cortaram suas sete tranças. E ao fazer, depois de já ter desobedecidos nos dois primeiros votos de nazireado, faltando lhe apenas cortar o cabelo, Sansão é acordado, e Dalila lhe diz em Juízes 16.20: “Sansão, os filisteus o estão atacando!”
Ele acordou do sono e pensou: “Sairei como antes e me livrarei”. Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.”

A trágica declaração do texto é que “…não sabia que o Senhor o tinha deixado.” Sansão se perdeu em sua história. Ele se afastou de Deus e Deus se afastou dele. Seu estilo auto indulgente de viver perpetuou o seu fracasso. Foi um processo gradual.

Olhando para Sansão aprendemos que precisamos nos manter fortes em nossos compromissos espirituais. Não podemos brincar com nossas convicções. E mais, não podemos justificar nossos erros. Devemos lembrar que nossa vida é forte enquanto nossos compromissos forem fortes.

Por isso, empenhe-se em seu compromisso com Deus, com sua família, com a igreja, com os valores, com seu chamado, e aí a sua força vem!

Sansão caiu porque foi auto indulgente. Não seja auto indulgente!

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