QUAL SEU OBJETIVO DE VIDA?

QUAL SEU OBJETIVO DE VIDA?

Como você completaria essa frase? O meu objetivo para minha vida é________________.

Com certeza alguns diriam que seu verdadeiro objetivo na vida seria ganhar mais dinheiro, divertir‐se, manter‐se seguro, ser reconhecido, continuar os estudos, etc.

Paulo, em 1 Coríntios 12, após ter falado sobre o uso dos dons espirituais, ele termina com a seguinte frase no versículo 31: “…Passo agora a mostrar‐lhes um caminho ainda mais excelente.” E qual seria esse caminho mais excelente? Ele continua dizendo nos primeiros 3 versículos do capítulo 13 o seguinte: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas se não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas se não tiver amor, nada disso me valerá.” O mais excelente é a prática do amor.

Para Paulo, o verdadeiro objetivo da vida é AMAR. Amar é mais importante do que qualquer outra coisa nessa vida. Sem amor a vida não anda. E precisamos aprender isso.

Amar pessoas é o que faz a diferença. Segundo Paulo, precisamos aprender que amar é mais importante do que a busca por qualquer outra capacidade e habilidade na vida. Ele diz no versículo 1: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine…” Sem amor, tudo em sua vida é ineficaz e inadequado.

Amar também é mais importante do que conhecer. Paulo diz no versículo 2: “Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento… nada serei.” Sem amor sua vida fica incompleta.

Amar é mais importante do que crer. Paulo continua ensinando no versículo 2: “ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.” 

Sem amor o que cremos e insuficiente.
E por último, amar é mais importante do que dar ou se esforçar. Paulo diz no versículo 3: “Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas se não tiver amor, nada disso me valerá.” 
Sem amor tudo o que você der ou se esforça é insignificante.

Assim, que o amor seja o alvo de sua vida. Escolha amar e não odiar; escolha amar e não revidar; escolha amar e não exigir o amor. Amar é uma escolha.
Lembre‐se que sem amor o que você produz não tem valor, o que as pessoas recebem não tem valor e a própria vida não tem valor.

O objetivo da vida é amar.

O PERIGO DA INGENUIDADE

O PERIGO DA INGENUIDADE

 

Em Josué 9.14 lemos: “Os israelitas examinaram as provisões dos gibeonitas, mas não consultaram o Senhor.”
Quando Josué assumiu o comando dos filhos de Israel no lugar de Moisés, a nação já havia transposto vários obstáculos, como passado o Jordão a pé, derrotado Jericó com seus muros imponentes e subjugado os corajosos habitantes da cidade de Ai. Lendo os primeiros oito capítulos de Josué parece que nada poderia prosperar contra Israel. Mas o que as armas e as forças bélicas não fizeram, um astuto povo, chamado de gibeonitas, fez.
Em Josué 9.3-14 temos os detalhes dessa história. Os gibeonitas eram heveus; eles eram cananitas. Eles montaram uma delegação e vieram astutamente a Josué com jumentos carregados de coisas velhas. Os homens calçavam sandálias gastas e os alimentos que estavam com eles eram secos, esmigalhados e bolorentos. 
Com essa artimanha eles disseram a Josué que vieram de um lugar distante, que por tanto tempo para chegar, tudo se desgastou. E eles vieram para um acordo de paz com Israel porque ouviram das grandezas do Senhor no meio da nação. Após ouvir os gibeonitas, Josué e os líderes examinaram o que eles trouxeram e fizeram depois um acordo de paz com eles. 
Mas tristemente o texto afirma no versículo 14: “mas não consultaram o Senhor.” Depois do acordo, Josué e os líderes descobriram que eles eram cananeus e haviam mentido. Mas como Josué e os líderes haviam dado a palavra de paz a eles não puderam voltar atrás. Josué e os líderes foram muito ingênuos.
O erro de Josué e dos líderes nos mostra a principal lição: podemos nos precipitar decidindo algo por apenas achar que os fatos são convincentes demais.

Como os gibeonitas, tudo pode parecer muito claro e lógico, mas nem sempre o que aparentemente parece ser, muitas vezes é. Podemos estar sendo enganados por palavras lisonjeiras e bonitas; nosso orgulho pode ser inflamado por tais palavras; nossas emoções podem ser tocadas como nunca antes; o falso senso de segurança pode também nos enganar.
O erro principal de Josué e dos líderes nessa situação foi ter consultado a si mesmos e não ao Senhor. Josué, como líder, poderia ter dito aos gibeonitas: “Esperem aqui. Nós vamos ali orar e buscar ao Senhor sobre tudo o que vocês falaram. Ele nos revelará Sua vontade.” Uma simples e pequena decisão poderia ter mudado tudo.
Josué e os líderes foram ingênuos, mas você não precisa ser. Essa história está na Bíblia para lhe ensinar que você não precisa se precipitar numa decisão simplesmente porque os fatos parecem ser muito convincentes. Antes de decidir, busque ao Senhor.
Lembre-se que os gibeonitas ainda estão por aí, usando outros artifícios, porém com o mesmo propósito: enganar e ludibriar os ingênuos que não buscam saber a plena vontade de Deus para as pequenas e grandes decisões da vida. 

DEUS EM TUDO

DEUS EM TUDO

Temos a tendência de pensar que Deus apenas está disposto a responder orações complexas, difíceis e impossíveis. Achamos que não devemos incomodar a Deus com orações que afetam o nosso dia a dia. Ledo engano! Em Provérbios 3.6 somos ensinados a orar: “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”

Incrustado no meio das geneologias do livro de 1 Crônicas, temos a história de Jabez. Esse homem fez algo interessante, ele contou a Deus o que estava no seu coração. Ele expôs todos os seus desejos. Em 1 Crônicas 4.9,10 lemos: “Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.”

Pouco se sabe sobre Jabez, exceto que ele era um descendente de Judá, um homem honrado e sua mãe chamou-lhe “Jabez” (que significa “triste” ou “que causa dor”) porque o seu parto tinha sido doloroso. Em sua oração, Jabez clama a Deus por proteção e bênção. Usando um jogo de palavras, Jabez, o “homem de dores”, pede a Deus para protegê-lo do sofrimento que o seu nome tanto lembrava.

A oração de Jabez contém um pedido urgente por quatro coisas: Em primeiro é a benção de Deus.

Jabez reconhece que o Deus de Israel é a fonte de toda bênção, e ele pede a Deus por Sua graça. Em segundo foi a expansão do território. Jabez ora pela vitória e prosperidade em todos os seus empreendimentos e que sua vida fosse marcada por progresso. Em terceiro a presença da mão de Deus. Em outras palavras, Jabez pede a orientação de Deus e que o Seu poder seja evidente em sua existência diária. E em quarto a proteção contra o mal. Jabez olha para Deus em confiança e coloca diante dEle tudo o que está em seu coração.

Assim, você também pode reconhecer a Deus em tudo. Como Jabez você pode orar se algo estiver entristendo o seu coração. Você também pode pedir a Deus por sua vida profissional, a cura de sua saúde, sua vida sentimental, seus negócios, seus estudos, por melhor capacidade, por oportunidades etc. Você é livre para colocar diante de Deus tudo, e tudo mesmo. O importante é que você aprenda a reconhecer a Deus em todos os seus caminhos.

O bonito da história de Jabez é que termina assim: “…E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.” Isso é algo tremendo porque ensina que devemos pedir. Aqueles que tem o pedido certo, para a pessoa certa, terá a seu tempo a resposta certa.

Aprenda a colocar Deus em tudo. Como Jabez, não aceite nenhum estigma em sua vida. Jabez estava fadado pelo nome a viver na tristeza, mas ele orou por bençãos, e o Senhor o ouviu. Faça o mesmo!

Não permita que nada ou ninguém defina a sua vida. Você deve insistir com Deus em oração naquilo que é justo e que O glorifica.

Somente os que colocarem tudo diante de Deus serão realmente abençoados e íntimos com Ele. Que privilégio!

 

A LUTA CONTRA O PECADO

A LUTA CONTRA O PECADO

Estamos lutando diária e acirradamente contra o pecado. Paulo esclarece sobre essa luta em Romanos 7.15,18,19 ao dizer: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto… Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.”

Na luta contra o pecado há apenas duas opções: não reconhecer ou confessar. Se não reconhecermos a realidade do pecado nos auto-enganamos. O apóstolo João nos alerta em 1 João 1.8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” Agora, ao confessarmos o pecado, receberemos o perdão advindo da bondade, da misericórdia e da graça de Deus. E 1 João 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Estamos na luta contra o pecado e há atitudes que você precisa ter nessa luta. Por exemplo, você não pode se familiarizar com o pecado e deixar ser definido por ele. Alguns padrões de pecados foram desenvolvidos desde a infância, mas não se pode permitir que esses estilos e hábitos pecaminosos perdurem. Se você caiu na mentira, isso não significa que você é um mentiroso. Apenas mentiu. Mas quando você continuamente vive mentindo, esse pecado passará a lhe definir. Assim, é necessário tratar com seriedade a mentira para não permitir ser definido por ela. Esse mesmo princípio é aplicado a qualquer outro tipo de pecado.

Na luta contra o pecado é preciso também que você entenda que o pecado sempre promete uma recompensa. O pecado mentirosamente lhe diz que ao pecar sua dor será aliviada, seu medo acabará, sua culpa será esquecida, seus problemas acabarão etc. O pecado é falso e destrutivo. Não ceda a recompensa do pecado.

Na luta contra o pecado você precisa também estar atento a astuta voz de Satanás que diz: “Quem você pensa que é? Você nunca foi capaz de mudar. Você nunca venceu esse pecado antes, e por que você pensa que o vencerá agora? Quantas vezes você já pecou? Não há esperança. Nada funcionará”. Essas perguntas acusadoras são plantadas em sua mente por Satanás. Ele sabe que o pecado destrói as energias espirituais e por isso lança esses ataques à sua mente. Aprenda a ouvir a origem dessas palavras e não aceitá-las.

E por último, na luta contra o pecado você precisa se refugiar em Jesus. O apóstolo João nos encoraja em 1 João 2.1,2: “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados…” Por causa de Sua morte na cruz e Sua ressurreição, todos os que se achegam arrependidos e confessando seus pecados, receberão dele o perdão.

Em Cristo, Deus está pronto a perdoar sem que se precise mendigar, subornar ou barganhar o Seu perdão, como que dizendo: “nunca mais vou fazer isso”. Se você confessar seus pecados a Deus, não importa o tamanho deles, Ele o perdoará, lhe purificará e lhe dará libertação de qualquer culpa.

Você virá hoje a Ele?

EXAMINADO POR DEUS

EXAMINADO POR DEUS

Nos Salmos 139.23,24, o salmista ora a Deus dizendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”

 A oração do salmista é um pedido por um exame divino. Ele pede para que Deus examine e investigue profundamente sua vida. Ele está ciente de que Deus sabe tudo sobre ele e que conhece todos os seus desejos, intenções, motivações, vontades, pensamentos, emoções e paixões. Ele pede a Deus não só por um escrutínio total em sua vida, mas caso Deus veja algo de errado em seu comportamento que Ele sinta-se livre para o direcionar a caminhos que O agrade; os “caminhos eternos”.

Com o salmista você aprende o que significa ser examinado por Deus. Ser examinado por Deus significa que você se dispõe a ver sua vida através da ótica dEle. Significa que você desconfia de si mesmo para confiar no que Ele entende sobre você. Significa que você será sincero consigo mesmo e como o salmista também orará: “sonda-me… prova-me… vê se há em mim algum caminho mau…”

Ser examinado por Deus também significa dedicar tempo para esse exame. Ser examinado por Deus significa que você precisará sentar com Ele em um lugar tranquilo, onde não haverá interrupções e nem pressa. Significa que você será sincero em perguntar a Deus sobre o que está errado em sua vida. Significa que você anotará o que o Senhor, por Seu Espírito, falará à sua mente. Por que escrever? Porque a escrita faz você ser específico.

Ser examinado por Deus também significa que você está em busca de pureza espiritual e por isso confessará a Deus, sem timidez, medo ou vergonha os pecados que Ele lhe revelará. Quando você leva a sério uma vida limpa, você também leva a sério o arrependimento, a confissão e a mudança de vida em relação ao pecado.

Se você deseja realmente ter as bênçãos de Deus em sua vida é preciso que você seja o mais honesto possível com Ele. Isso já pressupõe que você também será honesto consigo mesmo. Pessoas honestas não vivem na negação porque sabem que a bênção de Deus não anda de mãos dadas com a mentira, com a farsa e com a hipocrisia na vida.

Quando você quer e se deixa ser examinado por Deus, você será tomado por um sentimento de alegria e pureza que nunca experimentou na vida. Toda a complexidade que arruína sua vida cede espaço a liberdade que Deus lhe dará.

Assim, tire um tempo a sós com Deus. Fique diante de dEle e peça para que Ele faça uma avaliação em sua vida. Isso trará as profundas mudanças que você quer e deseja.

Deixe-se hoje ser examinado por Deus.

AJUDANDO EFETIVAMENTE O OUTRO

AJUDANDO EFETIVAMENTE O OUTRO

Jesus afirmou em Mateus 7.3-5: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.”

Somos todos tendentes a sermos severos demais com os erros dos outros sem investigar criteriosamente nossas próprias vidas. Segundo Jesus o indivíduo que centra no erro do outro sem olhar primeiro para si, é um HIPÓCRITA.

O hipócrita adora o ar da moralidade. Suas características principais são a crítica e o julgamento ao outro. O hipócrita é extremamente impiedoso com o próximo, mas profundamente complacente consigo mesmo.

É preciso lembrar que estamos num mundo em dor. Pessoas erram e machucam. O mundo está precisando mesmo de alguém que possa ajudar e não condenar. Jesus no texto não condena alguém por tentar ajudar o outro; na verdade isso é algo necessário. O que Jesus deixa claro é que para ajudar o outro é preciso primeiramente aprender a cuidar de si mesmo.

É bizarra a ilustração que Jesus dá. Uma pessoa se dispõe a ajudar o outro a tirar um “cisco” no olho porque esse de alguma forma está impedindo a visão. Mas na verdade isso é impossível  porque essa pessoa tem uma mega tábua nos seus próprios olhos. O simples ensino de Jesus aponta que é ridículo alguém tentar cuidar do outro quando os próprios problemas são gigantes e gritantes.

O que Jesus está afirmando no texto é o seguinte: “Amigo, cuide primeiro de você, tire seus empecilhos, veja suas fraquezas, trate-se; porque fazendo assim você terá todas condições para efetivamente ajudar o outro.”

O seu primeiro dever é cuidar de si mesmo. É preciso ver onde estão seus defeitos de caráter e tratá-los com sinceridade e severidade. Saiba realmente quem você é; confronte-se a si mesmo. Arranque suas máscaras, deflagre suas hipocrisias; humilhe-se;  critique a si mesmo; “bata pesado” em si; restaure-se!

O mundo cansou-se dos fortes. O mundo  sabe que todos somos fracos e de alguma forma precisamos urgentemente nos manter humildes para buscarmos apoio e restauração. Thomas Kempis afirmou: “Deus caminha com os humildes; Ele se revela aos humildes; Ele dá entendimento aos pequeninos; Ele revela Seus propósitos para as mentes puras, mas esconde Sua graça dos curiosos e soberbos.”

Se você é um verdadeiro seguidor de Jesus, lembre-se que você não é melhor que ninguém. Se você começar primeiramente lidando com sua própria vida, você se credenciará diante de Deus para efetivamente ajudar o outro.

O VERDADEIRO SUCESSO NA VIDA

O VERDADEIRO SUCESSO NA VIDA

O livro de Rute apresenta a história de uma moabita que quando ainda jovem tornou-se viúva e resolveu largar sua terra seguindo sua sogra, Noemi, para Israel. As palavras de sua decisão foram registradas em Rute 1.16: “…Não insistas comigo que te deixe e não mais a acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!”

As poucas palavras de Rute no versículo revelam muito sobre quem realmente ela era. Ela estava resoluta e determinada em seguir com Noemi. Ela diz: “Não insistas comigo que te deixe e não mais a acompanhe…” Ela sentiu as dores de sua sogra. Ficar viúva e sem filhos era viver para sempre sem qualquer amparo. Rute decidiu que não poderia deixar Noemi ao léu. Rute comprometeu seu futuro a bem do futuro de sua sogra e por isso também disse: “aonde fores irei, onde ficares ficarei!” Por amor e compaixão, Rute decidiu pagar o preço a benefício de sua sogra, Noemi.

E mais, todas as suas decisões tinham como base um forte cunho espiritual. Ela decidiu que ao sair de sua terra abandonaria todos os deuses de Moabe. Ela decidiu seguir a Jeová. O Deus de sua sogra Noemi agora seria o seu Deus. Sua decisão incluía não só o bem-estar de sua sogra, mas o bem de sua própria alma. Ela afirma: “O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!”

 A verdade é que por ter Rute tomado decisões acertadas, ou seja, focar sua fé no Deus de Israel e no bem-estar de sua sogra, o final de sua vida foi maravilhoso e cheio de sucesso. Deus a abençoou com um excelente casamento com Boaz. Seu filho, Obede, tornou-se ancestral do rei Davi e participante direto da genealogia do Messias, o Senhor Jesus. Sua sogra, Noemi, foi abençoada com uma velhice tranquila e alegre.

A história de Rute nos ensina muito. Com ela aprendemos que o sucesso na vida é fruto direto de decisões acertadas para com Deus e para com as pessoas. Rute fez de Deus o seu Deus e focou no bem-estar de sua sogra; e isso fez toda a diferença em sua vida.

Deus já estabeleceu em Sua Palavra que o sucesso na vida não vem por fazer da própria vida o centro. O verdadeiro sucesso na vida, aquele que tem o selo e a chancela de Deus, apenas chega para aqueles, que como Rute, depositam radicalmente sua confiança e esperança nEle, e como expressão dessa fé decidem suprir a necessidade dos outros, começando pelo próximo mais próximo.

Rute nos ensina que quando a vida começa com a decisão radical de crer, confiar e amar acima de tudo Deus, e se dispor em centrar na necessidade do outro, o resultado final dessa equação será o verdadeiro sucesso na vida.

 

 

SURPRESOS COM DEUS

SURPRESOS COM DEUS

O livro bíblico de Rute começa com a história de uma família que imigrou de Israel, da cidade de Belém, para Moabe devido a fome. O homem dessa família chamava-se Elimeleque, sua esposa chamava-se Noemi e seus dois filhos chamavam Malom e Quliom.

A família ficou por dez anos em Moabe. E nesse período Malon se casou com uma moabita chamada Rute e Quilion se casou com outra moabita chamada Orfa. Tudo parecia ir muito bem até que em um determinado dia Elimeleque morreu deixando Noemi viúva. E se não bastasse, Malon e Quilion também morreram. Em pouco tempo três mulheres ficaram viúvas numa só casa. Uma grande tragédia!

Em um determinado tempo, Noemi tomou a decisão de voltar a Israel. Suas duas noras queriam voltar com ela, mas Noemi insistiu para que elas ficassem em Moabe e constitui-se família ali. Orfa realmente ficou, mas Rute a acompanhou.

Em Rute 1.19, ao chegar em Belém, as mulheres do povoado onde ela morou por anos, perguntaram: “Será que essa é a Noemi”? E no versículo 20, com o coração cheio de tristeza e amargura ela respondeu: “Não me chamem Noemi, chamem-me Mara (amarga), pois o Todo-poderoso tornou minha vida muito amarga!

Mas este não foi o fim da história de Noemi e Rute. Quando Noemi estava desanimada, desencorajada e fracassada, Deus por Sua misericórdia usou a vida de sua nora, Rute, para lhe trazer alegria e refrigério. Rute casou-se com Boaz, um homem temente a Deus e financeiramente estável. Por meio desse casamento tudo o que era de Noemi foi restaurado. Rute deu a luz a um filho chamado Obede, que tornou-se o avô do rei Davi. E da linhagem de Davi veio o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. O que parecia ser um beco sem saída para Noemi e Rute, tornou-se uma porta de bênçãos para estas duas mulheres e para todo o mundo.

Através de Naomi e Rute somos também lembrados de que Deus trabalha de forma surpreendente para fazer seu amor conhecido e para cumprir Seus propósitos soberanos mesmo durante tempos difíceis em nossas vidas.

Assim, como na vida dessas mulheres, você não pode se deixar definir pelas lutas, problemas e tragédias em sua vida. Deus continua agindo no meio de sua história. Ele não parou de mostrar sua bondade, amor e cuidado a você simplesmente porque os seus dias ficaram negros e difíceis.

Você precisa confiar nEle, ainda que não O possa ver. Deus está sempre agindo e Ele vem a nosso favor no tempo certo. Seu papel é manter o seu coração voltado para Ele, e sempre na expectativa de que a qualquer tempo e momento Ele pode começar a mudar o rumo de sua história.

Deus sempre está agindo. Ele apenas não nos comunica tudo para que fiquemos eternamente surpresos com o maior e o melhor que Ele fará.

JESUS, O CORDEIRO DE DEUS

JESUS, O CORDEIRO DE DEUS

 João Batista afirmou sobre Jesus o seguinte em João 1.29: “…Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

Quando Jesus foi chamado de “Cordeiro de Deus” por João Batista, esta era uma expressão que referia ao fato de que Ele, Jesus, seria o sacrifício perfeito e definitivo pelo pecado.

Nas profecias do Antigo Testamento encontramos que quando da vinda do Messias, Ele se tornaria o Salvador dos pecados. Essa verdade é apresentada em Isaías 53.10: “Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa…”

O sistema de sacrifícios estabelecido por Deus no Antigo testamento foi o meio que Ele preparou para a vinda de Jesus. Em Romanos 8.3 nos afirma o seguinte: “ Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne.”

O sacrifício de cordeiros no Antigo Testamento cumpriu um papel muito importante na vida religiosa do povo judeu. Mas quando João Batista refere-se a Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, aqueles que primeiramente ouviram essas palavras, com certeza veio-lhes à mente a respeito do cordeiro da páscoa, visto que a páscoa estava se aproximando.

A festa da páscoa, relatada em Êxodo 12, era uma das mais importantes festas judaicas e uma celebração em memória de quando Deus livrou os israelitas da escravidão no Egito. Na verdade, o primeiro sacrifício do cordeiro da páscoa foi um processo de marcar com sangue as ombreiras e as vergas da porta das casas para que o anjo da morte não passasse pelas pessoas que estavam “cobertas pelo sangue”. Assim, a páscoa é um retrato nítido da obra expiatória de Cristo na cruz, sendo Ele o “Cordeiro de Deus”.

A Bíblia ensina em Romanos 3.23 que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Por causa do pecado todos estamos separados de Deus e culpado diante dEle. Nossa esperança para libertação de nossos pecados não está em nós mesmos ou nas práticas religiosas. Deus mesmo providenciou os meios para nossa libertação e aproximação a Ele. Sua resposta para o pecado foi enviar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz. Ali na cruz Ele deu sua vida e fez a expiação pelo pecado, pagando assim pela penalidade dos pecados daqueles colocando sua fé nEle possam ser perdoados.

É através de Sua morte na cruz que Jesus tornou-se o sacrifício perfeito de Deus pelo pecado, e Sua ressurreição três dias depois comprova a aprovação de Deus por Seu sacrifício pelo pecado.

Jesus é o “Cordeiro de Deus”. Ele deu Sua vida para salvar aqueles que crêem nEle.

Você já confessou a Jesus como seu Senhor e Salvador e pediu para que Ele lhe perdoasse os seus pecados? Se você recebeu o “Cordeiro de Deus”, você tem a salvação de Deus.

VIVENDO COM O FIM EM MENTE

VIVENDO COM O FIM EM MENTE

Davi escreveu no Salmo 23.6: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.”

O Salmo 23 é o mais conhecido e o mais amado por muitas pessoas. Davi termina o Salmo com fortes palavras de conforto: “…habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” Para entender o que Davi quis dizer quando escreveu essas palavras, precisamos considerar um pouco da história de sua vida.

Nos dias de Davi, o lugar oficial de culto ainda era o velho tabernáculo que datava do tempo de Moisés. Quando Davi construiu a capital da nação em Jerusalém, ele estava incomodado sobre como ele estava vivendo em uma boa casa, uma “casa de cedro”, enquanto “a arca de Deus habitava em uma tenda” (2 Samuel 7.2). Assim, ele decidiu construir um templo ao Senhor, mas esse não era inicialmente o plano de Deus para Davi. O plano de Deus incluía sim, a construção de um templo, mas não por meio Davi. De acordo com 1 Crônicas 28.2-3, o fato de Davi ter sido um guerreiro, o fez inadequado para ser o construtor do templo. No plano de Deus, Salomão, seu filho, construiria o templo para a Sua glória.

Com esse pano de fundo, consideremos as palavras de Davi no Salmo 23.6:“…habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.” Com essas palavras Davi está dizendo o seguinte: “Eu não pude construir uma casa temporária nessa terra para a glória de Deus, mas estou indo para um lugar permanente, na presença eterna dEle.” Davi tinha a eternidade em mente.

Davi estava muito confiante quanto a eternidade. Ao dizer: “…habitarei na casa do Senhor…” Essa vida aqui é passageira. Os que são de Jesus foram projetados para passar toda a eternidade com o Pai. É por isso que Apocalipse 21.1 diz que haverá um “novo céu e uma nova terra…”

Davi confiantemente também diz: “…para todo o sempre…” Davi vivia pensando na eternidade. A vida nessa terra é curta e rápida. A eternidade corre acima de todos nós. Logo, o relógio vai parar, a morte vai chegar e a eternidade dará seu início. O “…para todo o sempre…” não é aqui nessa vida. Essa vida é transitória e passageira.

Assim, se você já recebeu o perdão de Jesus pelos seus pecados e lançou sua fé nEle, então você também pode declarar como Davi: “…habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre.”

Todo aquele que centrar sua vida em Jesus viverá melhor, simplesmente porque vive com expectativas simples e razoáveis, porque entende que a vida não é só aqui nessa terra.

Quem vive com Jesus mantém sempre a eternidade em mente; sabe que o futuro já está reservado com Deus, e por isso vive de forma calma, tranquila e esperançosa.

 

Como Davi, você também está vivendo com o fim em mente?

DEFININDO A ESPERANÇA

DEFININDO A ESPERANÇA

Vivemos tempos difíceis. Nosso mundo beira ao caos. E quando o caos chega, a dor também chega. E quando tudo se complica é preciso responder a pergunta: onde se pode colocar a esperança?

Em 1 Pedro 1.13 lemos: Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado.” 

Pedro conviveu intimamente com Jesus. Ele participou de Seu ministério. Pedro viu pessoas chegarem desesperadamente a Jesus em busca de esperança, e todos os que a Ele vieram, saíram com respostas.

Assim, depois de muitos anos, Pedro convida em sua carta para que todos possam colocar sua esperança em Jesus. Ele diz: “…coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado.” Pedro está ciente de que quando Jesus voltar, tudo o que se deseja e sonha será realizado. A volta de Jesus inclui a regência total sobre esse mundo. O caos pessoal, moral, familiar, relacional, político, organizacional e etc, dará espaço a justiça, a seriedade, a santidade e a paz quando Jesus voltar. Pedro sabe que Jesus é a esperança que todos estão buscando.

Esperança na Bíblia é definida com uma expectativa confiante de que algo melhor está por vir. Esperança não é positivismo; esperança bíblica é o resultado das promessas e verdades ensinadas na Palavra de Deus, cujo o fiador final de cada uma delas é o próprio Senhor Jesus.

Assim sendo, como você pode definir sua esperança?

Em primeiro lugar, defina sua esperança olhando para Jesus e não para o bem estar de sua saúde física. Talvez você esteja enfrentando dores e incertezas com sua saúde, contudo não permita que sua saúde domine você. Talvez seu corpo esteja fraco, mas mantenha-se interiormente renovado dia a dia com as promessas e certezas que a Palavra de Deus traz. Paulo nos ensina em 2 Coríntios 4.16: Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia.”

Em segundo lugar, defina sua esperança olhando para Jesus e não para sua realidade material. Não permita que o dinheiro, ou falta dele venha a dirigir sua vida. Não permita que seus bens materiais governem suas decisões. Não coloque sua esperança no dinheiro ou bens materiais, coloque sua esperança no Senhor, tendo ou não tendo. Jesus afirma em Lucas 12.15: …Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”.

E por último, defina sua esperança olhando para Jesus e não para as pessoas. No Salmo 146.3,5 lemos: Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar…Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus.” Pessoas vão lhe decepcionar, mas Deus, nunca. Não coloque sua esperança no cônjuge, membro da família, líder espiritual, amigos etc. Todos vão lhe decepcionar! Só Jesus é digno de todas sua esperança e confiança.

Levante hoje os seus olhos e defina sua esperança única e plenamente em Jesus.

CALMA NA TRAGÉDIA

CALMA NA TRAGÉDIA

O salmista afirmou nos Salmos 131.2,3: “De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança. Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!”

Diante das tragédias da vida somos fracos e incapacitados. Choca-nos a realidade de que somos tão vulneráveis e sem controle.

Quem, por exemplo, pode se livrar de um assalto quando se já está nas mãos dos assaltantes? Quem pode se livrar da doença quando essa já está no corpo? Quem pode livrar um querido da morte quando essa já o levou? Quem pode se livrar de um temporal quando esse já passou e deixou os desastres?

As tragédias da vida são consequências de um mundo caído e longe de Deus. O corpo, a natureza, a sociedade e os relacionamentos, sentem. E sem controle, deve haver uma saída; precisa haver uma saída. E há!

Diante da realidade da tragédia o salmista propõe duas saídas simples. Na primeira ele diz o seguinte: “De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança…”

O salmista  ensina que quando a tragédia chegar não podemos permitir que nossas emoções sejam controladas por ela. Diante da tragédia é preciso reduzir o estado de agitação para que se possa voltar a pensar com serenidade, prudência e bom senso, e assim tomar decisões sensatas. A idéia da criancinha amamentada e satisfeita no colo da mãe, transmite a ideia de calma, sossego e paz. O que revela que podemos e devemos aprender a nos controlar.

A segunda resposta é um passo além. Há coisas que podemos fazer, que é nossa responsabilidade no momento. Mas para não sermos dominados pela ansiedade; para não sermos consumidos por um futuro incerto, o salmista diz: ” Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!” É preciso esperar no Senhor, hoje e sempre.

Ter Deus como esperança na tragédia significa crer que Ele pode mudar tudo; significa crer que a tragédia não tem a voz final; significa viver o amanhã pela fé e que o melhor ainda está por vir.

Com o salmista aprendemos que não podemos nos livrar das tragédias, mas também aprendemos que não podemos permitir que a vida fique travada porque inicialmente não conseguimos uma resposta rápida.

Como salmista também aprendemos que ainda que a vida seja dura, precisamos ser humildes o suficiente para reconhecer que não temos controle e somos limitados, e por isso urgentemente precisamos ir a Deus e pedir sua ajuda.

Se você está vivendo uma tragédia, acalme-se e espere em Deus. Creia que Ele pode usar sua tragédia para trazer um grande milagre. Não se permita amargar. Não jogue a culpa em outras pessoas. Não fique lambendo as dores. É inútil centrar em si. Deus consegue fazer o sol brilhar no meio de uma nuvem aberta na tempestade. E o cenário fica lindo!

Permita que suas tragédias tornem um palco para um pleno descanso em Deus e numa verdadeira oportunidade para mudanças e grandes milagres.

AS LIÇÕES DO FRACASSO

AS LIÇÕES DO FRACASSO

Em Marcos 14.29-31 lemos: Pedro declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei! Respondeu Jesus: “Asseguro-lhe que ainda hoje, esta noite, antes que duas vezes cante o galo, três vezes você me negará”. Mas Pedro insistia ainda mais: “Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros disseram o mesmo.

Pedro está autoconfiante. Ele acredita que de forma alguma Ele nunca abandonará a Jesus. Ele crê em si. Mas ele conseguiu manter suas palavras? Em Lucas 22.56-61 lemos: “Uma criada o viu sentado ali à luz do fogo. Olhou fixamente para ele e disse: “Este homem estava com ele”. Mas ele negou: “Mulher, não o conheço”. Pouco depois, um homem o viu e disse: “Você também é um deles”. “Homem, não sou! “, respondeu Pedro. Cerca de uma hora mais tarde, outro afirmou: “Certamente este homem estava com ele, pois é galileu”. Pedro respondeu: “Homem, não sei do que você está falando! ” Falava ele ainda, quando o galo cantou. O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: “Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes”. Saindo dali, chorou amargamente.”

Há algumas verdades nesse episódio de Jesus com Pedro que devemos aprender. A primeira verdade é que precisamos estar cientes de que as palavras de Jesus são sempre verdadeiras e nos alertam sobre nossa real situação. O que Ele disse que aconteceria a Pedro, realmente aconteceu. Não as palavras de Jesus é sempre abraçar o fracasso.

A segunda verdade é que há sempre um perigo quando confiamos em nós mesmos. Em Jeremias 17.5 lemos: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor.” Pedro confiou mais em si do que no que Jesus estava dizendo. O autoconfiança, alimentada pelo orgulho, nos leva ao fracasso. Paulo nos ensina em 1 Coríntios 10.12: “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!

A terceira verdade é que o fracasso não é o fim de tudo. Pedro naquela noite “chorou amargamente.” Ele viu o peso de seu fracasso. Ele sentiu a sua derrota. Era é um choro de um fracassado, mas também é um choro de arrependimento. Mas Jesus não abandonou a Pedro. Em João 21.15-17 após fazer por três vezes a mesma pergunta, se o Pedro o amava, e ouvir sua resposta, Jesus disse a ele: “cuide das minhas ovelhas.” Jesus naquele dia recuperou a Pedro. E por que Ele fez isso? Porque Jesus sabe que o fracasso total é apenas para quem insiste no erro. Os arrependidos sempre alcançarão misericórdia, graça e bondade de Deus. Eles serão totalmente restaurados.

Robert E Lee afirmou: “Todos falhamos. Mas na boa providência de Deus, o aparente fracasso pode muitas vezes torna-se uma benção.”

Para que as verdades de Deus cresçam forte em nossas vidas, precisamos aprender bem as lições que o fracasso nos ensina.

REAGINDO CORRETAMENTE

REAGINDO CORRETAMENTE

Os capítulos finais dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João relatam as últimas horas de Jesus. Essas foram marcadas por grandes dores.

Depois de ser preso no Gêtsemani, Jesus passou por fortes e infundadas acusações, e por um julgamento injusto pelo Sinédrio que durou toda a madrugada. Ali, Ele manteve-se calado. E após questionado sobre sua deidade, Jesus afirmou ser o Filho de Deus e o Messias. E por essa afirmação Ele foi madrugada afora golpeado, cuspido e zombado.

Bem pela manhã, Jesus foi apresentado a Pilatos. Pilatos, mesmo não vendo injustiça nEle, mandou açoita-Lo. Os açoites romanos tinham como objetivo a pressão mental pelo deboche e a forte tortura física. Após os injustos açoites, Pilatos o entregou para ser crucificado.

E ao chegar ao Calvário, depois de ter carregado a própria cruz, Jesus foi deitado na cruz, onde o crucificaram seus pés e mãos com enormes pregos. Depois de ser crucificado, Ele foi levantado. E após levantado, Jesus ora dizendo as seguintes palavras em Lucas 23.34: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo…”

Por que Jesus, estando crucificado, ao invés de xingar, irar, dizer palavrões, blasfemar ou reclamar, ora pedindo para que o Pai perdoasse todos os seus inimigos? Por que Ele reagiu assim?

Jesus perdoa porque Ele decide que a atitude de suas algozes não definiria a forma como ele reagiria. Ao invés de retaliar, o que seria para muitos uma atitude “natural” e “normal”, Jesus decide perdoar.

E aqui é o ponto. Sua alegria, paz, tranquilidade, serenidade não pode ser dirigida pelos outros. É sempre você que escolhe como reagirá. Você é o único responsável por suas reações.

No livro: “Em Busca de Sentindo”, Viktor Frank, um psiquiatra judeu, foi levado para um dos campos de extermínio na Alemanha nazista. Toda a sua família e todos os seus amigos tinham sido assassinados numa câmera de gás. Ele diz que quando estava diante da Gestapo (a polícia secreta Alemã), eles tiraram sua roupa e o anel de casamento. Ele ficou inteiramente nu diante deles. Mas enquanto a Gestapo lhe tirava tudo, de repente ele percebeu que havia uma coisa que os nazista não puderam tirar-lhe: a forma como ele escolheria reagir aquela situação.

Você não pode controlar o que as outras pessoas fazem a você. Você também não pode controlar o que as outras pessoas falam de você. Mas você pode controlar muito bem como você reage a elas.

Um pouco de você é delineado por suas ações, mas o muito de você é percebido por suas reações. E se você deseja reagir como Jesus reagiu, você precisa dEle dentro de sua vida. Somente através dEle que você conseguirá reagir corretamente quando lhe fizerem o mal.

FRUTIFICANDO

FRUTIFICANDO

Nos capítulos 13-16 do Evangelho de João, Jesus deu diversos ensinos antes de ir à cruz. E um deles está em João 15.4: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.”

Jesus afirma que ninguém pode progredir espiritualmente, dando frutos espirituais sem estar ligado a Ele. “Permanecer” significa centrar em Jesus, viver para Ele, se inspirar nEle, devotar-se a Ele e agir por Ele. “Permanecer” é uma experiência espiritual que se desenvolve por ouvir, amar e viver Jesus. A isso chamamos de “vida cristã.”

Ninguém conseguirá espiritualmente viver de forma fecunda e produtiva a parte de Jesus. O que faz alguém ser produtivo aos olhos de Deus é estar ligado a Jesus como estilo de vida. E isso não por meio de religião, cultos, ritos, filosofias, programas, projetos, estudos, treinamentos etc.

Uma planta ou um ramo desconectado, não pode produzir fruto. Na verdade a desconexão de uma ramo a árvore, já produz morte. Estar sem Jesus é estar morto espiritualmente.

Agora, quais são os frutos visíveis quando se está “permanecendo” em Jesus?

Paulo nos aponta para eles em Gálatas 5.22,23: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio…”

O que permanece em Jesus ama mais e está disposto a focar mais no outro do que em si. Ele mantém-se alegre independente das circunstâncias; vive debaixo de uma paz indizível ainda que tudo possa conspirar para o mal; demonstra gentileza, cuidado e paciência para com as pessoas, mesmo que estes lhe façam o mal; mantém-se fiel aos votos, promessas e compromissos, tantos para com Deus como para com as pessoas; suas palavras, jeito de ser e viver, cheio de serenidade e calma. E por último, mantém controle sobre seus impulsos, desejos e vontades.

A partir desse versículo, a conclusão básica é: se alguém está em Jesus e nEle permanece, a vida torna-se diferente: os relacionamentos tornam-se saudáveis e o mundo interior é ajustado.

Se você realmente quer uma vida produtiva e fecunda, é necessário, em primeiro lugar, ter um verdadeiro encontro pessoal com Jesus. E depois dessa experiência , manter-se dia após dia, momento após momento, ligado, centrado e focado nEle.

Todos podemos permanecer em Jesus e deixar que Sua vida seja a nossa. E quando assim o fizermos, daremos fruto. Frutos que glorificam a Deus; frutos que abençoam pessoas.

 

FÉ NA FRAQUEZA

FÉ NA FRAQUEZA

Em Juízes 16.28 lemos que Sansão orou ao Senhor: “Ó Soberano Senhor, lembra-te de mim! Ó Deus, eu te suplico, dá-me forças, mais uma vez…”

Os capítulos 13 a 16 de Juízes relatam a gloriosa história de Sansão. Ele havia sido juiz em Israel por vinte anos. Ele tinha sido usado de forma sobrenatural por Deus em diversas ocasiões. Mas Sansão brincou com o pecado por várias vezes, e num momento, o pecado o engoliu.

Sansão ao orar estava numa cena constrangedora. Ele era um espetáculo vergonhoso para os filisteus, os inimigos de Israel. Os filisteus estavam em milhares, num grande estádio, louvando a seus deuses por eles terem dado Sansão em suas mãos. Mas na verdade, Sansão estava ali por causa de seu pecado e insensatez. Ele não conseguiu dizer não a sedutora Dalila, que montou um meio para pegá-lo de surpresa, quando ele estava indefeso e impotente. Ao prendê-lo, seus inimigos furaram os seus olhos, os mesmos que o sempre o seduziram ao pecado. E no meio dessa tristeza, humilhado por seu pecado, Sansão ora a Deus.

Mas há algo interessante na Bíblia sobre Sansão. O capítulo 11 de Hebreus é chamado de a “galeria dos heróis da fé”. O autor do livro de Hebreus no versículo 32 cita a Sansão como um “herói da fé”. Ele diz: Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas.” Nos versículos 33 e 34 ele continua: “…os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros.” A descrição mais condizente com Sansão nesses relatos é que “da fraqueza tiraram força.”

Essa é a vida de Sansão. Sansão entra na “galeria dos heróis da fé”, não por causa de sua própria força, habilidade ou estratégia, e muito menos por seu pecado. Ele está lá, porque ele foi um exemplo de arrependimento de seus pecados. Ele reconheceu diante de Deus que não andou em Seus caminhos como deveria, e isso o tornou fraco. Sansão pediu a Deus por Sua misericórdia; pediu que Ele ainda lhe desse força para que cumprisse a missão que lhe fora dado mesmo antes dele nascer.

Sansão está na “galeria dos heróis da fé”, porque diante de sua fraqueza, ele tirou força. Sansão teve fé o suficiente para chegar a Deus e pedir por Seu perdão. E por fazer isso, Deus elogia sua fé.

Não importa se sua vida está bagunçada por causa de seus erros e pecados; tudo pode mudar em sua vida, se como Sansão, pela fé, você voltar para Deus. Independente de onde estiver e como estiver, Ele curará sua vida, transformará seu coração e perdoará os seus pecados.

Lembre-se que você pode escolher por fé ou por incredulidade, diante da fraqueza que você está vivendo.

PICADOS PELA INGRATIDÃO

PICADOS PELA INGRATIDÃO

A ingratidão é uma picada na alma. William Shakespeare escreveu: “Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente!” Lutero foi ainda mais enfático ao dizer: “Existem três cachorros perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja. Quando mordem deixam uma ferida profunda.”

Ingratidão é não reconhecer o bem recebido. A pessoa ingrata não valoriza o que recebe, ressente-se porque não recebe e acha que precisa continuar recebendo. Ela é egoísta! Ela age em prol dos seus próprios objetivos, pretensões e sonhos. E essa é uma postura social, profetizada na Bíblia, que tende somente a crescer. Paulo afirmou em 2 Timóteo 3.1,2: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos,…” Um sábio afirmou: “Existem três classes de ingratos: os que silenciam diante do favor; os que o cobram e os que se vingam.”

Devemos abandonar a ingratidão e desenvolver o hábito de sermos gratos. Em primeiro lugar devemos ser gratos a Deus. O Salmo 103.2 nos ensina: “Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!” Deus espera que sejamos gratos. Quando Jesus curou dez leprosos, em Lucas 17.17,18, apenas um voltou. Então Jesus perguntou o seguinte: “Não foram purificados todos os dez”? Onde estão os outros nove? Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?”

Devemos também ser gratos as pessoas que nos fazem o bem. Paulo fez isso ao reconhecer o serviço amoroso que Priscila e Áquila lhe fizeram. Sobre eles, ele afirma em Romanos 16.4: “…os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.”

Conta uma lenda que um mestre e seu discípulo iam por uma estrada, quando, ao passar por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pela correnteza. O mestre, imediatamente, desceu até a margem do rio, entrou na água e pegou o aracnídeo, salvando-o, mas foi picado por ele. Por causa da dor, o mestre largou-o, deixando o escorpião cair novamente no rio. Então, mais uma vez, se jogou nas águas, salvou o escorpião e pela segunda vez foi picado por ele, o que fez com que o soltasse de novo, deixando-o cair nas águas do rio. Tentou uma terceira vez, mas agora com a ajuda de uma folhinha de árvore, conseguindo retirar o escorpião com sucesso e salvando-o definitivamente. Seu discípulo, que a tudo observava, aproximou-se do mestre e o recriminou: – “Mestre, o senhor deve estar muito doente! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda, picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão! Eu deixaria o ingrato se afogar.” Depois de escutá-lo, ainda se refazendo da dor, o paciente e amoroso mestre respondeu” “Amigo, a tarefa é ajudar. A minha, é ajudar. Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.”

Seja grato a Deus! Seja grato as pessoas! Perdoe todos os ingratos! Abandone a ingratidão! Alexandre Herculano afirmou: “A ingratidão é o mais horrendo de todos os pecados.”

QUANDO INJUSTIÇADO

QUANDO INJUSTIÇADO

Ser injustiçado significa receber de alguém, algo imerecido. Significa que alguém lhe fez algo de errado ou lhe retribuiu com o mal sem você merecer. Ao dar amor, você recebeu ódio; ao dar fidelidade, você recebeu traição; ao dar carinho, você recebeu hostilidade; ao dar apoio, você recebeu desamparo. A lista é grande. Tudo isso é muito triste, e dói muito.

Em Lamentações 3.59, o profeta Jeremias viu-se injustiçado, e ao sentir-se assim ele ora, dizendo: “Viste, SENHOR, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.

O profeta ora a Deus. Ele ora a Deus porque ninguém melhor que o próprio Deus sabe muito bem o que é ser injustiçado. Após criar amorosamente o homem, dar-lhe bondosamente o jardim do Éden para seu suprimento, estabelecer cuidadosamente uma ordem para sua própria segurança e lhe preparar graciosamente sua esposa para não ficar sozinho, o homem traiu a Deus. Ele ouviu a voz de Satanás, e O abandonou. Assim, Deus sabe muito bem a dor da injustiça.

Um princípio bíblico é que sempre colhemos o que plantamos. Agora, receber o mal, não significa que plantamos necessariamente o mal. Muitos de nós sofremos pelo mal que outros plantaram. É preciso entender que desde que o pecado entrou no mundo, tornamos todos vítimas do mal e de toda injustiça.

A questão não é se vamos ser injustiçados, porque realmente vamos; a questão é como reagiremos, o que plantaremos depois de ter sido afetados pela injustiça.

Jesus nos ensinou a reagir diante do mal recebido da seguinte forma em Lucas 6.27-31: “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.”

Mas você pode perguntar: “diante das minhas injustiças, eu não consigo reagir dessa maneira como Jesus ensinou?” Mas acredite, ninguém consegue!

Para reagir corretamente a injustiça como Jesus ensina, é preciso ter a vida dEle na sua vida. Ninguém mais do que Ele soube o que é lidar com a injustiça. Ele sofreu pela traição de Judas, Ele sofreu pela negação de Pedro, Ele sofreu pelo abandono de todos os seus discípulos, Ele foi vítima da ingratidão da multidão  e do desafeto e ódio dos líderes de sua nação, que por fim, O crucificaram.

Para lidar com as injustiças você precisa de Jesus. Você precisa de Sua pessoa e de Seu poder dentro de você.  Somente Ele lhe capacitará a amar, a orar e a fazer bem ao inimigo. E mais, somente ele lhe libertará do ódio e do ressentimento profundo que as injustiças causaram em seu coração.

Não combata injustiça com mais injustiça. Entregue sua injustiça a Deus. Ele sabe muito bem como lidar com elas.

PARE DE LUTAR

PARE DE LUTAR

As provações chegam para todos. E quando os dias estão difíceis é preciso ancorar corretamente a vida. No Salmo 46.10 o próprio Deus encoraja: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!…”

O Salmo 46 é uma declaração de confiança em Deus. No versículo 1 Deus é apresentado como o refúgio, a força e o auxílio do seu povo quando os problemas chegam. O texto diz: “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.” E com base no que Deus é, o salmista diz que não tem nada a temer nessa vida. Os versículos 2,3 afirmam: “Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do mar, embora estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria.”

No versículo 4 o salmista demonstra que a presença de Deus está na cidade e a chama de “…o Santo Lugar onde habita o Altíssimo.” E por isso ele afirma com confiança no versículo 5: “…Deus está lá! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da manhã.” E se Deus se acha presente, Ele age contra o que pode causar problema. A tônica do versículo 6: “Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.” 

 O salmista não vê em Deus uma pessoa distante da vida e de seus dilemas. Diante dos problemas ele afirma com segurança no versículo 7: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura.” E por viver na plena convicção de que Deus está presente na vida, o salmista faz um convite para que todos vejam Deus agindo. Ele diz nos versículos 8,9: “Venham! Vejam as obras do Senhor, seus feitos estarrecedores na terra. Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fogo.”

E após a declaração do poder e da presença de Deus, o próprio Deus fala no versículo 10: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra.” E o salmista conclui o Salmo exaltando a presença e o poder de Deus para com o seu povo. O versículo 11 diz: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura.” 

O que será determinante para você resistir com bravura os dias maus de sua vida, não será o quanto você mentaliza pensamentos positivos, ou quanto de terapia você faz, ou ainda o quanto de remédios você toma. O que fará a diferença é a sua visão de Deus.

Se você estiver crendo plenamente na pessoa, no poder e na presença de Deus, esteja certo de que Ele se manifestará também como seu refúgio, fortaleza e auxílio.

Quando Deus for tudo o que você tem, o que você confia, deseja e espera, aí sim, a sua vida entrará no eixo. E aí sim, você definitivamente vai parar de lutar.

PLANTANDO E COLHENDO

PLANTANDO E COLHENDO

O apóstolo Paulo ensinou um grande princípio em Gálatas 6.9-10: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.

Um agricultor não colhe o que não planta e nem mantém insensatamente a expectativa de um fruto cuja a semente não corresponda ao fruto. Planta-se milho para colher milho, e não trigo. Bons resultados de uma colheita advém de boas escolhas da semente e da sabedoria em onde, quando, como e quanto plantar. Más decisões no plantio, mal resultado na colheita.

E na vida é a mesma coisa. Paulo nos ensina que “…não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos…enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos…” Na vida não podemos colher o que não plantamos e sempre colhemos o que plantamos.

Pessoas que plantam generosidade na vida de outros com o seu tempo, recursos, habilidades e oportunidades, receberão generosidade. Os que plantam amor, serão amados. Os que plantam misericórdia e compaixão, receberão tudo isso em suas vidas. Em contra partida, os que plantam qualquer tipo de mal receberão o que plantam. Essa é uma lei natural, espiritual e sócio relacional.

É também muito perigoso para a vida quando alguém diz: “Vou agir da maneira que quero, do jeito que quero, ninguém pode me impedir e não estou nem aí para o que pode me acontecer.” Isso é um erro! A vida cobra a forma como se vive.

Tome muito cuidado com o que diariamente você está plantando. Lembre-se que suas escolhas e seus hábitos tem consequências boas ou ruins, dependendo de que como você está decidindo sua vida. Você colhe o que planta.

Podemos colher as consequências de ações insensatas. Salomão fez um severa observação em Provérbios 1:29-32: Visto que desprezaram o conhecimento e recusaram o temor do Senhor, não quiseram aceitar o meu conselho e fizeram pouco caso da minha advertência, comerão do fruto da sua conduta e se fartarão de suas próprias maquinações. Pois a inconstância dos inexperientes os matará, e a falsa segurança dos tolos os destruirá.”

Aconselho a você ler as biografias da Bíblia, o livro de Provérbios e de Eclesiastes e acima de tudo os Evangelhos, onde se encontra a vida, as obras e os ensinos de Jesus. Nesses conteúdos bíblicos você aprenderá com a sabedoria de Deus que a vida é realmente de plantio e colheita.

Certas, reflexivas e poderosas são as palavras de Deus em Gálatas 6.7: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” Alguém sabiamente disse: “Deus é bom que nos deixa plantar o que quisermos. E Ele é justo, que nos deixa colher o que plantamos.”