AS PORTAS E OS CAMINHOS

Jesus afirmou em Mateus 7.13,14: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.”

Jesus antes de concluir o Seu “Sermão do Monte” exige uma decisão de seus ouvintes. Ele apresenta duas portas com dois caminhos:

A primeira é a “porta estreita”. Essa é a porta onde o caminho é difícil, cheio de limites demarcados por Deus segundo a Sua Palavra. Um caminho onde há um “jugo suave” e um “fardo leve”; onde há lutas e provações; onde os pensamentos e vontades são centrados em Deus. Esse é o caminho que conduz à vida e poucos decidem por ele.

A segunda porta é a “porta larga”. Essa é a porta da facilidade, do caminho fácil, espaçoso, confortável, de frouxidão moral, de opiniões diversas, tolerante, permissivo, sem freios no pensamento e na conduta, onde se persegue as próprias inclinações. Esse é um caminho superficial, egoísta, hipócrita, ambicioso, de religião ritualista, em que nada precisa ser aprendido, tudo é natural, largo e “free”. Um caminho que conduz a perdição e a maioria entra por ele.

Ninguém está neutro nessa escolha. Se você escolher o caminho largo, você decide continuar dirigindo sua vida, mantendo-se na justiça própria, no orgulho e na religiosidade vazia. Se você escolher o caminho estreito, você decide arrepender-se de seus pecados, abandonar sua forma de viver e seguir a Jesus.

Não se ressinta! Não decidir pela porta e o caminho estreito que conduz à vida, é continuar na porta e no caminho largo que o levará a perdição.

O que você vai decidir?

OS COMPASSIVOS

Vivemos numa sociedade violenta. Matar e morrer estão se tornando algo normal. O desrespeito e o desafeto estão em níveis intoleráveis. O egoísmo está em alta e a compaixão em baixa. Não ser compassivo é uma realidade atual, especialmente porque as pessoas estão centradas demais em si mesmas.

O que significa ser compassivo? Significa ver, sentir e perceber a dura realidade do outro. Significa ser um com eles em seus sentimentos, dores, alegrias e expectativas. Significa fazer algo prático para trazer alívio e solução.

Ser compassivo é um claro ensino bíblico. Em Zacarias 7.9 somos exortados: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Administrem a verdadeira justiça, mostrem misericórdia e compaixão uns para com os outros.”

Uma das razões por não sermos compassivos é porque por vezes nos falta uma clara visão de quem Deus é. O Salmo 103.13 afirma: “Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem.”

Jesus foi sempre compassivo porque Ele não só via as necessidades dos outros, mas se dispunha a fazer algo. Em Marcos 6.34, lemos: “Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.” Jesus é o único que pode dizer precisamente para cada pessoa em sofrimento: “Sinto sua dor.”

Se você realmente quer ser usado por Deus, seja mais compassivo. Pare de se esforçar em fazer as coisas para Ele com um senso de obrigação e dever e busque apenas ver as pessoas como Ele as vê. Procure sentir o que elas sentem. Faça algo prático para ajudar, sem olhar a cultura, a cor da pele, o estado civil, social, físico, emocional e espiritual das pessoas.

Somente os compassivos entendem o que Deus sente.

COMO CRIANÇA

Em Mateus 18.1 Jesus foi questionado por seus discípulos: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” Nos versículos 1,2 o texto segue dizendo: “E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

O Senhor Jesus sabendo da imaturidade de seus discípulos e suas disputas entre si, recorre a uma criança para ilustrar vividamente quem é o maior no reino dos céus.

Quais são as qualidades de uma criança que nos ensina sobre a realidade do reino dos céus?

Em primeiro lugar as crianças são simples e sem complexidade. Deus espera que abandemos nossa sofisticação e nos cheguemos a Ele com um coração simples, alegre e contente com a respostas que Ele nos dá. Ele espera que abandonemos nosso orgulho de querer todas as respostas antes de crer.

Em segundo lugar as crianças não são ambiciosas. Elas estão contentes com o que tem e com as oportunidades que desfrutam. Deus espera que abandonemos a tentativa constante de termos uma identidade definida no que temos e nos tornamos. Ele deseja que paremos de usá-Lo; que paremos de busca-Lo apenas para receber uma benção e segurança nesse mundo.

Em terceiro lugar a criança confia. Ela acredita no adulto e na segurança que ele representa. Deus espera que abandonemos nossa auto segurança; que confiemos plenamente nEle quando as coisas estão boas ou ruins. Ele espera que tenhamos nEle nossa única esperança e que jamais O julguemos pelas circunstâncias da vida.

Para que você tenha uma experiência espiritual real, plena e significativa com Deus é necessário que você se torne espiritualmente como uma criança, porque nos reino dos céus não há espaço para adultos.

Você se tornará como criança?

EM BUSCA DA RESPOSTA

Em Atos 8, a Bíblia conta a história de um homem que era secretário do tesouro de uma grande nação nos tempos antigos. Esse homem era o segundo mais poderoso dessa nação, atrás apenas da rainha.

Esse homem tinha tudo que o mundo poderia oferecer para alguém ser feliz. Ele tinha poder, riquezas, influência e fama. Mas, juntamente com tudo isso, havia um imenso buraco em sua alma. O seu vazio espiritual era grandioso e por isso ele foi em busca de uma religião e tornou-se um seguidor fiel do judaísmo. Uma vez por ano ele ia a Jerusalém, a capital espiritual do mundo antigo. Por ser rico, ele também adquiriu uma cópia do Antigo Testamento na língua grega.

Seguindo fielmente o judaísmo, esse homem não encontrou o que estava procurando. Mas ao voltar para casa em sua carruagem, começou a ler em voz alta o texto de Isaías 53. Aproximou-se de sua carruagem um homem chamado Filipe que lhe fez a seguinte pergunta: “Você entende o que está lendo?” Ele respondeu: “Como vou entender se alguém não me explicar?”

O homem então convidou Filipe a subir na carruagem para lhe explicar o texto. Filipe cuidadosamente lhe explicou que o texto referia-se a Jesus, o Messias prometido Israel e o Salvador do mundo. Convencido pela explicação de Filipe, o homem encontrou as respostas que precisava. Ele colocou sua fé em Jesus e foi batizado. Atos 8.39 diz que o homem “seguiu com alegria o seu caminho.”

Essa história deixa claro que quando você deposita sua fé somente em Jesus, as respostas para as profundas indagações da sua alma serão respondidas. O encontro pessoal com Jesus faz com que sua vida saia definitivamente das trevas para a luz, da mentira para a verdade, do desespero para paz e da condenação eterna para a salvação eterna.

Jesus é a resposta plena para tudo o que uma alma está desesperadamente buscando.

UMA ORAÇÃO DE ENTREGA

Há dias que as lutas são tantas que não temos palavras para iniciar uma oração. Há dias que o que precisamos mesmo é nos entregar totalmente ao Senhor. Talvez hoje essa oração de entrega possa ser também a sua.

Senhor, cansei de começar e parar. Não aguento mais decidir e não ir adiante. Sinto que não posso mais prometer que vou fazer, parar, ir, sair e mudar. Senhor, cansei.

Senhor, já havia lido, mas nunca percebido o precioso, simples e profundo conteúdo das Palavras de Jesus em João 15.5: “…sem mim nada podei fazer”. Oh Deus, quero começar hoje diferente; quero reconhecer que sem o Senhor não tem como seguir adiante.

Senhor, anima-me para que eu possa depender de Ti; permanecer em Ti; centrar em Ti e esperar em Ti. Que o “Teu” substitua o “meu”, e que “Deus” assuma o espaço do insistente “eu”. Encoraja-me na caminhada para depender e esperar só em Ti.

Senhor, não me deixe jamais esquecer de Jesus. Lembrar sempre que Ele só dependeu de Ti; que Ele que se entregou ao Senhor nos momentos mais cruciais; Ele que disse: “…seja feito a Tua vontade…”, e que antes de sair desse mundo, na dolorosa cruz do calvário, ora dizendo: “…Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito.”

Senhor, peço Tua paz e consolo nos meio das tribulações; Tua direção e perdão diante dos meus pecados e erros; Tua alegria diante das tristezas; Tua força diante dos meus temores e fraquezas; Tua sabedoria e discernimento diante de tantas propostas insensatas e enganosas do meu coração e dos homens maus.

Senhor, entrego-me totalmente a Ti. Que em Ti e por Ti eu venha andar; que eu entenda definitivamente que sem depender de Ti a vida ficará sempre indefinida, difícil, amarga, deprimida, insuportável, sem propósito e cansativa.

Que você ore e viva assim.

DEUS E A DOR

Depois de um longo e inexplicável período de sofrimento, Jó afirma o seguinte sobre Deus em Jó 42:2,5: “…Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos podem ser frustrados… Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.”

É preciso saber que Deus se alegra em abençoar seu povo, mas Suas bênçãos são um resultado direto de Sua graça e não um direito a exigir ou reivindicar.

Deus também responde às orações quanto a bens materiais, saúde, e melhores condições de vida. Mas ao responder com um “não” aos pedidos, isso não significa que Ele ama menos, ou que esteja irado, insatisfeito ou ressentido conosco. Isso também não significa falta de fé ou infidelidade espiritual de nossa parte.

Deus faz grandes e poderosos milagres na saúde e na provisão das pessoas, mas Ele nem sempre cura e nem sempre provê segundo nossas expectativas. Em Sua suprema sabedoria, Ele segue um plano perfeito para Sua glória. Ele nem sempre dá explicações do que está fazendo porque espera que andemos por fé; que confiemos plenamente em Seu amor e cuidado.

Quando você estiver em dor, lembre-se que ninguém sabe mais sobre dor e sofrimento do que o Senhor Jesus. Ele saiu do conforto dos céus para entregar Sua vida por você. A Sua ida à cruz não foi para resgatar você de seus problemas, mas de seus pecados. Ele foi a cruz para lhe dar condições de viver como Ele e para Ele, e desfrutar com Ele toda a beleza e riqueza da eternidade.

Há várias lições em todo o livro de Jó, mas a mais importante delas é entender que Deus está presente e tem grandes planos quando as dores chegarem em sua vida.

Confie nEle!

ADORAR

Davi ordenou nos Salmos 29:2: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.”

William Barclay afirmou que “adorar é quando o espírito, a parte imortal e invisível do ser humano, se encontra e fala com Deus, que é imortal e invisível.”

Adorar a Deus significa entender por Sua Palavra quem Ele é e faz. A Palavra de Deus nos revela quem Ele é e nos capacita a adorá-Lo com entendimento. Jesus afirmou em João 4:24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

Adorar a Deus significa entender as verdades de quem Ele é, mas significa ser tocado profundamente por esse entendimento, no coração. Sem esse toque no íntimo, a adoração passa a ser mecânica, ritualista e fria. Jesus advertiu em Mateus 15.8,9: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

Aqueles que entendem quem Deus é e são cativados no coração por Sua beleza, O adoram com oração e canto. O Salmista adorou no Salmo 103.1,2, dizendo: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.”

Mas Deus não aceita adoração de qualquer jeito. Há um meio certo para adorar. Hebreus 13.15 afirma: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”

Por isso, dedique tempo para conhecer quem Deus é. Medite nEle até que Suas verdades penetrem profundamente em Seu coração. Quando isso ocorrer, adore-O por meio de Jesus.

Adorar é eleger Deus o maior e melhor tesouro.

OS AMARGURADOS

O mundo está infestado de pessoas amarguradas. Elas se tornam um perigo para os outros e para elas mesmas. Alguém testemunhou a amargura de seu coração, dizendo: “Eu lutei com amargura em relação a algumas pessoas…Essa raiz de amargura foi crescendo dentro de mim…meu apêndice rompeu e tive peritonite…”

Os amargurados costumam ser incapazes de amar. Eles são egoístas. Eles conseguem destruir a harmonia relacional de um lar, de uma empresa, de uma comunidade, etc. Eles abalam inconscientemente a vida emocional dos que estão mais próximos a eles.

Os amargurados manifestam sua amargura sendo ásperos, irritados, irritantes, descontentes, murmuradores, fofoqueiros e julgadores. Eles machucam, ignoram, ofendem e desrespeitam os outros. Os amargurados proliferam a “cultura da amargura”.

A Bíblia trata seriamente com os amargurados e ressentidos. Em Hebreus 12.15 Deus ordena: “…Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e por meio dela, muitos sejam contaminados.”

Talvez hoje você está consciente de que é uma pessoa amargurada, mas quer sair dessa situação. A verdade da Palavra de Deus é que você perdoe as pessoas que lhe ofenderam, pare de ser implicante com pessoas que não lhe fizeram nada e abandone sua amargura. Paulo ensina em Efésios 4.31,32 que diz: “…Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou.” Em Colossenses 3.8 Paulo ainda afirma: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.”

Decida hoje, lidar diante de Deus toda amargura do seu coração. Caso esteja prejudicando alguém com sua amargura, abandone esse comportamento e peça perdão a pessoa.

Trate seriamente a amargura de seu coração.

NÃO AME AO MUNDO

Em 1 João 2.15 o apóstolo afirmou: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”

A palavra “mundo” usada pelo apóstolo João advém da palavra grega “cosmos”. “cosmos” em seu sentido básico significa “ordem” ou “arranjo”. No texto, a palavra “mundo” significa simplesmente a ordem, o sistema e o conjunto de princípios, valores, opiniões e interesses contrários a Deus. A esse “cosmos” João diz: “Não ameis…”

A ordem para não amar o mundo é porque quem ama o mundo “o amor do Pai não está nele”. João é específico em afirmar que aquele que ama esse mundo perde totalmente a comunhão com o Pai. Em outras palavras, ninguém pode amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo. Os conceitos e interesses de um, são contrários ao outro. O amor ao mundo expulsa a Deus; o amor a Deus expulsa o mundo.

Conforme ensinado por Jesus em Sua oração sacerdotal (João 17.14-18), Ele deseja que enquanto você viver nesse mundo, você jamais seja iludido por ele.

Se você ama o mundo, ele terá prioridade sobre você. Seu tempo, atenção e recursos serão investidos nele. Você fará de tudo para encontrar nele prestígio, status, honra, glória, glamour e conforto.

O problema de amar o mundo é que a decepção também fará parte de sua vida. Na melhor das hipóteses, as recompensas desse mundo duram apenas enquanto você estiver vivo.

Você mesmo pode definir se você é de Deus ou não, por apenas observar suas atitudes em relação a esse sistema do mundo. Porque se você ama o mundo, você não pode amar a Deus, mas se você ama a Deus ao invés do mundo, você desfrutará a verdadeira vida hoje e eternamente.

OS PLANOS

Plano é uma intenção ou um projeto. Plano é um conjunto de disposições necessárias para levar um projeto adiante. Alguém disse que “plano é um modelo sistemático que se elabora antes de realizar algo.” Plano na verdade é o desejo do coração; é aquilo que se que quer alcançar.

Há três problemas básicos quanto aos planos: 1) Nunca tê-los organizado. 2) Organiza-los e nunca executá-los. 3) Executa-los sem considerar Deus neles.

A Bíblia nos ensina em Provérbios 16.1-3: “ Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua. Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito. Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.”

O texto nos apresenta princípios de como lidar com os planos.

O primeiro princípio é que de alguma forma planejamos. O texto diz: “ Ao homem pertencem os planos do coração…” Talvez eles não sejam tecnicamente planejados e organizados, mas eles existem. Todos somos uma fábrica de fazer planos.

O segundo princípio é que de alguma forma acreditamos que nossos planos darão certo. O texto diz: “Todos os caminhos do homem lhe parecem puros…” Inicialmente somos tendentes a crer que planos executados darão certo; nada pode dar errado.

O terceiro princípio é que devemos consagrar todos os nossos planos a Deus. O texto diz: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.” “Consagrar” significa colocar diante de Deus os planos; significa consultar a Deus em oração, porque dEle vem a resposta certa. Deus precisa ser obedecido, exaltado, honrado e glorificado em todos os nossos planos.

Faça planos. Escreva-os. Pense sobre eles. Contudo, coloque um a um diante do Senhor. Peça Sua direção, e siga executando-os de forma diligente para Sua glória.

Faça planos, mas apresente-os a Deus.

RECONCILIE-SE JÁ!

Jesus afirmou em Mateus 5.25,26: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.”

Jesus para exemplificar a reconciliação usa um método legal de lidar com devedores na sociedade antiga judaica. A idéia é que alguém está adorando no templo em Jerusalém, mas tem uma dívida com uma outra pessoa que não foi paga. O credor pode até arrasta-lo para um tribunal por causa dessa dívida. Isso seria uma vergonha imensa. A levar o assunto para um juiz, esse juiz poderia dar a sentença, condenando assim o devedor. Antes que tudo isso aconteça, o devedor deveria reconciliar com o credor para que não tenha que enfrenta-lo no tribunal.

O que Jesus está ensinando é o seguinte: Não deixe o tempo passar, reconcilie!
Jesus diz que devemos resolver nossos problemas relacionais de forma rápida. Quando ignoramos ou deixamos de resolver os conflitos que somos culpados, estes nos aprisionam.

Para nos livrar dessa prisão devemos ir e nos reconciliar com aqueles a quem ofendemos. Sem dúvida não faremos isso sem a graça, ajuda e tempo Deus. Porque para reconhecermos nossos erros e se livrar da ira, precisamos do Seu poder em Jesus. Só Ele pode mudar um coração cheio de si mesmo; cheio de razão e irado, em um coração humilde e amoroso.

Você está preso a uma dívida relacional? Você errou contra alguém? Busque hoje todos os meios para reconciliar com quem você ofendeu. Dê o primeiro passo; vá em busca da reconciliação. Se a outra pessoa não quiser, você fez muito bem a sua parte.

Reconcilie-se já!

CHAMADOS A AMAR

Jesus afirmou em Mateus 22.37-39: “…Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

O verbo “amar” que Jesus usou, significa amar de forma desinteressada, sacrificial e comprometida. Quem ama com esse amor, aprendeu a existir. Dr. Jay Adams afirmou: “O amor é a resposta final para todos os problemas da existência.”

Quando não se ama, abre-se a porta para toda a expressão de egoísmo, ódio, desejos errados, mentiras, enganos, amarguras, ressentimentos, etc. Assim, um dos alvos da vida é aprender a amar.

Quem ama a Deus é sensível ao que Ele diz e torna-se disposto a fazer tudo para agradá-Lo. O amor a Deus se expressa pela obediência voluntária, irrestrita, pronta e disposta.

Quem ama o próximo centra-se no próximo. Paulo em 1 Coríntios 13.4-7 afirma que o “amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

A Bíblia é uma história de amor de Deus pelo homem. Sendo nós pecadores e rebeldes contra Deus, Ele nos enviou Seu Filho Jesus para trazer-nos de volta a Ele. Jesus veio ao mundo, pagou o preço pelos nossos pecados na cruz. Agora a ordem de Deus é que abandonemos nossos pecados e o nosso jeito de viver e aceitemos Seu tão grande amor através de Seu Filho amado.

Amar não é um esforço, mas uma resposta. Quando você entende e recebe o amor de Deus em Jesus, você então se torna capaz de amar tanto a Ele como aos outros.

A ARTE DE OUVIR

“Ouvir” significa prestar atenção naquilo que está sendo dito por alguém. Ainda que a definição seja simples, e ouvir alguém não exija muita energia, agir assim não é algo fácil porque demanda disciplina, esforço e intencionalidade.

A Bíblia nos ensina o quanto somos todos deficientes na arte de ouvir; nossa disposição sempre é falar. Por isso Provérbios 18.13 nos adverte: “Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha.”

Crescer na arte de ouvir não é algo que acontecerá de hoje para amanhã. Requer o desenvolvimento de certos princípios.

O primeiro princípio que compõe a arte de ouvir é o amor. Ouvir é um convite a se importar e se preocupar com o outro. Na Bíblia, o início do amor a Deus começa com a escuta de Sua Palavra, então o início do amor a uma pessoa inclui aprender ouvi-la. O bom ouvinte ama porque se importa com a necessidade do outro.

O segundo princípio que compõe a arte de ouvir é paciência. A boa escuta requer diligência; requer concentrar no que outro está dizendo; requer entender e rejeitar mentalmente qualquer vontade de falar quando o outro ainda está falando. Paciência na audição significa continuar ouvindo as palavras, buscando entender o todo.

O terceiro princípio que compõe a arte de ouvir é fazer as perguntas certas. Provérbios 20.5 afirma: “Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona.” O bom ouvinte observa atentamente as palavras ditas, enquanto conduz a conversa através de perguntas cuidadosas, sábias e genuínas.

Assim sendo, decida ser um bom ouvinte. Decida ajudar alguém, ouvindo. Por um outro lado, seja grato caso alguém se disponha a lhe ouvir. Nunca esqueça de reconhecer aqueles que lhe ouvem e contribuem sabiamente para sua vida.

O mundo precisa urgentemente de bons ouvintes.

A COMUNICAÇÃO EFETIVA

Há muitas pessoas fiéis ao Senhor, excelentes cidadãos, cônjuges e pais comprometidos, mas que têm uma grande dificuldade nos relacionamentos, especialmente porque não sabem a importância da comunicação efetiva.

Em Efésios 4.15 a Bíblia faz uma revolucionária afirmação: “Falando a verdade em amor…”

O ensino desse texto é que a comunicação efetiva significa “falar a verdade em amor…” Na prática, a comunicação efetiva leva em conta dois componentes básicos: ser sincero e ser sensível ao falar.

Ser sincero numa comunicação efetiva não significa ser duro, insensível ou áspero nas palavras. Na verdade, agir assim é ter uma atitude orgulhosa e arrogante que pode facilmente ser percebida pelo tom de voz. Ser sincero, “falando a verdade…”, simplesmente significa ser verdadeiro e transparente em relação ao assunto que está sendo tratado.

Ser sensível, significa comunicar de forma efetiva para ajudar o outro. Significa ouvir com atenção e interesse o que o outro tem a dizer. Significa entender o conteúdo emocional das palavras. Significa se colocar no lugar daquele que ouve. Significa entender o que se passa antes de emitir uma opinião verdadeira a respeito.

Jesus sempre foi sincero e ao mesmo tempo sensível em sua comunicação. Com o “jovem rico” em Marcos 10.21,22, o texto diz que Ele “…fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”

Assim, valorize a comunicação efetiva em seus relacionamentos. Tenha um coração humilde e sensível diante de Deus e das pessoas, mas tenha coragem em dizer o que precisa ser dito. Promova uma conversa para acertar o que esteja pendente.

Seja sincero; fale a verdade, mas com amor, sensibilidade e carinho.

“OS LIMPOS DE CORAÇÃO”

Jesus afirmou em Mateus 5.8: “Felizes os limpos de coração, porque eles verão a Deus.”

O “coração” é um termo bíblico para a “vida interior”; para a pessoa por dentro.
Tudo começa por dentro. Alguns acreditam erradamente que quando algo muda por fora, tudo mudará por dentro, e por isso investem tanto no guarda-roupa, no corpo, na aparência, ou na mudança para uma outra cidade ou país, mudança de emprego, a busca de um outro cônjuge, etc.

O problema é que há muitos conceitos errados dentro da pessoa que intoxicam a vida. Há um “lixo” interior que precisa ser removido. Há uma podridão moral que infecta a vida e a faz “cheirar mal”.

Os “felizes” – segundo Jesus – passaram por uma purificação interior, que se opunha a uma purificação exterior, exigida pela religião judaica. “Os puros de coração” entenderam seus pecados e correram desesperadamente para que Deus os purifique e perdoe.

E como vivem agora? Eles são transparentes na vida pública e particular; seus pensamentos, motivações são puros diante de Deus, das pessoas e de si mesmos. Eles não vivem mais na hipocrisia, falsidade, dissimulação e mentira.

E o resultado? Jesus afirma que eles “verão a Deus.” Por quê? Porque Deus é santo, totalmente separado do pecado e somente os que são purificados por Ele o “verão” agora e no futuro.

Se você quer que sua vida realmente mude, pare de fazer tentativas externas. Achegue-se a Deus e permita que Ele faça uma “santa faxina” interna; dentro de seu coração.

Ore como Davi orou no Salmo 51.2,10: “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado…Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.”

Responda: O seu coração está limpo diante de Deus? Você já fez uma faxina interior conforme Ele deseja?

O DISCÍPULO DE JESUS

Não nos tornamos discípulos de Jesus porque freqüentamos uma igreja ou participamos de suas atividades. A vida religiosa não faz ninguém discípulo de Jesus. Os termos para se tornar um discípulo foi bem definido por Jesus em Lucas 14:26,27. Ele diz: “Se alguém vem a mim e ama seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.”

Se tornar um discípulo de Jesus é sempre um projeto pessoal e voluntário de vida. Quem decide se tornar discípulo de Jesus se dispõe a romper com laços familiares, com a própria vida, e foca em seguir a Ele, viver para Ele e sofrer por Ele.

O discípulo de Jesus tem como lema e meta obedecer a Ele. Ele deseja ouvir a Sua Palavra e a praticar. Ele abre mão definitivamente de seus “achismos” e se submete aos ensinos do Mestre. O discípulo de Jesus entende que obedecer é a forma mais objetiva de amar a Jesus. O Senhor Jesus afirmou em João 15.10: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…”

Não se engane! Se você é um discípulo de Jesus, você está disposto em pagar o preço para segui-Lo e viver em obediência a Ele. Você realmente meditará com seriedade nas palavras do Senhor Jesus em Lucas 6:46: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”

Quem decide seguir a Jesus centra sua vida totalmente nEle. Zac Poonen afirmou: “Deus deve ser o primeiro e o último pensamento na vida de cada discípulo de Jesus…”

Baseado nesses princípios, você é realmente um verdadeiro discípulo de Jesus?

UMA ALMA SAUDÁVEL

Saúde e bem-estar são os alvos de muita gente. Consultórios e academias vivem lotados. É impressionante como mantemos a disciplina com o corpo e de alguma forma não consideramos o cuidado com a alma. Paulo afirmou em Romanos 14.17: “O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.”

Em primeiro lugar, a alma torna-se saudável por se alimentar somente de Jesus. Ele é o alimento principal da alma. Jesus afirmou em João 6.35: “…Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.” É preciso vir, crer e centrar a vida nEle.

Em segundo lugar, a alma torna-se saudável por se alimentar diariamente da Palavra de Deus. Em Mateus 4.4, lemos: “…Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” A alma torna-se saudável por ler, ouvir, estudar e acima de tudo, praticar a Palavra de Deus.

Em terceiro lugar, uma alma torna-se saudável por jogar fora as “toxinas” espirituais. Ninguém se manterá espiritualmente saudável mantendo em seu coração orgulho, egoísmo, inveja, amargura, sentimento de vingança, ódio, impureza sexual, pensamentos maus, etc. Uma alma nutrida leva em conta a confissão dos pecados. Em 1 João 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

John Ortberg afirmou: “Se uma alma está funcionando mal, as vontades, os desejos, os valores, o comportamento, e os pensamentos estarão constantemente em guerra.”

Sua alma torna-se saudável por priorizar a Jesus e viver como Ele viveu, por ouvir e obedecer Sua Palavra e por tratar seriamente o pecado.

Decida manter sua alma saudável.

“…QUÃO FRÁGIL SOU…”

Davi reconheceu sua fragilidade ao dizer no Salmo 39:4: “Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou.”

Davi estava interessado em saber sobre seu fim. Ele desejava saber sobre os finais de seus dias e sobre sua própria morte. Por quê? Porque ele queria viver no entendimento claro e simples de que Ele era apenas um ser humano frágil e limitado. E foi na busca desse entendimento que ele aprendeu o poder pleno da oração e dependência de Deus.

O orgulho não permite que enxerguemos o quanto somos limitados e finitos. Vivemos tentando nos enganar. É horrível aceitar que não temos o controle de nada; que não podemos assegurar nem a nossa própria segurança e muito menos nos auto curar diante da doença. Nossa fragilidade nos choca.

O pior é que achamos que podemos ludibriar nossa fragilidade com mais um gole, mais uma picada, mais uma festa, mais uma gargalhada hipócrita, mais uma noitada ou mais alguma outra coisa. Negamos inutilmente nossa fragilidade e nos abrimos para outras dores da vida.

Deus espera que você seja humilde e reconheça suas fragilidades e limites. Ele deseja que você dependa dEle. Ele deseja que você o busque em oração. Quando Paulo aprendeu a depender totalmente de Deus, ele afirmou: “…Quando sou fraco, é que sou forte.”

Então, pare de se autodirigir e fazer o que quer de sua vida. Pare de se enganar achando que sabe tudo, entende tudo e pode tudo. Reconheça descaradamente suas limitações. Venha ao Senhor! Venha com um coração totalmente dependente dEle, porque Ele apenas se revela aos humildes, quebrantados, fracos, e a todos os que decidiram depender e confiar nEle.

Que a oração de Davi seja sempre a nossa: “Senhor… quão frágil sou.”

UMA BOA REPUTAÇÃO

Salomão afirmou em Provérbios 22.1: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro.” Esse versículo ensina que a reputação é algo importante para a vida. Ter o respeito e o carinho dos outros é um bem inestimável.

Nesse texto também, Salomão exorta seu filho a valorizar a boa reputação mais do que fama, status, glamour, sucesso, dinheiro, posses ou bens. Seu foco primário era ajudar seu filho a fugir de toda decisão insensata que poderia no fim comprometer o seu nome e caráter.

Algumas pessoas adquiriram uma boa reputação porque decidiram ser guiados pelos princípios de Deus. Eles priorizaram o que Deus prioriza e viveram centrados nas virtudes e valores que Ele ensina em Sua Palavra. José e Daniel – e tantos outros – são exemplos bíblicos de pessoas altamente consideradas com um estilo de vida irrepreensível.

Você se engana totalmente quando acha que Deus não tem interesse em sua reputação diante das pessoas. Você não pode agradar a Deus e ofender as pessoas ao mesmo tempo.

A Bíblia exalta a boa reputação. Mas você dá valor a ela? Quão importante ela é para você? Até que ponto você está realmente comprometido com sua reputação?

Pense em edificar uma boa reputação. A boa reputação é sempre o resultado de escolhas diárias, e você deve construi-la e preservá-la mais do que qualquer outro projeto ou objetivo de vida.

Warren Buffet, um dos homens mais ricos e influentes no mundo, conhece a sabedoria desse provérbio e ensina aos outros, dizendo: “São necessários vinte anos para se construir uma reputação e cinco minutos para arruiná-la. Se você pensar sobre isso, você fará as coisas de forma diferente.”

Lembre que você passará, mas somente sua reputação será lembrada por muitos.

RESPONDENDO ÀS CRISES

Em Atos 4, Pedro e João passaram por uma grande crise. Eles foram presos por proclamar Jesus ao povo. Nos versículos 29-31, depois de soltos, eles se reuniram com os demais irmãos e oraram dizendo: “Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus.”

Como Pedro e João puderam responder em louvor a Deus no meio de uma crise tão severa? Como eles conseguiram reagir assim?

Em primeiro lugar porque as convicções que Pedro e João tinham sobre Jesus eram reais, práticas e vívidas. A resposta à uma crise é em grande parte determinada por aquilo que é o fundamento da fé. Quando sua fé está alicerçada em Cristo, você enfrentará qualquer crise.

Em segundo lugar Pedro e João criam que diante da crise eles não podiam deixar de fazer o que tinha quer ser feito, por isso oraram: “..capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.” Quando sua fé está plenamente em Cristo, você não permite que sua vida pare por causa da crise; você prossegue fazendo o que precisa ser feito.

E por último, Pedro e João criam também que a manifestação do poder de Deus era mais importante do que o conforto deles, e por isso oraram dizendo: “…Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus”. Quando sua fé está em Cristo, você sempre desejará que Deus seja glorificado mais do que a busca de conforto próprio.

As crises virão sobre sua vida e talvez você não poderá muda-las. Contudo, você pode decidir como responderá a elas. Decida hoje respoder às crises com fé, confiança e ousadia no Senhor.