DIANTE DE UMA DOENÇA

DIANTE DE UMA DOENÇA

“Doença” é uma palavra que traz consigo algo ruim. Ninguém em sã consciência encararia uma doença de forma banal, insensata e insensível. Doença é sempre um sinal de dor, de desconforto, de incerteza, de instabilidade e de insegurança.

A Bíblia conta-nos a história de um rei que ficou doente: Ezequias. Ele foi um rei bom e temente a Deus. Em um certo dia ele foi acometido de uma doença mortal. Em Isaías 38.1-5 lemos a seguinte história: “…O rei Ezequias ficou doente e quase morreu…Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim: Ó SENHOR, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente…Aí Deus mandou que Isaías voltasse a falar com Ezequias e lhe dissesse:…Vou deixar que você viva mais quinze anos.”

Diante de sua doença, Ezequias sabia que Deus estava no controle de sua vida, de sua doença e de sua possível morte. Deus permitiu sua doença e só Ele poderia curá-lo. A doença sempre nos oferece uma oportunidade a espiritualidade. Ela deveria conduzir-nos a uma reflexão mais humilde sobre nós mesmos, sobre Deus, Seus planos e Seus propósitos.

Diante de sua doença, Ezequias não entrou num estado de negação. Ele não escondeu, não fugiu l, não omitiu e não minimizou a dor. Ezequias chorou amargamente diante do Senhor. Ele falou poucas palavras, mas expressou ali todo o seu coração. É improdutivo do ponto de vista emocional, relacional e espiritual, negar, fugir e esconder uma doença.

Diante de sua doença, Ezequias também reconheceu que só o Senhor poderia curá-lo, e por isso ele ora. Não se pode deixar de orar pela cura diante de qualquer doença. Não é só uma questão de alívio dos infortúnios da doença, mas orar sempre é uma oportunidade para que Deus revele sua ação poderosa no meio de um mundo cético, racionalista e secularizado. Deus poderosamente manifesta seu poder curando o corpo humano.

E por último, diante de sua doença, Ezequias não desprezou o cuidado médico. Em Isaías 38.21 o profeta diz: “…Ponham uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficará bom…” Não sabemos o efeito terapêutico da “pasta de figos”, mas isso nos faz lembrar que diante de uma doença é preciso procurar o médico certo, o diagnóstico certo, o remédio certo e o tratamento certo. Em Sua soberania, Deus resolveu usar a orientação de um profissional médico e os medicamentos, para a cura.

Diante de qualquer doença, grandes coisas podem ocorrer, porque sempre Deus e não a doença, tem a palavra final!

PERCEBENDO A DEUS

PERCEBENDO A DEUS

No Salmo 23.6 Davi afirmou: “…bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.”

Os dias bons e difíceis virão para todos. Haverá momentos em que tudo irá bem. Mas haverá dias em que nada poderá ser explicado pela lógica, pela filosofia e muito menos pela teologia. O que fará a diferença nos dias bons e negros da vida é a visão que se tem de Deus.

Davi recebeu um claro discernimento divino quanto a vida em si. Ele diz: “Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.” Ele estava inteiramente apercebido da presença de Deus e da necessidade última de Sua bondade e misericórdia.

Davi sabia que nem sempre as coisas boas viriam em sua vida. Ele reconhecia que quando tudo estava indo bem, isso revelava a “bondade” de Deus. Mas também sabia que quando a vida estava ruim, a Sua “misericórdia” se manifestava de forma especial.

Uma das grandes afirmações da Bíblia está em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” A Bíblia ensina nesse texto que Deus está usando tanto o bem como o mal para trabalhar em conjunto na vida de todos aqueles que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador. Não há desastres, dilemas, derrotas ou dificuldades que Deus não use para o bem daqueles que O amam.

É essa percepção de Deus que faz com que a vida mantenha o equilíbrio. E a vida lhe trará alegria e dissabores. Em ambas você precisa confiar que Deus está olhando e cuidando de você.

Deus quer que você caminhe por fé. Em Hebreus 11.6 somos exortados de que “…sem fé é impossível agradar a Deus.” Nem sempre Deus lhe dará a resposta que você tanto quer e deseja. Ele sempre lhe chama a confiar em Sua bondade e misericórdia, porque a fé nEle, independente das circunstâncias, tira dEle um sorriso.

Só quem caminha por fé tem a nítida percepção de Deus. A fé não se alimenta de circunstâncias, sejam elas boas ou ruins. A fé em Deus contempla o ilógico, o sobrenatural e o surreal.

Foque em Deus! Ganhe uma visão de Deus! Aperfeiçoe sua percepção de Deus! Creia em Deus! Quando a percepção de Deus está clara, nada mais está escuro. Creia sempre que Ele é bom quando os dias são favoráveis ou ruins.

George Washington Carver disse: “Onde não há visão, não há esperança.” Quando sua visão de Deus é nítida, tudo ao seu redor faz sentido. Quando se decide perceber a Deus, a esperança brota; a vida floresce; a vida frutifica; a vida vive.

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

A vida com Jesus é algo maravilhoso, indizível e surreal. Mas ao tornar-se um cristão é preciso tomar cuidado para não se enganar. Um deles é que a vida com Jesus Cristo não significa ausência de problemas. Paulo mesmo afirmou em 2 Coríntios 4.8,9:“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não des­truídos.”

Ao se tornar um cristão, em primeiro lugar, é preciso ficar claro que nem todos os problemas acabarão. Se alguém disser: “Venha a Cristo e todos os seus problemas serão resolvidos”, essa pessoa está mentido; a Bíblia não ensina nada disso. Paulo diz no texto que ele foi atribulado, angustiado, perseguido e sentiu-se perplexo e abatido. Jesus promete a seus seguidores que eles serão novas criaturas. Ele lhes promete um destino seguro na eternidade. Na verdade, ao abraçar sua fé em Jesus, os problemas podem aumentar e a caminhada ficar ainda mais difícil.

Em segundo lugar é preciso saber que ao se tornar um cristão você não terá um manual de como lidar com todos os seus problemas. Nem todos os problemas da vida estão na Bíblia. Ela oferece uma resposta de como lidar com os problemas, mas não uma resposta específica para cada problema. Contudo, ela aponta para o fato de que nenhum problema virá sem a concessão de Deus e que Ele estará presente nos dias mais difíceis. Jesus afirmou em João 16.33: “…Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Em terceiro lugar, é preciso que você saiba que ao tornar-se um cristão, seus problemas, lutas e tribulações não definem sua espiritualidade. Jó sofreu! Davi sofreu! Os profetas sofreram! O SenhorJesus sofreu! Paulo sofreu! João sofreu! Eu e você vamos também sofrer. 
A existência de um problema em sua vida não significa que sua espiritualidade é baixa. Isso significa apenas que você é humano! Nem todos os personagens da Bíblia que sofreram tiveram uma resposta ou compreenderam o porquê. Paulo em Romanos 5.3 afirma: “…nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança.”

E por último, ao se tornar um cristão é preciso saber que os problemas não serão resolvidos de forma automática. Salomão afirmou em Eclesiastes 3.1: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu.” Ele continua dizendo que na vida há períodos bons e maus; dias alegres e tristes; momentos fáceis e difíceis.

Os problemas na vida de um cristão não definem quem ele é, mas apenas dizem que ele está aprendendo e crescendo.
Por isso, se você é um verdadeiro cristão, não desanime diante de seus problemas

 Fique firme!

VENDO COM OUTROS OLHOS

VENDO COM OUTROS OLHOS

“Ver com outros olhos”, é uma frase comumente usada que significa ver a vida com uma outra perspectiva; com um outro ponto de vista.

A Palavra de Deus nos ensina a ver a vida com os olhos de Deus. Precisamos aprender a ver tudo na perspectiva de Deus. Deus mesmo diz em Isaías 55.8: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor.”

Jesus nos ensina a ver a vida com outros olhos. Em João 4.31 os discípulos pedem para que Ele se alimente. No versículo 32 Ele responde: “…Tenho algo para comer que vocês não conhecem”. Os discípulos espantados perguntam no versículo 33: “…será que alguém lhe trouxe comida?” Mas no versículo 34 o próprio Jesus afirma: “…A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e concluir a sua obra.”

A comida é muito importante, mas naquele exato momento não o era para Jesus. Ele acabara de ter uma conversa com a mulher samaritana. Jesus sabia que aquela conversa mudaria os rumos, não de sua vida, mas de toda sua cidade. Vidas e mais vidas seriam transformadas. Vidas transformadas era a perfeita vontade do Pai e naquele exato momento a comida material cedeu espaço à comida espiritual.

É aqui que muitas vezes nos perdemos. Infelizmente não conseguimos ir além. Nossa perspectiva da vida é pequena demais. Vemos do mesmo jeito sempre; insistimos em ver como queremos ver, e assim, os episódios cotidianos, as lutas, as dores, as oportunidades e diversas circunstâncias são interpretadas apenas com a ótica humana. Somos lentos e míopes demais para ver Deus na história de nossas vidas.

Nos perdemos porque não conseguimos ver que há algo maior, mais profundo, mais oportuno e mais transformador no meio das circunstâncias. E pior, nos tornamos mestres em reclamar. Achamos que pessoas e a própria vida tem sido “injusta”; deveríamos ter algo melhor; ser algo melhor; receber algo melhor; viver melhor. E esses, infelizmente, são sinais claros de uma profunda cegueira espiritual.

É preciso “ver a vida com outros olhos”. Há um Deus que rege a história, que rege a vida, que rege tudo. E ao pensar sobre isso, Davi diz o seguinte no Salmo 139.1,2: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.”

 Por isso, não permita que as circunstâncias da vida lhe engolfem e lhe deixem amargo. Pare de jogar a culpa de sua vida nas pessoas e nas circunstâncias. Ore e peça discernimento a Deus sobre a situação. Peça que Ele que abra seus olhos. Procure entender qual o propósito dEle nesse exato momento de sua vida.
A afirmação de A. Simpson deve nos inspirar: “Temos que aprender a viver do lado celeste e olhar para as coisas de cima. Devemos ver todas as coisas como Deus as vê…”.

Ver com outros olhos é ver as coisas como Deus as vê.

ESPERE EM DEUS

ESPERE EM DEUS

Davi afirma no Salmo 40.1: “Esperei confiantemente pelo SENHOR…”

Vivemos em um mundo agitado e com pressa; um mundo que nos ensina a não esperar por nada. É uma agonia ficar preso no trânsito, numa fila ou ter que trabalhar com uma internet lenta. 
Pertencemos ao “mundo da impaciência”. Tudo precisa ser rápido, fácil, ágil, prático e objetivo.

O grande problema é quando transferimos todo esse estilo de vida para o nosso relacionamento com Deus. Por vezes queremos que Ele faça o que desejamos aqui e agora.

O que nos choca é que enquanto estamos com pressa de algo, aparentemente Deus não tem pressa de coisa alguma. Ele segue firme em seus planos e propósitos. Ele pode demorar ou não para mudar uma situação ou uma pessoa. Descobrimos que o cronograma de Deus não é igual ao nosso.

Porque Deus não faz como queremos e dentro do nosso tempo, podemos também concluir errado que Ele não se importa ou não se interessa conosco. Esse foi o sentimento primário de Marta e Maria quando Jesus supostamente se atrasou para curar a Lázaro em João 11. Elas não sabiam que o tempo dEle era diferente do delas. E no tempo dEle o alvo não era só curar a Lázaro, mas ressuscitá-lo depois de quatro dias que estava ele morto. Jesus tinha algo muito maior e melhor na situação.

ESPERAR faz parte da vida. A Bíblia está repleta de histórias de pessoas como Noé, Abraão, Moisés, José, Davi, Daniel, Jesus, Paulo e outros que aprenderam a esperar em Deus.

Quando ESPERAMOS em Deus, Ele começa a nos revelar quem realmente somos. Ele trabalha em nossas motivações; Ele limpa o nosso pior e apura o nosso melhor; Ele produz a paciência e a perseverança; Ele cria em nós um senso de antecipação de que Ele mesmo fará algo maravilhoso; Ele transforma o nosso caráter; Ele nos leva a uma maior intimidade e dependência dEle.

Se você pensa realmente em caminhar numa vida com Deus, deixe a pressa de lado. Aprenda a crer que Ele tem algo melhor para sua vida sempre no tempo dEle.

Lembre-se também do sábio conselho do salmista no Salmo 31.24: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.”

Espere em Deus!

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

Jesus afirmou em Mateus 7.12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei, e os profetas.”

O mundo sofre do mal do egoísmo. Estamos sempre dispostos a pensar primeiro em nós e nos nossos e quase nunca no outro. Essa é a cultura da nossa época, como era também nos tempos de Jesus. O egoísmo sempre esteve em alta.

O Sermão do Monte apresenta sempre no todo de sua mensagem um desafio para um relacionamento com Deus e um relacionamento com os outros de forma COMUNITÁRIA. O individualismo não cabe no plano espiritual traçado por Jesus. Somos chamados sempre ao “nosso”, ao “outro”, ao próximo.

Se alguém deseja andar com Deus precisa aprender a viver com o outro. A comunidade cristã é em essência uma família. O cristianismo é marcado especificamente por seu amor e cuidado uns para com os outros. Não há espaço para o “meu”, mas para o “nosso”.

Jesus diz que os que creram nEle devem se amar e cuidar do outro com respeito e carinho. O que desejamos para nós, devemos também desejar ao outro. Essa é a máxima da vida cristã. O que fazemos a nós, devemos fazer ao outro. Essa é a “Regra Áurea” da vida de um cristão.

Jesus complementa dizendo “pois esta é a lei e os profetas.” Isto é, qualquer pessoa que oriente a sua conduta para com os outros de acordo com o que gostaria que fosse a conduta dos outros para consigo, cumpriu a lei e os profetas. Porque a lei e os profetas, ou o ensino do Antigo Testamento é a prática do amor e cuidado com o próximo.

Assim, a pergunta básica para seus relacionamentos deveria ser: “Como eu gostaria de ser tratado em tal situação?” Essa pergunta freia seu egoísmo e norteia melhor seus relacionamentos.

Se você for mais sensível às outras pessoas; se você se colocar no lugar delas; se você desejar para elas o que deseja para você, esteja certo de que você será menos mau e mais generoso, menos rude e mais compreensivo, menos cruel e mais bondoso.

Assim, se seu cristianismo não foca no outro, você é apenas um bom e educado religioso. E acredite, sua religião para Deus não serve para nada.

Trate o outro como você gostaria de ser tratado. 

REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

Em Lucas 6.27-36 Jesus nos ensina: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta. Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês. Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama amam as pessoas que as amam. E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso. E, se vocês emprestam somente para aqueles que vocês acham que vão lhes pagar, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama emprestam aos que têm má fama, para receber de volta o que emprestaram. Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram e assim vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo. Façam isso porque ele é bom também para os ingratos e maus. Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.” 

O que Jesus ensina nesse texto, é que o mal do outro não pode nos dirigir. Quem precisa estar no controle de nossas vidas somos nós mesmos. A melhor forma de reagir ao mal é praticando o bem; é focando no bem-estar do malfeitor.

Mas alguém poderia dizer: “eu não consigo fazer isso!” Mas na verdade ninguém consegue. Somente com Jesus é que podemos reagir ao mal corretamente. O Jesus que nos diz o que devemos fazer, é o mesmo que nos capacita a fazer. 

O pregador Inglês, Charles Bridges escreveu: “Somos discípulos de Jesus; aquele que morreu por seus inimigos. Você é cristão? Então você é seguidor de alguém que morreu por seus inimigos. Você não é um cristão? Então você está sendo procurado por alguém que morreu por seus inimigos, Jesus Cristo.”

Por isso, tenha certeza que Jesus é Senhor e Salvador de sua vida, porque se Ele estiver habitando em você, o mal interno e externo não terão força alguma, e por meio dEle você poderá não só reagir ao mal, mas buscar sempre fazer o bem.

“PEQUEI!”

“PEQUEI!”

Em Lucas 15 temos a famosa história do “filho pródigo.” No versículo 18 ouvimos suas palavras: “…Pai, pequei contra o céu e diante de ti…”. “PEQUEI!” Que tremenda confissão!

Aquele jovem havia saído da casa de um pai amoroso e foi viver nos prazeres do mundo. Ali ele gastou, esbanjou, e por fim, perdeu tudo. Em suas necessidades ele buscou ajuda. Ele conseguiu apenas um emprego para alimentar porcos. Esse foi o pior emprego que um judeu poderia ter, visto que na lei, o porco era tido como um animal imundo. Naquele lugar ele passou fome. Que ironia e miséria! O filho de um pai rico, agora cuida de porcos e passa fome!

Diante dessas circunstâncias ele caiu em si. Ele viu sua deplorável situação. E num momento de lucidez, ele se lembrou do pai. Ele lembrou que o pai é bom, misericordioso e rico.

O filho pródigo, tomado de convicção de seus erros e pecados, diz para si mesmo que voltará para a casa de seu pai, e dirá ao vê-lo: “Pai, pequei… me trate como um de seus empregados, já não sou digno de ser chamado teu filho.” E ele não fica só nas intenções; ele age; ele volta para casa.

E ao chegar perto da casa, ele encontra o pai que o vê. Compadecido dele, o pai o abraça e o beija, enquanto ouve: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” E quando ia dizer: “…trata-me como um dos teus empregados”, seu pai diz aos seus servos: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos.” Há alegria; há festa; o filho voltou ao lar.

E assim é Deus. Deus está disposto a abraçar, a beijar, a cuidar, a restituir e se alegrar com aquele que diz de todo coração: “…PEQUEI”.

Há quanto tempo você fugiu do Pai ou da casa do Pai? O Pai diz hoje: retorne! Pare de “trabalhar com porcos”; “pare de passar fome”. Há no Pai, bondade e misericórdia; há na casa do Pai fartura, alegria, sobejo, festa e vida. Não importa o tamanho do seu pecado, apenas volte para o Pai.

Jesus não manda embora ninguém que vem a Ele. Volte hoje e diga apenas de coração a Deus: “EU PEQUEI…” A todos os que voltam para Deus, Jesus diz em João 6.37: “…o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. 

Você virá?

CUIDADO COM SUAS NECESSIDADES

CUIDADO COM SUAS NECESSIDADES
A primeira tentação de Jesus foi em função de Sua necessidade física: o alimento. Em Mateus 4.2,3 lemos: “E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.”

O alimento cotidiano é uma necessidade básica; ele é necessário para o sustento do corpo físico, e no texto essa era uma necessidade legítima de Jesus. A questão não era se alimentar, mas “como” o alimento seria proporcionado e qual deveria ser a prioridade do momento. Jesus estava centrado nos objetivos do Pai e nos interesses de Seu reino. Nada, e muito menos Sua real necessidade poderia ou deveria tira-Lo do objetivo espiritual do momento.

Como Jesus, todos também estamos expostos a diversas necessidades. Em cada necessidade humana há um padrão de valores a serem respeitados, e quando se ignora a ética desses valores os riscos e as consequências espirituais são inevitáveis. Senão soubermos lidar espiritualmente com elas seremos presas fáceis do inimigo de nossas almas. Satanás apresentará suas tentações especificamente diante de nossas “necessidades”. 

Mas como lidar com as “necessidades” reais e irreais? O salmista respondeu a essa pergunta no Salmo 87.7 ao afirmar: “…Todas as minhas fontes são em ti.”
Jesus não cedeu à tentação de priorizar sua necessidade, porque Sua fonte principal de tudo era Deus. Ele sabia que o próprio Pai não só havia permitido a necessidade, como nEle estava todo o suprimento em tempo certo. Jesus considerou em agradar e centrar em Deus como Sua inecessidade suprema. Essa atitude era mais importante para Ele do que a própria comida. Ele mesmo afirmou em João 4.34: “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”

Quando Deus torna-se o centro maior de tudo o que você deseja, quer e necessita, sua vida realmente se estabiliza. Quando Ele é o motivo de sua plena satisfação, alegria e paz, sua tranquilidade e segurança na vida estão garantidas.

Enquanto você continuar cedendo à tentação de colocar sua necessidade em primeiro lugar – e até exigindo de Deus que ela seja feita – não só a sua frustração aumentará, como também você nunca terá uma experiência pessoal e íntima com Deus. É preciso aprender que o centro de tudo não é você e suas vontades, mas Deus e Sua perfeita vontade, pois ela é “boa, agradável e perfeita.” (Rm 12.2).

Cuidado com suas necessidades!

ELE SABE!

ELE SABE!

Em Mateus 4.1-2 lemos: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”

Mateus nos conta que no capítulo 3 Jesus havia sido batizado. Ele não se batizou porque tinha pecado, mas para se identificar com a mensagem de João Batista e com todo o povo. Agora, no texto, é nos dito que Jesus foi levado pelo Espírito par ser tentado. E por que Ele foi tentado? Jesus foi tentado também para se identificar com os pecadores.

Jesus é Deus que se tornou homem. Ele sempre foi perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Quando de sua vinda ao mundo, o anjo teve o cuidado em afirmar que Ele seria “Emanuel”, “Deus conosco”. Jesus, como Deus, se humaniza e se identifica conosco.

Na tentação Jesus vai a um lugar árido e seco, o deserto; Ele experimenta ali a solidão e o silêncio; Ele encontra-se face a face não com um dos demônios, mas com o próprio Satanás. Foram momentos duros e difíceis, mas Ele saiu vencedor.
Ao olhar para a tentação de Jesus em Hebreus 2.18 o autor da carta afirma: “Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.”

Jesus se identifica conosco. Ao tornar-se homem – sendo Ele Deus – Ele experimentou o profundo do sofrimento humano. Assim, como diz o texto, Ele é “PODEROSO PARA SOCORRER OS QUE SÃO TENTADOS.”

Jesus realmente sabe o que estamos passando. Você não está solto e nem abandonado em sua dor, sofrimento ou tentação. É inspirador saber que há um Deus no céu que por experiência sabe o que você passa e realmente sabe como lhe ajudar.

Ao meditar sobre essa passagem, Poole afirmou: “Este é o mais poderoso conceito contra o desespero. Esse é o verdadeiro chão firme a favor da esperança e do conforto…”

Deus sempre é a seu favor. Ele não está ausente ou escondido quando a vida se torna negra. Deus sabe, e sabe bem. Jesus pode vir hoje ao seu auxílio porque ninguém mais do que Ele sabe a dura realidade da fraqueza humana.

Assim, sabendo que Ele sabe, venha a Ele! Lance a Ele tudo o que está consumindo a sua alma. Pare de tentar se cuidar e se proteger; pare de caminhar sozinho; para de dizer: “eu consigo”.

Venha ao Jesus que tudo sabe.

TEMA A DEUS!

TEMA A DEUS!

Salomão afirmou em Provérbios 1.7: “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.”

Quando a Bíblia refere-se a “temer a Deus”, ela não está afirmando literalmente que o homem deve estar com medo dEle.

Em 1 João 4.18 lemos que “O amor lança fora o medo e aqueles que temem não são aperfeiçoados no amor.” Ninguém é chamado a se relacionar com Deus pelo medo, mas pelo amor. “Deus é amor” (1 João 4.16).

Agora, podemos errar no conceito do “temor a Deus” se focarmos apenas no Seu amor. E sem dúvida, muitos estão vivendo no abuso do amor, da graça e da misericórdia de Deus.

Alguns acreditam que por Deus ser amor, podem fazer tudo o que pensam e acham. Estão abrandados por um conceito desequilibrado do amor de Deus. Deus é amor, mas é também justiça. Uma simples leitura na história de Israel e nos livros de 2 Pedro, Judas e Apocalipse é o suficiente para entendermos que Deus é justiça.

O Senhor, a seu tempo tratará o pecado. Assim, “Temer a Deus” é viver um sentimento de reverência e respeito a Ele pelo que Ele é e faz; é viver por opção, perto do Seu amor, em obediência e submissão; é manter-se longe de tudo aquilo que O desagrada; é viver o equilíbrio de seu amor e justiça.

“Temer a Deus” não significa que você terá um medo paralisante dEle; pelo contrário, antes seu desejo sempre será em agradá-Lo, porque sabe que há um preço alto em desobedecê-Lo. E pecar, sempre é a pior decisão.

Se você quiser ver a vida fluir, tema a Deus. Aprenda dEle; leia, estude e ouça Sua Palavra, e acima de tudo, pratique-a. Com uma oração simples você também pode pedir para que Ele lhe ajude a andar em Seus caminhos, e que Ele venha encher o seu coração de amor e temor por Ele.

“Tema a Deus”!

DIANTE DO INCONTROLÁVEL

DIANTE DO INCONTROLÁVEL

Quando Jesus estava na cruz, Ele falou pouco. A sua dor era insuportável. Mas em Lucas 23.46, antes de morrer, Ele disse algo impressionante: “…Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito…” Em seu último suspiro Jesus ora confiante entregando sua vida. Aquele que a vida toda entregara ao Pai, agora entrega de uma só vez, em oração, sua vida. 

Jesus com sua postura nos ensina a lidar com o incontrolável. Como Jesus, que estava para morrer, devemos aprender a entregar nas mãos de Deus e lançar sobre Ele tudo o que não temos controle; tudo o que cansa, o que pesa, o que afligi, o que mete medo, o que desespera e o que causa a ansiedade.

Temos pouquíssimo controle sobre nós mesmos, sobre as pessoas e as circunstâncias da vida. Não podemos controlar, por exemplo, um cabelo que cai da cabeça. Não podemos controlar a ação e a reação das pessoas ao nosso redor, o que elas pensam e falam. Não podemos controlar a doença. Muito menos podemos controlar a morte. 

Na verdade e com muita sinceridade, temos tão pouco controle nessa vida que viver lidando com o incontrolável nos expõe a uma realidade que não gostamos: a nossa fraqueza. 

É por vezes difícil admitir que somos extremamente frágeis e fracos. Na prática, quando tentamos controlar coisas incontroláveis sempre nos damos mal: culpamos pessoas e as machucamos; nos tornamos amargos diante das circunstâncias que não dão certo e por fim nos sentimos frustrados. 

Mas o que fazer?

Diante do incontrolável, Jesus nos dá a solução: Ele orou! E é assim que precisamos agir. Precisamos entregar tudo a Deus em oração. 
Independentemente do que se esteja passando é preciso criar o hábito de entregar tudo ao Senhor. Em 1 Pedro 5.7 o apóstolo Pedro nos encoraja dizendo: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 

Entregue a Deus o incontrolável, e faça muito bem a sua parte. Peça a Ele por sabedoria para enfrentar os dilemas da vida; peça a Ele que traga pessoas certas em seu caminho para lhe ajudar e lhe orientar; peça a Ele por uma direção clara; peça a Ele por paz e calma em sua alma; peça a Ele por força. Por favor, não se acanhe em pedir e colocar perante o Senhor o que você realmente precisa diante do incontrolável.  

Jerry Bridges afirmou: “Nenhum detalhe de sua vida é demasiado insignificante para a atenção do Pai celestial. Nenhuma circunstância é tão grande que Ele não possa controlá-la.”

Diante do incontrolável, aprenda a se entregar Àquele que tem o absoluto controle sobre tudo.

A DIREÇÃO DE DEUS PARA A VIDA

A DIREÇÃO DE DEUS PARA A VIDA

Em Gênesis 24, Abraão envia o seu mais antigo servo, Eliezer, a casa de seus pais, para dali buscar uma esposa para seu filho, Isaque, como era o costume daquela época. Eliezer foi e por providência de Deus encontrou a esposa para Isaque.
Em Gênesis 24.27, Eliezer compartilha com Labão, irmão  de Rebeca – a futura esposa de Isaque – o seguinte: “…quanto a mim, estando no caminho, o SENHOR me guiou à casa dos parentes de meu senhor…” A verdade é que enquanto Eliezer obedece a Abraão, Deus mostra todos os detalhes de sua missão.

Esse é um texto que apresenta princípios sobre a direção de Deus para a vida. Aprendemos por ele algumas lições simples e básicas diante de decisões no dia a dia.

O PRIMEIRO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus na vida é que precisamos orar a Ele por tudo. Eliezer orou pedindo direção para a esposa de seu senhor Abraão. Em Gênesis 24.12 Eliezer ora dizendo o seguinte: “SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito…” Nada é insignificante para Deus. É preciso orar por tudo. Você pede direção a Deus diante das responsabilidades para com sua família, emprego, profissão ou em qualquer outra coisa? Aprenda a orar a Deus por tudo.

O SEGUNDO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus para a vida é que devemos andar por fé. Eliezer sabia apenas “o que” fazer, mas não sabia “como” fazer. E ele obedeceu a seu senhor sem questionar. Ele orou, creu e agiu. Tem muita gente que fica travada na vida porque precisa ter tudo “certinho”, “organizado”, “previsível” e “bonitinho” antes de agir. Isso não funciona muito quando Deus está dirigindo. Precisamos confiar que Ele estará apontando o caminho. Agora, uma vez com a direção clara, aí sim devemos organizar. É sempre bom lembrar o que Hebreus 11.6 nos ensina: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

O TERCEIRO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus na vida é que precisamos “ir”. Eliezer “estava no caminho”; foi indo na direção dada que o Senhor o guiou. Quando damos os passos Deus vai mostrando o resto. Por isso aja, trabalhe, sirva, converse com pessoas, ouça, etc. Deus o guiará enquanto você está fazendo algo. Deus conduz você a locais e a pessoas certas. Ficar no seu quarto, no escritório ou em casa pensando não vai resolver muito. Aja!

E por fim, não esqueça que Deus está presente na mesmice, na rotina e no dia a dia. E é nessa convicção que você deve orar, confiar e agir.

O certo é que quando elegemos prioritariamente Deus em nossas vidas, Ele nos dará claramente Sua direção para tudo.

AS DUAS PORTAS 

AS DUAS PORTAS 

Jesus afirmou em Mateus 7.13,14: “Entrai pela porta estreita – larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela – porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que a encontram.” 

Jesus está dando uma ordem nesse texto. Ele diz claramente: “Entrai pela porta estreita”. Os que entram por essa porta naturalmente são conduzidos a um caminho “apertado”, que não obstante a dificuldade, o benefício final vale a pena porque essa porta estreita, num caminho apertado “conduz para a vida”, e Jesus conclui dizendo: “…são poucos os que a encontram.” 

Qual o significado da “porta estreita”? 
Ela representa o reino de Deus e a contracultura cristã. Essa porta é definida por um caminho difícil, de autonegação, renúncia e uma disposição em viver e obedecer aos limites demarcados por Deus segundo Sua Palavra. É uma porta onde há lutas e provações; onde os pensamentos, vontades e ações são centrados em Deus e submissos a Ele. É por essa porta que Jesus passou; é por essa porta que Ele ordena que todos entremos. Mas infelizmente poucos vão entrar.

Mas o texto ainda fala de uma outra porta que é “larga” e o caminho é “espaçoso”. Uma porta que conduz a “perdição” e que “muitos entram por ela.” 
Qual o significado espiritual dessa “porta larga”? 

Essa porta representa toda uma cultura secular anti-Deus. Essa porta demonstra o reino de Satanás. Essa porta foi apresentada a Jesus em Mateus 4.9 quando o próprio Satanás ofereceu a Ele os reinos da terra se Ele o adorasse. Satanás disse-lhe: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares.” Mas Jesus disse: “não”.

Essa é a porta que conduz ao pecado. É a porta da facilidade, do conforto sem esforço; do prazer pelo prazer. É a porta da frouxidão moral, da tolerância, do permissivo, da imoralidade sexual, da vida sem freios, das próprias inclinações da natureza humana. É também a porta da justificação do erro, do superficial, do egoísmo, da hipocrisia, da ambição, da religião ritualista, em que nada precisa ser aprendido, tudo é natural, largo e “free”. Essa porta conduz a perdição espiritual e a grande maioria entra por ela. 

Ninguém está neutro diante dessas portas e dos caminhos que elas conduzem. Escolher pela “porta estreita” é também escolher pelo caminho do arrependimento dos pecados, do abandono da ambição egoísta, da cobiça, de si mesmo e da autoimagem. Escolher a “porta larga” é também escolher pelo caminho que conduz a vida de pecado, de justiça própria, do orgulho e da religiosidade vazia. 

Não se ressinta pela necessidade que você tem hoje de escolher. Hoje você precisa decidir pela “porta estreita” e pelo “caminho apertado” ou pela “porta larga” e o “caminho largo”. O que você vai decidir?

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

Davi afirmou no Salmo 19.7-11 o seguinte: “A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes. Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos. O temor do Senhor é puro, e dura para sempre. As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. São mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro; são mais doces do que o mel, do que as gotas do favo. Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes.” Esse texto afirma que a Palavra de Deus é suficiente.

Quando a própria Palavra de Deus afirmada pela boca de Davi que ela é suficiente, isso significa dizer que ela propõe o alicerce confiável para toda crença e conduta. A Bíblia fornece uma apresentação clara e definida de quem Deus é, o que Ele faz, intenta e deseja. Ela manifesta com autoridade Seus planos e propósitos como Criador para cada criatura nessa vida e na eternidade.

Jesus cria plenamente na suficiência das Escrituras. Ele afirmou em João 10.35 que “…a Escritura não pode falhar.” Em João 17.17 Ele disse que “…a Tua Palavra é a verdade.” Ele ainda declarou em Lucas 21.33: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.”

Paulo, em 2 Timóteo 3.15-17, declarou a plena suficiência das Escrituras, dizendo: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.” E ao dizer que toda Escritura é “inspirada por Deus”, Paulo afirma que ela não é uma obra da vontade humana, confirmando assim o princípio ensinado em 2 Pedro 1.21 que diz: “…homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

Aqueles que creem na suficiência das Escrituras fazem um só coro com Davi, o Senhor Jesus, Paulo, Pedro e tantos outros. E os que assim creem, não afirmam que as Escrituras oferecem informações completas sobre todos os assuntos, mas como diz Kevin DeYoung: “…mas em todas as disciplinas que ela trata, só diz o que é verdadeiro. E, em sua verdade, temos conhecimento suficiente para abandonar o pecado, encontrar o Salvador, tomar boas decisões… e chegar à raiz dos nossos problemas mais profundos.” 

Jesus disse em João 10.27: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.” Sua voz é tudo o que precisamos ouvir, e as Escrituras são a Sua voz, completa e absolutamente suficiente.

Por isso, vá hoje para a Palavra de Deus! Desenvolva o hábito de lê-la, ouvi-la e obedece-la. Satisfaça-se com sua beleza, solidez e suficiência. Encante-se com sua riqueza nos Salmos 19 e 119 e aprenda das convicções de Jesus em Mateus 4.1-11, quando de seu encontro com o Diabo.    

Certas e sábias são as palavras de Josemar Bessa: “Não acredite em tudo que você pensa. Você não é confiável para dizer a verdade a você mesmo. Fique com o diagnóstico da Palavra.”

EXERCITANDO A FÉ

EXERCITANDO A FÉ

Há na vida muitos os dias “negros” e difíceis. Dias em que parecem não haver “luz”. Há momentos que parecem que Deus poderia falar, mas Ele não fala, Ele mantém-se em silêncio. Ficamos aflitos. Achamos que não vale a pena continuar crendo.

Quando os dias estavam difíceis na vida de Jó, ele passou a refletir sobre a vida. Ele expõe seu coração em Jó 3.24-26: “Pois me vêm suspiros
em vez de comida;
meus gemidos
transbordam como água. O que eu temia veio sobre mim;
o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz,
nem tranquilidade, nem descanso;
somente inquietação”.As palavras de Jó, são as palavras de muitas pessoas. Os tempos de Jó eram difíceis, e talvez o seus também o sejam.

Em tempo difíceis, quando as respostas não vem e as perguntas, dúvidas e desânimo são fortes, precisamos reagir de alguma forma. O que fazer? A resposta bíblica é que precisamos exercitar a “FÉ” e a plena confiança no Senhor. É preciso crer que quando não sabemos, Deus sabe, mas Ele nem sempre responde no nosso tempo e baseado em nossas expectativas. Andar por fé significa crer ainda que não veja o que Deus está fazendo. Andar por fé é crer que Ele está no controle de tudo, mesmo que não aja uma lógica ou um senso comum. Quando agimos assim, isso agrada a Deus. Em Hebreus 11.6 lemos: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

Devemos andar com Deus na escuridão, com a mesma confiança quando andamos com Ele quando tudo era luz. O silêncio de Deus nunca significa que Ele esteja parado, apático ou insensível a nossa vida. Andar pela fé é a pratica diária de “ver o invisível”. Deus se agrada quando mesmo em dor, não entendendo a vida, dizemos de coração: “Senhor, não entendo, mas confio.”

O maior exemplo bíblico de andar pela fé, foi o próprio Senhor Jesus. Antes de ir a cruz, sabendo da responsabilidade imposta sobre Ele, baseado nas Escrituras do Antigo Testamento, Ele chega ao jardim do Getsemani e ora. Em Lucas 22.42 ouvimos suas palavras: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Jesus não foi liberto do “cálice”, Ele bebeu o cálice do sofrimento. O Pai não o livrou da cruz. Mas Ele, obediente, submisso e resignado cumpriu o plano perfeito do Pai e pagou na cruz o preço pelo pecado. Jesus, no meio da escuridão de sua alma, andou por fé.

Se você pensa em seguir a Jesus, não espere por respostas prontas e por soluções mirabolantes para vida. É preciso fé para crer no Jesus que fez a obra de Deus na cruz, mas é preciso muita fé para continuar seguindo-o todos os dias. Ele não lhe dará todas as repostas, mas Ele estará com você sempre.

Se alguém pretende se relacionar com Deus, precisa aprender a andar por fé.

O PODER DO CONTENTAMENTO

O PODER DO CONTENTAMENTO

A cobiça corre solta, e estar contente tem se tornado algo extremamente raro em nossa cultura. Contudo a Bíblia nos ordena que estejamos contentes com o que temos e somos. Em Hebreus 13.5 lemos: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.

Há vários problemas que se acumulam para aqueles que são descontentes. Os descontentes se queixam de tudo, vivem aflitos, invejam outros, são ingratos, e por causa da cobiça, sempre querem mais e mais. Os descontentes vivem no falso conceito do “mais”. Eles acreditam que se tivessem mais, eles teriam mais paz e mais felicidade.

Você quer se tornar uma pessoa contente? Você quer ser invadido pelo poder do contentamento? Então é preciso tomar algumas sérias decisões.

A primeira é que você precisa reconhecer diante de Deus seu descontentamento. Você precisa confessar a Ele que a busca de sua alegria e paz está no lugar errado. Precisa confessar suas queixas e ingratidão. Você precisa confessar sua inveja, a prática de comparar-se com o outro e por sentir-se talvez miserável por não ser o que o outro é e não ter o que o outro tem. Confessar a Deus o descontentamento é o primeiro passo para uma vida contente.

Em segundo lugar você precisa também decidir fazer do contentamento um estilo de vida. Se você não decidir assim, a cultura o fará por você. É preciso viver a contracultura; é preciso que você reconheça que não será mais feliz e terá mais paz por ter algo a mais. Paulo nos ensina em 1 Timóteo 6.6-8 o seguinte: “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” Faça do contentamento um estilo de vida.

Em terceiro lugar decida dizer: “eu já tenho o suficiente.” Nossa sociedade parece nunca estar satisfeita e por isso, é preciso dizer em voz alta: “eu já tenho o suficiente”. Não se deixe ser conduzido a ter algo a mais – aquilo que você não precisa – simplesmente porque ganhou uma herança, recebeu um bônus salarial ou porque ganhou dinheiro em um bom negócio. Diga apenas: “eu tenho o suficiente”. E mais, se um recurso inesperado chegar, ore a Deus dizendo: “Senhor, como posso usar o que o Senhor me tem dado para abençoar pessoas e a Seu reino?”

Contentamento é uma atitude poderosa. Assim, deixe que o suficiente seja o suficiente. Aprenda também com o exemplo daqueles que estão ao seu redor. Alguns estão endividados e estão comprometendo sua vida, família e sua própria espiritualidade por viver no descontentamento.

Você certamente se salvará de um mundo de dores se reconhecer e decidir viver contente com o que tem e é.

A ESPIRITUALIDADE SIMPLES

A ESPIRITUALIDADE SIMPLES

Jesus afirmou em Mateus 6.5: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.”

Jesus ensina que oração é algo sério e simples. Sério, porque por meio dela falamos diretamente com Deus sem qualquer intercessor. Simples, porque a oração é uma conversa, um diálogo, um “bate papo” e uma “prosa santa” com o Senhor.

A religião e o religioso gostam de formalizar o sério e complicar o simples. E é isso que Jesus condena nessa passage bíblica. Pessoas que deveriam apenas orar, falar com Deus, vão para as reuniões religiosas e para as praças mostrar-se para outros a tal “profunda espiritualidade.”

Se Jesus foi veemente contra essa conduta, a ponto de chamar esses líderes religiosos de “hipócritas”, devemos refletir sobre tudo isso, perguntando o seguinte:

Será que também não gostamos de aparecer mais do que realmente somos em nossa espiritualidade?

Será que o nosso cristianismo não tem um quê de devoção farisaíca? Aquela “casca” espiritual que quer sempre ser o centro das atenções?

Será que não estamos complicando o simples; e pior, não estamos também discipulando outros para uma espiritualidade “profunda” e complicada?

O melhor que se pode fazer nesse momento é abrir o coração e ser sincero com Deus sobre nossos “mundo ocultos”, hipocrisias, falsidades, enganos e mentiras.

É preciso pedir ao Senhor que nos perdoe, nos livre e nos guarde de sermos o que não somos, ou o que os outros querem que sejamos. Devemos orar para que Ele nos ajude a não perpetuar a máscara de uma espiritualidade estéril.

É preciso ser sincero com Deus, abrir totalmente o coração e dizer que queremos aprender a falar com Ele, assim como uma criança fala com seu pai, e contar a Ele todos os nossos desejos, anseios, alegrias, tristezas e expectativas.

O pregador Charles Spurgeon afirmou: “A verdadeira oração é medida pelo seu peso, e não pelo comprimento. Um único gemido diante de Deus pode ter mais plenitude do que uma polida longa oração.”

Por isso, volte-se para uma espiritualidade simples.

ENFRENTANDO O EGOÍSMO

ENFRENTANDO O EGOÍSMO

Paulo afirmou em 1 Coríntios 13.5: “O amor…não procura seus interesses.”

Paulo ainda profetizou em 2 Timóteo 3.1: “Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” Ao iniciar a classificação das atitudes que permearão os “últimos dias”, o primeiro dessas atitudes é o egoísmo.

E desde que o pecado entrou no mundo em Gênesis 3, os seres humanos são egoístas. Egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos e necessidades em primeiro lugar, em detrimento das demais pessoas com quem se relaciona. H.W. Beecher afirmou: “O egoísmo é aquele vício detestável que ninguém perdoará nos outros, e ninguém está sem ele dentro de si.”

O egoísmo caracteriza-se pela fantasia de imaginar que o mundo gira em torno de si, tomando o “eu” como a referência para as relações e fatos. A pessoa egoísta não consegue imaginar que não seja ela a prioridade.

Embora raramente identificado, o pecado do egoísmo é um forte culpado por diversos problemas relacionais. Os dizeres comum de um egoísta são sempre os mesmos: “Eu quero…”; “esses são meus direitos…”; “estou atrás da minha felicidade…”; “seu eu não cuidar de mim, quem o fará?…”;

O egoísmo é um pecado que causa muita tristeza e miséria. Por exemplo, boa parte dos pobres no mundo teriam suas necessidades básicas supridas se seus governantes e líderes não fossem egoístas. A corrupção é uma forma destruidora do egoísmo.

Ao contrário o egoísmo deve ceder ao altruísmo. Altruísmo significa preocupar-se com o outro de forma espontânea, e Jesus foi o seu maior expoente. Em Marcos 10.45 Ele diz:“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

É primeiramente no relacionamento com Jesus que se enfrenta o egoísmo. Ele afirmou em Mateus 16.24-25 o seguinte: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.” É vindo a Jesus que se ganha o poder para “negar a si mesmo…tomar a cruz e seguí-lo.” E tudo isso produz uma revolução na vida. Andrew Murray afirmou: “Um verdadeiro avivamento significa nada menos do que uma revolução; expulsa-se o espírito do mundanismo e egoísmo, fazendo de Deus e Seu amor o triunfo no coração e na vida.”

Que você abra o seu coração totalmente a Jesus e procure nEle a purificação de todo pensamento e toda ação egoísta. Que você ore a Ele para que
não haja nem um espaço para o ego e que por meio de Seu poder você não só enfrente, mas vença definitivamente o egoísmo.

BUSCANDO SOCORRO

BUSCANDO SOCORRO

Todos os dias estamos expostos a situações incontroláveis. Nos expomos a perigos, doenças, acidentes e notícias desagradáveis. O que fazer?

Davi diante dos impasses e perigos de sua vida, afirmou no Salmo 121.1,2: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.”

O Salmo 121 encoraja-nos a depositar nossa confiança plena no Senhor; pedindo, desejando e buscando Sua ajuda. O Salmo nos inspira a repousar nossas vidas sob a proteção eterna do Senhor e nos comprometermos com Seu cuidado, com um coração totalmente resignado.

Davi diz: “Elevo os olhos…” Essa era uma expressão que definia a postura de orar. Esse gesto expressava uma oração cheia de esperança e expectativa da ajuda e salvação no meio da luta.

Durante muito tempo os lugares mais altos – os montes e colinas – de Israel tornaram-se verdadeiros centros de adoração aos ídolos. De forma que levantar os olhos aos montes, na verdade era perguntar se o socorro para os problemas viria dos ídolos. O salmista respondeu de forma negativa a essa possibilidade. Ele diz: “…o meu socorro vem do Senhor.”

Quantas vezes no meio das dores buscamos os “ídolos” para nos socorrer. Queremos que o cônjuge, os filhos, os pais, os amigos, o gerente de banco, o médico, o remédio, o político, o presidente, o pastor, o padre, o guru e tantos outros sejam o nosso socorro. Pior, lançamos sobre eles toda a nossa confiança. E não é à toa que conseguimos nos decepcionar.

O salmista nos ensina a ir a Deus. Para ele, Deus continua vivo e ativo; Ele está acima de todas as nossas dores e problemas; Ele mantém-se soberano regendo o “mundo mal”; Ele ainda é o “SOCORRO” dos que o buscam.

Um grande problema é que não estamos indo a Deus como nossa primeira e única opção. Depois de lutarmos muito e esgotarmos todas nossas opções, por vezes vamos a Deus, e ainda, somos tão orgulhosos e prepotentes que nunca O consideramos.

Assim como o salmista, precisamos de ajuda, de auxílio, de orientação, de “norte”, de certezas, de “chão” para o nosso viver. Mas a pergunta é: para quem estamos indo? Se não formos para Deus, não teremos socorro para nada.

Não seja como aquele que se afogando no mar, não abraça o “salva vida” que lhe foi enviado, simplesmente porque acha que pode sair de seu desespero com mais uma “braçada”.

Faça de Deus o seu socorro, senão, não haverá ajuda para você.