A VAIDADE

A VAIDADE

 Conta-se a história de que quando o navio Titanic estava afundando, entre os mortos estava Benjamin Guggenheim, de smoking e cartola. Ele se aprontou para afundar como verdadeiro gentleman. Pura vaidade!

 A vaidade é um problema social. Ela está estampada na política, no esporte, na cultura, nos filmes, nos jornais, no trabalho, na internet, nas ruas etc. Ela pode ser vista na forma como alguém age ou fala. Verdadeiras loucuras são feitas para manter a aparência ou fingir.

A vaidade tem sua raiz no orgulho. Ela é um dos ingredientes que expressa o lado mal e pecaminoso de cada ser humano. A vaidade se gloria do berço nobre, do sobrenome famoso, da profissão, da beleza corporal, da linha religiosa, do status social, das conquistas, das oportunidades, dos prazeres, dos bens, dos recursos etc.

 Salomão afirmou em Eclesiastes 1.2: “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” O termo hebraico usada para “vaidade” significa literalmente “vapor”, “vazio”, “inútilidade”, “nada”.

Salomão usa esse o termo “vaidade” para demonstrar que a vida sem Deus é como “correr atrás do vento”, ou seja, sem sentido. Para Salomão, todo o trabalho, riqueza, e experiências variadas nada podem acrescentar significado à vida.

O que Salomão afirma em Eclesiastes é que qualquer ser humano que intenta buscar sentido a vida à parte de Deus, viverá de forma inútil; a vida será vazia e sem significado. Não há sentido para vida sem a revelação e intervenção de Deus. Como alguém sabiamente afirmou: “Sem Deus, a vida, em sua qualidade, é ‘vazia’ e em sua quantidade é ‘transitória”.

 O mais triste da vaidade humana é quando ela acalenta os conceitos da auto-confiança. É quando ela insiste em pensar que conseguiu definir as verdades da vida separado de Deus. A isso a Palavra de Deus traz o próprio veredito: “Vaidade de vaidades”.

Jesus veio ao mundo para propiciar a verdadeira vida; Ele veio para dar sentido a ela; Ele veio para deflagrar as vaidades. Jesus foi contundente ao dizer em Lucas 16.15: “…Aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus”.

Os Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) estão repletos de histórias de pessoas que abandonaram a vaidade de suas vidas para seguir a Jesus. Um bom exemplo é Zaqueu em Lucas 19. Zaqueu abandona a vaidade das riquezas ilícitas, do sistema de corrupção e do glamour social e diz a Jesus no versículo 8: “…Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”. E Jesus responde no versículo 9: “Hoje houve salvação nesta casa.”

Zaqueu nos ensina que: se a vaidade é nosso problema, o humilde Jesus é a nossa única solução.