ENFRENTANDO AS PROVAS

ENFRENTANDO AS PROVAS

Em João 6.5 Jesus vê uma grande multidão chegando e pergunta a Filipe: “…Onde compraremos pão para esse povo comer?” No versículo 6 é explicado a razão da pergunta de Jesus: “Fez essa pergunta apenas para pô-lo à prova, pois já tinha em mente o que ia fazer.” No versículo 7 Filipe respondeu: “Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço!”

Ao ver uma multidão chegando Jesus antecipa um problema (a necessidade de comida) e compartilha com Filipe. Filipe primeiramente questionou com respeito aos recursos. Ele viu o problema e o achou grande demais. Filipe tinha uma suposta solução para o problema que não era prática, objetiva e muito menos espiritual.

Diante do grande problema e da pergunta de Jesus, o certo seria Filipe dizer: “Senhor, não sei o que fazer, mas o Senhor sabe e tem todo o poder para agir de forma sobrenatural.” Mas infelizmente Filipe não agiu assim. Ele foi racional e calculista demais.

Filipe falhou no teste porque não viu o problema com os olhos de Deus. Ele não teve a percepção que estava diante de uma prova espiritual. Filipe falhou diante da prova, mas você não precisa falhar.

Quando os grandes problemas chegarem à sua vida é preciso saber que você pode não ter a resposta, mas Jesus a tem. Sua simples ação diante das provas é pedir humildemente que Ele aja e faça um grande milagre.

Diante da prova, não tente depender de você, não deixe o problema lhe paralisar e não limite a ação de Deus. Agostinho afirmou: “Os testes vêm para nos provar e nos melhorar.”

Lembre-se que Senhor permite as provas para trazer à luz quem realmente somos, em que e em quem confiamos e como reagiremos.

AME A DEUS

AME A DEUS

Um professor da Lei vem até Jesus em Marcos12.28 e lhe faz a seguinte pergunta: “Qual é o principal de todos os mandamentos?” Jesus então nos versículos 29,30 responde: “…O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.”

Jesus explicou os detalhes de como amar a Deus. Ele afirmou:

“Amarás…”. Essa palavra significa um amor relacional incondicional, que doa, que faz, que sacrifica, que se entrega.

“de todo o teu/tua…” Essa frase revela a natureza enfática desse amor.

“coração” – O núcleo da identidade; a fonte de todos os pensamentos, palavras e ações. O centro de todo o ser.

“alma…” – Reflete o ser humano em toda sua realidade emocional, volitiva e psíquica. “Alma” é o que faz a vida ser vida.

“entendimento” – Significa a mente como a faculdade da compreensão, o pensamento, a escolha inteligente advindo do uso da razão.

“força” – A expressão apresenta toda a capacidade que vem da ordem física e do vigor da vida.

Jesus nos ensina que devemos amar a Deus com uma sinceridade perfeita, com o máximo de fervor, com o exercício pleno de uma razão iluminada e com toda a energia de nosso ser.

Ao dizer que você ama a Deus, isso significa afirmar que Ele está no centro de sua vida e decisões; que Ele está no centro de seus pensamentos, palavras e ações. E acima de tudo que você está plenamente disposto a obedecê-lo, porque 1 João 5.3 afirma: “Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos.”

Se você não ama a Deus, sua vida não tem propósito eterno.

ABANDONE SUA FORÇA

ABANDONE SUA FORÇA

Viver a vida centrada em Deus inclui uma postura de dependência e humildade diante dEle. Em 1 Pedro 5.5 o apóstolo afirma: “…Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

A graça de Deus está disponível apenas aos humildes. Humildes são aqueles que já “jogaram a toalha” e reconheceram suas fraquezas e debilidades. Eles estão conscientes que não podem dar um passo a mais em sua própria sabedoria porque entendem que ela é falha e perigosa.

Enquanto conseguirmos achar força em nós mesmos jamais experimentaremos a graça de Deus. Qualquer postura arrogante e orgulhosa de nossa parte nos leva mais para longe dEle e para o fracasso da vida.

Devemos estar dispostos a reconhecer nossa necessidade diária; devemos manter-nos desejosos por Deus e por Sua ação poderosa em nossas vidas; devemos focar nEle como nossa única e última esperança. Quando assim o fizermos nossa vida encontrará norte e equilíbrio.

Provérbios 11.2 afirma: “Em vindo a soberba, sobrevêm a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.” Todos aqueles que andam na soberba acabam sendo envergonhados, mas os que andam humildemente com Deus, encontrarão dEle as soluções para a vida.

Enquanto existir uma fagulha de segurança e esperança firmada em sua própria capacidade, habilidade e força, infelizmente você nunca dependerá exclusivamente de Deus.

Apelo para que você se lance desesperadamente na graça de Deus. Não dependa de si mesmo; não se apegue em seus supostos méritos. Abandone sua força; confie em Deus!

DESEJO EGOÍSTA

DESEJO EGOÍSTA

Em Mateus 20.21 a mãe de Tiago e João se apresenta com seus filhos a Jesus e Lhe faz um pedido: “…Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda”. No versículo 22 Jesus responde o seguinte: “…Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? Podemos, responderam eles.”

Nesse episódio mãe e filhos demonstram diante de Jesus o desejo egoísta de poder e influência. Mas a resposta dEle foi confrontadora: “…Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?” O “cálice” era a forma objetiva de Jesus dizer sobre seu sofrimento e morte. Tiago e João respondem impetuosamente sobre o “cálice” dizendo: “Podemos!” Na verdade eles não estão sabendo nada sobre o significado do “cálice”. O desejo egoísta do coração deles não permitiu que vissem os riscos em seguir a Jesus.

Mas Tiago e João terminaram bem suas histórias como seguidores fiéis de Jesus. Tiago morreu por sua fé em Jesus em Atos 12.1,2 e João foi exilado na ilha de Patmos com cerca de 90 anos. Eles realmente entenderam, pelo Espírito Santo, o significado do “cálice”. 

Se você pretende seriamente seguir a Jesus, você precisa sondar os desejos mais profundos de seu coração. Em Seu reino é preciso que você esteja disposto a rejeitar qualquer glória ou honra própria, e se dispor a suportar qualquer sofrimento e dificuldade que por Ele é trazido ou permitido. 

É necessário que você peça a Deus uma visão mais ampla sobre Ele mesmo e Seu reino, enquanto trata com seriedade as motivações de seu coração. 

Ficamos cegos espiritualmente, e Deus não é glorificado quando nossos corações são governados por qualquer desejo egoísta.

DECIDA VIVER SABIAMENTE

DECIDA VIVER SABIAMENTE

A vida é um presente de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo não é fácil viver realizado, alegre, e debaixo de excelentes decisões. Diante de um mundo caótico e que despreza deliberadamente a Deus, precisamos de muita, mas muita sabedoria para decidir o que fazer e o que não fazer.

Na Bíblia temos o livro de Provérbios que nos ensina a viver de forma sábia nesse mundo. O livro foi escrito visando ajudar especificamente os inexperientes na vida e os jovens. Em Provérbios 1.4 lemos: “Ajudarão a dar prudência aos inexperientes e conhecimento e bom senso aos jovens.”

Provérbios 1.5,6 diz ainda que “se o sábio lhes der ouvidos, aumentará seu conhecimento, e quem tem discernimento obterá orientação para compreender provérbios e parábolas, ditados e enigmas dos sábios.” Assim, o livro de Provérbios é um manancial de vida não só para os jovens, mas para todos aqueles que desejam viver a vida de forma sábia. 

A fonte principal para viver em sabedoria é o próprio Deus. Salomão afirma em Provérbios 1.7: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria…” A palavra “temor” significa “respeito reverente”. Salomão especifica que para desfrutar das bênçãos da sabedoria nessa vida as pessoas precisam decidir centrar suas vidas na pessoa e na Palavra de Deus. Por rejeitar a Deus e seus princípios, muita gente vive de forma tola e insensata. 

Assim, o livro de Provérbios é um recurso de Deus para que você viva sabiamente essa vida. Cabe a você se dedicar a ler um capítulo por dia e decidir praticar o que estiver lendo. 

Lembre-se do conselho de Provérbios 16.16: “É melhor obter sabedoria do que ouro!” Por isso, busque a sabedoria! Decida viver sabiamente!

MUDE O FOCO

MUDE O FOCO

Jesus ordenou em Mateus 6.33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” No contexto dessa passagem, Jesus está falando sobre as preocupações e ansiedades da vida.

Jesus deixa bem claro que o problema da nossa ansiedade é que desejamos muito, e acima de nossas forças manter a segurança, o bem-estar, o conforto, a paz, a tranquilidade e a estabilidade em tudo. Mas isso é impossível! Esse é um foco errado para centrar a vida.

Quando Jesus afirma que devemos buscar “em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça…”, Ele apenas está afirmando que o alvo supremo da vida não deve ser uma boa saúde, uma estabilidade financeira, uma boa casa, uma linda família, uma dispensa farta, oportunidades de passeios, entretenimentos, etc. Não que essas coisas sejam erradas, mas elas não podem se tornar o objetivo final de nossas vidas. Jesus está afirmando que o foco de nossas vidas precisa ser o Reino de Deus.

Jesus não faz apologia ao sofrimento ou à desgraça da vida, o que Ele simplesmente nos ensina é que todas “as demais coisas serão acrescentadas…” Devemos aprender a viver além das circunstâncias. Precisamos ajustar nossos passos ao compasso de Deus na história. Devemos viver nesse mundo para sermos instrumentos dEle para que Seu Reino vá adiante. Essa deve ser a prioridade; esse deve ser o foco.

O que Jesus pessoalmente diz a você é o seguinte: “Mude o foco! Centre suas energias no meu reino e não se preocupe com mais nada; Eu suprirei tudo!” Sem dúvida essa é uma grande promessa para cada um de nós.

Onde está o foco de sua vida?

OS TESOUROS DA TERRA

OS TESOUROS DA TERRA

Jesus ordenou em Mateus 6.19-21: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

Jesus nesse texto nos adverte para que não acumulemos tesouros nessa terra. Não que os tesouros sejam ruins, mas porque eles não têm valor diante de Deus e não acrescentam em nada quanto à eternidade.

Jesus também conclui que se pode apenas ter o tesouro (e o coração) em um só lugar. Não se podem colocar as energias da vida nos tesouros na terra e nos tesouros do céu ao mesmo tempo. Assim, não é tanto com a riqueza do discípulo que Jesus está preocupado, mas com sua lealdade a Ele.

Na Bíblia, focar nas riquezas e em bens materiais é sempre um grande prejuízo para a alma, isso porque os tesouros materiais são temporais, e ninguém pode levá-los consigo após a morte. Em contraste, os tesouros celestiais são duráveis e preciosos aos olhos de Deus.

Na prática, os tesouros dessa terra podem nos fascinar e exercer uma influência espiritual destrutiva. O segredo então é destruir seu poder, fazendo-os trabalhar para valores eternos. Isso se faz vivendo de forma generosa, doando, sendo simples e mantendo-se contente.

A palavra de alerta é: você pode perder os tesouros celestes. Você pode nunca chegar à vida eterna pelo simples fato de se deixar ser dominado e consumido pelos tesouros dessa terra.

Onde está o seu tesouro?

 

UMA IDENTIDADE DEFINIDA

UMA IDENTIDADE DEFINIDA

Vivemos num mundo onde muitas pessoas estão numa imensa crise de identidade. Alguns se deixam definir pela profissão que tem, pelos cargos que ocupam, pelo nome de família, pela cultura, pelo corpo esculpido, pelo acúmulo de bens tecnológicos, pela conta bancária, pelos relacionamentos sociais, pelas viagens, pelos bens materiais, pelas oportunidades, etc.

Na Bíblia, quando estudamos a vida de Jesus, Ele não tinha qualquer crise de identidade. Paulo afirma em Filipenses 2.6-8 o seguinte sobre a identidade de Jesus: “…Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou…”

O texto é claro em afirmar que Jesus é Deus. Ele se tornou homem como nós para nos salvar de nossos pecados. Por saber quem era, Jesus sabia muito bem o que fazia e o porquê fazia.

Assim como Jesus, quando você tem sua identidade definida baseada em como e porque Deus lhe criou, então você vive em paz, sem crise e útil em Suas mãos para Ele e para as pessoas ao seu redor.

Mas enquanto você continuar mantendo sua identidade definida pelo o que os outros pensam de você, pela casa onde mora, a roupa que veste, o carro que anda, o celular que usa, as pessoas com quem convive, os títulos que alcança, as viagens que faz, os idiomas que fala, então você continuará em crise existencial e nunca experimentará a vida ao máximo, amando a Deus e servindo ao próximo.

Assim sendo, responda: você sabe quem você é? Você sabe os motivos pelos quais faz o que faz?

O EVANGELHO DE JESUS

O EVANGELHO DE JESUS

Jesus sabia que ao voltar ao céu seus discípulos agora ficariam encarregados com a missão de continuar Seu trabalho no mundo. Para que eles levassem a cabo a missão, eles precisariam de uma compreensão exata do que essa missão exigiria. Assim, em Marcos 16.15-16 Jesus deixa claro a missão. Ele diz: “…Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”

A missão tinha um requisito claro: “ Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” A palavra “Evangelho” é uma palavra de origem grega que significa “boa notícia”. Essa “boa notícia” é a mensagem de salvação e esperança trazida por Jesus Cristo ao mundo.

Não há esperança numa “boa notícia” sem saber a “má notícia”. O Evangelho, que é “a boa notícia”, anuncia esperança a todos os pecadores. Que todos são pecadores é “a má notícia”. O Evangelho de Jesus ordena que todos se arrependam de seus pecados e creiam nEle para serem salvos.

A missão de seus discípulos seria então pregar esse Evangelho ao mundo. Pregar que há esperança para qualquer pecador com qualquer tipo de pecado. Pregar que nada e ninguém, além de Jesus, pode salvar e transformar a vida.

O Evangelho de Jesus traz sempre uma responsabilidade dupla. Primeiro, se você creu no Evangelho de Jesus sua responsabilidade é obedecer-lhe e pregar esse Evangelho prontamente na sabedoria e direção do Espírito de Deus. Segundo, se você não creu no Evangelho, a ordem de Jesus é que você creia.

Jesus ordenou que Seu Evangelho fosse pregado e crido. Pergunta: você diria hoje que precisa pregar o evangelho de Jesus ou precisa crer nele? Por favor, responda.

O PREÇO DO DISCÍPULO

O PREÇO DO DISCÍPULO

Jesus ensinou em Mateus 5.10: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.”

Nesse texto o Senhor deixa bem claro o preço em ser Seu discípulo. Segundo Ele, todos os que decidem viver para Ele deveriam estar dispostos a sofrer com Ele antes de reinar com Ele.

Nos primeiros dias da igreja, o preço pago para ser um discípulo de Jesus era muito alto. Escolher por seguir a Cristo poderia significar uma morte por apedrejamento, como foi com Estevão em Atos 7, tortura física, como Paulo em Atos 16 ou prisão perpétua, como foi o caso do apóstolo João na ilha de Patmos em Apocalipse 1.

Paulo nos apresenta um exemplo de preço dentre tantos outros em Efésios 4.25-29: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”

Jesus deixou bem claro que quem não “tomar a cruz e o seguir”, não pode ser Seu discípulo. O seguir a Jesus inclui prontidão para o extremo. Assim, você precisa estar disposto a pagar o preço. Você precisa estar convicto de que Jesus é o maior tesouro, enquanto se propõe a abandonar seus pecados, forma de viver, medos, reputação, desculpas ou qualquer outra coisa que o prende.

Lembre-se: a graça de Cristo é gratuita para salvar, mas nunca é barata para se viver.