DEFININDO O PECADO

DEFININDO O PECADO

O pecado é um dos mais asquerosos nomes no dicionário e o vilão da história humana. Ele é o destruidor da vida, a expressão do mal e o causador da morte.

O pecado ludibria, engana e ilude. Ele é  letal. Ele mata lentamente, deixa a míngua e rouba a vida.  Ele se apresenta bonito, garboso e promissor, mas no final ele presenteia com a culpa, com o desespero, com a tristeza, com a desesperança e com a morte. Seu canto inaudível diz que o bom, o melhor, o prazer, a alegria e toda felicidade está em seguí-lo.

O pecado  mente. Mente com respeito a tudo. Mente especialmente com respeito a Deus; ele O odeia. O pecado diz que Deus não existe, ou se existe não se importa. O pecado afasta as pessoas de tudo o que é de Deus, tudo o que é bom, santo, puro, justo, reto, prudente, aceitável, sábio, certo e verdadeiro. O pecado impede que a vida flua; ele a destrói.

O maior e pior estrago que o pecado pode fazer é ludibriar e camuflar sua existência. O ser humano insiste em ignorá-lo. Defender e expor a realidade do pecado com todo o seu matiz é ser ignorante, retrógrado, ultrapassado, piega, fanático e descontextualizado.

O pecado é descrito na Bíblia como transgressão da lei de Deus (1 João 3. 4) e rebelião contra Ele (Deuteronômio 9.7). E todo ser humano está atrelado ao pecado. Romanos 3.9 afirma: “…pois já temos demonstrado que TODOS, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado.” E ainda em Romanos 3.23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”

O pecado teve seu começo com Lúcifer, que não contente com sua posição angelical, intencionou ser igual a Deus, introduzindo assim o pecado (Isaías 14.12-15). Renomeado depois de Satanás trouxe o pecado para a raça humana no Jardim do Éden onde tentou Adão e Eva. Gênesis 3 é o texto bíblico que descreve essa rebelião. Desde aquela época, o pecado então tem sido passado por todas as gerações da humanidade e nós, descendentes de Adão, herdamos o pecado dele. Paulo diz Romanos 5.12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.”

O pecado é a mais triste, revoltante e frustrante constatação e diagnóstico da humanidade. Eu e você somos pecadores! É importante também saber que a mesma Bíblia que expõe o pecado, é a mesma que traz a solução para ele. À parte de Deus não a resposta para o pecado.

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REANIME A ESPERANÇA

REANIME A ESPERANÇA

O Salmista afirmou no Salmos 9.18:“Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.”

Esperança é uma palavra da alma. É uma solicitação, um desejo, uma vontade, um requisito interno de que algo precisa acontecer. Esperança é quase uma exigência de uma ação diante da dor.

Ouvimos: “ele perdeu a esperança”. Essa é uma frase que espelha o desespero, o fracasso e o caos. O suicídio por vezes ronda como a única esperança. Sair da dor parece ser a resposta.

É preciso “reanimar” a esperança. Por isso, não erre ao ancorar sua esperança. É nossa tendência atrelar nossas vidas em pessoas, circunstâncias, oportunidades, lugares etc. Achamos que esses são os verdadeiros ancoradores da alma. E sempre o resultado é frustração. Porque pessoas erram conosco e as circunstâncias nem sempre nos são favoráveis como pensamos. E uma vez frustrado, onde achar a esperança?

O salmista nos ensina a ancorar nossa esperança em Deus. Ele diz no texto: “…a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.” Deus não deixará frustrado aqueles que se achegam a Ele. Ele não os esquecerá e agirá por eles. O Salmo 39.7 também afirma: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” E o Salmo 62.5 completa: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”

Por isso, não fique debatendo nas águas do sofrimento e da dor. Não corra para você, para os chegados, para os próximos ou qualquer circunstância. Não fuja para o entretenimento; achegue-se a Deus. Faça dEle sua esperança e você terá a esperança que procura.

Com Deus sempre há esperança. Assim, reanime a esperança!

BUSQUE A GLÓRIA DE DEUS!

BUSQUE A GLÓRIA DE DEUS!

O grande compositor Bach disse: “Toda a música não deve ter nenhum outro objetivo final que não seja a glória de Deus e o refrigério da alma.” Ao dirigir suas composições ele sempre colocava “JJ”,   “Jesus Juva”, que significa: “Jesus me ajude.” Ele sempre terminava suas composições com “SDG”, “Soli Dei Gratia”, que significa “Só a Deus seja o louvor.”

O salmista nos diz no Salmo 29.1-2: “Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.” Nosso Deus merece toda a glória. Ele deseja que Lhe demos glória. O salmista declara: “…a glória devida ao seu nome.” “Dar glória a Deus” significa reconhece-Lo como Aquele que é digno de louvor e honra, atribuindo só a Ele louvor e exaltação.

Paulo declarou em 1 Coríntios 10.31:“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Paulo com três verbos – “comais…bebais…façais” – engloba toda vida. Ele diz que tudo o que se faz deve ter como motivação última “…a glória de Deus.” Nossa forma de viver deve em tudo promover e buscar a glória de Deus. Devemos busca a glória de Deus com nossos lábios e com nossas vidas.

O Senhor Jesus viveu nesse mundo pensando, agindo e focando na glória do Pai. Em João 12.28 Ele ora: “ Pai, glorifica o Teu nome…” E ainda em João 17.4 Ele afirma: “Eu Te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer.” Jesus buscou em Sua vida a glória do Pai. E verdade é que muitas vezes a nossa vida é construída em torno de coisas que não estão erradas, mas elas simplesmente não têm qualquer valor espiritual; são coisas que não glorificam a Deus.

Quando você busca a glória de Deus em sua vida, isso significa que em todas as áreas dela você levará em conta o que Ele diz, pensa e deseja. Ele, e somente Ele, sempre será o padrão e a medida por onde tudo em sua vida será julgado e avaliado.

R.C. Sproul escreveu: “Nós não segmentamos nossas vidas. Nós não damos algum tempo para Deus e outro para os nossos negócios, escolaridade etc, mantendo partes dele para nós mesmos. A ideia é que devemos apresentar toda a nossa vida na presença de Deus, sob a autoridade de Deus e para a honra e glória de Deus. Isso é o tudo de uma verdadeira vida cristã.”

Quando você busca a glória de Deus, sua vida torna-se cheia e plena de todo propósito e significado que tanto procura.

Busque a glória de Deus!

POR QUE BUSCAMOS A JESUS?

POR QUE BUSCAMOS A JESUS?

No início do capítulo 6 de João, Jesus atravessa o mar da Galiléia e muita gente o segue e se impressiona de como Ele curou os enfermos. E ao ver a multidão faminta, depois de ouvi-Lo, compadecida dela, Jesus multiplica cinco pães e dois peixinhos e dá a comer a todos eles. No final daquela tarde, Ele se retira para um lugar secreto, enquanto seus discípulos, pelo mar, tomam rumo a cidade Cafarnaum. O mar começa a ficar agitado, e Jesus, andando miraculosamente pelo mar, encontra-se com seus discípulos. No outro dia, a multidão entra em barcos em busca novamente dEle. E em João 6.25-27 temos o relato desse encontro do Salvador com a multidão.

No versículo 25, alguns dentre a multidão perguntam a Jesus: “…Mestre, quando chegaste aqui?” Jesus não responde a essa pergunta. Pelo contrário, no versículo 26 Ele faz uma outra afirmação: “…vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.” Jesus não diz a eles como ele chegou lá, mas diz a eles porque eles vieram até Ele. Jesus os confronta com a motivação errada deles. Eles queriam pão. Eles queriam mais uma exibição miraculosa. Eles queriam fazê-lo rei para resolver os problemas deles. E então Jesus os exorta no versículo 27 dizendo: “ Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.”

Jesus contrasta o pão material com o pão A ênfase dEle é que eles deveriam parar de buscar a Jesus por coisas terrenas e centrarem suas vidas nos conceitos espirituais. Porque o terreno é passageiro e o eterno é o que tem valor real.

Assim também, o confronto de Jesus continua ainda hoje para cada um de nós. Podemos estar buscando a Jesus apenas para ganharmos ou não perdermos algo nessa vida terrena; apenas para mantermos uma vida mais confortável, não perdermos o “status quo” ou para viver o hoje e o agora em função de bens materiais ou qualquer conforto e segurança que o dinheiro possa proporcionar.

Hoje Jesus também pergunta: “Você me busca pelo o que Eu faço ou não faço a você, ou pelo o que realmente Eu sou e represento em sua vida?” “ Você me busca por razões materiais ou por necessidades espirituais”?

A resposta a essas perguntas produzem um profundo e real diagnóstico de quem você realmente é, onde está o centro de sua vida, quais são suas prioridades, a quem você adora, quais são suas reais motivações, e o que realmente está lhe dirigindo hoje.

BUSQUE AO SENHOR!

BUSQUE AO SENHOR!

Em 767aC, Deus levantou um profeta ao sul de Jerusalém para pregar Sua palavra ao reino do norte, em Israel, na cidade de Betel. Seu nome era Amós. Ele era um pastor de ovelhas e ao mesmo tempo produtor de figos. Deus o chamou com a árdua tarefa de pregar contra a idolatria que dominava Israel. A nação estava sob o domínio de Jeroboão II, e em seu reinado houve muita riqueza e prosperidade. Isso, ao invés de trazer gratidão ao Senhor, resultou em injustiça, ganância, negligência aos pobres, e por fim, uma religião formal e idólatra.

Ao presenciar essa realidade histórica, Amós apresenta o Senhor, como o Deus do universo, o Soberano que deve ser adorado e servido. E ao mesmo tempo, o profeta expõe com veemência a violação da aliança com Deus, os rituais religiosos vazios, a arrogância e auto confiança.

Amós em sua pregação, não só aponta o julgamento, mas propõe a restauração e o retorno a Deus. Em Amós 5.4, o próprio Deus pela boca do profeta, faz um convite a nação: “Busquem-me e terão vida”

Como uma história de quase 3.000 anos atrás se aplica as nossas vidas hoje?

O certo é que como os Israelitas do passado, alguns de nós decidimos viver nossas vidas do nosso jeito. Cheios de auto confiança, também fabricamos e confiamos em ídolos modernos. Colocamos nossas expectativas e segurança na nossa habilidade, no dinheiro, na posição social, na experiência de vida, nos amigos, nas promessas dadas etc. Deixamos de considerar os princípios de Deus; não O obedecemos e não mais dependemos dEle para dirigir nossas vidas. O final já sabemos, é sempre trágico.

Por um outro lado, O mesmo Senhor hoje continua a dizer a cada um de nós como disse ao seu povo no passado: “Busquem-me e terão vida”. Esse apelo é ampliado em Isaías 55.6-8, quando o profeta afirma: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar…Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele…Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR…”

A verdade é que, enquanto estivermos seguros em nós mesmos, agarrados em nossos conceitos e preconceitos, sem nos rendermos totalmente a Deus, não só não avançaremos, mas estaremos ora estagnados, ora regredindo; fazendo com que a vida se torne dia a dia mais difícil de ser vivida.

Deus então propõe hoje, a mesma e a única solução: “Busquem-me e terão vida”.

CONHECENDO O AMOR

CONHECENDO O AMOR

Em 1 João 3.16  lemos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” Esse versículo diz muitas verdades sobre o amor em poucas palavras.

Primeiro o versículo DEFINE o amor como um ato de “dar”. O texto diz: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu…” O amor é o componente que tira o indivíduo de si mesmo e o leva em direção ao outro. E foi assim que Jesus fez. Ele se deu saindo dos céus; Ele se deu vivendo entre nós e assumindo nossa humanidade. Jesus nos ensina que o amor eficaz e que realiza, é aquele que vai em direção ao outro dando e doando.

Em segundo lugar o versículo EXPLICA que o amor é expresso num ato de “dar” de forma sacrificial. O texto diz: “…Cristo deu a sua vida por nós…” O que significa essa frase? Essa frase revela que Jesus DEMONSTROU o amor de forma extrema: Ele deu sua vida na cruz para pagar o preço dos nossos pecados. Daí dá para entender quão grande são os nosso pecados e quão grande foi o amor de Jesus que O levou a tão grande sacrifício. Paulo expressa a mesma verdade em Romanos 5.8 ao afirmar: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Assim, não adianta dizer que ama e não demonstra amor de forma extrema. O amor sempre quer o bem do outro, mas corre todos os riscos para que o outro fique bem, ainda que os interesses e desejos se tornem nulos, desprezados e “morto” a favor do bem do outro.

Em terceiro o versículo APLICA o amor. O texto termina dizendo: “ e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” Ao olhar para o grande amor de Cristo dando sua vida por nossos pecados, não devemos contemplar e ficar boquiabertos, chocados ou maravilhados. Não! Devemos FAZER O MESMO. Devemos agir da mesma maneira; devemos estar prontos a “…dar nossa vida…” O amor não pode ficar no discurso, no papel, na contemplação. O amor precisa amar. O amor precisa focar intensamente no outro.

Essas verdades não são utópicas. Elas podem ser vivenciadas dia a dia. Para viver o amor é preciso receber o amor de Deus. É preciso aceitar o que Jesus fez por você naquela cruz. É o poder de Deus, e não o seu esforço, que lhe dará as condições para amar no mesmo nível.

Quando o amor de Jesus é praticado as pessoas começam a crer no sobrenatural. Porque o mais difícil na vida não é uma cura física, o mais difícil é destruir o egoísmo de uma vida.

OS PONTOS FRACOS

OS PONTOS FRACOS

Em Atos 14.15 Paulo afirma: “…Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos…” Essa é uma contundente afirmação sobre a nossa real humanidade.

É sempre mais fácil e comum gloriar-nos de nossos pontos fortes e pouco de nossa humanidade. As vezes queremos ser vistos como “super humanos” e negamos a realidade de “meros mortais”

Negar a humanidade não é algo apenas falso, mas é um desserviço a nós mesmos e a todos os que nos cercam. Isso porque Deus ama os fracos. Na verdade, Ele gosta de tomar os nossos pontos fracos e transformá-los em fortes.

Isso não quer dizer que os pontos fracos sejam os pecados como a avareza, ganância, egoímo etc. Por pontos fracos quero dizer sobre nossas limitações. Algo que quer herdamos e não podemos mudar.

Deus é especialista em usar nossa desvantagem, limitação e necessidade, seja ela uma doença, uma característica de personalidade, uma cicatriz, uma circunstância, temperamento, uma passado difícil, um presente sem expectativas. Tudo isso se torna matéria prima nas mãos de Deus.

Veja o exemplo na incarnação de Jesus. O Salvador nasceu em uma família simples e numa inóspita manjedoura. Ele foi criado num distante e desprezado vilarejo: Nazaré. Trabalhou com um humilde carpinteiro e viveu como um homem comum. Mas um dia, quando se apresentou para ser batizado por João Batista, com um coração simples e humilde, o poder do Espírito Santo o revestiu. Pedro sobre Ele diz em Atos 10.38: “…fez o bem e curou os oprimidos pelo diabo…”
Todos somos limitados em algo. Todos temos nossos pontos fracos. Todos precisamos reconhecer humildemente nossas limitações e nos apresentar a Deus para que Ele toque, mova, aja e faça algo para Sua glória.

Não tenha medo de dizer a Deus: “ Senhor eis aqui minha fraqueza; Senhor aqui meus “pontos fracos”; Senhor eis aqui minhas limitações”. É orando assim e agindo assim que o seu nível de dependência dEle aumenta, seu orgulho cai e seu senso de utilidade para os que são fracos cresce.

Alguém afirmou: “Se eu nunca tivesse um problema, eu nunca saberia que Deus era capaz de resolvê-lo.” Por isso, decida que seu “ponto fraco” se tornará uma oportunidade para que Jesus apareça e engrandeça.