CONFESSAR A JESUS

CONFESSAR A JESUS 

Em 1 João 2.23 o caminho para Deus já está definido: “Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai.” 

Nesse pequeno trecho João sinaliza claramente que o caminho para Deus, o Pai, encontra-se na pessoa de Jesus, o Filho. Essa clareza de João nasce, sem dúvida, da afirmação clássica de Jesus em João 14.6,7: “…Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.”   

Os dois textos deixam claro que a aproximação com Deus, o Pai é proporcionada por, Jesus, o Filho, e mais ninguém. Jesus não só apresenta e revela o Pai, mas condiciona a todo aquele que crê a se apossar do Pai. 

Somente Jesus é o “passaporte” que viabiliza o relacionamento pessoal e íntimo com Deus. É preciso confessa-Lo como Senhor e Salvador para esse relacionamento com Deus. Paulo afirmou em Romanos 10.9,10: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”

Confessar verbal e publicamente a Jesus é um dos fatores que determina se a pessoa tem um relacionamento com Deus ou não. Em Mateus 10.32,33 Jesus asseverou: “ Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

O Dr. John Stott afirmou: “Não se pode ter um relacionamento com o Pai sem confessar a Jesus. Somente Jesus, o Filho pode revelar Deus, o Pai aos homens. Somente Jesus, o Filho pode representar os homens e reconciliar os homens com Deus, o Pai.” 

Policarpo foi discípulo do apóstolo João e tornou-se bispo na cidade de Esmirna no segundo século da era cristã. A história conta que no dia de sua morte, Policarpo, já com 86 anos, foi convidado a abandonar sua fé em Jesus e acender incenso ao imperador romano. Suas palavras foram firmes e contundentes: “Durante todos esses anos de minha vida tenho servido a Jesus. Ele nunca me fez o mal, só o bem. Como então posso blasfemar contra meu Rei e Salvador?” Diante de sua confissão pública de fé em Jesus, Policarpo foi colocado numa estaca e queimado vivo.

O princípio prático e simples é: se você nega a Jesus, você não tem o Pai; se você confessa a Jesus, você tem o Pai.

Você já confessou a Jesus em sua vida?

DESCANSAR

DESCANSAR

Em novembro de 2013, Moritz Erhart, um jovem alemão de 21 anos, estagiário do Bank of America, foi encontrado morto por seus colegas. A morte chamou atenção pelo fato de Moritz ter permanecido 72 horas sem dormir.

A nossa sociedade é extremamente ativista. Vê no descanso uma fraqueza; vê na folga um inconveniente; vê no lazer um tempo perdido. Não é sem motivo que temos tantas pessoas nesse mundo moderno tão estressadas e doentes.

É preciso descansar! A Bíblia está cheia de instruções sobre descanso, lazer e relaxamento. Deus nos ordena em Êxodo 23.12: “Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás…” Em outras palavras, Deus criou o princípio de se tirar um dia de folga a cada sete dias, para descanso, recreação, adoração e restauração. 

O próprio Senhor Jesus diante de um ministério intenso, percebendo o cansaço de seus discípulos, convidou-os ao descanso. Em Marcos 6.31 lemos: “…Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.” 

“Descansar” significa dar uma pausa para o CORPO. Significa dormir, cochilar e não fazer nada. Significa não se envolver nas mesmas atividades semanais. Significa não trazer trabalho para casa. 

“Descansar” também significa recarregar as EMOÇÕES. Significa fazer algo diferente; um passatempo, um hobby; algo que se faça, que não precisa de tempo e nem prazo; é fazer algo para rir, se emocionar, suspirar profundamente ou refletir.

“Descansar” significa parar, visando a reorientação da vida ESPIRITUAL. Significa adorar o Criador. Significa meditar nas próprias fraquezas, nas necessidades da alma, enquanto ganha as forças do Altíssimo. Significa parar e pensar a vida para que ela se endireite nos caminhos e no jeito que Deus quer. 

Talvez você precise cuidar melhor de sua agenda e impor limites a você mesmo para descansar. Talvez você precise se organizar para fazer exercícios físicos, comer com prudência, ou ainda achar um hobby para se divertir. Tudo isso é muito bom, importante e válido para a vida.  

Mas acima de tudo e o mais importante, você precisa colocar Deus em primeiro lugar em sua vida. Precisa fazer dEle a prioridade das prioridades. Quando Ele controla seu viver, tudo passa a ter propósito, significado e motivação. Com Deus a vida entra no equilíbrio. 

Na verdade, descansar mesmo, significa aprender e praticar os princípios do Salmo 127.1,2 que diz: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois aos seus amados Ele o dá enquanto dormem.”

É assim a sua vida?

OS FURACÕES DA VIDA

OS FURACÕES DA VIDA

Na semana passada fomos informados sobre os estragos feitos pelo furacão Matthew. O poder de seus ventos trouxe desgraça, destruição e morte no Haiti, República Dominicana, Cuba, Bahamas e parte da costa leste dos EUA. Furacões aparecem e eles são extremamente perigosos e destruidores.

Há períodos na vida que sentimos soprados por furacões. Eles não perguntam sobre nossa escolaridade, cultura, posição social, racial ou econômica. Eles apenas sopram para destruir. Eles sopram em nossas almas e criam uma tremenda agitação, muitas das quais não temos controle algum.

Poeticamente, no Salmo 46.2,3 o salmista falou sobre sua experiência com os furacões da vida. Ele diz: “…a terra se transtorne e os montes se abalem…as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.” O salmista viu chegar os ventos fortes, e esses deixaram sua alma inquieta, desassossegada, sem repouso e atemorizada.

Quando os furacões chegam em nossas vidas ficamos inquietos; erramos nas decisões; fazemos coisas atropeladas e atrapalhadas; deixamo-nos levar pelas emoções; nos expomos ao erro e a morte.

Ao invés de buscar abrigo e proteção, estúpida e loucamente por vezes abrimos os braços levianamente para o vento “bater”; confundimos furacões com brisas; esquecemos que sua força é capaz de nos fazer voar para a destruição e morte.

Diante dos furacões da vida, o que precisamos urgentemente é de um abrigo seguro. Esse abrigo não pode ser aquele que achamos ou queremos construir rapidamente. Na verdade, muito do que nos abrigamos a vida toda não costuma funcionar diante dos furacões da vida.

O salmista sabia como em quem se refugiar diante dos furacões da vida. Ele diz no Salmo 46.1,2: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos…” O abrigo para o salmista é Deus! Somente nEle! O abrigo para os furacões da vida não está numa pessoa e numa religião. O abrigo está num íntimo e próximo relacionamento com Deus, e não num dogma ou numa filosofia.

O problema é que quando os furacões da vida chegam, muitos demoram em se abrigar; eles relutam em entender que são fracos e incapazes diante da monstruosidade e estrago dos ventos fortes.

Os furacões da vida nos cansam e nos oprimem. Mas Jesus traz esperança e solução num convite simples e objetivo. Ele diz em Mateus 11.28-30: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Assim, se os furacões da vida chegaram sobre você, não demore em se abrigar em Cristo. Aceite o Seu convite de abrigo. Nele há tudo o que você precisa. E quando você aceitar o convite de se abrigar nEle, descobrirá que outras pessoas também, diante dos furacões de suas vidas, se abrigaram em Cristo. Você não estará só.

Quando Deus é o abrigo de sua alma, o vento pode bater forte lá fora, destruir tudo o que foi construído por você no passado, mas sua alma estará segura e em paz. E no momento, é só isso que você precisa diante dos furacões da vida.

A ESPERANÇA‬

A ESPERANÇA‬

Esperança é uma palavra da alma. É uma solicitação, um desejo, uma vontade, um requisito interno de que algo precisa acontecer. Esperança é quase uma exigência de uma ação diante da dor. Ouvimos: “ele perdeu a esperança”. Essa é uma frase que espelha o desespero, o fracasso e o caos. O suicídio por vezes ronda como a única esperança; sair da dor parece ser a resposta.

Os leprosos na Bíblia viviam sob preconceito. Eles não tinham esperança de nada. Eles estavam fadados a viver fora da comunidade e esperar a morte chegar. Marcos 1.40,41 temos a história de um leproso. Em um certo dia, esse homem ouviu que Jesus passava por ali, perto dele. Sabendo disso ele agiu com muita humildade pedindo a Jesus por algo. O versículo 40 nos diz: “Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.” Todas as suas esperanças estavam em Jesus. E no versículo 41 a reação de Jesus foi tremenda: “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” Aquele homem sem esperança alguma para sua vida, recebeu o que queria e desejava. Jesus o tocou.

A história nos revela nessa passagem grandes verdades sobre a esperança. Em primeiro lugar é que precisamos estar cientes de que nos falta esperança em algo de nossas vidas. Essa consciência faz toda a diferença. Precisamos estar cientes de algo que nos machuca e nos aterroriza; algo que está nos tirando a esperança. Se você se sente esperança, a esperança é uma possibilidade.

A segunda verdade é que precisamos parar de montar nossas próprias respostas para a esperança. Esse homem ouviu de Jesus e foi humildemente a Ele. Ao chegar a Jesus ele teve a resposta. Assim, precisamos ir  com humildade e fé a Jesus. Enquanto Jesus não for sua única esperança, não há esperança. E mais, quanto mais você demora, mais o problema se agrava.

A terceira verdade é que quando lançamos nossa esperança em Jesus, a resposta vem. O leproso recebeu mais do que pensava. Ele foi “tocado por Jesus”. Ninguém poderia tocar um leproso, mas Jesus o fez. Por quê? Porque Jesus foi dominado por pena, compaixão e dó daquele homem. Assim, o Senhor se achega a você quando vê o seu sofrimento e quando você vem a Ele. Ao vir a Ele, Ele se envolve emocionalmente como você e traz a solução que a sua alma espera.

É preciso reanimar a esperança. Essa esperança está em Jesus. O salmista afirmou no Salmo 71.5: “Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.”

Diante de sua dor, você pode errar. Você pode entrar num estado de dó de si mesmo; de autocomiseração, e achar que a esperança nem existe. Você pode errar por ancorá-la em pessoas, circunstâncias ou oportunidades, e o final será frustração, porque as pessoas erram, as circunstâncias nem sempre são favoráveis e as oportunidades nem sempre chegam.

Como o leproso, traga a Jesus sua dor, seu problema, sua luta e suas decepções; entregue-se a Ele. A esperança está nEle; Ele é a própria esperança.

ESPIRITUALIDADE E CONHECIMENTO

ESPIRITUALIDADE E CONHECIMENTO

O homem pós-moderno está em busca de dois princípios básicos para tentar dirigir sua vida: “espiritualidade” e “conhecimento”.

Sam Harris é um escritor, filósofo e neurocientista americano. Influenciado pelos ensinos e pensamentos de Richard Dawkins e do jornalista Christopher Hitchens, Harris escreveu alguns livros. Dentre eles, um chamado “Despertar”. “Despertar” está na lista do New York Times desde 2015. Nesse livro Harris tenta provar como a meditação e a prática contemplativa pode servir para aliviar o stress, aproximar as pessoas e ajudar nas lutas do dia a dia. Seu propósito é conduzir seus leitores a um autoconhecimento e a uma espiritualidade sem Deus.

Mas a verdadeira espiritualidade e o puro conhecimento são nos dados por Jesus por meio do Espírito de Deus. O apóstolo João afirmou em 1 João 2.20: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”

Os falsos mestres da época de João diziam ter um conhecimento secreto. Este conhecimento especial estava reservado apenas para quem seguisse suas ideias. João, porém, mostra que o verdadeiro conhecimento vem do Senhor Jesus e não por algo “especial”. Segundo João, todos os que pertencem a Cristo recebem a “unção”, ou seja, o Espírito de Deus, que não só os leva a crer, mas ensina-lhes o que é verdadeiro. Isso ocorre por causa da promessa feita pelo próprio Senhor Jesus em João 16.13: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade…” Por meio do Espírito de Deus o cristão recebe conhecimento do que é verdadeiro e do que é falso, o que o habilita para a verdadeira espiritualidade. O primeiro discernimento espiritual que ele ganha é a certeza que Jesus é o Messias de Deus e o Salvador do mundo.

Os que estão em Cristo são “ungidos” com o Espírito Santo. Eles não precisam orar por uma “unção”, eles já a possuem. O Espírito Santo promove o conhecimento de todas as coisas. Esse conhecimento espiritual preserva o cristão dos erros doutrinários, da falsidade, do engano, das mentiras, das heresias e de toda falácia, ideologia e filosofia humana.

Você está em busca de espiritualidade e conhecimento? Então você precisa ler e estudar a Bíblia. A Bíblia fala sobre Jesus. Ele é a verdade onde todos os tesouros e a sabedoria de Deus estão revelados. É por Ele que se recebe a verdadeira espiritualidade e o verdadeiro conhecimento.

Ao conhecer a Jesus, o Espírito Santo fará com que seus olhos espirituais sejam abertos, e assim, inexplicavelmente, sua alma se encherá dEle, e sua vida será tomada de razão e de propósito.

A verdadeira espiritualidade e conhecimento não nos são dados pelo esforço ou por uma auto busca. Ainda que relutemos, não poderemos encontrar o que buscamos para nossas almas até que nos humilhemos e voltemos à fonte e origem de tudo: Deus.

Na busca dessa espiritualidade e conhecimento, as palavras de Jesus em João 17.3 precisam ecoar forte e profundamente dentro de nós: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

O ANTICRISTO

O ANTICRISTO

O apóstolo João afirmou em 1 João 2.18,19: “Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.”

O “anticristo” segundo a Bíblia será um ditador mundial que levará a humanidade a crer que estará vivendo numa idade de ouro. Ele terá domínio político, social, econômico e religioso sobre o mundo. Sua principal estratégia será a mentira e o engano. Ele se oporá totalmente à pessoa, à obra e aos ensinos de Cristo.

O apóstolo João também afirma que o “anticristo” já se revela por meio dos “muitos anticristos”; eles são na verdade os protótipos do “anticristo”. O “anticristo” se faz representar por esses “muitos anticristos” através dos falsos profetas e mestres com suas falsas doutrinas e ensino. 

Segundo João, esses “muitos anticristos” “saíram de nosso meio”, ou seja, eles um dia se identificaram com as comunidades cristãs. João diz que “…entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.” O fato de que eles um dia abandonaram o relacionamento com a igreja de Jesus, ficou demonstrado que eles nunca pertenceram realmente a Cristo. É triste, mas real: muitos daqueles que são contra Cristo, de alguma forma já estiveram na comunidade cristã, ouvindo e aprendendo de Jesus.

Talvez você não saiba que esteja envolvido com conceitos, ensinos ou práticas do “anticristo”. Mas é fácil detectá-los: tudo o que não glorifica, honra, ensina, revela, demonstra, aplica, expõe, aponta, foca e exalta somente a Jesus, é do “anticristo”. Por isso, não abrace religião, “ísmos”, filosofias, dogmas, ritos, sistemas, conceitos ou tradições contra Cristo. Tudo isso é falso, pernicioso, ardiloso, e é uma estratégia satânica para destruir sua vida.

Por um outro lado, se você é de Jesus, você jamais abandonará a Cristo, nem a verdade de Cristo e nem os irmãos em Cristo. Mantenha-se firme e perseverante nas verdades ensinadas por Jesus e seus apóstolos; não se entregue às “novidades”. O ensino “novo” nada mais é do que os falsos conceitos antigos em uma embalagem moderna.

Antes, aprenda de Jesus; creia em Jesus; siga a Jesus; ande com Jesus; ame a Jesus; viva para Jesus e esteja na “igreja de Jesus”. Lembre-se que Ele mesmo afirmou em João 14.6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim.”

NÃO AMEIS O MUNDO

NÃO AMEIS O MUNDO

O apóstolo João afirmou em 1 João 2.15-17: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.”

A palavra “mundo” usada pelo apóstolo João advém da palavra grega “kosmos”. “Kosmos” em seu sentido básico significa “ordem” ou “arranjo”. No texto, a palavra “mundo” significa simplesmente a ordem, o sistema e o conjunto de princípios, valores, opiniões e interesses contrários a Deus, e a tudo isso João diz: “Não ameis…” 

O texto começa com uma ordem no versículo 15: “Não ameis o mundo e nem as coisas que há no mundo.” Todo o restante do texto é apenas um encorajamento para que não amemos o mundo. 

O primeiro encorajamento para não amar o mundo é porque quem ama o mundo “o amor do Pai não está nele.” Em outras palavras, você não pode amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo. O amor ao mundo expulsa a Deus; o amor a Deus expulsa o mundo. 

Para apoiar esse encorajamento João afirma no versículo 16: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” O princípio básico do texto é tudo o que há no mundo não é de Deus. Você não pode amar a Deus e amar o que não é de Deus ao mesmo tempo.  

João continua dando o segundo encorajamento, ao dizer no versículo 17: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência.” O que João diz é que o mundo é uma aposta furada. O mundo está passando; está velho; está obsoleto. Se você colocar o coração no mundo o final será ruína e miséria; você perderá se investir nesse sistema anti-Deus. Se você amar o mundo, ele o levará com ele. O final desse sistema será o julgamento pelo próprio Deus. 

João termina com o terceiro encorajamento para não amar o mundo no final do versículo 17, “…mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” Assim, amar o Pai no versículo 15 e fazer Sua vontade no versículo 17 não são conceitos separados. Para João se você ama a Deus, você vai querer o que Ele quer. Não adianta dizer que ama a Deus e não deseja o que Ele deseja. Se você ama o mundo, você terá a aparência, o jeito e a forma do mundo. Mas se você ama a Deus, você buscará fazer sua vontade e viver para Ele. E se você vive para Ele hoje, viverá com Ele eternamente. 

Você mesmo pode definir se você é de Deus ou não, por apenas observar suas atitudes para com esse mundo. Porque se você ama o mundo, você não pode amar a Deus, se você ama o mundo, você será destruído por ele, mas se você ama a Deus ao invés do mundo, você desfrutará a verdadeira vida hoje e na eternidade.

Você está amando o mundo ou a Deus?

OS ESTÁGIOS ESPIRITUAIS

OS ESTÁGIOS ESPIRITUAIS

Algo importante que precisamos aprender sobre a vida espiritual é que ela é composta de estágios espirituais.

A isso o apóstolo João afirmou em 1 João 2.14: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.”

Segundo a Bíblia, os estágios espirituais iniciam através de uma experiência espiritual chamada de “novo nascimento”. A passagem clássica da Bíblia para o “novo nascimento” é João 3.1-21. No texto, o Senhor Jesus Cristo responde a Nicodemos, um fariseu proeminente. Ele diz em João 3.3: “…Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” A palavra “nascer de novo” significa literalmente “nascer do alto”. Nicodemos tinha uma necessidade espiritual real. Ele necessitava de uma mudança em seu coração; uma transformação espiritual. O novo nascimento, é um ato de Deus através do qual a vida eterna é dada àquele que crê em Jesus.

Como em um nascimento natural, após a pessoa nascer espiritualmente ela entra pelos estágios espirituais da vida cristã. Esse estágio começa com a “criança espiritual”. Sobre esse estágio João diz: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai.” Uma das primeiras indicações da inteligência de uma criança é o reconhecimento de seu pai. As crianças espirituais sabem que Deus é o seu Pai, não por evidências ou argumentos, mas pela confiança e amor do seu coração, as quais foram despertadas por meio de Jesus Cristo. Essa é uma fase de querer saber; de querer estar com o Pai; de querer crescer e ter experiência com o Pai.

O segundo estágio espiritual é a de “jovem espiritual”. João diz: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” Jovens são caracterizados pelo ânimo, força física, e vigor. Os jovens espirituais são aqueles que se mantém confiantes e fortes no Senhor porque estão cheios e plenos de Sua Palavra. Por estarem centrados em pleno conhecimento e obediência à Palavra de Deus, eles estão habilitados para resistirem a Satanás e saírem vencedores, como Jesus o fez em Mateus 4. Todo esse vigor espiritual desses jovens deriva do fato deles estarem completamente dependentes do Senhor Jesus Cristo.

E o último estágio é a do “adulto espiritual”. A esse estágio João diz: “Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio.” O adulto espiritual é um pai espiritual porque ele conhece intimamente a Jesus Cristo. Os adultos espirituais estão convictos e desejosos em viver plenamente a vida de Jesus. Nada mais ocupa suas mentes, corações e intenções do que o Senhor Jesus. Eles se tornaram pais espirituais porque já passaram pelos outros estágios, e agora são instrumentos para abençoar a outros.

Pergunta: em quais desses estágios você está? Ou, não se encaixando em nenhum desses estágios, você já passou pelo primeiro passo: “nascer de novo”?

Quando você sabe em qual estágio espiritual você se encontra diante de Deus, fica mais claro saber qual o próximo passo a ser dado em sua caminhada espiritual.

PECADOS PERDOADOS

PECADOS PERDOADOS

Uma certa jovem estava desesperada, e em busca de ajuda escreveu o seguinte: “Cometi um pecado terrível. Desde que cometi esse pecado me sinto suja, triste e mui longe de Deus…Já não creio que possa ser perdoada. Já pensei até em cometer uma loucura e tirar minha vida, pois me sinto terrível. Será que Deus pode perdoar o meu pecado?”

Para essa jovem e para muitas outras pessoas o apóstolo João responde em 1 João 2.12: “Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.”

Dois princípios estão claros nesse texto. O primeiro é que os pecados podem ser perdoados. A Bíblia é muito clara quanto à disposição de Deus em perdoar o pecador arrependido. Em 1 João 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” Em Provérbios 28.13 somos também exortados: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”

Para perdoar qualquer pecado, o que Deus exige de nós é o arrependimento e a confissão. Essas duas ações demonstram nossa disposição em querer construir uma nova história, e quando essa atitude é apresentada diante de Deus, Ele perdoa o arrependido e nunca mais lhe imputa o pecado perdoado.

O segundo princípio que está claro no texto é que os pecados são perdoados “por causa do seu nome”, o nome de Jesus. O nome de Jesus significa a realidade do próprio Jesus e sua identidade. O Seu nome significa quem Ele é.

Em Atos 4.12 Pedro afirmou o seguinte: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”

Jesus é o único a quem Deus aceitou e validou diante dEle para lidar com os pecados. Na verdade, o próprio João afirma em 1 João 3.5: “…sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.” Jesus é a única fonte de salvação; não há salvação em nenhum outro. É só por Ele que os pecados são perdoados. Assim é necessário vir a Ele e a mais ninguém. Porque não existe nem um outro nome abaixo do céu que pode perdoar pecados, salvar e transformar a vida.

Todos os pecados podem ser perdoados e o requisito de Deus é vir somente a Jesus em confissão e arrependimento. Pedro também diz em Atos 10.43: “…por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.”

Se você se sente triste, em culpa, desejando até cometer uma loucura e muito longe de Deus por causa de seus pecados, Ele mesmo diz: “Há solução!” Todos os seus pecados podem ser perdoados por causa do nome poderoso de Jesus. O que você precisa fazer é vir a Ele arrependido e confessar seus pecados. Faça isso hoje e agora, crendo que “…os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.”

LIVRES DO ÓDIO

LIVRES DO ÓDIO

O ódio é um egoísmo agudo. O ódio é uma força destruidora, tanto para quem odeia como para quem é odiado. 

O “Holocausto” foi a perseguição e o extermínio sistemático, organizado e patrocinado pelo governo nazista de aproximadamente seis milhões de judeus pela Alemanha e seus então colaboradores. Alguns poucos sobreviveram a esse ódio racial, dentre esses estava Lyudmila Botcharova. 

Lyudmila nasceu em Minsk, na Bielorrússia, em 1940. Apenas três anos depois, ela foi mandada, junto com sua mãe e avós maternos, para o campo de extermínio Auschwitz II – Birkenau, ao sul da Polônia. Estima-se que 1,1 milhão de pessoas tenham morrido neste lugar nas mãos do regime Nazista, durante a II Guerra Mundial. Mas Lyudmila sobreviveu. No entanto, o que ela viu e sentiu nas mãos do III Reich deixou cicatrizes eternas. O número – 70.072 -, que servia para identificá-la entre os 1,3 milhão de prisioneiros, continua lá, tatuado no antebraço esquerdo de Lyudmila. Mais do que marcada no corpo, o ódio contra ela e tantos outros judeus, marcaram acima de tudo, suas almas. 

O apóstolo João escreveu em 1 João 2.9: “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.” O que João afirma nesse texto é que se alguém diz seguir Jesus e odeia seu irmão, não é Jesus quem dirige sua vida, mas o pecado. 

João gosta muito de antíteses. Ele contrasta “luz” com “trevas”; e agora contrasta “amor” com “ódio”. Luz combina com amor; ódio combina com trevas. Assim, quem se diz conhecer a Jesus, conhece a Deus, obedece a Ele e ama as pessoas. A fé verdadeira é sempre vista numa correta relação com Deus e com as pessoas. 

O ódio é um pecado. O “ódio” está sempre associado com a mágoa, a inveja, o rancor, a ira e a antipatia às pessoas. Não é sem motivo que João afirma em 1 João 3.15: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino…” O “ódio’ sempre mata, tira, destrói, fulmina, arranca, golpeia, revida e abate. O “ódio” consome a pessoa por dentro até que consuma o outro por fora. Contudo, a fé verdadeira não combina com o ódio, mas com o amor; amar a Deus e as pessoas. 

Você ama as pessoas? Você está permitindo que mágoas e rancores dominem seu coração? Por favor, não deixe que seus relacionamentos se acabem por mal-entendidos. Sente-se com as pessoas; converse; peça perdão; perdoe. Não permita que o ódio domine sua vida. 

Queira ter as pessoas por perto. Aprenda a conversar, perdoar, rir, chorar junto; passear, brincar e até brigar. Mas queira ter as pessoas por perto. 

Não combina você dizer que “vive com Jesus”, “segue Jesus”, “crê em Jesus” e “anda com Jesus” e não consegue viver com gente, servir gente, apoiar gente, andar com gente, e pior, odiar gente.

O ódio envenena o corpo físico, a mente e a própria alma. Livre-se do ódio!

RENOVANDO O AMOR

RENOVANDO O AMOR

Nesse mundo moderno as coisas são basicamente descartáveis. Rapidamente queremos substituir o antigo para nos manter “atualizados”.

O “amor” na Bíblia é um princípio “antigo” que precisa ser constantemente renovado. O apóstolo João afirmou em 1 João 2.7: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.”

Quando Jesus disse em João 13.34: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como vos amei…” Ele não estava dizendo que não havia um ensino sobre o amor. Na verdade, a Lei de Moisés dizia em Levítico 19.18: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás ao teu próximo como a ti mesmo…” O que Jesus ensinou não é a ordem de amar, mas uma nova qualidade, um novo tipo, uma nova forma, um novo padrão de amar, tendo Ele mesmo como exemplo.

O amor do Novo Testamento é personificado em Jesus. Jesus é o amor que dá sem receber; Ele é o amor que está disposto a um alto sacrifício; Ele é o amor que perdoa sem se manter ofendido; Ele é o amor que não exige; Ele é o amor que visa o bem do outro ao extremo.

Jesus é o amor ensinado e cantando em 1 Coríntios 13. Ele é o amor paciente, bondoso, sem ciúme, sem orgulho, sem vaidade. Ele é o amor sem grosseria, sem egoísmo, sem irritabilidade, que não guarda mágoas. Ele é o amor que não se alegra quando o erro prospera, mas se alegra quando a verdade triunfa. Ele é o amor que nunca desiste, que tudo suporta. Ele é o amor cheio de fé, esperança e paciência. Ele é o amor eterno.

Hoje talvez você precise renovar seu amor, mas você não conseguirá sem Jesus. Talvez antes de renovar o amor em sua vida, você precisará renovar primeiro o seu amor por Jesus.

Você só ama de forma nova se a vida de Jesus estiver presente em você.

SER COMO CRISTO

SER COMO CRISTO

A Editora Habacuc publicou um livro chamado: “PAIS QUE MUDARAM O MUNDO”. O conteúdo apresenta cerca de 70 biografias que incluem os pais de Abraham Lincoln, Albert Einstein, Martin Luther King Jr, Nelson Mandela, Jimmy Carter, Bono Vox e muitos outros. O foco central do compêndio é apresentar como esses pais influenciaram seus filhos através de uma vida plena de princípios e valores. A conclusão simples é o poder que esses pais tiveram na educação desses filhos e o impacto na vida deles, fato por terem eles permanecidos no que foi ensinado, andando na mesma postura de seus pais.

Nessa mesma linha foi o que o apóstolo João afirmou em 1 João 2.6: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” O que João explica nesse texto é que se alguém diz estar em Cristo, ser dEle e crer nEle, esse deve ser como Cristo. É incoerente dizer que permanece nEle, quando não vive como Ele viveu.

Ser como Cristo não significa necessariamente fazer as obras que Ele fez. Na verdade, muita gente vive enganada porque pensa ser dEle pelo fato de supostamente fazer o que Ele fez. O próprio Jesus advertiu em Mateus 7.21-23: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” Por que Jesus ordena que esses se apartem dEle? Simplesmente porque eles não têm o caráter de Jesus. Eles praticam a iniquidade; eles vivem no pecado; eles não se parecem em nada com Jesus. Eles aparentemente dizem “permanecer em Jesus”, mas não vivem como Ele viveu; não andam como Ele andou. Eles não são como Ele.

O missionário escocês, David Livingstone compôs um poema enquanto servia e testemunhava de Jesus aos pobres, simples e rejeitados no interior do continente africano. Ele escreveu: “Tenho um desejo especial: quero ser como Cristo. Este é meu santo ideal: quero ser como Cristo. Mestre e Senhor sempre há de ser. Que o mundo inteiro possa ver sua presença em meu viver. Quero ser como Cristo.”

Sua fé em Cristo não pode ser medida por um aglomerado de crenças ou por movimentos místicos espetaculares. Essa não é a fé planejada por Jesus; ela não tem nenhuma consistência no padrão estabelecido por Jesus. Essa fé precisa antes ser convertida para um estilo de vida como o dEle.

Agora se você realmente pertence a Jesus, naturalmente você centrará sua vida nEle. Você desejará pensar, falar, agir e reagir como Ele. Você intentará também ter as intenções, motivações, gostos, obediência e a submissão dEle. Você simplesmente desejará ser como Cristo.

AMANDO A DEUS

AMANDO A DEUS

O apóstolo João afirmou em 1 João 2.5: “Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele.”

Amar a Deus é uma ordem advinda do próprio Deus. Ele ordena em Deuteronômio 6.5: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.”

Amar a Deus precisa se tornar a prioridade das nossas vidas, e isso envolve uma disposição emocional, física e espiritual ativa. O Senhor nos ensina a amá-Lo com uma sinceridade perfeita, com o máximo de fervor, com o exercício pleno de uma razão iluminada e com toda a energia do ser. Quem ama a Deus tem saúde espiritual. O ex-ateu, C. S. Lewis afirmou: “A saúde espiritual de um homem é proporcional ao seu amor por Deus.”

João nos diz que a obediência a Deus é a materialização do amor a Ele. Amar a Deus não é o resultado de um forte sentimento ou de uma experiência mística, antes é uma decisão consciente. A obediência é a expressão máxima do amor a Deus.

Jesus afirmou em João 14.15: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” Nos versículos 21 e 24 ele continua dizendo: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele… Quem não me ama não guarda as minhas palavras…”

O apóstolo João também reafirma essa verdade em 1 João 5.3: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos.” O pregador alemão, Dietrich Bonhoeffer asseverou: “Um ato de obediência é melhor do que uma centena de sermões. Você só pode aprender o que a obediência é, pela obediência.” E essa foi a postura final de Jesus. Em João 4.34 ele diz: “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”

Na prática, quando você obedece, isso faz com que o amor a Deus seja demonstrado. Seu amor a Deus gera confiança nEle, aquela confiança que diz que você pertence a Ele, que você permanece nEle e vive para Ele. A. W. Tozer comentou: “…O amor e a obediência foram organicamente unidos. O teste final do amor é a obediência.”

Pergunta: você está realmente amando a Deus?

OBEDECER A DEUS

OBEDECER A DEUS

Katy Perry é uma famosa cantora. Seu pai, Keith Perry é pastor na cidade de Santa Bárbara, Califórnia, EUA. Ela foi criada sob princípios cristãos. Katy um dia foi entrevistada pela revista Reader’s Digest, e num momento da entrevista ela foi questionada sobre o look de um de seus CDs, suas poses nas fotos e o tipo de roupa que usa em seus shows. A repórter perguntou: “Você posaria totalmente nua?” Ela respondeu: “Há limites que não deveriam ser ultrapassados. Mas isso depende de cada um. O que digo faz as pessoas pensarem, mas não é algo que tenha de ser seguido pelos outros.” Aproveitando a deixa, a repórter fez outra pergunta: “Como isso se encaixa na sua criação cristã?” Ela respondeu: “Não acho que me vestir assim seja necessariamente considerado rebeldia. É claro que me afastei muito do modo como fui criada. Mas respeito as opiniões dos meus pais e concordo com alguns aspectos delas… Acredito em Deus e que há alguém lá em cima nos observando, nos cobrando responsabilidades pelo que fazemos. Mas eu diria que, definitivamente, estou aqui na minha peregrinação pessoal. Eu é que decido o que é certo e o que é errado para mim e como vou levar minha vida. Disso não abro mão.”

Qualquer pessoa tem a liberdade de pensar o que quer e viver como quer. Contudo, se alguém deseja se relacionar intimamente com Deus, precisa ter uma plena disposição em amá-Lo e obedecê-Lo; precisa abandonar os “achismos”, as próprias opiniões e o jeito pessoal de ver e viver a vida, submetendo-se alegremente às propostas do Eterno.

O apóstolo João ensina em 1 João 2.4: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

O verbo “conhecer” no texto significa: “conhecer por experiência”, “conhecer por intimidade”. Aplicando a Deus, o termo significa desenvolver um relacionamento pessoal e íntimo com Ele.

Se alguém diz que tem e mantém um relacionamento íntimo e pessoal com Deus, mas não o obedece, João qualifica essa pessoa de “mentiroso”. Por quê? Porque o discurso é um, e a prática é outra.

Segundo Jesus, obediência é a demonstração prática do amor a Deus. Jesus afirmou em João 14.15,21,23-24: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos… Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele… Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada… quem não me ama não guarda as minhas palavras…”

Se você quiser um relacionamento íntimo com Deus pare de decidir o que é certo e o que é errado; pare de conduzir sua própria vida; abandone suas opiniões e achismos, e disponha-se a obedecer em tudo o que Deus manda e ordena.

Para que sua vida dê certo, obedeça a Deus!

AS NOTÍCIAS DE DEUS

AS NOTÍCIAS DE DEUS

A Bíblia ensina claramente que Deus é santo e justo, ou seja, Ele é separado do pecado.

A Bíblia também ensina que cada pessoa quebrou a santa Lei de Deus, e essa atitude faz de cada ser humano um pecador.

A Bíblia também ensina que Deus, por ter tido Sua santidade afrontada, está irado contra o pecador e seu pecado. Essa é a “má notícia” dEle para todos nós.

Mas a Bíblia também ensina que Deus sendo santo e justo, é também misericordioso e compassivo. E assim Ele oferece o perdão completo de todas as violações à Sua Lei. Ele oferece fuga completa e libertação do justo castigo eterno. Essa é a “boa notícia” dEle para todos nós.  

O apóstolo João diz em 1 João 2.2: “E Ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” “Propiciação” é a tradução de uma palavra grega que significa simplesmente, um apaziguamento.  

Ao morrer na cruz do Calvário, Jesus pagou o preço pelo pecado. Para isso Ele precisava ser “sem pecado”. Jesus, o Justo, o Santo, o Inocente, o Cordeiro de Deus, o Cordeiro perfeito, pagou na cruz o débito do pecado. Ao dar-se na cruz pelo pecado, Jesus tornou-se a “propiciação” dos pecados. Ao fazer isso Ele tomou o “cálice” da ira de Deus contra o pecado, o mesmo cálice que deveria vir sobre todos nós, mas veio sobre Ele.

Na cruz, Jesus recebeu o julgamento do meu pecado e do seu pecado. Na cruz Ele expiou o pecado; Ele apaziguou a ira de Deus; Ele deixou Deus satisfeito.

A obra de Jesus na cruz do Calvário foi aceita e autorizada por Deus, e agora todos podem ter seus pecados perdoados e se livrarem da condenação eterna, porque Jesus tornou-se a “propiciação pelo pecado”.

Esse é o Evangelho de Deus: a boa notícia de Deus ao pecador. Esse é o amor de Deus a mim e a você. O Dr. Billy Graham escreveu: “Deus provou o Seu amor na Cruz. Quando Cristo estava pendurado, sangrando e quando Ele definitivamente morreu, era Deus dizendo: ‘Eu te amo’.”

Somos pecadores; essa é a má notícia! A salvação está disponível a todos porque Jesus foi a “propiciação pelos pecados”; essa é a boa notícia! Essas são as notícias de Deus a todos nós.  

Deus não aceita as suas boas obras, sua religião, sua filosofia ou sua moralidade. Nada disso pode pagar por seus pecados. Deus aceita apenas a obra de Jesus na cruz do Calvário. Sem Ele eu e você não temos esperança eterna; sem Ele você e eu não seremos salvos.

Deus exige que todos nos arrependamos de nossos pecados e confiemos somente na obra que Jesus Cristo fez na cruz, pagando ali o preço pelos nossos pecados. É só isso! É tudo isso!

A má notícia de Deus é que você é um pecador. A boa notícia de Deus é que Jesus Cristo pagou o preço pelo seu pecado. Agora, Deus espera que você se arrependa e se volte para Ele.

O que você fará com essas notícias de Deus?

LIVRES DA CULPA

LIVRES DA CULPA

Culpa é o sofrimento obtido após a reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. 

O apóstolo João nos ensina a livrar-nos da real culpa do pecado em 1 João 2.1, ele diz: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.”

Quando João diz, “…estas coisas vos escrevo para que não pequeis…”, ele está fazendo especificamente referência ao texto anterior, 1 João 1.5-10. Nesses versículos anteriores, somos informados que os que pertencem a Deus devem andar na luz como Ele está na luz, devem também confessar seus pecados diretamente a Ele, e jamais tentarem se auto enganarem, dizendo não ter pecado, porque agindo assim chamariam Deus de mentiroso.

João também diz: “…se, todavia, alguém pecar…”, aqui ele afirma que todos somos responsáveis pela realidade de nossos corações corruptos, e estamos sujeitos a pecar. A questão não é o pecar e nem o tipo de pecado, mas o que fazer quando se peca. Ao invés de sentir-se culpado, desanimado ou desesperado, João apresenta a resposta simples: “…temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.”

Jesus é “o Justo”. Ele nunca pecou; Ele não tem pecado. Quando Ele morreu na cruz do Calvário o pagamento pelo pecado foi feito. Deus aceitou e autorizou a realidade desse pagamento ressuscitando-O dentre os mortos. Agora, Jesus está diante do Pai como Advogado de defesa para auxiliar todos aqueles que tendo um dia se arrependido de seus pecados, mas em algum momento da vida voltam a pecar, e ao pecarem, ao invés de viverem debaixo da culpa que o pecado produz, Jesus se achega diante Deus, não dizendo que esses não pecaram, mas apresentando a Si mesmo como substituto seguro de todos esses que nEle creram. Assim, Jesus como o Advogado, compromete-se a ser a segurança espiritual daquele que nEle crê.

Os que se achegam a Deus mediante os méritos de Jesus se tornam livres do pecado e da culpa que o pecado produz. Não há pecado que Ele não perdoe; não há erro que Ele não repare; não há caminho torto que Ele não endireite. O que Deus quer é que você não esconda seus pecados, antes que você os trate diante dEle por meio da confissão.

No Salmo 32.5 o salmista nos encoraja a viver livres da culpa de qualquer pecado, quando diz: “Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor; e tu perdoaste a culpa do meu pecado.”  

Hoje, se Deus abre os braços para lhe perdoar, por que fechar o seu coração? Não se tranque na culpa se Ele lhe oferece o perdão. Entregue-se a Deus, peça seu perdão; viva livre; viva sem culpa. 
A culpa definha a alma de todos aqueles que não buscam e nem aceitam o perdão gracioso de Deus em Cristo Jesus.

SERIA DEUS MENTIROSO?

O artigo 138 do Código Penal Brasileiro afirma: “Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime, a pena é detenção de seis meses a dois anos, e multa.” O parágrafo 1º do mesmo artigo diz o seguinte: “Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.” 

Assim, quem por meio de palavra, gestos ou agressão, ataca a honra e a boa imagem de uma pessoa, comete um crime que pode ser classificado como calúnia, difamação ou injúria que gera dano moral, passível de reclusão e indenização. 

Se tudo isso ocorre com uma pessoa comum no dia a dia, muito mais responsável é quem assim o faz para com Deus. Mas seria possível alguém caluniar a Deus e chama-Lo de mentiroso? O apóstolo João diz que sim. Ele afirma em 1 João 1.10 o seguinte: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 

Na Bíblia Deus chama o homem de “pecador”. Deus não só diz que o homem pratica o pecado, mas que sua essência é pecadora; sua natureza é pecadora. Por exemplo, em Jó 14.4 lemos: “O ser humano, que é impuro, nunca produz nada que seja puro.” Deus também usa o rei Davi para afirmar o seguinte no Salmo 14.1-3: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem. Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” Em todos esses textos, acrescentando ainda o Salmo 51, Romanos 1,2,3 e tantos outros, Deus claramente diz que eu e você somos pecadores. 

Segundo a Bíblia, chamar Deus de mentiroso é uma perversa tendência humana. Paulo diz em Romanos 1.25 que a forma como os homens fazem isso é porque mudam “a verdade de Deus em mentira”. Contudo, conforme Tito 1.2: “Deus não pode mentir.” E mais, Em Romanos 3.4, Paulo afirma: “…seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem…” 

Negar o que Deus diz põem em perigo sua vida e sua alma. Por isso, reconheça, arrependa-se e confesse seus pecados diante dEle. Peça por Sua misericórdia e perdão. Diante do trono do soberano e verdadeiro Deus flui sempre amor, graça, bondade e misericórdia para todos os que se arrependem; para todos, que como o publicano em Lucas 18.13 oram também a Deus dizendo: “…Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.”

A. C. Dixon escreveu: “Em Jesus Cristo na cruz há refúgio; há segurança; há abrigo; e todo o poder do pecado não pode chegar sobre aqueles que já estão abrigados sob a cruz que expia os pecados.”

Deus espera que você hoje não só reconheça os seus pecados, mas venha a Ele arrependido, pedindo seu perdão. Não agir assim é chama-Lo de mentiroso. Essa é uma acusação séria e com consequência eterna irreparável.

A CONFISSÃO DOS PECADOS

A CONFISSÃO DOS PECADOS

Na Bíblia, a palavra “pecado” sugere a ideia de “errar o alvo”, “desviar-se do rumo”, “fracassar” ou “transgredir”. “Pecado” indica que alguém errou propositadamente o alvo. Não trata de uma ideia passiva do erro, mas uma ação intencional. Na prática, “pecado” é uma ativa oposição a Deus e uma transgressão à Suas leis.

O pecado teve seu início com Lúcifer, provavelmente o mais belo e poderoso dos anjos. Não contente com sua posição, ele queria ser igual a Deus, o que ocasionou a sua queda. O profeta Isaías conta os detalhes dessa queda no capítulo 14.12-15.

Renomeado depois de “Satanás” (“Adversário” de Deus e tudo o que provém dEle), esse induziu o pecado à raça humana no Jardim do Éden, onde tentou Adão e Eva, os pais da raça humana. Gênesis 3 descreve com detalhes o episódio da tentação, onde Adão e Eva deliberadamente transgrediram rebeldemente a ordem de Deus, desobedecendo-O e assim pecando; “errando o alvo”.

Desde aquela época, o pecado tem sido passado através de todas as gerações da humanidade. E todos nós, sem exceção, descendentes de Adão, herdamos dele a natureza pecaminosa e a prática desenfreada do pecado.

Romanos 5:12 nos diz que através de Adão o pecado entrou no mundo e, assim também a morte passou a todos os homens, porque “todos pecaram”. A morte é a consequência direta da realidade da entrada do pecado no mundo. Em Romanos 6.23, Paulo afirma que o “salário do pecado é a morte.”

O pecado sempre é diretamente contra Deus e por isso precisa ser tratado diretamente com Ele. Esse “tratar o pecado” é feito por meio da confissão. Confessar significa “concordar”; concordar com Deus sobre o pecado cometido contra Ele. O apóstolo João diz em 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Deus perdoa qualquer pecado! Ele faz isso somente aos que confessam seus pecados a Ele. Deus perdoa o pecado confessado não pelo mérito pessoal do confessante, mas por causa dos méritos de Jesus Cristo na cruz do Calvário.

Por causa da morte sacrificial de Jesus na cruz, Deus é “fiel e justo” a essa obra, e Ele perdoa e purifica de “toda” injustiça a todos os que se achegam a Ele arrependidos dos pecados. Todos, sem exceção, que se achegam a Deus nos méritos de Jesus recebem o completo perdão de todo e qualquer pecado.

Você já reconheceu e confessou seus pecados diante de Deus? Você já reconheceu que Jesus Cristo morreu para salva-lo e liberta-lo de todos os seus pecados? Se não o fez, o dia é hoje e a hora é agora!

O AUTOENGANO

O AUTOENGANO

Ao revisar para a publicação de sua própria biografia oficial, Josef Stalin, o ditador soviético, ordenou que fosse incluída uma frase mencionando que ele jamais deixou que seu trabalho fosse prejudicado pela mais leve sombra de vaidade, presunção ou idolatria. A questão em pauta é se Stalin pretendia com essas palavras enganar de forma deliberada seu público ou a si mesmo.

O autoengano é um perigo. E o apóstolo João em 1 João 1.8 confrontou o autoengano ao dizer: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.”

O autoengano pode ser definido como “o resultado de um processo mental que faz com que um indivíduo, em um momento, aceite como verdadeira uma informação tida como falsa por ele mesmo noutro tempo.”

A verdade é que desde que o pecado entrou no mundo temos a natural tendência de nos autoenganarmos. E Deus tem muito a dizer sobre o autoengano. Na Bíblia lemos em Jeremias 17.9 : “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Em Obadias 1.3 o profeta nos adverte: “A soberba do teu coração te enganou…” Paulo afirma 1 Coríntios 3.18: “Ninguém se engane a si mesmo…” Em Gálatas 6.3 somos ensinados: “Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.” Em 2 Timóteo 3.13 Paulo nos ensina: “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.”

O problema do autoengano é que ele nos tira da capacidade de sermos confrontados por Deus. Rodney W. Francis afirmou: “A chave para o cristianismo é nossa capacidade de ouvir e reconhecer quando Deus está falando para nós, pessoalmente. Sem essa capacidade nunca iremos entender os princípios pelos quais Deus trabalha em nossas vidas.”

E o problema principal do autoengano é que você desenvolve um processo de mentir para si mesmo, e o pior, leva a sério essas mentiras, argumenta afirmativamente em prol delas, enquanto tenta convencer os outros que o que você crê, fala e vive, é verdadeiro. Mas o certo é que o autoengano é um pecado contra Deus, contra as pessoas e contra você mesmo.

Para que você se livre do autoengano Jesus tem uma proposta confrontadora em João 8.32: “…conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jesus lhe adverte porque sabe que se você não tratar o autoengano por meio da obediência à verdade, você não só ficará iludido, mas entrará numa decadência espiritual, moral, relacional e emocional.

Fyodor Dostoyevsky asseverou: ” Não minta para si mesmo. O homem que mente para si mesmo e escuta sua própria mentira chega a um ponto em que ele não consegue mais distinguir a verdade dentro dele, ou em torno dele, e assim perde todo o respeito por si mesmo e para com os outros.”

Lembre-se: a primeira vítima fatal do autoengano é você mesmo.

ANDANDO NA LUZ

ANDANDO NA LUZ

O apóstolo João afirma em 1 João 1.7: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

Para João, qualquer pessoa que diz “andar luz”, também diz ser de Deus, porque “Deus é luz” (1 João 1.5). Os que andam na luz mantém uma vida séria e santa diante dEle, enquanto se envolvem para o bem das pessoas. 

João apresenta dois resultados naturais, daqueles que andam com Deus. O primeiro resultado é que eles se comprometem em relacionamentos com pessoas. João diz: “Se, porém, andarmos na luz… mantemos comunhão uns com os outros.” 

A vida relacional com Deus não é uma ilha. Não é só você e Deus. Se você se diz comprometido com Deus é necessário também se comprometer com pessoas. A Bíblia que você lê, o devocional que você faz diariamente só tem valor se você estiver engajado com gente. Sua vida devocional precisa ser traduzida no envolvimento com pessoas. Você deve amar a Deus e amar as pessoas. 

É inaceitável tentar se relacionar com Deus e se afastar das pessoas. O reino de Deus é um reino de relacionamentos; de envolvimento com gente. A primeira ordem negativa de Deus é: “não é bom que o homem esteja só” – (Gn 2.18). Deus decreta assim, julgamento contra a solidão. Precisamos de Deus, mas também precisamos de pessoas.

O segundo resultado natural daqueles que andam com Deus é que eles serão sérios quanto a santidade e pureza de vida. João diz: “Se, porém, andarmos na luz…, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

Quando João diz que “Deus é luz”, ele quer dizer que Deus é santo, puro, justo, verdadeiro, bom e sábio. E andar na luz significa que você manterá seriedade em seu dia a dia com uma vida santa, pura, justa, verdadeira, bondosa e sábia. Isso significa que você levará a sério o pecado e a confissão dele diante de Deus. Jesus diz em Mateus 5 que “os puros verão a Deus”.

Quando você creu em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, o sangue que Ele derramou na cruz do calvário pagou totalmente seus pecados. Agora, você não precisa recorrer novamente a Ele para sua salvação, mas você precisa manter diariamente uma vida pura. Você se lava diariamente diante dEle. O sangue de Jesus que foi o preço pago para sua salvação eterna, agora lhe capacita a viver diariamente uma vida pura. E viver uma vida pura é “andar na luz”. 

“Andar na luz” significa viver em pureza e santidade diante de Deus, mas também significa viver focado, centrado e comprometido com pessoas.