O PREÇO DO DISCÍPULO

O PREÇO DO DISCÍPULO

Jesus ensinou em Mateus 5.10: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.”

Nesse texto o Senhor deixa bem claro o preço em ser Seu discípulo. Segundo Ele, todos os que decidem viver para Ele deveriam estar dispostos a sofrer com Ele antes de reinar com Ele.

Nos primeiros dias da igreja, o preço pago para ser um discípulo de Jesus era muito alto. Escolher por seguir a Cristo poderia significar uma morte por apedrejamento, como foi com Estevão em Atos 7, tortura física, como Paulo em Atos 16 ou prisão perpétua, como foi o caso do apóstolo João na ilha de Patmos em Apocalipse 1.

Paulo nos apresenta um exemplo de preço dentre tantos outros em Efésios 4.25-29: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”

Jesus deixou bem claro que quem não “tomar a cruz e o seguir”, não pode ser Seu discípulo. O seguir a Jesus inclui prontidão para o extremo. Assim, você precisa estar disposto a pagar o preço. Você precisa estar convicto de que Jesus é o maior tesouro, enquanto se propõe a abandonar seus pecados, forma de viver, medos, reputação, desculpas ou qualquer outra coisa que o prende.

Lembre-se: a graça de Cristo é gratuita para salvar, mas nunca é barata para se viver.

RENDA-SE!

RENDA-SE!

Em Marcos 14 Jesus vai ao Getsêmani orar. Ele leva consigo para esse tempo seus discípulos mais próximos: Pedro, Tiago e João.

Sabendo Ele que seu momento de passar pela aflição e dor havia chegado, estando Ele consciente de que as próximas 24 horas seriam para cumprir o plano de salvação com sua morte na cruz, e convicto dessa responsabilidade e ainda vivendo a realidade humana da morte, ali no jardim, ao invés de exigir algo do Pai, Ele humildemente rende-se em oração. Marcos 14.36 registra o clamor de Jesus: “…Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.”

Jesus rende no Getsêmani Sua vontade. Ele se humilha, se entrega, sintoniza-se com Deus e se coloca à Sua disposição, mesmo que ao fazer isso traria uma imensurável e incomparável dor.

Jesus não se protege, não se desespera, não manipula, não blasfema, não murmura; Ele não exige nada. Ele apenas rende-se totalmente ao Pai.

É no exemplo de Jesus que devemos avaliar as nossas vidas. Assim como Ele entregou-se ao bondoso e amoroso Pai em plena submissão e descanso nEle para fazer Sua plena vontade, assim também devemos proceder cada um de nós.

Seria muito bom não termos problemas na vida, mas isso é utopia. Deveríamos antes encarar de frente todos eles; deveríamos antes reconhecer nossas limitações em lidar com eles e humildemente nos rendermos a Deus. Não só para Ele nos tirar dos problemas, mas para nos dar sabedoria e força para passar por cada um deles.

Precisamos urgentemente mudar os verbos da vida. Devemos exigir menos e nos render mais, porque Deus se manifesta aos rendidos.

Os rendidos a Deus se tornam parecidos com Jesus, e quando você se rende, Deus sorri.

NA “BOCA DOS LEÕES”

NA “BOCA DOS LEÕES”

Em Daniel 6.22 lemos o testemunho do profeta: “O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.”

Daniel foi acusado injustamente. Fizeram um “complô” contra ele e o final da história é que ele perderia sua vida numa pena de morte não muito comum: morrer na boca de leões. O que fazer? Daniel não fez nada! Apenas confiou que o Senhor o poderia livrar. Confiou e foi ouvido!

Diversas vezes na vida nós também nos encontramos na “boca dos leões”. São situações inesperadas que não sabemos o que e como fazer. São momentos em que entramos em desespero, nos amedrontamos, nos sentimos falidos e sem esperança. 

Nessa hora jogamos nossas teorias, filosofias e crenças em “xeque-mate”. Nessa hora, alguns insistem em ir em caminhos que não trazem solução. Outros, humildemente e desesperadamente buscam em Deus e são achados por Ele.

O Deus de Daniel não mudou em nada. Ele continua pronto e disposto a lhe tirar da “boca dos leões” se você se achegar a Ele. 

Só Ele pode libertar e trazer solução em qualquer situação da sua vida. Só Ele!

Deixe que Deus lhe tire da “boca dos leões.” 

APRENDA A DAR

APRENDA A DAR

O mundo em que vivemos é por natureza egoísta. “Dar” não é uma prática comum do ser humano do século XXI. Muitas pessoas precisam de alguém que lhes dê. Elas não precisam de muito, mas precisam de alguém que faça algo, ainda que pouco.

O “dar” é especialmente celebrado na Bíblia em João 3.16. O texto diz o seguinte: “Porque Deus AMOU ao mundo (pessoas) que DEU seu Filho Unigênito (Jesus), para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Deus sacrificou tudo o que tinha – O Senhor Jesus – para que pudéssemos voltar para Ele, e assim, arrependidos de nossos pecados pudéssemos ter comunhão e um relacionamento com Ele.

Quando retornamos a Deus passamos a ser um canal e um duto de benção do Seu amor ao mundo. Aprendemos a “dar” do que temos e somos com a motivação correta. Quando Deus está em nossas vidas Seu poder nos transforma de egoístas em doares.
Há muitas “fomes” na vida de uma pessoa. Há fome de comida, de afeto, de atenção, de segurança, de cuidado, de um olhar, de interesse, de apoio, de um toque, de um abraço, etc. É impossível que alguém não possa dar um pouco do muito que se tem para suprir uma dessas “fomes”.

Deus não precisa de mim e de você para que as pessoas sejam abençoadas. Ele apenas determinou que outros serão abençoados através de nós. Ele nos convida a dar para que antes que o outro seja abençoado, o abençoado primeiro seja nós mesmos.

O conceito do “dar” é muito simples. O Dr. Billy Graham afirmou o seguinte: “Deus nos deu duas mãos, uma para receber e a outra para dar.”

Por isso aja com generosidade! Aprenda a dar!

EVITE AS TENTAÇÕES!

EVITE AS TENTAÇÕES!

Muitas pessoas se sentem intimidadas e culpadas pelo fato de serem tentadas. Mas ser tentado não é pecado. Pecado é ceder à tentação.

A Bíblia ensina que é preciso EVITAR A TENTAÇÃO. Paulo alerta em 1 Coríntios 16.13 dizendo o seguinte: “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé…” A palavra “vigilante” significa saber no que está sendo tentado e ser capaz de manter-se longe.

Há duas coisas que você deve ficar longe. A primeira são as situações tentadoras (circunstâncias); e a segunda são as associações tentadoras (pessoas erradas).
Você precisa saber o que te tenta e manter-se longe de situações que lhe expõe ao perigo da queda. Você também precisa evitar as associações tentadoras. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15.33: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.”

Há algumas pessoas que você precisa parar de se relacionar. Há alguns amigos que talvez não devam ser seus amigos, porque eles lhe arrastam para fazer o mal, prejudicam sua vida e lhe induz a desagradar a Deus. Lembre-se: Se suas amizades estão lhe conduzindo para longe de Cristo, esses não são verdadeiros amigos.

Seja lá o que lhe tenta, fuja! Não apenas se afaste, corra! Peça a ajuda de Deus, peça Sua força e graça e faça muito bem sua parte: fuja!

Paulo alerta em 1 Coríntios 10:13: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

É muito certa a frase: “você não pode evitar os passarinhos sobre sua cabeça, mas você pode impedir que eles façam um ninho nela.”

PUREZA NAS MOTIVAÇÕES

PUREZA NAS MOTIVAÇÕES

Há muita gente fazendo coisas sem pureza nas motivações. Muitos agem motivados pela raiva, despeito, inveja, ambição, vaidade, obrigação, ganância, avareza, etc. 

Na Bíblia, um dos maiores exemplos de falta de pureza nas motivações é a classe religiosa da época de Jesus. 

Esses homens não tinham uma vida moral dissoluta; o problema central deles estava ligado a seus motivos. Eles oravam para serem ouvidos pelos homens; contribuíam generosamente para o templo, para que pudessem de alguma forma escapar em ajudar seus pais em necessidade; condenavam o pecado que viam nos outros para exaltar a sua própria justiça, etc. 

Por não sondarem seus reais motivos, eles foram dominados por uma cegueira espiritual sem precedentes que culminou com o envolvimento direto na crucificação impiedosa do Senhor Jesus, sem que eles em nenhum momento pudessem enxergar a gravidade do seu crime. 

Davi, diferente deles, preocupa-se com suas motivações. Ele orou no Salmo 139.23,24 dizendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” 

A verdade é que precisamos nos achegar a Deus para que Ele sonde nossas motivações. Precisamos confessar toda nossa tendência ao exibicionismo, à vaidade e à competição. A pureza nas motivações não nasce do nada, é preciso intencionalmente, como Davi, buscar a Deus e sua ajuda.

O teólogo A. W. Tozer nos lembra sabiamente: “A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo.”

Pergunte a si mesmo: há pureza nas minhas motivações?

A VIDA É PASSAGEIRA

A VIDA É PASSAGEIRA

Todos sabemos que a nossa vida nessa terra é passageira. Não estaremos aqui por muito tempo. Em Tiago 4.14 lemos: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

A grande maioria acha que é algo mórbido pensar e falar sobre a morte. Mas na verdade é uma grande tolice passar pela vida negando ou evitando a morte e a eternidade. Salomão nos ensina em Eclesiastes 7.2: “É melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa, pois onde há luto lembramos que um dia também vamos morrer. E os vivos nunca devem esquecer isso.”

Jesus falou sobre a eternidade. Ele orou assim em João 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” “Vida eterna” é uma promessa a todos os que crêem em Jesus. É uma vida que transcende a própria vida.

Há anseios nessa vida que jamais serão satisfeitos aqui, somente na eternidade. Não podemos nos enganar que seremos completamente felizes nesse mundo. Aqui não é o lar final. Os que creram em Jesus como seu Senhor e Salvador foram criados para algo muito melhor.  

Quando vivemos todos os dias à luz da eternidade, os valores mudam profundamente. Começamos a usar o dinheiro com sabedoria; valorizamos mais profundamente os relacionamentos; desenvolvemos melhor nosso caráter; controlamos melhor o que lemos, assistimos na TV e como nos entretemos. 

Você e eu não viveremos eternamente nesse mundo. Somos mortais! Precisamos parar de pensar a curto prazo; precisamos investir nas coisas eternas; precisamos fazer das coisas eternas uma prioridade e o foco da vida.

Viva hoje à luz da eternidade!

BONS COMUNICADORES 

BONS COMUNICADORES

Comunicar é uma arte. Não se comunicar gera conflitos. Conflitos não resolvidos por sua vez intensificam os problemas. Problemas para serem resolvidos precisam de uma boa comunicação.

Há pessoas que não se comunicam porque vieram de um histórico familiar repressivo; outras não sabem se expressar; outras são culturalmente limitadas; e outras ainda são extremamente tímidas e temem ser rejeitadas, ou censuradas.

A Bíblia ensina como nos comunicar com eficiência. Ela nos dá parâmetros simples e práticos para uma excelente comunicação.

Bons comunicadores são sempre bons ouvintes. Em Tiago 1.19 lemos: “…. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Muitos conflitos seriam resolvidos se buscássemos ouvir e entender melhor o que o outro está tentando falar.

Bons comunicadores pensam antes de falar. Salomão nos ensina em Provérbios 15.23: “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!” Muitos se comunicam atropeladamente e de forma irada. Não é à toa que os conflitos se acumulam e os relacionamentos murcham.

Bons comunicadores falam a verdade.

Paulo nos ensina em Efésios 4.25: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo…” Nenhum relacionamento sobreviverá na base da mentira, hipocrisia e falsidade. A verdade precisa ser dita com amor, sensibilidade e franqueza, mas precisa ser dita.

Bons comunicadores também escolhem o tempo certo para falar. Em Eclesiastes 3.1,7 Salomão nos ensina: “…há tempo para todo propósito debaixo do céu.”, e há “…tempo de estar calado e tempo de falar.” Você pode ter toda razão, todo o argumento e uma boa atitude ao se comunicar, mas se errar o tempo para falar não alcançará seu objetivo.

Se você se deixar conduzir por esses princípios bíblicos e simples de comunicação, os seus relacionamentos melhorarão e muito.

GUARDA O TEU CORAÇÃO

GUARDA O TEU CORAÇÃO

Salomão afirmou em Provérbios 4.23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”

A palavra “coração” aparece 876 vezes na Bíblia. Ele sempre é usado para definir a pessoa como ela é. “Coração” é um termo que abrange a totalidade do intelecto, emoção e vontade de uma pessoa.
Salomão ensina que sobre tudo o que se deve guardar, o coração precisa ser guardado prioritariamente. Porque do coração é que vem todas as realidades da vida. O coração determina como serão as escolhas, e por sua vez, como a vida seguirá e terá rumo.

Jesus ao falar sobre o coração, tira uma “foto” tão precisa e real, que expõe a corrupção dele de forma gritante. Jesus afirmou em Marcos 7.21-23: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.”

Ao ver a realidade nua e crua do coração, exige-se desesperada e urgentemente uma limpeza e purificação. Não é à toa, que após ser confrontado com seu adultério, Davi ora, dizendo assim no Salmo 51.10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.”

Sabendo o que somos por dentro, devemos colocar muros, grades e pesados cadeados em nossos corações. Precisamos vigiar e guardá-lo com cuidado e critério. Ele é um perigo!

A melhor coisa que podemos fazer é apresentar constantemente nossos corações ao Senhor. 

A segurança de nosso coração está em canalizá-lo para os interesses e desejos de Deus. 

Guarde o seu coração!

OUÇA MAIS!

OUÇA MAIS!

Ouvir é um dos maiores desafios da vida. A Bíblia nos diz em Tiago 1.19: “Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Salomão em Provérbios 1.5 ensina que para alguém tornar-se sábio é preciso que ele ouça. O texto diz: “Ouça o sábio e cresça em prudência.” Salomão ainda ensina por contraste em Provérbios 10.19 a importância de ouvir. Ele afirma: “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.” 

Sabemos muito pouco sobre a importância do “ouvir”, mas infelizmente temos sido “experts” no “falar”. Queremos falar. Queremos contar o que somos, o que temos feito, como temos feito e o que nos tornamos.

Os relacionamentos seriam mais saudáveis se fosse dedicado mais tempo em ouvir. Pessoas precisam e desejam ser escutadas. O escritor Rubem Alves afirmou: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…”

“Ouvir” não significa ter uma atitude passiva no diálogo. “Ouvir” é um meio e não um fim. Não se pode usar o “ouvir” para não querer conversar.

Assim sendo, aprenda a ouvir. Ouça com os olhos e ouça com o corpo. 80% da comunicação é não verbal. Seja simpático e ouça com o coração. Procure entender as emoções por trás das palavras. 
Despenda tempo para ouvir as pessoas a seu redor. Empreste a elas seu ombro e seus ouvidos. Você pode ser um grande instrumento de Deus para curar muitas vidas.

Pessoas que você quer bem seriam grandemente transformadas e abençoadas pelo simples fato de serem ouvidas. Por isso, ouça mais!

UMA NÍTIDA VISÃO DE DEUS

UMA NÍTIDA VISÃO DE DEUS

Davi afirmou no Salmo 23.6: “…bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.”

Os dias bons e difíceis virão para todos. Haverá momentos em que tudo irá bem, mas haverá dias em que nada poderá ser explicado pela lógica, pela filosofia e muito menos pela teologia. O que fará a diferença nos dias bons e negros da vida é a visão que se tem Deus.  

Davi recebeu um claro discernimento divino quanto à vida em si. Ele diz no Salmo: “…bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.” Davi estava muito consciente da presença de Deus na sua vida e da necessidade última de sua bondade e misericórdia.

Davi sabia que nem sempre as coisas boas viriam em sua vida. Ele reconhecia que quando tudo estava indo bem, isso revelava a bondade de Deus, mas também sabia que quando a vida estava ruim, a Sua misericórdia se manifestava de forma especial.

Paulo afirma em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperamh para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Esse texto afirma que Deus está usando tanto o bem como o mal para trabalhar em conjunto na vida de todos que tem a Jesus como Senhor e Salvador. Não há desastres, dilemas, derrotas ou dificuldades que Deus não use para o bem daqueles que O amam.  

Por isso, mantenha o equilíbrio. A vida lhe trará alegrias e dissabores. Em ambos você precisa confiar que Deus está olhando e cuidando de você.

Caminhe pela fé nesse Deus e não por circunstâncias boas ou ruins. Confie que Ele tem planos e A maiores.

Viva com uma nítida visão de Deus.

 

O ARREPENDIMENTO DOS PECADOS

O ARREPENDIMENTO DOS PECADOS

Em Marcos 1.5 lemos: “Saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.”

Nesse texto de Marcos fala de um homem muito importante no Novo Testamento: João Batista. Em Lucas 1, seu nascimento fora anunciando pelo anjo Gabriel a seus pais, Zacarias e Isabel. “João Batista” significa: João, o que batizava.

João Batista foi levantado para cumprir a profecia de Isaías 40.3, que diz: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo uma vereda a nosso Deus.” Ele foi o último profeta que preparou o coração do povo, chamando-os ao arrependimento, a fim de receberem o Messias Salvador, o Senhor Jesus.

Ao ouvirem a Palavra de Deus proferida por João Batista, tendo sido confrontados com seus pecados, esses ouvintes se arrependeram, confessaram seus pecados e foram batizados. Eles fizeram uma ruptura com seus passados pecaminosos e foram transformados pelo poder de Deus.

Deus perdoa pecadores arrependidos. Todos os que confessam seus pecados a Ele receberão Seu perdão. Mas se você não se vê como pecador, então você acredita que não tem pecado. Se você acredita que não tem pecado, você também acredita que não precisa de arrependimento. Se você acredita que não tem pecado e não necessita de salvação, você também não precisa de um Salvador. Se você não precisa de um Salvador, você não será salvo.

Deus perdoa e salva apenas os pecadores que se voltam para Ele, arrependidos e confessando seus pecados. Todo aquele que insiste em ser amistoso com o pecado não verá a salvação de Deus e a transformação de sua vida.

Hoje, Deus insiste para que você se arrependa e confesse seus pecados a Ele.

UMA “NOVA CRIATURA”

UMA “NOVA CRIATURA”

A Bíblia afirma que quando alguém se arrepende de seus pecados e volta-se para Deus, todos os pecados são perdoados e a pessoa torna-se uma “nova criatura” em Cristo. 

Paulo categoricamente afirmou em 2 Coríntios 5.17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

O apóstolo Paulo conta sua própria experiência como “nova criatura” em 1 Timóteo 1.12-14. Ele diz: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor… a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.”  

Em sua pequena biografia, Paulo testemunha de seus pecados, chamando-se a si mesmo de “blasfemo, e perseguidor, e insolente”. Ele diz que esses pecados foram motivados pela “ignorância” e “incredulidade”, ou seja, Paulo não compreendia e nem cria na pessoa e obra de Jesus. Atos 9 narra com detalhes sua conversão a Jesus.

Ao crer em Cristo, Paulo tornou-se uma “nova criatura”. Em Filipenses 3.7,8 ele testemunha o que mudou em sua vida. Ele diz: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor…”

Como Paulo, se você creu no Senhor Jesus e se arrependeu de seus pecados, você agora tem uma nova vida; você é uma “nova criatura”. Isso é perceptível pelo fato de você ter agora novos desejos e novos interesses, aliado a uma forte disposição de viver e agradar a Deus.

O que realmente demonstra em sua vida que você é uma “nova criatura”?

A SOLUÇÃO PARA O PECADO

A SOLUÇÃO PARA O PECADO

Paulo afirma em Romanos 3.23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O veredito universal de Deus para todos os seres humanos é que todos são pecadores e estão distantes dEle.

A consequência mais objetiva do pecado está em Romanos 6.23: “Porque o salário do pecado é a morte…” A morte – a separação física, espiritual e eterna de Deus – é o pagamento final pelo pecado.

Sendo o pecado a realidade sinistra a todo ser humano, qual a solução para ele? Paulo afirma o seguinte na segunda parte de Romanos 6.23: “…, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

A solução de Deus para o pecado é uma pessoa: Seu Filho, Jesus! A solução para o pecado não está em práticas de boas obras, uma nova filosofia, uma religião, ou em qualquer prática espiritual de autopurificação. A solução para o pecado vem do próprio Deus. Jesus é o presente de Deus aos homens para lidar com o pecado.

Como o “salário do pecado é a morte”, Jesus morreu há 2000 anos atrás numa cruz para pagar o preço do pecado. Para validar e autenticar o fato de que Deus aceitou o pagamento da morte de Seu Filho na cruz pelo pecado, o próprio Deus o ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.

Assim, a solução para o pecado está acessível a você e a mim. O único meio para você se apropriar dessa solução de Deus para com o seu pecado é se arrependendo diante dEle e crendo na pessoa e na obra de Jesus na cruz por você.

Quando você se voltar para Deus, você será totalmente liberto de seus pecados, será declarado justo diante dEle e desfrutará de uma vida nova hoje e eternamente.

A REALIDADE ESPIRITUAL HUMANA

A REALIDADE ESPIRITUAL HUMANA

Romanos 3 é um dos capítulos mais esclarecedores da Bíblia quanto à realidade espiritual humana diante de Deus. No versículo 9 Paulo afirma o seguinte: “…pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado.” A declaração final de Deus a todos é: pecadores!

Nos versículos 10-18, Paulo é ainda muito mais específico quanto à realidade espiritual humana. Ele dá o perfil prático e generalizado de cada pecador. Ele afirma: “…Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.”  

Segundo esse texto bíblico, o pecado atingiu em cheio a cada ser humano sem exceção. A personalidade, o intelecto, a vontade, o comportamento e as reações estão instintivamente dominadas pelo pecado. Assim, Paulo conclui no versículo 23: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” 

A declaração universal e a realidade espiritual da humanidade mostram que “todos pecaram” e estão aquém da “glória de Deus”. Todos falharam e rejeitaram viver segundo os propósitos de Deus. Todos, sem exceção.

Essa realidade espiritual deve nos chocar e nos desesperar. Não podemos nos auto libertar; não podemos nos auto salvar; estamos sujos e doentes diante de Deus; precisamos urgentemente de ajuda espiritual. Mas onde está a solução para o pecado? Se não está conosco, com certeza está com Deus.

CONHECENDO A VONTADE DE DEUS

CONHECENDO A VONTADE DE DEUS

Paulo afirmou em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Por ignorância em relação à vontade Deus, muitos querem que Deus basicamente diga-lhes o que fazer, onde trabalhar, onde morar, com quem se casar, etc. Mas não é assim.

Paulo ensina-nos dois princípios para conhecermos a vontade de Deus. O primeiro é que Deus nos revela sua vontade quando não nos conformamos ao mundo. “Conformar” é “tomar molde”. A palavra “mundo” significa literalmente, a cultura e a forma de pensar e viver de uma sociedade que não se importa com Deus. Assim, para se conhecer a vontade de Deus não podemos deixar que sejamos absorvidos pela cultura e filosofia do mundo. Quem relativiza as verdades de Deus e se adequa à forma como o mundo vive, nunca entenderá os perfeitos planos de Deus.

O segundo princípio do texto, para se conhecer a vontade de Deus é que a mente precisa ser renovada. Paulo diz, “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.” A palavra “transformar” significa “passar por uma metamorfose”. Metamorfose é a mudança de um ser em outro. Assim, só podemos entender a plena vontade de Deus quando mudamos radicalmente o modo de pensar e adquirimos um pensar com base nos princípios e nos valores de Deus.

Se realmente você quer conhecer a vontade de Deus para Sua vida, abandone os valores do mundo atual que é radicalmente contra Deus, e deixe que sua mente seja absorvida pelas verdades da Palavra de Deus.

Lembre-se: para conhecer a plena vontade de Deus para sua vida, é preciso inicialmente que você esteja disposto a colocar de lado a sua própria vontade.

DIANTE DAS PERDAS

DIANTE DAS PERDAS

A experiência das perdas é por vezes algo traumático. Perder pessoas, propriedades, posição social, emprego e oportunidades, é algo difícil de se assimilar. 

Jó na Bíblia, é um homem que perdeu tudo. Ele perdeu seus filhos, seus bens, suas oportunidades, sua saúde, seus amigos e por fim o apoio de sua esposa. Diante de suas perdas, Jó teve uma atitude de fé e resignação diante de Deus. Ele disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21). 

Jó decidiu centrar-se, focar-se e adorar a Deus diante de suas perdas. Por quê? Porque sabia que não era nem merecedor e nem possuidor de nada. Ele via em Deus a fonte de tudo e estava ciente que não tinha controle e nem domínio sobre seu mundo e as perdas. A visão acurada de Deus fez com que Jó não se perdesse diante de suas perdas.

Jó não pôde impedir nada em sua vida, mas decidiu confiar em Deus e deixar que suas perdas o levassem a um compromisso maior com Ele. Jó decidiu também não se ressentir. Ele não entendeu tudo no momento em que seu mundo desabava, mas resolveu confiar em Deus, que a Seu tempo, revelou Seu bondoso propósito.

Nem sempre você poderá evitar as perdas, mas você pode decidir responder a elas de modo a glorificar e confiar em Deus. Você pode orar e pedir a Ele para que lhe dê paz, força, serenidade, sabedoria e consciência de Seu precioso amor e propósito soberano. 

Não se perca diante de suas perdas.

MUDE SUAS ATITUDES

MUDE SUAS ATITUDES

Nada muda enquanto não houver atitudes. Vida diferente inclui atitudes diferentes. Atitudes são o resultado direto de uma mudança de pensamentos. Pensamentos afetam as atitudes, atitudes modelam os hábitos e os hábitos determinam os caminhos.

Para mudar suas atitudes, em primeiro lugar, busque a Deus prioritariamente. O Senhor Jesus afirmou em Mateus 6.33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Jesus veio ao mundo para nos trazer de volta a Deus. Somos apenas os seres humanos que Deus intencionou, quando nos voltamos a Ele. Priorize a Deus! Esse é o seu dever diante dEle.

Para mudar suas atitudes, em segundo lugar, valorize seus relacionamentos. Ame as pessoas! Paulo afirmou em Romanos 13.9: “…se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Nascemos com pessoas ao nosso redor e morremos com pessoas ao nosso redor. Por isso, valorize mais seu cônjuge, seus filhos, seus parentes, seus colegas e até seus inimigos.
Invista seu tempo, bens e recursos em pessoas. Valorize seus relacionamentos!

Para mudar suas atitudes, em terceiro lugar, assuma responsabilidades. Seja sério com sua vida! Em Provérbios 27.12 aprendemos: “O prudente vê o mal e esconde-se.…” Há coisas na vida que só dependem de você. É você que precisa se alimentar de forma saudável, fazer exercícios, gastar menos, poupar mais, trabalhar duro, etc. Você está agindo assim? Muita gente sofre hoje por nunca ter levado áreas de sua vida a sério. Faltaram seriedade e responsabilidade com a vida.

Lembre-se que nada muda até que suas atitudes mudem. Por isso mude hoje suas atitudes para com Deus, para com os outros e para consigo mesmo.

PARE DE SE PREOCUPAR

PARE DE SE PREOCUPAR

As crianças nos ensinam que a vida pode ser menos complexa. Comumente quando desejam algo elas falam diretamente aos seus pais. Elas não se preocupam como eles irão supri-las; elas apenas pedem.

Alguns de nós estamos seriamente preocupados com situações reais ou imaginárias da vida. Algumas dessas preocupações não temos controle algum, e só de pensarmos nelas somos tomados de medo, agonia, angústia e aflição. O que fazer? Precisamos, como crianças espirituais, levar tudo ao Pai celeste.

Na Bíblia, Deus sempre se apresenta como o Criador, o Provedor, o Sustentador e o Benfeitor de seu povo. Ele é o “Pai Celeste” que sabe e supre a seu tempo cada uma das necessidades. No Salmo 38.9 o salmista diz: “Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.” Em 1 Pedro 5.7 aprendemos: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

Nesses textos Deus nos diz que devemos entregar a Ele tudo o que nos afligem; todos os nossos problemas e preocupações. Ele se importa e se preocupa com tudo o que ocorre conosco. Deus não quer que carreguemos sozinhos o peso dos problemas e aflições.

Paulo exorta em Filipenses 4.6: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Segundo Paulo, devemos aprender a entregar a Deus o que nos afligem, ao invés de permitir que dominem nossas mentes.

Se hoje você tem qualquer preocupação, lance-a totalmente aos cuidados do Senhor. Entregue a Ele tudo o que pesa em seu coração e peça que Ele lhe inunde com paz, dando-lhe sabedoria, discernimento e solução para cada problema e dificuldade.

OS VERDADEIROS ADORADORES

OS VERDADEIROS ADORADORES

Em João 4.23 Jesus afirma o seguinte: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

No contexto, Jesus está falando com uma mulher samaritana. Ela acreditava que a forma certa de adorar a Deus estava intimamente ligada a um local. Para os judeus esse local era Jerusalém e para os samaritanos esse local era o Monte Gerizim. Mas Jesus corrige tudo isso.

Jesus diz que “Deus é espírito”. Ele diz que a natureza e a essência de Deus é incorpórea, imaterial e invisível. Sendo Deus espírito, toda a adoração a Ele deve ser de origem espiritual.

Jesus continua dizendo “…que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” Ele define a base para a verdadeira adoração. Adorar em “espírito” significa que o foco deve ser as realidades espirituais e não os lugares externos. Adorar em “verdade” significa que o adorador está em pleno acordo com a palavra de Deus, porque ela é a verdade, e que em sua vida não há fingimento, hipocrisia ou incoerência.

Jesus não quer que fiquemos confusos. Adoração não significa atividade num local, mas uma identidade espiritual. Os verdadeiros adoradores centram-se em Deus, exaltam a Deus, honram a Deus e focam em Deus. Os verdadeiros adoradores o adoram numa esfera espiritual e são dominados por um coração que crê na verdade, ama a verdade e acima de tudo, pratica a verdade.

Paulo afirmou em Atos 7.48 que “…Ele (Deus) não habita em templos feitos por mãos humanas…”. Assim, quando os verdadeiros adoradores se encontram, o local não faz a diferença porque a verdadeira adoração se processa no coração e na intimidade com Deus. Sagrado sempre deve ser a vida do adorador.

Segundo Jesus, você é um verdadeiro adorador?