A PRIORIDADE DAS PRIORIDADES

A PRIORIDADE DAS PRIORIDADES

Todos temos necessidades. Há diversos níveis de necessidades. As necessidades de um não são necessariamente as necessidades de outro. Jesus sabe o quanto são reais nossas necessidades. Ele sabe o quanto elas nos afligem e o quanto podemos ser dominados por elas. Mas Ele ordenou em Mateus 6.25: “Não andeis ansiosos pela vossa vida…” 

No contexto, as necessidades abordadas por Jesus são as de ordem básicas: comida, bebida e roupas. Ele não só ordena que não nos preocupemos com elas, ou com qualquer outra suposta necessidade, mas nos apresenta uma prática e prioritária solução. Ele diz em Mateus 6.33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e Sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” 

O que Jesus basicamente está dizendo é: “Não se preocupe com suas supostas necessidades. Não foque nelas. Não se deixe consumir por elas. Elas são apenas meios, e não fins. Foque no verdadeiro objetivo da vida: coloque o reino de Deus como prioridade. Faça do reino de Deus a prioridade das prioridades.”

O “Reino de Deus”, segundo a Bíblia significa o pleno governo e domínio de Deus sobre tudo e todos. O “Reino de Deus” é a realidade que em um dia da história Ele reinará. Literalmente esse reino se efetivará por meio de Jesus Cristo, Seu Filho Amado.

Quando de Sua primeira vinda, Jesus ofereceu esse Reino ao povo de Israel, visto que a eles foi prometido no Antigo Testamento. Para participar desse reino, Israel foi chamado ao arrependimento de seus pecados, tanto por João Batista como pelo Senhor Jesus. Mas a nação não se arrependeu e o reino físico e literal foi adiado.

A realidade e a extensão do “Reino de Deus” após a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus, não é visto mais de forma visível, mas invisível; no coração. 

Todas as pessoas, em todas as épocas, são convidadas a participar do “Reino de Deus”. Os requisitos desse convite são os mesmos apresentados por Jesus há 2.000 anos atrás: os que querem participar do “Reino de Deus” precisam se arrepender de seus pecados, abandonar a vida que levam, morrer para si mesmos, entregar suas vontades e desejos a Jesus e servi-Lo, expandido o Seu “reino” até que Ele volte para reinar física e literalmente sobre tudo e todos.

Assim, a ordem de Jesus hoje e agora é “buscai o Reino de Deus e Sua justiça”. Os que não entregaram suas vidas ao “Rei” não entraram no “Reino” e estão cansados, frustrados, sem propósito de vida, e mais, estão se perdendo hoje e eternamente. A única forma de encontrar a vida é entregando-se totalmente a Jesus, fazendo dEle o Senhor e Salvador.

Aqueles que de alguma forma já disseram “sim” ao “Rei” estão no “Reino de Deus”. Esses não podem e nem devem focar nessa vida como o “fim último”. Eles precisam entender que o objetivo de suas vidas não é a vida em si. O foco agora é ampliar e fazer Jesus, o “Rei”, conhecido às pessoas. 

O perigo de focar prioritariamente em suas necessidades é que elas podem vir a se tornar um reino particular. A vida pode girar em torno delas. Mas Deus nunca prometeu cuidar de suas necessidades simplesmente para que você se sinta bem, confortável e viva tranquilo sem nenhum problema. Suas necessidades são por Ele supridas simplesmente para que “Seu Reino” avance. 

O “Reino de Deus”, segundo Jesus, é, e deve ser sempre, a prioridade das prioridades.

UM DIA DE CADA VEZ

UM DIA DE CADA VEZ

Jesus nos ordenou em Mateus 6.34: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal.”

O que o Senhor nos ensina é que a fé nEle nos diz que precisamos viver uma vida simples hoje, de plena confiança e sem ansiedade quanto ao futuro. Viver o hoje é o grande desafio de cada um de nós. Estamos onde estamos pela soma dos “ontens”, e o amanhã torna-se uma bússola para as decisões do hoje.

O desafio da vida é manter a fé em Cristo para os problemas e lutas do hoje. A preocupação com o futuro não ajuda em nada, na verdade, apenas piora. O amanhã fica fácil quando vivemos passo a passo o dia de hoje.

Na prática há situações que não poderão ser mudadas ou transformadas no dia hoje. Não dá também para lamentar o que ocorreu no passado. O passado, passou. Devemos aprender a concentrar a vida no aqui e agora. O que se deve fazer é aprender a dar um passo de cada vez; viver o problema, a luta, a dificuldade e até mesmo desfrutar as alegrias que nos são proporcionadas no dia de hoje.

O Salmo 118.24 nos ensina: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” Devemos receber o dia de hoje como uma bênção de Deus. Devemos pensar, nos preparar e viver o dia de hoje com intensidade e alegria. O momento presente deve ser encarado como o momento mais significativo da vida. Alegrar-se no momento; alegrar-se no dia, é isso que Deus quer.

Quando vivemos um dia de cada vez aprendemos a viver confiantemente em Deus. E a fé nos permite enfrentar cada dia sabendo que o amanhã também está nas mãos de Deus. E se está tudo com Deus não há espaço para ansiedade, pois a ansiedade apenas age para multiplicar nossa miséria e escurecer nossas perspectivas.

É centrando em Cristo que você pode viver o dia de hoje. É certo que Aquele que começou tudo em você, sabe o fim de tudo. Quando o futuro gritar tentando trazer a ansiedade, você pode pela fé em Cristo enfrentar qualquer doença, perdoar qualquer pessoa, dominar qualquer medo, peitar qualquer obstáculo, alegrar-se em qualquer tristeza e manter-se forte diante de qualquer fraqueza ou insegurança e esperar o que realmente precisa. É em Cristo que enfrentamos tudo que nos assola.

Alguém disse sabiamente: “O ontem é história. O amanhã é um mistério. Hoje é um presente. É por isso que ele é chamado de PRESENTE! Por isso, devemos saborear cada momento.”

Assim, faça da ordem de Jesus um lema de vida: “…Não se preocupem com o amanhã… Basta a cada dia o seu próprio mal.”

JESUS E A MORTE

JESUS E A MORTE

Todos os dias pessoas morrem. Nos deparamos com o falecimento de estranhos, de um amigo, de um vizinho, de um conhecido ou de alguém famoso. Quando as notícias sobre a morte chegam, todos, sem exceção, somos lembrados de como a vida é transitória e passageira. Recordamos de que a morte é algo real e sempre está perto de cada um de nós.

A Bíblia fala e muito sobre a morte. Ela afirma que todos morrerão. O Salmo 89.48 declara: “Que homem pode viver e não ver a morte, ou livrar-se do poder da sepultura?” A Bíblia também ensina que a morte é um resultado direto da entrada do pecado no mundo. Em Romanos 6.23 lemos que “o salário do pecado é a morte…” Ela deixa claro que o homem morre apenas uma só vez. Em Hebreus 9.27 está escrito que “ ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso, o juízo.”

Em João 11.25,26 Jesus declarou uma das maiores verdades sobre a morte e a eternidade. Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

Nesse texto Jesus ensina três grandes princípios. No primeiro Ele afirma que há duas mortes: Há uma morte terrena. Jesus diz: “ainda que morra…” Há também uma morte eterna: Ele afirma: “não morrerá, eternamente.” Jesus apresenta a realidade pavorosa, destruidora e implacável da morte.

O segundo ensino refere-se diretamente a Ele. Jesus diz que Ele é a “ressurreição e a vida”. Ou seja, ainda que a morte revele sua face negra, ela não tem nenhuma força para com Ele, porque Jesus tem o poder para trazer a vida novamente. A passagem fala especificamente sobre Lázaro, que havia quatro dias que estava morto, e Jesus o ressuscitou. Jesus o tirou da morte física.

O terceiro ensino tem a ver com a crença e confiança nEle. Por três vezes Jesus usa o verbo “crer”. Ele diz: “….Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” Jesus deixa claro que a morte perde todo o seu poder e suposto “glamour” quando alguém crê nEle. Aquele que nEle crê não precisa temer a morte, porque Jesus tem autoridade e o poder da morte em suas mãos. Em Apocalipse 1.17,18 Ele mesmo afirma: “…Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.”

A morte é uma realidade para todos. Iremos todos morrer. A questão não é a morte e o pavor mental que ela traz. A questão é onde estamos buscando vida.

Se você está buscando vida nessa vida, você está morrendo aos poucos. As coisas, circunstâncias, pessoas e crenças à parte de Jesus, não podem trazer vida. Buscar a vida na vida é viver sem propósito e sem esperança.

A proposta crucial e única de Jesus é ampla. Ele fala de vida. Vida que nada e ninguém pode dar e muito menos tirar. Jesus fala de si mesmo; de Sua pessoa. Quem nEle crê tem vida; vida hoje; vida eterna; vida para essa vida; vida após a morte.

Jesus para a morte propõe a todos uma esperança firme e inabalável. Ele diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente…”

A pergunta dele para você é: “…Crês isto?”

JESUS, O ÚNICO!

JESUS, O ÚNICO!

Os ensinos de Jesus no “Sermão do Monte” são concluídos com essas palavras em Mateus 7.28,29: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.”

Jesus ao terminar seus ensinos do “Sermão no Monte”, deixou as multidões maravilhadas. A razão para isso é que Ele falava com autoridade. Ao ensinar Ele escandalizou o sistema conservador de sua época, confrontou as tradições religiosas sem qualquer reverência e falou com tanta originalidade que atraiu alguns e enfureceu outros.

Jesus proclamou Sua mensagem com segurança, sem hesitar e sem justificar o que falava. Ele expôs as verdades do reino de Deus de forma calma, clara e contundente.

Seus ouvintes naturalmente compararam seu ensino com o dos escribas e fariseus. Esses não tinham autoridade própria; falavam apenas o que receberam da tradição religiosa judaica. A fonte da suposta autoridade deles eram os comentários de rabinos famosos.

Assim, “O Sermão do Monte” apresenta o Mestre e a Sua Mensagem. O impacto de Jesus na vida dos ouvintes nos leva a dizer que ou Jesus era um doido, ou era o que reivindicou ser.


Uma edição da “Enciclopédia Britânica” usa 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Essa descrição ocupa mais espaço que a de Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. Flávio Josefo – historiador judaico-romano (37-100dC) fez uma observação interessante: “…e nesse tempo surgiu Jesus, um homem sábio, se de fato podemos chamá-lo de homem; pois ele é genitor de grandes feitos, professor de homens que receberam a verdade com grande prazer. Ele conquistou muitos judeus e também muitos gregos. Esse homem era o messias. E quando Pilatos o condenou à cruz por instigação de nossos próprios líderes judeus, aqueles que o amaram desde o começo não cessaram de dele falar, pois Ele apareceu a eles no terceiro dia ressuscitado, como os profetas previram e disseram muitas outras coisas maravilhosas sobre ele. E até agora o movimento dos cristãos, denominados assim por causa dEle, ainda não morreu.”

Enquanto Jesus for apenas mais um mestre entre muitos mestres, sua vida não experimentará a mudança que Ele mesmo prometeu e que seus seguidores proclamaram nesses últimos 2.000 anos. Enquanto você não estiver convicto de que Ele é o ÚNICO que o leva a Deus, você patinará em sua busca espiritual.

Jesus no “Sermão do Monte” ensinou que Ele é o Mestre, Messias, Senhor, Salvador, Juiz, Filho de Deus e Deus. Por isso, leia e releia o “Sermão do Monte” (Mateus 5 a 7) e peça a Deus para que Ele mesmo revele as verdades de Jesus para que você nEle creia.

OLHE PARA O ALTO

OLHE PARA O ALTO

Todos nós brasileiros recebemos com muita tristeza a notícia da queda do avião perto de Medellín, na Colômbia. A aeronave transportava o time, a comissão técnica da Chapecoense e vários outros passageiros e tripulantes. Cerca de 75 pessoas morreram e apenas 6 sobreviveram e estão em estado grave. Esse acidente foi uma grande tragédia e deixa lacunas irreparáveis na vida dos que ficaram. E o que fazer diante das tragédias? 

Em Atos 7.55,56 lemos: “Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus de pé, à direita de Deus, e disse: Vejo o céu aberto e o Filho do homem de pé, à direita de Deus.”

Estêvão passou por uma grande tragédia em sua vida que o levou à morte. Por causa de sua fé em Cristo, ele deu um poderoso testemunho a respeito dEle. Por causa dessa atitude Estêvão foi apedrejado. Enquanto era alvo de seus inimigos, ao invés de recuar em sua ousadia ou se desesperar, o texto diz que ele “levantou os olhos aos céus…”

DIANTE de suas dores e tragédias o salmista também afirmou no Salmo 121.1,2: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” O Salmista resolveu não elevar os olhos aos montes, onde os sacrifícios aos ídolos eram feitos, mas decidiu colocá-los no Senhor. 

O que aconteceu quando Estêvão e o salmista olharam para o alto? Eles viram a Deus. Eles não pediram explicações e nem blasfemaram contra Deus em suas dores. Eles não se rebelaram contra Ele; eles não confundiram a vida com a fé nEle. Ao elevarem seus olhos para Deus eles viram o próprio Deus, e isso bastou para eles. 

A vida reserva dissabores a cada um de nós. Os reveses da vida podem nos entristecer e nos desorientar. As lutas da vida podem conduzir erradamente nossos olhos para nós mesmos, produzindo culpa; podem nos fazer olhar para os outros, produzindo rancor; podem nos levar a olhar as circunstâncias e produzir desespero. Olhos baixos ou horizontais não produzem esperança. É preciso olhar para o alto. É preciso olhar para Deus. 

Quando a existência humana se abala é preciso olhar para Deus. Insistir em tirar os olhos dEle é desistir da esperança. A ordem de Paulo em Colossenses 3.1,2 é muito clara: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.”

Eu e você não temos respostas a todas as tragédias da vida. Não existe um documento oficial dos céus para explicar todas as tragédias. O que sábia e prudentemente nos resta a fazer é andar por fé, olhando para cima, focando no Deus soberano que é sempre cheio de amor, graça e misericórdia. 

O incompreensível Deus é digno de toda honra e glória. Sempre há algo maior em Seus planos para o nosso bem, mesmo que as tragédias ocorram. 

Quando tudo desabar em sua vida, olhe certo; olhe para o alto.

OUVIR E PRATICAR

OUVIR E PRATICAR

Jesus afirmou em Mateus 7.24-27: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Essas são as últimas palavras de Jesus no “Sermão do Monte”. Esse é o seu último desafio. A conclusão de Jesus é: “você realmente é meu seguidor se você OUVIR as verdades e as PRATICAR.”

Para Jesus não interessa se você é um bom ouvinte das coisas de Deus. O que interessa é o que você pratica, observa e obedece daquilo que ouve. Essa verdade é estampada no Novo Testamento. O apóstolo João escreveu em 1 João 2.4: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.” Tiago também afirmou em Tiago 1.22: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.”

Jesus ilustra a vida espiritual como a construção de uma casa. A casa pode ser bonita e ornamentada, mas se ela tiver sido construída num alicerce errado, ela ruirá quando a tempestade bater, trazendo assim desperdício de recursos e tempo.

Assim é importante perguntar: em que alicerce estou construindo minha vida espiritual? Sou apenas um bom ouvinte ou um praticante do que ouço? Jesus e suas verdades são o único alicerce onde você pode e deve solidificar sua vida.

Jesus finaliza sua mensagem dizendo que se você não colocar em prática o que ouviu, não adianta nada. Você não ganha nenhum mérito espiritual com Ele porque gosta de ouvir Suas verdades. Ele ordena que você O obedeça. A obediência demonstra para você, para Ele e para o mundo que você é Seu verdadeiro e leal discípulo.

Ricardo Barbosa observou: “Nosso problema com o Sermão do Monte é mais com aquele que ensina do que com o ensino em si. Confiamos neste Senhor? Cremos que ele é bom? Estamos seguros de que ele realmente sabe o que necessitamos? Se não confiamos nele, vamos achar suas palavras bonitas de se ouvir e boas para se falar – mas não reais para se viver…”

Decida confiar sua vida a Jesus Cristo, o Senhor dos Senhores, o Rei dos Reis. Ele é a rocha, o fundamento, o alicerce seguro que você precisa e busca para lidar com as fortes e perigosas tempestades de hoje e da eternidade.

O SENTIDO DA VIDA

O SENTIDO DA VIDA

Buscar o sentido da vida tem sido o grande desafio de toda a raça humana durante milhares de anos. E a questão central desse desafio é que normalmente se começa a busca com o viés errado – o próprio ser humano.

Quando o sentido da vida tende a focar o homem como o centro de tudo, aí paira a confusão. Começam-se a fazer as perguntas erradas, como “o que eu deveria ser? O que eu deveria me tornar? Como posso dirigir melhor meus objetivos, sonhos e ambições para o futuro?”

O centro da vida não é o homem. O centro da vida é Deus! Se alguém deseja saber a razão, o objetivo, o propósito, o significado e o sentido da vida, precisa começar com Deus. Todos nascem de acordo com os objetivos DELE e para fazer Sua vontade.

A Bíblia ensina que o sentido da vida começa em Deus. Em Romanos 11.33-36 vemos: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque DELE, e por meio DELE, e para ELE são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

Em Isaías 42.5, o próprio Deus afirma de forma contundente: “Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela.”

As pessoas são sutilmente enganadas quando se deixam levar por seminários, filmes, livros, política, poder, fama, ou por qualquer estrutura filosófica ou religiosa que ensina que para se descobrir o sentido da vida é preciso primeiramente olhar bem para dentro de si. Não! Não é para dentro de si, é para o alto… é para Deus. É DELE que vem o significado da vida.

É muito importante que você saiba que sua existência só se tornou real por causa de Deus. Você foi criado por Ele e para Ele. E enquanto não compreender e ceder a essa verdade, sua vida jamais terá sentido. É nEle que todos descobrimos nossa origem, nossa identidade, nosso significado, nosso propósito, nossa importância e nosso destino. É nEle que há o sentido da vida. Todas as outras propostas são enganosas.

Lembre-se: o sentido da vida não começa com você, mas com Deus. Por isso, volte e foque nEle e viva para Ele!

O MISSIONÁRIO E O GUERRILHEIRO

O MISSIONÁRIO E O GUERRILHEIRO

(Em decorrência do falecimento de Russell Shedd e Fidel Castro)

Ora, havia um famoso homem, guerrilheiro, extremamente conhecido que levou sua nação a uma revolução. Após assumir o poder, baniu vários princípios e valores, dentre eles o conceito do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Havia também, no mesmo período, um outro homem, filho de missionários, que ainda jovem tornou-se um querido missionário do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Aconteceu, estando já com 87 anos e doente, morreu o missionário e foi levado pelos anjos à presença do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sua presença no paraíso celestial foi comemorada e foi motivo de muita alegria, tanto diante do Deus triúno, como diante dos anjos e de todos os remidos do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Morreu também o ilustre chefe de estado aos 90 anos e foi cremado. Os jornais de todo o mundo noticiaram e discutiram sobre sua morte.

Ao chegar na eternidade, o guerrilheiro encontrou-se com ex-amigos, chamados de “companheiros”. Uma confusão foi armada e as frases que constantemente foram repetidas, eram: “Por que insistimos em crer em Marx?” Por que demos valor a valores sem valor?” Por que impedimos que as verdades do Rei dos Reis e do Senhor dos Senhores fossem negadas por nós e ao nosso povo a quem lideramos?” Alguém disse: “guerrilheiro, você é o mais famoso de todos… diga-nos algo?”

Desesperado o guerrilheiro diz: “Preciso de misericórdia…” Ele grita: “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, por favor, mande que esse um tal: querido missionário, molhe em água a ponta do dedo e refresque a minha língua e a de meus companheiros porque estamos atormentados nesta chama.”

Inusitadamente, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores se aproxima. Vendo o guerrilheiro e seus companheiros tremendo, chorando, desesperados, diz: “Guerrilheiro e companheiros do guerrilheiro, lembrem-se de que vocês receberam habilidades, capacidades e poder em suas vidas. Poderiam e muito ter usado o que receberam não só para o bem de seu povo, para a promoção da paz social e econômica, mas também para que eles pudessem me conhecer, porque como já havia dito antes: ‘Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?’ Esse querido missionário e tantos outros fiéis a mim, viveram suas vidas debaixo do meu comando e chamaram os homens ao arrependimento de seus pecados. Os que a eles ouviram, estão aqui comigo em descanso e paz, e vocês que rejeitaram, juntamente com tantos outros, estão em tormento, e mais, os que aqui comigo estão não podem ir a vocês, e vocês que aí estão não podem nunca mais vir a mim. ”

O guerrilheiro, humildemente (algo raro) disse ao Rei dos Reis e Senhor dos Senhores: “Oh, Soberano Reis dos Reis, já que nada pode ser mudado na eternidade, por favor, envie esse tão querido missionário de volta ao meu povo e ao povo dos meus companheiros para que lhes falem sobre o Senhor; para que ajudem o nosso povo a não crer no que pregamos a eles; para que não coloquem suas vidas em coisas materiais e mundanas, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento.”

O Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores disse ao guerrilheiro: “Ninguém que está comigo voltará ao mundo novamente para falar de mim, muito menos esse querido missionário, que juntamente com outros que promovi esse ano, estão agora em descanso e paz. O seu povo já tem acesso à Bíblia, e ela testifica de mim. Eles também têm acesso a internet, ao You Tube, e mesmo alguns, como esse querido missionário, continuam ainda a falar em vídeos. Que eles procurem assim ler a Bíblia, ver e ouvir esses vídeos.”

Mas o guerrilheiro insistiu: “Não, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, estou certo de que se esse famoso missionário ressuscitar dos mortos e for ter com o meu povo, esses se arrependerão.”

O Reis dos Reis e o Senhor dos Senhores respondeu: “Se não só o seu povo, mas todos os povos da terra, não ouvem e não se deixam persuadir por minhas Palavras, como estão na Bíblia, muito menos serão conduzidos a crer, ainda que um homem como esse meu fiel e querido missionário ressuscite dentre os mortos.”

De repente, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, apareceu numa forte luz, não só com o querido missionário, mas com tantos outros fiéis a Ele, e dando as costas ao guerrilheiro e aos seus companheiros, saem todos cantando um estrondoso cântico ao Rei do Reis e Senhor dos Senhores que dizia: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.”

O guerrilheiro, ao ver a retirada do Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, juntamente com seus outros companheiros gritam desesperados: “Que vida vazia que vivi… Por que não cri no Rei dos Reis e no Senhor dos Senhores?” Por quê? …Por quê? …Por quê?…”

O PLANO DE DEUS

O PLANO DE DEUS

Ao ler os primeiros quatro livros do Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João, encontramos o testemunho de quem Jesus é, o que Ele fez e o que Ele ensinou. O Novo Testamento afirma com clareza que Jesus é Deus. Em João 1.1 lemos que “o Verbo era Deus.” Em João 1.14 diz que “o Verbo se fez carne…”, ou seja, um dia na história, Jesus sendo Deus, tornou-se um ser humano.

Jesus ao tornar-se um homem veio a esse mundo com um propósito definido. Quando de seu nascimento um anjo disse a José – o ainda noivo de Maria – em Mateus 1.20,21: “…José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Jesus veio do céu para salvar o homem de seus pecados. Ele mesmo afirmou em Lucas 19.10: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

O pecado é o principal problema do ser humano. O pecado separa o homem de Deus. Deus diz em Isaías 59.2 que “…as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus…” O pecado é o câncer da alma. Não há uma solução humana para ele. Ninguém pode se auto libertar do pecado. Jesus afirmou em João 8.34,36: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado… Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” O apóstolo Paulo afirmou em Romanos 3.9-12,23: “…pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, juntamente se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer… pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.”

Jesus é o único habilitado e autorizado diante de Deus para salvar o homem de seus pecados, isso porque Ele não tem pecado. O apóstolo João escreveu em 1 João 3.5: “Sabeis também que ele (Jesus) se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.”

Jesus veio para tirar os pecados, e essa obra foi feita na cruz, quando ali ele pagou o preço, dando Sua vida. Paulo afirmou em Colossenses 1.19-22: “Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz… e a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte.”

A chamada de Deus para a libertação dos pecados é só uma: arrependimento! Ao iniciar seu ministério Jesus ordenou a seus ouvintes em Mateus 4.17: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Pedro, em Atos 2.38, após apontar em Jesus a salvação para os pecados, Ele ordena: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados…” Como também o faz em Atos 3.19: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados…”

Se você abandonar seu modo de pensar, viver, crer, ser, e se arrepender de seus pecados, crendo em Jesus, submetendo-se à Sua autoridade e o segui-Lo como Seu Mestre e Senhor, você receberá de Deus hoje, não só o perdão de seus pecados, mas uma vida nova aqui e na eternidade.

Esse é o plano de Deus para você.

GRATIDÃO A DEUS

GRATIDÃO A DEUS

A Bíblia está repleta de mandamentos que nos ordenam a agradecer a Deus. No Salmos 106.1, 107.1 e 118.1 somos lembrados com a mesma frase: “Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre.” Por que agradecer a Deus? O Salmo 136.3 diz que agradecemos a Deus porque “Seu amor é eterno…”. No Salmo 118.29 diz que devemos agradecer a Deus porque “Ele é bom… e Sua misericórdia dura para sempre…”

Gratidão a Deus não é só exigida de cada um de nós como também foi exemplificada na pessoa do próprio Senhor Jesus. Em Mateus 11.25-26 Jesus agradece algo ao Pai, dizendo: “…Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.”

Deus espera que sejamos gratos a Ele, especialmente pelo fato de que tudo de bom que em nós há tem sua origem nEle. Tiago 1.17 afirma: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes…”

Sem a gratidão a Deus nos tornamos altivos, soberbos, arrogantes, egocêntricos, atrevidos e insolentes. Sem gratidão a Deus nos enganos achando que somos o que somos e temos o que temos por causa unicamente dos nossos esforços, capacidades e habilidades.

Sem gratidão a Deus nos tornamos murmuradores, críticos e mesquinhos. Passamos a desenvolver vícios perigosos como a amargura e o ressentimento. Sem gratidão a Deus a alma seca.

Sem gratidão a Deus alimentamos a cobiça. Quem não agradece a Deus pelo o que se é e se tem, naturalmente se entristecerá pelo que não se tornou e pelo que não se tem. Os ingratos a Deus sempre se acham merecedores de algo e mantém uma postura de exigir mais e mais. Eles são eternos descontentes e infelizes.

Mas a gratidão a Deus tem um impacto poderoso na vida. Quando começamos a agradecer a Deus nossa perspectiva muda. William A. Ward observou que “gratidão pode transformar dias comuns em dias de ação de graça, converter trabalhos rotineiros num prazer e fazer com que as simples oportunidades se tornem uma bênção.”

Na vida temos dias bons e outros ruins, mas devemos aprender a ser gratos por tudo. Paulo foi enfático em afirmar em 1 Tessalonicenses 5.18: “Em tudo, dai graças…”. Podemos decidir ser gratos a Deus mesmo quando as circunstâncias estão desfavoráveis e seria muito mais fácil reclamar. Podemos ainda chorar e lamentar, mas ainda ser gratos. Podemos vivenciar várias situações emocionais adversas, mas mesmo assim ser gratos a Deus. Quem é grato a Deus entende o princípio de Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

A gratidão a Deus é algo maravilhoso porque reorganiza nossos corações para um relacionamento correto com Ele, enquanto nos liberta de vários outros erros, atitudes, emoções e vícios perigosos, que não só destroem nossas almas, mas prejudicam e muito os nossos relacionamentos.

A gratidão a Deus faz com que vejamos a vida de uma forma diferente. Quem é grato a Deus desfruta de uma calma, paz e tranquilidade indizíveis.

Você já agradeceu a Deus hoje?

RENDER-SE A DEUS

RENDER-SE A DEUS

Ao ENTRAR nesse mundo, Jesus disse ao Pai em Hebreus 10.9: “…Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade…” ESTANDO nesse mundo, Jesus afirmou em João 4.34: “… a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Ao SAIR desse mundo, Jesus orou no Getsêmani em Mateus 26.39: “…Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” A vida de Jesus foi um constante render-se a Deus.

Render-se a Deus não é fugir de um problema; não é ser passivo diante de fatos da vida; não é se acostumar com algum erro; não é aceitar um fatalismo, se desculpar ou ser preguiçoso diante de uma responsabilidade.

Render-se a Deus é se entregar totalmente à Sua vontade; é levar a vida a Ele com suas alegrias, dores e desejos. Significa entregar a Ele o controle total da vontade, do direito, das posses, dos interesses, da vida, do tudo. C. S. Lewis observou: “Quanto mais deixamos que Deus assuma o controle sobre nós, mais autênticos nos tornamos – pois foi Ele quem nos fez.”

Render-se a Deus significa reconhecer que o que se é, o que se tem e o que vier a ser e a ter, pertencem a Ele e voltam a Ele.

Render-se a Deus é uma pura questão de vontade. O rendido voluntariamente entrega ao Senhor seus desejos, seus medos, seu senso de controle, de segurança, de estabilidade, sua racionalização, sua lógica, suas tolas discussões e rende-se de forma absoluta e irrevogável a Deus.

Quem se rende a Deus para de brincar e brigar com Ele; para de O desafiar. O rendido humildemente se entrega a Deus, e entende que não precisa de todas as argumentações e todas as dúvidas respondidas. O rendido fica satisfeito com a simplicidade da fé.

Render-se a Deus é experimentar uma profunda transformação. A proximidade e intimidade com Deus são proporcionais à entrega completa de tudo a Ele.
Somente quando você se render a Deus de corpo e alma, renegar o pecado, o mundo, o seu “eu”, sua vontade e seu forte querer, é aí então que você descobrirá uma nova e interessante faceta da vida.

Render-se a Deus é um dos maiores desafios da vida. Um hino bem conhecido diz: “Tudo, ó Cristo, a ti entrego; Tudo, sim, por ti darei! Resoluto, mas submisso, sempre, sempre, seguirei! Tudo entregarei! Tudo entregarei! Sim, por ti, Jesus bendito; Tudo deixarei!”

Deus espera a sua entrega total, a sua submissão total e o seu render-se total. Render-se a Deus é um dos maiores desafios da vida, mas também é um dos grandes componentes de uma vida completa e plena.

O ORGULHO

O ORGULHO

O orgulho pode ser definido pelo exagero do próprio valor e importância, aliado a uma demonstração de arrogância nas palavras e ações. Orgulho é aquele sentimento e sensação de superioridade e desdém em relação a outros.

O orgulho é fonte e raiz de todos os pecados. O orgulho é o mais grave e o mais sutil de todos. Jesus afirmou em Marcos 7.21-22: “ Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a SOBERBA, a loucura.”

A prova do poder sutil do orgulho é que ele nem sequer é reconhecido frequentemente, e muito menos é citado em nossas confissões. Por isso, o orgulho é o lado negro da alma que expõe com nitidez a natureza caída em pecado e distante de Deus. O orgulho nos afasta do Senhor. Todas as desobediências têm o orgulho como sua raiz; toda rebelião tem orgulho por trás dela; todos os maus tratos a outras pessoas são causados pelo orgulho.

Martinho Lutero afirmou no século XVI: “O deus deste mundo é riquezas, prazer e orgulho.” O que pode ser dito hoje na segunda década do século XXI? Ao passar dos anos o homem está cada vez mais centrado em si, e essa tendência não tem uma perspectiva de melhora. O orgulho é um mal latente da natureza caída e tende somente a crescer.

O orgulho é um perigo. Ele é a mais alta evidência de estupidez e imaturidade. Ele destrói de forma lenta e letal a vida. O orgulho é real. É preciso falar dele; é preciso dissecá-lo; é preciso denunciá-lo para o bem de nossas almas e saúde espiritual.

O mundo é consumido pelo orgulho. Dr. Stuart Scott afirmou: “Orgulho é uma epidemia. Está em todo lugar e se manifesta de várias maneiras. Por mais que detestamos admitir, todos temos orgulho, cada um de nós. A questão não é, ‘Eu tenho orgulho?’ Mas, ‘Onde ele está?’ E ‘quanto de orgulho eu tenho?’ Todos temos a tendência de pensar muito sobre nós mesmos, e em nós mesmos.”

Essa é a triste constatação do orgulho em nossas vidas. Nossas mentes, pensamentos, desejos, intenções, motivações, vontades, palavras, olhares, posturas e reações espelham e revelam a fétida realidade do orgulho.

O orgulho trabalha calado e destrói a nós e aos outros. Mas hoje podemos iniciar um processo diferente, pedindo ao Senhor que nos mostre a cada um de nós, as facetas do nosso orgulho e comece a mudar completamente nossas vidas.

INVESTIMENTO ERRADO

INVESTIMENTO ERRADO

Em Lucas 12.16-21, Jesus nos conta a parábola sobre um homem agricultor. Ele diz: “…O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstrui-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”

Nessa parábola de Jesus, esse homem comete três erros básicos. O primeiro erro é visto na forma como ele investiu seus esforços apenas para essa vida. Não era errado ele se estruturar melhor porque sua produção foi além da expectativa. O errado foi confiar sua alma apenas na abundância material. O errado foi focar apenas na vida terrena.

Quando o que somos e fazemos se tornam a prioridade e o centro de nossas vidas, nos tornamos cegos e insensíveis quanto a valores maiores. É triste quando esquecemos que a vida não é tudo o que temos e vemos. Jesus nos disse para acumularmos tesouros no céu e não terra (Mateus 6.19-21), ou seja, não podemos ser consumidos por coisas dessa vida que são extremamente passageiras.

O segundo erro desse homem é visto no fato dele não ser sensível à voz de Deus. Esse homem não conseguiu ouvir a voz de Deus na abundância material. Por não ouvir a voz de Deus, esse homem tornou-se egoísta e ingrato. Ele não louvou a Deus e muito menos O reconheceu. Suas palavras o condenam: “Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.”

Deus nos fala por suas bênçãos. A abundância não necessariamente precisa ser em bens materiais, mas em boa saúde, oportunidades, excelentes relacionamentos e tantas outras questões da vida. A voz de Deus precisa ser respondida com humildade, gratidão, louvor e reconhecimento de que tudo o que somos e temos vem dEle.

O terceiro erro desse homem é visto no fato dele não ter feito nenhum investimento espiritual em sua vida. Esse homem somente focou sua vida no aqui e agora. A isso Jesus afirmou severamente em Marcos 8.36: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” E não é sem motivo que o próprio Deus lhe diz: “…Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”

Esses mesmos erros desse homem podem ser também os seus. Todos, sem exceção morreremos e nos apresentaremos diante de Deus para prestar contas da vida que nos foi dada. Paulo afirmou em Romanos 14.12: “Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Por isso, faça de Jesus o maior tesouro da sua vida. Foque nEle e viva essa vida com intensidade. Use os bens materiais, saúde, habilidades e capacidade como meio para trazer honra e glória a Ele.

Segundo Jesus, investir na vida como fim último não é apenas um investimento errado, mas é um perigo eterno para a alma.

RELACIONANDO-SE COM PESSOAS DIFÍCEIS

RELACIONANDO-SE COM PESSOAS DIFÍCEIS

Todos conhecemos pessoas que são “difíceis”. Uma pessoa pode ser difícil por ser intransigente, argumentativa, briguenta, egoísta, irreverente, superficial, desagradável, rude e muito mais. Elas parecem saber como “apertar os botões” e agitar os problemas. Pessoas difíceis cansam, e é preciso aprender a lidar com elas.

Jesus seguramente lidou com muitas pessoas difíceis durante Seu tempo aqui na terra. Em Seus relacionamentos com elas, Ele nunca exibiu uma atitude dura, de superioridade, de orgulho ou de desprezo a elas. O Senhor Jesus reagiu sábia e amorosamente para com todas elas. Ele, por exemplo, usou a repreensão quando necessário. Em João 8.47 Ele repreendeu seus opositores, dizendo: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.” Em João 8.6, quando questionado sobre uma mulher pega em adultério, Jesus usou outra tática: o silêncio. O texto diz: “Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.” Em Marcos 10.3 quando questionado sobre o divórcio, Jesus somente apontou para as Escrituras, dizendo: “Que vos ordenou Moisés?” E ainda em Marcos 11.29,30, quando questionado sobre Sua autoridade, Jesus apenas fez uma pergunta: “Eu vos farei uma pergunta; respondei-me, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei.”

Jesus além de dar seu exemplo de como se relacionar com pessoas difíceis, Ele foi mais longe e ensinou a importância de ser humilde e amáveis com elas. Em Lucas 6.27-31, Ele afirmou: “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.”

Em Romanos 12.18-21, Paulo também ensinou a forma prática e sábia para se relacionar com pessoas difíceis. Ele diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Pessoas difíceis são inevitáveis. O que fará a diferença é a forma como você reagirá a elas. Se você reagir a elas impulsivamente, você terá grandes problemas, mas se você reagir com base nos exemplos e ensinos do Senhor Jesus e nos conselhos de Paulo, você não só colherá bons frutos em sua vida, como evitará que você também se torne uma pessoa difícil.

PESSOAS RESSENTIDAS

PESSOAS RESSENTIDAS

A primeira pessoa ressentida na Bíblia foi Caim. Em Gênesis 4, ele e seu irmão Abel trouxeram uma oferta ao Senhor. Abel agradou a Deus, porque trouxe a oferta como Deus desejava. Caim, por sua vez não agradou a Deus, porque não fez como Deus queria. Ao invés de Caim se humilhar e se arrepender diante de Senhor, fazendo a oferta como Ele deseja, Caim reagiu errado. O versículo 5 diz que “Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.” 

Caim se ressentiu com Deus. Mas no versículo 6,7 o Senhor o confrontou dizendo: “…Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Mesmo tendo sido advertido por Deus, o qual desejava a mudança de seu coração, Caim continuou em seu ressentimento e o final de sua atitude está relatada no versículo 8: “Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” 

Caim matou seu irmão Abel por ter alimentado ressentimentos e mágoas contra Deus. O final do capítulo 4 revela a dura vida que Caim teve por causa da sua atitude insana. 

“Ressentimento” vem da palavra “re-sentir”; sentir novamente; sentir-se mal em relação a alguém repetidamente; ter queixa contra alguém. O ressentimento é a capacidade de pegar um fato ocorrido no passado e revivê-lo.

Pessoas ressentidas tem diversas posturas. Elas alimentam ira, raiva, mágoa, ódio e inveja contra o outro. Elas também deliberadamente não falam, ignoram e evitam os que a ofenderam. Elas são egoístas, insistem em não perdoar; elas insistem em sentir os problemas do passado; elas também insistem em não rever seus próprios erros; elas são péssimas avaliadoras de si mesmas. William Shakespeare afirmou: “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”  

O principal problema de pessoas ressentidas é que elas não avaliam e adequam suas vidas no padrão de Deus. Elas não se veem como Deus as vê; elas não enxergam os outros com os olhos de Deus, e tudo isso faz com que elas sejam míopes em analisar a vida na ótica divina. 

José, Jó, Davi e o próprio Senhor Jesus foram vítimas de erros de outros. Por que eles não foram tomados por ressentimentos e uma atitude de retaliação? Porque conseguiram ver Deus em suas vidas; conseguiram entender que Deus estava usando o mal para o próprio bem; conseguiram perdoar e não permitiram que o mal do outro decidisse o rumo de suas vidas. 

Talvez você diga: “mas eu não tenho poder para agir assim; para perdoar. Sei que preciso mudar minha atitude, mas não consigo mudar!” Essa é a razão porque você precisa ir a Jesus e pedir Seu poder e Sua vida em você. Porque Ele sabe muito bem o que é sofrer o mal e sempre suas expectativas estiveram em sintonia com o próprio Deus. É por Ele que você terá poder para perdoar e manter sua vida no padrão que Deus quer.

Venha a Jesus e troque o ressentimento pelo perdão.

VERDADES REVELADAS

VERDADES REVELADAS

No livro bíblico de Êxodo temos a biografia de Moisés. Ele foi um homem inteligentíssimo. Moisés fora adotado pela filha de Faraó e recebeu toda a instrução necessária para ser um excelente líder e general em sua geração.

Quando adulto, após ter matado um egípcio, Moisés fora perseguido por Faraó e fugiu. Em Midiã, ele se casou e tornou-se um pastor das ovelhas de seu sogro, Jetro. Ele pastoreava já há cerca de 40 anos quando algo muito interessante aconteceu. 

Ao pastorear perto do Monte Sinai, Moisés viu um espinheiro pegando fogo, mas esse não era consumido. Então se aproximou. Ao chegar perto ouviu uma voz vinda do espinheiro que disse: “…Moisés! Moisés! — Estou aqui — respondeu Moisés. Deus disse: — Pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado. E Deus continuou: Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó…” (Êxodo 3.4-6).

Nesse dia Moisés teve uma maravilhosa experiência com Deus. O Senhor se revelou a ele e o comissionou. Sua vida nunca mais foi a mesma. Moisés tornou-se o primeiro grande líder, libertador e legislador de Israel. 

Moisés tornou-se alguém porque Deus se revelou a Ele. Moisés não conheceu a Deus e seus planos porque era intelectualmente preparado, ou tinha uma cultura excepcional, ou ainda porque dominava toda a visão política, econômica ou religiosa do Egito. Não! Moisés se tornou alguém porque Deus lhe revelou a Si e Suas verdades. 

Assim, ninguém compreenderá e conhecerá a Deus, Seus planos, Seus projetos, Seus objetivos e Sua salvação eterna, se Ele mesmo não lhe abrir os olhos espirituais; se Ele mesmo não der entendimento espiritual; se Ele mesmo não Se der a conhecer e revelar Suas verdades.  

Foi isso que fez Jesus exclamar em Mateus 11.25-26: “Naquela ocasião Jesus disse: — Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque TENS MOSTRADO às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos! Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso.”

Sem revelação espiritual vinda do próprio Deus, todos continuaremos cegos. Não haverá possibilidade de entender as verdades lidas, ouvidas, memorizadas ou até mesmo ensinadas. A ignorância espiritual continuará reinando.

Sendo assim, o que fazer? Devemos orar. Devemos pedir como o salmista fez no Salmo 119.18: “Abre meus olhos para que veja as maravilhas que resultam de tua Lei.”

Que seja essa nossa oração: “Senhor, revele-nos tuas verdades…abra os nossos olhos espirituais.”

LIDANDO COM ERROS DO PASSADO

LIDANDO COM ERROS DO PASSADO

Todos, sem exceção, erramos no passado. Todos fizemos escolhas estúpidas e loucas. Todos falamos coisas que machucaram pessoas e de alguma forma nos arrependemos por isso. 

Não são poucas as pessoas que devido a erros do passado vivem o hoje e o agora através do “se”: “Se eu não tivesse agido daquele jeito…”, “se eu não tivesse feito aquilo…”, “se eu pudesse voltar ao passado e apagá-lo…”, “se eu apenas tivesse escutado…” 

É certo que muitos de nós semeamos coisas no passado que estamos colhendo hoje. Precisamos lidar de alguma forma com atitudes do passado que nos atormentam, mas os erros não são o fim da vida. É preciso apenas lidar corretamente com os erros passados. 

Lidar com o passado é mais do que simplesmente dizer: “ninguém é perfeito”. É mais do que racionalizar e dizer: “todo mundo faz isso”. É mais do que usar a tática de insistir em culpar os outros pelos nossos problemas. É mais do que se jogar numa cama e dizer-se doente para que as pessoas tenham pena e dó. É mais do que se deixar ser atormentado pela culpa, criando meios para se autopunir. É preciso realmente usar as estratégias certas para lidar com os erros do passado. As estratégias certas são apresentadas pelo próprio Deus. 

O primeiro passo para lidar com o passado errado é admitir a culpa. É dizer para Deus: “eu errei Senhor, me perdoe”. É dizer para os envolvidos: “eu errei, me perdoe”. Dizer algo exige uma nova postura diante do problema; uma nova atitude. Exige um coração humilde. A promessa da Bíblia para os que admitem seus erros está em Provérbios 28.13: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Você não pode mudar os erros de seu passado, mas pode humildemente admitir que errou diante de Deus e das pessoas. 

O segundo passo é aceitar o perdão de Deus em Cristo. Paulo afirmou em Romanos 8.1: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Pecados confessados a Deus, sejam quais e quantos forem serão perdoados. A vida daquele que confessa seus pecados é “zerada” diante de Deus. Deus sempre recebe o quebrantado e o arrependido. A Bíblia revela Deus como terno, compassivo e perdoador para todos os arrependidos. 

Ao admitir os erros diante de Deus e aceitar o seu perdão em Cristo, o terceiro passo é não andar mais com os olhos no passado, mas fixá-los no hoje e no amanhã. É preciso esquecer o que passou. “Esquecer” significa não trazer para a vida aquilo que já foi confessado a Deus e perdoado por Ele. O projeto agora de vida é viver o presente e o futuro diante das novas oportunidades que Deus concederá. Aos que se achegam a Deus para tratar os erros de seu passado, Ele mesmo promete pelo profeta em Isaías 43.18,19: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo.”

Por que você não aproveita esse momento e trate agora, de forma correta, os erros do seu passado com Deus? Ao fazer isso, uma nova vida lhe espera.

DEPENDÊNCIA DA GRAÇA

DEPENDÊNCIA DA GRAÇA

Há certas circunstâncias difíceis na vida que não podemos fazer nada. Paulo em 2 Coríntios 12.7-10 se vê diante de um grande problema o qual ele chama no versículo 7 de “espinho na carne”. Há uma divergência sobre o que seria esse “espinho na carne”, mas o que se sabe é que era algo que o afligia fortemente. Paulo não pôde fazer nada para resolver a situação; ele estava diante de uma questão insolúvel. O que ele fez?

No versículo 8 ele dá a resposta: “…três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.” Paulo não ficou inerte, ele orou. Ele queria alívio. Contudo no versículo 9 ele recebe a resposta de Deus: “…A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza…” Assim, a solução de Deus para Paulo foi levá-lo a depender dEle e descansar em Sua graça para lidar com a crise na qual passava.

“Graça” é uma palavra interessantíssima e importante na Bíblia. “Graça” significa “favor não merecido”. A Bíblia apresenta três tipos de “graça”:

1) A “GRAÇA COMUM”. Essa é aquela que Deus dá a todos de forma indistinta, tais como: o brilhar do sol, as estações, comida, roupa, abrigo, trabalho, etc. Todos os seres humanos, sem exceção, estão envolvidos nessa “graça comum”.

2) A “GRAÇA SALVADORA”. Essa é a que Deus opera na vida de uma pessoa trazendo convicção de seus pecados, apontando para a salvação em Jesus. Essa “graça salvadora” faz do indivíduo um ser regenerado, nascido de novo, herdeiro com Cristo e filho de Deus.

3) A “GRAÇA CAPACITADORA”. Essa é a que o apóstolo Paulo experimentou no texto lido. É um tipo de “graça” que traz força na luta, na dor, na tribulação; que traz discernimento e capacita ir adiante quando humanamente tudo conspira contra. Essa é a “graça” que faz a pessoa ir além do normal, do lógico, do trivial, do óbvio, do comum e do racional. É uma graça que sustenta na provação, no cansaço e nos problemas sem fim.

Os autossuficientes, prepotentes, orgulhosos, “cheios de si” e legalistas não entendem esse viés da “graça”. Eles não conseguem dizer “obrigado” na manifestação da “graça comum”. Eles não enxergam seus pecados e por fim não participam da “graça salvadora”. Eles não estão envolvidos na “graça capacitadora” porque não querem depender de Deus por crerem em si mesmos e em suas próprias forças e capacidades.

A “graça” de Deus está disponível apenas para um grupo de pessoas: os humildes! Deus nos diz claramente Em 1 Pedro 5.5: “…Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.”

A razão pela qual os problemas chegam em sua vida, como chegou a Paulo, tem como motivo principal revelar a realidade de sua fraqueza e a suprema importância de você depender totalmente de Deus em sua fraqueza.

Se diante das lutas você aprender a depender da maravilhosa graça de Deus, sua vida nunca perderá o “gás”, o ânimo e a alegria. Irmão Lawrence afirmou: “Quanto maior a perfeição a que uma alma aspira, mais dependente ela será da graça divina.”

CENTRE EM CRISTO

CENTRE EM CRISTO

Todos, sem exceção, experimentamos pressões em nosso dia a dia, algumas são extremamente maiores que outras e nos trazem desânimo, desencorajamento, ansiedade e um sentimento de perda do controle da vida.

O problema do desânimo é que ele pode nos conduzir a decisões erradas, dentre elas, a tentativa de tirar a própria vida, porque o desânimo é capaz de colocar uma venda em nossos olhos e nos dizer categoricamente que não há solução. O desânimo é o inimigo número um da esperança. Mas há esperança!

Jesus afirmou em João 16.33: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

As palavras de Jesus apontam para um caminho seguro diante do desânimo. Em primeiro lugar, Ele diz: “…tenhais paz em mim…” O interessante dessa frase é que Jesus não começa com o problema, mas com a esperança. Ele começa consigo mesmo. Ele apresenta a si mesmo, antes do problema. Assim, você precisa primeiramente vir a Jesus, tê-Lo consigo para que você possa desfrutar da Sua paz, antes mesmo do desânimo chegar. A paz que Jesus promete pode ser traduzida por tranquilidade, calma, estabilidade, serenidade e um senso de confiança diante das lutas da vida.

Em segundo lugar, Jesus não esconde os problemas que as circunstâncias podem trazer. Ele diz: “…No mundo, passais por aflições…” Jesus não diz que os problemas não chegariam. Ele também não diz que ao vir a Ele todos os problemas acabariam ou seriam solucionados. Jesus nos choca com a realidade. Ele diz que teremos problemas de várias ordens nesse mundo. Ele está ciente de que desde que o pecado entrou no mundo, o mundo das pessoas virou um caos. Agora, Ele também sabe que se você tentar enfrentar esse mundo sozinho, sem Ele, você será dominado pelo desânimo e cansaço. Ele não lhe esconde os problemas, mas lhe providencia a solução.

E em terceiro lugar, Ele diz: “…mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” A mesma aflição e dor que você passa, Jesus também passou. Ele sabe muito bem de suas lutas. Ele venceu todas as dores advindas do pecado que o mundo tem. Ele venceu por você e para você. A vitória do desânimo não está em você, mas em Cristo. Quem está com Cristo, tem o ânimo de Cristo e a vitória de Cristo. Assim, o segredo é centrar em Cristo e não nos problemas. O ânimo vem quando se tira o foco do problema e o coloca em Cristo. É nEle, por Ele e com Ele.

Se você se sente cansado, desencorajado, triste e desanimado, Deus lhe traz uma solução simples: Cristo Jesus. Ele não é somente a solução para qualquer problema emocional, Ele é a única solução. Não basta apenas saber, lembrar ou refletir nisso, é preciso crer e viver.

Assim, centre sua vida em Cristo!

CAMINHAR POR FÉ

CAMINHAR POR FÉ

Há na vida os momentos de silêncio, negros e difíceis; dias que parecem longo demais e não há expectativa de nenhuma luz. Esses são os dias onde Deus poderia falar, mas não fala. Nesses dias exige-se andar por fé. Em Hebreus 11.6 lemos: “Sem fé é impossível agradar a Deus…”

Andar por fé significa continuar crendo e confiando em Deus na escuridão, com a mesma intensidade de confiança quando tudo estava claro; quando tudo estava bem.

Andar por fé significa acatar o silêncio de Deus, não como Sua inércia, mas como uma expectativa de que Sua soberania, aliada ao Seu amor, está proporcionando algo maior e melhor.

Andar por fé significa que ainda que a vida esteja realmente dura, a tristeza bate, o choro venha, o desânimo surja e a incerteza apareça, nada disso torna-se o combustível para questionar, murmurar, desprezar ou abandonar a Deus.

A mulher de Jó, por exemplo, reagiu errado quando das grandes provações de sua vida. Ela disse a Jó, seu marido: “…Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre.” Mas Jó, andando por fé, lhe respondeu: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.9,10).

É bem mais fácil andar por fé quando Deus está nos proporcionando tudo de bom. Mas o teste da fé não é quando a vida vai bem, mas quando ela vai mal. Andar por fé é olhar além do problema, da luta e da dor.

Andar por fé é caminhar consciente de Deus no meio de decisões extremas. É assumir a mesma postura e atitude de Moisés conforme relatado em Hebreus 11.24-27, que diz: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.”

Se você decidir se consumir em seus problemas, questionar e chatear-se com Deus, lamuriar e murmurar, esteja certo de que você está reagindo errado diante do teste de sua fé. Esse mesmo teste que foi também aplicado a Abraão, Jacó, José, Davi, Jó, Jeremias, Jesus, Paulo e tantos outros, os quais passaram e foram vitoriosos porque não firmaram seus olhos nas circunstâncias, mas no Senhor.

Deus se agrada e muito, quando ao aferir a fé de alguém, permitindo as provações, vê que a reação do provado não é de rebeldia, mas de confiança.

Ele também se alegra em ouvir a voz de um coração em dor que diz: “não entendo Senhor, mas confio.” E mais, Deus já tem um tempo marcado para tirar a todos dos problemas, dores e crises. Ele não brinca com ninguém, mas Ele também sabe que não existe fé sólida sem dores.

Andar por fé é confiar em Deus a despeito de qualquer circunstância.

Você está andando por fé?