Todos erramos. Todos falhamos de forma gritante. A questão é que ninguém precisa fingir ou fugir dessa realidade. Tentar fazê-lo é se autoenganar.
A Bíblia define a todos como “pecadores”. Ser um “pecador” significa que nossa propensão natural é desviar-se do que é certo, reto, direito e justo aos olhos de Deus.
Precisamos encarar nossos pecados com muita honestidade, sinceridade e seriedade diante de Deus. Em Provérbios 28.13 somos advertidos: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”
Esse versículo nos ensina em primeiro lugar que a nossa tendência natural é sempre encobrir o pecado e não dar o peso e o tratamento que ele merece. É muito fácil ignorar nossos pecados. Não os ignore!
Em segundo lugar aprendemos que quando se encobre os pecados a vida trava; ela não anda. O pecado bloqueia a alma não deixando a vida fluir.
Em terceiro lugar aprendemos que há esperança para qualquer tipo de pecado. Quando se admite o pecado, se arrepende e se confessa, Deus muda a vida. Deus sempre está disposto a conceder o perdão ao pecador arrependido. Deus vai ao encontro do humilde e o de coração quebrantado.
Deus espera que você se volte para Ele. Não tenha medo de confessar seus pecados. Erwin Lutzer afirmou: “O perdão é sempre livre. Mas isso não significa que a confissão é sempre fácil. Às vezes é difícil. Incrivelmente difícil. É doloroso admitir nossos pecados e confiar-nos aos cuidados de Deus.”
Se você admitir seus pecados diante de Deus, Ele trará a vida e a paz que tanto procura. Você o fará hoje e agora?
Jesus afirmou em Mateus 16.26: “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?”
A honra, a riqueza, o status, o poder, a influência, a autoridade e a glória seduzem muita gente. Pessoas podem perder suas almas por irem atrás de coisas supostamente valorosas nessa vida, mas sem nenhum valor diante de Deus.
É fácil perder a alma. Todos podemos ser seduzidos pelas coisas passageiras desse mundo. Muita gente tem perdido sua alma por tirar o foco de Deus ou se afastar dEle. Alguns estão perdendo sua alma por motivos fúteis e insistem em viver longe de Deus. Reconhecem que nada ganharam, apenas a constatação de que a alma está mais pobre e a vida mais complexa.
Não há vida longe de Jesus. Longe dEle a alma corre risco, a vida desvirtua-se e tudo perde o sentido. Jesus diz que a alma tem grande valor e que ela corre risco eterno. É preciso voltar-se a Deus e realizar-se nEle. O escritor A. W. Pink afirmou: “Feliz é a alma que foi tomada pela majestade de Deus.”
Sua alma tem valor. Por isso, dê a ela o valor que Deus dá. Firme sua mente, decisões e intenções em Jesus. Volte-se totalmente para Ele independente do passado, pessoas e circunstâncias.
Faça voltar a alegria das verdades eternas em seu coração. Permita que as simples e profundas palavras de Jesus em João 10.10 entrem novamente em seu coração. Jesus diz: “… Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.”
O salmista afirmou no Salmo 38.9: “Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta.”
Todos somos uma fábrica de desejos; desejamos muitas coisas. Desejamos conforto, cura, paz, apoio, segurança, comida e provisão. Esses não são desejos maus, pecaminosos ou errados, esses são apenas desejos humanos.
Por vezes o nosso problema não são os desejos. O problema central é quando os nossos desejos estão em desacordo com a vontade de Deus, ou eles nos dominam de tal forma que procuramos satisfazê-los a qualquer preço sem considerarmos Deus e Seus princípios. Quando tentamos resolver os buracos e vazios da alma à parte de Deus, a vida se perde.
O salmista apresentou ao Senhor os desejos de seu coração. Assim também, Deus quer que você leve a Ele todos os desejos do seu coração e alinhe sua vontade com a plena vontade dEle. Philip Yancey compartilhou sua experiência, dizendo: “Se Deus não quer algo para mim, eu também não quero. Gastar tempo em oração meditativa e conhecer a Deus, ajuda-me a alinhar os meus desejos com Deus.”
Quando todos os seus desejos são apresentados e depositados em Deus, sua vida ganha paz, direção e satisfação. O Senhor do salmista é ainda o mesmo; Ele continua sendo extremamente bom e confiável.
Quais são seus principais desejos? Seus desejos estão alinhados com a vontade de Deus? Você já os colocou diante de Deus? Faça-o agora!
Entregue todos os desejos do seu coração ao Senhor. Faça do Salmo 37.4,5 um lema em sua vida. O texto diz: “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.”
Em Hebreus 11.6 lemos: “…sem fé é impossível agradar a Deus…”
A fé que agrada a Deus é um verdadeiro milagre. Ninguém a possui por si mesmo,
antes é um presente que Ele dá. Paulo afirmou em Efésios 2.8,9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” É Deus quem capacita a pessoa a crer nEle.
Mas como a fé nasce? Paulo afirma em Romanos 10.17: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” A fé nos é dada quando ouvimos e nos expomos à Palavra de Deus.
A fé nos faz andar crendo que a mão do Senhor nos guiará em qualquer caminho e para qualquer direção.
A fé nos faz andar centrados na Palavra de Deus, porque crê que ela é a verdade e que ela sempre será uma luz diante das trevas e indecisões da vida.
A fé nos faz andar quando nada é claro e definido. A fé nos faz andar diante dos medos, incertezas e dores.
A fé nos faz andar porque ela tem Sua base na pessoa e nas promessas de Deus. Quando temos fé andamos por fé.
Talvez hoje você precise começar sua caminhada de fé no primeiro passo: pedindo ao Senhor que lhe dê a fé para crer em Jesus e viver para Ele. Esse primeiro passo o colocará numa vida repleta de experiências espirituais e fará com que você se relacione de forma real e verdadeira com Deus.
As tragédias na vida por vezes são dolorosas, imprevisíveis e humilhantes, mas são também oportunidades para profundas mudanças. A Bíblia oferece princípios para que você lide com todas elas.
O primeiro princípio para lidar com as tragédias é que você não precisa esconder sua dor. O salmista afirmou no Salmos 13.2: “Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia?” Sentir dor não significa que você seja um fracasso, mas apenas que você é humano. Compartilhe sua dor com o Senhor e com as pessoas confiáveis ao seu redor.
O segundo princípio para lidar com as tragédias é que você precisa ver onde errou e tratar com seriedade o seu erro diante de Deus e das pessoas envolvidas. O Salmos 32.3,5 afirma: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos… Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim… Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei… e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” A confissão de seus pecados o leva a começar novamente do zero diante do Senhor. A confissão abre espaço para uma nova vida.
O terceiro princípio para lidar com as tragédias é que você deve aprender a viver acima das circunstâncias em que você se encontra. O profeta afirmou em Habacuque 3.17-19: “Ainda que a figueira não floresça… eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza…”
Lembre-se que a tragédia sempre traz oportunidades. A tragédia é como uma onda no mar, ou você a vê como uma oportunidade de surfar e fazer grandes manobras em Deus e com Deus, ou você a vê como uma ameaça e como a destruição de sua vida. A questão é como você está vendo a tragédia.
Como você está lidando com as tragédias em sua vida?
O salmista afirmou no Salmo 130.1: “Das profundezas clamo a ti, SENHOR.”
Vivemos no mundo da força. Há um discurso diário que declara: “seja forte”; “não chore”; “enfrente”; “vá adiante”; “você pode”, etc. Mas sinceramente a vida não é feita desse positivismo todo. Há períodos na vida que nos sentimos fracos.
Quando vamos dizer que somos fracos? Quando vamos reconhecer que não dá mais? Quando vamos afirmar que o limite chegou? Quando?
Na Bíblia, as coisas começam a mudar quando as pessoas enxergam suas fraquezas e se achegam a Deus. É impossível viver as facetas da vida sem a convicção da fraqueza e a busca pela orientação, presença, auxílio e ajuda de Deus. Precisamos desesperadamente dEle.
Ao lermos os Salmos aprendemos sobre o poder e a importância da dependência de
Deus. Foi assim que o salmista fez no texto ao dizer: “Das profundezas clamo a ti, SENHOR.” Aprendemos nos Salmos a importância e o lugar da oração, da comunhão e da conversa íntima com Deus. Aprendemos a expor todas as dores, lutas e fraquezas.
Deus sabe nos atrair e nos fazer dependentes dEle. Ele sabe deflagrar nossa fraqueza para que abracemos Sua força. Deus não é Deus dos fortes, Ele só o é dos fracos. É no reconhecimento da fraqueza que vemos o poder de Deus. Ele se manifestará e ajudará apenas os que lhe buscam; os que se alegram em depender dEle e só dEle.
O paradoxo divino é: os fortes sem Deus são fracos; os fracos com Deus, são os fortes.
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar ao falar sobre a culpa disse: “Eu e muitos espanhóis recebemos uma educação baseada na culpa e no castigo, perfeita para criar psicopatas.”
A culpa é um problema. A culpa é uma das experiências emocionais mais dolorosas da vida. Ela provoca vergonha, medo, tristeza, raiva, angústia e enfermidade física. A culpa é o sofrimento trazido pela consciência após a reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável diante de Deus, diante das pessoas e de si mesmo.
Há esperança para a culpa por meio do arrependimento, confissão e aceitação do perdão de Deus. Quando pecamos devemos reconhecer nosso pecado diante Deus. Davi dá seu exemplo e nos ensina no Salmo 32.5: “Então reconheci diante de Ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e Tu perdoaste a culpa do meu pecado.”
Segundo a Palavra de Deus, não há pecado que Deus não perdoe; não há erro que Deus não repare; não há caminho torto que Deus não endireite; não há situação que Deus não reverta; não há coração triste que Deus não alegre. Quando o pecado é confessado ao Senhor, tudo muda!
Hoje se Deus abre os braços para lhe perdoar, não feche seu coração para receber o Seu perdão. Confesse a Ele seus pecados, livre-se definitivamente de qualquer culpa e receba em seu coração as mesmas palavras que Jesus deu à mulher que fora pega em adultério em João 8.11: “… Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” Não se tranque na culpa.
Em Jesus, Deus oferece hoje o perdão para a culpa.
Em João 1.1 o apóstolo João afirma o seguinte: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
João ao abrir o seu evangelho ele apresenta o “Verbo”. O termo “Verbo” significa “Palavra”. João identifica o “Verbo” como alguém, uma pessoa que estava com Deus e era Deus. Quem seria essa pessoa? No versículo 14 João faz uma afirmação esclarecedora: Ele afirma que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” O “Verbo” é uma pessoa, e essa pessoa “habitou entre nós”. A pessoa que “habitou entre nós” é identificada na Bíblia como o Senhor Jesus Cristo.
João deixa claro que o “Verbo” que estava com Deus e sendo Deus veio dos céus para “habitar entre nós”. O termo “habitar” é uma expressão usada no Antigo Testamento para alguém que “monta uma tenda”. Assim, Jesus é aquele que veio dos céus para morar temporariamente entre os homens.
O versículo 14 continua dizendo que o “Verbo”, O Senhor Jesus, “habitou entre nós cheio de graça e verdade…”, ou seja, enquanto aqui esteve todas as suas atitudes demonstraram o favor, o amor, a bondade e a misericórdia de Deus, enquanto tudo o que falava e vivia revelava a verdade de forma esclarecedora e confrontadora.
João continua ainda dizendo no versículo 14 que “vimos a sua glória, glória como do unigênito de Deus. ” No versículo 18 João faz uma afirmação importante: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” Jesus nesse versículo não é somente o unigênito de Deus, mas Ele é identificado como o “Deus unigênito” que revelou Deus, o Pai. Assim, sendo que Deus Pai que não pode ser visto, Ele foi revelado e manifestado em Jesus e por Jesus.
Jesus, é o “Verbo” de Deus. Ele é Deus. Ele é o “unigênito de Deus”. Ele veio dos céus para manifestar e revelar a Deus. Jesus é a revelação visível do Deus invisível.
As verdades desse texto são abundantes para nossas vidas. A primeira dentre elas é que somente podemos chegar a Deus porque Ele mesmo se revelou. Não temos condição de criar nossa ida a Deus, seja por esforço próprio ou por atos de caridade, religião ou qualquer outro meio. Foi Deus que dos céus nos trouxe Jesus e é só por Ele que o Pai nos é revelado. Só chegamos a Deus por revelação dEle mesmo e não por esforços próprios.
A segunda verdade é que o fato de Deus nos ter revelado a Jesus, isso deve encher nossos corações de alegria, gratidão, louvor e adoração. Nunca chegaríamos a Deus se o Senhor Jesus não O revelasse. Estaríamos todos sem rumo e sem direção espiritual. O Senhor Jesus nos revelou o caminho para o Pai. Ele afirmou em João 14.6: “… Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Louvemos ao Senhor Jesus por Sua bondade em nos revelar o Pai.
A terceira verdade é que muitas pessoas estão enganadas quanto a forma de se aproximar a Deus. É preciso enfatizar e afirmar que o único meio para se chegar a Deus é Jesus. Tudo é Ele e por Ele. Ele é a boa notícia para qualquer pessoa que deseja profundamente aproximar-se de Deus. Ele é o “Verbo” de Deus que veio “habitar entre nós”. Ele é que nos “revelou o Pai.”
Pergunta: Você já reconheceu que só Jesus é o único meio para achegar-se a Deus? Você já veio a Jesus? Que Deus revele essas verdades ao seu coração.
Desfrutar da capacidade de ver é algo maravilhoso. Basicamente tudo o que o corpo faz depende da visão. É fato de que os cegos conseguem desenvolver e dominar várias áreas da vida sem a visão, mas o princípio é simples: quem vê anda na luz, enquanto um cego anda na escuridão.
Em Mateus 6.22,23 Jesus afirmou: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”
O contexto anterior a essa passagem é Mateus 6.19-21. O assunto aqui é não acumular tesouros sobre a terra. Jesus diz: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
O que Jesus diz nessas passagens é sobre a importância de manter o coração no lugar certo, com os desejos certos e com os valores certos, e isso equivale a ter os “olhos bons”. Quem não mantém o coração no lugar certo tem os “olhos maus”. Para Jesus, assim como os nossos olhos afetam todo o nosso corpo, o nosso coração controla e dirige toda a nossa vida.
Aqueles que tem “olhos bons” manifestam em si um desejo sincero de servir a Deus, viver por Ele, obedecê-lo e amá-Lo. Os “olhos bons” também se expressam numa vontade de viver em prol das pessoas, ajudando-as, apoiando-as, servindo-as e as honrando. Aqueles que têm “olhos bons” naturalmente amam a Deus e amam as pessoas. Quem assim vive e age mantém uma vida cheia de significado e propósito.
Aqueles que têm os “olhos maus” centram numa vida ambiciosa e egoísta. Pessoas com “olhos maus” vivem debaixo de uma escuridão pessoal porque insistem em viver declaradamente contra os princípios de Deus e machucam as pessoas ao seu redor. Todos os que têm “olhos maus” são invadidos pela escuridão da alma e suas vidas perdem o rumo e o significado.
Tudo em sua vida é uma questão de visão! Segundo o ensino de Jesus é extremamente importante que você avalie se seus olhos são “bons ou maus”. As profundas intenções de seu coração dirigirão sua vida. Assim como os seus olhos conduzem bem seu corpo, sua visão espiritual guia sua vida.
Se as intenções de seu coração estiverem ajustadas, fixadas e centradas em Deus, seu “olho é bom”, e sua vida será cheia de propósito e significado. Mas se você estiver sendo guiado pelo materialismo, imoralidade, ganância, mentira, hipocrisia, orgulho e qualquer outro pecado, seu “olho é mau”, e isso conduzirá a desgraças e quedas.
Ore para que Deus revele os seus “olhos maus” e o desperte, tirando toda a cegueira que há em seu coração, e que lhe dê “olhos bons” para que você foque e centre-se em Jesus.
Em algum período da vida algumas perguntas vêm à mente: Onde está o sentido da vida? Por que vivemos? Por que há tanta dor e sofrimento? Essas são perguntas existenciais que precisam ser respondidas; a alma anseia por uma resposta.
A vida é muito difícil. No dia a dia nos sentimos por vezes cansados, chateados, desanimados, entristecidos e abatidos. Por vezes também se instaura na alma um grande vazio. Parece que tudo perde a razão, o sentido, o significado, o propósito e o valor.
No meio das trevas a alma pede e busca a luz. Para alguns, essa busca pode ser mais um “pileque”, mais uma “noitada”, mais uma “balada”, mais um prazer, mais um “baseado”, mais um trago, mais um relacionamento, mais uma compra, mais uma viagem, mais uma graduação, mais uma religião, mais uma filosofia, mais um “ismo”, mais um remédio, mais um sono e mais alguma coisa.
Quando Jesus veio ao mundo, o seu povo (os judeus) vivia debaixo de uma forte opressão. Eles eram oprimidos politicamente pelos Romanos, que dominavam seu país e eram também oprimidos espiritualmente por um grupo religioso de legalistas e hipócritas. O sistema religioso opressor estabeleceu que a forma para se relacionar com Deus era por meio de regras e ritos. A vida do judeu comum da época de Jesus era debaixo de um insuportável fardo político e religioso. O caos existencial era insuportável para alma.
No meio das trevas e do vazio daquelas vidas a quem Jesus amava, Ele se apresenta e faz um maravilhoso convite em Mateus 11.28: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e EU vos aliviarei.”
A proposta de Jesus é de descanso e alívio. Ele propõe descanso e alívio dos fardos impostos pelo sistema, dos pesos impostos pela política, religião e filosofia, e das dores adquiridas pelos pecados e erros, tentando dirigir a vida do próprio jeito.
É só em Jesus que a alma descansa e encontra alívio. NEle toda lágrima é enxugada; a escuridão cede à luz; a aflição cede à paz; a fraqueza cede à força; o ódio cede ao amor; o caos cede à ordem, o pecado cede ao perdão e o desespero cede à esperança.
É a graça de Jesus que faz o pior “temporal” da vida passar. É nEle que o vazio é preenchido, o significado e a razão da vida são encontrados. É no simples aceitar o precioso convite, “Vinde a mim…” que a vida ganha sentido e propósito. É nEle que há alegria completa, e quando você vem a Ele a alma se satisfaz plenamente e todo o resto perde o encanto.
Há um convite maravilhoso de Jesus para você hoje e agora: “Vinde a mim…” A pergunta é: Você virá?
Em Mateus 7.3-5 Jesus afirmou o seguinte: “Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”
Vivemos num mundo vulnerável e problemático. Pessoas erram, machucam os outros e a si mesmas. Quando os erros das pessoas se tornam gritantes, elas estão apenas dizendo que precisam de ajuda. E quem poderia ajudar?
Jesus no texto não está condenando ajudar aqueles que estão em falha. O que Jesus condena é a hipocrisia. Jesus está sendo sério ao dizer que antes de ajudarmos o outro em um problema menor, precisamos estar cientes de que não haja algo maior em nossas vidas. Jesus no texto diz claramente: “Olhe seriamente para si; olhe para seus problemas com seriedade; trate sua vida com vigor e rigor antes de tentar ajudar o outro.”
É bizarra a ilustração que Jesus dá. Uma pessoa supostamente quer ajudar o outro com um “cisco” no olho, quando tem uma enorme tábua nos seus próprios olhos. É ridículo tentar cuidar do outro quando os seus problemas são gigantes e gritantes. Jesus diz que é importante que ajudemos pessoas feridas, contudo o que qualifica alguém a ajudar o outro é a capacidade de olhar para si e lidar humildemente com os seus próprios erros.
Segundo Jesus, o indivíduo que centra no erro do outro sem olhar primeiramente para si é um HIPÓCRITA. O hipócrita adora o ar da moralidade, da religiosidade e o discurso da ética. Ele sempre está criticando, condenando e julgando outros. Ele é extremamente impiedoso com o próximo, mas muito complacente consigo mesmo.
Jesus diz: “Olhe seriamente para si; cuide primeiro de você, tire seus empecilhos, veja suas fraquezas, trate-se; porque fazendo assim você terá condições claras para ajudar o outro.”
O seu dever é cuidar primeiro de si. Veja primeiro os seus defeitos e trate-os com sinceridade. Saiba realmente quem você é, confronte-se a si mesmo. Arranque suas máscaras e humilhe-se. Critique a si mesmo; “bata pesado” em si; confronte sua religiosidade. C. S. Lewis afirmou que “De todos os homens maus, os religiosos são os piores.”
Lembre-se que somos todos fracos e precisamos urgentemente de restauração e apoio. Mas se você tem interesse em cuidar e ajudar outros, comece primeiro consigo. Olhe seriamente para si. Cuide-se!
Davi escreveu no Salmo 37.5: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.”
Davi tinha um lema muito claro quando escreveu o Salmo 37: Não permita que a prosperidade dos ímpios seja uma fonte de aflição para você. Aprenda a esperar no Senhor.
As aflições da vida, causadas por pessoas difíceis, podem nos levar a agir e reagir de forma errada. Nem sempre é fácil discernir o modo correto de agir, mas podemos nos perder se agirmos por impulso ou deixarmos que a maldade dos outros nos domine. O conselho de Davi é que entreguemos nosso caminho ao Senhor.
Quando Davi usa o verbo “entregar”, o termo original significa “rolar”, como alguém tira de si um peso, um fardo e o rola no chão. Davi expressa no texto que devemos tirar o peso dos cuidados da vida e colocá-los sobre o Senhor, o que combina muito bem com 1 Pedro 5.7 que diz: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
Em um mundo onde o “fazer”, “agir”, “empreender” e “ser ativo” é uma forte ênfase, termos como “entregar”, “descansar”, “depender”, “confiar” e “esperar” no Senhor soa como algo estranho e incompreensível. Mas é isso mesmo que Davi diz. Seu foco é que toda a nossa vida esteja totalmente entregue a Ele.
Há um grande valor diante de Deus quando nos entregamos totalmente e sem reservas a Ele. Ele tem grande prazer em cuidar de nós, seja em qualquer situação que for.
Entregue seu caminho ao Senhor! Entregue sua vida completamente a Jesus para que Ele se torne o centro e o foco de sua vida. Entregue a Ele o comando de sua vida e deixe que Ele a dirija. Entregue a Ele suas preocupações, desejos, vontades e anseios. Especificamente, entregue seu cônjuge aos cuidados dEle. Entregue seus filhos – que nem seus são, mas dEle – a Ele. Entregue seu patrão, funcionários, empreendimentos e sonhos, a Ele. Entregue tudo ao Senhor, e o resultado será: “…e o mais Ele fará.” Ele fará! Ele fará o que você não pode fazer. Ele fará a Seu tempo e a Seu modo. Ele fará de forma perfeita e maravilhosa.
Em João 11, Marta e Maria queriam que Jesus curasse seu irmão Lázaro de uma doença. Mas Jesus não o queria curar naquele momento. Jesus queria Lázaro ressuscitado depois de quatro dias como morto. O “fará” de Deus não é do nosso jeito e nem da nossa maneira, mas é sempre do jeito dEle. E o jeito dEle é maior e melhor do que pensamos.
Se você quiser ver o maior e o melhor de Deus, é preciso entregar tudo a Ele e deixar tudo com Ele. Vá contra a onda do ativismo e entregue tudo ao Senhor.
Spurgeon declarou com simplicidade e profundidade: “Nossa força é ficar quieto.”
A inveja é um profundo sentimento de dor pelo sucesso, pelo bem e pela felicidade de outra pessoa, junto com o desejo de ter isso para si.
A inveja é uma das pobrezas e misérias da alma. Quem inveja não descobriu seu espaço no espaço de Deus e ainda não entendeu que o controle da vida, das coisas, das circunstâncias, das pessoas, dos recursos e das habilidades estão todas nas mãos de Deus e dadas por Sua graça a quem quer e como quer.
Pessoas invejosas não somente sofrem pelo sucesso do outro, mas são capazes de fazer outros sofrerem. A dor do invejoso é antes e acima de tudo egoísta, mesquinha e pecaminosa. O invejoso sempre se entristece por não ter o caráter, o carisma, a capacidade ou as condições do outro. Certas são as palavras de João Crisóstomo: “Como a traça corrói uma peça de roupa, assim a inveja consome um homem.”
A Bíblia deixa bem claro que a inveja é pecado. Em Romanos 13.13 aprendemos: “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em relações sexuais ilícitas e dissoluções, não em contendas e ciúmes.” Em Gálatas 5.26, Paulo nos exorta: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando-nos uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.”
Nenhum relacionamento pode ser saudável quando o ciúme e a inveja imperam. Pessoas invejosas intoxicam os relacionamentos. Em Tiago 3.16 lemos: “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins.” E pior, a inveja não serve para nada. Tiago 4.2 diz: “Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis.”
As soluções bíblicas e práticas para você abandonar definitivamente a inveja estão listadas em Romanos 11.36. O texto diz: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.” A inveja pode ser definitivamente abandonada quando você reconhece que Deus é a ORIGEM de tudo o que você tem e é. O texto diz: “Porque dele… são todas as coisas…” Você abandonará a inveja quando você também reconhecer que Deus é o MEIO de tudo o que você tem e é. O texto afirma: “…e por meio dele… são todas as coisas…” Você conseguirá abandonar a inveja quando você reconhecer que Deus é o FIM de tudo o que você tem e é. O texto ainda afirma: “…e para ele são todas as coisas…” E por último, você abandonará definitivamente a inveja quando Deus se tornar o PROPÓSITO final de sua vida. O texto conclui dizendo: “A ele, pois, a glória eternamente. Amém.”
Se a inveja é um problema em sua vida, arrependa-se hoje e peça que o Senhor lhe dê uma nova vida em Cristo, uma profunda gratidão pelo o que você é e tem, e se disponha acima de tudo a servir o outro.
Se você lida com pessoas invejosas, ore por elas, peça sabedoria a Deus para lidar com elas e acima de tudo aplique os princípios de Romanos 12:20,21: “Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber… Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”
Davi afirmou no Salmo 23.1: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará.” O Salmo 23 é um dos mais conhecidos e queridos Salmos. O versículo 1 afirma em poucas e simples palavras que o Senhor cuida do seu povo.
Um dos maiores problemas que nos impede de desfrutar o cuidado de Deus é a ansiedade. A raiz principal da ansiedade é a incredulidade. A incredulidade acusa Deus de insensibilidade e de inércia. A incredulidade diz que Deus não pode, não quer e não deseja cuidar de nossas vidas. A incredulidade chama Deus de mentiroso, e isso é um grave pecado.
O cuidado de Deus para com seu povo é algo real. Em Isaías 41.10 o Senhor dissipa os medos com a certeza de Sua presença e ajuda. Ele diz: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”
O cuidado de Deus se faz sentir em todas as circunstâncias da vida, mas em especial quando a luta e a dor parecem intermináveis. O Salmo 34.19 afirma que: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra.” Paulo diante de sua grande tribulação sentiu de perto o cuidado de Deus. Em 2 Coríntios 12.9 Deus disse a ele diante de sua dor: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…”
O cuidado de Deus também se manifesta através da direção para a vida. Deus afirma no Salmo 32.8: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.” Muitos propõem seus caminhos e querem que Deus os aprove. Mas não é assim que Ele age. Deus tem os Seus próprios e melhores caminhos e devemos nos adequar a eles.
O cuidado de Deus também é visto no fato de que Ele está terminantemente comprometido com o bem-estar de Seu povo. Romanos 8.31 declara: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8 é basicamente o coração do Novo Testamento. As verdades nesse capítulo apontam que Deus em Cristo está no controle da história do Seu povo. Essa história segue Seu plano no passado, que é executado no presente e será concluído em um glorioso futuro. Tentar apenas ver o cuidado de Deus no momento presente é perder a visão ampla do todo. Deus é sempre pelo Seu povo e nada e ninguém poderá frustrar esse plano e cuidado.
O cuidado de Deus também é visto pela forma como Ele usa as pessoas ao nosso redor. Em Romanos 16.13 Paulo diz o seguinte: “Saudai Rufo, eleito no Senhor, e igualmente a sua mãe, que também tem sido mãe para mim.” Assim como Paulo, Deus usa pessoas para cuidar física e emocionalmente de cada um de nós.
Deus é um cuidador fiel, mas você precisa crer e viver essa verdade em sua vida. É sua responsabilidade descansar no cuidado dEle. Faça do Salmo 28.7 suas palavras e estilo de vida: “O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, nele fui socorrido; por isso, o meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei.”
Jesus lidou com muita gente e com diversos pecados em seu ministério, mas o que mais o indignava era o comportamento do hipócrita. Jesus não suportava pessoas que apresentavam ser o que não eram. Boa parte de Mateus 23 é dedicado a combater o comportamento hipócrita. A todos eles Jesus disse com veemência em Mateus 23.13: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas…”
O hipócrita confunde as pessoas. Ele pode estar até dizendo algo certo, mas o comportamento ou a intenção dele não são coerentes. Em um episódio bíblico, o apóstolo Paulo, em Gálatas 2.12-14, percebeu claramente a hipocrisia na vida de Pedro e o confrontou. Paulo diz no texto: “Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele (Pedro) comia com os gentios. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão. Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?”
A hipocrisia é algo sério e perigoso. Ela não é uma doença, mas é um hábito pecaminoso no caráter. Ela nasce e persevera por sua associação direta com a mentira e a falsidade, dando luz ao engano público por meio de palavras e ações, gerando algo pior e destrutivo: o autoengano.
Comumente os hipócritas demoram a ver sua hipocrisia porque são alimentados pelo orgulho. O orgulho cria uma barreira para que eles mesmos se confrontem.
O hipócrita sempre corre risco. Judas, por exemplo, o traidor, era um grande hipócrita. Ele via no relacionamento com Jesus uma grande oportunidade pessoal. Ele O traiu. Quando Judas enxergou o erro cometido foi tomado de remorso e se suicidou. Em Atos 5, Ananias e Safira morreram disciplinados por Deus ao tentarem alimentar um comportamento hipócrita no meio da igreja recém-nascida.
Não é hipócrita aquele que não vive de forma perfeita. Hipócrita é aquele que não vive de forma séria e humilde. Todos, sem exceção estamos lidando com pecados e lutas na vida; todos precisamos da graça de Deus. Mas o hipócrita esconde seus erros enquanto arroga ser uma referência para outros.
O hipócrita aparenta ser o que não é. Ele sempre estabelece sua postura como um padrão para os demais. Ele valoriza mais as atitudes externas do que a verdade íntima no ser. Ele tenta impressionar outros por meio de palavras bonitas, impostadas, religiosas e éticas. Ele ama estabelecer regras para manter o controle e as impõe aos outros, e pouco a si. Ele manipula pessoas para fins pessoais. Ele é invejoso e cínico. Ele nada mais é do que alguém inseguro que está fazendo um mal a si mesmo, ao próximo e desonrando a Deus. Frederick W. Robertson destemidamente afirmou: “Há três coisas no mundo que não merecem misericórdia: a hipocrisia, a corrupção e a tirania.”
Enquanto o hipócrita insistir em seus caminhos, em seus pecados, e continuar se convencendo e acreditando em sua forma mentirosa de viver, o que lhe resta será a dor, sofrimento, descrédito, afastamento das pessoas e a disciplina de Deus.
Que todos levemos a sério as palavras de Jesus: “Ai de vocês… hipócritas.”
Jesus afirmou em João 15.7: “Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.”
O termo “permanecer” em Jesus significa manter-se ligado nEle e acreditar plenamente em quem Ele é e o que Ele diz. “Permanecer” significa deixar-se deslumbrar por toda a Palavra e a pessoa de Jesus. Assim, quem está totalmente centrado nEle e em Sua Palavra confia, naturalmente ora; pede algo a Ele. A expressão natural da fé é a oração. A oração é o exercício e a prática da fé.
A falta de oração na vida não é um problema de disciplina. A raiz do problema é a falta de fé. A oração está ligada a fé. Quando a fé está despertada e crescendo em cada um de nós, a oração nunca se torna um fardo ou uma obrigação.
Quando a vida de oração se torna um exercício superficial, pesado, fraco, chato e talvez fútil, o problema não é a oração, mas a fé. Quando se corrige a fé, a oração naturalmente flui.
Para corrigirmos a fé é preciso primeiramente voltar a refletir, pensar e lembrar de Deus. É preciso trazer à memória a fidelidade de Deus. É preciso voltar a lembrar das ações de Deus no passado. É preciso ler e reler as histórias de Deus para com Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Samuel, Davi, os profetas, o Senhor Jesus, os apóstolos e tantos outros na Bíblia. A reflexão em Deus é o combustível da fé. Jeremias afirmou em Lamentações 3.21-23: “Lembro-me também do que pode dar-me esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!” A fé aquece quando a mente volta a focar em quem Deus é. A oração é algo natural para todo aquele que decidiu centrar-se em Deus.
A fé também é corrigida quando voltamos para as promessas da Palavra de Deus. Todos, vez por outra, somos abatidos por medos, dúvidas, desapontamentos, amarguras e pecados. Tudo isso tende a tirar nossos olhos de Deus e enfraquece nossa fé. Contudo, somente a Palavra de Deus nos fortalece no medo, esclarece nas dúvidas, consola nos desapontamentos, tira-nos da amargura, confronta o pecado e consola no arrependimento. Quando a fé é avivada nas promessas de Deus, a vida de oração volta a florescer.
A fé também é corrigida quando se arrepende da incredulidade. A falta de fé desonra a Deus porque a Palavra de Deus é verdadeira. Provérbios 30.5 afirma: “Cada palavra de Deus é comprovadamente pura; Ele é um escudo para quem nele se refugia.” Assim, a falta de fé é pecado. Mas Deus quer nos ajudar em nossa incredulidade, transformando-a em crença. Foi assim que Jesus agiu para com Tomé, ao dizer em João 20.27: “…Pare de duvidar e creia.” Sem confissão da incredulidade a oração não pode subsistir.
Lembre-se sempre que o problema da oração está na fé. Se você alimentar sua fé, você terá uma vida de oração vibrante, porque a oração é o principal exercício da fé.
Em Isaías 50.7 o profeta declara: “Mas eu não me sinto envergonhado, pois o SENHOR Deus me ajuda. Por isso, eu fico firme como uma rocha e sei que não serei humilhado.”
O texto não afirma o que estava trazendo vergonha ao profeta, mas o certo é que alguém ou algo estava lhe trazendo constrangimento. Diante do sentimento de vergonha, desprezo e humilhação pública, ao invés dele se consumir de raiva ou ira, ou ainda brigar ou tentar se defender, Isaías buscou ao Senhor e dEle recebeu a ajuda que precisava.
O profeta não fixou sua energia naquilo que lhe causava vergonha e nem na própria vergonha. Ele decidiu pedir ajuda a Deus. Ele decidiu contar a Deus o que se passava e procurar nEle auxílio para sua alma.
Ao agir assim, Isaías se fortaleceu. O profeta decidiu não se fortalecer em si mesmo, ou na expectativa da retirada do problema que o envergonhava. Ele apenas e simplesmente decidiu levar sua causa totalmente a Deus. Ainda que supostamente ele continuava debaixo da humilhação, ele afirmou: “não serei humilhado.”
Infelizmente nossa primeira atitude diante de um problema não é buscar a Deus em oração pedindo sua ajuda, força, orientação e conselho. Diante dos problemas naturalmente abrimos um leque de opções mentais para procurar e dar solução ao problema.
Essa atitude revela o quanto continuamos ainda centrados em nós mesmos, dependendo de nós mesmos e de nossa fútil sabedoria. Insistimos em esgotar primeiramente todos os nossos recursos pessoais para depois, cansados, decidirmos se vamos ou não para Deus.
O centro do problema de nossas vidas é que somos autossuficientes demais. Acreditamos que temos as soluções e respostas para tudo. Lá no fundo acreditamos que há um potencial em nós para resolver tudo. Puro engano! Segundo a Bíblia, essa nossa autossuficiência é que nos impede de ver grandes coisas de Deus.
Precisamos aprender que Deus tem uma grande alegria em trabalhar em nosso favor. Ele tem prazer em fazer algo por nós. Em Isaías 64.4 o profeta afirma: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.”
Nossa responsabilidade final é nos entregar e esperar nEle. Sobre “esperar em Deus”, o Dr. John Piper escreveu: “Esperar! Isso significa parar e conscientizar-se com sobriedade de nossa incompetência e da completa suficiência de Deus, e buscar conselho e ajuda do Senhor…”
Diante da dor da vergonha, Isaías não se deixou consumir, antes decidiu pedir ajuda de Deus e dEle depender. O profeta aprendeu claramente o que significa as palavras de Jesus em João 15.5: “…sem mim nada podeis fazer…”
Diante dessas verdades, não tema em pedir ajuda a Deus. Não perca seu tempo confiando em si ou em outros. Aprenda e aplique hoje as verdades do Salmo 62.5, que diz: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”
Em Isaías 45.7 lemos: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.” Isaías 46.10 afirma: “Que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.” O que esses dois versículos declaram? Eles expõem categoricamente que Deus é soberano e que está no controle de tudo e todos.
Em um mundo, onde o ser humano acredita ser ele o centro de tudo, o ensino sobre um Deus soberano que está no controle de todas as pessoas e circunstâncias, não somente choca, mas chega a despertar sentimentos vis. A isso Charles Spurgeon declarou: “Nenhuma doutrina em toda a Palavra de Deus tem inflamado mais o ódio da humanidade do que a verdade absoluta de que Deus é soberano. O fato de que ‘o Senhor reina’ é indiscutível, e é esse fato que suscita a maior oposição no coração humano.”
A “soberania de Deus” é definida na Bíblia como Seu completo, total e independente controle sobre cada criatura, evento e circunstância em cada momento da história. Davi declarou em 1 Crônicas 29.11,12: “Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.”
A “soberania de Deus” implica que Ele não é influenciado por algo ou por alguém. Isso significa dizer que Ele é absolutamente independente, e faz tudo como lhe agrada. Davi afirmou no Salmo 115.3: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.” Deus sempre está no controle de tudo, do menor ao maior no universo. Tudo o que ocorre é causado ou permitido por Ele tendo como fim os Seus próprios e perfeitos propósitos. Mas é preciso esforço diligente e cotidiano para conhecer esse Deus que controla tudo. Daniel 11.32 declara: “…mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.”
Conhecer a Deus é o maior desafio de cada ser humano. J. I. Packer nos aconselha: “…O estudo apropriado ao cristão é a divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus… Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a divindade… Você quer esquecer sua tristeza? Quer livrar-se de seus cuidados? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade.”
Haverá sempre alegria, confiança, paz, tranquilidade, conforto e alívio de todos os medos do presente e do futuro quando seu coração estiver plenamente descansado nesse Deus que soberanamente reina e controla tudo e todos.
A natureza humana possui a tendência em planejar a vida e confiar no seu próprio potencial, desconsiderando Deus e Sua perfeita e amorosa vontade. O mundo atual tem um nome para tudo isso: “O desenvolvimento do potencial humano”.
Na verdade, o “potencial humano” é a nova onda, onde o centro de tudo é o homem; onde a ênfase é o “eu” e o “meu”. O alvo final dessa ideologia visa afirmar que o homem tudo é e tudo pode.
O “potencial humano” diz que o mais importante na vida é ser efetivo, obter conquistas (profissionais, status social, financeiros, etc.), ter e desfrutar de oportunidades. Pessoas captadas pelo potencial humano acreditam que são, podem e que ninguém lhes poderá impedir.
Tudo isso é muito estranho quando diante da profunda advertência em Tiago 4.13-15 que diz o seguinte: “Atendei, agora, vocês que dizem: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vocês não sabem o que sucederá amanhã. Que é a vida de vocês? Vocês são apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, vocês deviam dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”
Tiago nos diz que já há 2000 anos atrás as pessoas estavam focando em seu potencial e agindo de forma empreendedora sem buscar a Deus e Sua vontade quanto à vida.
O texto aponta para decisões calculistas: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali…” O texto também aponta para decisões materialistas: “faremos negócios e ganharemos dinheiro.”
O texto também mostra dois grandes problemas. O primeiro é que não se pode controlar o futuro. O texto diz: “Vocês não sabem o que sucederá amanhã…” Nada sabemos sobre o amanhã. Ninguém tem controle de nada.
O segundo problema é que a vida é muito frágil e passageira: “O que é a vida de vocês? Vocês são apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” Jesus declarou a fragilidade humana ao afirmar em Mateus 6.27: “Qual de vocês, por ansioso que esteja, pode acrescentar uns 46 centímetros ao curso da sua vida?”
Que potencial o homem tem quando vê seus planos irem embora sejam por má administração, erros estratégicos ou pela maldade de uma outra pessoa? Que potencial o homem tem quando se depara com a saúde debilitada, com um acidente inesperado ou com a morte? Somos incapazes e extremamente frágeis; isso nos chocam como seres humanos. E o que fazer?
Tiago afirma no versículo 15: “Ao invés disso vocês deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.” A resposta à incapacidade e à fragilidade humana é buscar a Deus e Sua plena vontade e humildemente dizer: “SE O SENHOR QUISER”.
O que diferencia os seres humanos é como eles interpretam Deus em suas vidas. Aqueles que creem na finitude humana e rendem-se à soberania, poder, majestade e grandeza de Deus, equalizam a vida. Nabucodonosor, o governante mais importante do mundo de cerca de três milênios atrás, afirmou sobre Deus o seguinte: “…segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa lhe deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4.35).
A verdade é bem simples: ou nos rendemos à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, ou Deus mesmo nos entrega à nossa própria vontade. Ou insistimos na vaidade do “potencial humano”, ou nos alegramos em dizer: “se o Senhor quiser”.
A escolha definirá a forma como lidaremos com a vida hoje e seus resultados na eternidade.
Davi afirmou no Salmo 19.7: “A Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.”
Devemos estar bem conscientes de que nem sempre o dia de hoje será melhor do que o dia de ontem. Todos sabemos que na vida por vezes nos sentimos tristes, deprimidos e chateados, e precisamos de restauração. Daí aprendemos que nem sempre estamos numa alegria constante. Teremos dias ruins quando a alma precisa de algo novo; precisa de uma restauração.
Davi, no texto e por experiência, afirma que sua vida foi restaurada. O meio para restauração da sua alma foi a “lei do Senhor”. A palavra “lei” significa “ensino”. Esse “ensino” tem uma fonte. Davi diz que a fonte desse ensino é o “Senhor”. Davi refere-se à “lei de Deus”, à “instrução Divina”, ao “ensino de Deus”, ou seja, a própria Palavra de Deus.
A “Lei do Senhor” é o Deus Criador ensinando Suas criaturas. Ela é a “Divina Instrução” para a conduta do homem. Ela é completa quanto a explanação da vontade de Deus ao homem. Ela é o “manual do fabricante”. A Palavra de Deus é o manual do Criador para o funcionamento da humanidade. Ela é o meio pelo qual Ele mesmo apresenta os princípios para que qualquer ser humano viva bem conforme Ele mesmo planejou.
Se o homem quiser saber quem é Deus e o que Ele deseja, tem que ler, estudar e ouvir a Bíblia. É nela e por ela que Ele revela sua vontade. Se o homem quiser alcançar os objetivos de Deus ele precisa se voltar para a Bíblia. Se quiser receber as completas bênçãos de Deus ele precisa se aprofundar em suas instruções e obedecê-la.
Deus usa Sua palavra para restaurar nossas vidas porque ela é “perfeita”. A palavra “perfeita” no texto não faz um contraste com o “imperfeito”, mas com o “incompleto”. A ideia é que a Palavra de Deus é totalmente completa e por isso é “perfeita” para lidar com todos os assuntos essenciais para o relacionamento com Deus, consigo mesmo e com as pessoas.
Não existe nada para a vida em que a Palavra de Deus esteja desatualizada. Ela é abrangente e responde a tudo o que precisamos saber e entender para viver bem.
Ela é apta e pronta para nos ensinar a viver como Deus planejou que vivêssemos. Não há necessidade de ir para outras fontes com o fim de achar a vida; ela é e está completa.
Por causa de sua origem e de sua essência, a Palavra de Deus traz seus benefícios. Um deles é que ela “restaura a alma”. O verbo “restaurar” no texto significa “reviver”, “refrescar”, “converter”. Esse é o poder transformador da Palavra de Deus em nós. Ela é capaz de “reviver”, “restaurar” e “converter” “a alma” de qualquer pessoa. O termo usado para “alma” no texto significa a “pessoa interior”, ou seja, tudo aquilo que está por dentro de cada um de nós.
Assim, a Palavra de Deus, de onde se tem o ensino do próprio Deus e por onde Ele nos fala, é totalmente completa em tudo o que precisamos e poderosamente capaz de colocar em ordem nossa vida interior.
Você só não experimentará a restauração e o reviver de sua vida interior caso opte por outras fontes e despreze a Palavra de Deus.
Os efeitos de 3.000 anos atrás na vida de Davi podem ser o seu hoje e agora. Experimente e você verá que “a Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma.”