REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

REAGINDO CORRETAMENTE AO MAL

Em Lucas 6.27-36 Jesus nos ensina: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta. Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês. Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama amam as pessoas que as amam. E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso. E, se vocês emprestam somente para aqueles que vocês acham que vão lhes pagar, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama emprestam aos que têm má fama, para receber de volta o que emprestaram. Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram e assim vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo. Façam isso porque ele é bom também para os ingratos e maus. Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês.” 

O que Jesus ensina nesse texto, é que o mal do outro não pode nos dirigir. Quem precisa estar no controle de nossas vidas somos nós mesmos. A melhor forma de reagir ao mal é praticando o bem; é focando no bem-estar do malfeitor.

Mas alguém poderia dizer: “eu não consigo fazer isso!” Mas na verdade ninguém consegue. Somente com Jesus é que podemos reagir ao mal corretamente. O Jesus que nos diz o que devemos fazer, é o mesmo que nos capacita a fazer. 

O pregador Inglês, Charles Bridges escreveu: “Somos discípulos de Jesus; aquele que morreu por seus inimigos. Você é cristão? Então você é seguidor de alguém que morreu por seus inimigos. Você não é um cristão? Então você está sendo procurado por alguém que morreu por seus inimigos, Jesus Cristo.”

Por isso, tenha certeza que Jesus é Senhor e Salvador de sua vida, porque se Ele estiver habitando em você, o mal interno e externo não terão força alguma, e por meio dEle você poderá não só reagir ao mal, mas buscar sempre fazer o bem.

“PEQUEI!”

“PEQUEI!”

Em Lucas 15 temos a famosa história do “filho pródigo.” No versículo 18 ouvimos suas palavras: “…Pai, pequei contra o céu e diante de ti…”. “PEQUEI!” Que tremenda confissão!

Aquele jovem havia saído da casa de um pai amoroso e foi viver nos prazeres do mundo. Ali ele gastou, esbanjou, e por fim, perdeu tudo. Em suas necessidades ele buscou ajuda. Ele conseguiu apenas um emprego para alimentar porcos. Esse foi o pior emprego que um judeu poderia ter, visto que na lei, o porco era tido como um animal imundo. Naquele lugar ele passou fome. Que ironia e miséria! O filho de um pai rico, agora cuida de porcos e passa fome!

Diante dessas circunstâncias ele caiu em si. Ele viu sua deplorável situação. E num momento de lucidez, ele se lembrou do pai. Ele lembrou que o pai é bom, misericordioso e rico.

O filho pródigo, tomado de convicção de seus erros e pecados, diz para si mesmo que voltará para a casa de seu pai, e dirá ao vê-lo: “Pai, pequei… me trate como um de seus empregados, já não sou digno de ser chamado teu filho.” E ele não fica só nas intenções; ele age; ele volta para casa.

E ao chegar perto da casa, ele encontra o pai que o vê. Compadecido dele, o pai o abraça e o beija, enquanto ouve: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.” E quando ia dizer: “…trata-me como um dos teus empregados”, seu pai diz aos seus servos: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos.” Há alegria; há festa; o filho voltou ao lar.

E assim é Deus. Deus está disposto a abraçar, a beijar, a cuidar, a restituir e se alegrar com aquele que diz de todo coração: “…PEQUEI”.

Há quanto tempo você fugiu do Pai ou da casa do Pai? O Pai diz hoje: retorne! Pare de “trabalhar com porcos”; “pare de passar fome”. Há no Pai, bondade e misericórdia; há na casa do Pai fartura, alegria, sobejo, festa e vida. Não importa o tamanho do seu pecado, apenas volte para o Pai.

Jesus não manda embora ninguém que vem a Ele. Volte hoje e diga apenas de coração a Deus: “EU PEQUEI…” A todos os que voltam para Deus, Jesus diz em João 6.37: “…o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. 

Você virá?

CUIDADO COM SUAS NECESSIDADES

CUIDADO COM SUAS NECESSIDADES
A primeira tentação de Jesus foi em função de Sua necessidade física: o alimento. Em Mateus 4.2,3 lemos: “E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.”

O alimento cotidiano é uma necessidade básica; ele é necessário para o sustento do corpo físico, e no texto essa era uma necessidade legítima de Jesus. A questão não era se alimentar, mas “como” o alimento seria proporcionado e qual deveria ser a prioridade do momento. Jesus estava centrado nos objetivos do Pai e nos interesses de Seu reino. Nada, e muito menos Sua real necessidade poderia ou deveria tira-Lo do objetivo espiritual do momento.

Como Jesus, todos também estamos expostos a diversas necessidades. Em cada necessidade humana há um padrão de valores a serem respeitados, e quando se ignora a ética desses valores os riscos e as consequências espirituais são inevitáveis. Senão soubermos lidar espiritualmente com elas seremos presas fáceis do inimigo de nossas almas. Satanás apresentará suas tentações especificamente diante de nossas “necessidades”. 

Mas como lidar com as “necessidades” reais e irreais? O salmista respondeu a essa pergunta no Salmo 87.7 ao afirmar: “…Todas as minhas fontes são em ti.”
Jesus não cedeu à tentação de priorizar sua necessidade, porque Sua fonte principal de tudo era Deus. Ele sabia que o próprio Pai não só havia permitido a necessidade, como nEle estava todo o suprimento em tempo certo. Jesus considerou em agradar e centrar em Deus como Sua inecessidade suprema. Essa atitude era mais importante para Ele do que a própria comida. Ele mesmo afirmou em João 4.34: “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”

Quando Deus torna-se o centro maior de tudo o que você deseja, quer e necessita, sua vida realmente se estabiliza. Quando Ele é o motivo de sua plena satisfação, alegria e paz, sua tranquilidade e segurança na vida estão garantidas.

Enquanto você continuar cedendo à tentação de colocar sua necessidade em primeiro lugar – e até exigindo de Deus que ela seja feita – não só a sua frustração aumentará, como também você nunca terá uma experiência pessoal e íntima com Deus. É preciso aprender que o centro de tudo não é você e suas vontades, mas Deus e Sua perfeita vontade, pois ela é “boa, agradável e perfeita.” (Rm 12.2).

Cuidado com suas necessidades!

ELE SABE!

ELE SABE!

Em Mateus 4.1-2 lemos: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”

Mateus nos conta que no capítulo 3 Jesus havia sido batizado. Ele não se batizou porque tinha pecado, mas para se identificar com a mensagem de João Batista e com todo o povo. Agora, no texto, é nos dito que Jesus foi levado pelo Espírito par ser tentado. E por que Ele foi tentado? Jesus foi tentado também para se identificar com os pecadores.

Jesus é Deus que se tornou homem. Ele sempre foi perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Quando de sua vinda ao mundo, o anjo teve o cuidado em afirmar que Ele seria “Emanuel”, “Deus conosco”. Jesus, como Deus, se humaniza e se identifica conosco.

Na tentação Jesus vai a um lugar árido e seco, o deserto; Ele experimenta ali a solidão e o silêncio; Ele encontra-se face a face não com um dos demônios, mas com o próprio Satanás. Foram momentos duros e difíceis, mas Ele saiu vencedor.
Ao olhar para a tentação de Jesus em Hebreus 2.18 o autor da carta afirma: “Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.”

Jesus se identifica conosco. Ao tornar-se homem – sendo Ele Deus – Ele experimentou o profundo do sofrimento humano. Assim, como diz o texto, Ele é “PODEROSO PARA SOCORRER OS QUE SÃO TENTADOS.”

Jesus realmente sabe o que estamos passando. Você não está solto e nem abandonado em sua dor, sofrimento ou tentação. É inspirador saber que há um Deus no céu que por experiência sabe o que você passa e realmente sabe como lhe ajudar.

Ao meditar sobre essa passagem, Poole afirmou: “Este é o mais poderoso conceito contra o desespero. Esse é o verdadeiro chão firme a favor da esperança e do conforto…”

Deus sempre é a seu favor. Ele não está ausente ou escondido quando a vida se torna negra. Deus sabe, e sabe bem. Jesus pode vir hoje ao seu auxílio porque ninguém mais do que Ele sabe a dura realidade da fraqueza humana.

Assim, sabendo que Ele sabe, venha a Ele! Lance a Ele tudo o que está consumindo a sua alma. Pare de tentar se cuidar e se proteger; pare de caminhar sozinho; para de dizer: “eu consigo”.

Venha ao Jesus que tudo sabe.

TEMA A DEUS!

TEMA A DEUS!

Salomão afirmou em Provérbios 1.7: “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.”

Quando a Bíblia refere-se a “temer a Deus”, ela não está afirmando literalmente que o homem deve estar com medo dEle.

Em 1 João 4.18 lemos que “O amor lança fora o medo e aqueles que temem não são aperfeiçoados no amor.” Ninguém é chamado a se relacionar com Deus pelo medo, mas pelo amor. “Deus é amor” (1 João 4.16).

Agora, podemos errar no conceito do “temor a Deus” se focarmos apenas no Seu amor. E sem dúvida, muitos estão vivendo no abuso do amor, da graça e da misericórdia de Deus.

Alguns acreditam que por Deus ser amor, podem fazer tudo o que pensam e acham. Estão abrandados por um conceito desequilibrado do amor de Deus. Deus é amor, mas é também justiça. Uma simples leitura na história de Israel e nos livros de 2 Pedro, Judas e Apocalipse é o suficiente para entendermos que Deus é justiça.

O Senhor, a seu tempo tratará o pecado. Assim, “Temer a Deus” é viver um sentimento de reverência e respeito a Ele pelo que Ele é e faz; é viver por opção, perto do Seu amor, em obediência e submissão; é manter-se longe de tudo aquilo que O desagrada; é viver o equilíbrio de seu amor e justiça.

“Temer a Deus” não significa que você terá um medo paralisante dEle; pelo contrário, antes seu desejo sempre será em agradá-Lo, porque sabe que há um preço alto em desobedecê-Lo. E pecar, sempre é a pior decisão.

Se você quiser ver a vida fluir, tema a Deus. Aprenda dEle; leia, estude e ouça Sua Palavra, e acima de tudo, pratique-a. Com uma oração simples você também pode pedir para que Ele lhe ajude a andar em Seus caminhos, e que Ele venha encher o seu coração de amor e temor por Ele.

“Tema a Deus”!

DIANTE DO INCONTROLÁVEL

DIANTE DO INCONTROLÁVEL

Quando Jesus estava na cruz, Ele falou pouco. A sua dor era insuportável. Mas em Lucas 23.46, antes de morrer, Ele disse algo impressionante: “…Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito…” Em seu último suspiro Jesus ora confiante entregando sua vida. Aquele que a vida toda entregara ao Pai, agora entrega de uma só vez, em oração, sua vida. 

Jesus com sua postura nos ensina a lidar com o incontrolável. Como Jesus, que estava para morrer, devemos aprender a entregar nas mãos de Deus e lançar sobre Ele tudo o que não temos controle; tudo o que cansa, o que pesa, o que afligi, o que mete medo, o que desespera e o que causa a ansiedade.

Temos pouquíssimo controle sobre nós mesmos, sobre as pessoas e as circunstâncias da vida. Não podemos controlar, por exemplo, um cabelo que cai da cabeça. Não podemos controlar a ação e a reação das pessoas ao nosso redor, o que elas pensam e falam. Não podemos controlar a doença. Muito menos podemos controlar a morte. 

Na verdade e com muita sinceridade, temos tão pouco controle nessa vida que viver lidando com o incontrolável nos expõe a uma realidade que não gostamos: a nossa fraqueza. 

É por vezes difícil admitir que somos extremamente frágeis e fracos. Na prática, quando tentamos controlar coisas incontroláveis sempre nos damos mal: culpamos pessoas e as machucamos; nos tornamos amargos diante das circunstâncias que não dão certo e por fim nos sentimos frustrados. 

Mas o que fazer?

Diante do incontrolável, Jesus nos dá a solução: Ele orou! E é assim que precisamos agir. Precisamos entregar tudo a Deus em oração. 
Independentemente do que se esteja passando é preciso criar o hábito de entregar tudo ao Senhor. Em 1 Pedro 5.7 o apóstolo Pedro nos encoraja dizendo: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 

Entregue a Deus o incontrolável, e faça muito bem a sua parte. Peça a Ele por sabedoria para enfrentar os dilemas da vida; peça a Ele que traga pessoas certas em seu caminho para lhe ajudar e lhe orientar; peça a Ele por uma direção clara; peça a Ele por paz e calma em sua alma; peça a Ele por força. Por favor, não se acanhe em pedir e colocar perante o Senhor o que você realmente precisa diante do incontrolável.  

Jerry Bridges afirmou: “Nenhum detalhe de sua vida é demasiado insignificante para a atenção do Pai celestial. Nenhuma circunstância é tão grande que Ele não possa controlá-la.”

Diante do incontrolável, aprenda a se entregar Àquele que tem o absoluto controle sobre tudo.

A DIREÇÃO DE DEUS PARA A VIDA

A DIREÇÃO DE DEUS PARA A VIDA

Em Gênesis 24, Abraão envia o seu mais antigo servo, Eliezer, a casa de seus pais, para dali buscar uma esposa para seu filho, Isaque, como era o costume daquela época. Eliezer foi e por providência de Deus encontrou a esposa para Isaque.
Em Gênesis 24.27, Eliezer compartilha com Labão, irmão  de Rebeca – a futura esposa de Isaque – o seguinte: “…quanto a mim, estando no caminho, o SENHOR me guiou à casa dos parentes de meu senhor…” A verdade é que enquanto Eliezer obedece a Abraão, Deus mostra todos os detalhes de sua missão.

Esse é um texto que apresenta princípios sobre a direção de Deus para a vida. Aprendemos por ele algumas lições simples e básicas diante de decisões no dia a dia.

O PRIMEIRO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus na vida é que precisamos orar a Ele por tudo. Eliezer orou pedindo direção para a esposa de seu senhor Abraão. Em Gênesis 24.12 Eliezer ora dizendo o seguinte: “SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, dá-me neste dia bom êxito…” Nada é insignificante para Deus. É preciso orar por tudo. Você pede direção a Deus diante das responsabilidades para com sua família, emprego, profissão ou em qualquer outra coisa? Aprenda a orar a Deus por tudo.

O SEGUNDO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus para a vida é que devemos andar por fé. Eliezer sabia apenas “o que” fazer, mas não sabia “como” fazer. E ele obedeceu a seu senhor sem questionar. Ele orou, creu e agiu. Tem muita gente que fica travada na vida porque precisa ter tudo “certinho”, “organizado”, “previsível” e “bonitinho” antes de agir. Isso não funciona muito quando Deus está dirigindo. Precisamos confiar que Ele estará apontando o caminho. Agora, uma vez com a direção clara, aí sim devemos organizar. É sempre bom lembrar o que Hebreus 11.6 nos ensina: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

O TERCEIRO princípio que aprendemos sobre a direção de Deus na vida é que precisamos “ir”. Eliezer “estava no caminho”; foi indo na direção dada que o Senhor o guiou. Quando damos os passos Deus vai mostrando o resto. Por isso aja, trabalhe, sirva, converse com pessoas, ouça, etc. Deus o guiará enquanto você está fazendo algo. Deus conduz você a locais e a pessoas certas. Ficar no seu quarto, no escritório ou em casa pensando não vai resolver muito. Aja!

E por fim, não esqueça que Deus está presente na mesmice, na rotina e no dia a dia. E é nessa convicção que você deve orar, confiar e agir.

O certo é que quando elegemos prioritariamente Deus em nossas vidas, Ele nos dará claramente Sua direção para tudo.

AS DUAS PORTAS 

AS DUAS PORTAS 

Jesus afirmou em Mateus 7.13,14: “Entrai pela porta estreita – larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela – porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que a encontram.” 

Jesus está dando uma ordem nesse texto. Ele diz claramente: “Entrai pela porta estreita”. Os que entram por essa porta naturalmente são conduzidos a um caminho “apertado”, que não obstante a dificuldade, o benefício final vale a pena porque essa porta estreita, num caminho apertado “conduz para a vida”, e Jesus conclui dizendo: “…são poucos os que a encontram.” 

Qual o significado da “porta estreita”? 
Ela representa o reino de Deus e a contracultura cristã. Essa porta é definida por um caminho difícil, de autonegação, renúncia e uma disposição em viver e obedecer aos limites demarcados por Deus segundo Sua Palavra. É uma porta onde há lutas e provações; onde os pensamentos, vontades e ações são centrados em Deus e submissos a Ele. É por essa porta que Jesus passou; é por essa porta que Ele ordena que todos entremos. Mas infelizmente poucos vão entrar.

Mas o texto ainda fala de uma outra porta que é “larga” e o caminho é “espaçoso”. Uma porta que conduz a “perdição” e que “muitos entram por ela.” 
Qual o significado espiritual dessa “porta larga”? 

Essa porta representa toda uma cultura secular anti-Deus. Essa porta demonstra o reino de Satanás. Essa porta foi apresentada a Jesus em Mateus 4.9 quando o próprio Satanás ofereceu a Ele os reinos da terra se Ele o adorasse. Satanás disse-lhe: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares.” Mas Jesus disse: “não”.

Essa é a porta que conduz ao pecado. É a porta da facilidade, do conforto sem esforço; do prazer pelo prazer. É a porta da frouxidão moral, da tolerância, do permissivo, da imoralidade sexual, da vida sem freios, das próprias inclinações da natureza humana. É também a porta da justificação do erro, do superficial, do egoísmo, da hipocrisia, da ambição, da religião ritualista, em que nada precisa ser aprendido, tudo é natural, largo e “free”. Essa porta conduz a perdição espiritual e a grande maioria entra por ela. 

Ninguém está neutro diante dessas portas e dos caminhos que elas conduzem. Escolher pela “porta estreita” é também escolher pelo caminho do arrependimento dos pecados, do abandono da ambição egoísta, da cobiça, de si mesmo e da autoimagem. Escolher a “porta larga” é também escolher pelo caminho que conduz a vida de pecado, de justiça própria, do orgulho e da religiosidade vazia. 

Não se ressinta pela necessidade que você tem hoje de escolher. Hoje você precisa decidir pela “porta estreita” e pelo “caminho apertado” ou pela “porta larga” e o “caminho largo”. O que você vai decidir?

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

A SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS

Davi afirmou no Salmo 19.7-11 o seguinte: “A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes. Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos. O temor do Senhor é puro, e dura para sempre. As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. São mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro; são mais doces do que o mel, do que as gotas do favo. Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes.” Esse texto afirma que a Palavra de Deus é suficiente.

Quando a própria Palavra de Deus afirmada pela boca de Davi que ela é suficiente, isso significa dizer que ela propõe o alicerce confiável para toda crença e conduta. A Bíblia fornece uma apresentação clara e definida de quem Deus é, o que Ele faz, intenta e deseja. Ela manifesta com autoridade Seus planos e propósitos como Criador para cada criatura nessa vida e na eternidade.

Jesus cria plenamente na suficiência das Escrituras. Ele afirmou em João 10.35 que “…a Escritura não pode falhar.” Em João 17.17 Ele disse que “…a Tua Palavra é a verdade.” Ele ainda declarou em Lucas 21.33: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.”

Paulo, em 2 Timóteo 3.15-17, declarou a plena suficiência das Escrituras, dizendo: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.” E ao dizer que toda Escritura é “inspirada por Deus”, Paulo afirma que ela não é uma obra da vontade humana, confirmando assim o princípio ensinado em 2 Pedro 1.21 que diz: “…homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

Aqueles que creem na suficiência das Escrituras fazem um só coro com Davi, o Senhor Jesus, Paulo, Pedro e tantos outros. E os que assim creem, não afirmam que as Escrituras oferecem informações completas sobre todos os assuntos, mas como diz Kevin DeYoung: “…mas em todas as disciplinas que ela trata, só diz o que é verdadeiro. E, em sua verdade, temos conhecimento suficiente para abandonar o pecado, encontrar o Salvador, tomar boas decisões… e chegar à raiz dos nossos problemas mais profundos.” 

Jesus disse em João 10.27: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem.” Sua voz é tudo o que precisamos ouvir, e as Escrituras são a Sua voz, completa e absolutamente suficiente.

Por isso, vá hoje para a Palavra de Deus! Desenvolva o hábito de lê-la, ouvi-la e obedece-la. Satisfaça-se com sua beleza, solidez e suficiência. Encante-se com sua riqueza nos Salmos 19 e 119 e aprenda das convicções de Jesus em Mateus 4.1-11, quando de seu encontro com o Diabo.    

Certas e sábias são as palavras de Josemar Bessa: “Não acredite em tudo que você pensa. Você não é confiável para dizer a verdade a você mesmo. Fique com o diagnóstico da Palavra.”

EXERCITANDO A FÉ

EXERCITANDO A FÉ

Há na vida muitos os dias “negros” e difíceis. Dias em que parecem não haver “luz”. Há momentos que parecem que Deus poderia falar, mas Ele não fala, Ele mantém-se em silêncio. Ficamos aflitos. Achamos que não vale a pena continuar crendo.

Quando os dias estavam difíceis na vida de Jó, ele passou a refletir sobre a vida. Ele expõe seu coração em Jó 3.24-26: “Pois me vêm suspiros
em vez de comida;
meus gemidos
transbordam como água. O que eu temia veio sobre mim;
o que eu receava me aconteceu. Não tenho paz,
nem tranquilidade, nem descanso;
somente inquietação”.As palavras de Jó, são as palavras de muitas pessoas. Os tempos de Jó eram difíceis, e talvez o seus também o sejam.

Em tempo difíceis, quando as respostas não vem e as perguntas, dúvidas e desânimo são fortes, precisamos reagir de alguma forma. O que fazer? A resposta bíblica é que precisamos exercitar a “FÉ” e a plena confiança no Senhor. É preciso crer que quando não sabemos, Deus sabe, mas Ele nem sempre responde no nosso tempo e baseado em nossas expectativas. Andar por fé significa crer ainda que não veja o que Deus está fazendo. Andar por fé é crer que Ele está no controle de tudo, mesmo que não aja uma lógica ou um senso comum. Quando agimos assim, isso agrada a Deus. Em Hebreus 11.6 lemos: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

Devemos andar com Deus na escuridão, com a mesma confiança quando andamos com Ele quando tudo era luz. O silêncio de Deus nunca significa que Ele esteja parado, apático ou insensível a nossa vida. Andar pela fé é a pratica diária de “ver o invisível”. Deus se agrada quando mesmo em dor, não entendendo a vida, dizemos de coração: “Senhor, não entendo, mas confio.”

O maior exemplo bíblico de andar pela fé, foi o próprio Senhor Jesus. Antes de ir a cruz, sabendo da responsabilidade imposta sobre Ele, baseado nas Escrituras do Antigo Testamento, Ele chega ao jardim do Getsemani e ora. Em Lucas 22.42 ouvimos suas palavras: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Jesus não foi liberto do “cálice”, Ele bebeu o cálice do sofrimento. O Pai não o livrou da cruz. Mas Ele, obediente, submisso e resignado cumpriu o plano perfeito do Pai e pagou na cruz o preço pelo pecado. Jesus, no meio da escuridão de sua alma, andou por fé.

Se você pensa em seguir a Jesus, não espere por respostas prontas e por soluções mirabolantes para vida. É preciso fé para crer no Jesus que fez a obra de Deus na cruz, mas é preciso muita fé para continuar seguindo-o todos os dias. Ele não lhe dará todas as repostas, mas Ele estará com você sempre.

Se alguém pretende se relacionar com Deus, precisa aprender a andar por fé.

O PODER DO CONTENTAMENTO

O PODER DO CONTENTAMENTO

A cobiça corre solta, e estar contente tem se tornado algo extremamente raro em nossa cultura. Contudo a Bíblia nos ordena que estejamos contentes com o que temos e somos. Em Hebreus 13.5 lemos: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.

Há vários problemas que se acumulam para aqueles que são descontentes. Os descontentes se queixam de tudo, vivem aflitos, invejam outros, são ingratos, e por causa da cobiça, sempre querem mais e mais. Os descontentes vivem no falso conceito do “mais”. Eles acreditam que se tivessem mais, eles teriam mais paz e mais felicidade.

Você quer se tornar uma pessoa contente? Você quer ser invadido pelo poder do contentamento? Então é preciso tomar algumas sérias decisões.

A primeira é que você precisa reconhecer diante de Deus seu descontentamento. Você precisa confessar a Ele que a busca de sua alegria e paz está no lugar errado. Precisa confessar suas queixas e ingratidão. Você precisa confessar sua inveja, a prática de comparar-se com o outro e por sentir-se talvez miserável por não ser o que o outro é e não ter o que o outro tem. Confessar a Deus o descontentamento é o primeiro passo para uma vida contente.

Em segundo lugar você precisa também decidir fazer do contentamento um estilo de vida. Se você não decidir assim, a cultura o fará por você. É preciso viver a contracultura; é preciso que você reconheça que não será mais feliz e terá mais paz por ter algo a mais. Paulo nos ensina em 1 Timóteo 6.6-8 o seguinte: “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” Faça do contentamento um estilo de vida.

Em terceiro lugar decida dizer: “eu já tenho o suficiente.” Nossa sociedade parece nunca estar satisfeita e por isso, é preciso dizer em voz alta: “eu já tenho o suficiente”. Não se deixe ser conduzido a ter algo a mais – aquilo que você não precisa – simplesmente porque ganhou uma herança, recebeu um bônus salarial ou porque ganhou dinheiro em um bom negócio. Diga apenas: “eu tenho o suficiente”. E mais, se um recurso inesperado chegar, ore a Deus dizendo: “Senhor, como posso usar o que o Senhor me tem dado para abençoar pessoas e a Seu reino?”

Contentamento é uma atitude poderosa. Assim, deixe que o suficiente seja o suficiente. Aprenda também com o exemplo daqueles que estão ao seu redor. Alguns estão endividados e estão comprometendo sua vida, família e sua própria espiritualidade por viver no descontentamento.

Você certamente se salvará de um mundo de dores se reconhecer e decidir viver contente com o que tem e é.

A ESPIRITUALIDADE SIMPLES

A ESPIRITUALIDADE SIMPLES

Jesus afirmou em Mateus 6.5: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.”

Jesus ensina que oração é algo sério e simples. Sério, porque por meio dela falamos diretamente com Deus sem qualquer intercessor. Simples, porque a oração é uma conversa, um diálogo, um “bate papo” e uma “prosa santa” com o Senhor.

A religião e o religioso gostam de formalizar o sério e complicar o simples. E é isso que Jesus condena nessa passage bíblica. Pessoas que deveriam apenas orar, falar com Deus, vão para as reuniões religiosas e para as praças mostrar-se para outros a tal “profunda espiritualidade.”

Se Jesus foi veemente contra essa conduta, a ponto de chamar esses líderes religiosos de “hipócritas”, devemos refletir sobre tudo isso, perguntando o seguinte:

Será que também não gostamos de aparecer mais do que realmente somos em nossa espiritualidade?

Será que o nosso cristianismo não tem um quê de devoção farisaíca? Aquela “casca” espiritual que quer sempre ser o centro das atenções?

Será que não estamos complicando o simples; e pior, não estamos também discipulando outros para uma espiritualidade “profunda” e complicada?

O melhor que se pode fazer nesse momento é abrir o coração e ser sincero com Deus sobre nossos “mundo ocultos”, hipocrisias, falsidades, enganos e mentiras.

É preciso pedir ao Senhor que nos perdoe, nos livre e nos guarde de sermos o que não somos, ou o que os outros querem que sejamos. Devemos orar para que Ele nos ajude a não perpetuar a máscara de uma espiritualidade estéril.

É preciso ser sincero com Deus, abrir totalmente o coração e dizer que queremos aprender a falar com Ele, assim como uma criança fala com seu pai, e contar a Ele todos os nossos desejos, anseios, alegrias, tristezas e expectativas.

O pregador Charles Spurgeon afirmou: “A verdadeira oração é medida pelo seu peso, e não pelo comprimento. Um único gemido diante de Deus pode ter mais plenitude do que uma polida longa oração.”

Por isso, volte-se para uma espiritualidade simples.

ENFRENTANDO O EGOÍSMO

ENFRENTANDO O EGOÍSMO

Paulo afirmou em 1 Coríntios 13.5: “O amor…não procura seus interesses.”

Paulo ainda profetizou em 2 Timóteo 3.1: “Sabe, porém, isto nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” Ao iniciar a classificação das atitudes que permearão os “últimos dias”, o primeiro dessas atitudes é o egoísmo.

E desde que o pecado entrou no mundo em Gênesis 3, os seres humanos são egoístas. Egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos e necessidades em primeiro lugar, em detrimento das demais pessoas com quem se relaciona. H.W. Beecher afirmou: “O egoísmo é aquele vício detestável que ninguém perdoará nos outros, e ninguém está sem ele dentro de si.”

O egoísmo caracteriza-se pela fantasia de imaginar que o mundo gira em torno de si, tomando o “eu” como a referência para as relações e fatos. A pessoa egoísta não consegue imaginar que não seja ela a prioridade.

Embora raramente identificado, o pecado do egoísmo é um forte culpado por diversos problemas relacionais. Os dizeres comum de um egoísta são sempre os mesmos: “Eu quero…”; “esses são meus direitos…”; “estou atrás da minha felicidade…”; “seu eu não cuidar de mim, quem o fará?…”;

O egoísmo é um pecado que causa muita tristeza e miséria. Por exemplo, boa parte dos pobres no mundo teriam suas necessidades básicas supridas se seus governantes e líderes não fossem egoístas. A corrupção é uma forma destruidora do egoísmo.

Ao contrário o egoísmo deve ceder ao altruísmo. Altruísmo significa preocupar-se com o outro de forma espontânea, e Jesus foi o seu maior expoente. Em Marcos 10.45 Ele diz:“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

É primeiramente no relacionamento com Jesus que se enfrenta o egoísmo. Ele afirmou em Mateus 16.24-25 o seguinte: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.” É vindo a Jesus que se ganha o poder para “negar a si mesmo…tomar a cruz e seguí-lo.” E tudo isso produz uma revolução na vida. Andrew Murray afirmou: “Um verdadeiro avivamento significa nada menos do que uma revolução; expulsa-se o espírito do mundanismo e egoísmo, fazendo de Deus e Seu amor o triunfo no coração e na vida.”

Que você abra o seu coração totalmente a Jesus e procure nEle a purificação de todo pensamento e toda ação egoísta. Que você ore a Ele para que
não haja nem um espaço para o ego e que por meio de Seu poder você não só enfrente, mas vença definitivamente o egoísmo.

BUSCANDO SOCORRO

BUSCANDO SOCORRO

Todos os dias estamos expostos a situações incontroláveis. Nos expomos a perigos, doenças, acidentes e notícias desagradáveis. O que fazer?

Davi diante dos impasses e perigos de sua vida, afirmou no Salmo 121.1,2: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.”

O Salmo 121 encoraja-nos a depositar nossa confiança plena no Senhor; pedindo, desejando e buscando Sua ajuda. O Salmo nos inspira a repousar nossas vidas sob a proteção eterna do Senhor e nos comprometermos com Seu cuidado, com um coração totalmente resignado.

Davi diz: “Elevo os olhos…” Essa era uma expressão que definia a postura de orar. Esse gesto expressava uma oração cheia de esperança e expectativa da ajuda e salvação no meio da luta.

Durante muito tempo os lugares mais altos – os montes e colinas – de Israel tornaram-se verdadeiros centros de adoração aos ídolos. De forma que levantar os olhos aos montes, na verdade era perguntar se o socorro para os problemas viria dos ídolos. O salmista respondeu de forma negativa a essa possibilidade. Ele diz: “…o meu socorro vem do Senhor.”

Quantas vezes no meio das dores buscamos os “ídolos” para nos socorrer. Queremos que o cônjuge, os filhos, os pais, os amigos, o gerente de banco, o médico, o remédio, o político, o presidente, o pastor, o padre, o guru e tantos outros sejam o nosso socorro. Pior, lançamos sobre eles toda a nossa confiança. E não é à toa que conseguimos nos decepcionar.

O salmista nos ensina a ir a Deus. Para ele, Deus continua vivo e ativo; Ele está acima de todas as nossas dores e problemas; Ele mantém-se soberano regendo o “mundo mal”; Ele ainda é o “SOCORRO” dos que o buscam.

Um grande problema é que não estamos indo a Deus como nossa primeira e única opção. Depois de lutarmos muito e esgotarmos todas nossas opções, por vezes vamos a Deus, e ainda, somos tão orgulhosos e prepotentes que nunca O consideramos.

Assim como o salmista, precisamos de ajuda, de auxílio, de orientação, de “norte”, de certezas, de “chão” para o nosso viver. Mas a pergunta é: para quem estamos indo? Se não formos para Deus, não teremos socorro para nada.

Não seja como aquele que se afogando no mar, não abraça o “salva vida” que lhe foi enviado, simplesmente porque acha que pode sair de seu desespero com mais uma “braçada”.

Faça de Deus o seu socorro, senão, não haverá ajuda para você.

BUSCANDO SOCORRO

BUSCANDO SOCORROTodos os dias estamos expostos a situações incontroláveis. Nos expomos a perigos, doenças, acidentes e notícias desagradáveis. O que fazer?

Davi diante dos impasses e perigos de sua vida, afirmou no Salmo 121.1,2: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.”

O Salmo 121 encoraja-nos a depositar nossa confiança plena no Senhor; pedindo, desejando e buscando Sua ajuda. O Salmo nos inspira a repousar nossas vidas sob a proteção eterna do Senhor e nos comprometermos com Seu cuidado, com um coração totalmente resignado.

Davi diz: “Elevo os olhos…” Essa era uma expressão que definia a postura de orar. Esse gesto expressava uma oração cheia de esperança e expectativa da ajuda e salvação no meio da luta.

Durante muito tempo os lugares mais altos – os montes e colinas – de Israel tornaram-se verdadeiros centros de adoração aos ídolos. De forma que levantar os olhos aos montes, na verdade era perguntar se o socorro para os problemas viria dos ídolos. O salmista respondeu de forma negativa a essa possibilidade. Ele diz: “…o meu socorro vem do Senhor.”

Quantas vezes no meio das dores buscamos os “ídolos” para nos socorrer. Queremos que o cônjuge, os filhos, os pais, os amigos, o gerente de banco, o médico, o remédio, o político, o presidente, o pastor, o padre, o guru e tantos outros sejam o nosso socorro. Pior, lançamos sobre eles toda a nossa confiança. E não é à toa que conseguimos nos decepcionar.

O salmista nos ensina a ir a Deus. Para ele, Deus continua vivo e ativo; Ele está acima de todas as nossas dores e problemas; Ele mantém-se soberano regendo o “mundo mal”; Ele ainda é o “SOCORRO” dos que o buscam.

Um grande problema é que não estamos indo a Deus como nossa primeira e única opção. Depois de lutarmos muito e esgotarmos todas nossas opções, por vezes vamos a Deus, e ainda, somos tão orgulhosos e prepotentes que nunca O consideramos.

Assim como o salmista, precisamos de ajuda, de auxílio, de orientação, de “norte”, de certezas, de “chão” para o nosso viver. Mas a pergunta é: para quem estamos indo? Se não formos para Deus, não teremos socorro para nada.

Não seja como aquele que se afogando no mar, não abraça o “salva vida” que lhe foi enviado, simplesmente porque acha que pode sair de seu desespero com mais uma “braçada”.

Faça de Deus o seu socorro, senão, não haverá ajuda para você.

RESPEITE AS PESSOAS!

RESPEITE AS PESSOAS!

A grosseria está em alta. As pessoas estão mais grosseiras com as outras, física e verbalmente do que em qualquer outro tempo na história.

Em 1 Coríntios 13.5 Paulo afirmou: “ O amor não se conduz inconvenientemente…” O termo usado para “inconvenientemente” significa “agir indecorosamente; se comportar de uma maneira não adequada.” A palavra refere-se a uma má conduta; a falta de respeito ao outro.

Pessoas que amam não se comportam de uma forma inapropriada, inadequada ou de uma forma feia. O amor não se comporta com brutalidade, rudeza, grosseria e estupidez, seja no falar ou no agir.

Pessoas rudes não respeitam o que os outros são, pensam e fazem. Os grosseiros não se importam com pessoas. A palavra que define alguém grosso, rude e estúpido é “egoísmo”.

A Bíblia nos ensina a ir por outro caminho. Em 1 Pedro 2.17 somos ensinados: “Tratai todos com honra…” O que significa essa frase? Significa que todas as pessoas precisam ser respeitadas.

Respeito não significa que você concorde com tudo que a pessoa é, pensa, diz ou faz. Respeito apenas reflete que você trata as pessoas com gentileza por ser elas criadas à imagem e semelhança de Deus. O Salmo 8.5 afirma: “No entanto fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo; e lhe deste a glória e a honra de um rei.”

Todos somos erradamente tendentes a ser mais simpáticos apenas com as pessoas com quem temos afinidades ou quem consideramos mais importantes que nós mesmos, ou ainda do mesmo status social. Mas isso está errado. Deus a todas fez e espera que as respeitemos.

É o poder do amor que nos faz respeitar as pessoas. E o amor revela algo maravilhoso. Em 1 João 4.8 diz: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” Na Bíblia um verdadeiro cristão não é apenas identificado por ter a crença correta, o linguajar correto ou a postura correta. Todas essas verdades são importantes, mas perdem sua relevância quando não se ama. Porque dizer-se cristão e não amar é algo incoerente, porque a vida do Senhor Jesus foi dominada pelo amor. Ele foi gracioso com as pessoas. Ele protegeu a dignidade delas. Ele se importou com uma prostituta arrependida em Lucas; ele foi educado e gentil com a mulher adúltera de João 8. Ele recebeu os pais e as crianças de forma amorosa em Mateus 19.13-15.

A ética cristã relacional baseada na vida de Jesus ensina que quando você for falar com as pessoas seja amável com elas e não somente sincero. Quando você for servido por pessoas, seja compreensivo, grato e nunca exigente. Quando você discordar de alguém seja gentil e não juiz. Quando for compartilhar sua fé, respeite as pessoas e não as rejeite. E por último, quando alguém for rude com você, responda polidamente.

Eric Hoffer afirmou: “A grosseria é a imitação do forte feita por um homem fraco.” Assim, respeite as pessoas.

TRATANDO O ORGULHO

TRATANDO O ORGULHO

Quando o ator Gregory Peck havia feito seus primeiros filmes, foi a um restaurante exclusivo na área de Beverly Hills. Ele desejava uma mesa reservada. Mas lhe disseram que o restaurante estava cheio e não havia mesas. Seu amigo então lhe disse: “Por que não diz a eles quem você é?” Sua resposta foi clássica. Ele respondeu: “Se eu tenho que dizer quem sou, então eu não sou.”

 Não há dúvida de que em nossa cultura a imagem é tudo. Quase sempre as pessoas desejam ser vistas, cobiçadas e paparicadas. Facebook, Instagram e outras redes sociais estimulam e alimentam esse culto à imagem. Vivemos numa sociedade que está sempre se ostentando e se autopromovendo.

Mas aonde este tipo de ostentação e autopromoção tem levado as pessoas? A grande maioria delas vive uma vida hipócrita, falsa, estressada e com relacionamentos quebrados. Na verdade, ninguém pode se autopromover e desenvolver relacionamentos bons e verdadeiros ao mesmo tempo. O orgulho destrói a vida. Provérbios 29.23 diz: “O orgulhoso acaba sendo humilhado, mas quem é humilde será respeitado.”

Em 1 Coríntios 13.4 Paulo afirmou o seguinte: “O amor… não se orgulha…” O que Paulo quis dizer com essa frase é que as pessoas que amam não se gabam, não se auto exibe, não se autopromovem. Elas não se colocam em primeiro lugar e não se enaltecem.

Pessoas que amam se auto controlam. Elas, por exemplo, não falam de si mesmas de forma arrogante, presunçosa, orgulhosa ou soberba; elas se preocupam com que os outros não se sintam inferiores.

O orgulho na Bíblia quase sempre é alimentado pela falta de uma visão correta de Deus. Em Provérbios 8.13 lemos: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância…” Pessoas que não centram Deus em suas vidas sempre buscarão se autopromover. Diferente de Davi que por temer a Deus disse o seguinte a Ele nos Salmo 131.1: “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.”

A maioria das vezes você é incapaz de perceber como o orgulho destrói seu relacionamento com Deus e com as pessoas. Quando você acha que é alguma coisa ou que sabe tudo, nunca você estará pronto a aprender de Deus ou de outra pessoa.

Pessoas orgulhosas basicamente perdem a capacidade de ouvir quem está ao seu lado: seu cônjuge, seus filhos, seus pais, seu chefe, seus amigos e até seus próprios opositores. O seu orgulho destrói relacionamentos.

Lembre-se que o orgulho transformou um anjo em demônio (Satanás), mas a humildade fez Deus tornar-se homem (O Senhor Jesus), e hoje você decide com quem realmente você quer ser parecido.

Como qualquer outro pecado, o orgulho precisa ser tratado com seriedade. Se você humildemente confessar seu orgulho a Deus, Ele lhe perdoará e transformará sua vida.

AGINDO COM BONDADE

AGINDO COM BONDADE

Relacionamentos são edificados por meio de pessoas que decidem ser bondosas. Paulo afirmou em 1 Coríntios 13.4: “O amor… é benigno…”. “Benigno” no texto literalmente significa “ser gentil”; “ser bom”; “usar de bondade”.

A Bíblia nos ensina que devemos agir com bondade para com as pessoas, conhecendo-as ou não. Em Deuteronômio 24.17 somos exortados que devemos ser bons para com os imigrantes, os órfãos e as viúvas. O texto diz: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva.” No Salmo 82.3 lemos: “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.” E mais, em Tiago 1.27 somos ensinados que “a religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” E acima de tudo a “bondade” é uma característica do próprio Deus. O Salmo 17.6,7 afirma: “Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras. Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.”

A verdade é que podemos saber excelentes textos bíblicos sobre a bondade e ainda assim mesmo não o sermos. Ser bom não é uma questão de saber, mas de viver.

Agir com bondade significa não ficar questionando o óbvio. Em Lucas 10.29 o doutor da lei, depois de ouvir sobre o ensino de Jesus sobre amar o próximo, para se justificar, perguntou para Ele o seguinte:
“Quem é o meu próximo?” Ele sabia quem era o seu próximo, mas sua pergunta era apenas para se justificar. Daí tiramos o princípio que não se pode ficar questionando o óbvio. Se você sabe que deve fazer algo de bom para alguém, faça-o! Há hoje e agora grandes oportunidades para demonstrar bondade para pessoas a seu redor.

Agir com bondade significa também uma ação prática. Bondade não é aparência demonstrada no rosto e nem uma atitude reflexiva ou meditativa. Não! Bondade é algo prático; é dar dinheiro para quem está precisando; é dar uma carona para quem está a pé; é emprestar um bem material que não se está usando para alguém que precisa; é usar uma capacidade manual para quem dela necessita, etc. Bondade tem que ser algo prático.

E por último, agir com bondade exige o desenvolvimento de um coração compassivo; um coração que sente a dor do outro e a necessidade do outro. Pessoas compassivas naturalmente são bondosas porque ao ver a necessidade são impelidas a fazer alguma coisa.

Portanto, lembre-se da ordem de Paulo em Efésios 4.32: “…sede uns para com os outros benignos…” pois fazendo assim seus relacionamentos serão melhores.

Aja com bondade!

VERDADEIRO ARREPENDIMENTO

VERDADEIRO ARREPENDIMENTO

Em Lucas 18.13 o publicano orou assim: “…Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.” Nesse texto enxergamos o que é o arrependimento. O publicano foi tomado por uma verdadeira tristeza por causa de seu pecado cometido contra Deus e clamou a Ele por misericórdia. Ele fez isso porque desejava por uma completa mudança em sua vida.

O Breve Catecismo de Westminster faz a seguinte definição quanto ao arrependimento: “Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta para Deus, inteiramente resolvido a prestar-lhe nova obediência.”

O arrependimento em relação a salvação significa que a pessoa joga fora a tentativa de se aproximar de Deus na base dos méritos pessoais, e para de lidar com o pecado por si mesmo. Ele põe a sua fé única em Jesus Cristo, e busca o perdão de seus pecados nEle. Essa foi a atitude do publicano, e é o que Deus exige em Isaías 55.7, que diz: “Que o ímpio abandone seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoará de bom grado.”

Paulo ensina em 2 Coríntios 7.10 sobre o arrependimento ao dizer: “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não ao remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz a morte.” Segundo Paulo, o arrependimento tem uma composição emocional: a tristeza, ou seja, a tristeza em relação ao pecado, não uma tristeza por não ter alcançado um certo padrão, ou por não ter guardado um mandamento, ou por não ter sido melhor, ou por ter falhado e decepcionado pessoas, mas antes e acima de tudo, uma tristeza diante de Deus, por ter desagradado e desonrado a Ele somente.

O arrependimento tem dois conceitos simples: primeiro, revela uma postura em relação ao pecado; segundo, revela uma postura diante de Deus em relação ao pecado. O arrependimento genuíno sempre vê o pecado com a ótica de Deus e suplica a Ele por perdão e libertação do fardo, do medo e do julgamento que o pecado produz.

O arrependimento não é simplesmente uma reforma ou “melhorada” no comportamento, mas antes e acima de tudo envolve uma profunda mudança no coração, que inevitavelmente resulta numa mudança na forma de falar, pensar, agir e reagir.

O arrependimento envolve o reconhecimento do pecado diante de Deus; envolve o reconhecimento da culpa do pecado; envolve uma profunda tristeza diante de Deus em relação ao pecado, porque ele fere o coração do Santo Deus; envolve como resultado final, uma decisão de se afastar do pecado com o fim de buscar o perdão e purificação dele diante de Deus.

O arrependimento sempre produzirá em você uma visão correta de como Deus vê o pecado. Isso lhe trará tristeza e uma disposição em mudar de vida para agradá-Lo. Isso não significa que você não pecará mais, antes que você decidiu não desculpar seus pecados, mas vê-lo como Deus o vê.

Há verdadeiro arrependimento hoje em sua vida?

SEJA PACIENTE!

SEJA PACIENTE!

Em Gênesis 25.24-27 lemos: “Cumpridos os dias para que desse à luz, eis que se achavam gêmeos no seu ventre. Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido de pelo; por isso, lhe chamaram Esaú. Depois, nasceu o irmão; segurava com a mão o calcanhar de Esaú; por isso, lhe chamaram Jacó. Era Isaque de sessenta anos, quando Rebeca lhos deu à luz. Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas.”

Nesse texto, a Bíblia apresenta uma pequena biografia da gestação e do nascimento de Esaú e Jacó. O interessante nessa narração é que mesmo sendo Esáu e Jacó gêmeos, eles eram extremamente diferentes na aparência física, personalidade e na forma como lidavam com a vida.

Como Esaú e Jacó, todos também somos diferentes uns dos outros. Somos todos diferentes em personalidade, desejos, capacidades e experiências de vida. E porque somos diferentes precisamos ser pacientes.

Boa parte de nossa impaciência nos relacionamentos advém de falsas pressuposições. Mal-entendidos envolvem sempre o uso de palavras, a forma de ver e de fazer as coisas. A mesma palavra pode ter um significado diferente para uma outra pessoa; pode-se ver uma mesma coisa com um ângulo diferente; há jeito diferente de fazer a mesma coisa. E tudo isso alimenta os problemas relacionais e gera impaciência.

Paulo afirmou em 1 Coríntios 13.4: “O amor é paciente…” Ao usar a palavra “paciente” para definir amor nos relacionamentos, Paulo quis dizer que aquele que ama está pronto a suportar ofensas, injúrias, aborrecimentos, infortúnios, descartando qualquer sombra de possibilidade de vingança ou punição. Enquanto em 1 Coríntios 13.4 Paulo define o amor como paciente, em 1 Tessalonicenses 5.14 ele ordena dizendo: “…Sejam pacientes para com todos.” Em ambos os textos, Paulo expõe que paciência não vem do nada, antes é um esforço; é algo espiritual que precisa de foco para se ter resultado.

Segundo a Bíblia, uma pessoa paciente colherá excelentes frutos na vida. Em Provérbios 14.29,30 temos o seguinte ensino: “ O longânimo (o paciente) é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura. O ânimo sereno é a vida do corpo…”

Provérbios 16.32 ensina que o paciente fará parte de uma “elite” qualificada para lidar com relacionamentos. O texto diz: “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade…melhor é o paciente do que o arrogante.”

Todos que se dizem seguidores de Jesus precisam demonstrar amor em seus relacionamentos através da paciência. Precisam parar de “jogar pesado” com os erros e estilos de vida das pessoas. Isso porque, todos os dias Deus em Sua graça demonstra grande dose de paciência para conosco, não nos tratando conforme os nossos erros.

Sua oração hoje deveria ser assim: “Deus, em vez de mudar aquelas pessoas que me irritam comece trabalhando nas minhas atitudes. Faça-me mais paciente”.