EM DESESPERO

Desespero é um sentimento de desesperança, angústia e aflição, aliado a um profundo desânimo e descrença em tudo e todos.

Em 2 Coríntios 1-8-11, Paulo conta-nos sobre sua experiência com o desespero. Ele diz: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de
desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor…”

Paulo diz que o desespero tem sua origem nas circunstâncias difíceis da vida, as quais ele as chama de “provações”. Como Paulo, precisamos saber qual é o origem do nosso desespero e encara-lo de frente.

Paulo também aponta que alguns tipos de circunstâncias nos levam ao desespero a ponto de querermos desistir de viver. Ele diz: “…porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida.”

Paulo nos ensina que em nosso desespero devemos ir urgentemente a Deus e confiar nEle. Ele diz: “… tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos…”

Paulo ainda nos ensina que no desespero devemos buscar apoio e ajuda de outros, especialmente de suas orações. Ele afirma: “…ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor…”

Se hoje você está desesperado fale abertamente com Deus sobre seus dilemas, enquanto entra em contato urgente para que alguém lhe ajude em oração.

Não se desespere no desespero.

REAGINDO ÀS ACUSAÇÕES

Durante boa parte do ministério de Jesus, seus oponentes o observavam em tudo com o fim de acusá-lo. Lucas 11.53,54 afirma que “…passaram os escribas e fariseus a argui-lo com veemência, procurando confundi-lo a respeito de muitos assuntos, com o intuito de tirar das suas próprias palavras motivos para o acusar.”

A última e fatal cartada de acusação que seus opositores fizeram, foi perante Pilatos. Mateus 27.12,14 afirma que Jesus quando foi “acusado… nada respondeu… de modo que o governador ficou muito impressionado.”

Jesus diante das acusações manteve silêncio. Por que Ele reagiu assim? Primeiro, porque sua consciência não o acusava de nada, nem diante de Deus e nem diante dos homens. Segundo, porque Ele sabia que no plano eterno do Pai era necessário passar por toda maldade de seus opositores. Terceiro, para se solidarizar com aqueles que são acusados injustamente.

Diferente do Senhor Jesus, algumas acusações contra nós podem proceder. Contudo podemos também ser alvos de acusações injustas. É preciso refletir sobre a origem e de quem procede as acusações.

As acusações contra você são justas ou injustas? Se são justas, peça perdão a Deus e a quem ofendeu. Caso sejam injustas, aja como Jesus: mantenha silêncio e deixe Deus tratá-las para você.

As acusações sempre são testes que revelam seu estado espiritual. Porque se você for acusado justamente e resolve ignorar, o pecado do orgulho aparece. Mas se for acusado injustamente e deixar que Deus trate, Ele verá Jesus em você e honrará sua humildade.

Saiba reagir corretamente diante das acusações.

AME A DEUS!

Jesus afirmou em Mateus 22.37-38: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento.”

O que o Senhor Jesus quer dizer nessas palavras é que nosso amor e nossa adoração a Deus precisam ser algo exclusivo e prioritário.

Devemos amar a Deus em tudo o que somos, temos e nos tornamos. O fim gracioso de todo o ser humano é amar a Deus. Nada deve ocupar mais nossa atenção do que Ele. Ele precisa ser o supremo, recebendo devoção exclusiva. Se assim não o for, seremos idólatras.

Idolatria tem a ver com o que amamos mais do que Deus. Idolatria é o que e a quem amamos, devotamos tempo, recursos e esforços. O que amamos ocupa nossas motivações, desejos, pensamentos, palavras e ações. João Calvino afirmou: “Cada um de nós, desde o ventre de nossas mães somos artesãos de ídolos.” Idólatras usam a Deus para alcançar o que desejam.

Idolatria é mais do que render-se a um ídolo feito por mãos humanas. Idolatria significa devotar amor completo àquilo ou àquele que se tornou o centro de tudo. Idolatria significa colocar a esperança e confiança em algo ou alguém que não seja o Senhor.

Tudo o que você ama, deseja, espera e confia mais do que Deus é idolatria. Tudo o que você procura para ser feliz, realizado e ter significado, fora de Deus é idolatria.

Se você não entender onde estão os seus ídolos, você não buscará arrependimento e mudança verdadeira.

O que Jesus deseja é que você ame a Deus. Se Ele for a maior prioridade de sua vida todo o resto terá o devido lugar.

Abandone a idolatria. Ame a Deus!

OUSADOS EM DEUS

Hananias, Misael e Azarias se tornaram cativos em Babilônia. Na Babilônia suas vidas foram extremamente mudadas. Seus nomes foram mudados, suas roupas foram mudadas e seu idioma foi mudado. A Babilônia os mudou em muitas coisas, mas não conseguiu mudá-los em seus valores e convicções espirituais.

No capítulo 3 de Daniel, o rei Nabucodonosor construiu uma grande estátua de ouro e mandou que todos a adorassem. Mas esses homens não a adoraram.

Nabucodonosor ficou indignado e mandou chamá-los. Em Daniel 3.14,15, o rei disse o seguinte: “…É verdade…que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, estai dispostos…prostrai-vos e adorai a imagem que fiz?… porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”

A essa palavra, esses ousados homens disseram nos versículos 16-18: “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.”

Esses homens se dispuseram a não só defender suas convicções de fé, mas morrerem por elas. Furiosamente eles foram lançados na fornalha ardente, mas porque foram ousados em Deus, Ele graciosamente os salvou.

Hoje, mais do que nunca, precisamos urgentemente de pessoas ousadas, corajosas, audaciosas, intrépidas e destemidas em Deus. Pessoas dispostas a ir adiante em suas convicções, prontas a sofrerem retaliações e ousados em dizer “não” para o pecado e o mundo, e “sim” para Deus.

Você será uma delas? Você está pronto para ser ousado em Deus e confiar nEle quanto às consequências?

AS BENÇÃOS DE DEUS

Em Números 6.23-26 Moisés ordenou a Arão e aos seus filhos que abençoassem os israelitas, dizendo: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz.”

A “bênção araônica”, assim chamada, contém as três bênçãos principais de Deus para uma vida.

A primeira bênção é a proteção de Deus. O texto diz, “O Senhor te abençoe e te guarde…” Somos todos vulneráveis e desprotegidos. Vivemos constantemente diante do perigo do mal. Precisamos urgentemente da proteção de Deus.

A segunda bênção é o favor gracioso de Deus. O texto diz: “…o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça…” Somos cheios de pecados, falhas e erros. Precisamos nos voltar para Ele; e quando assim o fazemos, Ele nos favorece. Ele nos recebe por Sua graça.

A terceira bênção é a paz de Deus. O texto diz: “…o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz.” Somos todos abatidos por notícias que tendem a nos tirar o equilíbrio emocional. Somente Deus pode pacificar-nos quando o incontrolável chega à vida.

É em Jesus que todas essas bênçãos estão hoje disponíveis a cada um de nós. Ele é o bom pastor que protege. Ele é o Salvador que demonstrou o favor do Pai ao morrer na cruz pelos nossos pecados. Ele é a paz que precisamos diante dos problemas e dilemas da vida. Ele é que diz: “Vinde a mim… e eu vos aliviarei…”

Todas as bênçãos de Deus estão em Jesus. Ele é a proteção, salvação e paz  que você precisa hoje e eternamente. Essas bênçãos estão disponíveis caso você venha a Ele.

Suplique a Ele Suas bênçãos, e você as terá.

“ESPINHO NA CARNE”

Paulo em 2 Coríntios 12.7 enfrentava as dores do “espinho na carne”. Nem ele e nem ninguém poderia tirar os sofrimentos internos que tudo isso lhe causava. O mais chocante nessa história toda é que após orar nem o próprio Deus o tirou.

Paulo não interpretou que Deus fosse mau ou insensível por não tirar o seu “espinho na carne”. Ele confiava em Deus e sabia que havia algo maior e melhor. O próprio Deus a seu tempo lhe respondeu no versículo 9, dizendo: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…”

Paulo então, com plena resignação e submissão aos planos amorosos do soberano e querido Deus, afirma dizendo no versículo 10: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.”

Nada pode ser mais reconfortante do que saber que há um Deus amoroso que não só permite o “espinho na carne”, pelo qual nos dará a oportunidade de agir por fé nEle, como também nos deixará livres caso queiramos nos revoltar contra ele. Porque certo é o ditado: “O sol que derrete a cera, endurece o barro.”

Deus sempre usa o “espinho na carne” para que sua fé seja sólida nEle. Lembre-se que Ele permanecerá presente com você dando-lhe Seu poder, força, graça e consolo em qualquer situação. Sua escolha é confiar ou duvidar dEle.

Charles Spurgeon afirmou: “Mantenha sua atenção simplesmente sobre Jesus. Deixe que Sua morte, Seus sofrimentos, Seus méritos, Suas glórias, Sua intercessão fiquem sempre frescos em sua mente. Quando você acordar pela manhã, olhe para Ele; quando você se deitar à noite, olhe para Ele… Siga fortemente com Ele; Ele nunca falhará com você.”

Deus está com e por você em seu “espinho na carne”.

OS COMUNS

Em Atos 9, temos a conversão de Saulo. Saulo era um líder fariseu fervoroso e intenso. Ele esteve presente na morte do primeiro mártir da igreja cristã, Estevão. Ele também tornou-se um perseguidor ferrenho dos primeiros cristãos, indo a Damasco para prendê-los. Mas na estrada ele teve uma visão de Jesus, ficou cego e se converteu.

Após a sua conversão, Jesus enviou um homem chamado Ananias para visitá-lo. Em Atos 9.15 Jesus disse o seguinte a Ananias: “…Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel.” Ananias obedeceu ao Senhor. Ele procurou Saulo e orou com ele; a visão e a vida de Saulo foram restauradas.

Há algo muito interessante nessa história. Para ministrar ao novo convertido, Saulo, Deus não enviou nem o apóstolo Pedro e nem João. Ele chamou um homem comum, Ananias. Ananias não escreveu nenhum livro do Novo Testamento e possivelmente nem pregou nenhum sermão notável. Mas ele, pela fé, obedeceu a Deus e cuidou espiritualmente de Saulo que se tornou Paulo. Paulo sim, fez o que nenhum outro fez em benefício do Evangelho de Jesus no mundo. Tudo isso aconteceu na vida de Paulo graças a um homem comum chamado Ananias.

Você talvez se sinta uma pessoa “comum” no reino de Deus. Saiba, que como Ananias, você também tem grande valor para Deus. O Senhor apenas espera que você seja fiel e obediente a Ele. Ele deseja lhe usar. Talvez não seja para coisas grandes, mas talvez para ser um início de grandes coisas em Seu reino.

A simples obediência a Deus de uma pessoa comum pode fazer toda a diferença hoje, amanhã e eternamente.  

UM NOVO RUMO

Numa manhã, quando Alfred Nobel estava lendo o jornal, ficou chocado ao encontrar seu nome listado na coluna de obituários. Foi um erro, mas estava lá.  Ele ficou atordoado ao ver que ele foi principalmente lembrado como o homem que inventara a dinamite. Naquela época da história, a dinamite fora usada com grande efeito para a guerra. Isso afligiu grandemente Nobel,  que parou para pensar que tudo o que ele um dia seria lembrado é por ter inventado algo que matava as pessoas. Nobel então decidiu mudar o curso de sua vida. Ele se comprometeu com a paz mundial e estabeleceu o que conhecemos hoje como o Prêmio Nobel da Paz. Quando o nome dele  é mencionado hoje, a dinamite raramente é a primeira coisa que vem à mente das pessoas.  Em vez disso, pensamos no prêmio que tem seu nome. Tudo isso aconteceu porque Alfred Nobel decidiu dar um novo rumo à vida.

Paulo testemunhou sobre si mesmo em 1 Timóteo 1.12,13: “Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia…”

Antes de Paulo se tornar Paulo, seu nome era Saulo. Ele estava determinado em parar a propagação do cristianismo. Mas ele foi dramaticamente convertido a Cristo na estrada de Damasco. A partir daí dedicou o resto de sua vida a pregar o evangelho de Jesus. Hoje nos lembramos dele como um grande missionário, teólogo e escritor (Ele escreveu 13 cartas em todo o Novo Testamento). Paulo é lembrando pelo novo rumo de sua vida.
  

Caso você leia hoje seu próprio obituário, do que você acha que as pessoas se lembrariam?

Nunca é tarde demais para dar um novo rumo à sua vida.

PREJUÍZO NOS NEGÓCIOS

Em Mateus 8.34 há um episódio interessante. O texto afirma: “Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, quando o viram, suplicaram-lhe que saísse do território deles.”

Aquela cidade pertencia a região de Gadara. Viviam nela dois homens extremamente dominados e oprimidos por forças demoníacas. Esses homens imprimiam um forte terror social. A sociedade os temia.

Mas quando Jesus chegou ali, aqueles demônios foram expulsos. Antes de sair, eles suplicaram a Jesus que fossem mandados para uma manada de porcos. Jesus permitiu.

Depois desse milagre tremendo, esperava-se que a cidade toda dissesse: “Esse Jesus é maravilhoso…Ele é tudo o que precisamos…obrigado Jesus por ter vindo a nossa cidade…se Ele fez o que fez na vida desses dois homens, imagina o que poderia fazer em nossas vidas?” Mas infelizmente não foi nada disso que aconteceu.

A cidade toda pediu que Jesus fosse embora. Por quê? Porque a presença de Jesus foi um péssimo negócio para eles. Um rebanho imenso de suínos atravessou um penhasco e morreu. Eles tiveram um grande prejuízo financeiro. Para eles, se Jesus continuasse na região haveria um sério problema econômico. Então o convite foi: “Jesus, vá embora!” Ele se foi!

Para algumas pessoas, Jesus é muito ruim para seus negócios; especialmente para aqueles que tentam ludibriar e entreter o sofrimento humano.

Jesus nunca forçará Seu caminho, nem para você e nem para ninguém. Mas o certo é que sem Ele a vida continuará um inferno; sem rumo e muito difícil.

O sábio e o certo a se fazer é o seguinte: Se Jesus é precioso para você, mas se em algum momento Ele se tornou um grande prejuízo para os seus negócios, o melhor mesmo seria ir atrás de um outro emprego.

BUSQUE A DEUS!

Em Atos 17.27-29, Paulo estava em Atenas, no areópago. No meio dos mestres da arte e da sabedoria grega, ele afirmou o seguinte: “Deus fez isso para que os homens o buscassem… Pois nele vivemos, nos movemos e existimos… Assim, visto que somos descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem.”

Paulo deixa bem claro que Deus é a causa primeira de tudo. Em Romanos 1.19,20 ele declara: “Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis.”

Deus se revelou a toda humanidade por criar e sustentar o universo. Essa deve ser a razão principal pela qual todos os homens devem buscar a Deus.

O problema dos gregos era que eles estavam adorando deuses errados. Eles esperavam e confiavam suas vidas em seus panteões de deuses.

Hoje nossos ídolos são outros. Prestamos culto e adoramos a ira, o orgulho, a sensualidade, a avareza, a ambição, a intelectualidade, a capacidade, a ciência, a arte, a cultura, a religião, o dinheiro, o marido, a esposa, os filhos, os bens, etc.

Deus espera que você troque, abandone seus ídolos, e O busque. Ele espera que você vá a Ele pelo jeito dEle. O Seu jeito chame-se, Jesus. Jesus mesmo diz em João 14.6: “…Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Busque a Deus!

PRECISAMOS DE DEUS?

A comunidade naturalista científica mundial zomba da ideia de que há um Deus, e que seres humanos têm uma alma, algum componente espiritual ou um propósito em ser. Ela acredita que tudo pode ser validado por reações químicas. Ela afirma que os seres humanos são apenas o resultado aleatório de processos bioquímicos e de uma seleção natural. O motivo central pelo qual existimos é simplesmente para propagar os genes. Ainda que essa teoria seja bem articulada, na prática, não nos sentimos confortáveis com essa linha de pensamento.

Em Atos 17, Paulo esteve no Areópago em Atenas, e vendo ali o panteão de deuses dos atenienses, encontrou dentre eles um que dizia: “ao deus desconhecido”. Tomando essa frase, Paulo então expôs as verdades sobre Deus, apresentadas nos versículos 24 a 28: ” O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor dos céus e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra… Pois nele vivemos, nos movemos e existimos.”

Crer que somos apenas uma sacola bioquímica, iludidos pela moralidade e na busca de um propósito de vida, alimenta não só um cinismo e pessimismo quanto ao ser humano, mas pior, alimenta ainda ideias anarquistas, aquelas que desrespeitam claramente o ser humano e que abrem oportunidades para o conceito de superioridade de raça ou cultura, enquanto na prática, vidas são mortas em um “holocausto”, por armas químicas, uma faca, uma arma, uma bomba, etc.

Precisamos de Deus? Sim! Ainda que não se perceba e nem queira. Fugir dessa necessidade e realidade, é simplesmente alimentar o caos.  

AS ESCOLHAS

Em Filipenses 3.7 Paulo afirma: “Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.”

Nesse texto o apóstolo Paulo cria que em um determinado tempo em sua vida houve um  lucro externo e social em seu estilo de vida, em sua religiosidade, capacidade e oportunidades. Mas num certo dia ele escolheu dizer “não” a tudo por causa de Jesus. Ele considerou Jesus o mais importante.

Todos os dias fazemos escolhas. Fazemos escolhas certas e erradas. As escolhas certas levam em conta o que Deus deseja e quer. As escolhas erradas levam em conta o que queremos e desejamos e que estão totalmente desalinhadas com os propósitos dEle. São escolhas que não tem qualquer valor eterno.

Todas as nossas escolhas revelam o que realmente valorizamos. Revelam quem somos; o nosso caráter. Elas mostram o quanto Deus e seus princípios são ou não são importantes para nós.

Em Jesus vemos o padrão das escolhas certas. Comumente escolhemos por glória, fama e glamour, mas Ele escolheu se humilhar. Escolhemos por prazer egoísta, mas Ele escolheu pelo sofrimento altruísta. Escolhemos pela autoproteção, mas Ele escolheu se entregar na cruz pelos nossos pecados. Escolhemos pelo controle de tudo, mas Ele decidiu viver em plena e total confiança no Pai.

Como andam suas escolhas? Qual é o motivador central de suas escolhas? Suas escolhas levam em conta o que Deus pensa?

Faça suas escolhas pelo padrão de Deus. Pode ser difícil, duro e inadequado para a sociedade, para a família, para os amigos, para muita gente, etc., mas escolha pelo o que agrada a Deus.

Andar com uma consciência limpa e fazer o que é agradável diante de Deus e das pessoas é um descanso para alma, e não tem preço.

CONSIDERE ORAR

Muitos estão lutando seriamente com vícios, impaciência, ira, frustração, dúvidas, ansiedade, etc. Nessas lutas da vida se considera de tudo, menos orar ao Senhor.

A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que consideraram orar ao Senhor com seriedade diante das batalhas de suas vidas. Elas buscaram a Deus com insistência e persistência e foram abençoadas.

Um dos exemplos clássicos foi o rei Ezequias. Quando soube que estava doente ele imediatamente orou. Em Isaías 38.2 diz que “Ezequias virou o rosto para a parede e orou ao Senhor.”  O resultado de sua oração foi que o Senhor não somente o ouviu, mas o curou.

Um dos nossos problemas é que diante das dores e dificuldades nós não consideramos a oração como prioridade. Ao invés de confiarmos em Deus, buscamos nossas próprias soluções, duvidamos dEle e reclamamos da vida.

A razão porque devemos orar é porque Jesus orou. Não houve um tempo em que Jesus não orou. Ele sempre estava com o Pai, ora adorando, ora agradecendo, ora pedindo pelos outros, ora pedindo por si mesmo. Em seu último suspirou Ele orou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23:46). Jesus viveu orando.

Talvez hoje você esteja lidando com problemas que literalmente chegaram ao limite. O seu estresse e esgotamento estão num nível altíssimo. Sua impaciência é percebida por todos ao seu redor. Pergunto: Você já considerou parar e orar? Considerou colocar para Deus tudo o que está em seu coração? Considerou pedir para alguém orar por você e com você?

Talvez você possa começar sua oração pedindo perdão a Deus por fazer da oração o seu último recurso, enquanto ora e pede Sua ajuda para você fazer da oração uma prioridade em sua vida.

Desenvolva o hábito de orar em todos os momentos e circunstâncias da sua vida.

Considere orar.

AS PORTAS E OS CAMINHOS

Jesus afirmou em Mateus 7.13,14: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.”

Jesus antes de concluir o Seu “Sermão do Monte” exige uma decisão de seus ouvintes. Ele apresenta duas portas com dois caminhos:

A primeira é a “porta estreita”. Essa é a porta onde o caminho é difícil, cheio de limites demarcados por Deus segundo a Sua Palavra. Um caminho onde há um “jugo suave” e um “fardo leve”; onde há lutas e provações; onde os pensamentos e vontades são centrados em Deus. Esse é o caminho que conduz à vida e poucos decidem por ele.

A segunda porta é a “porta larga”. Essa é a porta da facilidade, do caminho fácil, espaçoso, confortável, de frouxidão moral, de opiniões diversas, tolerante, permissivo, sem freios no pensamento e na conduta, onde se persegue as próprias inclinações. Esse é um caminho superficial, egoísta, hipócrita, ambicioso, de religião ritualista, em que nada precisa ser aprendido, tudo é natural, largo e “free”. Um caminho que conduz a perdição e a maioria entra por ele.

Ninguém está neutro nessa escolha. Se você escolher o caminho largo, você decide continuar dirigindo sua vida, mantendo-se na justiça própria, no orgulho e na religiosidade vazia. Se você escolher o caminho estreito, você decide arrepender-se de seus pecados, abandonar sua forma de viver e seguir a Jesus.

Não se ressinta! Não decidir pela porta e o caminho estreito que conduz à vida, é continuar na porta e no caminho largo que o levará a perdição.

O que você vai decidir?

OS COMPASSIVOS

Vivemos numa sociedade violenta. Matar e morrer estão se tornando algo normal. O desrespeito e o desafeto estão em níveis intoleráveis. O egoísmo está em alta e a compaixão em baixa. Não ser compassivo é uma realidade atual, especialmente porque as pessoas estão centradas demais em si mesmas.

O que significa ser compassivo? Significa ver, sentir e perceber a dura realidade do outro. Significa ser um com eles em seus sentimentos, dores, alegrias e expectativas. Significa fazer algo prático para trazer alívio e solução.

Ser compassivo é um claro ensino bíblico. Em Zacarias 7.9 somos exortados: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros.”

Uma das razões por não sermos compassivos é porque por vezes nos falta uma clara visão de quem Deus é. O Salmo 103.13 afirma: “Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem.”

Jesus foi sempre compassivo porque Ele não só via as necessidades dos outros, mas se dispunha a fazer algo. Em Marcos 6.34, lemos: “Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.” Jesus é o único que pode dizer precisamente para cada pessoa em sofrimento: “Sinto sua dor.”

Se você realmente quer ser usado por Deus, seja mais compassivo. Pare de se esforçar em fazer as coisas para Ele com um senso de obrigação e dever e busque apenas ver as pessoas como Ele as vê. Procure sentir o que elas sentem. Faça algo prático para ajudar, sem olhar a cultura, a cor da pele, o estado civil, social, físico, emocional e espiritual das pessoas.

Somente os compassivos entendem o que Deus sente.

COMO CRIANÇA

Em Mateus 18.1 Jesus foi questionado por seus discípulos: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” Nos versículos 1,2 o texto segue dizendo: “E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

O Senhor Jesus sabendo da imaturidade de seus discípulos e suas disputas entre si, recorre a uma criança para ilustrar vividamente quem é o maior no reino dos céus.

Quais são as qualidades de uma criança que nos ensina sobre a realidade do reino dos céus?

Em primeiro lugar as crianças são simples e sem complexidade. Deus espera que abandemos nossa sofisticação e nos cheguemos a Ele com um coração simples, alegre e contente com a respostas que Ele nos dá. Ele espera que abandonemos nosso orgulho de querer todas as respostas antes de crer.

Em segundo lugar as crianças não são ambiciosas. Elas estão contentes com o que tem e com as oportunidades que desfrutam. Deus espera que abandonemos a tentativa constante de termos uma identidade definida no que temos e nos tornamos. Ele deseja que paremos de usá-Lo; que paremos de busca-Lo apenas para receber uma benção e segurança nesse mundo.

Em terceiro lugar a criança confia. Ela acredita no adulto e na segurança que ele representa. Deus espera que abandonemos nossa auto segurança; que confiemos plenamente nEle quando as coisas estão boas ou ruins. Ele espera que tenhamos nEle nossa única esperança e que jamais O julguemos pelas circunstâncias da vida.

Para que você tenha uma experiência espiritual real, plena e significativa com Deus é necessário que você se torne espiritualmente como uma criança, porque nos reino dos céus não há espaço para adultos.

Você se tornará como criança?

EM BUSCA DA RESPOSTA

Em Atos 8, a Bíblia conta a história de um homem que era secretário do tesouro de uma grande nação nos tempos antigos. Esse homem era o segundo mais poderoso dessa nação, atrás apenas da rainha.

Esse homem tinha tudo que o mundo poderia oferecer para alguém ser feliz. Ele tinha poder, riquezas, influência e fama. Mas, juntamente com tudo isso, havia um imenso buraco em sua alma. O seu vazio espiritual era grandioso e por isso ele foi em busca de uma religião e tornou-se um seguidor fiel do judaísmo. Uma vez por ano ele ia a Jerusalém, a capital espiritual do mundo antigo. Por ser rico, ele também adquiriu uma cópia do Antigo Testamento na língua grega.

Seguindo fielmente o judaísmo, esse homem não encontrou o que estava procurando. Mas ao voltar para casa em sua carruagem, começou a ler em voz alta o texto de Isaías 53. Aproximou-se de sua carruagem um homem chamado Filipe que lhe fez a seguinte pergunta: “Você entende o que está lendo?” Ele respondeu: “Como vou entender se alguém não me explicar?”

O homem então convidou Filipe a subir na carruagem para lhe explicar o texto. Filipe cuidadosamente lhe explicou que o texto referia-se a Jesus, o Messias prometido Israel e o Salvador do mundo. Convencido pela explicação de Filipe, o homem encontrou as respostas que precisava. Ele colocou sua fé em Jesus e foi batizado. Atos 8.39 diz que o homem “seguiu com alegria o seu caminho.”

Essa história deixa claro que quando você deposita sua fé somente em Jesus, as respostas para as profundas indagações da sua alma serão respondidas. O encontro pessoal com Jesus faz com que sua vida saia definitivamente das trevas para a luz, da mentira para a verdade, do desespero para paz e da condenação eterna para a salvação eterna.

Jesus é a resposta plena para tudo o que uma alma está desesperadamente buscando.

UMA ORAÇÃO DE ENTREGA

Há dias que as lutas são tantas que não temos palavras para iniciar uma oração. Há dias que o que precisamos mesmo é nos entregar totalmente ao Senhor. Talvez hoje essa oração de entrega possa ser também a sua.

Senhor, cansei de começar e parar. Não aguento mais decidir e não ir adiante. Sinto que não posso mais prometer que vou fazer, parar, ir, sair e mudar. Senhor, cansei.

Senhor, já havia lido, mas nunca percebido o precioso, simples e profundo conteúdo das Palavras de Jesus em João 15.5: “…sem mim nada podei fazer”. Oh Deus, quero começar hoje diferente; quero reconhecer que sem o Senhor não tem como seguir adiante.

Senhor, anima-me para que eu possa depender de Ti; permanecer em Ti; centrar em Ti e esperar em Ti. Que o “Teu” substitua o “meu”, e que “Deus” assuma o espaço do insistente “eu”. Encoraja-me na caminhada para depender e esperar só em Ti.

Senhor, não me deixe jamais esquecer de Jesus. Lembrar sempre que Ele só dependeu de Ti; que Ele que se entregou ao Senhor nos momentos mais cruciais; Ele que disse: “…seja feito a Tua vontade…”, e que antes de sair desse mundo, na dolorosa cruz do calvário, ora dizendo: “…Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito.”

Senhor, peço Tua paz e consolo nos meio das tribulações; Tua direção e perdão diante dos meus pecados e erros; Tua alegria diante das tristezas; Tua força diante dos meus temores e fraquezas; Tua sabedoria e discernimento diante de tantas propostas insensatas e enganosas do meu coração e dos homens maus.

Senhor, entrego-me totalmente a Ti. Que em Ti e por Ti eu venha andar; que eu entenda definitivamente que sem depender de Ti a vida ficará sempre indefinida, difícil, amarga, deprimida, insuportável, sem propósito e cansativa.

Que você ore e viva assim.

DEUS E A DOR

Depois de um longo e inexplicável período de sofrimento, Jó afirma o seguinte sobre Deus em Jó 42:2,5: “…Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos podem ser frustrados… Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.”

É preciso saber que Deus se alegra em abençoar seu povo, mas Suas bênçãos são um resultado direto de Sua graça e não um direito a exigir ou reivindicar.

Deus também responde às orações quanto a bens materiais, saúde, e melhores condições de vida. Mas ao responder com um “não” aos pedidos, isso não significa que Ele ama menos, ou que esteja irado, insatisfeito ou ressentido conosco. Isso também não significa falta de fé ou infidelidade espiritual de nossa parte.

Deus faz grandes e poderosos milagres na saúde e na provisão das pessoas, mas Ele nem sempre cura e nem sempre provê segundo nossas expectativas. Em Sua suprema sabedoria, Ele segue um plano perfeito para Sua glória. Ele nem sempre dá explicações do que está fazendo porque espera que andemos por fé; que confiemos plenamente em Seu amor e cuidado.

Quando você estiver em dor, lembre-se que ninguém sabe mais sobre dor e sofrimento do que o Senhor Jesus. Ele saiu do conforto dos céus para entregar Sua vida por você. A Sua ida à cruz não foi para resgatar você de seus problemas, mas de seus pecados. Ele foi a cruz para lhe dar condições de viver como Ele e para Ele, e desfrutar com Ele toda a beleza e riqueza da eternidade.

Há várias lições em todo o livro de Jó, mas a mais importante delas é entender que Deus está presente e tem grandes planos quando as dores chegarem em sua vida.

Confie nEle!

ADORAR

Davi ordenou nos Salmos 29:2: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.”

William Barclay afirmou que “adorar é quando o espírito, a parte imortal e invisível do ser humano, se encontra e fala com Deus, que é imortal e invisível.”

Adorar a Deus significa entender por Sua Palavra quem Ele é e faz. A Palavra de Deus nos revela quem Ele é e nos capacita a adorá-Lo com entendimento. Jesus afirmou em João 4:24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

Adorar a Deus significa entender as verdades de quem Ele é, mas significa ser tocado profundamente por esse entendimento, no coração. Sem esse toque no íntimo, a adoração passa a ser mecânica, ritualista e fria. Jesus advertiu em Mateus 15.8,9: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

Aqueles que entendem quem Deus é e são cativados no coração por Sua beleza, O adoram com oração e canto. O Salmista adorou no Salmo 103.1,2, dizendo: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.”

Mas Deus não aceita adoração de qualquer jeito. Há um meio certo para adorar. Hebreus 13.15 afirma: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”

Por isso, dedique tempo para conhecer quem Deus é. Medite nEle até que Suas verdades penetrem profundamente em Seu coração. Quando isso ocorrer, adore-O por meio de Jesus.

Adorar é eleger Deus o maior e melhor tesouro.