REANIME A ESPERANÇA

REANIME A ESPERANÇA

O Salmista afirmou no Salmos 9.18:“Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.”

Esperança é uma palavra da alma. É uma solicitação, um desejo, uma vontade, um requisito interno de que algo precisa acontecer. Esperança é quase uma exigência de uma ação diante da dor.

Ouvimos: “ele perdeu a esperança”. Essa é uma frase que espelha o desespero, o fracasso e o caos. O suicídio por vezes ronda como a única esperança. Sair da dor parece ser a resposta.

É preciso “reanimar” a esperança. Por isso, não erre ao ancorar sua esperança. É nossa tendência atrelar nossas vidas em pessoas, circunstâncias, oportunidades, lugares etc. Achamos que esses são os verdadeiros ancoradores da alma. E sempre o resultado é frustração. Porque pessoas erram conosco e as circunstâncias nem sempre nos são favoráveis como pensamos. E uma vez frustrado, onde achar a esperança?

O salmista nos ensina a ancorar nossa esperança em Deus. Ele diz no texto: “…a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.” Deus não deixará frustrado aqueles que se achegam a Ele. Ele não os esquecerá e agirá por eles. O Salmo 39.7 também afirma: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” E o Salmo 62.5 completa: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”

Por isso, não fique debatendo nas águas do sofrimento e da dor. Não corra para você, para os chegados, para os próximos ou qualquer circunstância. Não fuja para o entretenimento; achegue-se a Deus. Faça dEle sua esperança e você terá a esperança que procura.

Com Deus sempre há esperança. Assim, reanime a esperança!

BUSQUE A GLÓRIA DE DEUS!

BUSQUE A GLÓRIA DE DEUS!

O grande compositor Bach disse: “Toda a música não deve ter nenhum outro objetivo final que não seja a glória de Deus e o refrigério da alma.” Ao dirigir suas composições ele sempre colocava “JJ”,   “Jesus Juva”, que significa: “Jesus me ajude.” Ele sempre terminava suas composições com “SDG”, “Soli Dei Gratia”, que significa “Só a Deus seja o louvor.”

O salmista nos diz no Salmo 29.1-2: “Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.” Nosso Deus merece toda a glória. Ele deseja que Lhe demos glória. O salmista declara: “…a glória devida ao seu nome.” “Dar glória a Deus” significa reconhece-Lo como Aquele que é digno de louvor e honra, atribuindo só a Ele louvor e exaltação.

Paulo declarou em 1 Coríntios 10.31:“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” Paulo com três verbos – “comais…bebais…façais” – engloba toda vida. Ele diz que tudo o que se faz deve ter como motivação última “…a glória de Deus.” Nossa forma de viver deve em tudo promover e buscar a glória de Deus. Devemos busca a glória de Deus com nossos lábios e com nossas vidas.

O Senhor Jesus viveu nesse mundo pensando, agindo e focando na glória do Pai. Em João 12.28 Ele ora: “ Pai, glorifica o Teu nome…” E ainda em João 17.4 Ele afirma: “Eu Te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer.” Jesus buscou em Sua vida a glória do Pai. E verdade é que muitas vezes a nossa vida é construída em torno de coisas que não estão erradas, mas elas simplesmente não têm qualquer valor espiritual; são coisas que não glorificam a Deus.

Quando você busca a glória de Deus em sua vida, isso significa que em todas as áreas dela você levará em conta o que Ele diz, pensa e deseja. Ele, e somente Ele, sempre será o padrão e a medida por onde tudo em sua vida será julgado e avaliado.

R.C. Sproul escreveu: “Nós não segmentamos nossas vidas. Nós não damos algum tempo para Deus e outro para os nossos negócios, escolaridade etc, mantendo partes dele para nós mesmos. A ideia é que devemos apresentar toda a nossa vida na presença de Deus, sob a autoridade de Deus e para a honra e glória de Deus. Isso é o tudo de uma verdadeira vida cristã.”

Quando você busca a glória de Deus, sua vida torna-se cheia e plena de todo propósito e significado que tanto procura.

Busque a glória de Deus!

POR QUE BUSCAMOS A JESUS?

POR QUE BUSCAMOS A JESUS?

No início do capítulo 6 de João, Jesus atravessa o mar da Galiléia e muita gente o segue e se impressiona de como Ele curou os enfermos. E ao ver a multidão faminta, depois de ouvi-Lo, compadecida dela, Jesus multiplica cinco pães e dois peixinhos e dá a comer a todos eles. No final daquela tarde, Ele se retira para um lugar secreto, enquanto seus discípulos, pelo mar, tomam rumo a cidade Cafarnaum. O mar começa a ficar agitado, e Jesus, andando miraculosamente pelo mar, encontra-se com seus discípulos. No outro dia, a multidão entra em barcos em busca novamente dEle. E em João 6.25-27 temos o relato desse encontro do Salvador com a multidão.

No versículo 25, alguns dentre a multidão perguntam a Jesus: “…Mestre, quando chegaste aqui?” Jesus não responde a essa pergunta. Pelo contrário, no versículo 26 Ele faz uma outra afirmação: “…vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.” Jesus não diz a eles como ele chegou lá, mas diz a eles porque eles vieram até Ele. Jesus os confronta com a motivação errada deles. Eles queriam pão. Eles queriam mais uma exibição miraculosa. Eles queriam fazê-lo rei para resolver os problemas deles. E então Jesus os exorta no versículo 27 dizendo: “ Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.”

Jesus contrasta o pão material com o pão A ênfase dEle é que eles deveriam parar de buscar a Jesus por coisas terrenas e centrarem suas vidas nos conceitos espirituais. Porque o terreno é passageiro e o eterno é o que tem valor real.

Assim também, o confronto de Jesus continua ainda hoje para cada um de nós. Podemos estar buscando a Jesus apenas para ganharmos ou não perdermos algo nessa vida terrena; apenas para mantermos uma vida mais confortável, não perdermos o “status quo” ou para viver o hoje e o agora em função de bens materiais ou qualquer conforto e segurança que o dinheiro possa proporcionar.

Hoje Jesus também pergunta: “Você me busca pelo o que Eu faço ou não faço a você, ou pelo o que realmente Eu sou e represento em sua vida?” “ Você me busca por razões materiais ou por necessidades espirituais”?

A resposta a essas perguntas produzem um profundo e real diagnóstico de quem você realmente é, onde está o centro de sua vida, quais são suas prioridades, a quem você adora, quais são suas reais motivações, e o que realmente está lhe dirigindo hoje.

BUSQUE AO SENHOR!

BUSQUE AO SENHOR!

Em 767aC, Deus levantou um profeta ao sul de Jerusalém para pregar Sua palavra ao reino do norte, em Israel, na cidade de Betel. Seu nome era Amós. Ele era um pastor de ovelhas e ao mesmo tempo produtor de figos. Deus o chamou com a árdua tarefa de pregar contra a idolatria que dominava Israel. A nação estava sob o domínio de Jeroboão II, e em seu reinado houve muita riqueza e prosperidade. Isso, ao invés de trazer gratidão ao Senhor, resultou em injustiça, ganância, negligência aos pobres, e por fim, uma religião formal e idólatra.

Ao presenciar essa realidade histórica, Amós apresenta o Senhor, como o Deus do universo, o Soberano que deve ser adorado e servido. E ao mesmo tempo, o profeta expõe com veemência a violação da aliança com Deus, os rituais religiosos vazios, a arrogância e auto confiança.

Amós em sua pregação, não só aponta o julgamento, mas propõe a restauração e o retorno a Deus. Em Amós 5.4, o próprio Deus pela boca do profeta, faz um convite a nação: “Busquem-me e terão vida”

Como uma história de quase 3.000 anos atrás se aplica as nossas vidas hoje?

O certo é que como os Israelitas do passado, alguns de nós decidimos viver nossas vidas do nosso jeito. Cheios de auto confiança, também fabricamos e confiamos em ídolos modernos. Colocamos nossas expectativas e segurança na nossa habilidade, no dinheiro, na posição social, na experiência de vida, nos amigos, nas promessas dadas etc. Deixamos de considerar os princípios de Deus; não O obedecemos e não mais dependemos dEle para dirigir nossas vidas. O final já sabemos, é sempre trágico.

Por um outro lado, O mesmo Senhor hoje continua a dizer a cada um de nós como disse ao seu povo no passado: “Busquem-me e terão vida”. Esse apelo é ampliado em Isaías 55.6-8, quando o profeta afirma: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar…Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele…Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR…”

A verdade é que, enquanto estivermos seguros em nós mesmos, agarrados em nossos conceitos e preconceitos, sem nos rendermos totalmente a Deus, não só não avançaremos, mas estaremos ora estagnados, ora regredindo; fazendo com que a vida se torne dia a dia mais difícil de ser vivida.

Deus então propõe hoje, a mesma e a única solução: “Busquem-me e terão vida”.

CONHECENDO O AMOR

CONHECENDO O AMOR

Em 1 João 3.16  lemos: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” Esse versículo diz muitas verdades sobre o amor em poucas palavras.

Primeiro o versículo DEFINE o amor como um ato de “dar”. O texto diz: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu…” O amor é o componente que tira o indivíduo de si mesmo e o leva em direção ao outro. E foi assim que Jesus fez. Ele se deu saindo dos céus; Ele se deu vivendo entre nós e assumindo nossa humanidade. Jesus nos ensina que o amor eficaz e que realiza, é aquele que vai em direção ao outro dando e doando.

Em segundo lugar o versículo EXPLICA que o amor é expresso num ato de “dar” de forma sacrificial. O texto diz: “…Cristo deu a sua vida por nós…” O que significa essa frase? Essa frase revela que Jesus DEMONSTROU o amor de forma extrema: Ele deu sua vida na cruz para pagar o preço dos nossos pecados. Daí dá para entender quão grande são os nosso pecados e quão grande foi o amor de Jesus que O levou a tão grande sacrifício. Paulo expressa a mesma verdade em Romanos 5.8 ao afirmar: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” Assim, não adianta dizer que ama e não demonstra amor de forma extrema. O amor sempre quer o bem do outro, mas corre todos os riscos para que o outro fique bem, ainda que os interesses e desejos se tornem nulos, desprezados e “morto” a favor do bem do outro.

Em terceiro o versículo APLICA o amor. O texto termina dizendo: “ e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” Ao olhar para o grande amor de Cristo dando sua vida por nossos pecados, não devemos contemplar e ficar boquiabertos, chocados ou maravilhados. Não! Devemos FAZER O MESMO. Devemos agir da mesma maneira; devemos estar prontos a “…dar nossa vida…” O amor não pode ficar no discurso, no papel, na contemplação. O amor precisa amar. O amor precisa focar intensamente no outro.

Essas verdades não são utópicas. Elas podem ser vivenciadas dia a dia. Para viver o amor é preciso receber o amor de Deus. É preciso aceitar o que Jesus fez por você naquela cruz. É o poder de Deus, e não o seu esforço, que lhe dará as condições para amar no mesmo nível.

Quando o amor de Jesus é praticado as pessoas começam a crer no sobrenatural. Porque o mais difícil na vida não é uma cura física, o mais difícil é destruir o egoísmo de uma vida.

OS PONTOS FRACOS

OS PONTOS FRACOS

Em Atos 14.15 Paulo afirma: “…Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos…” Essa é uma contundente afirmação sobre a nossa real humanidade.

É sempre mais fácil e comum gloriar-nos de nossos pontos fortes e pouco de nossa humanidade. As vezes queremos ser vistos como “super humanos” e negamos a realidade de “meros mortais”

Negar a humanidade não é algo apenas falso, mas é um desserviço a nós mesmos e a todos os que nos cercam. Isso porque Deus ama os fracos. Na verdade, Ele gosta de tomar os nossos pontos fracos e transformá-los em fortes.

Isso não quer dizer que os pontos fracos sejam os pecados como a avareza, ganância, egoímo etc. Por pontos fracos quero dizer sobre nossas limitações. Algo que quer herdamos e não podemos mudar.

Deus é especialista em usar nossa desvantagem, limitação e necessidade, seja ela uma doença, uma característica de personalidade, uma cicatriz, uma circunstância, temperamento, uma passado difícil, um presente sem expectativas. Tudo isso se torna matéria prima nas mãos de Deus.

Veja o exemplo na incarnação de Jesus. O Salvador nasceu em uma família simples e numa inóspita manjedoura. Ele foi criado num distante e desprezado vilarejo: Nazaré. Trabalhou com um humilde carpinteiro e viveu como um homem comum. Mas um dia, quando se apresentou para ser batizado por João Batista, com um coração simples e humilde, o poder do Espírito Santo o revestiu. Pedro sobre Ele diz em Atos 10.38: “…fez o bem e curou os oprimidos pelo diabo…”
Todos somos limitados em algo. Todos temos nossos pontos fracos. Todos precisamos reconhecer humildemente nossas limitações e nos apresentar a Deus para que Ele toque, mova, aja e faça algo para Sua glória.

Não tenha medo de dizer a Deus: “ Senhor eis aqui minha fraqueza; Senhor aqui meus “pontos fracos”; Senhor eis aqui minhas limitações”. É orando assim e agindo assim que o seu nível de dependência dEle aumenta, seu orgulho cai e seu senso de utilidade para os que são fracos cresce.

Alguém afirmou: “Se eu nunca tivesse um problema, eu nunca saberia que Deus era capaz de resolvê-lo.” Por isso, decida que seu “ponto fraco” se tornará uma oportunidade para que Jesus apareça e engrandeça.

APRENDENDO A CONFIAR EM DEUS

APRENDENDO A CONFIAR EM DEUS

É um grande desafio confiar em Deus, mas não é algo impossível de se viver. Salomão, em Provérbios 3.5-7, nos ensina três princípios de como podemos aprender a confiar em Deus.

1 – NÃO DEPENDA DE SI MESMO

Salomão diz em Provérbios 3.5: “Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” A maioria dos desapontamentos que enfrentamos é porque nos ensinaram a depender de nós mesmos. Mas viver a vida que Deus quer, exige desaprender a confiar em nós mesmos e confiar nEle. E todo esse processo por vezes é doloroso. “Confiar em Deus” significa aprender a entregar anseios, desejos e circunstâncias em Suas mãos; significa dia a dia render expectativas e planos a Ele. Corrie Ten Boom afirmou: “ Nunca tenha medo de confiar um futuro desconhecido a um Deus conhecido.”

2 – CLAME A DEUS

Salomão nos ensina em Provérbios 3.6: “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Precisamos mais do que um compromisso pessoal de dependência de Deus, precisamos clamar a Ele como forma de demonstrar nossa dependência. Nada conseguiremos na caminhada espiritual sem oração. A oração é a plena demonstração de nossa dependência do Senhor. Quando oramos admitimos que o caminhos e os pensamentos dEle são mais altos, sublimes e suficiente que os nossos. A Bíblia deixa claro que todas as vezes que clamarmos ao Senhor, Ele nos ouvirá. O Salmo 34.17 afirma: “Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações.” Que confia em Deus depende dEle e   quem depende dEle, ora.

3 – FUJA DO MAL

Salomão nos também afirma em Provérbios 3.7: “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.” Muita coisa nesse mundo pode nos destrair ou bagunçar nossa vida com Deus. Em 1 João 2.16 lemos: “Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo.” A vida funciona melhor quando lembramos que a verdadeira fonte de nossas bençãos e alegria vem por agradar ao Senhor. Quando centramos nossas vidas nEle, encontramos vida abundante.

Assim, se você quer mesmo aprender a confiar em Deus, pare de depender si mesmo, busque mais a Ele em oração e fuja de tudo aquilo que O desagrada.

EM QUEM IREMOS CONFIAR?

EM QUEM IREMOS CONFIAR?

O poeta inglês Isaac Watts afirmou: “Aprender a confiar é uma das tarefas mais difíceis da vida.”

Atualmente, no nosso Brasil, estamos vivendo uma crise moral, institucional, política, relacional, familiar e econômica. A situação é extremamente grave e crítica e paira uma só pergunta: em quem iremos confiar?

É certo que podemos “fazer de conta” que nada existe e continuarmos confiando nossas vidas em coisas vãs e banais. Na época de Jó algumas pessoas viveram assim. Ele os advertiu em Jó 15.31: “Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si   mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.”

 É certo também que diante das crises podemos confiar em nossas habilidades e capacidades. Somos extremamente tendentes a acharmos que temos todas as respostas. O salmista diante da crise dá o seu testemunho no Salmo 44.6: “ Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.”

 Quando a crise chega, temos a tendência de confiarmos no dinheiro, nos recursos e nos bens materiais. Achamos que eles são extremamente sólidos e por tê-los jamais seremos abalados. Mas o Salmo 62.9,10 nos adverte: “ Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.”

E de alguma maneira, quando a crise bate, somos também tendentes a colocar nossa confiança e esperança em pessoas, especialmente as mais influentes. Mas o Salmo 146.6 nos ensina: “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.” Em Jeremias 17.5 somos exortados pelo profeta: “…Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!”

 Assim sendo, em quem devemos confiar? A resposta bíblica é, NO SENHOR! O Salmo 40.4 nos ensina:“Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança…”; o Salmo 22.4,5 nos dá um grande testemunho: “Nossos pais confiaram em Ti; confiaram, e os livraste. A Ti clamaram e se livraram; confiaram em Ti e não foram confundidos.”; o Salmo 56.3 nos inspira: “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti...”

Quando os seus dias estiverem difíceis, lembre-se de descansar sua vida e expectativas só no Senhor. Agostinho sabiamente afirmou: “Confie seu passado a misericórdia de Deus, o seu presente ao amor de Deus e seu futuro a providência de Deus.”

Confie em Deus!

A SALVAÇÃO

A SALVAÇÃO

A salvação é algo simples na Bíblia. Ela é clara em afirmar que Jesus Cristo morreu pelos seus pecados. Isso significa que na cruz, Ele tomou sobre Si a penalidade que você merecia. Na cruz Jesus pagou o preço pelos seus pecados.

Antes de Jesus vir ao mundo, os animais sem mancha ou sem defeito eram sacrificados para “cobrir” os pecados. Em Gênesis 3, por exemplo, quando Adão e Eva pecaram, Deus sacrificou um animal inocente e cobriu o corpo deles com a pele desse animal, dando assim a entender que para o pecado ser “coberto”, um inocente precisa ser morto.

Os sacrifícios no Antigo Testamento eram apenas uma “sombra” da obra perfeita de Jesus Cristo na cruz. Ali na cruz, Jesus derramou seu precioso sangue não mais para cobrir os pecados, mas para tirá-los de uma vez por toda.

Em 800 aC, Isaías profetizou sobre a morte de Cristo na cruz. Lemos em Isaías 53.4-6: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.” Isaías profetizou que Jesus seria o substituto para os nossos pecados e transgressões.

A mensagem de toda a Bíblia é que Jesus é o Salvador dos pecados. Quando do Seu nascimento o anjo disse a José em Mateus 1.21: “…e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” João Batista ao ver Jesus disse em João 1.29: “…Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Paulo afirmou em 1 Timóteo 1.15: “…Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.”

A salvação de uma pessoa não significa ser mais religioso, viver uma vida mais certa, fazer um pouco mais de caridade, ir mais a igreja, participar de ritos e se firmar em dogmas. Não! A salvação vem apenas por um só caminho: quando ela enxerga a realidade dos seus pecados e se arrepende dels, confiando plena e tão somente no sacrifício substitutivo de Jesus na cruz por ela.

Esta é a maior de todas as decisões que você poderia fazer em sua vida. Esta é a diferença entre a vida eterna com Deus e a condenação eterna sem Ele. Ninguém mais pode tomar essa decisão por você.

Você pode começar um relacionamento com Deus de uma única maneira: crendo em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

A Salvação é só por Jesus!

EXPECTATIVAS EM DEUS

EXPECTATIVAS EM DEUS

Olhando para sua situação atual, o que você está esperando Deus fazer? Um dos grandes problemas em nossas vidas é que não temos expectativas que Deus fará algo naquilo que precisamos e desejamos. É importante que você se lembre que Deus trabalhará em sua vida de acordo com sua expectativa nEle. Isso é chamado de FÉ.

Paulo entendeu muito bem isso. Ele afirmou em 2 Coríntios 1.9,10: “ Nós nos sentíamos como condenados à morte. Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos salvou e continuará a nos salvar desses terríveis perigos de morte. Sim, nós temos posto nele a nossa esperança, na certeza de que ele continuará a nos salvar.”

Paulo tinha a expectativa de que Deus o libertaria dos “…terríveis perigos de morte.” Ele aprendeu que havia algo na qual ele nunca poderia controlar, e devia aprender a manter sua plena confiança em Deus.

Talvez sua expectativa de livramento não seja semelhante a de Paulo, mas a verdade é que você precisa também manter sua plena confiança em Deus. Há becos sem saídas na vida. Não se tem soluções na frente, nos lados e nem para trás. A única solução só pode vir do alto; de Deus.

Você até pode questionar: Por que Deus deixa minha vida tão sem controle e tão difícil? A resposta é simples: Deus faz isso para forçá-lo a confiar totalmente nEle. Ele permite isso para que você jogue fora sua própria sabedoria, ingenuidadade e esperteza e aprenda a depender de Sua sabedoria celestial.

Quando Paulo aprendeu a confiar e depender só em Deus, ele disse: “…Sim, nós temos posto nele a nossa esperança, na certeza de que ele continuará a nos salvar.” Paulo deixa claro que ele parou de ter expectativas em si mesmo para tê-las em Deus. Deus mesmo o levou a isso.

Quando sua expectativa e fé está somente em Deus, Ele age em seu favor. Ele fará grandes milagres para que fique extremamente claro que foi Ele quem agiu. Ele agirá nas circunstâncias, usando pessoas, enquanto trabalha de forma eficiente para mudar você por dentro.

Abrir o “ Mar Vermelho” para Deus foi “ fichinha”. O duro mesmo foi convencer o povo de Israel que eles deveriam colocar suas expectativas e confiança somente em Deus.

Mais do que qualquer coisa que você deseja que seja mudado, Deus quer mesmo é mudar sua vida. Ele quer você aprenda a manter suas expectativas nEle. E se você assim o fizer, tudo começará a tomar um novo rumo.

Quando suas expectativas estiverem somente em Deus, frustração, decepção, vergonha, medo, stress e desânimo serão palavras apenas no dicionário e jamais em sua vida.

O DEUS DA ESPERANÇA

O DEUS DA ESPERANÇA

O que as pessoas mais precisam nessa vida? Comida? Uma boa casa? Roupas? Dinheiro? Profissão? Oportunidades? Saúde? Bons negócios? Viagens? Amigos? Parentes? Tudo isso é bom e importante. Mas o que todos precisamos mesmo é de ESPERANÇA para a vida.

Quando se perde a esperança, se perde a vontade de viver. E qualquer um é tendente a não continuar quando os obstáculos chegam. Por vezes paramos nossa vida por causa da doença, da morte, do desprezo, do deboche, do sarcasmo, da fofoca, da provação, dos erros, da crise e etc.

A Bíblia é um livro de ESPERANÇA porque apresenta o DEUS DA ESPERANÇA. O Deus que participa na história daqueles que nEle confiam. Em diversos Salmos somos chamados a nos lançar no DEUS DA ESPERANÇA.

Salmos 9.18: “Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.”

Salmos 39.7: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”

Salmo 46.1-3: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.”

Salmo 62.5: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.”

Salmo 65.5: “Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos.”

Salmo 71.5: “Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade.”

Salmo 146.5 : “ Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus.”

Não jogue fora sua esperança em Deus simplesmente porque os problemas chegaram. Se você abraçar seus problemas e focar neles, com certeza você cairá. Não importa o tamanho do seu problema, mas sim o tamanho de seu Deus. Ele permite tudo com um propósito maior.

Quando você começa a perder toda a esperança em si mesmo, nas pessoas e nas circunstâncias ao seu redor, você se torna um forte candidato a experimentar o DEUS DA ESPERANÇA.

Quando a corda da sua vida estiver totalmente ligada em Deus, você será sustentado diariamente com a esperança que tanto deseja e precisa.

A QUESTÃO É O CORAÇÃO

A QUESTÃO É O CORAÇÃO

Alguém disse sabiamente: “O coração do problema é o problema do coração.”

 O coração é muito importante na Bíblia porque Deus está profundamente interessado com a condição interior de cada pessoa. Ele diz em 1 Samuel 16.7: “Porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.”

 A realidade é que o coração de cada um de nós é extremamente propenso ao engano. Em Jeremias 17.9 lemos: “ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” E o Senhor olha e vê tudo que está dentro de nós. O versículo 9 afirma: “ Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.”

Por que que o coração é tão importante? Porque todas as questões da vida procedem do coração. O que fazemos em palavras e atos é antes de tudo um produto do que somos no nosso interior. Jesus afirmou em Mateus 6.21: “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

No Sermão do Monte, o Senhor Jesus fala fortemente contra a hipocrisia externa. Aquela que é orientada com base no desempenho exterior da religião. O alvo de Jesus foi o grupo religioso dos fariseus. No texto de Mateus 5.17-48, Jesus por seis vezes usa expressão “ Ouvistes que foi dito….Eu, porém, vos digo…” Ele faz isso para contrastar o seu ensino com a abordagem externa e falsa ensinada pelos fariseus em relação ao Antigo Testamento. Jesus chama a atenção de que os preceitos morais ensinados por aqueles líderes religiosos não tinham base alguma na Palavra de Deus e eram apenas uma religiosidade externa.

Deus não está preocupado com religiosidade externa. Ele se preocupa com o interior das pessoas. O relacionamento autêntico com Deus passa primeiramente pelo interior de cada um de nós. Não adiante dizer algo, cantar algo, frequentar um local de culto a Deus, mas a vida por dentro continua tudo errado. Jesus chama isso de “hipocrisia”. Nossa caminhada com Deus é uma questão do coração. Quem adultera, adultera primeiro no coração; quem rouba, rouba primeiro no coração; quem mata, odeia primeiro no coração. O coração é tudo!

Portanto, se você quiser realmente andar com Deus, você precisa aprender a expor seu coração diante dEle; precisa se colocar em Sua presença para que Ele o sonde totalmente. É acima de tudo, você precisa estar muito mais atento para quem você é por dentro.

A questão é o coração! E com está o seu coração hoje?

COMO ANDA O MEU CORAÇÃO?

COMO ANDA O MEU CORAÇÃO?

Vida saudável tem sido o lema de hoje em dia, ainda que não obstante muitos continuam a descuidar da saúde. O ministério da saúde no Brasil afirma que doenças cardiovasculares causam 30% das mortes no País. Devemos então nos preocupar com uma boa dieta e exercícios físicos contínuos. Mas Deus também quer que cuidemos de nossa saúde espiritual e em especial, o nosso “coração”.

Na Bíblia a palavra “coração” vem do hebraico lebab ou leb, e do grego kardia. O termo ocorre cerca de mil vezes na Bíblia e se torna o princípio antropológico mais comum nas Escrituras, cujo o significado refere-se a pessoa em suas atividades físicas, emocionais, intelectuais e morais. O termo bíblico define o ser humano como um todo.

A Bíblia afirma que por ser tão essencial e precioso, o coração precisa ser guardado. Lemos em Provérbios 4.23: “ Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” E mais, Deus quer que rendamos sem reserva o nosso coração a Ele. Provérbios 23.26 afirma: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.”

Quais são as principais questões da vida? As principais questões da vida abrangem quem somos, tais como nossas atitudes, desejos, afetos, buscas, motivos, emoções e as palavras que falamos. Provérbios 27.19 diz: “ Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim, o coração do homem, ao homem.” O ensino principal desse versículo é que se nós olharmos para um lago, perfeitamente veremos o reflexo de nossos rostos, porque a àgua reflete quem somos. Assim, quando Deus quer saber quem somos, Ele olha para dentro de nossos corações.

A verdade é que se nós realmente nos importamos com o estado de nossos corações, sem dúvida tomaremos todo o cuidado com os nossos olhos – com aquilo que estamos vendo – e com os nossos ouvidos – aquilo que estamos escutando.

Sendo o coração a “ fonte da vida” é extremamente importante triar o que entra nele. As condições dos nossos corações serão plenamente afetados para o bem ou para mal, na proporção que fazemos escolhas com o que entra por nossos olhos e ouvidos. Daí, é preciso muito critério, especialmente no uso do entretenimentos ao nosso redor (TV, internet, sites de relacionamentos etc).

Um coração mal guardado permite o lixo entrar e causa a morte direta da fé, da alegria, do casamento e família e, acima de tudo, do relacionamento com Deus. Por isso, pergunte sempre: Como anda o meu coração?

O HUMILDE JESUS

O HUMILDE JESUS

Conta-se que Alexandre, o Grande, entrou na Índia numa imensa procissão. O ritual começou com um homem espalhando flores, em seguida 200 elefantes pintados desfilaram, seguido também de 200 cavaleiros montados olhando para trás, para o carro de Alexandre, que vinha puxado por 40 cavalos pretos, e ele, sentando num trono de ouro, em um carro de marfim, afirmava: “ Eu sou o senhor do universo que já conquistou o mundo e agora conquistarei as estrelas.” Pobre Alexandre…ele foi apenas lembrado na história por suas conquistas e por ter morrido tão novo aos 33 anos. Que diferença de Jesus!

A Bíblia afirma categoricamente que Jesus é Deus. Em João 1.1 lemos: “ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” e ainda em João 1.14: “ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” A humildade de Jesus é primeiramente vista em sua encarnação. Ele, sendo Deus, assumiu ser um homem, viver como homem, para salvar os pecados dos homens.

A encarnação nos diz que Jesus se auto humilhou. Paulo define essa auto humilhação em Filipenses 2.5-8: “ …Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou….” Paulo também explica a auto humilhação de Jesus em 2 Coríntios 8.9: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.”

A humildade de Jesus é percebida desde seu nascimento. Em Lucas 2.7 lemos que Maria “…enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” O Salvador chega ao mundo por uma família humilde, num lugar humilde para salvar os humildes.

O viver de Jesus também era humilde. Isso expressava em Sua total dependência do Pai. Ele se alegrou em render-se a fazer o que o Pai queria. Em João 6.38 lemos: “Eu desci dos céus não para fazer a Minha vontade e sim a do Meu Pai.” Seu foco era servir as pessoas. Ele diz em Marcos 10.45: “ Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

O humilde Jesus se humilhou e viveu humildemente entre nós para libertar-nos do nosso “eu” para o “outro”, do “meu” para o “nosso” e da “minha vontade” para a “vontade dEle”. E enquanto não o buscarmos humildemente como uma “criança”, nunca seremos o “adulto” que tanto desejamos ser.

VENCENDO O ORGULHO

VENCENDO O ORGULHO

O orgulho é uma busca de auto reconhecimento e auto-exaltação. O modelo mental do orgulhoso está baseado em si, e em servir a si mesmo.

Pessoas orgulhosas querem desesperadamente ser boas, não para a glória de Deus, mas para a sua própria glória. Elas querem reconhecimento e aprovação pessoal. Elas acreditam que a vida gira em torno delas. O importante sempre é sua felicidade e suas conquistas.

Essa é a razão pela qual J.C.Ryle afirmou: “O orgulho vem de não conhecer a si mesmo e ao mundo. Quanto mais o tempo passa, quanto mais você cresce, e quanto mais você vê, menos razão você encontrará para ser orgulhoso. A ignorância e a inexperiência são os pedestais do orgulho; uma vez que os pedestais são removidos, o orgulho cairá”

É por causa de todo esse lixo na alma que Deus nos exorta através de Paulo em Efésios 4:1-2: “Rogo-vos, pois eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda HUMILDADE…”

O certo é que não podemos nos achegar e experimentar uma intimidade com Deus sem humildade. Somos advertidos em Tiago 4.10: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará. Em 1 Pedro 5.6 lemos: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.” June Hunt afirmou: “ Quando você tem um coração humilde, você reflete o coração de Deus.

 Mas por que ser humilde? Paulo nos revela a razão em 1 Coríntios 1.28: “…Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são.” E o salmista declarou no Salmo 18.27: “Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates.”

Assim, não podemos viver para Deus e nem experimentar a vida de Jesus em nós, sem sermos humildes. É somente por Jesus que você pode ser transformado do orgulho para a humildade. Sem Ele você não consegue ser humilde. É por isso que ele mesmo declarou em Mateus 11.29: “…aprendei de mim que sou manso e HUMILDE de coração.”

E por fim, nunca devemos esquecer da contundente declaração bíblica em 1 Pedro 5.5 que diz: “…cingi-vos todos de HUMILDADE, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos HUMILDES concede a sua graça.”

É bom lembrar que todos temos sempre uma escolha: ou sermos humildes, ou sermos humilhados.

O PERFIL DO ORGULHOSO

O PERFIL DO ORGULHOSO

Há várias características que definem um orgulhoso. Algumas delas são extremamente gritantes.

O orgulhoso é incapaz de admitir que está errado. Adão em seu orgulho, ao ser confrontado por Deus quanto a seu pecado, disse em Gênesis 3.12: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” O orgulhoso nunca assume a responsabilidade de seus erros e naturalmente culpa os outros por eles.

O orgulhoso recusa fortemente qualquer autoridade. Ele não acata o princípio de 1 Pedro 2.13 que diz: “ Sujeitai-vos a toda instituição humana…” O orgulhoso se opõe a qualquer pessoa que queira nortear sua vida. Ele segue seu caminho enfrentando líderes e superiores. Ele se acha acima da lei e da ordem.

O orgulhoso não é ensinável. Ele sempre tem um argumento, uma opinião, uma ideia, um conceito próprio. O orgulhoso fala muito de si e de seus feitos. O orgulhoso “se acha”. Ele não leva em conta o princípio de 1 Coríntios 8.2: “Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber.” 

O orgulhoso tem o hábito de criticar os outros. Ele não leva em conta o ensino de Tiago 4.11 que diz: “…não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.”.

O orgulhoso naturalmente se vê e se sente melhor que os outros. Ele se gloria em sua capacidade e oportunidades. Ele ostenta pelo que é, pelo que tem e pelo o que se tornou. Ele não considera em sua vida o princípio de 1 Coríntios 4.7: “ Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias…?”

O orgulhoso também está demais ocupado para amar. Ele não obedece ao mandamento ensinado por Jesus em Mateus 22.37,39: “ Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento…Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” O orgulhoso está sempre ocupado demais para focar sua vida em Deus e nos outros. Sua vida é totalmente centrado em si mesmo.

Agora, antes de observar essas características de orguoho em outros, seria muito bom pausarmos nossas vidas e olhar para dentro de nossos próprios corações. E se o orgulho estiver ali, não temamos arrepender e confessar, pedindo ao Senhor que mude nossas vidas e nos faça mais semelhante Aquele que é o exemplo supremo de humildade: O Senhor Jesus Cristo!

OS ATROPELOS DO ORGULHO

OS ATROPELOS DO ORGULHO

Charles Spurgeon afirmou: “ O orgulho pode ser definido como “o pecado” da natureza humana.”Francis Frangipane escreveu: “Deus nunca pode confiar Seu reino para quem nunca foi quebrado em seu orgulho. O orgulho é a armadura da própria escuridão.”

Deus odeia o orgulho. Em Amós 6.8 lemos: “…Abomino a soberba de Jacó…” Em Provérbios 8.13 está escrito: “ O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância…eu os aborreço.” A razão de Seu ódio ao orgulho é porque ele nos impede de receber Seu apoio, ajuda e cuidado.

O sistema de valores do mundo promove sempre as pessoas que se orgulham e ostentam. O mundo não valoriza um coração humilde e submisso a Deus. Por isso somos advertidos em 1 João 2.16: “ Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a SOBERBA da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.”

O orgulho nos impede de receber as bênçãos de Deus. Somente pela fé em Deus é que podemos receber Suas bênçãos. O orgulho é a fé em si mesmo. Mas a fé em Deus não é a fé em si mesmo; ninguém que anda por seus próprios conceitos e esforços podem receber o favor de Deus. Em Tiago 4.6 somos confrontados: “Deus resiste aos SOBERBOS, mas dá graça aos humildes.”

O orgulho também nos leva a seguir nossos próprios caminhos em vez do caminho de Deus. Orgulho sempre nos faz pensar que não precisamos dos conselhos ou ajuda do Senhor. O Salmo 10.4 afirma: “ O perverso, na sua SOBERBA, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações.”

O orgulho nos conduz a rejeitarmos a Deus. O certo é que quando rejeitamos a Deus e seus princípios teremos muitos problemas na vida. Provérbios 11.2 nos ensina: “ Quando vem a soberba, então vem a desonra…” Em 16.18 lemos: “ A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda.” E ainda em 29.23 somos exortados: “…o orgulho do homem o abaterá.”

E por último, o orgulho nos faz negligenciar uma vida de devoção a Deus. O orgulho é a raiz principal que nos leva a manter-nos tão ocupado com tantas coisas que não nos permite ter um tempo ouvindo Sua Palavra e buscando Sua presença em oração. E aqueles que não desenvolvem tempo com Deus acreditam que podem viver a vida sem Ele.

Lembremos sempre: boa parte dos atropelos pessoais, relacionais e espirituais da vida tem o orgulho como sua a fonte primaz.

O PODER DA FRAQUEZA

O PODER DA FRAQUEZA

Para o nosso mundo a fraqueza é um mal. Charles Stanley afirmou: “Ninguém gosta de sentir-se fraco…Há algo dentro do espírito humano que quer resistir ao pensamento da fraqueza. Muitas vezes isso não é nada mais que o nosso orgulho humano trabalhando. Assim como a fraqueza carrega um grande potencial de força, o orgulho carrega igualmente um grande potencial para a derrota.”

Jesus fez um convite aos que se sentem fracos. Ele os convidou em Mateus 11.29 dizendo: “ Vinde a mim, todos os que estais CANSADOS e SOBRECARREGADOS, e eu vos aliviarei.” Jesus sabe que somente os fracos atenderão ao convite.

É na fraqueza que a pessoa de Jesus se manifesta. Jesus como Deus, tornou-se homem. Ele optou pela fraqueza. Ele nasceu de uma família simples, num local simples, foi envolvido em seu nascimento com panos, dormiu sua primeira noite num coxo de animal, foi viver depois numa vila simples e desprestigiada: Nazaré. Jesus andava no meio do “povão” e por fim morreu na humilhante cruz. Tudo o que é fraco aos olhos dos homens, Jesus vivenciou. Ao entender Jesus tornando-se fraco, A.C.Dixon disse o seguinte: “Sabemos da deificação dos homens na mitologia pagã…Os deuses estavam dispostos o suficiente para receber os presentes dos homens. Mas no cristianismo, o fato é que Deus tornou-se homem com fraqueza humana e se esvaziou da glória do céu, a fim de que Ele pudesse tomar sobre Si os pecados, as doenças e fraquezas de toda nossa humanidade” .

Quando as fraquezas chegam, abre-se uma oportunidade para se experimentar melhor a presença de Deus. Em Êxodo 3, quando Deus chamou a Moisés para libertar o povo de Israel, no versículo 11 ele expõe sua fraqueza dizendo: “…Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” E Deus lhe responde no versículo 12: “…Eu serei contigo.” Assim, somente os fracos terão uma experiência próxima e pessoal com Deus.

As fraquezas também criam um excelente espaço para a manifestação do poder de Deus. O apóstolo Paulo em 2 Corintios 12 teve a oportunidade de uma revelação dos céus. E para que não ficasse tão ensoberbecido com essa revelação, Deus lhe permitiu “um espinho na carne”. Enquanto sofria, Paulo orou por três vezes pedindo que o Senhor retirasse o espinho. A resposta lhe que Deus lhe deu foi a seguinte no versículo 9: “…a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” A fraqueza de Paulo tornou-se uma oportunidade para manifestação do poder de Deus.

Assim, a pessoa de Jesus, a presença e o poder de Deus se tornam reais apenas para os fracos. Por isso, não tenha medo de reconhecer sua fraqueza, há um grande poder nela.

GUARDE SUA MENTE

GUARDE SUA MENTE!

Nossa mente é um dom especial de Deus. Ela pode potencialmente armazenar 100 trilhões de pensamentos. Ao mesmo tempo que ela pode ser criativa e influente, ela também pode ser um campo de batalha que deve ser guardado. No meio da luta mental somos chamados a amar a Deus com todo nosso entendimento (Lc 10.27), vivermos de uma forma sóbria (1 Pd 1.13) e levarmos preso todo pensamento a obediência de Cristo (2 Co 10.5). Se a mente é preciosa, precisamos mantê-la protegida de qualquer ameaça.

Por isso…

1 – GUARDE SUA MENTE DA TENTAÇÃO

Jesus disse  em Mateus 26.42: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação.” O salmista também afirmou no Salmo 101.3: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos…” Esses são bons versículos para memorizarmos. Se quisermos proteger nossa mente temos que vigiar o que olhamos, orar a Deus e fugir de situações e pessoas que nos expõe ao pecado. O pecado começa na mente.

2 – GUARDE SUA MENTE DA FALSIDADE

Vivemos em um mundo conduzido no seu sistema por Satanás, o qual nos seduz com falsas filosofias, experiências espirituais enganosas e que obscurece nosso entendimento. Devemos por isso guardar nossas mentes contra o falso, abraçando e recebendo a verdade de Deus. Jesus diz: “santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade.” (Jo 17.17). Dedique-se a verdade e você será perito em detectar a mentira.

3 – GUARDE SUA MENTE DO ORGULHO

O orgulho é o pecado que resultou a queda de Satanás do céu. O orgulho é o pecado que Deus julga mais rápido do que qualquer outro. Ele é a única raiz de muitos outros tipos de pecados em nossas vidas. O orgulho só pode ser encarado e combatido com uma postura de humildade. E Jesus é nosso exemplo maior. Paulo diz em Filipenses 2.5,8: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus…a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” É no exemplo de Jesus que vencemos o orgulho e nos tornamos humildes.

4 – GUARDE SUA MENTE DA SOBRECARGA

Alguns de nós erramos por vivermos numa sobrecarga mental. Tem gente boa estudando, lendo e pensando demais. Isso tudo produz uma fatiga mental perigosa. Em Marcos 6.31 Jesus disse a seus discípulos: ” Vinde repousar um pouco, à parte…” Jesus nos ensina que precisamos parar para descansar, relacionar, divertir, rir. Precisamos nos dar o direito de  um “relax”. O fracasso na vida começa em pequenas coisas na mente. Não permita pensamento pecaminoso ou hábitos mentais ruins,  isso pode arruinar sua vida.

Por isso, guarde a sua mente!

UMA RESPOSTA AO ATEÍSMO

UMA RESPOSTA AO ATEÍSMO

Ateísmo é o ponto de vista de que Deus não existe. O ateísmo na Bíblia não é uma novidade. Davi escreveu sobre o ateísmo por volta de 1000 a.C., dizendo no Salmo 14.1 o seguinte:“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus”.

Por que o ateísmo  existe? Ou por que Deus simplesmente não se revela para as pessoas, provando que Ele existe? Alguns dizem: “se Deus aparecesse, todos acreditariam Nele!” O problema com esta idéia é que não é a vontade de Deus convencer as pessoas de que Ele existe. A vontade de Deus é que as pessoas acreditem Nele pela fé. Hebreus 11:6 declara: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus…” 

No Antigo Testamento Deus se manifestou de várias maneiras; Ele provou a Sua existência. A verdade é que mesmo as pessoas sabendo de Sua existência não O obedeceram. 

A Bíblia deixa claro que pessoas vão crer e outras não. Em João 20.29 Jesus disse a Tomé, o discípulo incrédulo: “…Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” 

O fato de que a existência de Deus deve ser aceita por fé não significa que acreditar em Deus seja algo ilógico. Existem diversos bons argumentos para a existência de Deus. A Bíblia ensina que a existência de Deus é claramente vista no universo (Salmos 19:4), na natureza (Romanos 1:18-22) e nos nossos corações (Eclesiastes 3:11). A existência de Deus não pode ser provada, ela deve ser aceita pela fé.

Ao mesmo tempo, deve-se ter a mesma fé para acreditar no ateísmo. Afirmar “Deus não existe!” é afirmar que se tem o conhecimento absoluto de tudo o que pode ser conhecido – e de ter ido em todos os lugares possíveis do universo – e de ter testemunhado tudo o que poderia ser visto. É claro, nenhum ateu faria estas afirmações. No entanto, isso é essencialmente o que eles estão afirmando ao dizer que Deus não existe. Os ateus não podem provar, por exemplo, que Deus não vive no centro do Sol ou debaixo das nuvens de Júpiter, ou em algum local no universo. Isto não pode ser provado, então não pode ser provado que Deus não existe. É necessário ter a mesma quantidade de fé para ser um ateu quanto para ser um teísta.

Mas a maior questão do ponto de vista de Deus não é que Ele queira que as pessoas creiam em sua existência, o que Ele deseja é que as pessoas creiam pela fé em Jesus, Seu Filho amado. Em Marcos 9.7, na transfiguração de Jesus, Deus falou aos discípulos dizendo: “…esse é o meu Filho Amado, a Ele ouvi.”

A crença na existência de Deus é pela fé. A crença no ateísmo é pela fé. Você é que escolhe no que vai crer.