A PAZ DE DEUS

A PAZ DE DEUS

Em Romanos 15.33 Paulo termina a carta dizendo o seguinte: “ O Deus da paz seja com todos vocês…” E em 2 Tessalonicenses 3.16, Paulo também finaliza seus escritos dizendo: “O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas.”

Essas são palavras de ânimo e incentivo. Elas são lembretes poderosos porque apresentam que Deus é real, vivo e dono da paz. Essas palavras quando recebidas com convicção transformam as vida diante de qualquer preocupação ou ansiedade.

“Paz” comumente é definida como um sentimento de calma, contentamento, felicidade e tranquilidade. É um bem-estar que sentimos quando tudo está caminhando do jeito que realmente desejamos. Mas na verdade essa definição é incompleta.Todos esses sentimentos podem ser produzidos por um medicamento, pela uso da bebida, por uma viagem, por um bom descanso, por receber uma “bolada boa” de dinheiro e etc. Tudo isso é uma paz temporária.

A “Paz de Deus” não tem nada haver com gente, circunstância e sentimento. Uma paz alicerçada nessas condições com certeza será totalmente destruída quando o fracasso, a dúvida, a dificuldade, o medo, a culpa, a vergonha, a angústia, a perda, a preocupação, o maltrato, a incerteza, a crise, as ameaças e qualquer ansiedade chegar.

A “Paz de Deus” é diferente de tudo isso. Ela nunca está entregue as ondas de incertezas da vida. A “Paz de Deus” é algo espiritual; é uma atitude de coração e mente; ela é consequência direta da confiança no Deus soberano que está no controle de tudo e de todos.

A “Paz de Deus” é um resultado da “Paz com Deus”. Ela é a certeza de que os pecados foram perdoados, que há um livre acesso a Ele, que há uma plena confiança de um relacionamento paternal com o Senhor. Essa “paz” crê que o destino final é o céu e que a vida é para ser vivida nos propósitos dEle; cheia significado para Ele e com Ele.

Quem vive a “Paz de Deus” entende que essa paz é uma qualidade da vida do próprio Deus. O Senhor nunca está cansado, preocupado, ansioso, ou estressado com nada. Deus nunca duvida, teme ou está confuso. Ele está sempre calmo e contente. E por que Ele vive assim? Porque Ele está no comando de tudo e faz todas as coisas de forma perfeita, no seu tempo e dentro de Sua vontade soberana. Não há ameaças à sua onipotência; não há pecado possível que possa manchar sua santidade; não há arrependimento em Sua mente. O Senhor desfruta sempre de perfeita harmonia dentro de si mesmo. Por isso que Ele é o “Deus da Paz”.

Assim, a paz perfeita que Ele tem nunca falta a Ele, e Ele a dá a todos aqueles que se achegam sinceramente a Ele. Quem já tem a “Paz com Deus” pode desfrutar da “Paz de Deus” independente de pessoas, circunstâncias e sentimentos.

Você já tem a “paz com Deus” e a “paz de Deus”?

 

UM COMPROMISSO COM JESUS

UM COMPROMISSO COM JESUS

Jesus era sempre acompanhado por grandes multidões.  Em Lucas 14.25-27 Jesus diz o seguinte a uma delas: “…Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.”

Qual o conteúdo da fala de Jesus a essa multidão específica? Jesus chama-a a um compromisso com Ele. Ele queria que cada pessoa assumisse a responsabilidade de ser Seu seguidor; ser um discípulo. E para se comprometer em tornar-se um discípulo de Jesus é preciso estar ciente dos empecilhos desse compromisso.

O primeiro empecilho são os próprios familiares. Jesus sabe que a família exerce uma forte influência na forma como alguém pensa e crê. Pai, mãe, cônjuge, filhos e irmãos podem travar as decisões espirituais para com Ele.

Na época de Jesus, quando alguém se dispunha a segui-Lo, tal pessoa estava afirmando publicamente de que Jesus era o Messias e o Salvador prometido. E ao afirmar tal verdade, a pessoa corria o risco de ser, não só banida da família, mas do convívio social em que a família estava envolvida. Assim, comprometer-se com Jesus era uma decisão pesada e arriscada. E é por isso que em Mateus 10.36 Jesus avisou: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.”

Assim, você nunca poderá manter um compromisso sério com Jesus enquanto se deixar ser levado e influenciado pelos conceitos, crenças e ideologias dos familiares próximos. Se Jesus não ocupar prioritariamente o centro de sua fé, Ele nunca aceitará viver de forma periférica em sua vida.

O segundo empecilho é o amor próprio. Jesus diz que aquele que “…ama…sua própria vida…não pode ser meu discípulo.” Amar a própria vida significa centrar-se em si mesmo. Significa manter-se nos próprios pensamentos, desejos e interesses. Significa também viver do próprio jeito, sem sujeitar-se a nada e a ninguém. Significa continuar dando o próprio norte, vivendo conforme acha e pensa, sem qualquer restrição ou limite. Significa ainda viver a vida de forma independente de Deus, sem amá-Lo, serví-Lo e obedecê-Lo. E para Jesus, ninguém pode se comprometer com Ele, enquanto o amor próprio dominar a vida. Se não houver uma entrega total, uma submissão total, um compromisso total, Jesus nunca será total na vida.

Jesus, na cruz, se comprometeu em salvar a todos os que nEle crer da condenação eterna, e Ele espera que todos os que intencionam em segui-Lo, também se comprometam. Por isso que Ele diz: “E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.”

Lembre-se: sem um compromisso com Jesus, nos parâmetros de Jesus, ninguém terá a vida de Jesus, nunca poderá ser salvo por Jesus e tornar-se um verdadeiro seguidor de Jesus.

TRANSFORMADOS PELA VERDADE

TRANSFORMADOS PELA VERDADE

Na tão conhecida “oração sacerdotal” de Jesus em João 17, Jesus ora assim no versículo 17: “ Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade.”

A palavra “santificar” que Jesus usou em Sua oração significa “consagrar” ou “separar”. No Antigo Testamento, “santificar” foi uma palavra usada para alguém ou algo que estivesse se preparando para estar na presença de Deus ou ser usado por Ele.

Assim, quando Jesus ora: “santifica-os”, é o Seu desejo que nossas vidas sejam consagradas para Deus. E para que isso ocorra o meio é a “verdade”. E onde se encontra a “verdade”? Jesus responde: …a tua palavra é a verdade.” A Palavra de Deus contém e é a verdade. Ela é o combustível para a profunda transformação, mudança e consagração a Deus.

Cada palavra que procede da boca de Deus é absoluta, autoritária e verdadeira. E Deus decidiu que Suas verdades estivessem num livro: a Bíblia.O mundo pode proclamar e gritar que descobriu outra verdade, mas o que Deus fala ainda é a verdade. Por isso Jesus diz: “…a tua palavra é a verdade.”

Em toda a Bíblia, o Salmo 119 é o maior dos Salmos e o maior capítulo da Bíblia. O Salmo 119 contém 176 versículos. Na língua hebraica, o Salmos 119 é um Salmo acróstico. Cada estrofe contém 8 versículos começando com uma letra hebraica, e cada versículo na estrofe começando com a mesma letra. Quase todos os versículos contêm uma ou mais palavras que identificam a palavra de Deus,como lei, preceitos, caminho, decretos, mandamentos, etc.

O Salmo 119 se destaca pela importância que ele dá à perfeição da palavra de Deus, que guia os servos de Deus para Ele e os separa de um viver que não O agrada.

Um exemplo simples Salmos 119 é com respeito aos jovens. No mundo em que vivemos milhões de jovens estão perdidos, não sabem o que fazer e por qual caminho andar. Mas a santificadora verdade da Palavra de Deus nos ensina o que fazer. No Salmo 119.9 lemos: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua Palavra.”

A Palavra de Deus é a verdade que transforma as nossas vidas, mas nem sempre conseguimos reter essas verdades numa simples leitura ou audição. E para que possamos tirar e absorver o melhor dela, devemos orar como o salmista o fez no no Salmo 119.18: “Desvenda os meus olhos para que eu contemple as maravilhas da tua lei.”

A Bíblia é o maior livro que já foi escrito. Ele é o único livro escrito sob a inteira inspiração, direção e orientação de Deus, por Seu Espírito. Durante todos esse anos Ele o tem protegido e preservado.

Jesus estava ciente de que o único recurso para que uma vida fosse transformada seria pelo contato e exposição da verdade da Palavra de Deus. E por isso que ele afirmou categoricamente: “…a tua palavra é a verdade.”

Assim, leia, estude, ouça e medite na Palavra de Deus, e você perceberá o impacto da verdade em sua vida.

PEQUENAS ORAÇÕES

PEQUENAS ORAÇÕES

Davi no Salmo 25.16-21 abre o seu coração a Deus fazendo pequenas orações. E Deus ouve essas pequenas orações. Essas são orações que Davi faz de forma sincera e focadas nEle.

No versículo 16 Davi ora assim:“Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, pois estou só e aflito.” Ele diz para Deus o quanto sentia-se só e aflito. Essa era sua situação: abandonado e machucado. Como Davi precisamos ser honestos diante de Deus quanto ao nosso verdadeiro estado emocional. Deus está interessado que você conte a Ele sobre seus sentimentos. A oração, antes das palavras, é a voz do coração.

No versículo 17 Davi continua dizendo: “As angústias do meu coração se multiplicaram; liberta-me da minha aflição.” Davi está em dor e pede que Deus o liberte. Davi vai direto ao ponto. E como Davi, precisamos ser específicos em nossos pedidos. O que realmente você quer que Deus faça em sua vida? Conte a Ele claramente. Oração é uma conversa aberta e franca com Deus.

No versículo 18 Davi pede: “Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados.” Ele pede a Deus para que atente para suas dores e perdoe seus pecados. Davi sabe que parte das dores na vida é advinda de uma insistência em viver do seu próprio jeito. Ele sabe que o pecado tem consequências. Há algum pecado na sua vida que precisa ser confessado ao Senhor? A confissão dos pecados é a faxina que a alma precisa.

No versículo 19 Davi suplica: “Vê como aumentaram os meus inimigos e com que fúria me odeiam! O salmista diz a Deus o que está acontecendo. Há um grupo de pessoas contra ele. E ele quer que Deus saiba disso. A oração é algo maravilhoso porque por meio dela podemos falar com Deus sobre nossas circunstâncias. Deus ouve nossas orações e alivia as pressões que advém ou de pessoas ou de circunstâncias.

 No versículo 20 Davi pede o seguinte: “Guarda a minha vida e livra-me! Não me deixes decepcionado, pois eu me refugio em ti.” Davi crê na intervenção de Deus em sua história. Ele pede por proteção e libertação pessoal e emocional. Somente em Deus há a segurança que precisamos. Necessitamos apenas O eleger como nosso único refúgio. Enquanto você estiver refugiando em outras coisa ou pessoa que não seja Deus, Ele não age em sua vida. Davi diz: “…eu me refugio em ti.”

 E Davi termina no versículo 21 dizendo:“Que a integridade e a retidão me protejam, porque a minha esperança está em ti.” Davi se compromete com Deus. Ele diz que que quer viver de forma correta: em “integridade” e “retidão”. Nada será feito enquanto você não fizer sua parte e não assumir um compromisso de obediência, submissão e lealdade a Deus.

Lembre-se que Deus ouve também as pequenas orações. E você só vai saber isso se você orar.

TRATANDO SERIAMENTE O PECADO

TRATANDO SERIAMENTE O PECADO

As pessoas comprometidas com Deus sempre levam em conta viver uma vida que agrada a Ele em todos os sentidos. Eles levam a sério os seus pecados.

Davi no Salmos 25.7 afirmou:“Não te lembres dos pecados e transgressões da minha juventude; conforme a tua misericórdia, lembra-te de mim, pois tu, Senhor, és bom.”

 Quão consciente era Davi quanto a pureza espiritual. Ele entendia a realidade do pecado e sabia o poder que ele tinha de destruir não só a sua vida, mas especialmente o seu relacionamento com Deus.

No texto Davi ora dizendo: “Não te lembres dos pecados e transgressões da minha juventude…” Por que ele faz essa oração? A questão é que Ele ainda se lembrava muito bem de seus pecados quando jovem. Pedir a Deus para que não Ele não se lembrasse de seus pecados, nada mais era do que um sinônimo que Deus não os levasse em consideração, mas que os perdoasse.

Davi quando jovem, não atentara que o que fazia desagradava a Deus. Ele não justifica seu pecado, ou acolhe uma voz social que diz: “isso é coisa de jovem”. Não! Davi viu-se como um ignorante, tolo e imaturo. Ele percebe que sua conduta no passado desonrou a Deus. E sabendo sabendo agora que devia fazer o que era correto, ele então o fez. E por que o fez? Porque tinha a visão de Deus com respeito ao pecado e sabia muito bem da arrogância rebelde de seu coração.

As lições abundam nesse pequeno versículo. A primeira é que quando somos sensíveis a Deus, o pecado nunca passará batido. Pessoas centradas em Deus levarão a sério tudo aquilo que Ele leva a sério. Eles sempre se deixarão conduzir pelo padrão que Deus estabelece, porque no final eles querem O agradar acima de tudo.

A segunda lição que aprendemos no texto é que jamais devemos sufocar nossa consciência quando ela nos acusa quanto aos nossos pecados diante de Deus, independentemente de quando foram cometidos. Devemos manter o nosso passado limpo diante do Senhor. Davi não se permitiu sufocar os erros de seus pecados quando jovem. Ele os tratou diante do Senhor.

A terceira lição é que a misericórdia e a bondade de Deus é sempre estendida a todos os que confessam seus pecados. Davi diz: “…conforme a tua misericórdia, lembra-te de mim, pois tu, Senhor, és bom.” O amor e a graça de Deus é visto, percebido e aplicado a todos os arrependidos. Deus acolhe aos quebrantados de coração.

Hoje, podemos todos perceber o perdão de Deus por nossos pecados do passado, quando humildemente nos chegamos a Ele, nos méritos de Jesus. Porque na cruz do calvário, Jesus morreu para nos salvar e nos libertar totalmente de nossos pecados do passado, do presente e do futuro. Em Jesus temos a libertação total de nossos pecados.

Pergunta: você já tratou os seus pecados diante de Deus? Senão o fez, o faça.

CHEIOS DE PERGUNTAS E CONFUSOS

CHEIOS DE PERGUNTAS E CONFUSOS

Habacuque foi um profeta em Judá, que viveu durante um dos períodos mais críticos de sua nação. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias, um rei temente a Deus, para índices altos de violência, medidas opressoras contra os necessitados e a ruína do sistema legal. O mundo localizado ao redor de Judá estava em turbulência e guerra. A Babilônia havia se levantando no cenário mundial, e Deus nos futuro estaria usando os babilônicos como um instrumento para tratar profundamente a vida espiritual de Judá.

Habacuque, estando ciente dos desvios espirituais da nação e da possível invasão da Babilônia, torna-se então um homem cheio de perguntas e confuso. No capítulo 1.2-4 ele afirma o seguinte: “ Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? Até quando gritarei a ti: “Violência! ” sem que tragas salvação? Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida.”

Habacuque perguntou a Deus sobre situações que estavam gerando medo, insegurança e desconforto em seu coração. Mas no capítulo 3 de seu livro, ao invés dele se deixar dominar pelas situações adversas, ele resolve orar. Em 3.1 lemos: Oração do profeta Habacuque…” E ao orar, Habacuque livre-se do medo, do stress, e da ansiedade porque Ele decide centrar em quem Deus é e no que Ele faz. No versículo 2 ele diz: “Senhor, ouvi falar da tua fama; temo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia.” Assim, Habucuque, renovado em sua visão de Deus, descansa sua confusão e todas suas perguntas nEle e surpreendentemente ele afirma em 3.17-19: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos.”

Habucuque nos ensina que nossas perguntas e confusões são reais mas que elas não podem dominar nossas vidas, trazendo assim tristeza, desesperança e frustrações.

Quando entendemos que Deus está e age na história de nossas vidas a todo momento, paramos de olhar para as circunstâncias, e aí, como Habacuque , não nos interessa o tamanho da crise, da dor ou do problema.

Se estamos cheios de perguntas e confusos, vamos tirar tempo para ler a Palavra de Deus e orar, ganhando assim uma visão nova de Deus.

PODER PARA PERDOAR

PODER PARA PERDOAR

Depois de ter sido trucidado pelos seus inimigos, estando Jesus na cruz, assim ele afirma em Lucas 23.34: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.

Na cruz, Jesus mostra sua determinação em não permitir que a ação má dos seus inimigos viesse determinar a sua reação para com eles. Ele escolheu perdoar. E perdão é uma escolha. E se alguém diz que perdoar é algo apenas para Jesus, comete um grande equívoco, isso porque, Estevão, em Atos 7, quando estava também sendo hostilizado por seus inimigos, sendo por eles apedrejado, também os perdoou dizendo o seguinte no versículo 60: “…Senhor, não os consideres culpados deste pecado”

É certo que quando alguém é ofendido, ele também é machucado. E a dor costuma ser profunda. Mas é preciso perdoar. E perdoar não significa necessariamente esquecer. “Perdoar e esquecer” não está na Bíblia. É impossível naturalmente esquecer erros cometidos. Perdoar não é esquecer. Perdoar é uma escolha. Perdoar é tomar a decisão de liberar e libertar o ofensor. Você não necessariamente esquece a dor sofrida, mas você decide não mais cultivar pensamentos de vingança ou retaliar com ódio o ofensor.

Perdoar é obedecer a Deus. Paulo ensina em Efésios 4.32: “…perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” Perdoar é uma escolha consciente em obedecer a Deus. O ofensor pode nunca desejar, pedir ou precisar do perdão, e talvez a vida dele nunca mude, mas isso não nega ou altera a ordem de Deus que o ofendido deve perdoar o ofensor. Jesus ensinou em Mateus 5.44: “…Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.” E não foi exatamente isso que Jesus fez na cruz? Perdoamos porque Deus ordena e porque o Senhor Jesus ensinou, e assim viveu.

Mas você pode estar dizendo: “Isso é loucura…isso é impossível…eu não tenho condições para perdoar no nível de Jesus…nem de Estevão…nem de ninguém…eu fui vítima de uma injustiça.. dentro de mim ferve um ódio contra os que me fizeram mal…”

Sem dúvida, sua dor deve ser grande, mas perdoar é algo humanamente impossível. E é por isso você precisa desesperadamente de Jesus em sua vida. Somente com Ele e por Ele você terá o poder para lidar com as injustiças que lhe foram feitas e ao mesmo tempo liberar e tirar essas pessoas definitivamente de seu coração.

Para perdoar outros é preciso que você os seus próprios erros e pecados sejam perdoados por Deus. E uma vez perdoado por Ele, você terá poder para perdoar outras pessoas.

Não existe uma técnica para perdoar. Existe sim, o poder de Deus disponível, em Cristo Jesus, que lhe liberta da ódio, da mágoa e dos ressentimentos e lhe faz uma pessoa perdoadora.

O poder para perdoar está somente em Deus.

ORAÇÕES RESPONDIDAS

ORAÇÕES RESPONDIDAS

Em Mateus 7.7-11 Jesus ensinou: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”

Esse é um texto que apresenta o valor da oração e nos incentiva a orar. Há grandes verdades nesse texto. E não há nada melhor do que saber que quando buscamos a Deus, Ele ouve e responde as nossas orações.

Jesus sabe que na maioria das vezes nos sentimos tímidos e acanhados ante a grandiosidade de Deus. Por isso, no texto, Ele nos ensina a sermos ousados e confiantes diante do Pai em oração. Jesus usa três verbos nos presente imperativo para incentivar a oração: “Pedi…buscai…batei…” São verbos que enfatizam a INSISTÊNCIA…a persistência diante de Deus em oração. São verbos que estão atrelados a grandes promessas. O versículo 8: “Pois todo o que pede recebe; o que busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-Ihe-á.”

Jesus exemplica essas promessas baseado numa simples história nos versículos 9-11. Uma criança pede ao pai algo simples: um pão ou um peixe. Jesus pergunta: “daria o pai uma pedra ou uma cobra a seu filho?” A resposta seria: “jamais um pai faria isso!” Por quê? Porque ainda que um pai seja mau, ele se esforçará para dar boas coisas a seus filhos, porque ele ama os filhos.

Jesus usa a história mais como CONTRASTE do que como COMPARAÇÃO. O conceito simples é o seguinte: se pais humanos, sendo muito dentre eles maus, sabem dar coisas boas a seus filhos, quanto mais o Pai celeste, que não é mau, Ele é bom, “dará boas cousas aos que lhe pedirem” (vs 11).

O que está implícito nesse conceito sobre oração?

Se você pertence a Cristo e se entregou-se totalmente a Ele: Deus é seu Pai. E agora, como filho, orar deve ser algo natural para você. Você deve de forma simples expressar tudo o que pesa, alegra, intenciona, desafia e deseja o seu coração. E o mais belo de tudo, é que o Pai ouve. Se sua oração estiver em acordo com a Sua plena vontade e se Sua glória for manifestada , a oração será respondida.

Por isso é importante manter-se em sintonia com a vontade de Deus expressa em Sua Palavra. Uma vez que você sabe qual é Sua vontade, então ore! “Peça…busque…bata.” Seja insistente…persistente. Exponha o seu desejo diante do Senhor e peça Sua resposta. Seja um colecionador de respostas divinas para glória dEle e para sua alegria.

Charles Spurgeon afirmou: “Se você tem um coração para clamar, Deus tem um ouvido para ouvir.”

DEUS É AMOR!

DEUS É AMOR!

Em 1 João 4.8-10 lemos: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.”

O texto diz que “Deus é amor”. Deus não só tem amor, não só dá amor, mas Ele é a fonte do amor. “Deus é amor.” Ao afirmar assim, João nos diz que o amor é um atributo, uma qualidade de Deus e um aspecto central de Seu caráter. A palavra grega usada por João para “amor” no texto é “agape”. Agape é o “amor incondicional”; é o amor ilimitado, sem barreiras e que entrega sem querer receber nada em troca. E assim que Deus ama.

A expressão mais plena do amor de Deus é expressado em Jesus Cristo, Seu Filho Amado. O texto diz que “foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.”  Dr Billy Graham afirmou: “…Quando Cristo estava pendurado, sangrando e morrendo na cruz, era Deus dizendo ao mundo: ‘Eu te amo’”. Deus deixou claro que o Seu amor nos é oferecido por meio de Jesus. Através dEle cada um de nós tem a oportunidade hoje e agora de se relacionar com Deus nessa vida e por toda a eternidade.

A história do filho pródigo, em Lucas 15, é a história do amor de Deus para com as pessoas. Aquele filho que abandonou o lar para viver e dirigir sua própria vida, um dia caiu em muitos e profundos problemas. Mas, vendo sua miséria, ele desejou voltar para o pai porque sabia o quanto ele era amoroso e bondoso para com seus funcionários. Ele decidiu voltar para casa porque sabia que seu pai era um homem bom e faria alguma coisa para com ele, mesmo que viesse a não o considerar mais como filho. E quando decidiu voltar, o pai não só o recebeu com um forte abraço, um caloroso beijo de amor, mas  restituiu a ele as condições de filho. O pai dessa história é Deus, o Deus de amor.

“Deus é amor” e isso tem haver com sua vida. Se você decidir caminhar em sua direção e voltar para seus braços, você O encontrará e o receberá de braços abertos, demonstrando Ele o Seu amor por você. Não importa por onde você andou e o que já experimentou. Seus braços estão abertos se você vier a Ele. Agostinho disse: “Deus ama cada um de nós como se houvesse apenas um de nós.”

A pergunta é: Você virá e receberá o Seu amor?

 

 

 

OFENDIDOS PELA VERDADE

OFENDIDOS PELA VERDADE

Em Lucas 11.37-53 Jesus foi convidado para comer na casa de um fariseu. No versículo 38 Jesus não lava cerimonialmente as mãos antes da refeição, o que chocou o fariseu, porque a lavagem das mãos era um princípio de grande valor na tradição farisaica. Porém no versículo 39 Jesus confronta o fariseu dizendo: “…Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estão cheios de ganância e da maldade.” Jesus repreende severamente a hipocrisia espiritual dos fariseus. Eles lavavam as mãos, mas não limpavam os seus corações. Após esse grande confronto, no versículo 45 um dos peritos da lei presente na refeição diz o seguinte: “Mestre, quando dizes essas coisas, insultas também a nós”. Ao que Jesus respondeu no versículo 46: “…Ai de vocês também! porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, e vocês mesmos não levantam nem um dedo para ajudá-los.” Naquela refeição a comida, com certeza, tornou-se indigesta porque Jesus usou daquela oportunidade para confrontar com a verdade a hipocrisia daqueles líderes religiosos. E eles não gostaram nada daquele confronto de Jesus. Na verdade, eles se sentiram ofendidos.

Assim como aqueles homens que ao serem confrontados com a verdade sentiram-se ofendidos, assim somos alguns de nós. Também não gostamos de ser confrontados com as verdades de Deus. As verdades de Deus doem, machucam, insultam e ofendem. Elas fazem isso porque de alguma forma desmascaram a mentira que estamos vivendo, enquanto aponta para a realidade nua e crua de nossa essência humana: nosso egoísmo e orgulho. Francis Schaeffer escreveu: “A verdade sempre traz consigo o confronto. Verdade exige confronto…”

O confronto com a verdade nos entristece porque basicamente gostamos de organizar e fazer os nossos próprios caminhos; agarramos em nossas próprias mentiras, ignorando o explícito aviso de Provérbios 14.12, que diz: “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.”

É preciso entender que ser confrontado com a verdade de Deus é sempre algo bom, purificador, transformador e cheio de benefícios para a vida. Provérbios 27.5 nos ensina: “Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto.” E Jesus contundentemente ensinou em João 8.32: E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”

Se você quiser conduzir sua vida em segurança no seu relacionamento com Deus e com as pessoas, é preciso estar disposto a se expor as verdades da Palavra de Deus. São elas que iluminam as trevas de nossa vida. O Salmos 119.105 afirma: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos.”

Se as verdades de Deus estão lhe ofendendo isso nada mais é do que uma declaração de que você está centrado em si mesmo e precisa urgentemente de um quebrantamento e arrependimento espiritual.

A PROTEÇÃO ESPIRITUAL

A PROTEÇÃO ESPIRITUAL

 Judas 1.24 afirma: “…Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços…”

 Judas afirma nesse texto que Deus, em Cristo, é plenamente capaz e tem todo o poder a ponto de manter o Seu olhar sobre nós, protegendo-nos com toda a segurança, a fim de que permaneçamos firmes, sem cairmos no pecado ou em qualquer outro erro que poderia nos tornar miseráveis e desprezíveis.

Precisamos constantemente de proteção espiritual porque somos extremamente vulneráveis; somos finitos e limitados; somos pequenos, falhos e frágeis; não conseguimos naturalmente nos proteger; não somos capazes o bastante de vermos a dimensão do perigo espiritual decorrente de nossa carne, desse mundo e do habilidoso Satanás que nos tenta constantemente.

O maior perigo de nossa queda espiritual somos nós mesmos. Somos dominados por um falso senso de confiança; o sentimento de que “tudo está no controle”. Isso nada mais é do que orgulho. A isso Paulo nos afirma em 1 Coríntios 10.12: Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!

Não estamos protegidos nesse mundo por nada e por ninguém, a não ser pelas poderosa mãos de Deus, em Cristo Jesus. A qualquer momento, a qualquer hora e em qualquer lugar podemos nos tornar vítimas do mal. Precisamos desesperadamente da proteção espiritual. E só por Cristo Jesus que estamos protegidos.

É obvio que há certas atitudes que nos compete fazermos a bem de nossa proteção espiritual. Não podemos entregar a Deus aquilo que é de nossa responsabilidade. Em Provérbios 22.3 o texto diz: O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências.”

A maior segurança e proteção que alguém pode ter nessa vida e na eternidade é a proteção espiritual. Jesus mesmo disse em Mateus 10.28: Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.” Mas quanto aos que lhe pertecem, Jesus diz em João 10.28:Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão” Assim, certo é o refrão de um famoso hino que diz: “Que segurança, sou de Jesus…”

Se você está em Cristo, sua proteção espiritual está garantida. Você está com O protetor. Paulo nos diz em Romanos 8.31,37-39: Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?..Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Quem está em Cristo vive protegido, seguro, calmo, confiante e em paz. Em Cristo estamos seguros de todo mal e do pecado.

Você está em Cristo?

QUANDO DEUS DIZ “NÃO” AS NOSSAS ORAÇÕES

QUANDO DEUS DIZ “NÃO” AS NOSSAS ORAÇÕES

Por vezes nos equicovamos com respeito a Deus. Achamos que Ele de alguma forma deveria sempre responder todas as nossas orações com um bom “sim”. Mas Ele não faz isso. E precisamos aprender o porquê.

Em Marcos 10.35-38 temos a seguinte história: “Nisso Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: “Mestre, queremos que nos faças o que vamos te pedir”. “O que vocês querem que eu lhes faça? “, perguntou ele. Eles responderam: “Permite que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda”. Disse-lhes Jesus: “Vocês não sabem o que estão pedindo…”

Para os filhos de Zebedeu, João e Tiago, Jesus deu um sonoro “não”. O pedido dele visava apenas eles e não a glória de Deus. Eles queriam evidência em suposto reino de Jesus nessa terra. E Jesus disse que eles não sabiam o que estavam pedindo. E o “não” veio como resposta.

Mas quando é que Deus responde com “não” as nossas orações?

Em primeiro lugar, Deus responde com “não” quando estamos em pecado. O Salmista diz no Salmos 66.18: “Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria.” Deus não ouve aqueles que são desobedientes a Ele. O pecado tira nossa comunhão com Deus e o que a retorna é o arrependimento e a confissão. Os que estão em pecado não podem agradar a Deus, e assim Ele não ouve as orações feitas.

Em segundo lugar, Deus responde com “não” cujo o resultado final possa nos aproximar mais dEle. Paulo experimentou isso em 2 Coríntios 12. No versículo 7 foi lhe “dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás…” No versículo 8 ele ora por três vezes pedindo que Deus o tirasse. Mas no versículo 9 Deus responde: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…”. E no versículo 10 Paulo abraça o “não” de Deus dizendo: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.” O “não” de Deus fez com que Paulo se aproximasse mais do Senhor, e isso para ele foi um grande tesouro.

Em terceiro lugar, Deus responde com “não” quando algo maior envolvido. Em João 11 Marta e Maria queriam que Jesus chegasse rápido para curar a Lázaro, o irmão delas, a quem Jesus amava muito. Mas Jesus atrasou, e Lázaro morreu. Mas depois de quatro dias ele chegou, e algo maior aconteceu: Ele ressuscitou a Lázaro.

Assim, não desanime em sua oração por pensar que Deus a responde com um “não”. Ele sabe muito bem o que faz. Na verdade seja muito grato, porque os Seus “não”, são os Seus “sim”.

O NOME DE JESUS

O NOME DE JESUS

O nome de uma criança é uma decisão muito importante dos pais. Mas José e Maria não tiveram que lutar com a decisão do nome de seu filho, isso porque Deus já havia escolhido o nome da criança. Em Mateus 1.21 o anjo disse a José: “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Deus escolheu o nome perfeito para Seu Filho, “Jesus”, que significa na língua aramaica, “Jeová salva” Na verdade esse nome refletiria Sua missão e propósito na terra: “salvar o seu povo de seus pecados.” Deus vem a nós em Jesus para resolver o nosso principal e mais profundo problema: o pecado. É o pecado que nos separa de Deus e nos condena. Paulo afirmou em Romanos 3.23: “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.”

Se o nosso maior problema fosse a falta de educação, Deus nos teria enviado um professor para nos ensinar e nos tirar da ignorância. Não obstante ser Jesus um grande Mestre, Ele ensinou o cerne da verdade, mas o núcleo de sua missão não é encontrado em seus ensinamentos. Ele não veio para nos ensinar, Ele veio para nos salvar de nossos pecados.

Se o nosso maior problema fosse a falta de auto-estima, Deus teria nos enviado um incentivador, um palestrante motivacional ou um terapeuta. Jesus certamente trouxe alento e esperança as pessoas , mas a Sua missão não era para nos fazer sentir melhor sobre nós mesmos e como somos. Ele não veio para nos salvar de nós mesmos. Ele veio para nos salvar de nossos pecados.

Se o nossos maior problema fosse de natureza política – o governo – então Deus teria nos enviado um rei terreno para corrigir a situação política. Mas Jesus não estava interessado em um trono terreno. Seu trono é muito acima de todos os poderes terrestres. E sua maior obra não foi feito em um trono, mas na cruz da calvário, morrendo ali pelos nossos pecados.

Quando Deus deu o nome de “Jesus” para que assim fosse chamado, o objetivo é apontar que Ele seria o Salvador dos pecados. E foi na cruz, Sua maior obra. É ali que Ele leva os nossos pecados; paga o preço de morte para que a salvação pudesse ser propiciada.

O que todos precisamos não é de mais educação, bons salários, inspiração, bons governos etc. Tudo isso é muito bom, mas não é o mais importante. O que precisamos é de um Salvador de nossos pecados. E Ele já nos foi dado por Deus: Jesus. O que basta agora é crermos nEle e nos arrependermos de nossos pecados. Essa é a solene afirmação de Pedro em Atos 2.38: “…Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados…”

Pergunta: Você já foi a Jesus e pediu a Ele para que Ele perdoasse os seus pecados? Porque isso é o que Ele faz, e é isso o que realmente você precisa.

VER COM OUTROS OLHOS

VER COM OUTROS OLHOS

“Ver com outros olhos” é uma frase comumente usada que significa ver a vida com uma outra perspectiva; com um outro ponto de vista.

A Palavra de Deus nos ensina a ver a vida com olhos de Deus. Precisamos aprender a ver tudo na perspectiva de Deus. Deus mesmo diz em Isaías 55.8: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor.”

Jesus nos ensina a ver a vida com outros olhos. Em João 4.31 os discípulos pedem para que Ele se alimente. No versículo 32 Ele responde: “…Tenho algo para comer que vocês não conhecem”. Os discípulos espantados perguntam no versículo 33:“…Será que alguém lhe trouxe comida? Mas no versículo 34 o próprio Jesus afirma: “…A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.”

A comida é muito importante mas naquele exato momento não o era para Jesus. Ele acabara de ter uma conversa com a mulher samaritana. Jesus sabia que aquela conversa mudaria os rumos, não de sua vida, mas de toda sua cidade. Vidas e mais vidas seriam transformadas. Vidas transformadas era a perfeita vontade do Pai e naquele exato momento a comida material cedeu espaço a comida espiritual.

E é aqui que muitas vezes nos perdemos. Infelizmente não conseguimos ir além. Nossa perspectiva da vida é pequena demais. Vemos do mesmo jeito sempre; insistimos em ver como queremos ver, e assim, os episódios cotidianos, as lutas, as dores, as oportunidades e diversas circunstâncias são interpretadas apenas com a ótica humana. Somos lentos e míopes demais para ver Deus na nossa história de nossas vidas.

Nos perdemos porque não conseguimos ver que há algo maior, mais profundo, mais oportuno e mais transformador no meio das circunstâncias. E pior, nos tornamos mestres em reclamar. Achamos que pessoas e a própria vida tem sido “injusta”; deveríamos ter algo melhor; ser algo melhor; receber algo melhor; viver melhor. E esses, infelizmente, são sinais claros de uma profunda cegueira espiritual.

É preciso “ver a vida com outros olhos”. Há um Deus que rege a história, que rege a vida, que rege tudo. E ao pensar sobre isso, Davi diz o seguinte no Salmo 139.1-3: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.”

 Por isso, não permita que as circunstâncias da vida lhe engolfe e lhe deixe amargo. Pare de jogar a culpa de sua vida nas pessoas e nas circunstâncias. Ore e peça discernimento a Deus sobre a situação. Peça que Ele que abra seus olhos. Procure entender qual o propósito dEle nesse exato momento de sua vida.

A afirmação de A. Simpson deve nos inspirar: “Temos que aprender a viver do lado celeste e olhar para as coisas de cima. Devemos ver todas as coisas como Deus as vê…”

Ver com os outros olhos é ver as coisas como Deus as vê.

DEUS É BOM!

DEUS É BOM!

Em Naum 1.7 o profeta afirma: “O SENHOR é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam.”

 Ao dizer que “Deus é bom”, a Bíblia afirma que Sua natureza e ações são boas. A bondade de Deus não se expressa necessariamente barrando os problemas e lutas – por vezes Ele o faz – mas dando as devidas condições para se passar por elas, sempre apresentado um propósito melhor, mais amplo e um escape no final das dificuldades.

Um exemplo claro da bondade de Deus no meio das dores é visto no livro de Daniel, através da vida de quatro jovens que foram deportados para a Babilônia: Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Na Babilônia eles tiveram seus nomes mudados, passaram por uma lavagem cerebral, foram forçados a aprender a língua, a cultura babilônica e participarem de uma nova dieta alimentícia com o objetivo de serem preparados para no futuro assumirem postos de liderança na Babilônia. Enquanto estes sofriam nessa condição, as convicções espirituais deles não havia mudado em nada. Eles não se contaminaram com a vida na Babilônia. E mesmo estando numa situação difícil e desagradável, ao invés de reclamarem e se amargarem, eles confiaram em Deus, e Sua bondade foi a eles manifestada. Daniel e seus amigos, devido a bondosa mão de Deus, assumiram posições estratégicas na Babilônia e depois no reino Medo-Persa, simplesmente porque mantiveram a confiança na plena e graciosa bondade de Deus.

Quando as coisas estão indo bem em sua vida é difícil você não acreditar que Deus é bom. Mas se a vida toma um rumo ruim e algo devastador acontece, você pode começar a perguntar: “Como poderia um Deus bom permitir tudo isso?” O problema é que erradamente definimos a bondade de Deus com base nas circunstâncias e não no que a Palavra de dEle afirma sobre Sua bondade.

Devemos crer que Deus é bom quando tudo está bom ou ruim. A soberania de Deus sobre tudo e todos nos inspire a seguir crendo e reafirmando a bondade de Deus. Foi isso que Daniel e seus amigos fizeram. Eles criam que Deus estava no controle do mal e Sua bondade era real mesmo estando eles distantes de seus pais, amigos e pátria.

Daniel e seus amigos decidiram olhar e confiar na bondade de Deus e não para as circunstâncias. Caso o tivessem feito eles se manteriam confusos, desanimados, desencorajados, desiludidos, irritados e amargos. Mas eles confiaram na bondade de Deus.

Deus é bom! E para viver essa bondade de Deus na vida é preciso confiar nEle. É preciso fé. Fé na plena soberania de Deus. Os que assim o fazem, um dia terão oportunidade de olhar para trás e dizer: “Oh Deus, Tu és bom e fiel a mim…louvado seja o Teu nome.”

Creia plenamente na verdade do Salmos 118.68: Tu és bom, e o que fazes é bom…” Confie! Essa atitude mudará sua vida!

TOMANDO BOAS DECISÕES

TOMANDO BOAS DECISÕES

Comumente ninguém decidi para errar. Erra-se por decidir mal. Erra-se pela falta de conhecimento, inteligência e sabedoria na decisão.

Boas decisões não nascem do nada. A Bíblia ensina que boas decisões são pautadas na SABEDORIA. E a fonte da sabedoria está em Provérbios 2.6, que diz o seguinte: “Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento.” A sabedoria de Deus é o modo ordeiro e moral de pensar e conduzir a vida.

Pessoas sábias aprendem a tomar boas decisões porque são dirigidas pelos princípios de Deus, e aprenderam a aplicar de forma prática esses princípios aos dilemas da vida.

Mas quais são os princípios para se tomar uma boa decisão na vida?

O primeiro princípio para se tomar uma boa decisão na vida é considerar os ensinos de Deus revelado em Sua Palavra. Em Provérbios 3.5-6 lemos: “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em TODOS os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

O segundo princípio para se tomar uma boa decisão é buscar conselhos. Muitos erros são evitados quando se consulta pessoas maduras e experientes para orientar a vida. Em provérbios 15.22 diz: Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito.”

O terceiro princípio para se tomar uma boa decisão é evitar a precipitação no agir. Em Provérbios 19.2 lemos: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.” É extremamente importante aprender a esperar, refletir e tirar o poder emocional e colocar o poder lógico na decisão. Salomão ainda nos ensina Provérbios 21.5:“Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza.”

O quarto princípio para se tomar uma boa decisão é sondar as motivações. Intuitivamente achamos que tudo o que fazemos dará certo. Essa é um tendência natural já ensinada em Provérbios 16.2: “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos…” Nem sempre os motivos na decisão são corretos. Por vezes decide-se errado para impressionar pessoas ou demonstrar ao cônjuge, pais, parentes e amigos que eles estão errados na percepção da vida. Motivos errados levam a decisões erradas e decisões erradas paralisam a vida.

Assim sendo, se você deseja ter um uma vida diferente é preciso aprender a tomar boas decisões baseado nos princípios simples, elementares e sábios da Palavra de Deus.

A Bíblia é o caminho da sabedoria.

ABA, PAI

ABA, PAI

Dentre todos os seus nomes, um dos favoritos de Deus é “Aba”, Pai. Enquanto Jesus esteve na terra, Ele chamou Deus de “Pai” mais de duzentas vezes. Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Em Lucas 2.49, quando suas primeiras palavras foram registradas, Jesus disse: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” Em Marcos 14.36, estando Jesus aflito e em profunda agonia no Jardim do Getsêmani, Ele ora dizendo: “Aba, Pai, tudo te é possível… “ E em Lucas 23.46, na última e triunfante oração, Jesus diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”

Não é difícil hoje entendermos a simplicidade de chamar Deus de “Pai”, mas isso foi algo revolucionário no ensino de Jesus. Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve quão raramente o termo era usado: “ Examinei a literatura devocional do antigo judaísmo. O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como “Aba, Pai”. Aba era uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez…”

É só por meio de Jesus que chegamos a intimidade com Deus; o chamamos de “Aba”, Pai. Jesus diz em João 14.6: “…ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Não há uma filiação universal a Deus; ninguém nasce filho de Deus. É necessário tornar-se Seu filho. Em João 1.12,13 somos ensinados: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” Jesus é o caminho dessa filiação, e por causa dEle, os que são dEle por meio do Espírito Santo achegam-se com ousadia em sua presença lhe chamando de “Aba, Pai”. É isso que Paulo afirma em Gálatas 4.6:“E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: “Aba, Pai.”

É com essa ótica que se entende a oração ensinada por Jesus em Mateus 6.9: “Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.” Jesus autorizou os discípulos a repetirem a palavra “Aba” depois dEle, dando-lhes o direito de partilharem sua condição de Filho. Autorizou-os a falar com o seu Pai celeste de um modo mais confiante e familiar. A oração chamada de “Pai nosso” lembra-nos que somos bem-vindos à Casa do Pai, porque por intermédio único de Jesus fomos adotados na família de Deus.

A.C. Dixon afirmou: “Quando aceitamos a Jesus Cristo, nós nos tornamos aparentados do Pai; nos transformamos em Seus, temos recebido o Espírito de filiação pelo qual podemos entrar na Sua presença e dar-lhe a conhecer todos nossos desejos de uma forma íntima e familiar.”

Pergunta: Deus é o seu “Aba, Pai”?

UM CONVITE A SALVAÇÃO

UM CONVITE A SALVAÇÃO

Jesus afirmou no Sermão do Monte em Mateus 7.21-23: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.”

 O que uma pessoa deveria se preocupar enquanto está vivo? Dinheiro? Fama? Glórias? Poder? Oportunidades ou outra coisa? Jesus ensina que a pessoa deveria se preocupar em “entrar no reino dos céus”, ou seja, SER SALVO. Dr Billy Graham disse: “Suponha que você poderia ganhar tudo no mundo inteiro e perder a sua alma. Valeu a pena?” A salvação eterna é a mais importante pergunta que a mente pode formular e a mais sublime resposta de Deus que alguém poderia ouvir. Mas infelizmente alguns não se preocupam, não acreditam, nunca ouviram falar e outros estão equivocados com respeito a salvação.

Nesse texto Jesus responde duas perguntas básica sobre a salvação.

Primeiro: QUEM NÃO SERÁ SALVO? Jesus afirma que alguns não serão salvos. E esse primeiro grupo são chamados de os “professos”. Aqueles que apenas dizem: “Senhor, Senhor!” Eles são excelentes religiosos. São do tipo de pessoas que usam até vocábulos corretos e possuem uma terminologia correta. Contudo, seus corações nunca pertenceram a Cristo. Eles nunca se submeteram ao senhorio de Jesus. O seu discurso é incoerente com a prática de suas vidas.

O segundo grupo são os que “ministram” em nome de Jesus. Estes exercem ministérios envolvendo “profecia”, ou seja, de alguma forma falam a Palavra de Deus. Eles também praticam exorcismo e milagres. Eles parecem manipular muito bem o sobrenatural, mas segundo Jesus eles são falsos profetas. Esse grupo de “ministradores” são motivados por glória, fama, poder, dinheiro ou outra coisa.

A resposta de Jesus a todos esses “professos” e “ministradores falsos” é bem clara: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Jesus nunca teve qualquer intimidade espiritual com eles e estes nunca estarão com Ele na eternidade.

A segunda pergunta é QUEM SERÁ SALVO?

Os salvos tem algo em comum. Jesus diz: “…entrará no reino dos céus… aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.”

 Mas qual é vontade do Pai que todos precisam saber para serem salvos? Jesus responde em João 6.40: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”

Deus quer que você creia em Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Não interessa para Deus o que você DIZ e nem o que você FAZ para Ele. O que realmente lhe interessa é que você creia só e unicamente em Seu Filho Jesus Cristo.

Assim, convido você hoje a se entregar totalmente a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador para que você seja eternamente salvo. Este é o mais importante de todos os convites e a mais séria de todas as decisões.

O IMPACTO DA SUBMISSÃO

O IMPACTO DA SUBMISSÃO

Em Mateus 3.13-15 lemos: “Então Jesus veio da Galiléia ao Jordão para ser batizado por João. João, porém, tentou impedi-lo, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Respondeu Jesus: “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos…”

Esse é um texto que expõe o coração submisso de Jesus. Ele se apresenta para ser batizado por João Batista. O batismo de João era para todos os que se arrependessem de seus pecados. Mas Jesus precisava ser batizado? Obviamente não. Mas por que o fez se ele não tinha pecado para confessar? A razão simples é porque as pessoas não tinham entendimento da impecabilidade de Jesus.

Há algo importante no batismo de Jesus: caso Ele recusasse a se submeter a João, sendo ele profeta de Deus que prepararia o caminho dEle como Messias, o povo também poderia ter essa mesma atitude. Assim, Jesus não só deu o exemplo batizando-se como não desabonou a autoridade de João e não se tornou um empecilho para os propósitos de Deus. Jesus tinha o direito de recusar o batismo, uma ordenança para pecadores. Mas, Ele abriu mão do seu direito para que a justiça de Deus fosse realizada. Jesus sabia do impacto da submissão.

A submissão só tem verdadeiro impacto quando as pessoas se dispõe a obedecer a Deus. Uma pessoa submissa não toma decisões da forma que entende, antes mantém-se humilde, espontâneo, com uma atitude servil e uma obediência voluntária a Deus.

A submissão não é uma prática diária porque a tendência humana é a rebelião e o egoísmo. Dani Leão definiu o espírito dessa época, dizendo: Sou submissa apenas as minhas vontades. Porque faço o que quero e quando quero faço.” As pessoas de nossos dias estão muito mais centradas em si mesmas, exigindo seus direitos e a preservação de sua liberdade, do que manter-se humilde e dispostos a obedecer a Deus e aqueles a quem Ele instituiu como autoridade.

Deus é glorificado, honrado e servido quando Ele vê em nós um coração submisso. Watchman Nee afirmou: “Para que se sirva a Deus, a sujeição à autoridade é uma necessidade absoluta. A obediência transcende nosso trabalho. Se Davi reinasse mas fracassasse em sujeitar-se à autoridade de Deus, teria sido tão inútil quanto Saul.”

Você está totalmente submisso a Deus e a Sua vontade como Jesus? Você tem submetido às autoridades que Deus tem colocado sobre sua vida? Há alguém em plena autoridade estabelecida por Deus que você tem afrontado com palavras e atitudes?

O impacto da submissão é sempre a recusa voluntária de vivermos para nós mesmos e a radical decisão de viver dispostos a fazer a vontade plena de Deus. Foi assim que Jesus viveu. Foi assim que Ele morreu, e é assim que Ele nos ensina a ser.

AS LUTAS DA VIDA

AS LUTAS DA VIDA

Há na vida os dias “negros” e difíceis. Dias em que parecem não haver “luz” e solução; o desânimo e o desespero parecem ser os melhores companheiros. O que fazer?

Em Hebreus 11.17-19 temos o relato histórico de uma grande luta na vida de Abraão. O autor de Hebreus diz o seguinte: “Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”. Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos; e, figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos.”

Em Gênesis 12, quando Deus chama a Abraão de Ur dos Caldeus, Ele lhe promete dar-lhe um filho que seria seu descendente direto. Os anos se passaram e miraculosamente, depois de idosos, Abraão e Sara tiveram o filho prometido: Isaque. Com certeza foi uma grande alegria.

Estando o menino já jovem, Deus, em Gênesis 22 põe Abraão a prova e lhe pede o filho em sacrifício. O texto diz que Abraão levou Isaque ao monte Moriá para o sacrifício. E estando já pronto para sacrificar o filho querido e prometido, O Anjo do Senhor aparece e lhe diz no versículo 12: “Não toque no rapaz”… “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho. “

A história de Abraão nos ajuda a entender alguns princípios espirituais quanto às lutas da vida.

O primeiro princípio é que as lutas da vida são enviadas pelo próprio Deus para testar a qualidade de nosso caráter espiritual. O texto diz que “Deus o pôs a prova”. Sim, como Abraão, Deus nos colocará a prova para checar a saúde espiritual.

O segundo princípio é que nas lutas da vida o caminho mais seguro é obedecer a Deus sem tentar entende-lo. A isso a Bíblia chama de “fé”. O texto diz que Abraão “ofereceu Isaque…”. Ele obedeceu a voz de Deus. Abraão estava convicto que mesmo que Isaque estivesse morto, Deus o ressuscitaria, porque Ele havia dito que “por meio de Isaque a sua descendência será considerada.” Entre a benção de Deus – Isaque – Abraão preferiu o abençoador, Deus. Abraão amava mais a Deus do que Isaque.

O terceiro princípio nos ensina que o mesmo Deus que envia as lutas da vida, é O mesmo que traz o socorro de forma sobrenatural. Em Gênesis 22.12 o Anjo do Senhor disse: “Não toque no rapaz…Não lhe faça nada.” Deus livrou Abraão e a Isaque da agonia. Por quê? Porque Abraão amava a Deus em primeiro lugar e estava disposto a obedecê-Lo de forma extrema, e por sua atitude, Deus o honrou.

É bom sempre lembrar que as lutas da vida revelarão sempre nossa real identidade espiritual e mostrarão para nós mesmos qual é a nossa real visão e perspectiva de Deus.