ENTENDENDO A “PÓS-MODERNIDADE”…

O QUE É A “PÓS-MODERNIDADE”…

Por Roberto N. Amorim

 

DEFINIÇÃO…

Vivemos um tempo de mudanças, mudanças profundas em todos os sentidos: no campo das ciências e tecnologias, da política, nas relações sociais entre outros. E todas essas mudanças são frutos do vento do desenvolvimento econômico e tecnológico que empurrou as relações humanas e sociais para a direção da pós-modernidade.

A pós-modernidade é definida por muitos autores como a época das incertezas, das fragmentações, das desconstruções, da troca de valores, no abandono do otimismo.

Chamada e estudada como Pós-Modernidade, ela é caracterizada por mudanças significativas provocadas e vividas pelo homem. Entre as mais evidentes, e que desencadearam muitas outras, pode-se apontar a globalização, unificadora das sociedades do planeta, um novo modo de cultura e as novas condições que põem em perigo a continuidade da espécie humana.

A Pós-Modernidade surgiu com a desconstrução de princípios, conceitos e sistemas construídos na modernidade, desfazendo todas as amarras da rigidez que foi imposta ao homem moderno. Com isso, os três valores supremos, o Fim, representado por Deus, a Unidade, simbolizada pelo conhecimento científico e a Verdade, como os conceitos universais e eternos, já estudados por Nietzsche no fim do século XIX, entraram em decadência acelerada na Pós-Modernidade.

Por conta disso, para a maioria dos autores, a Pós-Modernidade é traçada como a época das incertezas, das fragmentações, da troca de valores, do vazio, do niilismo, da deserção, do imediatismo, da efemeridade, do hedonismo, da substituição da ética pela estética, do narcisismo, da apatia, do consumo de sensações e do fim dos grandes discursos.

OS EFEITOS GERAIS…
Como conseqüência dessa derrocada, surgiram outros fenômenos sociais e culturais. O declínio da esfera pública e da política, a crise ecológica, o impasse histórico do socialismo, os tribalismos, a expansão dos fundamentalismos, as novas formas de identidade social e as conseqüências da informatização sobre a produção e sobre o cotidiano trouxeram à tona a discussão sobre a pluralidade e a fragmentação presentes na época atual.

Essas mudanças e outras que também marcaram a história da humanidade, como a explosão da bomba atômica em Hiroshima, o perigo nuclear e o terrorismo internacional, fizeram com que o futuro se tornasse incerto e ameaçador, enfraquecendo a crença na posteridade e fazendo com que as ações humanas passassem a ser conduzidas focando apenas o presente, diluindo assim o sentido da continuidade histórica.

Essa conduta, associada ao avanço ininterrupto dos meios tecnológicos de comunicação e aos efeitos da globalização com a sua queda de fronteiras, fez emergir um novo tipo de sociedade, caracterizada, salvo raras exceções, pelo narcisismo, pelo hedonismo, pelo imediatismo e pelo consumismo. Sem a pretensão de tomada do poder, essa nova organização social participa, sem envolvimento profundo, de pequenas causas e dá adeus à esperança e aos grandes ideais.

Ao mesmo tempo em que se associou à Pós-Modernidade a decadência das grandes idéias, valores e instituições ocidentais como Deus, Ser, Razão, Sentido, Verdade, Totalidade, Ciência, Sujeito, Consciência, Produção, Estado, Revolução e Família, valorizou-se outros temas considerados menores ou marginais em filosofia, como Desejo, Loucura, Sexualidade, Linguagem, Poesia, Sociedades Primitivas, Jogo, Cotidiano, enfim, elementos que abrem novas perspectivas para a liberação individual.

Às vezes parece que o mundo está de pernas para o ar. No bombardeio de informações e notícias que chegam à sociedade a cada instante, seja por meio do rádio, da televisão, de revistas ou da Internet, a violência, os atos de corrupção, os seqüestros, os crimes com requintes de crueldade ganham cada vez mais destaque.

Vive-se numa época de grande barbárie e de pouca solidariedade. São tempos de alta competitividade guiados pela lógica da acumulação de bens e das aparências. Em nome dessa nova ideologia, os indivíduos se permitem agir passando por cima de valores que sequer chegaram a formar. O que importa é ser reconhecido, ser admirado, ter acesso a uma infinidade de produtos e serviços e usufruir o máximo do prazer.

A educação recebida dos pais e das escolas, os valores como ética, moral e caráter, a religião, a solidez do casamento e da família, estão perdendo espaço para novas formas de comportamento regidas pelas leis do mercado, do consumo e do espetáculo.

E para isso, tudo é válido. Age-se de acordo com o momento e com a conveniência. “Pegar um atalho”, como se diz na linguagem da informática, tornou-se uma prática comum. Nesse contexto, não há por que esperar e se sacrificar para adquirir bens e ter sucesso, se existe meios mais rápidos para conseguir o que se pretende.

OS SINTOMAS SOCIAIS…

A sociedade pós-moderna se caracteriza pelas ações de seus sujeitos que seguem a cartilha das ideologias materialistas – o ter acima do ser – do hedonismo – o prazer acima de tudo – da permissividade – tudo é bom desde que me sinta bem – relativismo – “não há nada absoluto, nada totalmente bom ou mau e as verdades são oscilantes” – consumismo – se vive para consumir, há uma contínua substituição de tudo: coisas, pessoas, relações, etc. Niilismo – caracterizada pela subjetividade, a paixão pelo nada,  e a descrença em qualquer fundamentação religiosa para a existência humana numa indiferença assustadora.

Na sociedade ocidental pós-moderna a visibilidade de cenas tende a ser obscena, quando exclui a dimensão da subjetividade e da privacidade das pessoas. Ou seja, anula-se a dimensão do privado, tornando  “tudo” público, do cotidiano dos ansiosos por fama dos ex-anônimos do programa televisivo Big Brother, aos já famosos da revista Caras, e, também, o ritual histérico dos evangélicos, dos carismáticos e islâmicos, que se oferecem para serem vistos pela televisão seduzindo todos com suas “justas causas”, aos miseráveis  igualmente noticiados e fotografados decorrentes de algum fato jornalístico.

Os sintomas de obscenidade da era moderna de exploração sexual ou de exploração do trabalho, operavam sempre no oculto, eram marginalizadas aos subterrâneos da vida social. Os dispositivos ideológicos de manutenção das cosias como estavam, eram a opressão social, a repressão psíquica e o trabalho ideológico de recondução da libido para fins de trabalho ou exploração industrial; hoje, na sociedade pós-moderna, reforçando o que foi dito acima, operam mecanismos de promoção da visibilidade do que era privado, como se decretasse o fim do segredo ou o fim da intimidade.

A doença da era moderna era a histeria, onde ocorria a teatralização do sujeito incapaz de suportar tanta repressão, originada no conflito endopsíquico. Freud funda a psicanálise graças às histéricas que lhe insinuam um gozo impossível. O mal-estar da cultura pós-moderna é mais complexo, os sintomas subjetivos se pulverizaram no disfarce coletivo, parecendo que “estamos todos bem”.O mal-estar pós-moderno é visível e trivial, expressado na linguagem do cotidiano do trabalho compulsivo, muitas vezes vendido como se fosse “lazer” ou “ócio criativo”, que gera stress, a perversão, a depressão, a obesidade, o tédio.

Em termos de patologia social, a modernidade fez surgir coisas contraditórias como indústrias e a atitude liberal, a ciência, a tecnologia, a multiplicação da população pobre e de guerras racionais. A pós-modernidade marca o declínio da Lei-do-Pai, cujo efeito mais imediato no social é a anomia, onde a perversão se vê livre para se manifestar em diversas formas, como na violência urbana, no terrorismo, nas guerras ideologicamente consideradas “justas”, “limpas” ou “cirúrgicas”. A razão cínica é cada vez mais instrumentalizada.

Na pós-modernidade a perversão e o estresse são sintomas resultados da falta-de-lei, da falta-de-tempo, e da falta-de-perspectiva de futuro, porque tudo se desmoronou (do muro de Berlin a crença nos valores e na esperança). Tudo se tornou demasiadamente próximo, promíscuo, sem limites, deixando-se penetrar por todos os poros e orifícios.

Nossa sociedade é regida mais do que pela ânsia de “espetáculo”; existe a ânsia de prazer a qualquer preço, não made in id [Isso] mas made in Superego. O superego pós-moderno “tudo vale” e “tudo deve porque pode”. Todos se sentem na obrigação de se divertir, de “curtir a vida adoidado” e de “trabalhar muito para ter dinheiro ou prestígio social”, não importando os limites de si próprio e dos outros.

As pessoas se sentem no dever de se vender como se fosse um prazer, de fazer ceia de natal em casa à meia noite, de comemorar o gol que todo mundo está comemorando, de curtir o carnaval nos 3 ou 4 dias, de seguir uma religião, de usar celular sem motivo concreto, de gastar o dinheiro que não têm, de fazer cursos e mais cursos, ascender na empresa, escrever mil e um artigos por ano na universidade, enfim, todos parecem viver na “obrigação” de se cumprir uma ordem invisível, e de ser visivelmente feliz e vencedor. O senhor invisível que no manda é o superego pós-moderno; “ele manda você sentir prazer naquilo que você é obrigado a fazer”. E, ai daquele que não consegue, ou que se nega seguir a moral de rebanho, pagará de três modos: será estigmatizado pelos seus pares (“Ele quebrou o código, é um traidor do super-ego pós-moderno!”), ou pagará com um terrível sentimento de culpa ou, ainda, sofrerá os sintomas de uma doença psicossomática. Daí se descobre muito do vazio deixado no coração das pessoas e a tentativa de acabar com tudo através de um suicídio.

Não é sem motivo que os lugares de trabalho em que a competição é mais acirrada, onde não existem limites definidos entre trabalho, estudo e lazer, que encontramos pessoas queixosas, infelizes, freqüentemente visitando os médicos e hospitais. Se a modernidade prometia a felicidade através do progresso da ciência ou de uma revolução, a pós-modernidade promete um nada que pretende ser o solo para tudo.

O PÓS-MODERNISMO E A FÉ…

O maior desafio da igreja cristã em cada geração é se fazer entendida pelas pessoas de sua própria época. Esse fato é importante, pois nunca vamos conseguir falar de qualquer assunto, se não nos comunicarmos na linguagem cultural de nossa sociedade. Então, devemos ter o trabalho de pesquisar e entender o que se chama o “espírito da época”, ou as maneiras de pensar do homem atual, para que a mensagem chegue ao coração das pessoas.

O homem pós-moderno busca seu espaço apenas no presente. Em outras palavras o homem precisa tirar do seu Hoje toda a sua expectativa de desejo satisfeito, significado e realização de uma vida inteira.

A sobrecarga do presente leva o homem a uma insatisfação muito grande, pois não há imediatismo que consiga dar conta de toda a expectativa e esperança humana.
As reações, entretanto não param aí, ao sentir o vazio de propósito no seu interior o ser humano pós-moderno faz do entretenimento o alvo chave para seu querer.

Desde a descontração com os amigos num bar, passando por uma viagem turística até aos esportes radicais em contato com a natureza, sempre se busca um prazer compensador para todo o contexto indefinido da pós-modernidade.

Até a religião antes execrada pela modernidade volta à cena, não como era antes, mas como um dos instrumentos de alivio humano para o conflito interior de ser. Isto é, essa religião pós-moderna não precisa ter coerência nenhuma em seus pressupostos, mas apenas acolher o homem dando-lhe uma esperança, qualquer que seja. Como ela não exige coerência de visão ou de doutrina ela pode abusar para o misticismo irracional ou para o pragmatismo econômico sem cair em contradição, sendo que as religiões que possuem essas características são as mais procuradas pela população.
Os pós-modernos correram para as prateleiras dos supermercados da fé na tentativa de preencher o vazio da alma com “modismos espirituais”. Como se distanciaram da crença bíblica, passaram a adotar no lugar dela (no lugar do vazio espiritual) todo tipo de irracionalismo. Ao passo que negam a historicidade de Jesus (para não dizer a divindade dEle), acreditam em duendes, cristais, Nova Era… Ao mesmo tempo em que rejeitam a fé tradicional (graças aos resquícios do pensamento iluminista dos quais talvez nem se deem conta), abraçam crendices sem fundamento racional algum. (Aliás, o próprio Jesus é esvaziado e o cristianismo se torna irracional e místico.)

Assim, de um lado está a multidão espiritualmente desnorteada tentando encontrar/escolher uma crença que lhe dê maior satisfação (numa aplicação espiritual do pensamento consumista), e, de outro, mas em menor número, os herdeiros do Iluminismo/Naturalismo, os neo-ateus e céticos, colocando no mesmo “saco” todo tipo de crença. Onde os cristãos se inserem nesse contexto?

Resistentes que são às verdades reveladas e às instituições religiosas, os pós-modernos precisam ver na vida dos cristãos a diferença e a relevância que eles afirmam encontrar no evangelho. Precisam ver que ainda existe esperança, mas que ela não vem da humanidade; vem do alto. Apenas o evangelho vivido sincera, genuína e experimentalmente na vida dos cristãos poderá atrair os desesperançados e desesperados pós-modernos, sempre em busca dos prazeres, do consumismo e das experiências místicas que, na verdade, só fazem aumentar o vazio existencial.

Para alcançá-los temos que pregar o evangelho no contexto em que estamos inseridos. A apologética (a defesa da fé) ainda tem o seu lugar, tendo em vista que os que desafiam as bases racionais da fé (os herdeiros do Iluminismo) continuam por aí. Por isso, os cristãos devem se valer de todos os meios possíveis para divulgar a superioridade da Bíblia Sagrada, aproveitando-se dos poderosos recursos da era da informação. Mas nunca é demais lembrar que isso não basta para o pós-moderno.

A modernidade destronou a Revelação e colocou em seu lugar a razão como árbitro da verdade – daí ser necessário, sim, usar a razão para chamar atenção à Revelação. Mas o pós-modernismo minimiza a ambas – a Revelação e a razão – e adiciona a intuição e o sentimento. E isso não é ruim, pois, na verdade, a cosmovisão cristã ultrapassa os limites da razão humana, avançando nos domínios do sobrenatural e da fé.

Se quisermos alcançar os pós-modernos, temos que ir além da mera proclamação racional da verdade. Temos que nos relacionar e mostrar a relevância prática do evangelho. Só assim as pessoas poderão ser convencidas de que, afinal, o estilo de vida proposto por Deus é o único que oferece verdadeira esperança. Vendo na vida dos cristãos a felicidade, a harmonia, a saúde, a paz – valores buscados por todos -, muitos se convencerão de que a cosmovisão bíblica não faz sentido apenas para os cristãos, mas que se trata de boas-novas para todos. Além disso, é preciso – com todo tato e respeito – mostrar as incoerências (além das potencialidades) do pós-modernismo e a impossibilidade de ajustá-lo ao dia a dia.

O projeto iluminista favoreceu o dualismo “mente” e “matéria”. A nova geração, no entanto, está cada vez mais interessada na pessoa como um todo. Se faz necessários apresentar uma visão holística que do ser humano e a importância que da saúde, da educação integral, ou seja, valorizando os aspectos físico, mental, espiritual e social, exatamente como Jesus fez durante Seu ministério terrestre.

Como os pós-modernos valorizam a vida em comunidade é preciso se valer de recursos como os pequenos grupos e mesmo as tradicionais reuniões de culto (com algum tipo de reformatação) para mostrar que concordamos com a ideia de que os indivíduos se aproximam do saber por meio de uma estrutura cognitiva mediada pela comunidade da qual participam, que também é essencial para a formação da identidade. Na verdade, devemos deixar claro que o conceito de comunidade é extremamente valorizado nas Escrituras.

Embora entendamos que os princípios da Palavra de Deus não devam ser adaptados convenientemente às convenções e aos padrões humanos, é importante compreender o pensamento reinante a fim de que a proclamação do evangelho seja tornada relevante para as pessoas que vivem neste momento histórico.

COMBATENDO A SOLIDÃO NO NATAL…

COMBATENDO A SOLIDÃO NO NATAL…

Filipense 4.10 “…Fiquei muito alegre porque vocês mostraram de novo o cuidado que têm por mim. Não quero dizer que vocês tivessem deixado de cuidar de mim; é que não tiveram oportunidade de mostrar esse cuidado.

Festas de Natal tendem a ampliar a solidão que sentimos quando estamos separados de nossos entes queridos. Alguns deles estão em outros longes, em outros países ou já faleceram. A ausência deles e a boas lembranças podem causar uma forte solidão.

Paulo estava na prisão em Roma e a igreja da cidade de Filipos enviou uma oferta a ele por mãos de Epafrodito. Ele ficou muito feliz! No meio de sua solidão ele agora tinha um amigo para conversar e um recurso financeiro para suprir.

A Bíblia nos ensina como lidar com a solidão:

1) FOQUE NA NECESSIDADE DE ALGUÉM. A igreja de Filipos focou na necessidade de Paulo. Ficou a necessidade e fez alguma coisa. Por isso, dê uma olhadinha ao seu redor e ache alguém necessitado e busque ajudar. Se proponha a servir alguém. Tome-se os olhos e olhar ao redor. Veja como você pode servir os outros. Somos fortalecidos quando servimos alguém; quando apoiamos os que necessitam.

2) FOQUE NO PROPÓSITO DE DEUS. A igreja de Filipos sabia claramente o propósito que Paulo tinha: ele gostaria que Jesus fosse conhecido por todo o mundo. Paulo sabia de seu propósito e não parou sua vida porque estava em uma prisão. Paulo poderia se magoar, deprimir e murmurar, mas não o fez. Ele seguiu foca em seu propósito e a igreja foi com ele. Por isso, foque nos propósito de Deus em sua vida. Entenda que seus momentos não serão para sempre e sua dor pode ajudar a muitos. Deixe ser usado para os propósitos de Deus na vida de outros nesse Natal. Não se afunde em si mesmo, levante-se e deixe-se ser usado(a) para os propósitos de Deus.

Quando você se sentir sozinho oriento que pare de construir paredes ao seu redor e comece a construir pontes! Em vez de dizer: “Eu me sinto tão solitário(a)”, diga: “Pai, ajuda-me a ser amigo de pessoas que precisam de um amigo. Ajuda-me a ajudar as pessoas que se sentem sozinhos.” Esse é o antídoto para a solidão.

Pergunte a você mesmo: De que maneira poderia servir aos outros neste Natal?Quem eu poderia ajudar neste Natal? Onde posso ser um instrumento para mostrar a Jesus em palavras e ações?

A VISÃO DE DEUS DIANTE DE UM CASAMENTO INFELIZ…

A Visão de Deus Diante de um Casamento Infeliz

David Kornfield

O número de casamentos infelizes está crescendo.  O número de divórcios reflete isso.  Nos Estados Unidos, pesquisadores, como Barna, indicam que a porcentagem de divórcios entre os que se chamam evangélicos é igual a da população de forma geral.  Uma pesquisa Gallup indicou que 10% dos protestantes e 10% dos católicos são divorciados e que 26% dos protestantes e 23% dos católicos já foram divorciados em algum momento.  Mais de um milhão de crianças, nos Estados Unidos, sofrem o divórcio de seus pais a cada ano e mais de 50% das que nascerão este ano experimentarão o divórcio de seus pais antes de completarem 18 anos.  (Veja o Relatório Executivo ao final deste artigo.)

Será que o Brasil seguirá esse rumo?  Será que as igrejas evangélicas andarão nesse caminho?  Afirmamos categoricamente que Deus ama os divorciados, que a igreja deve ser um lugar seguro para eles, oferecer esperança e um contexto apropriado para restaurar suas vidas.  Ao mesmo tempo, se a igreja reflete a sociedade de forma geral quanto ao número de seus membros que procuram o divórcio, temos que admitir que o evangelho perdeu seu poder.  A igreja precisa ser um lugar seguro não apenas para divorciados, mas também para os que acreditam no casamento e estão dispostos a lutar por um casamento saudável.

Por que o casamento é tão importante para Deus?  Por que Ele insiste “que o que Deus uniu, ninguém separe” (Mt 19.6)?  Os propósitos de Deus para o casamento incluem:

·        Revelar a imagem e semelhança d’Ele e os Seus propósitos em nos criar, abrindo um espaço para experimentarmos a comunhão que Ele tem na Trindade (Gn 1.26, 27).

·        Resolver a solidão que aflige o homem desde antes da queda (Gn 2.18).

·        Dar a cada pessoa a oportunidade de formar uma nova família, principalmente para aquele cuja família de origem era disfuncional (Gn 2.24; Mt 19.5, 6; Ef 5.31).

·        Celebrar, no ato sexual, uma intimidade não apenas física, mas emocional e espiritual.  Deus faz questão que esse ato expresse verdadeiro amor, pureza e aliança (pacto), reservando-o, por essa razão, para o casamento (Gn 2.24).

·        Dar-nos alguém com quem podemos ser transparentes, autênticos, sem experimentar vergonha (Gn 2.25).  O desejo d’Ele é que possamos amar e ser amados sem medo, porque o verdadeiro amor expulsa o medo (1 Jo 4.18).

·        Revelar a grandeza do amor de Cristo por nós como sua Noiva, a Igreja (Ef 5.22-32).  A história, de Gênesis a Apocalipse, enfatiza o amor de Jesus por sua Noiva e nós recebemos o privilégio de ser um espelho desse amor.  Sua aliança, Sua fidelidade e Seus propósitos eternos revelam-se no casamento.

Dessa forma, não devemos ficar surpresos ao saber que Satanás empenha todos os seus esforços para acabar com casamentos saudáveis, prejudicando a muitos, tornando essa união numa relação intensamente infeliz para muitas pessoas.  Se Deus, por Sua vez, não fizesse um compromisso de aliança conosco no casamento, não teríamos chances de nos aproximar dos Seus propósitos eternos.  Um casamento saudável é realmente glorioso!  E um infeliz, pode tornar-se num inferno, destruindo não apenas o casal, mas a família, e espalhando essa herança negativa às gerações seguintes.

Débora e eu trabalhamos com restauração de vidas.  Deus nos permitiu fundar o ministério REVER (Restaurando Vidas, Equipando Restauradores).  Aprendemos que as dores das pessoas são reais e devem ser levadas à sério para que sejam restauradas.  Empatia, chorar com os que choram e ajudá-los a desabafar, a liberar a dor e a experimentar Jesus levando essa dor sobre si são partes fundamentais na restauração de pessoas feridas.  Ao mesmo tempo, precisamos entender bem os propósitos de Deus no sofrimento e não nos enganarmos em pensar que a felicidade das pessoas é o supremo alvo da vida ou de nosso ministério.

Tenho conversado com muitas pessoas crentes que experimentam diversos graus de abuso emocional em seus casamentos.  Dizem não agüentar mais.  Querem, de qualquer forma, algum escape, alguma saída.  Isso é preocupante, pois cada um que se divorcia acaba influenciando outros e, se continuar assim, haverá uma epidemia de divórcio na igreja.  Mas algo é ainda mais inquietante: perdemos a visão de Deus para o casamento e não acreditamos quando Ele comunica claramente Seu coração quanto a como agir em casamentos infelizes.  A Bíblia traduz o coração d’Ele nesse sentido em quatro passagens, com os seguintes temas:

·        Mal 2.10, 13-17 – Deus odeia o divórcio e a violência.

·        Mt 19.3-12 – Não devemos nos divorciar a não ser no caso de adultério.

·        1 Co 7.1-17 – Bases bíblicas para o divórcio e novo casamento da parte dos crentes.

·        1 Pe 3.1-9 – Como tratar um cônjuge descrente.

Quando peço que pessoas infelizes leiam esses textos para ouvir a Deus sobre sua situação, muitas simplesmente desprezam a perspectiva bíblica e continuam focalizando a sua dor, seu sofrimento, sua infelicidade.

O mundo, a carne e o diabo juntam-se para nos convencer de que nossa felicidade é o que deve nortear nossas vidas.  Esta crença, e os espíritos atrás dela, enganam o mundo e querem enganar os santos.  A teoria do humanismo exalta o ser humano como um deus, ele é o mais importante.  O espírito do individualismo exalta o indivíduo e sua realização pessoal.  O hedonismo exalta o prazer e o “direito” de orientar a vida pela busca a qualquer preço da felicidade.

Muitas pessoas que sofrem em seus casamentos estão desnorteadas; focalizam mais sua dor que Cristo; preocupam-se mais com seu sofrimento do que em serem fiéis a Ele.  Em parte é compreensível, porque quem sofre muito tende a perder a perspectiva sã e equilibrada.  O problema aprofunda-se quando os pastores destas pessoas se perdem na dor delas também, apoiando-as na procura de sua felicidade através do divórcio.  Essa procura da felicidade perde totalmente de vista as palavras de Jesus, quando disse: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.  Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará” (Mt 10.38, 39).

Precisamos lembrar que o sofrimento é parte natural do chamado cristão.  Somos bem-aventurados quando insultados, perseguidos e caluniados por causa de Jesus (Mt 5.11).  Paulo considerou tudo como lixo, como perda, como esterco para poder realmente conhecer a Cristo.  Ele resume sua visão, dizendo: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte” (Fp 3.10).  Deus e a Bíblia lidam seriamente com o assunto do sofrimento.  Um livro inteiro da Bíblia é dedicado ao sofrimento injusto (Jó), os Salmos expressam com muita honestidade a dor e sofrimento do salmista; 1 Pedro foi escrito especificamente para crentes que sofrem nas mais diversas situações (na sociedade, no emprego e no casamento).  Pedro ressalta que Jesus é nosso exemplo de como enfrentar o sofrimento e que devemos andar em Seus passos (1 Pe 2.21).

Todos sofremos, crentes e não-crentes, doenças, problemas financeiros, morte de alguém querido, assalto, casamento difícil… Como o cristão responde a esse sofrimento pode ou não refletir a glória de Deus e o exemplo de nosso Senhor e Salvador.  Caráter forma-se na fornalha.  Paulo considera que “os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18).  Conheço poucas pessoas que têm sofrido fisicamente tanto quanto minha filha, Karis, que, com uma doença crônica, passou grande parte de sua vida com dor, internada em hospitais e diversas vezes desenganada pelos médicos.  Mas a glória de Deus que vejo nela me emociona.  Quem sofre no casamento tem um convite para esse caminho de glória.  Há também a opção de fugir desse caminho estreito, trocando a glória de Deus por sua própria felicidade.

Lembremos: felicidade e alegria não são sinônimos.  Felicidade é circunstancial, afetada por muitas coisas, como desemprego, dor, conflitos e adversidade.  Alegria é um fruto contínuo do Espírito (Gl 5.22, 23) e uma expressão fundamental do reino de Deus (Rm 14.7).  Saber a diferença  e viver nessa alegria não é algo automático; é um aprendizado.  Paulo aprendeu a adaptar-se e contentar-se em “toda e qualquer circunstância” através da graça de Deus que o fortalecia (Fp 4.11-13).  Deus quer que tenhamos uma alegria que não dependa do nosso cônjuge.  Este não tem o poder de dominar nossos sentimentos.  Nós mesmos é que escolhemos e somos responsáveis por nossas escolhas.  Quando deixamos o nosso cônjuge ter um poder indevido sobre nós, permitimos um tipo de idolatria em nossas vidas que gera uma série de seqüelas, não só para nós, mas também para nossos filhos.

Isso significa que Deus não se importa com nosso sofrimento, que Ele não dá ouvidos ao nosso clamor?  De maneira alguma!  As Escrituras nos falam constantemente do amor, da misericórdia e da compaixão de Deus.  É exatamente por causa do Seu imenso amor que Ele não permite que adotemos práticas que irão nos prejudicar ainda mais.  A pergunta mais pertinente é se nósconfiamos o suficiente n’Ele para acreditar que os Seus mandamentos existem para nosso maior bem-estar, e que o caminho da obediência é o caminho de bênção para nós e para nossos filhos.

Vejamos, rapidamente, o intuito das passagens que falam da visão divina sobre como agirmos em casamentos infelizes.  Iniciemos por 1 Coríntios 7, que fala especificamente a pessoas crentes casadas com descrentes.  Aqui, Deus chama o cônjuge cristão a olhar para o casamento à luz da eternidade.  O alvo não é ser realizado, alegre ou sentir-se bem.  O alvo é a salvação do cônjuge e a santificação dos filhos.  Se o cristão procura o divórcio quando o cônjuge não quer isso, o não-crente terá bastante razão para sentir-se ferido, magoado e amargurado não apenas com o cônjuge, mas também com o Deus dele (e com a igreja que apóia o divórcio, se for o caso).

Quanto aos filhos, alguém pode até achar que eles viverão muito melhor longe do cônjuge não-crente.  Com certeza, se houver violência no lar, uma separação temporária seria indicada.  Mas os efeitos negativos do divórcio nos filhos são bem documentados.  Também existe um impacto sério no mundo espiritual.  Quando Paulo fala que o cristão deve ficar casado para que os filhos sejam santificados (1 Co 7.14), eu entendo que quando um cristão honra a aliança de casamento, obedece a Deus e se comporta com fidelidade e amor num contexto difícil, os filhos ganham uma herança espiritual abençoada que de outra forma não poderiam adquirir.  Se houver a quebra da aliança, o afastamento dos planos de Deus, a procura de sua própria felicidade acima de qualquer coisa, também será transmitida uma herança no mundo espiritual para as crianças, porém, amaldiçoada.

Meus pais e sogros tiveram casamentos bem difíceis.  Sofreram muito.  Mas a herança que eu tenho e a visão que tenho do casamento, de que ele permanece “até que a morte os separe”, fortalece-me tremendamente nos momentos que eu também lido com dificuldades.  Passar esse legado para meus filhos é muito maior do que qualquer dinheiro ou posses que poderíamos deixar.  Não apenas meus filhos, mas a igreja inteira e o mundo, com todo seu desespero, ganham confiança e esperança de que um casamento saudável é possível.  Essa herança alcançará pessoas e gerações muito além da minha família.

1 Coríntios 7 mostra-nos que existe um padrão de comportamento mais elevado para o crente do que para o não-crente.  O não-crente não conhece Jesus, não tem o poder do Espírito Santo, não sente obrigação alguma de evitar o que Deus odeia e não sente nenhuma necessidade de obedecer à Palavra de Deus.  Ele pode divorciar-se.  Paulo diz, porém, que o crente não pode (falaremos de uma exceção que vejo quanto a isso).  O crente não pensa primeiro em si mesmo.  O propósito de Deus ao criar o homem não é a sua auto-realização e sim que ele O glorifique e desfrute do Pai pela eternidade.  O cristão pensa primeiro na glória de Deus e, em segundo lugar, conforme esta passagem, nas conseqüências eternas para seu cônjuge e filhos.

Por incrível que pareça, nas passagens indicadas neste artigo, Jesus, Paulo e Pedro não comentam a felicidade da pessoa num casamento difícil.  Também não mencionam o amor ou a falta do mesmo.  Ao falar de razões justificáveis para o divórcio, estes textos tratam de comportamentos objetivos e visíveis:  o adultério (Mt 19) e o abandono (1 Co 7).  Ainda que, em outro contexto, Jesus fale do adultério que acontece no coração (Mt 5.27-30), em Mateus 19 e 1 Coríntios 7, Jesus e Paulo não estão falando de adultério ou de abandono emocional.  Falam de comportamentos objetivos e visíveis que um tribunal de justiça reconheceria.

Jesus, Paulo e Pedro não fazem alusão de como uma pessoa não-crente trata seu cônjuge.  Não se referem ao abuso físico ou emocional.  O profeta Malaquias sim, indica que Deus odeia o divórcio e a violência (2.16).  Uma pessoa casada com um cônjuge violento deve tomar as medidas necessárias para se proteger, colocando limites saudáveis e afastando-se dele quando agir de forma violenta.  Tanto o livro Limites, de Cloud e Townsend (Editora Vida), como O Amor Tem Que Ser Firme, de James Dobson (Mundo Cristão), dão boas dicas nesse sentido.

Se alguém não consegue se proteger da violência de seu cônjuge, crente ou não-crente, talvez precise separar-se.  Infelizmente, pessoas crentes também podem ser abusivas.  Quase sem exceção, abusadores foram vítimas de abuso no passado, provavelmente na infância.  A igreja e o cônjuge abusado precisam reconhecer isso e procurar uma forma de tratamento para seus problemas.  Ao mesmo tempo, se o abusador for resistente a tratar-se, a prioridade é dar apoio para que o cônjuge e os filhos não continuem a sofrer atos de violência.  A igreja nunca pode estipular que se submeter a qualquer forma de violência seja parte do que significa ser “submisso” dentro de um casamento.  Se o abusador for membro da igreja, é preciso confrontá-lo e corrigi-lo, seguindo os passos de Mateus 18.15-17 que pode, na pior das hipóteses, chegar à disciplina máxima da igreja.  Ela deve ser um lugar seguro, onde pessoas abusadas podem falar a verdade sobre suas vidas e seus relacionamentos e receber a proteção e o apoio necessários.

Existem casos onde uma separação temporária ou até prolongada é indicada.  Mas já que Paulo deixa claro que não deve haver separação, eu entendo que a mesma precisa ser feita sob a perspectiva de reconciliação.  O alvo da separação temporária é a restauração do casamento.  O motivo da separação é a proteção emocional e física da pessoa abusada, visto que, na separação temporária, haverá maiores chances de cura e crescimento da parte de ambos os cônjuges, para que o casamento possa ser restaurado.

Quando um casamento é tão penoso a ponto de um cônjuge agir como se fosse inimigo (sendo ele crente ou não), precisamos voltar às palavras de Jesus sobre como tratar nossos inimigos (Mt 5.43-48; Lc 6.27-36).  Seja debaixo do mesmo teto ou separados, Ele nos ensina pelo menos quatro atitudes em relação a esse cônjuge “inimigo”:

1.      Amá-lo.  Este amor não é um sentimento romântico, mas uma atitude de desejar o melhor para o outro, agindo segundo esse desejo.  Muitas pessoas em casamentos delicados queixam-se de que perderam seu amor pelo cônjuge.  O amorágape indicado aqui vem de Deus; não é natural a nós.  Esse amor se perde apenas se perdermos o vínculo com Deus.  Se perdermos esse amor, nosso problema é maior e diferente do que a falta de um sentimento especial pelo nosso cônjuge.

2.      Orar pela pessoa que nos maltrata, intercedendo por seu arrependimento, para que ela caia em si, encontre a Jesus e O veja em nós.

3.      Fazer o bem para quem nos odeia.  Uma expressão desse “bem” pode ser insistir para que o cônjuge procure aconselhamento ou passe por algum tratamento de restauração como uma condição de continuarem juntos, ou de voltarem a morar juntos, se já estiverem separados.

4.      Abençoar quem nos amaldiçoa.  Precisamos lembrar que pessoas abusadas naturalmente abusam também.  Pessoas feridas naturalmente machucam outras.  José do Egito, abusado por seus irmãos, em sua dor, não percebeu que ele também os machucou profundamente.  Precisamos abençoar nosso cônjuge, pois, do contrário, faremos mal para ele (veja 1 Pe 3.9).

Eu não tenho dúvida de que essas atitudes são impossíveis para qualquer ser humano que dependa apenas de si mesmo.  Precisamos rogar que o Espírito Santo nos encha para amar como apenas Ele pode.  Ora, se até as dicas que Paulo dá para casamentos bons e saudáveis, em Efésios (5.21-31), são baseadas na condição de sermos cheios do Espírito (Ef 5.18), quanto mais num casamento disfuncional ou abusador!

Paulo fala de submissão da esposa ao marido (Ef 5.22-24).  Não é uma submissão cega.  Existem dois níveis de autoridade acima da autoridade humana em nossas vidas: as Sagradas Escrituras e a nossa consciência.  Se, por exemplo, o marido quer forçar sua mulher a fazer algo que ela entende ser contrário ao ensino bíblico ou contra sua consciência, ela deve desobedecê-lo, ao mesmo tempo que demonstra respeito e até aceita possíveis punições.  (Veja o exemplo de Pedro e João que, respeitosamente, desobedeceram os líderes religiosos, em Atos 5.27-42, aceitando as conseqüências.  Essa atitude se tornou famosa através da “desobediência civil”, da parte de grandes líderes, como Gandhi e Martin Luther King.)

Ser maltratado não é algo que necessariamente vai contra nossa consciência.  Pedro dá instruções claras e profundas a escravos cristãos para se submeterem não apenas aos bons e amáveis chefes, mas também aos maus.  Ele elogia o suportar aflições injustas por causa do nome de Cristo ou por fazer o bem.  Chama-os a andar nos passos de Jesus que “quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças” (1 Pe 2.18-23a).  Após descrever todo o contexto do escravo e de como Jesus agüentou ser maltratado, Pedro inicia tanto as instruções para a esposa, como para o marido no capítulo seguinte, com as palavras “Do mesmo modo” (1 Pe 3.1, 7).  Ele orienta como agir quando somos maltratados pelo governo (1 Pe 2.13-17) ou no trabalho (1 Pe 2.18-21); essas orientações se aplicam aos maus-tratos ou abuso no casamento.  Ao mesmo tempo, como já mencionado, isso tem seus limites.  Se a saúde física, a vida da pessoa ou a saúde emocional estiverem ameaçadas, uma separação temporária seria indicada.

Retomando o ensino bíblico para casamentos em crise, Jesus enfatiza que o que Deus uniu, ninguém deve separar (Mt 19.6).  A aliança do casamento se dá entre três pessoas: Deus, um homem e uma mulher.  Em primeiro lugar, divórcio vai contra a natureza de Deus, contra o caráter d’Ele, contra demonstrar que somos parte de um povo fiel que cumpre Sua palavra e mantém Sua aliança.  Não deve nos surpreender que Deus odeie o divórcio.

Quando o crente toma a iniciativa para se divorciar, age como um não-crente, não acredita que Deus sabe melhor do que ele, não se submete a obedecer Sua Palavra, escolhe fazer o que Deus odeia e, provavelmente, afasta seu cônjuge ainda mais da presença do Deus Eterno.  Paulo ensina que, sendo paciente e perseverando no casamento, poderemos ver uma de duas coisas: o cônjuge arrepender-se ou arrebentar-se.  No primeiro caso, salvamos nosso cônjuge e o casamento e resgatamos algo imensuravelmente precioso para nossos filhos.  No segundo caso, se o não-crente optar por sair do casamento ou adulterar, ele nos libera dessa aliança, dando-nos até a opção de casar novamente (1 Co 7 e Mt 19).

O que fazer se o cônjuge não-crente ou abusador nunca se arrepende e muda, mas permanece dentro do casamento?  Isso talvez seja o maior medo dos cristãos que sofrem em casamentos infelizes.  Ainda se for necessário se separarem por motivos de abuso, eles devem continuar com as atitudes indicadas sobre nossos “inimigos”.  Alguém que está num estado prolongado de separação pode perguntar “nunca poderei me casar de novo e ser feliz?”  Eu entendo que Jesus menciona esse assunto de forma indireta, em seu ensino em Mateus 19.  Quando os discípulos acham que a visão de Jesus para o casamento é pura utopia, ele responde: “Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado.  Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus.  Quem puder aceitar isso, aceite.”  (vv. 11, 12).

Eu enxergo que alguns se fazem eunucos (celibato) por causa do Reino, optando por não entrar na felicidade de um novo casamento porque seus olhos estão fixos em Jesus e Seus propósitos eternos.  Aguardando a salvação do cônjuge, entregam suas vidas para Jesus (incluindo suas vidas sexuais), agindo, assim, como verdadeiros discípulos ou filhos de Deus.  Isso implica evitar intimidade e qualquer situação que possa levá-los a se envolver emocional ou fisicamente com o sexo oposto.  Se, por motivos da violência do cônjuge, um cristão precisa ficar separado fisicamente dele, deve assumir a atitude que Paulo relata no final de 1 Coríntios 7, sobre dedicar-se a Jesus com toda sua energia e tempo, como se fosse solteiro.  Ao mesmo tempo, ele precisa ter o cuidado de não deixar o ministério ser um motivo para se afastar das quatro atitudes já indicadas, sobre como se relacionar com seus inimigos.

Seria um pecado a igreja ou um líder pastoral apenas apontar tudo isso e dizer que vai orar pela pessoa que sofre num casamento complicado.  Fé sem obras é morta (veja Tg 2.14-17).  A igreja precisa oferecer diversas formas de ajuda para essa pessoa.  As três principais são:

1.      Grupos familiares, um contexto onde a pessoa abusada pode experimentar um lugar seguro, um ambiente familiar saudável e aprender, se não sabe ainda, como relacionar-se de forma sadia.

2.      Grupos de apoio compostos especificamente de pessoas com problemas que não conseguem resolver.  Aqui ela encontra companheiros de jugo, um lugar onde pode ser realmente honesta, transparente e autêntica em seus altos e baixos, e um contexto no qual tratar seus próprios problemas emocionais.  (Veja meus livros Aprofundando a Cura Interior através de Grupos de Apoio, Volumes 1 e 2, Editora Sepal.  Veja também o livro de Débora, Vítima, Sobrevivente, Vencedor. Perspectivas sobre Abuso Sexual, Editora Sepal, que orienta como montar um grupo de apoio para vítimas de abuso.)

3.      Casais apoiadores.  Estudos feitos nos Estados Unidos (que são citados no site, indicado no relatório ao final deste artigo) demonstram que a porcentagem de divórcios caiu de forma marcante e visível não apenas em uma igreja, mas em cidades inteiras, onde casais saudáveis e capacitados adotaram e acompanharam casais com dificuldades.

A igreja precisa acordar, erguer-se e ser eficaz em resgatar casamentos em crise.  Precisamos parar de oferecer apenas “curativos” para pessoas que sofrem de câncer no seu casamento, e dar apoio, esperança e formas práticas para que elas passem de vítimas a sobreviventes e vencedoras.  Quando um cristão se divorcia do seu cônjuge, de alguma forma muito profunda, está comunicando que falhou na relação mais fundamental de sua vida.  Mas ele não falhou sozinho.  A igreja precisa reconhecer que também falhou ao não dar o apoio, o conselho e a ajuda necessários.

Se a igreja oferecer tudo isso e o crente ainda decidir divorciar-se, resta ainda um passo difícil do “amor que tem que ser firme”, um passo que muitas igrejas hoje em dia não têm coragem ou integridade para tomar.  Quando uma pessoa decide violar consciente e abertamente o ensino bíblico, os passos de confronto e disciplina em Mateus 18.15-17 devem ser seguidos.  Como podemos dizer que levamos o casamento a sério se passamos a mão na cabeça de pessoas que optam em, explicitamente, desobedecer o ensino bíblico nesta área?  Em nome de enxergá-las como vítimas, coitadas, doloridas, feridas e não sei quantas outras coisas, apoiaremos a desobediência explícita à Palavra de Deus?  Se fizermos isso, abandonamos tanto o amor verdadeiro, como a autoridade das Escrituras.  Desafio a igreja a erguer-se, tanto no consolo, aconselhamento e apoio verdadeiro, como em defender o ensino e a prática da visão bíblica do casamento.

Resumindo, Deus tem uma visão gloriosa da aliança do casamento que demonstra Seu caráter e propósitos divinos.  O cristão casado com uma pessoa difícil ou abusadora precisa manter essa visão.  Seu alvo deve ser glorificar a Deus e amar seu cônjuge com a esperança de ver a sua salvação e a salvação de seus filhos.  A igreja deve apoiar de forma palpável na procura de restauração de seu casamento, incluindo ensino bíblico e disciplina, se for necessário.  Se alguém precisa separar-se para proteger-se da violência, isso deve ser um passo temporário com vistas à restauração do casamento.  Dentro ou fora da mesma casa, devemos amar nosso cônjuge, orar por ele, fazer o bem a ele e abençoá-lo.  Nosso supremo alvo não é a nossa realização ou felicidade, mas glorificar a Deus e desfrutar d’Ele para sempre.

Perguntas de reflexão

1.      Como você pode realmente cuidar bem de si mesmo para ter os recursos espirituais e emocionais que precisa a fim de continuar com este cônjuge da forma que glorifica a Deus?

2.      Você tem o apoio de que precisa?  Como poderia ter mais apoio?

3.      O que Deus está falando ao seu coração através deste artigo?  O que você pretende fazer baseado nisso?

 

 

CRISTO, O INCOMPARÁVEL…

CRISTO, O INCOMPARÁVEL!

Dr. John Haggai

“Aquele que vem do alto está acima de todos. Cristo O Incomparável.
Quem é esse Cristo de que falo?
Os personagens de destaque na história perdem sua importância na presença do Incomparável Cristo.

Ele é a Coroa do Universo. O Cumprimento das profecias. O Salvador do mundo.
Cristo sobrepuja a todos.

Ele é a Vox Humana em toda a música e a estática em toda a escultura.

Ele é a mistura mais aprimorada de luz e sombra em toda a pintura.

Ele é o ápice da realização em qualquer empreendimento.

Paro o artista Ele é o supra-sumo da Beleza; para o arquiteto, a Pedra Fundamental.
Para o astrônomo Ele é a Estrela da Manhã; para o padeiro, o Pão da Vida.
Para o biólogo Ele é a Vida; para o construtor, o Alicerce Seguro.
Para o carpinteiro Ele é a Porta; para o médico, o Médico dos Médicos.
Para o educador Ele é o grande Mestre, para o engenheiro, o Caminho Novo e Vivo.
Para o geólogo Ele é a Rocha Eterna, para o escritor, a Palavra Viva.
Para o fazendeiro Ele é o semeador, o Senhor da Colheita; para o floricultor, A Rosa de Sarom e Lírio do Vale.
Para o paisagista Ele é a Videira Verdadeira; para o juiz, o Justo Juiz de toda humanidade.
Para o jornalista Ele é Boas Novas de grande alegria; para o filósofo, a Sabedoria Divina.
Para o pregador Ele é a Palavra de Deus; para o estadista, o Desejo de Todas as Nações.
Para o trabalhador Ele é o Provedor de descanso; para o pecador, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Para o cristão Ele é O Filho do Deus Vivo, O Salvador, O Redentor e Senhor.
Para o discípulo Ele é o Comandante Geral que nos dá ordens com clareza incondicional e inconfundível.
ELE É CRISTO, O INCOMPARÁVEL!”

ABRACE OS MOMENTOS DA VIDA…

ABRACE OS MOMENTOS DA VIDA…

Salmo 23.6

“Bondade e misericórdia certamente me seguirão TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.”

Abrace os momentos da vida. O sorriso da criança, a brincadeira, a conversa, a flor que nasce. Talvez registre com qualquer câmera. Viva o momento. Acredite: a vida passa pelos momentos. Por isso inspire-se nos momentos. Para isso é necessário percebê-los. Receba as interrupções (problemas, lutas, dores, dificuldades, reveses, tribulações etc) como oportunidade de Deus para experimentar outros momentos que o levarão para os melhores de Deus na vida. Viva na graça de Deus e em sua presença esse momento.

O QUE O DINHEIRO COMPRA E NÃO COMPRA…

O QUE O DINHEIRO COMPRA E O QUE ELE NÃO COMPRA…

O dinheiro compra um bom plano de saúde, mas não compra a saúde.

O dinheiro compra o melhor método educacional e a melhor escola, mas não compra a sabedoria, a inteligência, a capacidade de discernimento.

O dinheiro compra uma casa confortável, mas não compra um lar.

O dinheiro compra os melhores colchões, mas não compra o sono…o descanso.

O dinheiro compra bons divãs e terapias, mas não compra a paz e a tranqüilidade.

O dinheiro compra festas, bailes, bebidas, mas não compra alegria e o contentamento.

O dinheiro compra “virgindade” e prazer, mas não compra amor e intimidade.

O dinheiro compra votos, mas não compra ética.

O dinheiro compra uma boa defesa jurídica, mas não compra a consciência limpa.

O dinheiro compra a terra, mas não compra o céu.

O dinheiro compra supostamente tudo o que é material e visível, mas não compra valores, princípios e a espiritualidade.

Por isso medite:

“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1Timóteo 6. 10)

“Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês.” (Mateus 6. 19-21)

“Eu vim (Jesus) para que tenham vida, e a tenham em abundância” ( João 10.10)

COMO EXPERIMENTAR DEUS EM SUA VIDA

COMO EXPERIMENTAR DEUS EM SUA VIDA…

1. Ame a Ele de todo o teu coração, alma, força e entendimento. Faça de DEle
o centro, o alvo, o foco e o meio da vida. Faça TUDO para Sua glória. Desenvolva uma vida de oração e intimidade com Ele.

2. Ame as  pessoas sem preconceito de cor, sexo, preferencias, religião, cultura, padrão social ou econômico. Ame as crianças, adolescentes, jovens, adultos e senhores. Amar é agir; fazer algo; servir; se dispor. Aprende-se amar, amando. O relacionamento com Deus é real por meio do envolvimento com pessoas.

3. Medite na Palavra de Deus. Meditar é diferente de ler. Meditar é refletir sobre o que se leu; é despender tempo para observar a passagem; é pegar as palavras, frases do texto e analisá-la repetidamente em sua mente, olhando para ela de diferentes perspectivas, fazendo muitas perguntas sobre a mesma, aplicando-a a diferentes aspectos em sua vida e fazendo analogias dela em sua mente.

4. Ore por você. Ore pela mudança e transformação do seu próprio coração. Ore na mesma linha do salmista:  “Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça”.

5. Confesse seus pecados! Chame pecado de pecado. É o pecado que separa você de Deus e faz com que você perca sua afeição a Ele. Não tente esconder de Deus as intenções de seu coração e nem suas atitudes pecaminosas. Achegue-se diária  e constantemente diante do Deus Santo para viver uma vida diária pura.

6. Aprenda a ter em Deus sua única fonte de felicidade. Aprenda a transpor suas alegrias nas coisas naturais para a alegria em Deus. Você pode se alegrar em sua família, trabalho, recursos, viagens, comida, hobbies etc. Transfira toda essa alegria da vida com um um grande “muito obrigado, Pai”. Reconheça que Ele é a fonte de sua alegria, contentamento, felicidade e paz. Entenda que tudo o que é deleitoso nessa vida é a expressão do constante amor, bondade e cuidado que Ele tem por você

7. Não abandone sua fé nEle por causa de sua dor ou sofrimento. Deus é bom mesmo quando tudo está ruim. Ele é soberano e amoroso e tem o melhor em sua vida. Depois da dor você não será o mesmo. Persevere! Nada nessa vida é comparado ao melhor que Deus tem para você na eternidade!

8. Aprenda a ir, buscar, interagir e desfrutar das PROMESSAS de Deus. Encontre promessas particulares e específicas na Bíblia. Paulo diz em Romanos 15:13, “ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé…”, ele está apontando que a alegria e paz surgem à medida que confiamos nas preciosas e grandes promessas de Deus. Portanto, faça essas buscas específicas pelas promessas e as mantenhas em sua mente, concentrando-se nelas no decorrer do dia.

9.  Observe as pessoas que andam com Deus. Esteja com elas. Aproxime-se delas para ouvi-las, orar e receber de suas experiências.

10. Leia! Leia livros que inspire sua caminhada com Deus. Leia biografias cuja as pessoas são centradas em Deus. As lutas e as vitórias de cristãos que conheceram a grandeza e a glória de Deus são muito cativantes e despertadoras.

11. Use com equilíbrio, critério e bom senso o entretenimento como: TV, internet, smartphones, jogos etc. Tudo isso pode entorpecer espiritualmente  sua mente. Você pode se tornar insensível a Deus  e incapaz de uma experiência profunda com Ele pelo excesso de tempo gasto com futilidade e banalidade.

Cuide de sua alma! Deixe seu coração ser tomado por Deus. Esse é o caminho para a verdadeira vida.

AO ORAR…

AO ORAR…

Quando você orar não pense que Deus está desinformado de sua vida ou do mundo que lhe cerca. Também não pense que Ele desconhece suas lutas e dores ou que ainda esteja inerte  e que sua oração seja o meio que o colocará no trilho da ação. Pelo contrario, ore para que sua fé e confiança nEle cresça; para que aquilo que você ouve da Palavra, especialmente as promessas sejam vivas em seu viver. Ore para tranquilizar seu coração e abafar toda a incredulidade que o deixa ansioso. Ore para que sua esperança, desejos, vontades, interesses e expectativas, sobre tudo e todos estejam entregues nas mãos daquele aquem você chama de Deus, Senhor e Pai.

ECLESIASTES – 1 – BUSCANDO A RAZÃO DA VIDA – 1.1-18

BUSCANDO A RAZÃO DA VIDA

 POR QUE ESTOU AQUI?

Eclesiastes 1-1-18

1 – Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém:

2 – Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

3 – Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

4 – Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.

5 – Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo.

6 – O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos.

7 – Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.

8 – Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir.

9 – O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.

10 – Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.

11 – Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas.

12 – Eu, o Pregador, venho sendo rei de Israel, em Jerusalém.

13 – Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir.

14 – Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.

15 – Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular.

16 – Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.

17 – Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento.

18 – Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza

             A Bíblia, como livro de Deus tem respostas as mais freqüentes perguntas existenciais feitas pelo ser humano: “Quem sou eu?”, “De onde vim?”,  “Por que estou aqui?”,  “O que devo fazer?” e  “Para onde vou?”

O livro de Eclesiastes certamente ajuda dando respostas a essas questões. Daí ser um livro extremamente digno de um estudo cuidadoso.

O livro de Eclesiastes é um fascínio para muitos. Não é um livro que se deve ignorar. Ele é de extremo valor especialmente para aqueles que estão buscando descobrir a razão de viver. Pessoas que levam a sério a vida. Nessa sociedade permissiva, hedonista e materialista, há uma grande necessidade de compreender os princípios ensinados no livro.O autor revela a futilidade da vida sem Deus e não tem medo de trazê-Lo para a dinâmica da vida. Na verdade, ele o faz, porque entende a relação entre compreender os princípios do Deus Criador e a forma de se viver da criatura.

Talvez a maior contribuição do livro seja expor acertos, erros, observações e análises da vida por um homem idoso: Salomão, o autor do livro,  e suas implicações para o leitor, especialmente os jovens. O conteúdo de Eclesiastes formam um conjunto de princípios (implícitos e explícitos) que ensina nas entrelinhas o modo de viver bem a vida, não deixando de expor sempre que “tudo é vão” se Deus não estiver nela.

E por quê o livro é importante? A melhor resposta é dada por Paulo em Romanos 15.4   “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.”

            Na visão do Espírito Santo através de Paulo, todo o conteúdo escrito do Antigo Testamento visa o ensino do cristão. Tudo nele foca em um melhor aprendizado e desenvolvimento na árdua tarefa de caminhar na fé em Cristo Jesus.  As biografias, histórias, relatos, experiências e ensinos práticos  somatizam num estímulo a fé, a confiança, a dependência e a esperança em Deus. É nessa autoridade do Antigo Testamento que todos somos “consolados” no meio das diversas lutas, dores e provações e por elas mantemos o coração cheios de “esperança” em Deus. Assim, o livro de Eclesiastes também compõem o conteúdo de Deus inspirar aprendizado, consolo e esperança. Não estudá-lo seria uma tremenda defasagem na jornada espiritual.

NOME DO LIVRO

Na Bíblia hebraica, o livro de Eclesiastes é chamado de “Qohélet”, que significa que “as palavras do pregador” (1.1). O termo sugere alguém que fala a uma assembléia, e que se torna um eclesiástico ou pregador. Os tradutores da versão da Septuaginta (http://pt.wikipedia.org/wiki/Septuaginta) chamaram o livro “Ekklesiastes”,  derivado da palavra “ekklesia”, “assembléia”. Assim “Ekklesiastes” é  “aquele que fala a assembléia” , ou seja, a um grupo de pessoas.

O livro contém “pregos” . Nele as palavras do sábio são dadas para “picar” o pensamento: “As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor.” (12.11). O propósito desses “pregos”é ancorar e fixar as verdades na vida. Há várias declarações em Eclesiastes que mechem com o pensamento e diversas orientações que oferecem estabilidade e direção a vida.

AUTORIA E DATA

“…filho de Davi, rei em Jerusalém “ (1.1)
A tradição judaica e cristã atribui o livro a Salomão.  Escrito por volta de 945a.C. O autor se identifica apenas como “filho de Davi, rei em Jerusalém ” (1.1). Há diversas referências internas que apontam para a autoria de Salomão: o conceito de sua sabedoria (1.16 /conferir com 1 Reis 3.12); suas atividades de construção (2.4-6/ conferir com 1 Reis 7.1-12); sua riqueza (2.7-9/ conferir com 2 Crônicas 9.13.28)
A MENSAGEM DO LIVRO

O livro tem uma tônica só: mostrar a futilidade da vida sem Deus,repetindo diversas vezes: “tudo é vaidade…debaixo do sol”. A palavra”vaidade” ocorre 35 vezes em 29 versos. O termo  significa “futilidade, inutilidade, nada”. A frase: “debaixo do sol” ocorre 29 vezes em 27 versos,  que sugere a vida “a partir de um ponto de vista terreno”. O livro ilustra a futilidade da vida quando se olha exclusivamente a partir de uma perspectiva terrena. Em1.2 Salomão diz que  “Vaidade de vaidade … Vaidade de vaidade, tudo é vaidade”. Tudo é fútil, inútil, sem sentido! Naturalmente, esta vaidade pertence a “vida debaixo do sol”.

Salomão externa que o sentido da vida não é encontrado em experimentar e vivenciar as coisas objetivas, visíveis, palpáveis e palatáveis desse mundo. Antes, o sentido da vida transcende o visível sendo plenamente satisfeito em entender, obedecer e servir o Criador do mundo.
UM PROBLEMA A RESOLVER

 “Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho no que se afadiga debaixo do sol? “ (1.3)
Esta é a questão que o PREGADOR procurou responder. Existe algum valor ou lucro para todas as coisas que fazemos nessa terra? Se o nosso trabalho não tem sentido na medida em que esta vida é sem razão, o que podemos fazer?  Salomão responde essas questões a partir de sua 1) experiência pessoal; 2) das observações pessoais; 3) das atitudes baseada na sabedoria e inspiração que Deus lhe deu. Salomão responde essa pergunta de 1.3 da seguinte maneira:

1. A FUTILIDADE NOS CICLOS DA VIDA
   1.1 – Nada parece MUDAR – 1:4-7

          4 – Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.

          5 – Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, onde nasce de novo.

         6 – O vento vai para o sul e faz o seu giro para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus         

               circuitos.

         7 – Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles     

               a correr.

 

A terra parece ser habitada para sempre e os homens em todas as gerações estão sempre a “ir” e “vir”. O sol é constante na sua posição e função na criação. Os ventos continuam o seu ciclo de giro. O ciclo da água, visto pelos rios que correm para o mar e, em seguida através da evaporação e pela queda das chuvas, as águas voltam para os rios novamente.Olhando para a natureza, parece que nada muda, ele vive em círculos e continua a mesma.

Salomão demonstra que a vida tem uma “mesmice”, uma rotina que não se pode discutir. A “mesmice” da vida é real como o que se vê na natureza. Não adianta lutar contra ela. A “rotina” existe no ciclo da vida: nasce, cresce, desenvolve, frutifica e morre. Ninguém escapa! A ciclos na vida como há ciclos na natureza. O fato é que nada parece mudar. Observar isso é algo deprimente e com uma conclusão sumária: “tudo é vão.


1.2 –  Nada parece SATISFAZER
– 1:8

             8 – Todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se      

             enchem os ouvidos de ouvir.

Após o ciclo da natureza, Salomão expõe a “mesmice” do ciclo dos sentidos humanos, expondo a visão e a audição. Uma exceção é observada: que olhos e ouvidos nunca se satisfazem. Sempre estão prontos a mais.

Assim, apesar de todos os trabalhos, o homem nunca está verdadeiramente  satisfeito. A satisfação que pensa que têm é  algo apenas aparente e fugaz. Com o tempo logo desejam outras coisas. Querem outra casa, outro carro, outro armário de cozinha, outros móveis, outro emprego, outro celular, etc. Esse descontentamento e insatisfação repassa também para os relacionamentos. Muitos querem outros amigos, cônjuges etc. A busca nunca para; o desejo nunca é saciado; a vontade nunca cala. Nada pode satisfazer um coração insatisfeito. Essa é a tônica de Salomão no verso 8.

   1.3 –  Nada é NOVO debaixo do sol – 1:9-11

             9 – O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.

           10 – Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.

           11 – Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória      

           entre os que hão de vir depois delas.

A terceira observação de Salomão é quanto a busca incessante pelo “novo”, pelo “moderno”, pelo “nunca visto”. Salomão conclui que o que será feito é o que tem sido feito.  A análise simples sumariza assim: o pensamento de ser novo é uma redescoberta e adequação do que ocorreu ontem. Alguém diria: “Mas, e os nossos avanços tecnológicos modernos?” A resposta seria: alguém já decifrou em estudo científico a tecnologia existente para se erguer as pirâmides do Egito? Toda a aplicação da engenharia moderna precisa rememorar e refazer em estudo os conceitos da história da engenharia civil. O ontem serve de base para o hoje. Na verdade, as civilizações futuras apenas “reaquecem” as descobertas passadas. O avanço do hoje é fruto do redescobrir, ampliar e expandir os conceitos de ontem. A melhora é sempre um reestudo e uma melhor adequação para o hoje. O que não deixa de ser algo também cíclico e vão.
2. A FUTILIDADE DA SABEDORIA HUMANA – 1.12-18 – (1º experiência) 

 

    2.1 – Salomão BUSCOU a sabedoria – 12-15

            12 – Eu, o Pregador, venho sendo rei de Israel, em Jerusalém.

            13 – Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu;      

           este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir.

           14 – Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.

           15 – Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular.

             Salomão era rei de Israel em Jerusalém. Deus lhe deu uma tremenda sabedoria para lidar com questões da vida. Observe o textos

abaixo.

1 Reis 3:5-14;

5   Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê.

 6   Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê.

7   Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me.

8   Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar.

9   Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?

10   Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa.

11   Disse-lhe Deus: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo;

12   eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá.

13   Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias.

14   Se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, prolongarei os teus dias.

 1 Reis 4:29-34 

29   Deu também Deus a Salomão sabedoria, grandíssimo entendimento e larga inteligência como a areia que está na praia do mar.

30   Era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.

31   Era mais sábio do que todos os homens, mais sábio do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol; e correu a sua fama por todas as nações em redor.

32   Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.

33   Discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes.

34   De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.

              Salomão levou a sério a sabedoria recebida. Ele determinou  usar tudo o que recebeu para pesquisar o que foi feito “debaixo do céu”. Uma tarefa que ele entendeu que Deus tinha dado a todos os homens. Na verdade, ele sabia que tinha sido especialmente equipado para isso. Ao resumir suas descobertas, Salomão conclui que “tudo é vaidade” e pouco se pode fazer para que haja mudanças significativas.

2.2 – Salomão RECEBEU a sabedoria – 16-17a

16 – Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.

17 – Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia;

Salomão reconheceu que Deus lhe deu sabedoria. Ele reconheceu a grandeza e a sabedoria que ele tinha atingido em resposta direta a sua oração. Quanto a vida pode mudar pelo simples fato de perceber uma necessidade e buscar em oração a Deus por sabedoria. Tiago nos ensina: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tiago 1.5).

2.3 – Salomão reconheceu a LIMITAÇÃO da sabedoria  – 17b-18

17b –  vim a saber que também isto é correr atrás do vento.

18 – Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza

Salomão conclui que a sabedoria meramente humana é inútil. Saber filosofia, ler todos os clássicos gregos, dominar o pensamento de grandes filósofos, estudar toda ciência natural e despender horas e horas em livros buscando simplesmente conhecer e dominar algo em busca da razão da vida, é pura “vaidade”. Salomão percebeu que essa sabedoria era como agarrar o vento. Ele descobriu que acúmulo de conhecimento não significa sabedoria para a vida. Na verdade o conhecimento proporcionar muita tristeza e frustração.

E o que poderíamos dizer sobre nossa vida hoje, quando há uma sobrecarga de informações. Muita gente sabendo muito e não aprendendo nada. Pessoas que são afligidas pelo conhecimento e pela busca dele. Aprendem muito para depois descobrir que o ensino não trouxe soluções práticas para vida. O que gera, sem dúvida, muita frustração.

A sabedoria não é uma má ferramenta. Na verdade é extremamente útil para a vida. Por vezes não responde tudo, e nem é o seu propósito dar todas as respostas. O problema é quando a sabedoria tenta sobrepujar o mistério da fé e confiança no Senhor, ou ainda, tenta nos levar fora dos limites da simplicidade, humildade e limitação. A sabedoria é útil quando usada para os propósitos de Deus (na verdade a verdadeira sabedoria vem dEle – Provérbios 1.7), mas quando foge de seu alvo, o final é sempre agonia, depressão e frustração. Não temos respostas para tudo, ainda que sejamos os mais sábios e entendidos. Essa é a questão sufocante nas palavras de Salomão.
A sabedoria que busca compreender a vida, mas deixa Deus de fora   dela, é o bom embalado na capa do mal. A sabedoria sem Deus é a certeza que só se “agarrará o vento”. Por isso se faz necessário as verdades ensinadas por Paulo: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção,  para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” (1 Coríntios 1:30,31). É em Cristo que a vida toma significado. Em Jesus temos nossa busca de sentido realizada. Ele é a sabedoria que Salomão não encontrou ao observar a natureza, os sentidos humanos e as novidades. Jesus é tudo o que o homem precisa porque Ele representa toda a expectativas humana. Ele estava com o Pai e se tornou real como um ser humano tornando-se a resposta de Deus para tudo o que se procura na vida. É nEle que está a “glória da vida”. É nEle que se descobre o viver. É nEle que se reata o simples e complexo. É nEle que o homem volta a sua dotação intelectual, emocional e espiritual. É só nEle e por Ele. Ele é o eleito de Deus para achar-se o que procura.

Venha a Jesus e encontre a razão de viver a resposta da razão de sua existência. É nEle e por Ele! Você já aceitou e obedeceu a verdadeira sabedoria de Deus, Jesus Cristo, Aquele  que dá significado e propósito para a sua vida?

FAÇA TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS!

FAÇA TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS!

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

 1 Coríntios 10:31

Para…
Um bom RELACIONAMENTO…fale, converse, aja, reaja, faça, espere, ria, chore, ame, perdoe, abrace…namore, case…etc..para a glória de Deus!
Uma boa DIETA…coma… para a glória de Deus!
Uma boa SAÚDE…durma, pratique esporte, “malhe”… para a glória de Deus!
Um bom ENTRETENIMENTO…assista a TV, leia os jornais, navegue nos sites, click, curta, assista filmes, videos, etc…para a glória de Deus!
Uma boa DIREÇÃO…dirija para a glória de Deus!
Um bom DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO…compre, gaste, poupe, doe, reparta para a glória de Deus!
Uma boa EDUCAÇÃO…estude, concentre-se, leia, escreva, redija, ensine etc… para a glória de Deus!
Um bom TRABALHO…esforce, coopere, faça bem feito a tarefa, dedique-se etc…para a glória de Deus!

Faça tudo…tudo…tudo…tudo…tudo e mais tudo… com um só pensamento: PARA A GLÓRIA DE DEUS! O resultado final: Você encontrará alegria, paz e prazer em viver.

“DEUS, SOMENTE DEUS!”

“DEUS, SOMENTE DEUS!”

O personagem principal da Bíblia é Deus. O maior mandamento da Bíblia é amar a Deus. O mais alto privilégio que um homem pode ter é conhecer a Deus. Os homens, por outro lado, tendem a ficar preocupados com “religião”, mas raramente pensam naquele que deveria ser a fonte e a meta da religião. É impossível ressaltar demais a importância de conhecer a Deus. Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). O conhecimento de Deus é o começo da sabedoria (Provérbios 9:10). Numerosos textos salientam a importância de conhecer a Deus: Oséias 4:1; 6:6; Jeremias 9:23-24; Colossenses 1:9-10; 1 Coríntios 15:34; 2 Tessalonicenses 1:7-8; etc.

Há limitações em nosso esforço para conhecer a Deus. Os homens não podem ver a face de Deus (Êxodo 33:18-23). Isto significa que o homem não somente não pode enxergar a aparência física de Deus, mas significa também que nesta vida jamais poderemos totalmente conhecer a Deus. “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11:33). Nossas limitações, contudo, não deverão impedir-nos de conhecer a Deus o quanto pudermos.

Deus nos contou nas Escrituras suas muitas qualidades:

1. Deus é eterno. “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmo 90:2). “Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém” (Judas 25). É difícil até mesmo imaginar um ser que sempre existiu e sempre existirá, eterno e imutável. Tudo o mais teve um começo, terá um fim e sempre está mudando.

2. Deus tudo sabe. As perguntas de Deus a Jó, em Jó 38-39, mostraram a imensa diferença entre o entendimento dos homens e sua própria infinita sabedoria. Às vezes, a sabedoria de Deus é tão mais alta do que a nossa que, realmente, ela parece-nos loucura (1 Coríntios 1). Nestes casos é essencial confiar na sabedoria de Deus. Nós, como meras criaturas, não temos nenhum direito de desafiar a vontade de Deus.

3. Deus tem todo o poder. Ele é, freqüentemente, descrito como “Todo-poderoso”. Que grande e espantoso Deus! Deus impera sobre tudo. “Sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio” (Salmo 100:3). Esta é a razão mais fundamental para obedecer a Deus. Ele nos possui; ele tem o direito de mandar e imperar.

Deus revelou-se por suas ações. A própria criação mostra a grandeza e a magnificência de Deus. Nosso sol é um dos 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia da Via Láctea. Há cerca de 100 bilhões de galáxias, de acordo com as estimativas recentes. Nossa galáxia tem a largura de cerca de 100 mil anos-luz. Um ano-luz mede cerca de 9 trilhões de quilômetros. A distância média entre galáxias vizinhas é de 10 milhões de anos-luz. A magnitude da criação está absolutamente além de nossa compreensão. A libertação, por Deus, de seu povo do Egito também o revelou. Quando Moisés e Arão se aproximaram, pela primeira vez, do Faraó, que era provavelmente o mais poderoso homem do mundo, com a ordem de Deus para que deixasse os israelitas saírem, ele reagiu com desprezo: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz, e deixe ir a Israel?” (Êxodo 5:2). Deus respondeu à pergunta do Faraó com um curso em dez lições. Quando se completou a décima praga, os egípcios imploraram aos israelitas que saíssem. O poder do monarca da mais poderosa nação da terra era nada diante de Deus.

Deus nos deu retratos seus nas Escrituras. O livro de Êxodo, Isaías, Ezequiel, Daniel, Zacarias, e Apocalipse nos dão uma visão gloriosa de Deus. Jesus manifestou a glória de Deus  em Mateus 17. Se pelo menos pudéssemos ver Deus (não o podemos) conforme a Bíblia apresenta, com certeza  nossas vidas seriam profundamente afetadas.

Abramos nossas mentes para entender Deus e nossas vidas não serão a  mesma. Quem estuda e pensa em Deus adquiri a verdadeira forma de viver.

AOS MESTRES…

AOS MESTRES…
Os mestres (professor e professora) são os maiores líderes da história, porque na rotina da sala aula, no anonimato, fizeram a diferença. Esses (alguns anônimos) através do ensino, conseguiram influenciar vidas, despertando habilidades e vocações. Foram vozes silenciosas para os que não acreditavam em ninguém e nem e si mesmos. Mas através de sua perseverança, apontaram o caminho do saber aos alunos e não descansaram até que esses aprendessem seus conteúdos e sobre vida.

O melhor a se dizer dos professores não é necessariamente, ainda que importe, as disciplinas que deram, mas as pessoas que foram. Por vezes agiram como amigos(as), pais e mães, e competentes terapeutas. Através de seus conteúdos de ensino incentivaram e transformaram vidas. E vidas, não tem preço; vidas é paixão! É por isso que alguns não desistiram mesmo em meio a insignificância de seus salários e o não reconhecimento de seu árduo trabalho, porque entendiam que não estão numa função, mas numa missão.

Cito aqui, o exemplo e minha gratidão a professora (que não recordo o nome) que foi até a minha casa e insistiu para que fizesse as provas de recuperação (eu queria para de estudar para trabalhar) quando ainda estava no 8a série do antigo “primeiro grau”. Graças a ela, dei um salto para o antigo “segundo grau” e muita coisa mudou na minha vida por essa professora anônima. Quem faria isso? Apenas alguém comprometido com o que sabe que é e que faz.

A todos os mestres minha gratidão por sua forte influência. Vocês conseguiram com se ensino, exemplo, propósito, criatividade e objetivo, entrelaçar conceitos que equilibram a “cabeça” e o “coração”, o “conteúdo” e o “caráter”, “ o “currículo” e o “compromisso”, o “ensino” e a “essência”. A Deus toda glória pela vida de vocês. Sigam adiante!

FALTAM HOMENS…

FALTAM HOMENS…

Faltam homens! Homens que vão adiante em seus lares, que sustentam suas famílias e que as trazem para o Senhor. Faltam homens que amem suas esposas, que dizem que amam, que demostram que amam; que cuidem delas, que tem um coração para ouvir suas necessidades, que suportem em seu momentos de lutas, de TPM e dos afazeres e responsabilidade no lar e com os filhos. Homens que não as

troquem por outra mais nova, mais experiente; que não vivem conduzidos por um affair na internet, nos chat de bate-papo ou num cafezinho do trabalho. Faltam homens que diga não a um “caso”, que voltem para casa. Faltam homens que peitem seus patrões, empregos, que os tiram do convívio da família.

Faltam homens que se preocupam com seus filhos, que os ensinam, que os corrijam, que aponte os caminhos da vida, que não os troque pelo trabalho, pelos amigos, pelos esportes, pela internet, pela “malhação.” Faltam homens que amem seus filhos e os veja como jóias preciosas. Faltam homens que vejam além de seus filhos, mas uma geração que vive os princípios e os valores de Deus.

Faltam homens, pelo simples fato de que está faltando MAIS DE DEUS NOS HOMENS. Homens que tenham uma vida regular de leitura, estudo, meditação na Palavra de Deus e oração. Homens que buscam o Senhor e seus princípios em primeiro lugar. Homens que colocam seu amor centrado em Deus e o amem acima de tudo. Homens que diz com convicção: “primeiro Tua vontade e Teu reino, depois a minha.” Faltam homens, porque faltam mais de Deus nos homens. E porque faltam homens tudo vira um caos.

Mas hoje tudo pode mudar! Homens, arrependam-se humildemente diante do Senhor e digam: “Ó Deus, perdoe-me, quero viver o que o Senhor tem para mim como homem, esposo, pai e cidadão. Ajuda-me e usa-me”!

FALTAM MULHERES…

FALTAM MULHERES…

Faltam mulheres! Mulheres que sabem quem são; cuja identidade não é estabelecida pela nome da família, pela graduação acadêmica, pelo diploma vida independente, pela carreira profissional.

Faltam mulheres, aquelas que não se sentem inferiorizadas e nem se vêem como “Amélias” porque prepara uma refeição, higieniza a casa e as roupas, e dá todo tipo de suporte para o marido e os filhos, porque aquelas estão dispostas a compartilhar mais e competir menos.

Faltam mulheres esposas. Aquelas que são companheiras, apoiadoras, encorajadoras, amigas…amantes. Aquelas que se alegram com seu esposo; que reconhece a ele é dado a responsabilidade diante de Deus de responder de forma pública pela família e por isso se submete sem sentir subserviente, tola ou “escrava”.

Faltam mulheres que coloquem correta e sabiamente suas palavras; falam e não falam na hora certa, com sabedoria e com amor, porque entendem que suas palavras são poderosas como a força muscular masculina.

Faltam mulheres que não espelham no padrão da amiga, da irmã, da vizinha ou de qualquer outra mulher; aquelas que não se escraviza na busca do “corpo perfeito”, mas cuida de sua saúde e se faz-se mais bonita, não para ser vista por outros homens, mas porque quer voluntariamente agradar seu marido.

Faltam mulheres mães. Cujos filhos não são empecilhos para as ambições pessoais, mas uma oportunidade de ser mais serva, mais humilde, mais sábia, mais cheia de valores; aquelas que enxergam seus filhos como presentes de Deus e, em parceria com Ele, os prepara para viver a vida para Sua glória.

Faltam mulheres que sejam mais “mulheres de Deus”. Que amam profundamente ao Senhor; que fazem da Palavra de Deus seu guia único e último; que não controlam seu maridos e nem manipulam seus filhos e ninguém, porque tem na oração a oportunidade entregar os seus anseios e desejos, confiando plenamente no Senhor.

Mulheres: mudem hoje seus corações e comportamento! Arrependam-se diante do Senhor e disponham-se a pautar suas vidas nos princípios eterno de Deus para uma mulher. A alegria, a paz e o descanso serão os resultados divino dessa decisão.

AOS QUE ESTÃO FORA DA IGREJA…

AOS QUE ESTÃO FORA DA IGREJA…

Sem dúvida a igreja (organizacional) machuca, mas a mesma igreja (organismo) cura. Não coloque todas as igrejas no “mesmo saco”; não generalize igrejas, líderes e pastores. Há sempre um “remanescente fiel”; há líderes sérios e por isso há também igrejas sérias. Ore e Deus lhe mostrará. Não fique fora do CORPO DE CRISTO. A igreja é como a ARCA DE NOÉ…pode estar fedendo dentro, mas há proteção e graça; lá fora há um dilúvio punitivo e uma vida “sem graça”.

DEFINIÇÕES IMPORTANTES…

DEFINIÇÕES IMPORTANTES…

PREOCUPAR é ocupar fortemente a alma, inquietando-se e afligindo-se com cuidados sobre pessoas, circunstãncias e qualquer outra coisa que não se tem controle.

CONTENTAR-SE é a atitude de manter-se satisfeito e feliz com o que é e o que se tem.

ORAR é falar livremente com Deus, como pai, contando tudo o que o incomoda e alegra a alma.

OS PRINCIPAIS PERIGOS DESSE MUNDO…

OS PRINCIPAIS PERIGOS DESSE MUNDO…

MATERIALISMO O que mais importa é o dinheiro. Materialistas mede o seu sucesso pela riqueza. Lucas 12:15 diz: “A vida não consiste na abundância de bens”

HEDONISMO O que é bom é bom. Para o hedonista, o prazer é o seu deus. Seu objetivo na vida é conforto e diversão. Mas a felicidade não é o objetivo da vida, a felicidade é um subproduto de uma vida com obje

tivo. Santidade cria felicidade.

INDIVIDUALISMO: O que eu quero vem em primeiro lugar. Mas Deus não criou você para viver para você. Se você quiser seguir a Jesus, você tem que deixar de lado sua ambição egoísta.

RELATIVISMO: O que é errado pra você, não é errado para mim. O que você chama de “pecado” é um conceito pessoal seu e de sua religião. Você pode fazer qualquer coisa, contado que não prejudique outro. Essa é uma conversa e frases prontas de alguém que não estabelece o padrão de Deus, baseado em Sua Palavra em sua vida. O pecado destrói a fina pele da consciência, enfraquece os valores e gera o caos moral. Sem um padrão regulador e absoluto o mal cresce e floresce.

SOCIALISMO: O governo deve controlar tudo. Deus não é um anarquista, tudo deve ser feito em ordem. Eu devo ser cidadão responsável, mas eu não devo dar o governo minha vida a ninguém. Minha maior lealdade é para com Deus, e não para com o governo.

Qual é o resultado dessas visões de mundo? O desmoronamento da nossa cultura, crises em nossas escolas, em nossos negócios, aumento da corrupção, caos em nosso governo, carnalidade em nossas igrejas, uma confusão em nossas famílias, e os conflitos em nossas vidas pessoais. A única segurança é manter os olhos firmes e fixos na eterna Palavra de Deus e em seus imutáveis princípios.

NÃO DESANIME DO EVANGELHO DE JESUS…

NÃO DESANIME DO EVANGELHO DE JESUS…

Não é porque o “evangelho de Jesus” está sendo pregado de forma distorcida por alguns, apresentando um “Jesus” mundano (que veio ao mundo para resolver todos os seus problemas financeiros, de saúde, psicológicos etc) e não o “Jesus” Salvador e Libertador dos pecados, que devemos pensar que pessoas não querem ou estão desinteressados em ouvir do “Jesus Salvador”. Na verdade eles estão muito interessados em saber. Mas quem está disposto a ousar pedir a Deus a oportunidade correta de expor o “Jesus Salvador” e ser um instrumento dEle para ver vidas transformadas pelo verdadeiro poder que há em Sua mensagem salvadora?

O DEUS DO HOJE…

O DEUS DO HOJE!
Alguns de nós estamos esperando ter “aquele dia” quando teremos mais tempo para Deus e para fazer as “coisas de Deus.” Não procure ou se preocupe com esse dia. Desfrute de Deus hoje! Desfrute Deus tomando café, pegando o ônibus, indo de carro ao trabalho, estudando, trabalhando em tarefas fáceis ou difíceis; desfrute Deus cuidando das louças, dos filhos, indo ao mercado etc. DEUS É O DEUS DO HOJE! Não precisa ter lugar e método para encontrar-se com Deus; Ele está em todo lugar e em toda atividade; apenas fale sem cessar com Ele e busque fazer Sua vontade; para os que estão em Jesus há VIDA na vida. Desfrute tudo isso com o DEUS DO HOJE!

SAIA PARA ABENÇOAR…

SAIA PARA ABENÇOAR…

A cada dia que passa somos mais envolvidos por nós mesmos, nossos interesses, nossas vontades, nossos desejos…EGOÍSMO PURO! Há vidas hoje que precisam de um olhar, um toque, um abraço, um “bete papo”, um dinheiro, “um algo”. Experimente sair para abençoar. O resultado será a grata surpresa de voltar abençoado.