ABA, PAI

ABA, PAI

Dentre todos os seus nomes, um dos favoritos de Deus é “Aba”, Pai. Enquanto Jesus esteve na terra, Ele chamou Deus de “Pai” mais de duzentas vezes. Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Em Lucas 2.49, quando suas primeiras palavras foram registradas, Jesus disse: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” Em Marcos 14.36, estando Jesus aflito e em profunda agonia no Jardim do Getsêmani, Ele ora dizendo: “Aba, Pai, tudo te é possível… “ E em Lucas 23.46, na última e triunfante oração, Jesus diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”

Não é difícil hoje entendermos a simplicidade de chamar Deus de “Pai”, mas isso foi algo revolucionário no ensino de Jesus. Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve quão raramente o termo era usado: “ Examinei a literatura devocional do antigo judaísmo. O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como “Aba, Pai”. Aba era uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez…”

É só por meio de Jesus que chegamos a intimidade com Deus; o chamamos de “Aba”, Pai. Jesus diz em João 14.6: “…ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Não há uma filiação universal a Deus; ninguém nasce filho de Deus. É necessário tornar-se Seu filho. Em João 1.12,13 somos ensinados: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” Jesus é o caminho dessa filiação, e por causa dEle, os que são dEle por meio do Espírito Santo achegam-se com ousadia em sua presença lhe chamando de “Aba, Pai”. É isso que Paulo afirma em Gálatas 4.6:“E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: “Aba, Pai.”

É com essa ótica que se entende a oração ensinada por Jesus em Mateus 6.9: “Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.” Jesus autorizou os discípulos a repetirem a palavra “Aba” depois dEle, dando-lhes o direito de partilharem sua condição de Filho. Autorizou-os a falar com o seu Pai celeste de um modo mais confiante e familiar. A oração chamada de “Pai nosso” lembra-nos que somos bem-vindos à Casa do Pai, porque por intermédio único de Jesus fomos adotados na família de Deus.

A.C. Dixon afirmou: “Quando aceitamos a Jesus Cristo, nós nos tornamos aparentados do Pai; nos transformamos em Seus, temos recebido o Espírito de filiação pelo qual podemos entrar na Sua presença e dar-lhe a conhecer todos nossos desejos de uma forma íntima e familiar.”

Pergunta: Deus é o seu “Aba, Pai”?