A ALEGRIA DO CÉU

A ALEGRIA DO CÉU

Lucas 15 é um dos textos mais amado e querido em toda a Bíblia. Os versículos 1 e 2 dão o tom do capítulo: “Todos os publicanos e pecadores estavam se reunindo para ouvi-lo. Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: Este homem recebe pecadores e come com eles.”

Jesus responde em toda a parábola a uma acusação dos fariseus: “Este homem recebe pecadores e come com eles.” Um fariseu jamais se envolveria com um impuro e muito menos lhe ensinaria a Palavra de Deus. Mas Jesus os choca. Ele não só está ensinando esses “impuros”, como está assentado, e comendo com eles. E para confrontá-los, Jesus ensina a esses fariseus uma só parábola em três partes.

A primeira parte da parábola fala sobre um pastor que perdeu uma ovelha e sai a procurá-la, e quando a encontra, se reúne com os outros pastores e todos se alegram juntos pela ovelha encontrada. E Jesus conclui no versículo 7: “Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se.”

A segunda parte da parábola relata de uma mulher que perdeu uma moeda, e depois de a procurar a encontra, e assim reúne todos os vizinhos e amigas e eles se alegram pela moeda perdida que foi achada. Jesus então afirma no versículo 10: “Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” 

A terceira e última parte da parábola refere-se a um pai que perdeu o filho porque esse decidiu sair de casa e viver dissolutamente. Contudo, depois de um tempo, caindo em si, ele volta. Seu pai e todos ficam alegres, menos uma pessoa: seu irmão mais velho. Ele está fora de sintonia com os demais. Jesus no versículo 32 conclui a parábola com o apelo do pai ao irmão mais velho, dizendo: “Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado.”

Essa parábola de Jesus tem como objetivo final confrontar a hipocrisia e o legalismo dos fariseus que não se alegram – como o filho mais velho – pelo fato de Jesus se associar com os tais “impuros”. Contudo, Jesus deixa claro que o céu se alegra nEle pelo fato de que Ele veio trazer os perdidos para Deus.

A verdade é que há uma alegria nos céus, e essa é a que realmente interessa. Deus fica feliz quando pecadores se arrependem de seus pecados e voltam para Ele.

Por isso, faça o céu sorrir. Faça Deus e os anjos alegres se arrependendo de seus pecados e vindo a Jesus. O céu de Deus é um lugar apenas de pecadores arrependidos que reconhecendo seus pecados, o abandonam e voltam para Deus.

Por um lado, se você já se arrependeu de seus pecados e entregou-se a Jesus, pare de fazer desse mundo o centro de sua alegria. Use sua vida – o que tem e o que é – para “chamar pecadores ao arrependimento”. E ainda, pare de viver como um fariseu, se chocando com pecadores. Abandone seu “gueto cristão” e vá atrás deles. Os ame, os sirva, os ajude e os busque para Jesus.  

Permita que a alegria do céu domine sua forma de ser e viver.

O NARCISISTA

O NARCISISTA

Narcisismo é o termo usado para descrever uma pessoa preocupada e focada especificamente em si mesma. A palavra tem sua origem na mitologia grega. Narciso, era um jovem que viu seu reflexo em um lago e apaixonou-se por sua própria imagem, caiu dentro d’água, e se afogou.

A personalidade narcisista descreve os padrões de comportamento de uma pessoa como sendo arrogante, não-empático, manipulador, invejoso e com um senso de grandiosidade. Ele vê tudo a partir de si mesmo. O narcisista é egocêntrico. A perspectiva de sua vida centrada em si impede seu crescimento espiritual, pessoal e relacional. 

A atitude narcisista na sociedade não tende a melhorar. Segundo a Bíblia o narcisismo crescente é um sinal dos “últimos dias”. Paulo afirmou em 2 Timóteo 3.1-4: “Lembre disto: nos últimos dias haverá tempos difíceis. Pois muitos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais…. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos e cheios de orgulho. Amarão mais os prazeres do que a Deus.”

Os narcisistas precisam desesperadamente de Jesus. Por quê? Porque ninguém ensinou mais a vida centrada no outro do que Jesus. Ao dizer sobre si mesmo, Ele afirma em Marcos 10.45: ”Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.”

Jesus veio para servir. Seu serviço específico foi dar sua vida na cruz pelos pecadores. Esse serviço de auto entrega, foi motivado pelo amor. Pecadores egoístas, separados de Deus, tem agora em Cristo a oportunidade de se reconciliar com Ele por causa de sua entrega amorosa na cruz do Calvário. O verdadeiro amor ensinado e vivido por Jesus dá, oferece, entrega e sacrifica. 

Ser um verdadeiro cristão significa sair de si mesmo e servir ao outro como Jesus fez. Na verdade Jesus é enfático com aqueles que o querem seguir. Ele diz em Mateus 16.24: “Se alguém quiser vir após mim, NEGUE-SE a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me.”

Assim, o que todo narcisista precisa é desse encontro poderoso com Jesus. É por meio dEle que o narcisista não só reconhecerá o pecado de centrar em si, como será capaz de negar-se a si mesmo e servir o outro. 

A beleza em seguir a Jesus está no fato de que a vida toma rumo em função do outro. Não num nível perfeito, mas crescente e aceitável aos olhos de Deus. 

O verdadeiro discípulo de Jesus está tomado pelo desejo de ser e viver como Ele. Ele leva a sério o segundo grande mandamento ensinado por Jesus: “amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Amar torna-se o seu alvo de vida. Amar tornar-se seu estilo de vida. 

Martin Luther King frisou sabiamente: “Sem amor, até a benevolência se torna egoísmo.”

PRECISAMOS DE JESUS

PRECISAMOS DE JESUS

O homem pós-moderno mantém-se inquieto, insatisfeito e desejoso. Ainda que exteriormente não pareça assim, é assim que ele vive. Ele busca por algo mais profundo, significativo e verdadeiro; ele busca por um sentido maior, uma razão, uma resposta para o seu vazio interior. A verdade é que a busca da alma é a busca do próprio Deus. Agostinho estava certo quando disse: “Inquieto está o nosso coração até que descanse em Ti.”

Para qualquer alma sedenta Jesus faz um convite maravilhoso em Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

Esse não é um convite a religião, a práticas religiosas, a mais um mantra, mais um dogma, mais rito ou coisa parecida. Esse é um convite para todos os que se sentem no último do último, cujas as esperanças se foram. Esse é um convite a um relacionamento profundo, duradouro e transformador com Jesus. É um convite para quem se vê no fundo do poço. É um convite para quem precisa desesperadamente de uma ajuda dos céus.

Jesus nos é apresentado nas páginas do Novo Testamento como alguém cheio de graça e de verdade. Ele recebeu pecadores e publicanos, curou leprosos e paralíticos e demonstrou compaixão para multidões famintas. Por seu amor Jesus traz esperança aos que a perderam. Ele é o conforto para os desesperados.

Mas Jesus também é apresentado no Novo Testamento de uma outra forma. Ele condenou hipócritas cheios de justiça própria, profetizou julgamento sobre os habitantes de Jerusalém por causa da dureza de seus corações, falou sobre o inferno mais do que sobre o céu. Por que Jesus falou assim? Porque Ele é também a única esperança do arrogante, do hipócrita, do orgulhoso, do promíscuo, do imoral, do incrédulo e de tantos outros. Jesus é o confronto que todo rebelde precisa.

Precisamos de Jesus! Precisamos de Sua graça em nossas vidas. Precisamos saber que Deus não espera que purifiquemos nossos atos e pecados antes de irmos a Cristo. Ele quer que venhamos a Ele como estamos – apenas em quebrantamento, em dor, em humildade, em arrependimento e fé.

Precisamos de Jesus! Precisamos de Sua graça, mas também precisamos de Sua verdade. Precisamos ouvir sua voz em João 8.34-36 que diz: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado…se pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”
Precisamos de alguém tão gracioso como Jesus que nos diz a verdade, que nos confronta, que mostra que não estamos bem e que precisamos tratar os nossos pecados e receber dEle o perdão, a verdade, a salvação e a libertação.

Sim, você precisa de Jesus! Só Ele pode lhe salvar de seu egoísmo, impiedade, perversidade, rudeza, covardia, irritabilidade, descuido, idolatria, adultério, e qualquer outro tipo de pecado.

Em Jesus você terá uma nova vida; o “novo nascimento”. É nEle que tudo torna-se novo: novos desejos, novas motivações, novos interesses, novo ânimo, nova perspectiva, novas oportunidades e uma nova canção; um tudo, novo.

Não demore em concluir que você precisa de Jesus; não estenda o seu sofrimento. Seja humilde e diga: “Eu preciso de Ti, Jesus.”

PARE DE RECLAMAR

A tendência humana é reclamar. Comumente reclama-se das pessoas, das oportunidades, do tempo, das circunstâncias, das condições, etc. A lista é grande. Imaginar situações perfeitas num mundo imperfeito é ser romântico ou irrealista demais. Somos idealistas demais num mundo caótico. Devemos aprender que nosso controle sobre pessoas e circunstâncias é basicamente zero. Não existem situações perfeitas num mundo imperfeito.

Em Filipenses 2.14 somos exortados: “Fazei tudo sem murmurações nem contendas…” 

A grande verdade é que pessoas que reclamam revelam muito de si. Revelam a realidade de seus corações egoístas. Ao reclamar elas apenas estão dizendo: “eu mereço algo melhor”. Elas tentam se inserir no centro do universo e exigir que tudo gire ao seu redor e que tudo seja feito da sua forma. 

Pessoas que reclamam cometem um grande erro espiritual. Elas revelam o ápice de sua ignorância sobre Deus. Elas não refletem que Ele dirige tudo e todos; elas disputam com Deus e o Seu governo prioridades sobre pessoas e circunstâncias, e como consequência se decepcionam, se frustram, e se deprimem. 

Pessoas que reclamam não conseguem ver a vida com a ótica de Deus. Eles não entendem que Deus está trabalhando. A vida nem sempre nos supre com aquilo que gostaríamos. Situações da vida são usadas por Deus para nos ajudar a orar mais, confiar mais e agradecer mais. Deus quer que saibamos que Ele está no controle de tudo e de todos.

Antes de você reclamar e exigir, é importante que você se lembre que você não merece nada do que é, tem ou se tornou. Tudo em sua vida é fruto da graça, amor e bondade de Deus. É nessa perspectiva que você deve viver. É preciso que você diariamente se lembre do Salmo 103.3,4 que afirma: “Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.”

A melhor atitude que você deveria tomar do hábito de reclamar, é rapidamente confessar seu pecado de ingratidão e estabelecer uma postura diária e constante de agradecer.

Aprenda a ser cordial e grato com todos os que estão ao seu redor e coloque Deus no centro de suas ações, decisões e reações, achando sempre um espaço para Lhe dizer: “obrigado, Senhor.”

DEUS OUVE O CHORO

O choro é um efeito fisiológico que se manifesta em um estado emocional alterado. O choro é uma expressão para comunicar dor. As lágrimas são um poderoso instrumento de comunicação. Os que reprimem o próprio choro perdem um importante canal de diálogo.

Em Gênesis 21, após ser despedida por Abraão, Agar saiu sem rumo para o deserto de Berseba. Tendo acabado a água ela colocou o menino debaixo de uma pequena árvore, um arbusto. E os versículos 16 e 17 continuam dizendo: “E, afastando-se, foi sentar-se defronte, à distância de um tiro de arco; porque dizia: Assim, não verei morrer o menino; e, sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou. Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está.” 

Como Agar, por vezes a dor é tão grande, tão imensa que não há palavras para expressá-la. As lágrimas emocionais podem ser identificadas, em linhas gerais, como “pedidos de ajuda”. O choro pode se tornar não só um meio de comunicação da dor, mas uma forma aceitável de oração diante do Senhor. Deus ouve o choro. Deus sempre vê dos céus a dor, ouve, entende e age por aqueles que O buscam.

Um dos menores versículos da Bíblia está em João 11.35: “Jesus chorou.” Ao ver a dor de suas amigas Marta e Maria, pelo fato de seu irmão Lázaro ter morrido, Jesus chora. Jesus chora por causa do estrago que o pecado e a morte causaram na criação. Jesus chora porque revela seu lado humano, cordial e amoroso com as pessoas. Ele sente a dor. 

Jesus não é indiferente à dor. Assim, como ele chorou sentindo a dor de suas amigas, Marta e Maria, e por causa da perda de Lázaro, assim Ele continua sendo sensível à nossa dor. Ninguém precisa de um “Deus” religioso; um “Deus” frio e insensível. Precisamos de um “Deus” que sinta nossa dor; que escuta; que faz algo; que age; que está pronto para chorar conosco. E esse Deus é Jesus. 

Jesus é Deus Todo-Poderoso. Ele nos revela Deus Pai. Ele tornou-se homem de verdade. Ele sabe das nossas alegrias e das nossas dores. Ele sabe o estrago que o pecado fez. Ele veio para nos libertar dos pecados e aliviar as mais profundas dores que o pecado inflige. 

Os que confiam em Suas promessas, não só terão suas dores extirpadas, mas viverão uma eternidade com Ele e com muitos outros que já estão consolados com Ele; viverão num eterno estado de paz que não só foi sonhado e idealizado, mas muito, muito mais; algo indizível. 

Hoje, em Jesus, Deus ouve o seu choro. Porque Ele é capaz de não só de entender seu sofrimento e chorar com você, mas Ele é extremamente capaz de lhe dar consolo e conforto que você precisa. 

Chegue-se a Deus hoje. Não precisa de palavras. Apenas creia, que como Agar, Deus também ouve seu choro.

DEUS ESTÁ AGINDO

DEUS ESTÁ AGINDO!

Uma das frustrações da vida é que o tempo de Deus raramente é o nosso tempo. Estamos muitas vezes com pressa de algo quando Deus não está.

As grandes pessoas da história foram cultivadas através de lutas, tempestades e estações de sofrimento. Por isso, é importante ser paciente e confiar em Deus. Em Tiago 1.3,4 somos lembrados: “Sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”

Ao contrário de títulos de livros, estudos e pregações, não há “passos fáceis para a vitória” ou “segredos para uma vida santa instantânea”. Quando Deus quer fazer um carvalho gigante, ele leva cem anos, mas quando ele quer fazer um cogumelo, ele faz isso durante à noite.

Quando o profeta Habacuque ficou deprimido porque ele não achava que Deus estava agindo rápido o suficiente, O Senhor lhe disse: “Ainda não chegou o tempo certo para que a visão se cumpra; porém ela se cumprirá sem falta. O tempo certo vai chegar logo; portanto, espere, ainda que pareça demorar, pois a visão virá no momento exato” (Habacuque 2.3).

Deus está trabalhando! Deus está agindo! Deus está trabalhando em sua vida e você precisa crer nisso. Ele tem o controle total de qualquer situação; nada fugiu de suas mãos. É certo de que talvez você não esteja entendendo o porquê e como Ele está agindo, mas Ele é sempre bom, amoroso e sábio. Deus sabe o que está fazendo. Cabe a você confiar nEle, pacificar seu coração e ser paciente.

Deus está agindo e não muda Seus planos baseado em suas reações emocionais. Diante de suas dores, Jó perguntou a Deus: “Quantas faltas e pecados cometi? De que erros e pecados sou acusado? Por que te escondes de mim? Por que me tratas como inimigo?” (Jó 13.23,24). Mas no tempo certo Deus se revelou a Ele. Após ouvir Suas respostas (Jó, capítulos 38-41), Jó afirmou: “Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender.”

Deus nunca cede às suas “birras” ou desespero. Ele não leva em conta sua chateação ou mágoa contra Ele. Isso apenas revela o quanto você é imaturo espiritualmente e o quanto, como Jó, você também sabe pouco de Sua graça, bondade e fidelidade.

Você pode se sentir frustrado com o progresso aparentemente lento de Deus em sua vida, mas Ele está agindo, e isso exigirá de você não apenas fé e confiança, mas acima de tudo descanso nEle.

JESUS E O PLURALISMO RELIGIOSO

JESUS E O PLURALISMO RELIGIOSO

Baseado nos princípios claros do Novo Testamento, Jesus é o único caminho para Deus. 

O pluralismo religioso é a crença de que toda religião é verdadeira. Cada uma proporciona um encontro genuíno com o Supremo; uma pode ser melhor que a outra, mas todas são adequadas.

O pluralismo se adequa numa postura relativista e inclusivista que afirma que não há critérios pelos quais se possa saber qual religião é verdadeira ou melhor. Não há verdade objetiva na religião, e cada religião é verdadeira para quem acredita nela, e uma religião é explicitamente verdadeira, enquanto todas as outras são implicitamente verdadeiras.

O pluralismo religioso aplica-se na vida das pessoas de forma consciente ou inconsciente. O Dr. Roberto Simões, num artigo denominado “Os problemas do pluralismo religioso”, de 13 de abril de 2016, faz a seguinte citação: “As pesquisas de opinião mostram que as visões pluralistas de religião desfrutam de grande apoio hoje em dia…” Num recente levantamento, por exemplo, 62% dos adultos americanos concordaram com a afirmação: “Não importa que fé religiosa você segue, porque todas ensinam lições semelhantes de vida.”

Na contramão do pluralismo religioso, Jesus afirma categoricamente em João 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

Essa verdade incendiou o coração de seus discípulos. O apóstolo Pedro dominado por essa verdade foi enfático ao argumentar com a liderança judaica, dizendo em Atos 4.11,12: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”  

Paulo aprofunda ainda mais essa verdade ao ensinar em Filipenses 2.9-11: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”

É preciso respeitar a variedade e a liberdade religiosa. Contudo, respeitar não significa concordar. Baseado nos princípios claros do Novo Testamento, Jesus é o único caminho para Deus. 

Não existe outro nome nessa terra que um ser humano possa confiar para ser salvo, senão por Jesus. Somente Jesus recebe de Deus nome mais glorioso e poderoso, de forma que todos os joelhos se dobrarão e confessarão que Ele é Senhor.

Por isso, importa e muito em quem você está colocando sua fé, porque se ela não estiver em Cristo, você está perdido e desorientado espiritualmente.

A fé verdadeira não é uma colcha de retalhos. A fé verdadeira tem um nome, Jesus; tem uma direção, Jesus; tem uma verdade, Jesus; tem uma razão para essa vida e para a eternidade, Jesus. Sem ele, “…ninguém vem ao Pai”.

O DESASTRE DA RIQUEZA

O DESASTRE DA RIQUEZA

Salomão afirmou em Provérbios 23.4,5: “Não esgote suas forças tentando ficar rico; não apliques nisso a tua inteligência. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.”

Deus criou os bens para que todos fossem atendidos. Acumular riquezas é de alguma forma a usurpação de uma quantidade maior desses bens em detrimento dos que nada ou pouco conseguem.

Por causa da natureza temporal da riqueza é que Deus condena tentar se tornar rico e colocar todas as forças da vida nessa finalidade. Salomão ensina no versículo 5: “Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.”

A riqueza procurada e acumulada sempre produz problemas na vida: ladrões sempre a estão procurando; pessoas se aproximam para desfrutá-la; o governo à sobretaxa, etc. Salomão ainda afirma em Eclesiastes 5.10: “ Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.” Assim, correr atrás da riqueza é vaidade e aflição de espírito!
Paulo também afirmou em 1 Timóteo 6.9,10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitos desejos descontrolados e nocivos, os quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.

O problema não é o dinheiro, mas o “amor ao dinheiro”. Quando há cobiça, o “amor ao dinheiro”, torna-se objetivo de vida, o preço é alto. Os relacionamentos começam a ser afetados, especialmente em casa, com a esposa e filhos; as prioridades da vida são distorcidas, e o relacionamento com Deus e com princípios espirituais são deixados em segundo plano.

O princípio bíblico para evitar o desastre da busca pela riqueza é simples: abandone a própria sabedoria! Pare de crer que todos os problemas de sua vida serão resolvidos quando você tiver mais e ser mais. Creia no que Deus diz. Sua palavra é clara em afirmar que o “amor ao dinheiro” destrói sua vida, seus relacionamentos e sua caminhada espiritual. Jesus diz em Mateus 6.24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”

Faça de Cristo o centro de sua vida, viva de forma simples, seja sábio e comprometido com Deus a partir dos recursos que Ele lhe dá, e acima de tudo, incorpore em seu viver os princípios de Hebreus 13.5,6, que diz: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”

POSICIONE-SE

POSICIONE-SE

Paulo afirmou em 1 Coríntios 13.6: “O amor …não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.” 

Corinto era uma cidade conhecida naqueles tempos por ser um lugar mal para se viver por causa de todo tipo de pecado e em especial a imoralidade sexual desenfreada. Os primeiros cristãos daquela cidade tiveram dias difíceis. Para centrá-los em Cristo, Paulo os ensinou que o amor não tem prazer naquilo que é desagradável aos olhos de Deus; o amor não se “alegra na injustiça, mas regozija-se na verdade.” O amor deve concentrar sua alegria plena naquilo que é verdadeiro, justo e honesto; naquilo que agrada a Deus. 

Para quem decidiu seguir a Jesus, o pecado deve ser abandonado de vez e a nova vida em Cristo deve ser absorvida pela santidade e seriedade no viver. A razão explícita dessa postura é explicada no Salmo 5.4, que diz: “Pois tu não és Deus que se agrade com a iniquidade, e contigo não subsiste o mal.” Os que são de Deus amam o que Ele ama e odeiam o que Ele odeia. 

Vivemos tempos de grande relativismo moral e espiritual. Nossa sociedade está espiritualmente corrupta, onde o padrão normal é se alegrar com tudo o que é mal e injusto aos olhos de Deus. Nossa sociedade não só perdeu a visão do certo e do errado, do justo e do injusto, como também tem perdido a visão de Deus e se alegrado no pecado, no errado e no injusto. E diante dessa realidade, paira sobre nós – sobre nossa sociedade – a voz solene de Deus em Isaías 5.20: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem das trevas luz e da luz, trevas; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” 

Nesses dias onde a moral está em um baixíssimo nível, o pecado é aplaudido e reverenciado, a espiritualidade é desprezada e as verdades de Deus são ridicularizadas, sim, nesses dias difíceis é preciso se posicionar; é preciso dizer quem você é e no que crê. É preciso vivenciar convictamente os princípios do Salmo 1.1,2, que diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.”

Você nunca poderá amar a Deus, viver para Ele e servi-Lo, enquanto não se posicionar. Enquanto não viver para Ele de todo o seu coração; enquanto não tratar seriamente o pecado em sua vida; enquanto continuar amando o que Ele não ama e alegrando-se no que Ele não se alegra. 

Deus espera que você se posicione; Ele o quer ter como aliado diante de um mundo que se alegra com a injustiça e não se regozija com a verdade.

OS MILAGRES

OS MILAGRES

Em João 2, Jesus e seus discípulos foram convidados para um casamento. De repente, no meio da festa, acaba o vinho. “Acabar o vinho” era uma grande gafe social. Naquele estilo de sociedade, falhar em fornecer o vinho aos convidados numa festa de casamento seria um erro tremendo, que com certeza nunca seria esquecido pelos convidados e nem pelos noivos.

Diante desse grande problema Jesus é convidado a intervir. Para dar uma solução a esse dilema, Ele pede aos servos da casa que encham os potes até à borda com água. E após obedecerem a Jesus, o milagre ocorreu: a água transformar-se em vinho. Não num vinho qualquer, mas num bom vinho. O casamento foi salvo. Todos ficaram felizes e gratos.

O texto termina dizendo no versículo 11: “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.” Naquele dia memorável os noivos ficaram alegres, os convidados ficaram alegres, os discípulos ficaram alegres, Jesus ficou alegre, mas mais do que isso, pessoas creram em Jesus e abandonaram a incredulidade.

Há pelos menos quatro verdades sobre os milagres nesse texto. O primeiro é que quando Jesus é convidado para estar na vida de alguém, os milagres acontecem. Deve-se esperar grandes coisas quando Jesus está presente na vida. O segundo é que nada é sem importância quando apresentado a Jesus. Jesus fez um milagre que salvou um casal de noivos de uma grande gafe. Assim, Ele miraculosamente pode agir em qualquer pessoa e em qualquer necessidade, desde que se creia nEle e o peça. Em terceiro lugar, os milagres podem incluir a participação de pessoas. Homens colocaram água nas talhas; homens levaram a água ao mestre-sala; a água é transformada em vinho. Assim, milagres acontecem e por vezes Deus usa pessoas para que eles se realizem. Em quarto lugar, milagres surgem quando se há disposição para obedecer. Aqueles homens fizeram tudo como Jesus ordenou e viram os milagres. A obediência é o caminho para os milagres. Por isso é sempre importante lembrar que milagres nunca ocorrerão onde há incredulidade, falta de perdão, egoísmo, orgulho, a pratica da imoralidade sexual, mentiras e qualquer outro pecado gritante. O pecado impede os milagres.

Tudo é possível para Deus! Você pode experimentar grandes milagres quando convida Deus para intervir em sua vida. Esqueça fórmulas; não se preocupe em tentar fazer orações bonitas e perfeitas, apenas convide Jesus para agir em todas as situações em que você precisa de um milagre.

O Milagre não é importante e nem relevante até que você precise de um. E mais, nenhum argumento humano é páreo para alguém com uma experiência divina.

NÃO DESISTA!

NÃO DESISTA!

Durante muitos anos uma mulher temente a Deus orou por seu filho, um usuário de drogas. Seu filho vivia sob o poder e a influência das drogas e dos traficantes. Escapou várias vezes da morte. Mas ela perseverantemente buscava ao Senhor pedindo a transformação da vida de seu filho. E depois de longo tempo de oração, seu filho a procurou e resolveu definitivamente abandonar o vício. Decidiu se submeter ao que era necessário e foi para igreja. E a partir de sua decisão espiritual muitas portas se abriram para sua vida. Miraculosamente seu lar foi restaurado e o seu último emprego o recontratou. Ações tremendas de Deus foram chegando dia após dia em sua vida. Um dia com gratidão ele disse a sua mãe: “Mãe, muito obrigado por me amar, por orar e por nunca desistir de mim.”

O capítulo 12 do livro de Romanos está repleto de conselhos espirituais. E bem escondido, quase imperceptível, está uma tremenda e pequena frase no versículo 12: “…perseverai na oração…” O verbo “perseverar” no texto original significa “dedicar”, “ continuar”, “dar constante atenção e cuidado a algo”, “não desfalecer”, “estar em constante prontidão por alguém”.

Quando as circunstâncias difíceis vem sobre sua vida a forma mais natural de reagir é com amargura, culpa, ira ou deixar-se afundar numa profunda tristeza, desistindo das pessoas, circunstâncias e da própria vida. É bom lembrar que a reação ao problema é sempre uma escolha nossa. Muitos diante de problemas insolúveis e incontroláveis decidiram desistir, mas outros decidiram confiar no Senhor.

Os que decidiram confiar no Senhor afirmaram que o problema não teria a voz final, e sem negá-lo decidiram orar perseverantemente; decidiram falar momento a momento, dia após dia do problema com Deus. O problema tornou-se uma grande oportunidade para uma aproximação mais intima e real com Deus; tornou-se uma oportunidade para maior dedicação, dependência e confiança no Senhor.

Assim, não desista porque os problemas chegaram. Ore! Ore um pouco! Ore um pouco mais! Ore mais! Ore sempre! Ore perseverante! Ore como estilo de vida. Não desista! Ore!

 

 

VERDADEIROS ADORADORES

VERDADEIROS ADORADORES

Fiji é um pequeno país formado por ilhas no Oceano Pacífico. O país foi representado na Olimpíadas “Rio 2016” com 52 atletas para competir em 10 modalidades. Fiji não tinha grandes expectativas de ganhar medalhas nestes Jogos.

Surpreendentemente, conquistou sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos no “Rugby de Sete”, e foi de ouro, vencendo por 43 a 7 sobre a favorita, o Reino Unido. Durante o jogo, vários atletas apontavam para o céu após marcarem pontos. No final, os jogadores se reuniram no centro do gramado, fizeram uma oração. Abraçados, cantaram o hino “Vencemos pelo sangue do Cordeiro.” Depois de cantar o hino, o capitão Osea Kolinisau foi questionado pela imprensa a razão para o sucesso do time, e ele disse: “Primeiro de tudo dou graças ao Senhor; Ele tem sido a nossa fonte de força…O Deus que nós servimos está aqui conosco no Rio de Janeiro.” O time de “Rugby de Sete” de Fiji entende o que é “adoração”.

No Salmos 29.1,2 somos ordenados: “Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.

Adorar é mais do que cantar a Deus, mas inclui cantar. Adoração envolve atribuir a Deus o valor que Ele é digno, fazendo isso com a mente e as emoções.

Os verdadeiros adoradores expressam seu amor a Deus porque O reconhece nas realidades da vida. Adorar significa reconhecer Deus na vida enquanto se come, compra, limpa o carro, passeia, trabalha, ajuda alguém, pratica esportes, etc.

A razão de nossa existência é adorar a Deus, e fazemos isso de forma pessoal e coletiva. Na verdade a adoração coletiva é o resultado de uma adoração pessoal diária.

Os jogadores de Fiji adoraram juntos a Deus por terem ganhado a medalha de ouro porque eles reconheceram que tudo aquilo que eles se tornaram, Deus foi o responsável. E quem traz Deus para vida, O serve e O adora.

Adoração é o resultado final de quem aprendeu a reconhecer a Deus em tudo o que é e faz.

IMITANDO A CRISTO

IMITANDO A CRISTO

Em 2008, Joseph Schooling com apenas 13 anos de idade tirou uma foto em Singapura ao lado de seu ídolo, Michael Phelps. Em 2008 ele era apenas um jovenzinho de 13 anos apaixonado pela natação. Michael Phelps, algumas semanas depois ganharia oito medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim. Oito anos depois, Nos Jogos Olímpicos “Rio 2016”, Joseph Schooling tira uma outra foto ao lado de Michael Phelps, agora como campeão olímpico dos 100 metros “nado borboleta”. Após as comemorações Joseph Schooling afirmou: “Muito disto é por causa do Michael Phelps… Ele é a razão pela qual eu quis ser um melhor nadador.”

Essa linda história do esporte olímpico nos faz lembrar as palavras de Paulo em 1 Coríntios 11.1: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” Paulo tinha um alvo: ser como Jesus. Ele estudava a Jesus, ensinava a Jesus, pregava a Jesus e acima de tudo vivia como Jesus. Jesus era tudo para ele. Jesus era a razão do viver de Paulo.

Em João 14.6 estão registradas as palavras do Senhor Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…” Aqueles que se entregam a Jesus tem uma direção certa, um conceito certo e uma vida certa para viver. Aqueles que decidiram por Jesus tem um foco e uma motivação para a vida. Os que são de Jesus o querem mais do que tudo, e faz dEle a referência para o modo de pensar, falar, agir e reagir. Os que são de Jesus querem imitá-lo.

A vida cristã inicia-se quando você nega-se a si mesmo, arrepende-se de seus pecados, rende-se a Cristo e se dispõe a segui-Lo, servi-Lo e imitá-Lo diariamente e constantemente. A.W. Pink afirmou: “A vida diária pela fé em Cristo é o que faz a diferença entre um cristão doente e um saudável, entre um cristão derrotado e um cristão vitorioso.”

Quem imita a Cristo será como Ele.

AS PROVAÇÕES

AS PROVAÇÕES

Em Tiago 1.2-5 lemos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura; e ser-lhe-á concedida.” 

Quando as provações chegam, a primeira postura que temos é orar pedindo a Deus que as tire rapidamente. Não queremos dor; queremos conforto.

Mas segundo Tiago, há um PROPÓSITO glorioso nas provações. Deus por sua graça e sabedoria permite provações para testar nossa fé; para nos fazer sadios espiritualmente. Agostinho afirmou: “As provações vêm para nos provar e nos melhorar.”

Tiago nos ensina que quando as provações chegam devemos nos alegrar. Mas nos alegrar por quê? Porque toda provação traz consigo frutos espirituais. Deus tem sempre um propósito por meio delas. 
Warren Wiersbe afirmou: “Deus tem um propósito para provas e testes.”
O principal propósito das provações é a perseverança da fé; a firmeza da fé. 
Perseverança é a capacidade de permanecer firme diante das lutas e dores, e essa resistência produz uma fé íntegra e completa.

George Mueller escreveu: “Aprendi que a fé para ser forte precisa aguentar grandes provações. Eu sei que a minha fé é forte porque ela passou por vários testes… Deus se deleita em aumentar a fé de Seus filhos…Tribulações, obstáculos, dificuldades e as vezes até derrotas, são o próprio alimento da fé.”

É certo que por vezes falta um melhor entendimento sobre as provações. Alguém pode “surtar”, se entristecer, desanimar ou se abater quando as provações chegam. Mas Tiago orienta que quando elas vierem deve-se orar por SABEDORIA. É preciso pedir para que Deus revele Seu propósito e o capacite a lidar momento a momento diante das dificuldades.

Por isso, não despreze, não se chateie, não se irrite com Deus por causa das provações em sua vida. Deus as permite com a finalidade que você tenha fé nEle, ou para fortalecer sua fé que já está nEle.
Dê “boas-vindas” as provações porque Deus tem um propósito. E caso não saiba como lidar, peça sabedoria e o Senhor lhe dará.

As provações são o meio de Deus “malhar” os músculos espirituais de sua fé. Ward Henry afirmou: “Estamos sempre na bigorna. Pelas provações Deus está nos moldando para coisas mais elevadas.”

Creia nisso!

DIANTE DE UMA DOENÇA

DIANTE DE UMA DOENÇA

“Doença” é uma palavra que traz consigo algo ruim. Ninguém em sã consciência encararia uma doença de forma banal, insensata e insensível. Doença é sempre um sinal de dor, de desconforto, de incerteza, de instabilidade e de insegurança.

A Bíblia conta-nos a história de um rei que ficou doente: Ezequias. Ele foi um rei bom e temente a Deus. Em um certo dia ele foi acometido de uma doença mortal. Em Isaías 38.1-5 lemos a seguinte história: “…O rei Ezequias ficou doente e quase morreu…Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim: Ó SENHOR, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente…Aí Deus mandou que Isaías voltasse a falar com Ezequias e lhe dissesse:…Vou deixar que você viva mais quinze anos.”

Diante de sua doença, Ezequias sabia que Deus estava no controle de sua vida, de sua doença e de sua possível morte. Deus permitiu sua doença e só Ele poderia curá-lo. A doença sempre nos oferece uma oportunidade a espiritualidade. Ela deveria conduzir-nos a uma reflexão mais humilde sobre nós mesmos, sobre Deus, Seus planos e Seus propósitos.

Diante de sua doença, Ezequias não entrou num estado de negação. Ele não escondeu, não fugiu l, não omitiu e não minimizou a dor. Ezequias chorou amargamente diante do Senhor. Ele falou poucas palavras, mas expressou ali todo o seu coração. É improdutivo do ponto de vista emocional, relacional e espiritual, negar, fugir e esconder uma doença.

Diante de sua doença, Ezequias também reconheceu que só o Senhor poderia curá-lo, e por isso ele ora. Não se pode deixar de orar pela cura diante de qualquer doença. Não é só uma questão de alívio dos infortúnios da doença, mas orar sempre é uma oportunidade para que Deus revele sua ação poderosa no meio de um mundo cético, racionalista e secularizado. Deus poderosamente manifesta seu poder curando o corpo humano.

E por último, diante de sua doença, Ezequias não desprezou o cuidado médico. Em Isaías 38.21 o profeta diz: “…Ponham uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficará bom…” Não sabemos o efeito terapêutico da “pasta de figos”, mas isso nos faz lembrar que diante de uma doença é preciso procurar o médico certo, o diagnóstico certo, o remédio certo e o tratamento certo. Em Sua soberania, Deus resolveu usar a orientação de um profissional médico e os medicamentos, para a cura.

Diante de qualquer doença, grandes coisas podem ocorrer, porque sempre Deus e não a doença, tem a palavra final!

PERCEBENDO A DEUS

PERCEBENDO A DEUS

No Salmo 23.6 Davi afirmou: “…bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.”

Os dias bons e difíceis virão para todos. Haverá momentos em que tudo irá bem. Mas haverá dias em que nada poderá ser explicado pela lógica, pela filosofia e muito menos pela teologia. O que fará a diferença nos dias bons e negros da vida é a visão que se tem de Deus.

Davi recebeu um claro discernimento divino quanto a vida em si. Ele diz: “Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida.” Ele estava inteiramente apercebido da presença de Deus e da necessidade última de Sua bondade e misericórdia.

Davi sabia que nem sempre as coisas boas viriam em sua vida. Ele reconhecia que quando tudo estava indo bem, isso revelava a “bondade” de Deus. Mas também sabia que quando a vida estava ruim, a Sua “misericórdia” se manifestava de forma especial.

Uma das grandes afirmações da Bíblia está em Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” A Bíblia ensina nesse texto que Deus está usando tanto o bem como o mal para trabalhar em conjunto na vida de todos aqueles que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador. Não há desastres, dilemas, derrotas ou dificuldades que Deus não use para o bem daqueles que O amam.

É essa percepção de Deus que faz com que a vida mantenha o equilíbrio. E a vida lhe trará alegria e dissabores. Em ambas você precisa confiar que Deus está olhando e cuidando de você.

Deus quer que você caminhe por fé. Em Hebreus 11.6 somos exortados de que “…sem fé é impossível agradar a Deus.” Nem sempre Deus lhe dará a resposta que você tanto quer e deseja. Ele sempre lhe chama a confiar em Sua bondade e misericórdia, porque a fé nEle, independente das circunstâncias, tira dEle um sorriso.

Só quem caminha por fé tem a nítida percepção de Deus. A fé não se alimenta de circunstâncias, sejam elas boas ou ruins. A fé em Deus contempla o ilógico, o sobrenatural e o surreal.

Foque em Deus! Ganhe uma visão de Deus! Aperfeiçoe sua percepção de Deus! Creia em Deus! Quando a percepção de Deus está clara, nada mais está escuro. Creia sempre que Ele é bom quando os dias são favoráveis ou ruins.

George Washington Carver disse: “Onde não há visão, não há esperança.” Quando sua visão de Deus é nítida, tudo ao seu redor faz sentido. Quando se decide perceber a Deus, a esperança brota; a vida floresce; a vida frutifica; a vida vive.

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

O CRISTÃO E SEUS PROBLEMAS

A vida com Jesus é algo maravilhoso, indizível e surreal. Mas ao tornar-se um cristão é preciso tomar cuidado para não se enganar. Um deles é que a vida com Jesus Cristo não significa ausência de problemas. Paulo mesmo afirmou em 2 Coríntios 4.8,9:“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não des­truídos.”

Ao se tornar um cristão, em primeiro lugar, é preciso ficar claro que nem todos os problemas acabarão. Se alguém disser: “Venha a Cristo e todos os seus problemas serão resolvidos”, essa pessoa está mentido; a Bíblia não ensina nada disso. Paulo diz no texto que ele foi atribulado, angustiado, perseguido e sentiu-se perplexo e abatido. Jesus promete a seus seguidores que eles serão novas criaturas. Ele lhes promete um destino seguro na eternidade. Na verdade, ao abraçar sua fé em Jesus, os problemas podem aumentar e a caminhada ficar ainda mais difícil.

Em segundo lugar é preciso saber que ao se tornar um cristão você não terá um manual de como lidar com todos os seus problemas. Nem todos os problemas da vida estão na Bíblia. Ela oferece uma resposta de como lidar com os problemas, mas não uma resposta específica para cada problema. Contudo, ela aponta para o fato de que nenhum problema virá sem a concessão de Deus e que Ele estará presente nos dias mais difíceis. Jesus afirmou em João 16.33: “…Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.

Em terceiro lugar, é preciso que você saiba que ao tornar-se um cristão, seus problemas, lutas e tribulações não definem sua espiritualidade. Jó sofreu! Davi sofreu! Os profetas sofreram! O SenhorJesus sofreu! Paulo sofreu! João sofreu! Eu e você vamos também sofrer. 
A existência de um problema em sua vida não significa que sua espiritualidade é baixa. Isso significa apenas que você é humano! Nem todos os personagens da Bíblia que sofreram tiveram uma resposta ou compreenderam o porquê. Paulo em Romanos 5.3 afirma: “…nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança.”

E por último, ao se tornar um cristão é preciso saber que os problemas não serão resolvidos de forma automática. Salomão afirmou em Eclesiastes 3.1: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu.” Ele continua dizendo que na vida há períodos bons e maus; dias alegres e tristes; momentos fáceis e difíceis.

Os problemas na vida de um cristão não definem quem ele é, mas apenas dizem que ele está aprendendo e crescendo.
Por isso, se você é um verdadeiro cristão, não desanime diante de seus problemas

 Fique firme!

VENDO COM OUTROS OLHOS

VENDO COM OUTROS OLHOS

“Ver com outros olhos”, é uma frase comumente usada que significa ver a vida com uma outra perspectiva; com um outro ponto de vista.

A Palavra de Deus nos ensina a ver a vida com os olhos de Deus. Precisamos aprender a ver tudo na perspectiva de Deus. Deus mesmo diz em Isaías 55.8: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor.”

Jesus nos ensina a ver a vida com outros olhos. Em João 4.31 os discípulos pedem para que Ele se alimente. No versículo 32 Ele responde: “…Tenho algo para comer que vocês não conhecem”. Os discípulos espantados perguntam no versículo 33: “…será que alguém lhe trouxe comida?” Mas no versículo 34 o próprio Jesus afirma: “…A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e concluir a sua obra.”

A comida é muito importante, mas naquele exato momento não o era para Jesus. Ele acabara de ter uma conversa com a mulher samaritana. Jesus sabia que aquela conversa mudaria os rumos, não de sua vida, mas de toda sua cidade. Vidas e mais vidas seriam transformadas. Vidas transformadas era a perfeita vontade do Pai e naquele exato momento a comida material cedeu espaço à comida espiritual.

É aqui que muitas vezes nos perdemos. Infelizmente não conseguimos ir além. Nossa perspectiva da vida é pequena demais. Vemos do mesmo jeito sempre; insistimos em ver como queremos ver, e assim, os episódios cotidianos, as lutas, as dores, as oportunidades e diversas circunstâncias são interpretadas apenas com a ótica humana. Somos lentos e míopes demais para ver Deus na história de nossas vidas.

Nos perdemos porque não conseguimos ver que há algo maior, mais profundo, mais oportuno e mais transformador no meio das circunstâncias. E pior, nos tornamos mestres em reclamar. Achamos que pessoas e a própria vida tem sido “injusta”; deveríamos ter algo melhor; ser algo melhor; receber algo melhor; viver melhor. E esses, infelizmente, são sinais claros de uma profunda cegueira espiritual.

É preciso “ver a vida com outros olhos”. Há um Deus que rege a história, que rege a vida, que rege tudo. E ao pensar sobre isso, Davi diz o seguinte no Salmo 139.1,2: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.”

 Por isso, não permita que as circunstâncias da vida lhe engolfem e lhe deixem amargo. Pare de jogar a culpa de sua vida nas pessoas e nas circunstâncias. Ore e peça discernimento a Deus sobre a situação. Peça que Ele que abra seus olhos. Procure entender qual o propósito dEle nesse exato momento de sua vida.
A afirmação de A. Simpson deve nos inspirar: “Temos que aprender a viver do lado celeste e olhar para as coisas de cima. Devemos ver todas as coisas como Deus as vê…”.

Ver com outros olhos é ver as coisas como Deus as vê.

ESPERE EM DEUS

ESPERE EM DEUS

Davi afirma no Salmo 40.1: “Esperei confiantemente pelo SENHOR…”

Vivemos em um mundo agitado e com pressa; um mundo que nos ensina a não esperar por nada. É uma agonia ficar preso no trânsito, numa fila ou ter que trabalhar com uma internet lenta. 
Pertencemos ao “mundo da impaciência”. Tudo precisa ser rápido, fácil, ágil, prático e objetivo.

O grande problema é quando transferimos todo esse estilo de vida para o nosso relacionamento com Deus. Por vezes queremos que Ele faça o que desejamos aqui e agora.

O que nos choca é que enquanto estamos com pressa de algo, aparentemente Deus não tem pressa de coisa alguma. Ele segue firme em seus planos e propósitos. Ele pode demorar ou não para mudar uma situação ou uma pessoa. Descobrimos que o cronograma de Deus não é igual ao nosso.

Porque Deus não faz como queremos e dentro do nosso tempo, podemos também concluir errado que Ele não se importa ou não se interessa conosco. Esse foi o sentimento primário de Marta e Maria quando Jesus supostamente se atrasou para curar a Lázaro em João 11. Elas não sabiam que o tempo dEle era diferente do delas. E no tempo dEle o alvo não era só curar a Lázaro, mas ressuscitá-lo depois de quatro dias que estava ele morto. Jesus tinha algo muito maior e melhor na situação.

ESPERAR faz parte da vida. A Bíblia está repleta de histórias de pessoas como Noé, Abraão, Moisés, José, Davi, Daniel, Jesus, Paulo e outros que aprenderam a esperar em Deus.

Quando ESPERAMOS em Deus, Ele começa a nos revelar quem realmente somos. Ele trabalha em nossas motivações; Ele limpa o nosso pior e apura o nosso melhor; Ele produz a paciência e a perseverança; Ele cria em nós um senso de antecipação de que Ele mesmo fará algo maravilhoso; Ele transforma o nosso caráter; Ele nos leva a uma maior intimidade e dependência dEle.

Se você pensa realmente em caminhar numa vida com Deus, deixe a pressa de lado. Aprenda a crer que Ele tem algo melhor para sua vida sempre no tempo dEle.

Lembre-se também do sábio conselho do salmista no Salmo 31.24: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.”

Espere em Deus!

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

COMO VOCÊ GOSTARIA DE SER TRATADO?

Jesus afirmou em Mateus 7.12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei, e os profetas.”

O mundo sofre do mal do egoísmo. Estamos sempre dispostos a pensar primeiro em nós e nos nossos e quase nunca no outro. Essa é a cultura da nossa época, como era também nos tempos de Jesus. O egoísmo sempre esteve em alta.

O Sermão do Monte apresenta sempre no todo de sua mensagem um desafio para um relacionamento com Deus e um relacionamento com os outros de forma COMUNITÁRIA. O individualismo não cabe no plano espiritual traçado por Jesus. Somos chamados sempre ao “nosso”, ao “outro”, ao próximo.

Se alguém deseja andar com Deus precisa aprender a viver com o outro. A comunidade cristã é em essência uma família. O cristianismo é marcado especificamente por seu amor e cuidado uns para com os outros. Não há espaço para o “meu”, mas para o “nosso”.

Jesus diz que os que creram nEle devem se amar e cuidar do outro com respeito e carinho. O que desejamos para nós, devemos também desejar ao outro. Essa é a máxima da vida cristã. O que fazemos a nós, devemos fazer ao outro. Essa é a “Regra Áurea” da vida de um cristão.

Jesus complementa dizendo “pois esta é a lei e os profetas.” Isto é, qualquer pessoa que oriente a sua conduta para com os outros de acordo com o que gostaria que fosse a conduta dos outros para consigo, cumpriu a lei e os profetas. Porque a lei e os profetas, ou o ensino do Antigo Testamento é a prática do amor e cuidado com o próximo.

Assim, a pergunta básica para seus relacionamentos deveria ser: “Como eu gostaria de ser tratado em tal situação?” Essa pergunta freia seu egoísmo e norteia melhor seus relacionamentos.

Se você for mais sensível às outras pessoas; se você se colocar no lugar delas; se você desejar para elas o que deseja para você, esteja certo de que você será menos mau e mais generoso, menos rude e mais compreensivo, menos cruel e mais bondoso.

Assim, se seu cristianismo não foca no outro, você é apenas um bom e educado religioso. E acredite, sua religião para Deus não serve para nada.

Trate o outro como você gostaria de ser tratado.