“NÃO JULGUEIS!”

“NÃO JULGUEIS!”

Jesus ensinou em Mateus 7.1:“Não julgueis, para que não sejais julgados.” Conforme Jesus nesse texto, não devemos julgar as pessoas. Mas o que significa a ordem de Jesus “não julgueis”?

“Não julgar”, em primeiro lugar, não significa abandonar o senso crítico em relação as pessoas; não significa “fechar os olhos”, “fingir” sobre algo; recusar em discernir entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro. “Não julgar” significa apenas que você não deve CENSURAR ou condenar alguém de forma severa sem fatos.

Julgar alguém é procurar o erro que por vezes nem existe; é destruir pessoas com palavras maliciosas; é passar adiante o que não é verdadeiro com o objetivo de denegrir a imagem; é imaginar o horrível da pessoa.

Julgar é uma forma extrema de censurar e tentar assumir o papel de juiz. Ser juiz de alguém é propor a responsabilidade, autoridade e competência para julgar. O pior de tudo é que julgar significa arrogar ser o próprio Deus, o justo Juiz. Isso é uma blasfêmia! Julgar é se achar capaz de poder ler o coração, os pensamentos, as motivações e os desejos de outros. Na verdade julgar alguém é “brincar de ser Deus”.

Em Mateus 7.2, Jesus segue em sua argumentação e nos leva a refletir seriamente, dizendo: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.” Isso significa que haverá um maior rigor para os julgadores. Os julgadores cruéis também receberão, na mesma medida, as consequências de seus atos insensatos de julgar.

Jesus não pede que você seja cego diante de uma situação relacional, antes que você seja terno, amoroso, sensível, misericordioso, bondoso, esperando o bom das pessoas. Ele ordena que você renuncie a pecaminosa ambição de se colocar no lugar de Deus, pois na verdade, só Ele conhece o coração das pessoas.

Thomas Kempis afirmou sabiamente: “Aquele que com bom senso reconsidera suas próprias atitudes, encontrará poucas razões para julgar mal o outro.”

Por isso, busquemos obedecer a ordem clara, séria e objetiva de Jesus: “Não julgueis!”