SER CRISTÃO

SER CRISTÃO

Jesus afirmou em Mateus 5.14,17: “Vós sois o sal da terra…vós sois a luz do mundo.”

Cristãos e não-cristãos são marcados especificamente pelas diferenças. Suas crenças, estilo de vida, a visão do mundo, das pessoas, dos padrões sociais, os pensamentos, os desejos, os interesses, os conceitos de Deus, as questões do presente e do futuro, são extremamente diferentes e irreconciliáveis.

Os cristãos crêem claramente em Jesus como o Senhor e Salvador. Eles não colocam outra pessoa como mediador entre Deus e o homem, conforme Atos 4.12; é só Jesus! Ele é Deus que se tornou homem, viveu uma vida sem pecado, foi a cruz e pagou o preço pelo pecado, foi sepultado, ao terceiro dia ressuscitou dentre mortos, subiu aos céus e voltará. 

Os cristãos também tem a Bíblia como sua autoridade. Eles a lêem , a estudam, a memorizam, a pregam, a ensinam e a praticam. Os cristãos não abandonam suas convicções nas verdades da Bíblia por causa da relevância do homem, da mudança cultural ou da”evolução social”.
Os cristãos crêem no arrependimento dos pecados, porque entendem que são pecadores perante de Deus e reconhecem que nada pode purificá-los senão o próprio Deus. E Ele o faz a todos os que se achegam a Ele, nos méritos de Jesus.

Os cristãos estão conscientes de que não são melhores que ninguém. Eles são mendigos que acharam o pão e querem levar a outros mendigos para que tenham sua fome espiritual saciada. Eles reconhecem que por terem sidos alcançados por Jesus, sentem a responsabilidade de dizer e proclamar a outros quem é Ele e o que Ele faz. 

Assim, ser cristão não significa pertencer a cristandade, antes é decidir viver a vida de Jesus e assumir sua diferença nesse mundo. Ser cristão, conforme o próprio Senhor Jesus, é ser “sal da terra” e “luz” do mundo.

Você é realmente um seguidor de Jesus? Você é um verdadeiro cristão?

ORANDO NO DESESPERO

ORANDO NO DESESPERO

Em Mateus 14.28-30 temos o episódio de Pedro sendo ordenado por Jesus a vir ao seu encontro andando sobrenaturalmente sob mar. E no versículo 30 temos a reação de Pedro que “…quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”

Pedro diante da tragédia e do desespero, faz uma pequena, mas poderosa oração: “…Senhor, salva-me!”. Nessa pequena oração aprendemos algumas verdades. 

A primeira verdade é que precisamos orar. Talvez Deus use um desespero para que você O busque e inicie uma profunda experiência espiritual com Ele. Pedro em seu desespero orou, e você pode também pode fazer o mesmo. 

A segunda verdade é que podemos orar de qualquer lugar e em qualquer situação. Pedro desesperado orou de dentro do mar, quase se afogando. Assim, você pode orar de onde estiver e como estiver. Ninguém necessariamente precisa de um lugar específico para orar e nem estar numa situação pacífica ou reflexiva para orar. 

A terceira verdade é que devemos orar diretamente a Jesus. Pedro não precisou pedir para Moisés ou um dos profetas para ajudá-lo. Em seu desespero ele foi direto a Jesus. E é para Ele que você deve orar. Sua oração deve ser direta a Ele. Ele é real, presente e proverá a você a solução sem nenhum intermediário. 

Nós não precisamos da mesma experiência de Pedro para orar, mas precisamos fazer da oração uma prioridade em nossas vidas. Devemos orar sempre; orar sem cessar. Devemos orar a cada instante e por qualquer coisa que nossa alma necessite ou que esteja afligida. 

Precisamos orar. Spurgeon afirmou: “A verdade é que se temos um coração para orar, Deus tem um ouvido para ouvir e uma mão para agir.”Pedro foi salvo de seu desespero naquela noite porque ao ver sua extrema necessidade e incapacidade, ele orou humildemente dizendo: “Senhor, salva-me!”, e Jesus o ouviu. E assim será com você, quando no meio de seu desespero e desesperança também orar a Jesus.

Nada mudará até que você ore!

ACHEGUE-SE A DEUS

ACHEGUE-SE A DEUS

O apóstolo João escreveu em 1 João 4.13: “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito.”

A Bíblia ensina que o Santo Deus se aproxima do pecador. Ele se achega, se expõe, toca, abraça, cuida e demonstra misericórdia e amor. Deus vem até nós em Jesus que por meio de Sua obra na cruz pagou o preço do pecado e agora convida a todos que se arrependam. O arrependimento propicia assim a vida íntima e relacional com Deus.

A intimidade com Deus se torna grandiosa de forma que aqueles que se arrependeram não tem um Deus distante, mas Deus DENTRO de si por meio do Espírito Santo. E é sobre isso que João ensina nesse texto. 

O Espírito Santo é a pessoa de Deus dentro daqueles que creram. E é pelo Espírito Santo que conhecemos a Deus e “permanecemos nEle”. 

Deus somente está distante daqueles que insistem em viver suas próprias vidas em desobediência a Ele. E o arrependimento é a única forma de aproximação e intimidade com Deus. E isso está acessível hoje e agora para quem quiser.

É você quem decide a distância de Deus. Você vai mantê-lo fora ou dentro de sua vida? Achegue-se a Ele hoje. Arrependa-se de seus pecados e experimente um relacionamento pessoal e íntimo com Ele. 

Deus está sempre pronto para um relacionamento com você. E Ele espera que você vá a Ele. Assim, achegue-se a Ele, hoje e agora.

O QUE DEUS EXIGE DE NÓS?

O QUE DEUS EXIGE DE NÓS?

Em Miquéias 6.8 lemos: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR exige de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”
Todos aqueles que realmente amam e servem a Deus, se preocupam em fazer o que Lhe agrada. E esse é um texto claro e amplo que nos apresenta o que Deus quer, anseia, deseja e exige que realmente façamos. 

O texto em primeiro lugar aponta que devemos praticar a justiça. Deus quer que ajamos de forma justa para com as pessoas, porque segundo Salmo 11.7 “…o Senhor é justo e ama a justiça…”

‭‭Ao definir o justo, Salomão afirma em Provérbios 20.7: “O homem justo leva uma vida íntegra…” Assim, o justo é aquele que não mente, não se aproveita, não rouba, nao tira vantagem, não engana, não prejudica, não tem segundas intenções e nem se favorece do outro. Aquele que pratica a justiça trata o semelhante da forma como deseja ser tratado. E essa é a primeira exigência de Deus a todos nós: que pratiquemos a justiça. 

A segunda prática do texto é que “ames a misericórdia.” 

Misericórdia, amor e bondade são atributos do Senhor. O Salmos 145.8 afirma: “O Senhor é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor.” Deus espera que todos os que Lhe pertecem sejam como Ele: amem e pratiquem a misericórdia.

Pessoas misericordiosas são como Deus: elas sentem a dor e a miséria do outro e cria oportunidades para fazer o bem com alegria. Elas são capazes de ir além; elas ajudam, apoiam a todos que necessitam, mas elas vão ainda mais além, elas amam e cuidam de seus inimigos. Sobre essas pessoas caem constantemente as bênçãos do Senhor como diz Provérbios 12.2: “O homem bom obtém o favor do Senhor…” 

A terceira e última prática do texto que Deus exige de todos nós é andar humildemente para com Ele. 
Deus é Deus. Ele não é como nenhum de nós. Ele deve ser adorado, honrado, glorificado e servido. O Criador não é igual a criatura; Ele é inigualável. Viemos dEle, e por Ele devemos viver. Um dia nos encontraremos com para prestarmos contas dessa vida que Ele nos deu. 
E enquanto aqui vivermos devemos andar humildemente diante de Sua presença. Paremos de discutir com Ele; paremos de confronta-Lo; paremos de ordenar e decretar a Ele; paremos de ser arrogantes com nossas palavras e posturas.

Sejamos humildes em Sua presença quando nos sentimos fortes, alegres, com saúde ou desfrutando a vida. Sejamos humildes quando também estamos em dor, doentes, tristes, sem respostas ou desanimados. Sejamos humildes sempre para com Ele em todo o tempo. Nossa humildade para com Ele nos fará seguros, tranquilos e felizes e acima parecidos com Jesus.

E por fim, peçamos que Deus nos dê Sua graça para vivermos todas essas exigências. 

DEBAIXO DE PROVA

DEBAIXO DE PROVA

Em Gênesis 22.1 ouvimos algo diferente, estranho e incomum. Diz o texto: “Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Então disse Deus: ‘Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”.

O texto diz que “Deus pôs Abraão à prova”. A prova era entregar o seu filho Isaque. Aquele que ele mesmo recebeu como promessa de Deus e que veio de forma toda miraculosa. Talvez a pergunta que não quer calar é: Por que Deus fez isso? Abraão não se tornara um homem obediente e fiel a Ele? Por que uma “prova” desse tamanho?

É preciso em primeiro lugar entender o termo “prova” de Gênesis 22.1. A palavra traz consigo a ideia de “provar a qualidade de algo por meio de um teste”. Deus estava provando a qualidade, validade e autenticidade da fé de Abraão.
Deus tendo o conhecimento sobre tudo e todos, conhecia muito bem o coração de Abraão. Na verdade, Ele sabia muito mais sobre o coração de Abraão do que ele mesmo. Deus não estava curioso em saber como Abraão reagiria. Deus estava atrás de algo maior nessa situação toda.

Entregar o filho amado, querido e desejado; o presente de Deus tão esperado, era sem dúvida um grande teste. Essa atitude envolveria grande fé, confiança e dependência total de Deus. Seria uma oportunidade indizível para que seu filho, sua família, seus amigos e seus servos vissem uma fé centrada em Deus. O próprio Abraão nem imaginava  que um dia esse episódio seria registrado e nos inspiraria de alguma forma.

O cerne da questão é: Abraão amava mais o presente de Deus ou próprio Deus? Esse era o teste. Deus era o número um de sua vida, ou Suas bençãos? Abraão precisaria responder.

E hoje, Deus faz a mesma pergunta para todos nós. E ela é tão difícil como o foi para Abraão. Deus quer que eu responda: Estou apegado mais as bençãos do que ao Abençoador? Reconheço mesmo que Deus é o centro de minha vida e tudo ao redor é periférico? Foco mais nos presente de Deus do que nEle próprio?

Essas perguntas precisam ser respondidas com calma; sem pressa. Quem adora, valoriza. Quando adoramos afirmamos o valor. E nossas palavras, atos e o uso tempo revelam na verdade o que adoramos em nossas vidas.
Abraão tinha que responder: “Valorizo mais meu filho do que Aquele que o deu?” Para responder essa pergunta Abraão tinha que seguir no caminho da obediência, ainda que não entendesse, porque a fé sempre é a obediência a Deus em ação.

Debaixo de provas, nunca esqueça que há sempre algo para “sacrificar” por Deus. Há sempre um preço.

Pense nisso!

ESTABELECENDO PRIORIDADES

 ESTABELECENDO PRIORIDADES

 Charles Swidoll afirmou: “A vida é como uma moeda; você pode gasta-la como quiser, mas você poderá apenas gasta-la uma única vez.” Suas escolhas nessa vida estabelecem quem você é e será. Se você escolher viver de forma errada, você gastará sua vida e não terá como voltar atrás.

Nessa vida não temos muitas possibilidades. Mas Jesus deixou o norte em como podemos focar nossas prioridades. Ele afirmou em Mateus 6.33: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês.” No contexto dessa passagem, Jesus está combatendo a preocupação e a ansiedade desnecessária com comida, bebida e roupa. Quem se preocupa com essas coisas da vida e faz delas a prioridade, desfoca a vida. Jesus diz que a prioridade da vida deve ser outra: “Buscar o reino de Deus e Sua justiça.” Jesus quer que cada um de nós estabeleçamos nossas prioridades a partir dos interesses de Deus. 

Se vamos focar na prioridade das prioridades, ou seja, “o reino de Deus e Sua justiça”, isso implica que tudo na vida deve girar em torno disso: nossos relacionamentos, casamento, família, uso do dinheiro, estudos, desenvolvimento profissional, trabalho, entretenimento, viagens, uso do tempo, compras, vendas, decisões, escolhas etc. 
Viver centrado no reino de Deus significa que voluntariamente tudo na vida precisa permanecer entregue, focado e sob o controle soberano do Senhor. E foi nessa linha que o apóstolo Paulo viveu. Ele diz em Atos 20.24: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.” É o mesmo Paulo que também ensina em Colossenses 3.1-2: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.”

Se você dará prioridade para Deus, desde já tem que aprender a não segurar ou controlar nada. É preciso soltar tudo nas mãos do Senhor. Ele tem que ser sua única segurança e prioridade. Nada pode lhe escravizar ou prender: por exemplo, pessoas, posses, oportunidades, dinheiro, desejos ou interesses. Tudo precisa estar rendido a Ele. Se você não estiver pronto a entregar suas prioridades, Deus nunca será a sua prioridade maior.

A vida hoje lhe propõem centenas de possibilidades. Algumas delas são boas e outras ruins. Mas cabe a você decidir o que escolherá. O que você escolher determina o que realmente vem em primeiro lugar em sua vida. O desafio para você é sempre escolher por Deus e seus princípios. Quem assim o fizer estará seguro.

É muito certo o que alguém falou: “prioridade é fazer daquilo que vem em primeiro, o primeiro.”

QUANDO DEUS RESTAURA A VIDA

O Salmo 126 narra a alegria de Israel quando a nação voltou do cativeiro. A vida no cativeiro babilônico foi marcado por muita desesperança, tristeza e dor. Mas Deus, “restaurou” Israel na terra novamente, e o povo ficou “como quem sonha” (vs1). O povo muito se alegrou (vs 2) e percebeu que o Senhor havia feito algo tremendo e grande para com a nação (vs3). E agora, ao voltar para terra, eles pedem ao Senhor que a abençoe (vs 4) e lhes dê força enquanto trabalham, ainda que chorando, na expectativa de ver o fruto abundante (vs 5-6). O salmista sabe que se Deus não os abençoar, eles não irão adiante. Especificamente no versículo 4 ele diz: “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Negueve.”
O termo “Negueve”, significa “sul”. Em outras traducões é também traduzido como “deserto”. “Negueve” é uma região árida localizada ao Sul de Israel. O solo dessa região, devido ao calor, forma um camada de pó bem fina. No fim de Setembro e no início de outubro começam as primeiras chuvas nessa região. E no alto das montanhas do “Negueve” a chuva rapidamente é absorvida pela terra. A camada fina de pó solidifica e forma uma crosta. E à medida que as águas descem montanha abaixo, elas se avolumam e jorram torrencialmente cada vez mais até se tornar um rio. Essa torrente de água é aguardada esperançosamente pelos agricultores, porque essas águas vindo do “Negueve” dá as condições de plantio e garante a próxima safra.

Assim, como as torrentes providenciavam a irrigação necessária para um solo árido, assim também o salmista deseja ser suprido em sua aridez espiritual pelas bênçãos abundantes do Senhor.

É preciso que você deixe Deus restaurar sua vida. Israel via a saída do cativeiro babilônico como um milagre extraordinário de Deus. Eles esperaram até que um dia Ele os libertou como prometera. Assim, independente de como está sua vida hoje, o que fará a diferença é se o Senhor está nela ou não. Quem está com o Senhor tem esperança de mudanças e restauração.
O Salmo 39.7 afirma: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” E o Salmo 62.5 completa: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”

Quando Jesus entra em uma vida, Ele chega e restaura toda a aridez espiritual. Ele traz consigo todo o suprimento espiritual de que a alma precisa. E assim, Ele cumpre fielmente a Sua promessa dada em João 7.38: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão (jorrarão) rios de água viva”.

Tudo é diferente. Tudo é maravilhoso. Tudo é inexplicável. Tudo é esperançoso e tudo faz sentido quando Deus entra e restaura uma vida. Os lugares secos da alma são inundados das bênçãos de Deus. E a vida viceja, floresce e expressa toda a razão pela qual foi criada.

Por isso, peça hoje que Deus restaure sua vida!

RESOLVENDO OS CONFLITOS

RESOLVENDO OS CONFLITOS

Os conflitos com pessoas nesse mundo pecador é basicamente inevitável. Mas o ponto central não são os conflitos, mas como resolvê-los. Jesus ensinou em Mateus 5.23-24: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, fazê a tua oferta.”

 O principal mandamento ensinado pelo Senhor Jesus em Mateus 22.36-40 há a implicação em amar a Deus de todo o coração, alma, mente e força, e amar ao próximo na mesma intensidade como se ama a si mesmo. Somos ordenados a amar tanto a Deus como as pessoas. Deus deixa claro em Sua Palavra que ninguém realmente pode amá-Lo enquanto não demonstrar amor pelo o outro. O apóstolo João afirmou em 1 João 4.20,21: “Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.

Na questão dos conflitos, podemos ser causadores pelo simples fato de machucar as pessoas com as palavras, infringindo o princípio de Efésios 4.29 que diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.” Ou ainda, podemos até alimentar um conflito pela insistência no egoísmo, infringido o princípio de Filipenses 2.3,4 que diz: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.”

Viver relacionamentos conflituosos e insistir em não reconciliar é uma demonstração clara da ausência do amor, tanto a Deus como ao próximo. Conflitos não resolvidos destrói a unidade do relacionamento. E Jesus deixa claro que ninguém poderá prestar um culto verdadeiro a Ele, ou manter uma unidade espiritual com Ele se houver conflitos não resolvidos, seja com o cônjuge, irmãos, vizinhos, colegas de trabalho etc. Jesus diz que é preciso parar tudo e ir em busca da reconciliação.

Conflitos só serão resolvidos quando houver um coração disposto e humilde a pedir perdão e perdoar. Perdoar não é uma questão de sentimento, mas é uma disposição de vontade. Os que pedem perdão e perdoam, obedecem e honram a Deus.

Conflitos não resolvidos servem apenas para aumentar o ressentimento, alimentar o ódio e pior, apodrecer a alma. Por isso, pare hoje de centrar em si. Pare de alimentar qualquer sentimento de auto comiseracão e foque na outra pessoa. Seja humilde! Procure-a. Pare de discutir, argumentar e pagar o mal com o mal. Peça a Deus para que Ele lhe mostre onde você está errado e alimentado o conflito. E onde você errou, peça perdão ao Senhor e vá hoje resolver o conflito. Seja humilde, honesto, bondoso e compassivo com a pessoa.

Faça tudo o que for possível para reconstituir e reconstruir o relacionamento.

 

O PERFIL DO EGOÍSTA

O PERFIL DO EGOÍSTA

O egoísmo está em alta. A visão bíblica não é promissora para os nossos dias. Paulo afirmou em 2 Timóteo 3.1,2:“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão EGOÍSTAS…”

O mundo está cheio de egoístas. Eles se proliferam a partir do lar e estão pulverizados no trabalho, nas escolas, nos três poderes do governo, dentro das igrejas e em qualquer ramo da sociedade.

O egoísta é alguém que exagera e foca tanto em si que pretere o outro. Ele coloca seus interesses, opiniões, desejos e necessidades em primeiro lugar. O egoísta anseia ser o centro de tudo, acreditando ser mais importante do que os demais.

Pessoas egoístas aumentam as tragédias no mundo. Não há casamento, família, empresa, relacionamentos, governo, ou qualquer outro ramo da sociedade organizada que subsista quando o “eu” torna-se o centro.

E ninguém está imune ao egoísmo. Uma rápida olhada em exemplos bíblicos mostra a dimensão do problema. Por exemplo, Caim matou a sangue frio seu irmão Abel, por egoísmo. Nabal recusou alimentar a Davi, por egoísmo. Hamã buscou matar Mordecai e todos os judeus, por egoísmo. Tiago e João buscaram a alta posição no suposto reino de Jesus, por egoísmo. O sacerdote e o levita fugiram quando viram um homem ferido, por egoísmo. A lista é grande na Bíblia.

O egoísta é um sujeito que busca seu próprio interesse. Quer ser o primeiro; deseja ser servido; irrita-se e ofende-se com facilidade; é briguento e rancoroso; quer seus direitos; quer manter-se no controle de tudo; quer desfrutar do prazer sem trabalho; ama ser reconhecido; esconde-se na comiseração, como que dizendo: “tenham dó de mim” E se tudo der errado, e não for de seu jeito, ele pode até se matar.

Pessoas egoístas precisam urgentemente arrepender-se e confessar seu pecado de egoísmo diante do Senhor. Elas precisam também desenvolver humildade genuína. Humildade despretensiosa restaura e faz crescer os relacionamentos. Ser humilde implica em ter uma verdadeira perspectiva sobre si mesmo em relação a Deus. Paulo afirmou em Romanos 12.3: ” Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter…”

A luta contra o pecado de egoísmo também requer uma disposição para amar e servir as pessoas. E precisa ser feito no padrão de compaixão e ternura que Jesus estabeleceu. O certo é que o egoísmo e o amor são totalmente opostos. Quem ama foca no outro e o serve, de forma que amor em serviço é o que combate o egoísmo.

É preciso lembrar que quando você insiste num comportamento egoísta, Deus se colocará contra você, porque Ele deseja que sejamos humildes e amemos as pessoas. E quando você insiste em seu egoísmo, você estará alimentando sempre discórdia e desarmonia com Deus e com outros.

Assim sendo, é preciso meditar nas palavras de George Macdonald, que diz: “Uma coisa está bem clara para mim: não há nada que destrua mais a natureza espiritual do que quando se respeita o egoísmo.”

Trate com seriedade o egoísmo.

PROTEJA SEU CORAÇÃO

PROTEJA SEU CORAÇÃO

Salomão nos ensina em Provérbios 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”.

 O termo “coração” na Bíblia aponta para a pessoa por dentro: todos os seus desejos, vontades, intenções, motivos, interesses e pensamentos. O coração na Bíblia é onde se aloja e mora o verdadeiro “eu”; o âmago do ser.

“GUARDAR o coração” significa proteger e cuidar dele porque ele é altamente precioso e perigoso. Em Jeremias 17.9 o profeta alerta: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jesus diagnosticou o coração da seguinte maneira em Mateus 15.19,20: “Porque do coração é que procedem os maus intentos, homicídios, adultérios, imoralidades, roubos, falsos testemunhos, calúnias, blasfêmias. Essas coisas corrompem o indivíduo…”

A tendência natural do coração é desonrar, desobedecer e ofender a Deus. Todo ser humano tem uma responsabilidade direta com o Criador. Todos somos chamados a amar, exaltar, honrar, servir e glorificar a Deus. Essa é nossa função principal como seres humanos: a criatura adorando o Criador. Assim, proteger o coração significa primeiramente assumir uma postura de criatura ante o Criador. Significa honrar, demonstrar respeito, amor e reverência a Ele de todo o coração. Significa se importar com o que Ele importar. Significa focar nEle; viver para Ele.

O coração também tem uma tendência natural de prejudicar os outros. Vivamos num mundo onde as pessoas tem sido abusadas. Elas sofrem pelas palavras, ações e reações dos outros. Não são poucas as pessoas caluniadas, desprezadas e julgadas maldosamente por outros. Assim, pessoas tem sido roubadas de seus bens, direitos e interesses. Lares tem sido destruídos pelo adultério e tudo quanto é imoralidade sexual. Inocentes tem sido mortos pelas ruas de todo o mundo. Há muita gente egoísta pensando todos os dias em como destruir o outro. E tudo isso vem do coração. Ele é perigoso. O coração é capaz de destruir pessoas.

E outra constatação também triste, é que o coração tem a capacidade de destruir a nós mesmo. Nenhuma pessoa que decide viver a vida no pecado; distante de Deus; falando e fazendo coisas contra Ele, e prejudicando o próximo, terá uma vida tranquila, segura e estabilizada. Quando o que é mal dentro de nós vem à tona, inicia-se uma catástrofe pessoal. E não são poucos os que vivem culpados, deprimidos e atormentados por se deixar levar pelo próprio coração.

A verdade é que ninguém por si mesmo poderá proteger seu coração sem a ajuda e a graça de Deus. A realidade do coração humano extrapola qualquer ajuda do próprio ser humano. É preciso uma intervenção divina. É preciso vir a Jesus e recebê-Lo como Senhor, Salvador para que Ele se torne o capitão e líder da vida. E quando isso for feito, se cumprirá a promessa de Ezequiel 36.26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo…”

O que você fará com seu coração?

 

PREVINA-SE CONTRA OS FALSOS PROFETAS

PREVINA-SE CONTRA OS FALSOS PROFETAS

O escritor cristão do segundo século, Lucius C. F. Lactantius escreveu: “O primeiro ponto da sabedoria é discernir o falso; o segundo é saber o que é verdadeiro”.

Jesus alertou em Mateus 7.15: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” Segundo Jesus, os falsos profetas existem e estão presentes. Eles são caracterizados por ensinarem, pregarem e discursarem conceitos que não tem origem na Palavra de Deus. Eles relativizam a Palavra de Deus e se põem acima dela.

O apóstolo João escreveu em 1 João 4.5:  “Eles (os falsos profetas) procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.” Segundo o apóstolo João, o falsos profetas tem sua origem no “mundo”; o conteúdo da mensagem deles enfoca o “mundo”, e por consequência o “mundo os ouve.” Se alguém pertence a Jesus, o mundo é um inimigo mortal. O mundo odeia os que são de Jesus e de forma alguma O ouve. Jesus avisou em João 15.19: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” Assim, os falsos profetas têm um auditório próprio, de gente que gosta e sente prazer em ouvir a verdade maquiada. Os falsos profetas normalmente deixam os ouvintes em posição confortável e nunca confrontam aqueles que aplaudem com seus próprios pecados.

A primeira maneira de se prevenir contra os falsos profetas e seus enganos é CONHECER A VERDADE. Para detectar uma imitação, estude a coisa verdadeira. É preciso estudar a Bíblia e julgar todo ensino de acordo com o que ela. Foi o mesmo Jesus quem disse em João 17.17: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade.”
A segunda maneira de se prevenir contra os falsos profetas é fazer uma pergunta simples: O QUE ESSA PESSOA DIZ SOBRE JESUS CRISTO? Em 2 João 9, lemos: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho”. Em outras palavras, a pessoa de Jesus Cristo e a Sua obra redentora são de maior importância na Bíblia. Tome cuidado com qualquer um que nega que Jesus é Deus, que rejeita Sua humanidade, que desvaloriza Sua morte na cruz pelos pecados e que despreza ou desacredita em Sua ressurreição corporal. 1 João 2.22 diz: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?…”

A terceira maneira de se previnir contra os falsos profetas ANALISAR QUE “EVANGELHO” ELE ESTÁ ENSINANDO. O “EVANGELHO” é definido na Bíblia em 1 Coríntios 15.1-4 como as boas novas concernentes à morte, ao sepultamento e à ressurreição de Jesus Cristo. Por mais bonitas que soem as afirmações como “Deus te ama”,Deus quer que alimentemos os famintos” e “Deus quer que você tenha prosperidade”, essas NÃO são as mensagens completas do evangelho. Ninguém, nem mesmo um grande pregador, tem o direito de mudar a mensagem que Deus deu. A isso Paulo afirmou em Gálatas 1.9: “Se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja amaldiçoado.”

Assim, previna-se contra os falsos profetas.

 

INTEGRIDADE NO FALAR

INTEGRIDADE NO FALAR

Jesus ensinou em Mateus 5.33-37: “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.”

Juramentos estão em toda a Bíblia. A Bíblia não condena o juramento. A lei enfatizava o perigo do juramento falso e o dever de cumprir os votos feitos ao Senhor. Por exemplo em Êxodo 20.7 lemos: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” Levítico 19.12 afirma: “Não jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus”. Em Números 30.2 aprendemos: “Quando um homem fizer voto ao Senhor…não violará a sua palavra” E em Deuteronômio 23.21 Moisés exorta: “Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo”

Na época de Jesus, o indivíduo jurava para afirmar a veracidade de suas palavras. O juramento era uma maldição que a pessoa se impunha se sua palavra não fosse verdadeira, ou se sua promessa não fosse cumprida.

Contudo, os fariseus pendiam a permissividade para fazer com que os mandamentos se tornassem mais fáceis de ser obedecidos. Eles afastavam a atenção das pessoas do voto propriamente dito e da necessidade de cumpri-lo. Eles estavam arrumando “um jeitinho” para desobedecer a Palavra de Deus.

“Jurar falsamente” para eles, apenas significava profanação, ou seja, o uso profano do nome divino, e não perjúrio, ou seja, empenhar a palavra desonestamente. Por isso, desenvolveram regras elaboradas para fazer votos.

Mas Jesus combate firmemente essa farsa. Ele lembra que Deus é parte de cada juramento. Se alguém jurar pelo céu, terra, Jerusalém, ou mesmo a sua cabeça, jura por Deus, e seu juramento deve ser honrado.

O Senhor Jesus exigiu que a palavra do homem seja tão digna de confiança que ninguém tenha que discutir o que ele queria dizer e interpretar o que foi dito. Todos saberiam o que ele quis dizer porque se trata de uma pessoa honesta, que fala a verdade.

Vivemos num período da história extremamente caracterizado pela mentira, falsidade e hipocrisia. A palavra do homem basicamente não vale nada. Ela está sempre sob suspeita. E as pessoas estão clamando e pedindo por gente íntegra, sincera e honesta. E os discípulos de Jesus devem ser pessoas íntegras, honestas e que amam, praticam e falem a verdade.

O ensino de Jesus é claro: quem fala a verdade não precisa fazer uso do juramento, porque seu “sim” é “sim”, e seu “não” é “não”. Jesus espera que todos seus seguidores sejam íntegros no falar.

VENCENDO AS TENTAÇÕES

VENCENDO AS TENTAÇÕES

O apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 10.13: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo providenciará um escape, para que o possam suportar.”

A tentação é algo real. Paulo diz que a vitória a tentação está sempre disponível. A tentação não é além da realidade humana, antes é algo “comum aos homens”, como diz o texto. As tentações não são experiências únicas em nossas vidas, elas já foram vividas por milhões de outras pessoas.

O termo “tentação” usado por Paulo  no texto grego é ‘peirasmós’, traduzida para a vulgata latina como ‘temptatio’ – palavras cujos sentidos, nas línguas antigas, evocam simplesmente as noções de ‘tentar, sondar, provar, tocar.’ Tentação é sempre uma prova, um teste. A resposta a tentação é que fará a diferença. Se a tentação for resistida no poder de Deus, ela se tornará um teste de fidelidade a Ele, senão for resistida, ela se tornará uma oportunidade ao pecado.

 O Senhor Jesus Cristo é de fato nosso supremo exemplo de resistência à tentação. Em Mateus 4.4,7,10, quando Ele foi tentado pelo diabo, sua resposta foi sempre a mesma: “Está escrito…está escrito…está escrito…” Em cada uma de suas tentações, Jesus respondeu a Satanás com a Palavra de Deus. E Ele saiu vitorioso. E Ele agora, estabelece o padrão, o modelo e o exemplo claro e simples para se vencer cada tentação: submissão e obediência plena e completa a Palavra de Deus. O Senhor Jesus apegou-se totalmente as verdades da Palavra de Deus.

Assim, o único sucesso divino para resistir a tentação é viver o padrão estabelecido por Jesus. É obvio que é preciso também ser radical com o pecado. Jesus disse em Mateus 5:29: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti…” “Arrancar o olho é uma medida drástica, e Jesus está ensinando que é necessário ser drástico com o pecado. Essa mesma verdade é ensinada também em Hebreus 12.1:“..Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta,”

Como Senhor Jesus foi tentado e venceu todas as tentações, Ele agora está pronto a ajudar a todos aqueles que estão em tentações. Em Hebreus 4.15 lemos: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”

Quando as tentações vierem, elas se tornam sempre uma resposta a fidelidade ou a infidelidade a Deus. Quando nossa fidelidade é testada temos sempre a própria fidelidade de Deus como nosso recurso.

Deus nos oferece formas para vencermos as tentações: a confiança em Sua Palavra, o foco em Jesus Cristo e a oração. E temos sempre que nos submeter a Deus para vencer as tentações.

Ed Cole afirmou: “A capacidade para você resistir à tentação é diretamente proporcional à sua submissão a Deus.” Por isso, para vencer as tentações, submeta-se a Deus.

 

A ALEGRIA COMPLETA

A ALEGRIA COMPLETA

Ser alegre e estar feliz é quase que uma obrigação social. Muitos estão pagando caro por uma pequena euforia. Desejam, buscam, anseiam e investem na alegria mesmo que seja momentânea. Ser alegre virou um produto de consumo.

O Senhor Jesus antes ir a cruz e pagar o preço pelo pecado, orou. Sua oração é descrita em João 17. É uma oração pequena, simples, mas profunda. Há muitos detalhes nessa oração. No versículo 13, Ele ora por algo que responde a todos aqueles que estão em busca da alegria. Ele diz: “Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria.”

A oração de Jesus é um pedido ao Pai. Ele sabe que em pouco tempo estará de volta aos céus. Ele diz: “Agora vou para Ti…” Jesus voltará para a presença do Pai de onde veio. E Ele veio a esse mundo para cumprir uma missão bem definida: dar a sua vida para salvar os pecadores. Os que se voltam a Deus, arrependendo-se de seus pecados, recebem vida; vida plena, completa, repleta e feliz.

Segundo a Bíblia, o pecado é o distanciamento deliberado de Deus. O pecado é a tentativa fracassada de fazer com que a vida dê certo sem a os valores, os princípios e a própria vida de Deus. O pecado é desejar ser feliz do próprio jeito; é fabricar e construir a própria felicidade; é se auto suprir emocionalmente; é tentar se auto salvar dos reveses da vida. John Piper escreveu: “O pecado obtém seu poder por me persuadir a acreditar que serei mais feliz se eu segui-lo. O poder de toda tentação é a perspectiva de que o pecado me fará mais feliz.”

A alegria plena nunca será alcançada à parte de Jesus. E encontrar-se com Jesus não é o resultado de um aprimoramento religioso: mais estudo ou mais conhecimento dele; também não é um “frio na barriga”, ou o levantar a mão em culto publico “recebendo a Jesus”, ou ainda uma busca espiritual mística e transcendente. Também não é se esforçar mais. Encontrar-se com Jesus é a decisão de abandonar uma forma habitual e viciada de vida, que só leva em conta o “eu”, o “meu”, “o meu jeito”, a “minha forma”. Foi isso que Pedro fez em Lucas 5; foi isso que o filho pródigo fez em Lucas 15; foi isso que Zaqueu fez em Lucas 19. E ao fazer assim, entregar-se a Jesus, a alegria brota na vida como um resultado de um voltar-se para Deus e seguir os Seus caminhos.

Uma “noitada boa”, dinheiro, prazeres, oportunidades, festas, glamour, encontro sociais, comilanças, viagens etc, podem até providenciar momentos de alegria, mas nunca uma alegria permanente e duradoura. A alegria no sentido lato está num relacionamento pessoal e íntimo com Jesus.

Se alguém quiser obter de Jesus a alegria completa, a “…plenitude da minha alegria.”, como Ele mesmo diz, deverá abrir mão totalmente daquilo que hoje se chama de “minha alegria”. Você está disposto a isso?

O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

O PERIGO DA AUTO INDULGÊNCIA

Pessoas auto indulgentes são aquelas que tendem a desculpar seu próprios erros e defeitos. Elas são por demais complacentes, misericordiosas e perdoadoras de si mesmas; elas se toleram demais. Pessoas auto indulgentes é um perigo para elas mesmas.

Ninguém escolhe ser um fracasso. Ninguém diz: “Eu vou ser um viciado em drogas” ou “Eu quero terminar meu casamento” ou “Eu vou destruir a minha saúde” etc. O fracasso vem gradualmente. Ele começa com uma pequena coisa hoje, amanhã, essa semana, um mês, um ano, e anos, até que numa hora a pessoa acorda e diz: “O que aconteceu comigo?” “Por que estou vivendo assim?”

A Bíblia conta em Juízes 13-16, a história de um homem que fracassou. Seu nome é Sansão. Ele nasceu debaixo do voto de nazireado de Números 6.1-21. Esse voto indicava que a pessoa seria devotada a Deus todos os dias de sua vida. E o voto incluía: não comer uvas, nem beber vinho ou algo extraído da videira; nunca se contaminar com um morto e nunca cortar o cabelo. O nazireu era alguém separado por Deus e visto assim.

Mas o problema é que Sansão recusou levar a sério a si mesmo e a Deus. Ele em sua toda vida brincou com a tentação e o pecado. Basicamente ele dizia: “Até onde posso ir sem me queimar?”

Depois de viver a seu bel prazer, Sansão envolveu-se num perigoso e profundo relacionamento amoroso com Dalila (Juízes 16). Dalila, instigada por dinheiro, pediu que Sansão lhe contasse o segredo de sua grande força. Ao invés de Sansão fugir da tentação, ele jogou o jogo de Dalila. Ele não fez uma, mas quatro vezes, e a cada vez ele se comprometia, ele caia.

Assim, Dalila soube de seu segredo. E ao saber, o fez dormir em seu colo e chamou homens que cortaram suas sete tranças. E ao fazer, depois de já ter desobedecidos nos dois primeiros votos de nazireado, faltando lhe apenas cortar o cabelo, Sansão é acordado, e Dalila lhe diz em Juízes 16.20: “Sansão, os filisteus o estão atacando!”
Ele acordou do sono e pensou: “Sairei como antes e me livrarei”. Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado.”

A trágica declaração do texto é que “…não sabia que o Senhor o tinha deixado.” Sansão se perdeu em sua história. Ele se afastou de Deus e Deus se afastou dele. Seu estilo auto indulgente de viver perpetuou o seu fracasso. Foi um processo gradual.

Olhando para Sansão aprendemos que precisamos nos manter fortes em nossos compromissos espirituais. Não podemos brincar com nossas convicções. E mais, não podemos justificar nossos erros. Devemos lembrar que nossa vida é forte enquanto nossos compromissos forem fortes.

Por isso, empenhe-se em seu compromisso com Deus, com sua família, com a igreja, com os valores, com seu chamado, e aí a sua força vem!

Sansão caiu porque foi auto indulgente. Não seja auto indulgente!

O QUE FAZER ENQUANTO ESPERA PELO SENHOR

O QUE FAZER ENQUANTO ESPERA PELO SENHOR

Se você está passando por alguns problemas, é importante saber que alguns deles não tem uma resposta imediata. É preciso aprender a esperar pelo Senhor. E esperar pelo Senhor não significa preguiça, inércia, indolência ou ir para cama abandonando qualquer esforço. Antes, significa que todas as supostas ações estarão entregues sob a direção de Deus, e nada será feito até que haja uma convicção plena de Seu comando. E isso só pode ser entendido por aqueles que se relacionam com Deus. Só esses entenderão não só o que fazer, mas o quando e como fazer.

Mas há algumas coisas que você pode fazer enquanto esperar pelo Senhor. A primeira delas é ORAR. Davi afirmou no Salmo 4.3: “Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar.” Enquanto você espera uma resposta de Deus, continue orando. Quando o problema vier a sua mente, ore. A oração mantém você no foco certo: não no problema, mas em Deus. A oração chama Deus para o problema e acalma a sua alma.

A segunda coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é DESCANSAR NELE. Quando os problemas chegam, a alma se agita. Davi diz para si mesmo no Salmo 62.5: “Descanse somente em Deus, ó minha; dele vem a minha esperança.” Suas lutas te levam ao cansaço emocional e você precisa prontamente quer descanso. O problema é que pode busca-lo em lugar errado e com pessoas erradas. Davi ensina que devemos descansar em Deus, e os que descansam nEle nunca se decepcionam.

A terceira coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é CONTINUAR CRENDO. Lemos no Salmos 33.20-22: Nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção. Nele se alegra o nosso coração, pois confiamos no seu santo nome…” Você pode se deixar consumir pelo problema e sua fé então pode ser totalmente destruída. Os problemas são excelentes testes da fé. Quando os problemas chegam você pode averiguar a robustez de sua fé. A fé nunca vê o tamanho do problema, mas o tamanho de Deus.

A quarta coisa que você pode fazer enquanto espera pelo Senhor é ESTAR COM PESSOAS. A sua tendência diante do problema é se esconder, fugir e não “ver gente”. Essa é uma decisão insensata que alimenta um estado depressivo. Você precisa estar com pessoas, e pessoas certas. Jesus, tendo pela frente o desafio de sua morte, chamou seus três próximos discípulos e disse-lhes: “… A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo”. Jesus não nega sua dor e nem nega a necessidade de estar com pessoas. Assim, diante de seus problemas, e enquanto espera no Senhor, esteja com pessoas que lhe darão apoio, encorajamento e força espiritual. Não fuja de pessoas em sua dor.

E por fim, lembre-se sempre da promessa de Isaías 40.31: “Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.”

CONSAGRAÇÃO ESPIRITUAL

CONSAGRAÇÃO ESPIRITUAL

Os últimos dias tem sido difíceis. As propostas ao pecado e ao distanciamento de Deus são constantes. E para manter uma vida espiritual diferente, coerente, vibrante e abençoada é preciso uma consagração espiritual.

Consagração espiritual significa manter o foco em Deus; viver nEle e para Ele; tê-Lo como centro de tudo. Paulo nos adverte em Romanos 12.1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” 

Segundo Paulo, a consagração espiritual começa quando se entende as “misericórdias de Deus.” Ser alvo da misericórdia de Deus inclui o entendimento básico e claro de que Ele não só trata, mas perdoa os pecados. Se alguém é perdoado de seus pecados, essa pessoa se torna voltada para Deus. E por estar perdoada, ela se torna grata e consagrada ao Senhor. Quem não entende o pecado segundo Deus, continua pecando e zombando dele, nunca pensará em arrependimento e santificação de vida. Os que entendem as “misericórdias de Deus” por terem seus pecados perdoados, vivem sempre motivados e gratos a Ele.

Consagração espiritual segundo Paulo também inclui “apresentar-se” a Deus.  Essa apresentação é voluntária; uma entrega livre. O que Deus espera de cada um de nós é uma apresentação voluntária e não imposta. Devemos nos consagrar a Deus porque queremos e desejamos isso; queremos fazer essa decisão de forma livre; do fundo do coração.

Consagração espiritual inclui também a apresentação do “corpo” a Deus. Por quê o corpo? Porque o corpo é a fonte e a sede do pecado. Quem peca, peca através dos membros do corpo. Quem fofoca, fofoca com a língua, quem rouba, rouba com a mão, quem cobiça, cobiça com os olhos. Assim, o corpo precisa ser consagrado. Paulo diz que a consagração espiritual envolve a entrega do corpo.

Consagração espiritual segundo Paulo inclui um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.  “Vivo” significa dedicação do corpo e da alma para Deus. Deve-se usar toda a energia da vida para o Senhor. “Santo” significa a vida reta e pura aos olhos de Deus. Uma vida sem hipocrisia, sem fingimento e sem pecado.  “Agradável a Deus…” significa “do jeito de Deus”, aceitável a Ele; aprovado por Ele. Fazer com que as ações e decisões agradem a Ele. É viver para Ele; tudo para Ele. Quem vive assim, segundo Paulo, pratica o “culto racional”, ou seja, adora a Deus de forma consciente, decidida, entendendo o que se faz e o porque precisa ser feito. Consagração espiritual  não é uma êxtase mística, frenética e fanática. Não! É o bom uso da razão.

Nesses dias difíceis, onde pecar está fácil, precisamos de consagração espiritual. Precisamos, mais do que nunca decidir amar, obedecer, servir, adorar, priorizar, buscar e centrar em Deus.

Por isso, decida por uma vida consagrada!

 

 

 

 

 

 

O PARADOXO DA FRAQUEZA

O PARADOXO DA FRAQUEZA

Gostamos de ser e aparentar-nos fortes. Na verdade nosso mundo nos incentiva a isso. Alguém disse que “o mundo é dos fortes e somente sobrevive nele os que se adaptam.” Assim, não há lugar para a vulnerabilidade ou a fraqueza. Fraco é alguém perigoso por ser inapto e inoperante. O forte é destemido, controlador; ele consegue convencer pelas palavras, pelas roupas, pelo dinheiro, pelos bens e pelo status.

Diferente desse conceito, Paulo vivia no paradoxo da fraqueza. Ele testemunhou em 2 Coríntios 12.10: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.”

A grande maioria das pessoas negam, defendem ou desculpam suas fraquezas, mas o melhor que se pode fazer com elas é reconhecê-las. Reconhecê-las para si, para os outros, e diante de Deus. Quem assim o faz, identifica-se naturalmente com o ser gente, ser pessoa, “ser humano”. E mais, larga-se a farsa, a hipocrisia e habilita-se para ser usado por Deus.

Deus ama o paradoxo da fraqueza. Paulo afirmou em 1 Coríntios 1.27,28: “ Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é para reduzir a nada o que é.” Deus sempre trabalha por meio do paradoxo da fraqueza. É pela fraqueza que Seu poder é melhor demonstrado.

Nenhum de nós, em sã consciência, contrataria para assumir cargos de chefia homens como os discípulos que Jesus escolheu. O futuro da mensagem de Jesus dependia totalmente deles. Mas Jesus “os contratou”. Por quê? Porque Jesus amava o paradoxo da fraqueza. Ele não os chamou baseado no que eram, mas no que poderiam se tornar.  Esse era o estilo paradoxal de Jesus. Jesus sendo Deus, o Todo Poderoso, o Forte dos fortes, tornou-se um ser humano fraco, e por meio de uma posição de fraqueza, tornou-se servo e Salvador do mundo.

Assim, não tema admitir suas fraquezas; seja grato por elas; compartilhe-as abertamente. Isso lhe impedirá de se tornar orgulhoso, hipócrita e auto suficiente. Sua vulnerabilidade o libertará do estresse de manter uma falsa imagem; o fará humilde e dependente de outros; o fará mais compassivo e gracioso, fazendo-o enxergar melhor os erros dos outros. A fraqueza o tornará apto para ser usado por Deus. E existe uma experiência maior nessa terra do que ser usado para os propósitos eternos de Deus nesse mundo?

Não esqueça que quando você compartilha seus pontos fortes, você atrai competição, mas quando compartilha os pontos fracos você gera comunidade. Pessoas se identificam mais e melhor com gente autêntica, humilde e simples.

Nesse mundo dos fortes, não tema viver o paradoxo da fraqueza. Não tema dizer como Paulo: “Pois, quando sou fraco, é que sou forte.”

O VALOR DA OBEDIÊNCIA A DEUS

O VALOR DA OBEDIÊNCIA A DEUS

Em Atos 5, Pedro e os demais apóstolos sofreram uma forte perseguição pelos líderes religiosos judaicos pelo fato de pregarem a salvação em Jesus. No versículo 28 esses líderes afirmaram aos apóstolos: “…Demos ordens expressas a vocês para que não ensinassem neste nome.” No versículo 29 Pedro e os demais apóstolos responderam: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Os apóstolos desde cedo aprenderam o valor da obediência a Deus.

Deus não exige de nós um grande aprendizado sobre Ele. O que Ele quer é apenas que nosso coração seja honesto para com Ele e pronto a obedecê-Lo. Ele quer que valorizemos a obediência. A.W. Tozer afirmou: “Você pode ver Deus em qualquer lugar, se sua mente estiver focada em amá-Lo e obedecê-Lo.”

Na verdade nossa obediência a Deus revela muito sobre nós mesmos. Ela revela o quanto entendemos do Seu amor. Por Deus nos amar tanto, Ele estabeleceu limites para o nosso bem. Ele só quer o nosso bem e cuidado. Suas ordens são Seus limites para nosso bem; são as expressões de Seu amor e cuidado para conosco.

Nossa obediência a Deus produz em nossas vidas um senso de segurança. Senso de segurança é uma necessidade da vida. A forma de sabermos se estamos seguros é viver em obediência a Deus. Não sabemos tudo, mas Ele sabe. Suas verdades e princípios apontam para um caminho seguro para nós. A Bíblia é um livro que nos leva a caminhos seguros.

Nossa obediência a Deus revela o quanto desejamos ser mais parecidos com Jesus. O seguidor de Jesus quer ser como Ele. Ele anseia por ser como Ele. O tom de vida de Jesus era a obediência de coração. Jesus disse em João 4.34 “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” O trilho da obediência nos leva a ser mais parecido com Jesus, e isso alegra ao coração de Deus.

Nossa obediência a Deus também revela o quanto O amamos. A caminhada com Deus nunca é religiosa mas relacional. Fomos criados por Deus e para Deus para um relacionamento pessoal e íntimo com Ele. Nosso relacionamento com Ele começa e finaliza na obediência. 1 João 5.3 afirma: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos.” Não existe amor a Deus sem obediência a Ele.

Assim, quais são as áreas em que você precisa decidir obedecer a Deus? Abandone seus caminhos errados. Levante-se e obedeça a Deus! Ore nesse momentos e peça ao Senhor que Ele o ajude a viver em obediência.

Frederick W. Robertson afirmou: “Ame a Deus, e Ele irá habitar com você. Obedeça a Deus, e Ele revelará as verdades de Seus ensinamentos mais profundos.”

Lembre-se: Há muito valor em obedecer a Deus.

A FRAGILIDADE HUMANA

A FRAGILIDADE HUMANA

A vida humana é muito frágil, mas infelizmente esquecemos ou nem atentamos para isso. Somos ensinados que podemos estar sob o controle e a direção de tudo. Basta apenas planejar e organizar bem. Mas não é assim! Somos frágeis!

Jó, por exemplo, após ter perdido tudo, e ainda manter-se numa doença humanamente incurável, afirma: “Meus dias correm mais depressa
que a lançadeira do tecelão,
 e chegam ao fim
sem nenhuma esperança…O homem nascido de mulher 
vive pouco tempo
e passa por muitas dificuldades. Brota como a flor e murcha.
 Vai-se como a sombra passageira;
não dura muito.” (Jó 7.6; 14.1,2)

No Salmos 103.15,16 lemos: A vida do homem é semelhante à relva; 
ele floresce como a flor do campo, que se vai quando sopra o vento;
 tampouco se sabe mais o lugar que ocupava.” Moisés ao escreveu no Salmo 90.10: “Os anos de nossa vida chegam a setenta,
 ou a oitenta para os que têm mais vigor;
 entretanto, são anos difíceis
e cheios de sofrimento, 
pois a vida passa depressa,
 e nós voamos!”

Nossa vida, por mais que pareça longa aqui na terra, é mera neblina. A vida dá sempre a impressão que vai ser longa, mas é transitória e curta. Em Tiago 4.14 confirma isso ao dizer: “Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.”

A falta de reconhecimento da fragilidade da vida, faz com que muitos vivam de forma orgulhosa, vaidosa, materialista e confiantes em si mesmos. Presumem-se erradamente que nenhuma doença, desventura, ou a própria morte sobrevirá.

Somos frágeis e nossa fragilidade deve nos levar a ações, e em especial para com Deus. Devemos nos lembrar que Deus é o Autor e Sustentador da vida. É sabendo isso que Davi ora Salmo 39.4:“Fazê-me conhecer, ó Senhor, o meu fim, e qual a medida dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou.” Nossa fragilidade deve nos levar a render-nos humildemente diante de Deus e expressar continuamente nossa plena dependência nEle, enquanto somos conduzidos a uma vida de oração que suplica por Sua plena vontade em tudo nessa vida. E por último, nossa fragilidade acima de tudo deve nos levar desesperadamente a seguir Jesus. Precisamos de uma âncora segura para o hoje e agora, e após a morte. E Jesus é essa segurança. Ele afirma em João 11.25,26: “…Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente…”

Cientes de que a vida é frágil e passageira, precisamos refletir e agir. E jamais devemos esquecer das palavras prudentes do Senhor Jesus em Marcos 8.36: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”